“No Fim Era o Frio” é o novo álbum dos bracarenses Mão Morta é hoje lançado pela editora independente Rastilho Records.
"O disco “No Fim Era o Frio” apresenta-se como uma narrativa distópica onde conceitos como aquecimento global ou subida das águas do mar servem de ponto de partida e cenário para um questionar e decompor de diferentes paradigmas do quotidiano.
São paradigmas que nos rodeiam e com os quais nos relacionamos e que todos os dias replicamos – criando com eles uma familiaridade tal que nos impede, muitas vezes, de deles tomar verdadeira consciência –, desviados para um outro enquadramento onde a familiaridade ganha a estranheza que permite a sua percepção".
Este disco será apresentado ao vivo amanhã no Hard Club (Porto). Ainda no seu fim‑de‑semana de lançamento passa hoje ainda pela Tubitek em Braga para uma sessão de autógrafos com os fãs e na Fnac Santa Catarina (29 de Setembro) para uma conversa com a presença da banda.
"Maria", o novo disco de Carminho é editado hoje nos Estados Unidos pela editora Nonesuch, casa de artistas como David Byrne, Robert Plant, The Black Keys, Brad Mehldau ou Randy Newman e que já editou trabalhos de Caetano Veloso, Bjork ou Fat Boy Slim.
Carminho visitará várias cidades da América do Norte como Nova Iorque, Boston, Toronto ou São Francisco no mês de Novembro.
"O amor é um ato revolucionário", o novo disco do cantautor brasileiro Chico César está disponível para audição nas plataformas digitais. Entre as faixas do álbum, "Pedrada", "O amor é um ato revolucionário" e "History", canções divulgadas nas redes sociais do artista.
Produzido por André Kbelo Sangiacomo e Chico César, com exceção das faixas History (produção: Márcio Arantes), Pedrada (produzida e arrajada por Eduardo Bid) e Eu Quero Quebrar (versão André Abujamra). Participações: Luiz Carlini, Agnes Nunes e Flaira Ferro.
Em 2019, Carlos Leitão grava aquele que é assumidamente o resultado prático de um trabalho feito com amor. “Casa Vazia” é o nome de um disco que prolonga a essência do que é e do que sente.
O Fado é a matriz desta viagem que é feita com a cumplicidade de nomes como Júlio Machado Vaz, Marco Horário, Tozé Brito, Jorge Benvinda, Júlio Resende, Vitorino, Salvador Sobral e João Só, entre outros que se juntam ao caminho.
Numa “Casa Vazia” de acessórios, permanecem as emoções, os afectos e os sonhos. Tudo o resto fica para trás. Para si, o essencial é, afinal, o amor enquanto elo de ligação. E curioso é o facto de todos os nomes que escreveram ou compuseram para esta “Casa Vazia” o terem feito (sem pedidos ou requisitos prévios) sob a temática do “amor”. (Coincidências - dizem - não existem...)
Marta Hugon regressa aos discos com “Coração na Boca” que vem dar corpo a palavras suas e de autores como José Eduardo Agualusa, Afonso Cabral ou Nádia Schilling. O novo trabalho conta, ainda, com as composições de Mário Laginha, Sara Tavares, Joana Espadinha, Maria Villanueva, Francisca Cortesão e André Fernandes.
Depois de apresentar o primeiro single, “Tudo Pode Acontecer”, nas comemorações do Dia de Portugal, Marta Hugon apresenta o seu quinto disco que nasce da vontade profunda de fazer música e poesia. “Para mim, cantar é arriscar a vida em palco. Demorei muito tempo a chegar a esta certeza. Foi um percurso de descoberta emocional e sonora e quis escrever sobre isso”, explica a cantora.
O título do disco surge de um verso do “Praia”, um dos temas que Marta Hugon escreveu. “Sou apaixonada pela poesia na música e nas palavras, mas também gosto de sentir - e fazer sentir - o seu lado mais visceral”, continua. A convite da cantora, Luís Figueiredo cou responsável pela produção e arranjos de “Coração na Boca”.
Cantado exclusivamente em português, o novo repertório conta com várias participações e colaborações entre autores, músicos e artistas: “cada compositor foi escolhido com uma intenção especíFca e diversa. Acho que não há verdadeiramente criação sem risco e este “Coração na Boca” nasce de uma profunda necessidade de criar um novo som e, de certa forma, uma nova voz”, conclui a artista.
Marta Hugon tem vindo a estabelecer uma identidade cada vez mais sólida dentro do universo dos singer-songwriters portugueses. Tendo como sua primeira casa o jazz – ensina na escola do Hot Clube de Portugal e foi solista da respetiva Big Band – a cantora lançou o seu primeiro disco em 2005, dando assim início a uma carreira que se destaca pela consistência mas também por uma constante necessidade de se reinventar musicalmente.
