17/08/2019

NOVA ARCADA BLUES | Braga


O Festival Internacional Nova Arcada Braga Blues está de volta. De 29 de Setembro a 11 de Outubro Braga vive intensamente 13 dias de Blues com concertos de artistas nacionais e internacionais, uma entrevista e 6 Workshops. Os eventos estarão espalhados pela cidade em escolas, bares, cafés, no Centro Comercial Nova Arcada, Altice Fórum Braga e Theatro Circo

O Nova Arcada Braga Blues é o mais extenso Festival de Blues do País.

VÍDEOCLIP | "Segredos" - Murta


Depois do êxito “Porquê”, e de “Respeitar”, Murta continua a apresentar música nova e a provar que é uma das mais fortes promessas da música nacional.

“Segredos”, é o novo single, e repete a parceria de “Porquê”, contando com produção de 54 Studio, que também foi o responsável pelo Mix e Master, a canção já se encontra disponível em todas as plataformas digitais.

O vídeoclip acaba de estrear no YouTube e foi realizado por madeinlx, que também já havia realizado os dois videoclipes dos singles anteriores.

SAM THE KID EM CONCERTO

16/08/2019

LUSITANIAN GHOSTS | "Let it Soar"


É num mundo cada vez mais acelerado que os Lusitanian Ghosts editam este dia 16 de Agosto o seu "slow", a balada "Let it Soar": e é precisamente a voos de grande altura que os Lusitanian Ghosts planeiam levar os seus cordofones populares lusitanos, com showcases nos festivais Live at Heart na Suécia e Reeperbahn Festival em Setembro.

Assim, o single "Let it Soar" afirma a vontade humana de ir mais longe, sem fronteiras nem passaportes como canta Neil Leyton numa declaração que noutros tempos não seria talve tão política: "Fly away now, no passports, não escrevi a letra, na altura, a pensar nos novos muros do século XXI mas é mesmo assim - sou contra qualquer fronteira desumana seja nas Américas ou na Europa. Somos todos da mesma raça, independentemente da cor da pele, crenças ou orientações sexuais e é muito duro pensar que muita gente não terá aprendido as lições do século XX."

O single conta também com uma versão ao vivo do tema, gravada e filmada nos Estúdios Canoa, para o documentário "Lusitanian Ghosts". Neste alinhamento, os Lusitanian Ghosts são: Neil Leyton na voz, Micke Ghost na guitarra, João Sousa na bateria, OMIRI na Nyckelharpa, Abel Beja na viola Terceira e Guillermo de Llera na percussão, estes dois de Primitive Reason.

Já a edição internacional do seu disco debut está confirmada pela editora European Phonographic para dia 23 de Agosto.


DIRON ANIMAL | "Pair"


Nascido e criado em Cazenga, Angola, Diron Animal aprendeu rapidamente a tirar proveito de tudo o que o rodeasse. A imaginação é uma ferramenta essencial para aprender a fazer sandálias a partir de pneus velhos ou até para criar brinquedos a partir de latas. Embora se tenha mudado para Portugal há dez anos, as lições que aprendeu por lá nunca o vão deixar, e essa engenhosidade é perceptível no som que ele concebe.

O envolvimento de Diron Animal no mundo da música começou cedo: ele foi parte de uma banda de música tradicional angolana, depois de um grupo de capoeira, a seguir de um projecto de hip hop e finalmente aterrou no Kuduro, com os The Shine, e a sua consequente variação de rock, com Throes + The Shine.

Este último projecto criou três álbuns que o levaram por toda a Europa. Em 2017 Diron Animal lançou o seu primeiro álbum a solo com o selo da Editora britânica Soundway Records. Album que ele explorou em grandes Festivais na Europa durante o ano de 2018, como por exemplo no Paléo Festival Nyon, Trans Musicales Festival, Amsterdam Dance Event, etc, ALONE é um álbum que marca a etapa da carerra a solo de Diron Animal cujo propósito é claro: pôr todos os ouvintes num estado frenético invocando o animal interior dentro de cada um e que só pode ser trazido pelo som desenfreado da música de dança.

Tudo na visão de Diron Animal, o rapaz que se tornou um homem mas que irá sempre utilizar a imaginação para criar com o que quer que esteja à sua volta.

"Pair" é o novo álbum do Diron Animal’s, agora distribuido por Rebel Up Records e Orchard desde o passado mês de Julho.


SAMUEL ÚRIA | Fundão

15/08/2019

FESTIVAL MÚLTIPLO | Lisboa


Nos dia 15-16-17-18 de Agosto de 2019, a Zaratan - Arte Contemporânea apresenta a quinta edição do Festival Múltiplo, um evento organizado por identidades plurais e referências cruzadas que promove a disseminação, a materialização e a multiplicação de experiências artísticas e partilhas culturais independentes.

O festival é “Múltiplo” no sentido de variado e diferente, mas também por ser uma unidade que contém várias outras: o evento acontece em sinergia com uma série de parceiros e envolve de uma forma sustentável e interdisciplinar uma selecção de sujeitos e entidades dos mais interessantes no panorama artístico local e internacional.

Este evento pretende opor-se à típica migração das massas para os grandes festivais de verão um pequeno festival feito por agentes locais, que nos permita habitar o centro histórico da cidade e manter vivos projectos independentes de alto valor artístico.

