02/05/2026

ROMEU BAIROS | Romê das Fürnas Vol. II: A Segunda Comunhão

Pouco mais de um ano após Romê das Fürnas, Romeu Bairos apresenta o segundo volume daquela que virá a ser uma trilogia de compêndio de música tradicional e contemporânea dos Açores. 

Romê das Fürnas Vol. II: A Segunda Comunhão debruça-se sobre os mistérios e misticismos bem como as tradições profanas e religiosas do Vale das Furnas, filtrado por uma sensibilidade contemporânea, afirmando-se como um gesto de celebração enraizado na tradição da terra que viu Romeu Bairos nascer.

 

PZ | Mil Euros Por Mês

PZ acaba de lançar o novo single “Mil Euros Por Mês”, uma colaboração com a histórica banda portuguesa Mão Morta. Depois de um início de percurso mais íntimo e focado no universo doméstico — com temas como “Todo o Santo Dia” (com Samuel Úria), “Quem é Que Vai Lavar a Banca” (com Joana Espadinha), “Sou Pai de Filhos” (com Retimbrar) ou “Empadão na Bimby” (com Emmy Curl) — este novo tema abre um lado mais frontal e político do "Álbum de Família", trazendo para o centro da mesa a velha questão: quanto é preciso, afinal, para uma família viver com dignidade? 

Partindo de um refrão obsessivo — “Eu quero mil euros por mês” — a canção constrói-se como uma sátira mordaz à precariedade contemporânea, num momento em que o salário mínimo nacional em Portugal se aproxima desse valor simbólico, mas continua aquém de garantir estabilidade real. 

Entre a repetição e o desespero, a música transforma um desejo básico numa espécie de mantra geracional. A participação de Adolfo Luxúria Canibal introduz um dos momentos mais incisivos do tema, aprofundando a crítica social com uma escrita crua e politicamente carregada, alinhada com o percurso provocador que os Mão Morta sempre cultivaram. 

Participam também Miguel Pedro (cofundador da banda), na bateria, e Ruca Lacerda, com camadas de guitarras elétricas que empurram o tema para um território de rock épico e cru. Mais do que uma canção, “Mil Euros Por Mês” afirma-se como um gesto político: um retrato irónico de um sistema onde o trabalho nem sempre garante dignidade, e onde o sonho mínimo — mil euros por mês — ainda soa a reivindicação.

 

TSUNAMIZ | Apocalypsing

Após o lançamento de Love Is Never Enough a 5 de dezembro de 2025, Tsunamiz regressa com o primeiro vislumbre do seu próximo capítulo artístico. “Apocalypsing” é o single de apresentação do seu próximo álbum — o nono da sua discografia e o quinto editado nos últimos cinco anos. 

“Apocalypsing” é um crossover de alta intensidade que combina a energia crua do punk com produção eletrónica agressiva de big beat, inspirada em The Prodigy. Construído sobre uma dinâmica de “quiet-to-loud” reminiscente dos Pixies, o tema oscila entre momentos de tensão contida e explosões de energia, juntando guitarras distorcidas a breakbeats intensos e sonoridades industriais. Escrita como resposta a experiências de bullying e ambientes hostis, a canção transforma a confrontação em libertação catártica. 

O resultado é uma fusão de energia rave dos anos 90, intensidade industrial e a crueza da música alternativa contemporânea. O single é lançado em conjunto com um videoclipe oficial que documenta diferentes momentos do percurso artístico de Tsunamiz.

 

01/05/2026

MANEL SOARES ANTECIPA EP DE ESTREIA COM O NOVO SINGLE 'OLHA AS COISAS QUE FAÇO'

"Olha As Coisas Que Faço" é o novo single de Manel Soares. Já disponível em todas as plataformas digitais, a faixa reforça a nova fase criativa do cantor e compositor lisboeta e o seu posicionamento na indústria musical. Escrita em colaboração com Ella Nor (Bárbara Bandeira, Ana Moura) e produzida por Filipe Survival (Fernando Daniel, INÊS APENAS), a canção continua a desenhar o território no qual o artista quer habitar: um Pop Rock emocional e direto, com uma estética pensada para o palco. 

Nas palavras de Manel Soares, "Olha As Coisas Que Faço" é "sobre estar no meio de uma multidão numa noite e aquele momento em que puxamos a outra pessoa pela mão a dizer ‘vem lá dançar'. Lembro-me de que queria uma música mais feliz. Entrei na sessão com a ideia de escrever sobre fazer de tudo para convencer a outra pessoa a vir dançar comigo”. 