Alinhamento:
01. Fugaz (Marta Hugon/Joana Espadinha)
02. Nascer Outra vez (José Eduardo Agualusa/Luis Figueiredo)
03. As tuas fraquezas (Maria Villanueva)
04. Praia (Marta Hugon/Sara Tavares)
05. Beija Flor (Marta Hugon/Filipe Melo)
06. Combustão (Marta Hugon/Luis Figueiredo)
07. Sicília (Marta Hugon/Mário Laginha)
08. Espantar o Medo (Marta Hugon/André Fernandes)
09. A Voz (Joana Espadinha)
10. Pressa (Afonso Cabral/Francisca Cortesão)
11.Tudo pode acontecer (Marta Hugon/Luis Figueiredo)
"Mais Um" é o novo disco de S. Pedro, que confirma tudo o que pensávamos sobre ele e acrescenta mais algumas pistas sobre a consolidação e projecção da sua carreira. Este trabalho sucede a "O fim" que, na verdade, marcava o início da carreira a solo deste cantautor.
Pedro Pode, ou S.Pedro, é um tipo honesto e criativo, uma espécie de vizinho do lado que conhecemos, cumprimentamos e com quem damos duas de letra para depois descobrir, com orgulho, que um gajo tão simples e porreiro é afinal o autor de uma mão cheia de canções que já entraram por direito próprio para o cancioneiro nacional. Porque este exímio compositor e letrista não embarca em modas e faz música genuína, que nasce do binómio inspiração-transpiração, em doses variáveis, mas que assenta sobretudo na vida de todos os dias. Na sua, que também poderia ser a nossa.
Canta-nos pequenas histórias, invariavelmente atravessadas por uma ponta de ironia e humor, mas sempre com princípio, meio e fim. E olha a meios para chegar a finais felizes que, invariavelmente, nos remetem para novas escutas, para saborear melhor o que ouvimos, perceber melhor o que nos quer dizer, descobrir novos pormenores — nas melodias que nos enlaçam, nos diálogos instrumentais que tanto nos transportam para sítios melancólicos como para lugares de sonho, nos fazem bater o pé ou dançar, nas referências que não apanhamos à primeira (porque este é um homem do Norte e usa o Andante) — e, eventualmente, esboçar mais um sorriso, desencantar mais um sentido, e partilhar tudo com quem gostamos. Partilhar mesmo, porque é uma música de partilha. Não da partilha bacoca e imediata em busca de um like (para quê...?) mas daquela que leva agarrada um pedaço de nós. Uma música que nos toca, e que temos para a troca.
Como diz em “Apanhar Sol”, o single que marcou o Verão de 2018, «tens de ir lá mexer, tens de ir lá tocar». O contacto e os olhos nos olhos ao invés da mediação digital e do ecrã como espelho fosco da alma, no fundo, o conhecimento adquirido pela prática, pela tentativa e erro, é uma das temáticas caras a S. Pedro. «O mundo é onde eu calcar o chão», ouve-se em “Mundo”. E até mesmo num outro mundo, na incursão sci-fi (X-Files encontram-se com “Era uma vez o espaço”), há que «confirmar as tretas sobre o espaço que há tanto tempo» ouve. No fundo, aconselha a meter as mãos à massa, à obra, à vida, não protelar nem fugir ao amor, nem à realidade com que somos confrontados. Em “Todos os meus amigos” faz-se esse elogio da normalidade, envolto em crítica mordaz, com balanço soalheiro e alegre, e já o imaginamos a discorrer sobre a temática em modo churrasco e jola. Com os amigos, naturalmente. Em “Música do outro”, reforça o seu código de vida apontando o dedo à música enquanto mero entretenimento e produto pré-fabricado, ao invés de forma de expressão e veículo de mudança.
Há muito amor e desamor, paixão e ciúme, oportunidades perdidas (umas quase de propósito outras porque sim, num certo culto do falhado…), canções para todos os (bons) gostos que funcionam isoladamente e enquanto tijolos de um disco sólido e inteligente, de um artista que continua a crescer e a conquistar por direito próprio um lugar de relevo e destaque entre os maiores.
Luminoso e inspirado, abençoadamente pop, "Mais Um" é o novo disco de S. Pedro e chegou hoje às lojas em CD, streaming e download. Disponível aqui.
"Com Que Voz", um dos mais emblemáticos discos de Amália Rodrigues, chegou hoje às lojas em edição remasterizada e aumentada, que inclui temas inéditos e versões alternativas. Já à venda nas lojas em CD e em todas as plataformas digitais. Brevemente disponível em vinil.
«Ouvi sempre, aos que mais conhecimento e bom gosto tinham para o dizer, que “o melhor disco português de sempre é o Com que Voz.” E mesmo a expressão “tudo é relativo…”, quase sempre ouvida depois da atribuição de pódios similares, só vem lembrar, numa espécie de contradição de si mesma, que os valores absolutos afinal sempre existem. O lugar cimeiro de Com que Voz entre os discos nacionais é um deles. Posso parecer redundante, mas nunca será demais afirmá-lo: em Portugal nunca um cantor do nível vocal e interpretativo de Amália, se é que houve mais algum, gravou um álbum com esta coerência artística, esta elevação poética e este requinte musical, ainda para mais feito no auge das suas capacidades.