O Festival Múltiplo acredita na existência de todo um outro mundo artístico e um mundo cada vez mais vibrante, onde diversas espécies se multiplicam a um ritmo rápido, fora das lógicas comerciais, dos clubes exclusivos, das galerias de arte e das instituições culturais convencionais.

Fiel ao espírito das quatro edições anteriores, o Festival Múltiplo caracteriza-se por uma forte componente de produção criativa DIY, com lançamentos de publicações e edições gráficas, e conta com uma programação intensa de concertos, intervenções sonoras, performances, apresentações e tertúlias, incluindo a participação de dezenas de artistas nacionais e internacionais.

VÍTOR BACALHAU | Swing Blues Festival


Vítor Bacalhau atua no "Swing Blues Festival" no próximo Sábado dia 17 de Agosto na Bélgica.O Música lançou recentemente o single intitulado "I Am Leaving" , do novo trabalho que será lançado em Setembro, em Portimão e Lisboa.

NOBLE | Amarante

14/08/2019

VARIAÇÕES | Banda Sonora do Filme é Editada a 23 de Agosto


Já se encontra disponível para pré-venda a Banda Sonora do filme "Variações", com edição pela Sony Music que será editada a 23 de Agosto.

Armando Teixeira assumiu a produção musical e, através das famosas cassetes de António Variações, deu corpo às músicas que ele gravara na garagem, com músicos amadores, no final dos anos 70.

"Toma o comprimido", "Teia", #Perdi a memória", "Canção de engate" ou "Quero dar nas vistas", tema inédito encontrado no espólio de António Variações, são, para além de "Na Lama", algumas das canções que compõem a banda Sonora do filme de tributo à primeira estrela da pop Portuguesa que chega aos cinemas dia 22 de Agosto.

"Quando o realizador João Maia me convidou para fazer a banda sonora do seu filme “Variações”, fiquei entusiasmado. Estimulou-me a possibilidade de reinventar a música do António Variações à luz dos nossos dias. Imaginei o que poderia fazer pelas suas canções agora. Seria mais eletrónico? Acústico? Andei uns dias empolgado com essa ideia e com a possibilidade de voltar a fazer música para cinema.

Isto foi antes de me encontrar com o João. Logo percebi que não era nada disto que ele pretendia. O que o João não queria era que a música servisse o normal propósito de uma banda sonora: pontuar sentimentos, criar ambientes… não era essa a ideia.

No fundo ele não queria uma banda sonora, mas que eu desse corpo às ideias que o António Variações gravara na garagem com músicos amadores no final dos anos 70. Antes de gravar qualquer disco, já o António e os músicos que o acompanhavam na altura tinham vestido as suas canções de roupagens bem distintas daquelas a que nos habituámos. É aí que acontece a música no filme.

Para isso, o João deu-me a ouvir as famosas cassetes. Aí encontrei o António a cantar acapella, sobre uma caixa de ritmos, ensaios de banda e concertos. Era esta a ordem, primeiro compunha a música sozinho ou com a caixa de ritmos e depois, nos ensaios, os músicos faziam os arranjos. O trabalho parece ter sido intenso. Existem numerosas versões de cada canção.

Encontrei canções completas como o “Toma o comprimido”, excertos de canções como “Teia”, “Perdi a memória” e canções onde parece que faltam pedaços e estrutura como a “Canção de engate”. Encontrei até um inédito, chamámos-lhe “Quero dar nas vistas”. Parece ser uma canção desenvolvida em ensaio, mas não um improviso. Existem gravações de diferentes ensaios. O António apresenta-se, a banda desenvolve um prog-rock com inúmeros solos, mais uma vez, sem nenhuma estrutura. Ensaiavam pelo prazer de tocar.

Fiz pequenas descobertas que deram um outro sentido a este trabalho: numa das várias versões do “Na lama”, o lead de sintetizador que funciona como refrão é diferente da versão gravada pelos Humanos. Foi esse que usámos. O “Perdi a memória”, nas gravações a que tive acesso, não desenvolve para refrão. O António canta-o, mas o instrumental mantém-se na parte A. Para completar a canção, mantivemos o espírito e fomos buscar o pré-refrão e refrão ao original gravado em disco. O facto de conhecer bastante bem os dois discos do António Variações ajudou-me muito neste trabalho. Vivi intensamente o “Anjo da Guarda” quando saiu. Um pouco mais tarde, o “Dar e Receber”. Uma cassete que ouvi até se dissolver no meu primeiro carro.

O que também facilitou e tornou este trabalho um prazer foi ter-me rodeado de amigos. Amigos que também são excelentes músicos. Os meus companheiros nos Balla, Pedro Monteiro, Duarte Cabaça e Vasco Duarte. A amizade e a admiração pelo trabalho do António foi o que nos uniu.

Uma última palavra para a surpresa que foi o Sérgio Praia e a sua evolução como cantor. Este disco não era para existir, nunca nos passou pela cabeça tocar estas canções ao vivo. Mas aí estão!