Se o lançamento anterior, "Sem Mim", deixava espaço para a melancolia, em "Olha As Coisas Que Faço" há luz e essa energia leve que evoca ambientes de verão, praia e celebração. O cantor acrescenta que o novo single "ficou a soar a férias de verão, sol e praia. Não me recordo exatamente de como é que chegámos aqui. Foi algo que foi acontecendo ao longo da produção e ficou um resultado muito bonito".

 

30/04/2026

MIMICAT | A Minha Gente

Mimicat apresenta o novo single "A Minha Gente", já disponível em todas as plataformas digitais. Escrita pela cantora e compositora e composta e coproduzida com Filipe Survival (SYRO, Bárbara Tinoco, INÊS APENAS) e Duarte Carvalho (Madonna, Anitta, Bispo), a canção presta homenagem às raízes, à família e à comunidade que moldaram e inspiraram o seu percurso pessoal e artístico. 

Além da mensagem profundamente ligada à identidade e cultura portuguesa, o tema é um regresso à energia positiva dos arranjos inspirados na sonoridade R&B e Soul da Motown que marcou o início da carreira de Mimicat, unidos a uma abordagem Pop contemporânea, reflexo das novas influências musicais que tem vindo a explorar. 

Cresci livre e com valores vincados, numa rua em que toda a gente me conhecia, no seio de uma família grande, intensa e sempre próxima. Cresci e evolui mas cada vez mais abraço esta que afinal é a herança portuguesa. 

A minha família é só uma amostra do povo português. Esta canção é uma homenagem, através de uma mensagem muito portuguesa", afirma Mimicat. "Os arranjos musicais remontam à sonoridade do meu primeiro álbum, muito característicos da sonoridade Motown, que me fez ser a artista que sou, mas de uma forma contemporânea e com a minha forma de expressar a portugalidade. 

Sentei-me ao piano a desenhar os acordes e a melodia, para que tivesse a profundidade que eu esperava ouvir e, no final, soa exatamente como eu pretendia e não podia estar mais orgulhosa", completa a cantora e compositora.

 

29/04/2026

BLASTED MECHANISM ENCERRAM CELEBRAÇÃO DE 30 ANOS COM ÁLBUM AO VIVO E ESPECIAL RTP

Os Blasted Mechanism chegam ao momento final das celebrações dos seus 30 anos de carreira, um percurso que teve início em 2024 e que agora se aproxima do fim com um conjunto de lançamentos especiais que funcionam como epílogo de uma das bandas mais marcantes da música portuguesa. 

O primeiro destaque é o icónico “Battle of Tribes”, com lançamento marcado para 8 de maio, que antecipa a edição de Blasted Mechanism (Live - ॐ Anos) gravado na Sala Tejo da MEO Arena, no concerto comemorativo realizado a 12 de abril de 2025. 

O álbum, composto por 25 temas ao vivo, ficará disponível nas plataformas digitais a 17 de julho, sendo também editado em formatos físicos especiais, numa edição de duplo CD e triplo vinil, reforçando o caráter celebratório e colecionável deste registo.

 

JACARÉU | Eterno Espectador

Jacaréu apresenta “Eterno Espectador”, o seu primeiro álbum de longa duração, acompanhado pelo lançamento do single e videoclipe da faixa homónima do disco. O trabalho surge depois da recente participação do músico no Festival da Canção 2026, onde foi um dos autores selecionados através de submissão livre e também um dos intérpretes do tema “O-Pi-Ni-ÃO”. 

“Eterno Espectador” nasce de uma experiência pessoal que acabou por ganhar uma dimensão mais ampla. O álbum parte de uma relação de amizade que se tornou abusiva, marcada pela crítica constante e pelo julgamento, mas o conceito expandiu-se ao longo da criação para incluir todos aqueles que opinam sem conhecer - os chamados “treinadores de bancada” e “intelectuais de sofá”, figuras que comentam e desvalorizam o trabalho dos outros sem compreender o processo criativo. 

Durante o processo de composição do álbum, uma das músicas destacou-se por possuir características próximas da linguagem do Festival da Canção. O tema foi então reservado para a submissão livre ao concurso, acabando por concretizar um objetivo antigo do artista com a seleção para a edição de 2026. 