Foi o primeiro LP de Amália só com música de Alain Oulman e o tempo transformá-lo-ia no símbolo maior da revolução que fizeram na nossa música. É, desse prisma, o mais perfeito álbum que nos deixou a também mais moderna e inteligente dos cantores portugueses.
Em discos anteriores Amália tinha já ultrapassado convenções e barreiras artísticas, e tinha atingido cumes de perfeição musical, mas em nenhum, como em Com que Voz, se aliaram de forma assim lapidar duas características que tornaram a sua arte tão única: a vocalidade sem par, aliada à maneira muito original que tinha de dizer as palavras, e a genial acentuação que dava à própria frase musical.
Se o disco dos discos de Amália foi gravado em poucos dias, grande parte deste repertório foi esculpido durante anos, como o demonstram as seminais versões de alguns fados, até há pouco tempo inéditas, reunidas nas edições de Fado Português e Fados 67.
Por outro lado, a sensação de prodígio aqui conseguida viria iluminar uma série de sessões de gravação, na esperança de fazer outro LP com fados de Alain Oulman e talvez repetir o milagre. Num capítulo intitulado “à maneira do Com que Voz” é reunida aqui a sua primeira parte, com todo o material, algum dele inédito, gravado na proximidade das sessões do álbum, e que mantém o ambiente poético e até a impressão digital sonora própria deste disco, para além de alguns, infelizmente poucos, takes alternativos. A segunda parte dessas sessões será em breve publicada num disco dedicado a ensaios de estúdio inéditos de 1970, nos quais Amália experimentou pela primeira vez muitos dos fados gravados mais tarde para o LP Cantigas numa Língua Antiga.
Voltando ao Com que Voz, disse-me Hugo Ribeiro que Alain Oulman se tinha emocionado profundamente nas gravações do disco, “ele que não era homem de chorar”. O excepcional técnico de som, que viu sempre no Com que Voz a sua obra maior, lamentava também nunca o nome de Fontes Rocha ter sido referido nas autorias, “o Fontes fez aquelas introduções todas, só as melodias dos fados é que eram do Alain”.
Senhor Ribeiro, passados cinquenta anos sobre as sessões que originaram esta “sua” obra-prima – aquelas em que o Alain chorou –, não tentamos fazer justiça apenas a Fontes Rocha, também lhe agradecemos, a si, infinitamente, ter carregado nos botões que gravaram o Com que Voz. Como agradecemos ter ligado os fios que ofereceram ao futuro tantas obras-primas, todas apaixonadamente trazidas por si até nós.» (Frederico Santiago)
A partir de hoje a edição digital do álbum “Positivamente” encontra-se disponível em todas as plataformas digitais. Depois de revelar os singles “Auto-retrato” e “Obituário”, Vítor Hugo entra no Verão com a edição do seu disco de estreia em nome próprio, o primeiro em português, que tem vindo a apresentar por todo o país.
Nascido em Aveiro em 1990, Vítor Hugo pertence à nova geração de artistas portugueses, talentosos e multifacetados, que acumula as funções de cantor, guitarrista e compositor. Começou a aprender guitarra aos 10 anos e em 2009 ingressou no London Center of Contemporary Music. De regresso a Portugal fundou The Underdogs, banda com que editou “Silence” (2011), “Songs for the few” (2012) e “Blame it all on jazz” (2014). Paralelamente, iniciou o seu percurso com os Moonshiners, com quem gravou três discos: o de estreia, homónimo (2013); “Good news for girls who have no sex-appeal” (2015); “Prohibition Edition” (2018); e com o alter-ego Silent Preacher, num registo intimista e a solo, lançou o álbum “The other side of nothing”(2013).
"Positivamente" revelado Faixa a Faixa por Vítor Hugo
Auto-Retrato
Inicialmente escrita em inglês, tendo o nome “she only loves me when I sing”, “Auto-Retrato” é a música que abre o disco e foi das primeiras compostas para “Positivamente”. Fala sobre o desejo de sermos amados pela pessoa que amamos, estando conscientes que as nossas imperfeições poderão causar desilusões e desgostos – “Mas mesmo assim, espero que gostes de mim”.
Obituário
“Obituário” conta a história ficcionada de 3 pessoas (um boémio, uma prostituta e um padre), que têm unicamente em comum o facto de terem sido encontrados mortos no mesmo dia. É uma sátira social que descreve o estilo de vida destas personagens, relativizando a importância da morte ao olho alheio – “está tudo bem, não era ninguém”.
