17/07/2019

BIXIGA 70 | Discurso Direto


A big band Bixiga 70 é formada por destacados nomes da cena instrumental da cidade de São Paulo. A sua épica intensidade sonora, o bombardeio rítmico e as fortes raízes brasileiras misturadas com funk, samba-jazz, reggae e afrobeat, calcados em mix de metais, guitarra e percussão, fazem do coletivo um caldeirão sonoro. A energia contagiante rendeu ao coletivo o 25º Prémio da Música brasileira, na categoria “Revelação”, em 2014. Bixiga 70 lançou em 2018, o seu quarto álbum “Quebra-Cabeça”. O MIMO Festival Amarante é uma das próximas paragens do grupo. O concerto está agendado para o próximo dia 26 de Julho, no Parque Ribeirinho a partir das 21.30h. Daniel Gralha, trompetista da Bixiga 70 é hoje meu convidado em Discurso Direto.

Portugal Rebelde - Fortes raízes brasileiras misturadas com funk, samba-jazz, reggae e afrobeat, calcados em mix de metais, guitarra e percussão. É esta a “receita” do coletivo para o caldeirão sonoro que nos apresentam?

Daniel Gralha - Basicamente essa é a receita, mas o facto é que cada um de nós teve um percurso muito próprio dentro da música que se faz em São Paulo ao longo das últimas duas décadas e, apesar de muitas vezes os caminhos se terem  alinhado e termos integrado projetos em comum, a gente sentiu que à partir do processo do segundo disco essa vivência individual de cada um passou a ser a referência maior pro nosso som. Bixiga 70 é o laboratório onde os 9 músicos dividem a síntese dessa pesquisa e dessa bagagem numa constante troca, de forma horizontal, e com total liberdade de expressão. quando nos fechamos para compor qualquer um pode sugerir o ponto de partida, ou um redirecionamento, uma ponte, uma parte B, uma quebra, de acordo com sua leitura. as ideias que mais contemplam o coletivo são as que perduram. É um método super caótico, intenso, rico e extremamente desafiador para cada um de nós. acredito que nesses processos sempre alcançamos o melhor de nós mesmos.

PR - A que se fica a dever a escolha de Bixiga 70 para nome da banda?

Daniel Gralha - O principal fator que torna possível a existência do grupo é o Estúdio Traquitana, onde fazemos nossos ensaios semanais e onde gravamos nossos 4 discos. Ele fica localizado na Rua Treze Maio - a mais famosa e importante do bairro, no número 70. o bairro é um caldeirão humano - nordestinos, italianos, africanos, povos latino-americanos, é uma bela fotografia do que é São Paulo. fora isso, nosso gosto em comum pela sonoridade das produções da década de setenta também pesou na escolha, é uma singela homenagem.

PR - O álbum “Quebra-cabeça” (2018) coloca uma vez mais o Bixiga no mundo e o mundo no Bixiga?

Daniel Gralha - Sem dúvida temos viajado muito nos últimos anos e dividido experiências incríveis longe de casa e isso acaba tendo um nítido impacto na nossa música, então acredito que "o mundo no Bixiga" seja uma colocação bastante verídica. colocar o Bixiga no mundo, e pelos quatro cantos do Brasil, é nossa luta quotidiana. Estamos tendo retorno muito satisfatório das pessoas que ouviram o disco e uma ótima resposta do público nos shows, então estamos confiantes.

PR - É verdade que o álbum “Quebra-cabeça” é ao mesmo tempo um passo natural no processo de amadurecimento do Bixiga 70 e um ponto de inflexão na carreira do grupo?

Daniel Gralha - A gente conversa internamente que é o nosso trabalho mais completo até agora. o método de composição foi o mesmo do disco "III" porém agora mais donos da própria linguagem, mais confiantes, e essa confiança nos permitiu arriscar um pouco mais, deixar algumas composições tomarem rumos menos comuns p´ra gente. Isso foi enriquecedor, ampliou nossos horizontes. Por essa ótica podemos sim dizer que é um ponto inflexão, mas também não podemos deixar de observar as mudanças que aconteceram no Brasil como um todo e o momento sócio-político que estávamos passando. essas questões tem uma profunda influência no nosso som.

PR - No próximo dia 26 de Julho apresentam no Festival MIMO, em Amarante o álbum “Quebra Cabeça” editado em 2018. O que é que o público português pode esperar da passagem da Bixiga 70 por este Festival?

Daniel Gralha - Um grande baile. Um show para se apreciar sem melodias e batucadas, mas principalmente uma música para se dançar, para se estar presente de corpo pulsante. Liberdade de pensamento é liberdade de movimento.

PR - Para terminar, que memórias guardam de quase 10 anos de canções?

Daniel Gralha - As memórias são muitas; shows históricos, viagens incríveis, roubadas monumentais também, figuras lendárias que tivemos o prazer de dividir o palco, grandes talentos da cena atual que pudemos conhecer de mais perto e experimentar vivências em comum. Mas a memória mais marcante talvez seja essa que se renova cada vez que subimos no palco, que é a do prazer imenso que temos em tocar juntos essa música que descobrimos em nós, e dividir isso com o público num espiral energético como foi desde o primeiro show, e como é em cada cidade que chegamos.



MÃO MORTA | "No Fim Era o Frio"


"No Fim Era o Frio" é o novo álbum dos bracarenses Mão Morta. Gravado por Ruca Lacerda no Largo Recording Studios em Maio de 2019 e masterizado por Frederico Cristiano no Mechanical Heart Mastering em Braga, apresenta 11 temas / módulos. As ilustrações da capa e contra capa são da autoria de José Carlos Costa.

Nas palavras de Adolfo Luxúria Canibal:

"Este álbum apresenta-se como uma narrativa distópica onde conceitos como aquecimento global ou subida das águas do mar servem de cenário para um questionar e decompor de diferentes paradigmas do quotidiano.

São paradigmas que nos rodeiam e com os quais nos relacionamos e replicamos, desviados para um enquadramento onde a familiaridade ganha a estranheza que permite a sua percepção. Mas uma percepção demencial, num horizonte ficcional que nunca sabemos se é real ou delirante e onde as composições criadas dão novas vidas e leituras ao frio cosmológico e à solidão humana, aqui ecos de uma mesma inadaptação existencial e vazio afectivo."

Ao vivo, os Mão Morta recriam a distopia, dando espaço para o palco funcionar como terreiro dessa demanda de calor humano, sem outro programa para além do mantra hipnótico tecido pela música.

Tracklist CD | 2LP

Módulo I - O Despertar

Módulo II - O Mundo não é mais um lugar seguro

Módulo III - Um Ser que se não Ilumina

Módulo IV - Quem és tu?