Tudo isto só foi possível pela segurança que o Sérgio nos deu. Ele cantou as canções no “plateau”, os momentos do filme em que actua ao vivo em Fiscal são arrepiantes. Dá-me vontade de querer prolongar esta aventura. Espero que nos acompanhem." (Armando Teixeira)

Alinhamento:

01. Anjo da Guarda

02. Canção de Engate

03. Na Lama

04. O Corpo é que Paga

05. Estou Além

06. Visões – Ficções (Nostradamus)

07. Teia

08. Toma o Comprimido

09. Perdi a Memória

10. Quero das Nas Vistas

CARLÃO | "Bandida"


O vídeo do novo single de Carlão, “Bandida”, editado por Rui Berton, integra imagens dos mais recentes espetáculos no Festival Meo Marés Vivas e Festas de Loures, refletindo a poderosa energia de Carlão e banda em palco e a participação efusiva e contagiante do público.

Quando estreei “Bandida” com banda num palco, fiquei deveras surpreendido pela energia com que um tema acabado de editar foi recebido pelo público. A (ainda) curta história da performance da música ao vivo tem sido tão feliz que me pareceu fazer perfeito sentido usar imagens de concertos para o seu videoclip. Um feedback vigoroso da audiência é como um combustível extra para quem está a tocar e “Bandida” pegou de estaca nas nossas atuações: já o sinto como um dos momentos mais fortes ao vivo”.

"Bandida" marca nova colaboração entre os irmãos Nobre, ficando a letra a cargo do Carlão (Carlos Nobre) e a composição e produção da responsabilidade de João Nobre.

A digressão de Carlão continua este fim de semana com concertos no Festival Sol da Caparica [16 de Agosto] e Praia do Furadouro, Ovar [17 de Agosto].

HOMEM EM CATARSE | Vila Nova de Famalicão

13/08/2019

BIÉ | "Drunken Eyes"


"Drunken Eyes", primeiro single do ábum "Space Inside Space", disponível hoje em todas as plataformas digitais de música.

BIÉ é o projeto musical de Rafael Fernandes. Natural de São Martinho de Anta (Vila Real), começou a aventurar-se nas suas composições musicais com apenas 15 anos.

Escutando a sua música percebemos que a sua adolescência foi musicalmente inundada por Bob Dylan, David Bowie, Chet Baker, etc. Esses ambientes terão sido importados para a sua música e terão sofrido uma metamorfose por influências da música de Bon Iver, The Tallest Man On Earth ou Father John Misty.

Aos 17 anos edita o seu primeiro EP, “Desert Venice”. “Song For The Ones Who Breathe” foi o single desta primeira aventura. Nunca desatento, Henrique Amaro faz passar este single na Antena 3, acabando por captar a atenção de alguns programadores de festivais, como por exemplo Fernando Alvim, que o convida de imediato a participar no Festival Termómetro.

Com 21 anos, BIÉ descobriu a sua própria sonoridade e é algo de especial. Um novo artista a eclodir como cantor, compositor e multi-instrumentista auto-didata, com uma intensa, mas cuidada, mistura de Rock, Indie Rock, Folk, Blues ou mesmo Country. Uma mistura que o torna singular.


FESTIVAL VAPOR - A STEAMPUNK CIRCUS | Entroncamento


O Museu Nacional Ferroviário e a Câmara Municipal do Entroncamento, estão a preparar a Segunda Edição do Festival Vapor - A Steampunk Circus, a decorrer entre 27 e 29 de setembro de 2019, na cidade do Entroncamento.

Este é um evento que a nível internacional já move multidões e, efetivamente, a primeira edição trouxe ao Museu mais de 4.000 visitantes, num evento inovador e inédito em Portugal.

Inspirado na corrente estética Steampunk, o Festival atrai desde as tribos mais puristas aos adeptos ocasionais, dos movimentos ecodirecionados aos vanguardistas, das produções artísticas alternativas ao simples entretenimento familiar. Todos têm lugar nesta viagem aos primórdios da Revolução Industrial.

Este é um Festival que resulta de um Acordo de Cooperação entre a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, o Município do Entroncamento e o Museu Nacional Ferroviário, numa clara aposta na criação de uma Oferta Cultural diferenciadora para a promoção turística do Médio Tejo, em articulação com o destino turístico “Centro de Portugal”.

O cenário do Museu, inaugurado em 2015, não podia ser mais perfeito: grandes máquinas, muitas da época da tecnologia a vapor, e edifícios industriais totalmente preservados acolhem um programa diversificado de música, cinema, jogos, conversas, workshops, exposições e desfiles, sempre inspirado no estilo retro em que a tecnologia moderna avança a partir da maquinaria a vapor.


A entrada no Museu e no Festival é gratuita. Nesta edição, os espetáculos de Custom Circus (27 de Setembro), Kumpania Algazarra e Cais Sodré Funk Connection (28 de Setembro) e O Gajo (29 de Setembro) são apostas fortes, mas a animação ocorre ao longo dos três dias e é family friendly.

FILIPE SAMBADO & OS ACOMPANHANTES DE LUXO | Lamego

12/08/2019

MONSTER JINX | "Beat Camp #03"


O Verão. “Aquela” altura do ano. A época das praias lotadas, do calor, dos cocktails, dos sunsets, dos festivais e - como não poderia deixar de ser - da Beatcamp.

O terceiro volume da Beatcamp chega agora com novos (e frescos) temas da autoria de MAF, Maria, E.A.R.L, DarkSunn, Taseh, XANDO e NoFuture, que vêm preencher as playlists das idas intermináveis para a praia, sendo a banda sonora para (mais um) verão sem fim. Recomenda-se até que sejam tocadas perto de uma piscina e conservadas num ambiente fresco.