Tutti-Bene
“Tutti-Bene” fala sobre a chegada inevitável da velhice e de tudo aquilo que vamos deixando por realizar. Debruça-se sobre a discrepância que existe entre o que idealizamos para as nossas vidas e o que efectivamente vai sendo a nossa realidade – “Lá fora, onde tudo é tão frio, tudo é morte e repetição”.
Elaine
Também inicialmente escrita em inglês, “Elaine” foi a primeira canção que compus. Quando comecei a trabalhar a versão em português, andava fascinado pelo pintor Giuseppe Arcimboldo e com vontade de utilizar o mesma linguagem numa canção, através de palavras. Costumo chamar-lhe música para vegetarianos.
A Melhor Das Mortes Possíveis
“A Melhor das Mortes Possíveis” fala sobre as nossas rotinas e hábitos diários. Tudo o que somos e fazemos convergirá no nosso suspiro derradeiro, mas enquanto esse momento final não assoma à janela do tempo, vivemos muitas vezes alienados dessa noção, dando aos dias um propósito e uma aura de eternidade.
Lar Doce Lar
“Lar Doce Lar” é escrita na pele de uma mulher e fala sobre o percurso de um casal ao longo de vários anos, desde os primeiros dias de namoro, passando pelo nascimento dos filhos e construção de família, até ao ponto de ruptura. Esta canção, que obedece a uma narração cronologicamente linear, enumera momentos de júbilo e de desgosto inerentes ao amor.
Dança da Realidade
“Dança da Realidade” é inspirada numa série de passeios a pé pelas ruas de Lisboa e expõe, numa sucessão de imagens fugazes, a azáfama do movimento do dia-a-dia da cidade. Esta canção pinta a diversidade da capital: “o beco a esquina”, “a confusão de betão e asfalto”, “velhos no jardim”, etc.
Adeus Latino
“Adeus Latino” é uma música de desamor em formato de carta de despedida. A letra foi escrita numa altura particular de desânimo e desespero e é difícil falar sobre ela. Além disso, o escritor dessa carta já não existe.
Hora de Saída
“Hora de Saída” é uma música dedicada a vários amigos que, em tempos de crise ainda bem presentes na nossa memória enquanto povo, se viram obrigados a exercer profissões indesejáveis. Quando somos novos perguntam-nos “O que gostarias de ser quando fores grande?”, a verdade é que frequentemente as circunstâncias nos desviam desse “sonho de menino”, que nos persegue sempre, especialmente quando vislumbramos a nossa vida em retrospectiva.
Gatos de Telhado
“Gatos de telhado” é a música que fecha o “Positivamente” e acaba por resumir bem o espírito do disco. Apesar de todas as vicissitudes, temos sempre uma réstia de esperança e de força que nos permite continuar a lutar, mesmo quando a única solução é procurar a beleza nas coisas feias e a luz na escuridão – “Há morte em nós por cada dia que passou, há uma voz que enrouqueceu, mas não se calou”.
"Um Disco para José Mário Branco” é uma prova de admiração e afecto, e também um agradecimento. Pela música, pelas palavras, pelo exemplo, pela atitude, pela inspiração. Ao reunir um conjunto de artistas tão ecléctico e diversificado, o resultado foi um retrato-mosaico de uma obra maior da música portuguesa. Ao juntarmos tantas sensibilidades diferentes, percebemos que José Mário Branco chegou a várias gerações sem perder força, que as suas ideias, soluções e abordagens à canção, no fundo a sua visão artística, continuam a fazer sentido e caminho.
Este disco partiu da celebração dos 40 anos do 25 de Abril, tendo o José Mário Branco como referência. Fez-se um livro (na Abysmo) e um espectáculo (na Casa da Música). Lançaram-se sementes. E agora, recolhemos os frutos nas leituras inéditas de Luca Argel (vídeo), Marfa, Osso Vaidoso, Batida feat. AF Diaphra, Primeira Dama, Guta Naki, Ermo e João Grosso. E completamos este lote com uma recolha de versões, colaborações e citação já editadas de JP Simões, Camané, Lavoisier, os norte-americanos The Walkabouts, os espanhóis SINGLE, Peste & Sida e Mão Morta.
Conclusão: a obra de José Mário Branco vai do hip-hop à electrónica, do fado à pop, do rock à poesia pura e dura, sem passar pela facilidade, gratuidade ou vacuidade. É política, emotiva, terna, dura, alegre, triste, lúdica, inteligente. E sempre generosa. Como este feliz mapa que (re)inventa caminhos, (re)aponta direcções e, no entretanto, (re)descobre tesouros.
Baralha-nos e dá-nos de novo. O Zé Mário e alguma da mais interessante música portuguesa dos últimos 50 anos.
“Um Disco para José Mário Branco” está já disponível para download e streaming na Apple Music, Spotify, Youtube e restantes plataformas digitais. À venda também em CD a partir de hoje, 28 de Junho.
