O dia do 70.º aniversário do Jorge Palma foi intenso, cheio de amor e gratidão. Ao grupo de mais de 50 amigos que tomaram conta das redes sociais de Jorge Palma juntaram-se muitos outros, num abraço coletivo que contagiou o País nesta quinta-feira. Família, amigos, companheiros de estrada, comunicação social e o Presidente da República, ninguém quis passar o dia 4 de Junho de 2020 sem saudar o aniversariante que completou 70 voltas ao Sol.
Jorge Palma agradece todo o carinho que recebeu, oferecendo a todos esta mensagem que termina com uma surpresa apontando para o futuro porque "enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar".
Paulo Gonzo acaba de estrear um novo single e vídeo "Está tudo bem", já disponível nas plataformas digitais. O novo tema é um dos originais retirado do álbum "Essencial", a ser editado entre Setembro e Outubro. Só mesmo as canções parecem dispor do sortilégio que lhes permite adaptarem-se a ocasiões especiais das nossas vidas. Olhemos, ouvindo, o inédito que Paulo Gonzo nos oferece agora “Está Tudo Bem”, a frase que tanto procurámos, fosse qual fosse a origem. Órgão e guitarra em tensão, à maneira do artista, conduzem-nos aonde queríamos: “Parece um espanta-medos a falar e a dizer – está tudo bem, eu já cheguei”. É inevitável que, por agora, ouçamos este “Está Tudo Bem” de uma forma particular. Não é menos seguro que, quando os ventos e as marés voltarem a uma passada normal, estas cantigas ganhem outros contornos, sinais, lugares, sentidos. Como acontece sempre com o património artístico acumulado por Paulo Gonzo.
"Na canção que abre “Mantenhas”, último álbum do surpreendente Fernando Ferreira, ouvimos o som de uma percussão. É um som que existe como porta de entrada para uma viagem que não sabemos onde nos leva, um som que nos habitua à estranheza de um caminho mesmo antes de sabermos se é sequer um caminho.
Tudo neste trabalho é um apelo.
À tolerância – porque cada uma das canções vive do enorme desafio de unir continentes, culturas e pele.
À liberdade – porque é um trabalho aberto ao mundo e à sua diversidade. Com a extraordinária capacidade de nos permitir alargar o mundo como apenas os africanos conseguem. Mas também com o talento de juntar às origens uma influência cosmopolita europeia.
A África de Fernando Ferreira, a que ouvimos nestas canções que agora apresenta ao mundo, é um continente quase metafísico. Vive da memória de si e de um lugar de felicidade, mas que não é um lugar exato, um bocadinho como se fosse uma refeição de infância, irrepetível, única e pura. De alguma maneira, “Mantenhas”, o mesmo que dizer “Saudação”, corresponde a uma procura mítica de uma pureza perdida, a procura de um mundo em que exista luz, campos abertos e uma ideia de felicidade – seja isso o que for.
Nestas magníficas canções estão as mornas e a coladeira, mas também a música dos portos do mediterrâneo ou o jazz. Estão a MPB e um fado que dificilmente é reconhecido sem escavação, trabalho para arqueólogos, viajantes ou sonhadores.
É um álbum de um homem sem pátria, mas que nunca será apátrida. Fernando Ferreira é o contrário disso, alguém que deseja carregar todas as pátrias que em si conseguirem caber. Ele próprio canta que “não amou por desejar o mundo inteiro”, num dos versos mais bonitos de “Mantenhas” da autoria do João Afonso.
Se na primeira canção uma porta se abre, na última exalta-se a vida com um final de festa que nos apela a que sejamos maiores, que nos chama para uma dança que, como o amor, nos poderá salvar das cinzas de um tempo cinzento e obscuro.
Para ouvir.
E guardar sempre que precisarmos de viajar sem bagagem, livres como as crianças. Desamparados num amparo de liberdade." (Luis Osório)
Depois da interpretação do tema “ Dois Corações”, dos Melim, Maura Airez, interpreta agora o fado da maior fadista portuguesa. “Meu Amor é Marinheiro” é um dos temas de maior sucesso de Amália Rodrigues, com melodia de Alain Oulman. Um poema inspirador de Manuel Alegre que fala de liberdade e da ânsia de a conquistar, composto num período em que se vivia a claustrofobia da censura e que, por essas razões, muitas das vezes, foi proibido de ser cantado e escutado. Agora, Maura Airez, a princesa do fado, canta este belíssimo tema com a sua voz encantadora que transmite toda a liberdade que a música precisa expressar.