Módulo V - Oxalá

Módulo VI - Passo o dia a olhar o sol

Módulo VII - Deflagram clarões de luz

Módulo VIII - Invasão bélica

Módulo IX - A minha amada

Módulo X - Isto é real?

Módulo XI - Sinto tanto frio

GAITEIROS DE LISBOA NO PRIMEIRO LUGAR DO TOP DE RÁDIO AMERICANA


“Bestiário”, o novo disco dos Gaiteiros de Lisboa, atravessou fronteiras e conquista já público na Europa e nos Estados Unidos da América. Este é o sexto álbum de material original e primeiro em sete anos e ter recebido os louvores não apenas da crítica portuguesa, mas também internacional. Foi álbum da semana para a revista holandesa Popmagazine Heaven, chegou ao 9º lugar do Transglobal World Music Chart, a tabela reúne as preferências de mais de 50 radialistas do mundo inteiro, e agora está em primeiro lugar do top Global Village, da rádio norte-americana KMUW.


O grupo de Carlos Guerreiro, Paulo Tato Marinho, Miguel Veríssimo, Miguel Quitério, Paulo Charneca e Sebastião Antunes está agora na estrada a apresentar este novo álbum. O próximo concerto no nosso país será no próximo sábado, dia 20 de Julho, no Festival de Músicas do Mundo, Palco Inatel, em Porto Covo.


BEAT FEST 2019 | Gavião


Depois do sucesso da sua estreia em 2018, o Beat Fest está de regresso para a sua 2ª edição entre os dias 1 a 4 de Agosto.

O novo Festival do Alentejo volta a ter lugar em Comenda, na vila de Gavião (Portalegre) e promete celebrar, em quatro dias de grande animação, o melhor da cultura hip hop feita em português com um cartaz fortíssimo que assegura a presença de alguns dos mais aplaudidos artistas e DJ’s deste género musical.

Os passes e bilhetes diários já estão à venda em www.ticketline.pt e nos locais habituais.

Preços:

Passe 4 dias - 24€

Passe 4 dias com campismo ocasional - 28€

Bilhete diário - 10€

L'AGOSTO | Guimarães

16/07/2019

JOANA ESPADINHA EM CONCERTO


Em 2018 figurou nas listas dos melhores discos do ano mas é em 2019 que Joana Espadinha e o seu "O Material Tem Sempre Razão" está a percorrer o país - depois de na semana passada se ter deslocado ao Funchal, Joana Espadinha terá os festivais Meo Marés Vivas e EDP Cool Jazz como destino para o final da presente semana.

Assim, no dia 19 de Julho, o Palco Santa Casa do festival nortenho terá a oportunidade de vibrar com as canções de Joana Espadinha - "Leva-me a Dançar", "Pensa Bem" ou "O Material Tem Sempre Razão", os três singles retirados até à data do álbum, terão presença obrigatória no alinhamento. Já no dia seguinte e rumando a sul, o EDP Cool Jazz irá receber Joana e banda respectiva, no Hipódromo Manuel Possolo, numa noite que se espera de partilha com o público que também assistirá à apresentação de Jamie Cullum.

Nas semanas seguintes, passagens pelo Festival (IN)Comum, em Coimbra, para um concerto no Salão Brazil no dia 26 de Julho; e, já no mês seguinte, a 8 de Agosto, o regresso ao Festival dos Bons Sons, para um concerto exclusivo feito em parceria com Benjamim que, lembremos, assinou a produção do disco.

A presença nestes importantes festivais permitirá ao público presente a descoberta de uma das mais talentosas cantautoras da sua geração.


RAQUEL TAVARES, RENATO DA ROCINHA, PROJETO VIVA O SAMBA, AUGUSTO DJ E OUTROS, JUNTOS EM “VILLA SAMBÔ” NO LISBOA AO VIVO A 20 DE JULHO


Villa Sambô chega a Lisboa no próximo dia 20 de Julho, sábado, no Lisboa ao Vivo para uma grande festa multicultural que junta artistas nacionais e internacionais para celebrar e cantar Samba, Pagode, MPB e Funk.

Esta será mais que uma tradicional Roda de Samba, será toda a cultura brasileira celebrada com a portuguesa em ambiente de festa, o melhor que se faz em Portugal e no Brasil. Pela primeira vez, Raquel Tavares, uma das mais importantes vozes do Fado e uma das maiores paixões de Portugal, junta-se a Renato Rocinha, um dos principais artistas brasileiros da nova geração de Samba, Projeto Viva o Samba, a mais conhecida Roda de Samba de Lisboa, entre muitos outros artistas e músicos.

Os bilhetes encontram-se à venda na Ticketline, 3cket e lojas aderentes.

KUMPANIA ALGAZARRA | Tour "Let's Go"


Agenda:

20 de Julho - Festival Hat Weekend | São João da Madeira

21 de Julho - Festival Internacional do Caracol | Castro Marim

10 de Agosto - Festas de S. Lourenço | Azenhas do Mar

17 de Agosto - Festival Vilarino Folc | Vilarino (SP)

24 de Agosto - Festins | Alcains

31 de Agosto - Feira da Luz | Montemor-o-Novo

07 de Setembro - Festa do Avante | Atalaia

www.facebook.com/kumpanialgazarra

SARA TAVARES | Teatro de Vila Real

15/07/2019

GALGO | "Panca Espalha"


São 4, João, Joana, Alexandre e Miguel e a sua música tem chegado a todo o lado. 2019 vai ser ano de regresso em força por parte dos Galgo que trabalham já no sucessor do muito aclamado pela crítica "Quebra Nuvens". "Panca Espalha" sai hoje e é o primeiro single do novo álbum de originais da banda que deverá ver a luz do dia, até ao final do ano.

Após "Quebra Nuvens", os Galgo, vêm contar a segunda parte da história. "Panca Espalha" mostra o novo mundo de galgo, destruído e transformado num novo ambiente, povoado por personagens eletrónico-digitais dançantes. Um tema com novas sonoridades nunca perdendo a essência da banda lisboeta.

"Panca Espalha" vai ser um dos temas que fará parte do alinhamento da banda no concerto do Super Bock Super Rock, dia 19 de Julho e o videoclip que também fica disponível hoje.


THE MELANCHOLIC YOUTH OF JESUS ANUNCIAM A EDIÇÃO DE 2 EPS



Os The Melancholic Youth Of Jesus (mYoj) acabam de editar 2 EPs - "Gloominati" e "Social Suicide". Entretanto a banda prepara-se para regressar aos concertos para promover estes trabalhos e serão acompanhados por Pedro Almeida (Bateria) e Gabriel Maia (Guitarra), que regressam aos mYoj, e ainda um convidado especial e outro regresso aos mYoj, Ricardo Dias (Heavenwood) nas guitarras, uma vez que Miguel Lopo (Guitarras) encontra-se a trabalhar no seu novo projecto, juntando-se assim mais tarde a Carlos Santos (Voz) e João Leitão(Baixo) e os restantes mYoj.