Rita Barata estreia-se nas edições com EP acústico. Desde a aridez de um vazio, à tempestade de emoções, ao crescimento transformado em canções, "se chover, floresce" é um EP intimista de sensações vividas a cru.
Gravado somente em acústico, o foco está na história de cada canção, nos detalhes escondidos nas letras e nos acordes das melodias tocadas. Envolvendo os elementos da natureza, este projeto é um mergulho para dentro de nós mesmos, mostrando-nos que ir ao fundo é apenas aquilo que acontece antes de se florescer.
Cordel é o novo projecto dos cantautores portugueses Edu Mundo e João Pires. Edu Mundo e João Pires já assinaram composições de vários artistas como Ana Moura, Sara Tavares, António Zambujo ou Fogo Fogo. De dentro dessa casa portuguesa, "de dar e ficar contente", surge Cordel, um novo projeto onde interpretam as suas criações, navegando num mar de tradições com mergulhos nas raízes lusófonas.
Em Cordel, Edu Mundo e João Pires assumem uma “atitude quase revolucionária, ou pelo menos inconformista”, que “contraria tendências para nos dar o essencial das nossas raízes, reinventando-as e aproximando-as das novas gerações.” Juntam-se “sem rótulos, embalagens ou preconceitos” e entrançam melodias tradicionais como a chula, o vira, o fado canção e a marcha popular, com “ritmos de latitudes africanas e brasileiras”.
Em 2018, Cordel apresentou-se ao público com os singles "Se Vieres Amanhã" e "Manual da Canção", o primeiro integrando a banda sonora da novela, ainda na grelha da SIC, "Alma e Coração".
O disco de estreia, "Volume I" já se encontra disponível nas lojas em Portugal e em todas as plataformas digitais.
Faux Tapes é um projeto de instrumentais com estética alternativa, post-rock e ambiente, que apresenta agora o seu álbum de estreia. João Pedro Nogueira, que tem como principal instrumento a guitarra, escreveu todos os temas, fez todos os arranjos e programações. Também tocou e gravou todos os instrumentos presentes no álbum.
O trabalho apresentado neste projecto explora ambientes amplos e profundos, com texturas detalhadas e com timbres lo-fi com carácter intencionalmente nostálgico. A componente melódica acrescenta conteúdo emocional enquanto a rítmica, quando presente, complementa a dinâmica dos temas e adiciona espessura. Uma grande variedade de instrumentos acústicos, electro-acústicos, eléctricos, electrónicos e virtuais foram utilizados. Esta variedade apresenta-se porém de forma coerente e complementar ao longo de todo o álbum.
O disco é composto por 9 temas, numa duração total de 47 minutos, em que se procurou um alinhamento dinâmico com contrastes rítmicos e sonoros para captar o interesse do ouvinte ao longo de todo o álbum. Há temas com composição predominantemente post-rock a contrastar com temas mais ambientais, atmosféricos, contemplativos e introspectivos.
Na escrita deste trabalho foi dado muito espaço a técnicas experimentais que enriqueceram os temas com uma sonoridade mais orgânica, em contraste com uma sonoridade tendencialmente mais técnica e quantizada da música electrónica em geral. A utilização de gravações de campo enriquecem as texturas e acrescentam o elemento natureza para enfatizar a profundidade e dramatismo em alguns temas.
Neste momento, o álbum encontra-se à venda no Bandcamp em formato digital e cassete de áudio e estará mais tarde disponível nas principais plataformas de venda online e streaming.
"Volúpias" inaugura a discografia, em nome próprio, de Gabriel Ferrandini. O disco resulta de um processo de composição e posterior residência do baterista na ZDB ao longo de 2016. Ferrandini escreveu este disco para o seu trio (Pedro Sousa no saxofone tenor e Hernani Faustino no contrabaixo) e é finalmente editado pela Clean Feed, com produção da ZDB.
Muitas coisas mudaram entretanto na carreira de Gabriel: escreveu uma peça para a Bienal BoCA estreada no Rivoli e no Teatro Nacional D.Maria II, desenvolveu um trabalho a solo muito importante que o levou a actuar por duas vezes no Teatro Maria Matos, esteve em residência no Matadero Madrid e teve a oportunidade de colaborar com diversos músicos de referência.
"Volúpias" é um disco intemporal que irá marcar o ano discográfico. Constituído por temas curtos e com um som simultaneamente clássico e inventivo. O disco já está disponível no Bandcamp e Spotify.
Antes de tudo. Antes dos computadores, dos smartphones, do wi-fi e das redes sociais. Antes dos satélites, dos aviões, dos carros. Antes da revolução industrial, da revolução agrícola. Antes ainda das primeiras sociedades. Viajemos atrás no tempo, antes de concebermos sequer a ideia de tempo, antes de conhecermos sol e lua, dia e noite. E antes do fogo. Que encontramos? A faísca. A centelha que os humanos utilizaram para dar corpo ao fogo. O primeiro flash, e por conseguinte a primeira inspiração.