No ano em que a diva do fado, falecida em 1999, faria cem anos, esta é a forma de Maura homenagear a artista, que não conheceu, mas cujas lições de fado tem seguido desde sempre.
Jorge Palma faz 70 anos e é um dos poucos artistas portugueses que escreve, toca, compõe, canta, arranja e produz. Tem uma longa carreira recheada de discos marcantes e canções que sabemos de cor, e que constituem capítulos relevantes da história da pop portuguesa. É um artista transversal e intemporal, um clássico, uma referência, uma instituição. Já podia ter nome de rua ou estátua na praça, mas garantidamente é um dos nomes de que todos, unanimemente, nos orgulhamos por ser dos nossos.
Jorge Palma aprendeu piano no conservatório e tocou nas ruas e no metro. Foi ao Festival da Canção e fez o tema título da mítica série de televisão “Zé Gato”. Teve bandas como os Sindicato (com Rão Kyao, entre outros) ou o Palma’s Gang (supergrupo com Flak e Alex Cortez dos Rádio Macau e Zé Pedro e Kalú dos Xutos). Cruzou-se com artistas tão diferentes como Amália Rodrigues, Tonicha, Censurados, Sérgio Godinho, Amélia Muge, José Barata Moura ou João Pedro Pais.
Estreou-se na Valentim de Carvalho a solo em 1975 com “Com uma viagem na palma da mão”. O disco composto em Copenhaga, enquanto exilado político. Um disco de libertação (ou não tivesse acontecido o 25 de Abril há poucos meses...), dores de crescimento e de procura de uma voz, já com os primeiros esboços daquilo que viria a ser a canção à Palma, povoada de histórias longas de poesia narrativa e sem espartilhos métricos. Uma busca extensível à música e aos arranjos, sob influências várias, do rock progressivo ao jazz, passando pelo musical e pela música psicadélica, com espaço para momentos mais intimistas ao piano.
Pierre Aderne e os músicos da Rua das Pretas foram convidados pelo Coliseu para o espetáculo que na noite de 13 de Junho, às 21.30, vai marcar a reabertura do Coliseu dos Recreios em Lisboa, depois de três meses encerrado devido à pandemia provocada pelo coronavírus.
Será um evento muito especial já que músicos e espetadores, estarão todos em palco, com uma lotação muito reduzida, para celebrar o Santo António e o lançamento do single duplo, "Lisboa de janeiro“ e “A sombra do meu chapéu“ do novo álbum da Rua das Pretas.
O público estará como se estivesse em sua própria casa para voltar a vivenciar a música, o vinho e a partilha numa das mais emblemáticas salas da Europa, que antes recebia até 4.000 pessoas por concerto e por onde já passaram muitos dos maiores artistas mundiais.
Todos os espetadores serão recebidos à porta pelos organizadores, sendo depois encaminhados para os lugares marcados no palco do Coliseu, que estão de acordo com o espaçamento sugerido pela DGS. Cada pessoa receberá à entrada como oferta um copo de vinho com o seu nome para poder desfrutar em segurança do concerto e beber os vinhos selecionados pelos “ wine roommates “ da Rua das Pretas.
Os históricos Bizarra Locomotiva lançam pela primeira vez os discos "Álbum Negro" (2009) e "Mortuário" (2015) no formato Cassete Tape. Enquanto preparam o seu sétimo álbum de estúdio (com data de edição inicialmente prevista para 2020), os Bizarra Locomotiva oferecem assim aos seus fãs mais 2 objectos de culto.
Sequin lançou esta segunda-feira, 01 de Junho, um novo vídeo para o tema "Milvus", em jeito de celebração do Dia da Criança.
"Milvus" é uma das músicas de "Born Backwards", álbum produzido por Xinobi, editado em 2018 e do qual também fazem parte os singles "Honey Bun", "Queen", "Loveless" e "Borderline".
Entretanto, Sequin já se encontra a trabalhar no seu próximo disco, o quarto registo de originais, que contará com o apoio à edição fonográfica da Fundação GDA.
A banda L-Blues lançou a 1 de Junho o seu terceiro disco que se chama “Luz”, com distribuição mundial em todas plataformas digitais.