GAITEIROS DE LISBOA NO FESTIVAL MÚSICAS DO MUNDO


Estávamos em 1991 e a música portuguesa recebia um choque chamado Gaiteiros de Lisboa. De um lado, veteranos das músicas de raízes, com memórias de Giacometti e afinidades com José Afonso, Fausto, José Mário Branco. Do outro lado, músicos das cenas pop, rock, jazz, que traziam para a tradição novas abordagens. Quase 30 anos depois, os Gaiteiros mudaram, mas continuam a ser "outra coisa". Da formação inicial, mantêm-se Carlos Guerreiro e Paulo Tato Marinho. Entram Miguel Veríssimo, Miguel Quitério, Paulo Charneca e Sebastião Antunes. A gaita-de-foles e as polifonias vocais estão no centro de tudo. Um disco, "Bestiário", marca o início do novo capítulo.


20 de Julho - Porto Covo, Palco INATEL (21.00h) | Entrada livre

CÉSAR PRATA E VÂNIA COUTO | “Rezas, Benzeduras e outras Cantigas”


“Rezas, Benzeduras e outras Cantigas” nasce do encontro entre dois músicos da área da música portuguesa de tradição oral. César Prata e Vânia Couto, cantores e multi-instrumentistas, decidiram trabalhar juntos e registar um disco recorrendo a múltiplos instrumentos (adufe, bandolim, bouzouki, caxixis, címbalos e taças, dulcimer, flauta, guitalele, guitarra, kalimba, melódica, sanfona, sea drum, shruti box, tongue drum, ukulele), objectos sonoros, pedais de loops, laptop e programações. Fizeram-no ao longo de mais de um ano, entre Outubro de 2017 e Dezembro de 2018, uma vez que continuaram a desenvolver, paralelamente, outros projetos.

O lançamento do disco “Rezas, Benzeduras e outras Cantigas” será no dia 19 de Julho, com a apresentação ao vivo no Festival "Música no Castelo", em Trancoso. Com um total de treze temas, o alinhamento balança entre cinco orações populares adaptadas e musicadas por César Prata, sete músicas tradicionais, um original de César Prata e um tema com letra tradicional e música de César Prata, sempre com Vânia Couto na voz principal do projecto.

O ambiente sonoro deste disco e espectáculo procura cruzar o mais ancestral e profundo da tradição oral (as rezas populares e as vozes de informantes são prova disso mesmo) com inúmeros instrumentos acústicos (alguns afastados do habitual panorama sonoro da música tradicional). Recorre, ainda, ao computador enquanto instrumento musical. Trata-se, assim, de um disco “novo” com um lugar muito próprio na música portuguesa e nas músicas do mundo.

Esta é uma edição Sons Vadios com o apoio institucional do Município de Trancoso.


HELDER MOUTINHO | “Fado da Herança”


De novo com poema de João Monge - tal como todos os outros deste seu próximo disco - e desta vez com música de um fado clássico de Alfredo Marceneiro, “Fado da Herança” é o terceiro single a ser conhecido do novo álbum do fadista Helder Moutinho. Sobre a melodia criada por Marceneiro para “Senhora do Monte” (originalmente com poema de Gabriel de Oliveira), “Fado da Herança” é um grito de despedida a um pai desaparecido, interpretado de forma emocionada e brilhante por Helder Moutinho e pelos seus músicos – Ricardo Parreira (guitarra portuguesa), Miguel Silva (viola de fado) e Ciro Bertini (baixo acústico) -, que assim nos oferecem mais um enorme momento de Fado.

“Fado da Herança” sucede a “Nunca Parto Inteiramente” e “Atrás dos Meus Cortinados”, os dois primeiros singles do novo álbum, sexto da sua carreira, a editar no início de 2020. O tema foi gravado no Lux Frágil, em Lisboa, com som, mistura e masterização de António Pinheiro da Silva. Na produção está Ana Sofia Carvalheda (Antena 1), com captação de som por Eric Harizanos (Antena 1) e assistência na captação de som de Francisco Pepe (Antena 1).

O próximo álbum incluirá no livreto um texto de Helder Moutinho sobre cada um dos fados (que serão conhecidos à razão de um em cada mês até ao final de 2019), os poemas originais de João Monge e uma banda-desenhada de Tomás Rosa. A gravação do disco é uma co-produção da MWF – Music Without Frontiers com o Museu do Fado e tem o apoio da Sociedade Portuguesa de Autores, da Antena 1 e do jornal Público.

MARIA DA NAZARÉ E ANTÓNIO PASSÃO | "Regressos"


"Regressos" é um trabalho discográfico que inclui catorze temas, nas vozes de Maria da Nazaré e António Passão.

Do mais puro ao musicado, ele, o Fado, é aqui mostrado por estes dois experientes intérpretes, num equilíbrio perfeito nas escolhas poéticas e musicais, nos distintos talentos e estilos dos fadistas.

“Regressos” foi, de facto, um regresso (no plural) ao estúdio, sim, pois ambos há muito não gravavam. Já tínhamos saudades!

14/07/2019

CAMPOS | "Way Down Inside"


CAMPOS, é o nome de um projeto conceptual visionado por Diogo Campos. Resultado de múltiplas experiências a nível pessoal aliadas ao universo musical transversal onde se sentem influências mais clássicas como o folk, música clássica ou até world music; até ao lado mais PoP do rock e electrónica.

A sua viagem na área do desenvolvimento humano e espiritual serve de mapa ás suas ideias. Contando com o apoio indispensável de Marco Faria no baixo, Ricardo Martins na Bateria e João Gomes nas teclas e programações.

"Way Down Inside" é o novíssimo single de estreia.


PEDRO ABRUNHOSA | Casino Estoril


Pedro Abrunhosa protagoniza, na próxima Quinta-Feira, 18 de Julho, a partir das 23.00h, mais uma etapa do ciclo de “Grandes Concertos do Casino Estoril”. Considerado um dos melhores compositores e intérpretes nacionais, Pedro Abrunhosa sobe ao palco do Lounge D para apresentar o seu novo álbum “Espiritual” e revisitar, ainda, outras canções emblemáticas do seu percurso discográfico. A entrada é livre.

"Durante os últimos dois anos escrevi e compus mais de trinta Canções das quais apenas quinze integram o meu oitavo disco de originais, “Espiritual”. Foram dois anos de intensas, e quase diárias, gravações com os Comité Caviar. No BoomStudios, sob a supervisão imaculada de João Bessa, que comigo assina a Produção, o disco ganhou essência, depois corpo e, por fim, identidade. 