O artwork surge pela primeira vez pelas mãos de Confeere, artista emergente da street art que tem vindo a marcar pontos além fronteiras, e que merece, sem sombra para dúvidas, a nossa atenção.

ARRANCA ESTA SEMANA O "SOU QUARTEIRA" | Uma Exposição, Um Documentário e Um Festival


O Movimento Sou Quarteira arranca na próxima semana com a exposição já disponível nas ruas de Quarteira, com as fotografias de Mike Ghost dos heróis eleitos. Na quarta-feira (14 de Agosto) será emitido o documentário Sou 365 dias, que vai mostrar os talentos de Quarteira espalhados pelo mundo.

No dia 16 de Agosto (sexta-feira), as portas do recinto abrem às 18.00h, com actuações de Allen Halloween, Branko, M.D.A & Maskarilha, Mayra Andrade, Mina & Bryte, Mishlawi, Plutónio, Dj Big, Dj Kwan. 

No dia seguinte (sábado, 17 de Agosto), o palco do Sou Quarteira recebe Eva Rap Diva, Jimmy P, Kojey Radical, Mundo Segundo & Sam The Kid, PEDRO, Perigo Público & Sickonce, Sacik Brow & Fragas, Dj Adamm, e Progressivu.

EA LIVE | Lisboa


A data do EA LIVE Lisboa está cada vez mais próxima: é já daqui a dois meses, a 12 de Outubro, que o Campo Pequeno irá contar com sete grandes bandas e um DJ clubbing. Stereossauro, Capitão Fausto, PAUS, Keep Razors Sharp, Diabo Na Cruz, The Gift e Gabriel, O Pensador são garantias absolutas de mais um extraordinário momento EA LIVE que ninguém irá querer perder.

Entretanto, o EA LIVE Évora acontece já a 18 de Agosto, com um concerto único e há muito esgotado: Seu Jorge - Voz e Violão, em que o grande músico da MPB irá recriar em versão mais intimista o melhor do seu repertório.

LINDA MARTINI E ZANIBAR ALIENS SÃO AS NOVAS CONFIRMAÇÕES DO FESTIVAL RITMOS EM CASCAIS



No próximo dia 31 de Agosto, o Parque Palmela, em Cascais, recebe seis horas de música de bandas portuguesas, com as mais recentes confirmações de Linda Martini e Zanibar Aliens, nomes que se juntam a Primitive Reason, num cartaz com uma banda ainda por revelar.

A partir das 18.00h e até à meia-noite, todos os caminhos vão dar ao Parque Palmela, para uma festa de ‘boa música e boa vibe’ com a atuação de bandas 100% nacionais. Além da música, haverá também muita animação, food trucks e várias atividades entre os concertos.

MANEL CRUZ | Vila Nova de Famalicão

11/08/2019

MEN ON THE COUCH | "Senso Comum"


"Senso Comum" é o primeiro álbum gravado em estúdio dos Men On The Couch. Após vários anos a tocarem juntos, a banda madeirense decidiu aventurar-se no BlackSheep Studios em Sintra para eternizar as músicas acumuladas na gaveta. Assim nasceu Senso Comum, o primeiro trabalho discográfico da banda, que carrega todas as felicidades, desilusões, pensamentos e teorias que uns miúdos de 23 anos possam ter. Nesta viagem, Guilherme Gomes, João Rodrigues, Tiago Rodrigues e Francisco Sousa vêm mostrar que a Madeira não é só Poncha e Cristiano Ronaldo.

Depois do lançamento do primeiro single do álbum “Se eu morresse amanhã”, a banda vem revelar outras facetas da sua musicalidade, com algumas músicas mais calmas e outras para abanar ainda mais a anca. Ao longo das 11 faixas do álbum, os Men On The Couch abordam vários temas do domínio comum da nossa sociedade, com letras leves e fáceis de digerir onde o ouvinte tem espaço para rir, chorar, dançar, gritar e refletir ao som das guitarras melódicas características da banda.

Após os primeiros temas originais gravados de forma amadora, decidiram abandonar o inglês e rapidamente perceberam que era a decisão mais acertada. Ao escreverem as letras na sua língua mãe, os Men On The Couch conseguiram encontrar uma forma mais natural e óbvia de se expressarem na sua música. Com grandes influências da Pop Rock inglês e português e da Música Popular Brasileira, os madeirenses dão ao público 43 minutos de temas originais e refrescantes.

A capa do álbum é uma reflexão clara das canções. Cada faixa é uma história, e a cada faixa está associada uma ilustração. A junção de todas as ilustrações resulta na capa do álbum. A data de lançamento do álbum está prevista para o próximo dia 11 de Outubro.

Os Men on the Couch são uma banda da nova geração de música vinda da Madeira e há mais de meia década que estão juntos. Antes eram apenas 4 amigos a fazer o que quer que os miúdos daquela altura faziam até que um dia sentiram a electricidade dos seus primeiros acordes na obscuridade do Sofá da cave da Dona Zita, e desde aí que não pararam mais.


A MOBYDICK RECORDS & MICHA RUDOWSKI APRESENTAM

CARTAZ | Concerto

10/08/2019

THE LEGENDARY TIGERMAN, CAPITÃO FAUSTO E DIABO NA CRUZ ANIMAM NOITE BRANCA EM BRAGA



As artes populares e de vanguarda vão-se cruzar na Noite Branca de Braga, de 6 a 8 de Setembro, em três dias e três noites que prometem ser "o maior evento cultural de acesso gratuito do país", com a presença estimada de meio milhão de visitantes.