De certa forma, “Scintilla” – o álbum – é o primeiro dos Catacombe. Som renovado – redefinindo o post-rock com harmonias profundas e ritmos hipnóticos e imprevisíveis – há aqui calorosos rasgos de luz a cortar as paredes massivas de som. Há ecos de melodias suspensas, lado a lado com paisagens em rápida evolução. Há luz e obscuridade, em larga ressonância, a convidar-nos à auto-redefinição.
Surge talvez demasiado tempo após o último, “Quidam”, de 2014. Surge após crescimentos individuais e colectivos, após o trabalho, após o sono, após o riso e a lágrima. Surge quando os que o compõem não são os mesmos que há cinco anos, mesmo que o passado se sinta próximo. E surge, impreterivelmente, para nos ensinar uma valiosa lição: a de que não há escuridão que resista ao mais ténue dos brilhos, não há quarto que não se alumie com o mais fraco dos candeeiros.
Gravado e produzido por Daniel Valente, nos estúdios Caos Armado e no CCMP, misturado por Falk Andreas no Blank Room Studio, Berlin, e masterizado por James Plotkin (Isis, O.L.D., Khanate), “Scintilla” transporta-nos até àquele momento primordial em que o homem descobre o fogo, para que milhões de anos mais tarde uma banda possa descobrir o rumo, ou a maturidade. A luz, ou o alvor.
Depois de revelar os singles “Auto-retrato” e “Obituário”, Vítor Hugo entra no verão com a edição do seu disco de estreia em nome próprio, “Positivamente”, o primeiro em português, que tem vindo a apresentar ao vivo de Norte a Sul do país, com paragem esta semana em Albergaria-a-Velha, no dia 13 de Junho. A partir de hoje a edição física do álbum encontra-se disponível aqui e nos próximos dias em todas as plataformas digitais.
Nascido em Aveiro em 1990, Vítor Hugo pertence à nova geração de artistas portugueses, talentosos e multifacetados, que acumula as funções de cantor, guitarrista e compositor. Começou a aprender guitarra aos 10 anos e em 2009 ingressou no London Center of Contemporary Music.
De regresso a Portugal fundou The Underdogs, banda com que editou “Silence” (2011), “Songs for the few” (2012) e “Blame it all on jazz” (2014). Paralelamente, iniciou o seu percurso com os Moonshiners, com quem gravou três discos: o de estreia, homónimo (2013); “Good news for girls who have no sex-appeal” (2015); “Prohibition Edition” (2018); e com o alter-ego Silent Preacher, num registo intimista e a solo, lançou o álbum “The other side of nothing”(2013).
"Positivamente" Faixa a Faixa por Vítor Hugo:
Auto-Retrato
Inicialmente escrita em inglês, tendo o nome “she only loves me when I sing”, “Auto-Retrato” é a música que abre o disco e foi das primeiras compostas para “Positivamente”. Fala sobre o desejo de sermos amados pela pessoa que amamos, estando conscientes que as nossas imperfeições poderão causar desilusões e desgostos – “Mas mesmo assim, espero que gostes de mim”.
Obituário
“Obituário” conta a história ficcionada de 3 pessoas (um boémio, uma prostituta e um padre), que têm unicamente em comum o facto de terem sido encontrados mortos no mesmo dia. É uma sátira social que descreve o estilo de vida destas personagens, relativizando a importância da morte ao olho alheio – “está tudo bem, não era ninguém”.
Tutti-Bene
“Tutti-Bene” fala sobre a chegada inevitável da velhice e de tudo aquilo que vamos deixando por realizar. Debruça-se sobre a discrepância que existe entre o que idealizamos para as nossas vidas e o que efectivamente vai sendo a nossa realidade – “Lá fora, onde tudo é tão frio, tudo é morte e repetição”.
Elaine
Também inicialmente escrita em inglês, “Elaine” foi a primeira canção que compus. Quando comecei a trabalhar a versão em português, andava fascinado pelo pintor Giuseppe Arcimboldo e com vontade de utilizar o mesma linguagem numa canção, através de palavras. Costumo chamar-lhe música para vegetarianos.
A Melhor Das Mortes Possíveis
“A Melhor das Mortes Possíveis” fala sobre as nossas rotinas e hábitos diários. Tudo o que somos e fazemos convergirá no nosso suspiro derradeiro, mas enquanto esse momento final não assoma à janela do tempo, vivemos muitas vezes alienados dessa noção, dando aos dias um propósito e uma aura de eternidade.
Lar Doce Lar
“Lar Doce Lar” é escrita na pele de uma mulher e fala sobre o percurso de um casal ao longo de vários anos, desde os primeiros dias de namoro, passando pelo nascimento dos filhos e construção de família, até ao ponto de ruptura. Esta canção, que obedece a uma narração cronologicamente linear, enumera momentos de júbilo e de desgosto inerentes ao amor.