É um conjunto de Canções que, como todas, só ganharão vida plena no palco quando tocadas diante da cumplicidade do público. Agregado por uma atenção detalhada em todas as frentes é, contudo, na construção literária que “Espiritual” assenta os seus alicerces. Nos tempos fugazes de atenções efémeras, tento que as minhas raízes bebam da fundura dos mundos: do interior e daqueles que aos meus sentidos se vão revelando”, explica Pedro Abrunhosa.

SONS NA AREIA 2019 | Lourinhã

13/07/2019

DA WEASEKL REGRESSAM PARA CONCERTO EXCLUSIVO NO NOS ALIVE 2020


Adivinha quem voltou…

Foram uma das bandas mais criativas da música portuguesa e também uma das mais marcantes de que há memória…A “doninha” está na área e resolveu surpreender de novo!

Os Da Weasel acabam de comunicar que irão regressar a palco no dia 11 de Julho de 2020, no festival NOS Alive para um concerto único e exclusivo!

Recorde-se que esta é a segunda vez que o grupo passa pelo passeio marítimo de Algés, onde já havia atuado em 2007 na primeira edição.

A banda está muito feliz em partilhar esta notícia e ansiosa para viver o momento. A satisfação dos Da Weasel passa também por poder proporcionar este espetáculo aos seus antigos fãs e a quem queira estar presente.


DAVID FONSECA EM CONCERTO

SUNSET NO PARQUE | Vila Nova de Famalicão

12/07/2019

SENSIBLE SOCCERS | "Chavitas"


Os Sensible Soccers apresentam videoclip para a música "Chavitas", realizado por Leonor Teles e estreado no festival Curtas Vila do Conde.

Filmado em Super 8, "Chavitas" é uma série de 30 retratos quase espontâneos. Cada personagem escolhe mostrar-se ou esconder-se, ser ele próprio ou outro, em tom caprichoso, relutante, eufórico ou confessional.

Esta foi a estreia de Leonor Teles na competição de Vídeos Musicais do Curtas Vila do Conde, depois de ter vencido a competição Take One! em 2013 com “Rhoma Acans”, e ter exibido “Balada de um Batráquio” na secção panorama em 2016, filme com o qual venceu o Urso de Ouro do Festival de Cinema de Berlim.

A colaboração com Leonor Teles começou em “Cães que Ladram aos Pássaros”, curta metragem rodada no Porto que a realizadora imaginou pintada com a música dos Sensible Soccers. A banda devolveu a bola a Leonor Teles, desafiando-a a idealizar o vídeo de uma das faixas de "Aurora", o novo disco editado em Março deste ano e que contou com a produção de B Fachada.


CAIXA DE PANDORA & MILI VIZCAÍNO CONVIDAM VITORINO PARA O CONCERTO NO TRINDADE A 20 DE JULHO


Estamos a poucos dias do acontecimento que junta Caixa de Pandora & Mili Vizcaíno a Vitorino. Esta comunhão única acontece no dia 20 de Julho no Teatro da Trindade em Lisboa. 

O projeto português, que se encontra a ultimar o primeiro álbum em parceria com a cantora espanhola Mili Vizcaíno, irá fazer uma pré-apresentação deste álbum, no espetáculo Luciérnagas y Pirilampos. E como luzes inspiradoras, a presença de Vitorino Salomé, trará ainda mais encantos em palco nesta noite.

O vídeo que prova isso mesmo e que serviu de aperitivo foi já apresentado com o tema "Antes de Partir" e conta com uma vasta equipa de fortes talentos. Para descobrir.

AMAR AMÁLIA - VINTE ANOS DE SAUDADE


No ano em que Amália Rodrigues completaria 99 anos e se assinala o 20º aniversário do seu desaparecimento, o espetáculo “Amar Amália - 20 anos de Saudade” regressa aos palcos para lembrar, sentir e renovar o espírito da eterna rainha do fado português, pela voz de reconhecidos artistas da música nacional como Dulce Pontes, Simone de Oliveira, Paulo de Carvalho, Marco Rodrigues, Cuca Roseta, Amor Electro, Aurea e Jorge Palma.

Com uma carreira de mais de 50 anos e mais de 30 milhões de discos vendidos, Amália Rodrigues tornou-se a maior embaixadora de Portugal nos quatro cantos do mundo. Espalhando a sua voz através do fado, encantou e emocionou o mundo, tornando-se um ícone nacional e mundial.

Recordar o seu legado e marco na musicalidade portuguesa nunca é demais. Como tal, no feriado nacional de 05 de Outubro, véspera da data do seu falecimento, pelas 21.30h, o Altice Arena, em Lisboa, recebe o novo concerto “Amar Amália”. Um espetáculo com a participação de nomes incontornáveis do panorama atual que interpretam as suas próprias versões do vasto reportório da diva.

Para além de Lisboa, o espetáculo passará também pelo Multiusos de Guimarães a 8 de Novembro, celebrando o seu 18º aniversário, e, por último, pelo palco Super Bock Arena - Pavilhão Rosa Mota no Porto, a 16 de Novembro.

Os bilhetes já se encontram à venda nos locais habituais.

VÍDEOCLIP | "Acreditar" - Filipa Sousa


"Acreditar" é o tema que deu nome ao primeiro álbum a solo da cantora Filipa Sousa, lançado no início deste ano. Com letra de Paulo Abreu Lima e música de Manuel Graça Pereira, "Acreditar" é um tema que nos inspira a encarar a vida de frente, representado agora num videoclip que é lançado hoje e que contou com a participação de cinco mulheres guerreiras, cinco histórias reais, que não permitem que a sua limitação ou condição as impeça de serem felizes!

Gravado na Praia dos Olhos de Água (Albufeira) e Lagoa dos Salgados, as filmagens e produção estiveram a cargo da DirtySock Media.

WOODROCK FESTIVAL | Figueira da Foz

SELMA UAMUSSE | Teatro de Vila Real

11/07/2019

OMIRI | "Alentejo Vol.I: Évora"


OMIRI é um dos projetos de reinvenção mais originais da música tradicional portuguesa. Fundado por Vasco Ribeiro Casais, OMIRI é uma mistura de folk tradicional com música eletrónica. Vasco Ribeiro Casais toca viola Braguesa, Gaita de Foles, Bouzouki Português, Cavaquinho e Nyckelharpa.

O seu novo disco, "Alentejo Vol.I: Évora" a editar amanhã.é composto por 13 temas, criados por auxílio de pesquisas realizadas no concelho de Évora, e vem acompanhado por um livro de 80 páginas com textos dessas mesmas recolhas, das letras das músicas e de fotografias.