O programa soma mais de 100 eventos em espaços culturais da cidade, ruas, palcos e museus, protagonizados por "seguramente mais de uma centena de artistas", garante Cláudia Leite. O tema é "Popular / Vanguarda" e abrange todo o tipo de artes, da música ao teatro, do cinema às media arts, passando pelas artes cénicas e arquitetura.

Os principais palcos vão ficar na praça do Município, avenida central, Theatro Circo e gnration. Entre os nomes da música destacam-se Sara Tavares, Luís Represas, Capitão Fausto, The Legendary Tigerman e Diabo na Cruz.

VARIAÇÕES O FILME


VARIAÇÕES retrata a vida de António Ribeiro, barbeiro e figura da movida lisboeta no final dos anos 70, perseguindo o seu sonho de se tornar cantor e compositor, apesar de não saber uma nota de
música. 

O filme foca o processo de transformação na persona de António Variações, artista excêntrico e popular cuja carreira fulgurante foi interrompida pela sua morte em 1984. VARIAÇÕES é uma homenagem a todos os que ainda hoje perseguem os seus sonhos aspirando transformar as suas vidas.

VARIAÇÕES chega aos cinemas no próximo dia 22 de Agosto!

JÚLIO PEREIRA | Bons Sons

09/08/2019

RUSSA | "Crews na Cruz"


RUSSA desafiou algumas crews para colaborar consigo, culminando no "Crews na Cruz, Vol. I", com a participação de: Kimahera, Embaixada e Moços do Bêco.

Cinco faixas com estéticas e temáticas complementares que pretendem demonstrar a diversidade dos grupos de rap em Portugal, bem como fomentar a troca de ideias em prol da evolução artística.

CHICO CÉSAR | "History"


O músico brasileiro Chico César está de volta! O músico, autor de sucessos consagrados pelo público, lançou hoje a faixa “History”  em todas as plataformas de streaming.

O single faz parte do novo disco “O amor é um ato revolucionário”, que tem previsão de lançamento no mês de Setembro.

History é como uma página de FaceBook dando continuidade ao like de um vínculo que não se rompeu. É uma melodia boa de cantar em levada romântico-brega que funciona como um recreio para os temas do que virá nas próximas faixas.(Zuza Homem de Mello)

LISBOA CONNECTION FEST

08/08/2019

FESTIVAL CORDAS | Açores


De 11 a 15 de Setembro, o concelho da Madalena, na ilha do Pico, Açores, recebe músicos e instrumentos de corda dos quarto cantos do planeta para a quarta edição do Festival Cordas.

O pai da Bossa Nova, João Gilberto, deixou este mundo há um mês. O realizador suíço George Gachot trabalhou por vários anos para executar "Onde Está Você, João Gilberto?". O filme estreia nos Açores na programação do Festival Cordas, que além de um cartaz recheado de músicos e instrumentos de corda, apresenta um programa educativo à volta da arte dos cordofones.

Os concertos acontecem no Auditório da Madalena de 11 a 14 de Setembro, pelas 21.30h, e o encerramento, que convida todos os tocadores de instrumentos de corda da ilha, que desejem participar a juntarem-se, no domingo, 15 de Setembro, pelas 18.00h na MiratecArts Galeria Costa.

Visitas às escolas, recitais ao meio-dia no Museu do Vinho, programas acústicos ao final da tarde na Gruta das Torres, improvisação na Lagoa do Capitão, uma exposição na Atlântico Teahouse e programas surpresa em vários locais, incluindo na MiratecArts Galeria Costa, preenchem o concelho da Madalena do Pico com música durante os 5 dias do festival de músicas do mundo.

Rafael Carvalho, o violeiro micaelense "guardião da viola dos dois corações", como foi chamado pelo Diário de Notícias, deu um saltinho à ilha do Pico para ajudar a lançar os planos e o cartaz da quarta edição do festival. 

"O Festival Cordas promove o encontro da Viola da Terra com instrumentos de várias partes do mundo, internacionalizando-a, sem ´sair da Ilha´," diz Rafael Carvalho, depois de partilhar sua música no cenário natural do Santuário dos Dragoeiros no Museu do Vinho, local favorito para concertos, incluindo Música no Museu durante o Festival Cordas. 


TAINÁ | "Sonhos"


Tainá atua este Sábado, 10 de Agosto, no MEO Sudoeste, depois dos concertos em Julho no MEO Marés Vivas e no Festival dos Canais. Esta digressão passa por alguns dos maiores festivais nacionais deste verão termina a 5 de Setembro, em Faro, no Festival F e, nessa altura, Tainá, que é de origem brasileira mas vive em Lisboa, já terá conhecido o Centro, o Alentejo, o Norte e Sul do país que escolheu para viver, gravar, e onde agora lançar o seu disco de estreia, homónimo, a 20 de Setembro.