Dança da Realidade
“Dança da Realidade” é inspirada numa série de passeios a pé pelas ruas de Lisboa e expõe, numa sucessão de imagens fugazes, a azáfama do movimento do dia-a-dia da cidade. Esta canção pinta a diversidade da capital: “o beco a esquina”, “a confusão de betão e asfalto”, “velhos no jardim”, etc.
Adeus Latino
“Adeus Latino” é uma música de desamor em formato de carta de despedida. A letra foi escrita numa altura particular de desânimo e desespero e é difícil falar sobre ela. Além disso, o escritor dessa carta já não existe.
Hora de Saída
“Hora de Saída” é uma música dedicada a vários amigos que, em tempos de crise ainda bem presentes na nossa memória enquanto povo, se viram obrigados a exercer profissões indesejáveis. Quando somos novos perguntam-nos “O que gostarias de ser quando fores grande?”, a verdade é que frequentemente as circunstâncias nos desviam desse “sonho de menino”, que nos persegue sempre, especialmente quando vislumbramos a nossa vida em retrospectiva.
Gatos de Telhado
“Gatos de telhado” é a música que fecha o “Positivamente” e acaba por resumir bem o espírito do disco. Apesar de todas as vicissitudes, temos sempre uma réstia de esperança e de força que nos permite continuar a lutar, mesmo quando a única solução é procurar a beleza nas coisas feias e a luz na escuridão – “Há morte em nós por cada dia que passou, há uma voz que enrouqueceu, mas não se calou”.
"Há uma editora nova para saborear as ressacas de amor, os plácidos pequenos almoços a sós e os melancólicos serões para divorciados. Trazem o sabor das torradas cobertas de geleia e o som doce de um downtempo que se veste de R’n’B à procura de uma nova paixão na Internet. É na partilha das suas estórias individuais que assumem a construção colectiva, no início deste novo ciclo das suas vidas, marcado pela electrónica,a pop, e a nostalgia de uma máquina apaixonada à espera de ser de novo ligada." (Tiago Santos | Rádio Oxigénio)
Geleia Lenta, editora lisboeta criada por Miguel Marinho (Lagoa Laguna), Joel Lucas (miianmar), Tomás Frias (TOMMY BOY) e João Isaac (AMIK), antigos parceiros de outras aventuras musicais no panorama nacional, inicia agora o seu ciclo discográfico. O primeiro longa-duração, “música para divorciados”, é um álbum colaborativo entre todos os artistas da casa e um cartão de apresentação à estética e universo musical que geleia pretende entregar.
Gravado entre Santarém e o FRASCO, entre convívios nebulosos e momentos de partilha criativa genuína, “música para divorciados” é um longa duração onde cada canção é um relato individual de uma experiência pessoal, funcionando como bloco de construção para a narrativa fictícia e conceptual que o disco como um todo nos apresenta.
Desde o vaporwave (“parnecer2016”, “malabar”, “darkdj5(at)h@tmail.com”), pop R&B (“lounge”, “howuwantit”) e as harmonias de boysband (“sea bass”), o disco é o reflexo de uma série de influências redescobertas e trazidas à luz do panorama musical actual.
Depois de “howuwantit”, o segundo single deste álbum é “lounge”, uma faixa que explora as tentações a que uma relação estagnada pode estar sujeita. Musicalmente, “lounge” é um fluxo contínuo de uma secção rítmica que se repete ao longo da canção, apenas interrompida por uma guitarra assertiva em cada refrão.
Yara Gutkin é uma artista portuguesa multifacetada (cantora, pianista, compositora e maestrina coral) nascida em Madrid numa família de artistas. Filha do guitarrista Carlos Gutkin e da atriz Paula Freitas e neta do encenador Adolfo Gutkin.
O seu álbum de estreia "Mama", que a partir de hoje chega às lojas nasce das raízes e vivências em Portugal, Espanha, Argentina, Cuba e Brasil, que se sentem de uma forma muito íntima e familiar. Uma viagem com cheiros e alusões à mãe natureza que vai desde as águas do Amazonas, donde provém o nome Yara—mãe d'água das culturas indígenas—aos recifes de corais, revela a poesia e afetividade da canção de embalar, superando o objectivo de adormecer o bebé.
Percorrem-se canções desde a mais tradicional até à mais atual, tratadas de uma forma única e variada, e escritas num tom intervencionista, que reclama o papel da mulher na contemporaneidade. "Mama" compõe assim um retrato do que é ser mulher e mãe antigamente e agora, com canções para o filho que vai nascer, canções em que os filhos embalam os pais, canções de tristeza e desabafo, e ainda outras num ponto de vista paternal.