A apresentação do novo disco decorre dia 13 de Julho, às 22.00h, num espectáculo único com video mapping nas fachadas dos edifícios da Praça do Sertório em Évora, com a participação de Afonso Branco, Cantares de Évora, Vozes do Imaginário, Teresa Branquinho e Gigabombos do Imaginário.

Já confirmadas estão também várias actuações nacionais e ainda internacionais, com os Festivais do Reeperbahn Festival, dia 19 de Setembro, em Hamburgo, e no Womex, dia 25 de Outubro, na Finlândia, levando Évora ao mundo através do electro-folk de OMIRI..


LUÍSA SOBRAL ANUNCIA DIGRESSÃO DE VERÃO COM PRESENÇA CONFIRMADA EM FESTIVAIS EM PORTUGAL, ESPANHA, ITÁLIA E POLÓNIA


Luísa Sobral anuncia digressão de verão com presença confirmada em festivais em Portugal, Espanha, Itália e Polónia.

Depois de uma bem sucedida primeira volta de concertos por salas nacionais e internacionais, Luísa Sobral inicia esta sexta-feira, em Martorell (Catalunha) integrada no Festival Pas, a digressão de verão do seu último disco 'Rosa' que passará por palcos de festivais em Espanha, Itália, Polónia e Portugal.

No dia 20, Luísa atua em Cartagena no La Mar de Músicas, festival cuja programação este ano é dedicada a Portugal, estreando-se na Polónia no dia 22 integrada no Ladies Jazz Fest em Wejherowo. O regresso a Itália está agendado para dia 24 em Correggio no Festival Mundus.

Agosto traz Luísa de regresso a Portugal: no dia 1 encabeça o Festival N2 em Chaves, no dia 11 estreia-se Bons Sons na acolhedora aldeia de Cem Soldos e, no dia 16, sobe ao palco do Sol da Caparica. Serão também oportunidades para ver uma formação diferente da revelada em salas: ao quinteto habitual junta-se a percussão de Carlos Miguel Antunes, colaborador regular de Luísa Sobral, que assim transpõe para o palco uma nova dimensão de 'Rosa'.

Editado no final de 2018, o quinto álbum de Luísa Sobral é também o seu trabalho mais pessoal, maduro e intimista. É um álbum de histórias, algumas reais, nas quais a beleza das composições é realçada pelo despojamento dos arranjos e pela cumplicidade criativa entre Luísa e o seu produtor Raul Refree - prestigiado multi-instrumentista catalão que trabalhou com nomes como Sílvia Pérez Cruz, Rocío Márquez ou Rosalía.

Do disco já foram extraídos os singles "O Melhor Presente" e "Dois Namorados", uma enternecedora e real história de amor. Mas outros temas têm sido revelados e encantado plateias: "Maria do Mar", "Nádia", "Envergonhado" e o arrebatador dueto "Só um Beijo" com o irmão Salvador Sobral, são apenas exemplos.

Em palco, toda a subtileza do disco transparece na voz de Luísa e na formação que a acompanha: Manuel Rocha nas guitarras e voz e um trio de sopros formado por Sérgio Charrinho no fliscorne, Angelo Caleira na trompa e Gil Gonçalves na tuba.

Agendado para dia 21 de Setembro no CAE, o concerto da Figueira da Foz tem significado duplo: representa o final da digressão de verão e em simultâneo marca o regresso de "Rosa" aos teatros e auditórios nacionais.

DONA ELVIRA | "Cindybella"


A banda de rock Dona Elvira está de regresso 3 anos após ter editado o primeiro álbum, “Histórias e Segredos”.

“Cindybella” é o single de avanço do álbum “Compromisso” com edição em Setembro. Tal como o próprio nome indica, traduz o compromisso que a banda assume com todos aqueles que desde sempre acreditaram e incentivaram a desenvolver este projeto.

Criar novos horizontes musicais, levar este álbum ainda mais longe e a mais público do que o álbum anterior é o grande desafio proposto pela banda. Fazem questão de manter o compromisso com quem já os conhece, difundindo o “espírito Dona Elvira” a todos os que os pretendem conhecer.

A banda de Sintra é formada por Paulo Lawson na voz, Tiago Caldeira na guitarra, Francisco Durão nos teclados, Fané Elias no baixo e António Oliveira na bateria.

Cindybella estará disponível em formato digital a 26 de Julho.

ALGUMACENA | Agenda

CARTAZ | Concerto

10/07/2019

LUSITANIAN GHOSTS | Discurso Direto


Lusitanian Ghosts é um coletivo de artistas que cruzam os cordofones populares portugueses (Amarantina, Beiroa, Braguesa, Campaniça, Terceira, e Toeira) com uma estética de rock n roll / singer-songwriter internacional, onde um artista sueco, Micke Ghost, toca viola Amarantina e um artista português, Omiri, toca também a Nyckleharpa, um cordofone medieval sueco. Os singles “Trailer Park Memories”, “Godspeed to You”, e “The World” antecederam o lançamento do disco debut do projeto. Hoje em "Discurso Direto" recebemos os Lusitanian Ghosts.

Portugal Rebelde - Antes de mais, como é que surgiu o projeto Lusitanian Ghosts?

Lusitanian Ghosts - Numa conversa com o meu Avô, o Mestre Adelino Leitão, em casa do meu irmão Tiago Leitão em Setúbal, ele revelou que tinha sido músico, tinha tido uma banda, Os Fatalistas, entre outros projetos; e quando ele faleceu herdei alguns cordofones… depois descobri a viola Beiroa. Comecei a tentar compor na Beiroa… criar algo mais localizado. Não me fazia sentido gravar mais um disco de rock n roll só, como já tinha feito em Toronto, Londres ou Estocolmo, mas sim um disco local, um projeto português. Comprei uma Amarantina e levei-a a Estocolmo, ofereci-a ao Micke Ghost… e aí tudo começou.

PR - Lusitanian Ghosts é um coletivo de artistas que cruzam os cordofones populares portugueses (Amarantina, Beiroa, Braguesa, Campaniça, Terceira e Toeira) com uma estética de rock n roll / singer-songwriter internacional. Estão contentes com o resultado final deste disco de estreia?

Lusitanian Ghosts - Este primeiro disco foi uma experiência - nunca se tinham cruzado todos estes cordofones num disco, muito menos num disco cantado em Inglês. O Gajo já estava a reinventar a Campaniça, o Omiri já distorcia a Braguesa, e o Abel já tinha usado a Terceira em gravações com o Guillermo, pós-Primitive… mas assim todas juntas não. Mesmo assim, começámos com uma base de “bedtracks” de rock, bateria, baixo e elétrica. Para o próximo disco, que vai ser gravado em fita evitando qualquer meio digital, vamos fazer ao contrário, começar com os cordofones mesmo. Claro que se não estivéssemos contentes não haveria “próximo disco”, haha. O Canoa e o Ricardo Ferreira fizeram um grande trabalho de gravação e produção.