Com 22 anos de uma vida nómada, Tainá aterrou em Portugal vinda do Brasil natal, onde cresceu e estudou música à revelia da família, trabalhando na escola para pagar o seu curso. Fixou-se em Lisboa onde, passeando pelas ruas, se juntou espontaneamente a uma jam de um grupo de músicos e foi desafiada a cantar “Corcovado”, de Tom Jobim. No final soube que se tratava da banda de Erlend Øye, dos Kings of Convenience, que no dia seguinte actuava a solo no Capitólio. Convidada a assistir ao concerto, Tainá cantava à porta da sala quando Erlend Øye a ouviu e se lhe juntou: impressionado, propôs-lhe actuar na primeira parte dos seus dois concertos seguintes em Portugal. 

Estes e outros factos transformam-se em histórias fascinantes quando relatados por Tainá, exímia contadora, cantora e compositora, que no single de estreia “Sonhos” revelou o primeiro capítulo de uma estreia notável. Dia 20 de Setembro, “Tainá”, o disco, promete continuar a desvendar mais um pouco da história deste novo talento que une os dois lados do Atlântico.

TIAGO BETTENCOURT EM CONCERTO

07/08/2019

TOXIKULL | “Cursed and Punished”


Depois do sucesso de “The Nightraiser”, os Toxikull voltam em força com o sucessor “Cursed and Punished”, com data de lançamento agendada para o dia 13 de Setembro através da editora italiana Metal on Metal Records.

Gravado nos Demigod Recordings com o produtor Miguel Tereso, "Cursed and Punished" apresenta 10 temas de alta rotação de pura maldade, levando ao extremo os conceitos de speed/heavy e thrash metal.

O vocalista e guitarrista Lex Thunder comenta: "Posso prometer que este será um dos melhores álbuns do ano na cena do heavy metal. Estamos a levar o heavy metal a outro nível. Imaginem uma versão maquiavélica de “The Nightraiser” mais rápida, mais forte e muito mais pesada. Neste álbum estão presentes a melhores versões de cada um de nós até hoje."

A banda promete ainda o lançamento de um novo vídeo ainda este mês, assim como as datas dos concertos de apresentação que serão anunciados brevemente.

NOISERV EM CONCERTO


Agenda:

09 de Agosto - Festival Bons Sons | Palco Zeca Afonso (23.30h)

23 de Agosto - Igreja Matriz | Aguiar da Beira (21.30h)

24 de Agosto - Balneário dos Inglesinhos | Nelas (21.30h)

www.noiserv.net

XUTOS & PONTAPÉS | Wine & Music Valley

DIRTY COAL TRAIN | Tour Primitive

06/08/2019

JORGE PALMA E DEAD COMBO TOCAM JUNTOS, PELA PRIMEIRA VEZ, NO DOURO ROCK


Amigos de longa data, nunca tocaram juntos. Desafiados pela organização do Douro Rock, Jorge Palma e Dead Combo vão juntar-se em palco no próximo sábado e são grandes as expectativas. O primeiro ensaio decorreu da melhor forma, ontem, na sala de ensaios de Pedro Gonçalves e Tó Trips. Em trio, vão tocar um tema dos Dead Combo e um de Jorge Palma, dois momentos inéditos que ninguém pode perder.

Recorde-se que aos Dead Combo e a Jorge Palma juntam-se no cartaz do Douro Rock, no sábado (10 de Agosto), os Mão Morta e os Keep Razors Sharp. Sexta-feira, o primeiro dia do festival, tocam David Fonseca, Clã, Dino D' Santiago e Profjam.

FESTIVAL F | Faro


A sexta edição do Festival F, que decorre em Faro nos dias 5, 6 e 7 de Setembro, é palco da última oportunidade para assistir à reunião dos Ornatos Violeta, a propósito do 20.º aniversário da edição do álbum seminal “O Monstro Precisa de Amigos”. Ao cartaz juntam-se artistas e bandas como Amor Electro, Ana Bacalhau, António Zambujo, Baile Funk, Capitão Fausto, Carolina Deslandes, David Carreira, Linda Martini, Mayra Andrade, Profjam, Revenge Of The 90’s ou 9 Miller, numa proposta que navega entre o pop, o rock e o hip-hop e que junta artistas consagrados às grandes promessas da música portuguesa actual. 

Nesta edição, além dos bilhetes diários e dos passes gerais de 3 dias, estão disponíveis passes gerais com acesso aos lugares limitados disponíveis no glamping na Praia de Faro e a possibilidade de adquirir bilhetes para os concertos intimistas no Palco Formosa, que terão lugar num barco, ao entardecer. Consulte toda a informação de bilheteira abaixo.

O Festival F afirma-se enquanto espaço agregador de público de vários géneros e idades entre a Vila Adentro, a zona histórica da cidade onde se encontram os Palcos Sé, Quintalão, Fábrica e Museu, e a Ria Formosa. Esta ligação à ria tem vindo a estreitar-se à medida que o festival tem crescido, primeiro com a necessidade de trazer o palco principal, Palco Ria, para fora das muralhas da Vila Adentro, e este ano também com o Palco Formosa que assume literalmente a ria como cenário, com um concerto diário ao final da tarde a bordo de um barco: dia 5, com Benjamim, dia 6 com Valter Lobo e dia 07 com MoMo.

Outra das novidades é a resposta a um pedido frequente por parte do público das edições anteriores, com a criação, pela primeira vez, de uma área restrita de glamping no Centro Náutico da Praia de Faro. Quem pretender usufruir desta oferta diferenciada e única, terá acesso ao festival durante os três dias, ficando igualmente assegurada uma ligação de ida e uma de regresso entre o Centro Náutico e o Festival, através de barco.