Este disco reúne 14 canções, e tem como protagonistas, em simultâneo, a Música e a Poesia, na medida em que apresenta temas de poetas e músicos como José Afonso, Vinícius de Morais, Toquinho, Fernando Pessoa, Miguel de Unamuno, e José Mário Branco (entre outros), além de originais, incluindo o tema "Reefs" da autoria de Yara Gutkin, o tema "Deixa ser a mais" com a co-autoria de Kent Queener e Catarina Sobral, "Tu que dormes" e "Canção ao menino" de Carlos Gutkin, e o tema “Acalanto”, uma canção de Pedro Branco dedicada ao projeto.
O projeto não se encerra apenas num estilo musical. Há influências eruditas e jazzísticas combinadas com uma base mais tradicional, em que predomina a música portuguesa. Kent Queener, o elemento criativo imprescindível, desempenha o seu belíssimo papel de arranjador, produtor e compositor do "Mama".
Acompanham neste álbum, as virtuosas mãos de Kent Queener no piano e teclados, Carlos Gutkin na guitarra clássica, Anders Perander no cavaquinho, André Galvão no contrabaixo e baixo, Marcos Alves e Iuri Oliveira na percussão e bateria, e Yara no piano e harpa. Ainda conta com maravilhosos músicos convidados como Norton Daiello, Diogo Picão, Alexandra Marquez, Rui Meira, Sandra Martins e o Coro Infantil de Santo Amaro de Oeiras.
Num texto sobre Lena d’Água e "Desalmadamente", o álbum que chegou hoje às lojas e que tem sido aclamado pelos media em uníssono, Inês Meneses escreve assim:
“Muitas mulheres da minha idade (que fizeram a transição entre gerações mais passivas para um hastear da bandeira mais guerreira do feminismo) tiveram na Lena d´Água o exemplo que queriam seguir. Eu, aos 10 anos, queria ser como ela: era um mistério aquela miúda irrequieta que cantava às vezes de uma forma doce e quase infantil sem se intimidar com todos os homens que a acompanhavam. O que fiz ao meu cabelo para ele se aproximar do cabelo da Lena, só o espelho da minha infância poderá contar. Nunca conseguimos ser como ela. Talvez por isso, quase 40 anos passados desde o single “Robot” ainda conservemos com nitidez esses momentos (…)”, continua.
“A Lena tem a mesma voz, a mesma (!) de sempre, e tem agora 62 anos. Estamos nesta era de plástico em que fazemos deslizar as nossas rugas em filtros que nos escondem da verdade. E eu, acredito que muitos como eu, queremos o real. Eu quero ser esta mulher cheia de imperfeições que em 1980 cantava as canções da Lena e quero que a Lena seja a mulher que é: sem me esconder as rugas dela, deixando-me ouvi-la como a conheci.
É a realidade que me dá pica. Pode ser a realidade embrulhada em canções pop (que nunca vou esquecer) e que volto a querer cantar Desalmadamente com a Lena.
Não, ela nunca se foi embora. O verão ainda não acabou."
Já pode ser ouvido online "Lightning One", o longa duração de estreia dos Solar Corona. Editado com selo Lovers & Lollypops, o disco vai ser apresentado em Lisboa (Musicbox) a 17 de Maio e no Porto (CCOP) a 19 do mesmo mês, e terá edição em vinil, digital e, via Ya Ya Yeah, em K7.
Por esta altura, tornou-se natural assumir de que a água de Barcelos tem qualquer coisa de especial. O que será, não saberemos ao certo, mas o que tem feito pelo rock deste país é um feito admirável. Os Solar Corona nasceram desse borbulhar criativo de uma cidade que mostra como se escreve rock com linha tortas. Como deve ser.
Formados em 2013, em 2016 chegaram a um consenso à formação e assentaram em quarteto, com Rodrigo Carvalho (guitarra / sintetizadores), Peter Carvalho (bateria), José Roberto Gomes (baixo) e Julius Gabriel (saxofone / sintetizadores). Após a edição de três EPs entre 2013 e 2016, os Solar Corona chegaram a “Lightning One”, o primeiro longa-duração, fruto de anos de labor à procura do som que triunfasse nesta formação.
“L.E.V. - Livre e Espontânea Vontade”, é este o mais recente trabalho do rapper Praso, agora disponível em todas as plataformas digitais.
Praso serve-se das liberdades conquistadas em Abril e lança um dos álbuns mais completos da sua carreira. Convidou nomes como Tatanka, Maze (Dealema), Macaia, BK’ e SAIN (Brasil) e a par com Richardbeats, Romeu Rocha e Flávio B criou as batidas que marcam o passo de “L.E.V.”. São 18 faixas que viajam pelos beats mais jazzisticos de Álcool Club e pela veia lírica de um dos rappers mais relevantes do panorama do musica português.
Ao mesmo tempo, “A Praga”, um dos singles do álbum, conta com a participação de BK’ e Sain, duas das mais recentes explosões no panorama do Rap brasileiro, tema que explora as realidades socio-políticas dos dois lados do atlântico.