PR - No passado mês de Abril, apresentaram as canções deste disco em concerto. Qual foi o “feedback” que receberam do público?

Lusitaniann Ghosts - Foi uma excelente noite. Foi a primeira vez que tocámos ao vivo, e funcionou muito bem. É uma verdadeira orquestra de cordofones, todos diferentes, com uma atitude de rock n roll, penso que surpreendeu muita gente que não sabia bem ao que ia. As críticas foram muito positivas. Estamos entusiasmados por ter conseguido, com tão poucos ensaios, apresentar tão bem o disco. Todos temos agendas complicadas para gerir, e para que Lusitanian Ghosts toque é preciso vir o Micke Ghost de Estocolmo. Esperamos conciliar agendas para tocar mais, mesmo que não seja sempre com todos os elementos do coletivo.

PR - Já confirmadas estão também atuações internacionais no Reeperbahn Festival, um dos festivais mais importantes para a indústria da música, que se realiza de 18 a 21 de Setembro, em Hamburgo, e a atuação no Live at Heart, um dos maiores festivais de showcases na Escandinávia, que se realiza de 4 a 7 de setembro, em Örebro, Suécia. Há algumas “surpresas” preparadas para estes concertos?

Lusitanian Ghosts - Todos os nossos concertos são verdadeiras surpresas! Ninguém sabe o que pode acontecer. Na Suécia contamos também com a presença do meu antigo baixista de Neil Leyton & The Ghosts, o Janne Olson. Não teremos por lá O Gajo nem Omiri, por causa dos seus próprios concertos. No Reeperbahn estaremos todos e ainda alguns potenciais convidados internacionais, por confirmar… e depois, cada concerto tocamos uma ou outra música nova, seja nossa, seja cover… em Benfica foi o “Thanks for Chicago Mr. James” de Scott Walker, que foi uma grande referência para nós em estúdio e que, entretanto, faleceu. Não sabemos qual será o setlist nem para a Suécia, nem para a Alemanha, e, entretanto, esperamos confirmar mais um concerto para Portugal.

PR - Qual é o tema que melhor caracteriza o “espírito” deste álbum?

Lusitanian Ghosts - Tema no sentido de música? Todas elas… talvez a "Past Laurels"? Ou tema no sentido de temática… vejamos, várias letras abordam uma certa mentalidade portuguesa, os tabus da nossa sociedade, a recusa em dialogar abertamente sobre o que foi na verdade a era dos descobrimentos: a escravatura. Há muita gente em Portugal com mentalidades muito fechadas…, mas as letras não apontam só o dedo às quintinhas e castelos: tiramos o chapéu à Wikipédia criticando por exemplo as velhas enciclopédias como a Britannica, que só contavam um lado da história - a dos vencedores. É um disco que espero possa incentivar o diálogo político, vá. Está na altura de defendermos a cultura, a Europa, o civismo, todos os valores humanistas que fomos conquistando ao longo do século XX e que estão mais uma vez ameaçados por este mundo fora. É um espírito positivo, afirmativo, humanista.

PR - Numa frase como caracterizariam este disco de estreia?

Lusitanian Ghosts - Uma espontânea experiência criativa inédita que promove os cordofones populares portugueses num novo contexto, para além das nossas fronteiras. Um projeto com raízes no passado, mas com uma visão futurista.



DELIA FISCHER | Discurso Direto


Cantora, compositora, pianista e diretora musical, Delia Fischer é dona de um currículo invejável. Com mais de 30 anos de carreira, atuou ao lado de importantes artistas brasileiros como Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti, Ed Motta, Marcos Valle e Pretinho da Serrinha. Delia Fischer constrói com esmero os seus álbuns a solo: foi assim com o álbum de estreia “Antonio”, em 1999, “Presente”, de 2010 e com “Saudações, Egberto”, de 2011. No próximo dia 27 de Julho, a cantora apresentará no Festival MIMO em Amarante o recém-lançado álbum “Tempo Mínimo”, onde instiga o público à discussão sobre o valor do tempo nos dias atuais, com canções que remetem à bossa nova e outros ritmos populares do seu país. Delia Fischer é hoje minha convidada em Discurso Direto.

Portugal Rebelde - É verdade, que o disco “Tempo Mínimo” acabado de editar, tem uma visão cronista?

Delia Fischer - Sim, eu diria que as crónicas aparecem em momentos diversos da vida, como na faixa “Ela Furou”, onde narro o desespero tragicómico de estar sem ajuda da acupunturista, que me esqueceu num dia de muita dor. Aparece também nos dias de carnaval, passados solitariamente na praia no “Samba Mínimo” ou na rua da infância, a que retorno, e que me reconhece nos passos da infância, na faixa “Mesmos Sons”. Diria que são crónicas poéticas, pois sempre penso na sonoridade e na musicalidade das palavras cantadas.

PR - Neste disco assina a maioria das letras. Como é que sentiu ao assumir este “papel”?

Delia Fischer - Para mim é um passo construído com muito tempo de maturação. Componho desde criança e passei por anos do exercício da musica instrumental onde o piano sempre esteve à frente do material composto. No entanto sempre li e escrevi poesia muito mais por paixão. Na escola, recebi prémios pelas redações e poemas (apesar de nunca ter me sentido segura para mostrar esse material). Durante muitos anos não via a possibilidade de juntar a letra com o som. Especialmente vindo de um país de gigantes como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque e toda a tradição maravilhosa da MPB. Passei a maior parte da minha vida me aprofundando no exercício das diversas formas musicais, e nos meus primeiros álbuns de canções, trouxe grandes parceiros para carregar a palavra. Mas a canção me arrebatou e nasceu de forma totalmente espontânea nessas faixas, onde sons e palavras se casaram imediatamente sem me pedirem licença.

PR - Em Tempo Mínimo” partilha alguns temas com Ed Motta, Marcos Valle e Pretinho da Serrinha. Quer falar-nos um pouco destes duetos?

Delia Fischer - Marcos Valle é para mim um ídolo, não somente como o grande compositor e artista, mas também como ser humano. Ele me aponta sempre uma direção na forma de tratar a música, a carreira, e ainda cuidar-se e manter-se alegre e jovem, apesar dos mais de 70 anos. Marcos é um dos artistas mais joviais que já conheci, sempre em busca do novo em projetos e composições. Foi um grande encontro, como uma homenagem, mas também como inspiração. Pretinho da Serrinha me foi sugerido pelo produtor da faixa “Ela Furou” Rodrigo Tavares que, além de ter produzido, tocou também vários teclados nessa faixa. Rodrigo entendeu que eu queria que essa faixa tivesse humor e que fosse uma mistura forte com o samba e ninguém melhor que o genial Pretinho para trazer o cavaquinho, que fez a música decolar, e ainda cantar, trazendo toda a personalidade do samba. Ed Motta é meu querido amigo e irmão de muitas décadas. Tive a honra de ser sua professora de piano, de ter tocado com ele e de ter feito orquestrações para algumas de suas composições. Ed é um músico fenomenal, que não tem limites para criar nem para cantar. E esse dueto reflete a parceria, a amizade e a enorme afeição. A faixa foi escolhida por ele. “Feliz por um Triz” fala do tempo de uma emoção, da alegria momentânea, do eterno presente, passado no tempo da voz, que leva uma música à frente, e desse amor.