O disco foi produzido por Paulo Miranda no Amp Studio em Viana do Castelo e contou com a participação especial de David Martins nas teclas no tema "Ausência" e da vocalista Vera Fernandes da banda Barcelense Demure.
O conceito poético para este disco é baseado na “Esperança” e na certeza de haver sempre a esperança de encontrar a luz no fundo do túnel!
"Luz" é um disco bastante eclético, mais polido na sonoridade e conceito estético da banda, mas mantem a visão artística de juntar o Blues, o Rock, folk com a poesia em português.
As Capelas Imperfeitas e o Claustro Real do Mosteiro Santa Maria da Vitória, recebem no sábado 27 de Junho, concertos do músico portuense Manel Cruz e do antigo vocalista dos Jafumega - Luís Portugal, o Gajo e o rancho folclórico Rosas do Lena. O Artes à Vila será apresentado pelo oVo Mau a partir das 20.30h.
Com uma edição dedicada à música nacional o Artes à Vila estará disponível nas plataformas online do festival e pode assistir sem sair de casa aos concertos.
Neste contexto excecional e imprevisível, o Artes à Vila realiza-se sem público e em direto do Mosteiro da Batalha, apoiando a economia da cultura a manter a música bonita a tocar e, celebrar com os portugueses a cultura e o património nacional.
LUTA LIVRE é o novo projecto do músico Luís Varatojo que resulta de um olhar interventivo sobre a sociedade e a actualidade. Nas palavras do jornalista Manuel Halpern:
“É música de intervenção alicerçada na melhor tradição de Zeca Afonso, José Mário Branco, Clash ou Gil Scott-Heron, mas com uma linguagem estética aplicada à vida contemporânea, feita de ecrãs, redes sociais, frases curtas, movimentos rápidos. Musicalmente, também responde a essa nova essência mesclada, algures entre o jazz, o pop e o hip-hop, mas sem nunca se dispersar ao ponto de pôr em causa a clareza da mensagem. Mudam-se os tempos mudam-se as canções. Mas a Luta continua.”
O escritor José Luís Peixoto acrescenta: “Desde há 46 anos que, em Abril, regressa a memória daquilo que o sonho de liberdade é capaz. Precisamos muito de quem nos avive essa memória. Ainda bem que continua a haver quem não tenha medo de dizer certas palavras, de cantá-las.”
Depois de dar a conhecer canções como “Política” (com a colaboração de Ricardo Toscano no saxofone e do coro Gospel Collective), “Ninguém Quer Saber” (com Kika Santos) e “Iniquidade” (com o saxofonista Edgar Caramelo), é altura de revelar um novo tema, “O Problema é o Sistema”, que volta a contar com a participação de Kika Santos.
Sean Riley atua (a solo) na reabertura ao público do Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, no dia 5 de Junho, sexta feira, pelas 2130h.
Seguindo todas as medidas de segurança definidas pela DGS os fã poderão assistir ao espectáculo (de 30 minutos) mediante a compra de bilhete aqui ou, em alternativa, no facebook do Teatro.
"New Season" é o single de avanço do novo disco dos The Miami Flu que se apresentam com nova sonoridade e nova formação - Pedro Ledo, Luís Matos e Tiago Sales. É nítido o amadurecimento da banda em relação ao trabalho anterior ‘Too Much Flu Will Kill You’ editado em 2016. ‘Quisemos com este disco uma coisa super hi-fi, hiper realista e polida para contrastar com o lo-fi que fazíamos no disco anterior’.
Com um refrão synth rock - sem guitarras - e uns versos mais "laidback" esta "New Season" é a primeira música do álbum e fala essencialmente de mudança e adaptação a novas realidades, presentes e futuras. Em termos sonoros percebemos que a banda mantém o rock psicadélico mas olham-no de uma forma diferente, mais polida. Um elogio da técnica que metamorfoseia a realidade, também ela em constante evolução, irrepetível como o passado e contínuo como o futuro. Nada nunca mais será igual.
A capa do single ficou a cargo de Serafim Mendes, artista portuense, que trabalha o conceito estético de 3D hiper realista e sensorial "que encaixou exatamente no que procurávamos - o foco nas texturas e luz".
O disco foi gravado e produzido pelo Zé Nando Pimenta dos Estúdios Meifumado e chega ao mercado em Outubro do presente ano com selo da editora portuense Saliva Diva focada na cena underground portuguesa. Até lá aproveitemos a "New Season".