Atividades paralelas, como artes plásticas, workshops, novo circo e teatro para os mais novos e tertúlias ao final da tarde sobre temas que marcam a actualidade completam a proposta de 3 dias memoráveis para toda a família, bem no coração do Algarve.

A Altice reforça a parceria com o Festival F nesta sexta edição disponibilizando várias experiências e activações tecnológicas. A Altice ficará também responsável pelas soluções Wi-Fi e pelas comunicações dentro do recinto, permitindo ao público aceder gratuitamente à internet.

Recorde-se que, em 2018, perto de 50.000 pessoas passaram pelo Festival F, numa edição que bateu o recorde de público recebendo 16.000 pessoas na primeira noite, 14.000 na segunda e 18.000 na última. O Festival F é uma iniciativa do Município de Faro, do Teatro Municipal de Faro, S.M., da Ambifaro e da produtora Sons em Trânsito.

TIME FOR T | “Screenshot”


“Screenshot” é o segundo single a abrir caminho para o álbum Galavanting do grupo Time for T a ser editado no próximo dia 4 de Outubro. O tema vai ser lançado pela Street Mission Records, uma nova parceria feita entre a banda e a editora que começou em Londres, mas agora baseia-se em Lisboa e conta com outros artistas nacionais como Marinho e Niki Moss. O novo single antecipa o disco que a banda apresentará no dia 17 de Agosto no Vodafone Paredes de Coura.

Com a guitarra acústica discreta, o baixo e a bateria a segurar o groove com facilidade e as guitarras eléctricas líquidas, tudo isto forma a cama perfeita para a voz se deitar confortavelmente em cima em “Screenshot”. Faz lembrar “Dreams” de Fleetwood Mac mas com um twist mais moderno. Afinal, esta canção é uma analogia que utiliza o telemóvel como ferramenta para avaliar a vida. "If I screenshot my life right now, would it be worth the backup on the icloud?" Estamos a viver uma vida digna de salvar para as memórias do futuro ou estamos cada vez mais preguiçosos com toda esta tecnologia a nossa volta?

Esta foi a última canção a ser gravada para o disco e foi a única canção que construímos de cima pra baixo, ou seja, normalmente gravamos a bateria e o baixo e depois vamos adicionando vozes e guitarras mas, neste caso, como a canção era fresquinha, começámos com voz e guitarra e só depois fomos adicionando os instrumentos. Acho que este processo influenciou muito o som, que acabou por ficar mais calculado e simples. Tudo foi gravado numa casa de campo perto de Madrid menos as baterias, que foram gravadas mais tarde no Estúdio Camaleão em Lisboa.

PHILL VERAS EM CONCERTO


Esta semana teremos a estreia em Portugal de um dos mais promissores talentos da nova música brasileira, Phill Veras.

É a estreia de um músico que não vai demorar muito a aparecer em palcos grandes. Só o single "Sorriso ao sono", já conta com milhões de streams nas várias plataformas. Apesar da idade jovem, é já um destaque da nova MPB / Indie Folk brasileira, com três álbuns lançados. Phill Veras traz canções em formato voz e violão.

Agenda:

09 de agosto - Devesa Sunset | Vila Nova de Famalicão (19.00h)

10 de Agosto - Estúdio Time Out | Lisboa (22.00h)


05/08/2019

MARIA DE MEDEIROS & THE LEGENDARY TIGERMAN | Lisboa


"24 Mila Baci" é o título romântico do novo encontro de The Legendary Tigerman com Maria de Medeiros. Há 10 anos, cruzaram-se em Femina, adotando o clássico de Nancy SinatraThese Boots Were Made For Walking. Agora é numa série de músicas que marcaram a história do cinema, uma arte que diz tanto a ambos os artistas, que o guitarrista-cantor e a atriz-cantora encontram o novo mote para um diálogo íntimo, como uma grande cena de um filme que todos conhecemos de cor, mas de que não conseguimos afastar os olhos. De Nino Rota até onde a imaginação os carregar.

23 de Novembro - São Luíz Teatro Municipal | Lisboa


IVY AO VIVO NA PORTA 253


IVY (Rita Sampaio) é a protagonista do mais recente vídeo da Porta 253, projeto que grava concertos intimistas em locais improváveis de Braga. O showcase, filmado na Zet Gallery e intercalado com uma entrevista, inclui os temas "Same Old Dog", "Black Matter", "Afraid of Nothing" e "8h17 AM", retirados de "Over and Out", o disco de estreia.

Lançado este ano pela editora bracarense Cosmic Burger, "Over and Out" assume-se como uma obra autobiográfica e extremamente íntima da artista. A música de IVY é descrita como sombria, introspectiva, catártica e íntima. Fechada num mundo ao qual a própria já não consegue aceder, como representação de um ciclo que se fechou, uma metamorfose. O disco, produzido e gravado por Rita Sampaio, João Figueiredo e CASOTA Collective, está disponível nas plataformas digitais e nos concertos.

Ao vivo, IVY sobe ao palco acompanhada por Francisco Carvalho (sintetizador e guitarra) e Vítor Silva (sintetizador). As próximas datas incluem passagens pelo ZigurFest (24 de Agosto); a Noite Branca de Braga (7 de Setembro); Teatrão (Coimbra, 13 de Setembro) e a Casa das Artes de Setúbal (21 de Setembro).