PR - ”Mercado”, single lançado em 2018, foi premiado Best Latin Song e Vox Populi no The Independent Music Awards, em Nova Iorque. De que é que nos fala este tema?

Delia Fischer - Essa música teve seu primeiro registo no meu álbum “Presente” e sempre achei que se mantém muito atual, justamente por falar de compra e venda, não apenas de coisas e objetos, mas dos nosso sonhos, ansiedades e amores. Nosso mundo capitalista de certa forma nos torna todos artigos de compra e venda. Revistas que vendem o sonho de se tornar magra, bela e sensual. O sonho de poder, com essas compras, conseguir conquistar o amor, aquele amor da novela e do sonho romântico. Ao mesmo tempo que faz a critica a quem quer vender tudo isso, até a própria alma. Um mercado de itens muito maiores e profundos nas nossas vidas e que não estão à venda, apesar do comércio nos querer vender essa fórmula de alegria e felicidade. Então regravei essa música, inicialmente como single. O prémio em Nova Iorque me fez perceber que essa música realmente ganhou fôlego e que merecia então entrar, pois está totalmente coerente com o tema do álbum .

PR - No próximo dia 27 de Julho há tempo para apresentar em Portugal, no Festival MIMO Amarante, o seu mais recente disco “Tempo Mínimo”. O que é que o público português pode esperar deste concerto?

Delia Fischer - Quero mostrar toda a alegria e profundidade por trás dessas faixas, que representam na verdade muito da minha trajetória na música, incluindo músicas que cantei nos musicais em que atuei e fiz a direção musical. Estarei ao lado da minha banda dos sonhos com Antonio Fischer -Band (guitarra, teclados, bateria, eletrónicas) e Matias Correa (Chapman stick, voz, percussão vocal). Com eles eu vivo e com eles escolhi fazer o som desse álbum nos palcos. Antonio é meu filho e Matias meu marido.

PR - Para terminar, que memórias guarda de 30 de anos de canções?

Delia Fischer - Acho que o som e a memória dos sons é o que me leva ao novo, então acho que isso é só o começo. Na verdade, o que me move é criar, inventar misturar no filtro dessa memória e gerar novas músicas, ideias e caminhos. Espero pelos próximos 30 anos para ficar cada dia mais ousada criativa e de certa forma jovem, porque a arte segue à frente do nosso passo, sempre à frente do que acontece. Quero que a música que trago comigo desde a infância me leve a caminhos cada dia mais intensos e profundos, contemporâneos e novos!




MÃO MORTA | “No Fim Era o Frio”


“No Fim Era o Frio” é o novo álbum dos bracarenses Mão Morta, a ser lançado dia 27 de Setembro pela editora independente Rastilho Records.. Para o comemorar, a banda apresenta-se dia 28 de Setembro no Hard Club (Porto) e dia 11 de Outubro no LAV (Lisboa).

O disco “No Fim Era o Frio” apresenta-se como uma narrativa distópica onde conceitos como aquecimento global ou subida das águas do mar servem de ponto de partida e cenário para um questionar e decompor de diferentes paradigmas do quotidiano.

São paradigmas que nos rodeiam e com os quais nos relacionamos e que todos os dias replicamos – criando com eles uma familiaridade tal que nos impede, muitas vezes, de deles tomar verdadeira consciência –, desviados para um outro enquadramento onde a familiaridade ganha a estranheza que permite a sua percepção.

Mas esta é uma percepção demencial, num horizonte ficcional que nunca sabemos se é real ou delirante e onde as composições criadas com os padrões deslocalizados da sua primitiva função dão novas vidas e leituras ao frio cosmológico e à solidão humana, aqui ecos de uma mesma inadaptação existencial e vazio afetivo.

Ao vivo, na apresentação do disco, os Mão Morta recriam a distopia, dando espaço para o palco funcionar como terreiro dessa demanda de calor humano, um terreiro devastado pelo fim da civilização e pelo níveo alvor de um novo recomeço, sem outro programa para além do mantra hipnótico tecido pela música.

"No Fim Era o Frio", o disco, é apresentado ao vivo pela primeira vez no Hard Club, Porto, a 28 de setembro, viajando depois para o Lisboa ao Vivo a 11 de Outubro e também para o Cineteatro Louletano, Loulé, a 31 de Outubro. A 09 de Novembro chega a terras internacionais com um concerto no Kulturfabrik na Cidade do Luxemburgo.

JORGE PALMA | "Passos em Volta"


Antes de subir ao palco do Centro de Espectáculos do Casino de Tróia, no próximo dia 27 de Julho, para apresentar "SÓ ao vivo", Jorge Palma lança vídeo inédito do tema "Passos em Volta", extraído do espectáculo comemorativo dos 25 anos de "Só".

Gravado ao vivo no Centro Cultural de Belém, no espectáculo em que Jorge Palma se apresentou só, apenas com o seu piano, e que ao longo de 2016 e 2017 percorreu salas icónicas, regressa agora ao Centro de Espectáculos do Casino de Tróia, para uma apresentação única.

OMIRI | Évora

EMICIDA EM CONCERTO

09/07/2019

ZIGURFEST 2019 | Lamego


"De 21 a 24 de Agosto, a cidade é nossa. Durante quatro dias, Lamego parte à descoberta de uma tradição que já pertence a esta cidade. Nesta romaria à antiga, montamos os palcos onde eles couberem para que a novidade possa espreitar a cada passo. Por estes dias, Lamego balança entre a música e a arte contemporânea, sempre de olhos abertos para o que é novo, de ouvidos postos na reverberação que toma conta das ruas.

Trilhamos o caminho do risco que se quer saudável, de forma paciente e a querer olhar em frente sob o signo da descoberta, do novo, do desafiante. É por isso que aqui a música e arte se apresentam sem rótulos nem géneros, apenas com a urgência de serem vistas. E é talvez por isso que ao fim de nove edições ainda não repetimos um único convite, num atestado de vitalidade e frescura às muitas músicas que por cá se fazem.