Bandé-Gamboa é um projeto que envolve duas bandas all-star, criado para reinterpretar temas extremamente raros da Guiné-Bissau e Cabo Verde, dedicados à memória de Amílcar Cabral, a força intelectual e estratégica por detrás da independência dos dois países, cujo sonho era que eles permanecessem um só.
Bandé-Gamboa tem direção artística do conhecido DJ, beat digger e produtor francês de hip-hop e funk, Guts, que coleciona no seu repertório colaborações com nomes como Patrice, Coddy ChesnuTT, Grand Puba ou Masta Ace.
O conceito e produção executiva ficaram a cargo do DJ e investigador português Francisco “Fininho” Sousa, ex-membro e cofundador dos Celeste/Mariposa que construíram uma coleção reconhecida de discos, cassetes e CD’s de música esquecida dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). O disco “Horizonte” é editado mundialmente a 12 de Junho pela editora parisiense Heavenly Sweetness.
Nas palavras de Francisco “Fininho” Sousa a missão deste projeto é “dar ao Gumbé e ao Funaná visibilidade internacional partindo da tradição para uma sonoridade mais urbana, contando com alguns dos maiores talentos dos dois países”.
A morte só mata quando deixamos. Enquanto celebrarmos a vida que a antecedeu, pode ser contrariada e menorizada. A vida enquanto percurso, enquanto afirmação, enquanto legado e enquanto força capaz de inspirar outros a fazerem o seu próprio caminho. De certa forma, é isso que está por detrás do disco “Amália por Cuca Roseta”.
Mais do que uma homenagem de Cuca Roseta à maior voz do fado, trata-se sobretudo de um agradecimento pessoal a uma mulher e a uma obra que, desde o primeiro momento, se tornaram um alicerce fundamental para o seu crescimento artístico enquanto fadista.
10 anos depois do último disco de originais, os Pop Dell'Arte estão de regresso, com um álbum novo: "Transgressio Global". O disco contém 20 gravações inéditas da banda e uma versão do clássico "El Derecho de Vivir en Paz" de Vitor Jara.
Entre as surpresas, conta-se também o facto de, pela primeira vez num disco dos Pop Dell'Arte, existirem temas construídos a partir de poemas de outros autores: "Cá, Nesta Babilónia" de Luís Vaz de Camões, "Mellitos Oculos Tuos, Iuuenti", em latim clássico, de Gaio Valério Catulo e ainda "Egô Desóptron Eien (Eγὼ δ’ ἔσοπτρον εἴην )", em grego antigo, um poema anacreôntico de autor e data desconhecidos do final do Império Romano
Jorge Benvinda estreia-se a solo. Na base do seu processo de criação podemos encontrar o amor por tudo e por todos o que o rodeiam. "Por Ti" é o single de avanço deste trabalho.
Surma edita esta sexta-feira, dia 29 de Maio, um tema inédito totalmente feito no período de quarentena. “Sybille” foi a maneira da artista se expressar durante os tempos atípicos que vivemos.
Esta foi uma canção que não estava no planeamento de Surma para 2020, a preparar o seu segundo disco de originais, a artista dividia-se entre a estrada e o estúdio antes da implementação do Estado de Emergência em Portugal devido à pandemia da Covid-19. No entanto, e como muitas outras pessoas, em arço também se confinou em casa e viu toda a sua agenda em pausa e planos em suspenso.
Foi neste contexto de isolamento e nas viagens ao seu subconsciente que surgiu “Sybille”, uma canção que reflete tanto uma exploração do interior de Surma enquanto pessoa e artista, como um escape à realidade que a rodeou durante esse período.
Já sobre o vídeo, gravado, coreografado e protagonizado pela própria em isolamento, Surma explica que a ideia surgiu de ser "uma amante de teatro, performance e de toda e qualquer expressão artística. Dançar não é o termo mais correcto que possa dar a este vídeo, já que não sou lá grande bailarina, mas sim o assumir dessa minha descoordenação. Assumir a estranheza, o que flui naturalmente sem qualquer guião e/ou restrição, seres tu e assumires essa mesma essência! Influenciada por Miranda July meets Kate Bush meets Kabuki Theater!"
“Sybille” não é ainda um tema de avanço do novo disco, mas antes uma resposta de Surma a 2020.