SONS DE VERÃO | Esposende

SUNSET NO PARQUE | Vila Nova de Famalicão

04/08/2019

DIRTY COAL TRAIN | Discurso Direto


Depois de um álbum duplo cheio de convidados em Maio do ano passado, The Dirty Coal Train voltam 180 graus e apontam novamente agulhas noutra direcção: um LP em formato trio gravado maioritariamente ao vivo com overdubs de voz pontuais, em 2 dias em São Paulo, Brasil, durante uma das suas tours pela América do Sul. O duo levou algumas ideias para trabalhar com Marky Wildstone (Dead Rocks, uma das primeiras bandas surf rock do Brasil, e The Mings, projecto com o Holandês Dead Elvis e o inglês Hipbone Slim) e captar tudo do modo mais cru e direto possível por Luís Tissot (produtor e músico na cena lo-fi e punk de garagem brasileira e argentina: Backseat Drivers, Human Trash, Jazz Beat Committee, Jesus & The Groupies, Thee Dirty Rats, Fabulous Go-Go Boy From Alabama). Ricardo Ramos e Beatriz Rodrigues são hoje meus convidados em "Discurso Direto".

Portugal Rebelde - Como é que surgiu a oportunidade para gravar este disco em S. Paulo, no Brasil?

Dirty Coal Train - Durante a primeira tour no Brasil quando tocámos em São Paulo e dormimos no Caffeine aproveitámos logo para gravar uns temas que se viriam a transformar no 7" Spaceship to Cucujães". Gostámos muito do modo natural de trabalhar do Luís Tissot e ficámos a namorar essa ideia de gravar lá um álbum com esse feeling de "ao vivo em estúdio" com o Marky na bateria. O único tema que não foi gravado nessa onda foi o "dead end street" em que gravámos com caixa de ritmos e que serve para quebrar um pouco a homogeneidade do disco.

PR - O álbum “Primitive” é composto por 23 faixas, havendo espaço ainda para 4 versões (para originais dos The Shandells, Dead Moon, Thee Mighty Caesars e Murphy & the Mob).De alguma forma estas versões servem como “guia” para o universo deste disco?

Dirty Coal Train - Escolhemos sempre temas de que gostamos muito mas neste caso especifico são todos temas bem "primitivos", seja pela temática do próprio tema como é o caso do "go go gorilla" ou pelo som cru e primitivo das bandas como é o caso dos Dead Moon, de todas as bandas de Billy Childish (incluindo os Mighty Caesars) e dos Murphy & the Mob e as restantes bandas que integram os diversos volumes de "Back from the Grave". Para além de querermos abordar questões ambientais e politicas que se viviam no Brasil aquando da gravação e que se agudizaram muito entretanto, tentámos que o álbum espelhasse uma abordagem bem mais crua ao rock que a que fizemos no "Portuguese Freakshow". Um pouco como se fosse o reverso da medalha desse disco!

PR - Depois deste “Primitive” gravaram recentemente 3 temas que farão parte de uma compilação da Lux Records. Querem falar-nos das vossas escolhas para este disco?

Dirty Coal Train - O Rui da Lux convidou-nos para gravarmos 3 versões e nós decidimos aproveitar para irmos a 3 temas que gostamos muito e ao mesmo tempo fugir dos nomes do rock que todos estão sempre à espera que toquemos (a trilogia Cramps, Dead Moon e Stooges por exemplo). Não queremos revelar tudo mas podemos dizer que gravámos um tema de Captain Beefheart, um de Prince e um de José Mário Branco. São 3 músicos excepcionais de que gostamos e qualquer um deles bem fora do rock mais quadrado que é o cerne da nossa habitual base de trabalho. Embora tenhamos um gosto imenso em formulas simples também gostamos de alterar as regras de vez em quando e achamos que as coisas se forem espontâneas e feitas com gosto quase sempre resultam. Esperamos não ser esta a excepção! 

PR - Um concerto para os Dirty Coal Train será sempre um momento de celebração, catarse e partilha?

Dirty Coal Train - Esperamos bem que sim! Por vezes já sentimos a idade a pesar um pouco ao fim daquela cambalhota ou depois de aquela queda mas não imaginamos um concerto nosso que não seja uma festa de amigos.

PR - Para terminar, o rock´n´roll continua vivo?

Dirty Coal Train - O punk morreu quando os Pistols acabaram ou porque uma banda de 77 assinou com uma multinacional? Mas se calhar foi nessa altura que apareceram os Crass e os Subhumans e ... e na 1ª vez que o rock morreu andavam por aí os Gories e os Oblivians e uns fedelhos nos concertos das 2 bandas que fizeram os White Stripes e os Strokes e.... ou seja: é uma questão de para onde olhar e do que a massa crítica/rádio jokeys/ malta que selecciona vídeos num canal/... achou de inovador. Um exemplo prático: qual o melhor álbum dos The Fall? É sempre uma "trick question": são todos do caraças, depende mais de quem ouve e quando! Se estás farto de ouvir the fall vais ouvir oura coisa, mas o disco que acabou de sair quando pegares nele com mais calma vais ver que está dentro do que sempre fizeram e nem por isso é pior que os outros! O rock quando muito deixou de ser mainstream como foi nos 70's, 80's e 90's. Mas "O rock morreu"? Só para quem nunca gostou ou para quem está a precisar de um tira-palato!




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