Com o mote de que durante quatro dias, a cidade é nossa, vossa, e de quem cá chegar, venham com a certeza de que sempre trabalhámos por fazer do ZigurFest e de Lamego um espaço seguro, confortável, tolerante, onde todas as formas de ser e estar são abraçadas e respeitadas. Para quem chega pela primeira vez, fica a promessa: são todos bem-vindos a celebrar connosco.

Olhemos então para a cidade como um palco de grandes dimensões: onde a imersão se quer total, onde há tempo para os concertos serem vistos, onde todos são cabeças de cartaz, mas acima de tudo é um local onde nos sentimos em família para celebrar ininterruptamente de 21 a 24 de Agosto.

Com a cidade como um vasto centro nevrálgico, abrimos novos caminhos que se estendem ao Museu de Lamego, Rua da Olaria e ao Parque Isidoro Guedes. Também revisitamos Velhos conhecidos como o Auditório do Teatro Ribeiro Conceição, mas abrimos espaço a que outros lugares possam brilhar. Por isso, este ano estreamo-nos no interior do Castelo de Lamego, perpetuando as lógicas de preservação e redescoberta do património erigido e de abraçar as rotinas diárias da cidade.

É por aqui que vão passar aqueles que consideramos os melhores representantes da música feita em 2019: Filipe Sambado & Os Acompanhantes De Luxo, Glockenwise, Chinaskee, Krake + Adolfo Luxúria Canibal, Odete, Jasmim, Violeta Azevedo,Minus & Mrdolly, Algumacena, Mynda Guevara, Luís Vicente + João Valinho, Terebentina, Dada Garbeck, Ivy, Djumbai Djazz, Stasya, Zentex, Afta 3000, Conferência Inferno, 3I30 , Menino Da Mãe + Raphael Soares, Tiago E Os Tintos, Daniel Catarino Trio.

E, porque todos os anos aumenta a vontade de deixar uma marca capaz de extravasar a efemeridade física dos concertos, regressa connosco a ZONA – Residências Artísticas de Lamego. Uma semana de estudos que se desdobra em dois: nas artes plásticas e visuais, e na videoarte. Tudo isto se traduz numa exposição alinhada com os valores do festival: desafiante, urgente e que nos faça questionar. Por fim, a dica que toda a gente vai querer saber ao final da noite: este ano dança-se a sério. De 21 a 23 de Agosto, encontramos abrigo em afterparties para continuar o baile e pegar fogo à pista e ao corpo todas as noites até às 06.00h.

Aos romeiros que nos procuram de longe, terão no Parque de Campismo do ZigurFest, fornecido mais uma vez pelo Município de Lamego, um espaço gratuito, soalheiro e instalado numa zona verde da cidade, pronto para receber quem viaja para descobrir a cidade e a música mais entusiasmante do ano. A capacidade do Parque é limitada e é necessária a inscrição em www.zigurfest.com. Até lá, ponham-se a caminho. O festival é grátis e nós já estamos à vossa espera." (Comunicado de Imprensa)

+ Info:


BRUNO PERNADAS EM CONCERTO ESPECIAL NO B.LEZA, EM LISBOA


Bruno Pernadas regressa finalmente a uma sala lisboeta no dia 17 de Julho, pelas 22.00h. Um momento raro para ouvir temas que não constam há muito tempo do alinhamento habitual deste compositor e multi-instrumentista que actuou em Espanha e no Japão nos últimos meses de 2018.

O B.Leza acolhe um concerto muito especial que encerra um ciclo na carreira do músico e deixa já pistas para o terceiro disco a editar no próximo ano. O artista define este espectáculo como uma celebração dos dois discos de originais. Para além de “How can we be joyful in a world full of knowledge” (2014) e “Those who throw objects at the crocodiles will be asked to retrieve them” (2016), Bruno Pernadas e o seu ensemble de oito músicos preparam mais surpresas para uma noite que promete ser inesquecível.

Os bilhetes já estão à venda na Ticketline e têm um preço de 10€.

FILIPE SAMBADO & OS ACOMPANHANTES DE LUXO DESPEDEM-SE DE LISBOA


O aclamado "Filipe Sambado & Os Acompanhantes de Luxo" (2018, Valentim de Carvalho) está a findar o seu ciclo. Filipe Sambado reune uma última vez mais Os Acompanhantes de Luxo para se despedirem de Lisboa, dia 20 de Julho no Titanic Sur Mer, antes de desbravar-nos o futuro.

Os discos, mesmo que intemporais, tem um ciclo de vida próprio. "Filipe Sambado & Os Acompanhantes de Luxo" é um aclamado marco de 2018 e, como tal, é um disco acrónico associado a um tempo específico - e esta ambiguidade também está presente nas urgências e assuntos de que Filipe Sambado fala.

Uns meses antes da sua edição, Filipe Sambado despediu-se ao vivo da fase "Vida Salgada", o seu primeiro LP, numa cacofonia com Os Acompanhantes de Luxo em palco. Chega agora a vez de despedir de Lisboa o seu segundo disco antes de nos mostrar o que se segue.

STEREOSSAURO | NOS Alive


A digressão de "Bairro da Ponte", o mais recente álbum de Stereossauro, chega esta quinta-feira ao NOS Alive. O espectáculo, que conta com uma forte componente visual, começará à 01.15h, no palco NOS clubbing, e terá como convidados especiais Camané, Chullage e Nerve.

"Bairro da Ponte" é o segundo longa-duração de Stereossauro, inspirado no acesso privilegiado que lhe foi concedido aos arquivos da Valentim de Carvalho, com a possibilidade de manipulação dos masters originais de Amália Rodrigues e Carlos Paredes. O álbum conta ainda com a colaboração dos mais variados artistas da música portuguesa contemporânea. O tema, “Nunca Pares”, feito em colaboração com Slow J conta já com mais de 3 milhões de visualizações.

Editado a 1 de Fevereiro, "Bairro da Ponte" é um disco agregador que foi capaz de reunir talentos muito diferentes à volta de uma paixão comum: a música. É um trabalho de encontros e confluências, partilhas e cumplicidades. Um disco que põe em comum afinidades e conhecimento. Uma nova voz de uma velha cidade, diferente de todas as outras, que pede para ser ouvida.

VÍTOR BACALHAU | Spanish Tour

ALDINA DUARTE | Tavira

08/07/2019

THE TWIST CONNECTION GALARDOADOS EM ESPANHA


Os conimbricenses The Twist Connection foram galardoados em Espanha nos Premios Nacionales de la Música y las Artes/Premios Pop Eye com o prémio "Banda Revelação Portuguesa".

The Twist Connection juntam-se assim a um conjunto de figuras importantes de diferentes universos artísticos de Espanha (como Javier Mariscal ou Sybilla - entre outros nomes maiores ainda por anunciar). A Gala de entrega destes prémios ocorre em Novembro.


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