Editado pela Epopeia Records, “Eterno Espectador” afirma a identidade autoral de Jacaréu, onde poesia, rap e sensibilidade indie se cruzam numa escrita direta e introspetiva.

 

SYNAPSIS | Eu Sempre Fui assim

“Eu Sempre Fui Assim” é uma faixa do projeto Prestidigitação, de Synapsys, que transforma uma frase quotidiana em reflexão musical. A canção parte de uma expressão muito comum - usada tantas vezes como descrição - e a reposiciona como pergunta: quantas vezes alguém diz “eu sempre fui assim” quando, na verdade, está apenas repetindo um padrão, protegendo-se da mudança ou confirmando uma identidade já cansada? 

Com linguagem acessível, clima emocional e uma proposta artística que une música, psicologia e transformação, a faixa convida o ouvinte a questionar a rigidez das narrativas internas. Em vez de tratar identidade como algo fixo, “Eu Sempre Fui Assim” sugere movimento, revisão e possibilidade. Dentro de Prestidigitação, a música funciona como uma das portas de entrada para o conceito central do álbum: transformar padrões mentais em música. 

O resultado é uma canção introspetiva, memorável e contemporânea, capaz de dialogar com públicos que valorizam letras com profundidade emocional e conteúdo reflexivo.

 

28/04/2026

PEDRO SOUSA | Little Olive Tree

Pedro Sousa é um artista independente focado na composição melódica e na estrutura harmónica. "Little Olive Tree” é um tema de carácter alternativo, com uma abordagem intimista e progressiva, centrado na melodia e na harmonia, com uma construção lenta e atmosférica. 

 A música aborda memória, perda e resiliência, utilizando a oliveira como símbolo associado à Palestina — representando a ligação à terra, a continuidade e a herança entre gerações. O tema foi composto e produzido por Pedro Sousa, recorrendo a instrumentos virtuais e voz sintetizada. 

27/04/2026

NOISERV | Teatro de Vila Real

No ano em que celebra 20 anos de carreira, Noiserv apresenta ao vivo o seu novo álbum. “7305”. Sucessor de “Uma Palavra Começada por N”, editado há cinco anos, o novo trabalho discográfico, o quinto da carreira do músico, reafirma a identidade sonora única de Noiserv, um dos nomes mais relevantes da música independente portuguesa. 

Conhecido pelos seus concertos intimistas e por uma relação profundamente genuína com o público, Noiserv construiu ao longo de duas décadas uma carreira sólida e multifacetada, que se estende também à composição para teatro e cinema, entre diversas colaborações. Um concerto que marca a trajetória do músico num encontro imperdível entre passado, presente e futuro.

SURMA | Teatro de Vila Real

26/04/2026

PODCAST PORTUGAL REBELDE PLUS

Já está disponível para audição o novo programa do Podcast Portugal Rebelde Plus. Este mês a nossa seleção inclui as propostas de Mário Laginha e Bernardo Sasseti, Inês Condeço, André Fernandes, João Barradas e Fábio de Almeida. Destaque para a conversa com André Fernandes, a propósito da edição do álbum "Centauri Chroma". 

O Portugal Rebelde Plus pode ser seguido no Spotify, Apple Podcasts, Deezer, Youtube e no Podomatic.
 

DUQUES DO PRECARIADO | Agenda

 

24/04/2026

“DO CABO DO MUNDO – UM TRIBUTO IMIGRANTE A FAUSTO” APRESENTA “POR ESTE RIO ACIMA”

“Do Cabo do Mundo – um tributo imigrante a Fausto” revela hoje o seu primeiro momento de escuta: “Por Este Rio Acima”, já disponível nas plataformas digitais. Interpretado por Nani Medeiros, o single assinala o início do percurso discográfico de um projeto que reúne quatro vozes com percursos distintos e profundamente ligados à música de raiz: Luca Argel, Nancy Vieira, Nani Medeiros e Selma Uamusse.

Idealizado por Carlos Cesar Motta e Fred Martins, o projeto parte da obra de Fausto Bordalo Dias para a reinterpretar a partir da experiência de artistas imigrantes que vivem e trabalham em Portugal, cruzando origens africanas e brasileiras numa abordagem contemporânea a um dos mais relevantes cancioneiros da música portuguesa.

VIVA LA MUERTE! DOS MÃO MORTA DISTINGUIDO COM O PRÉMIO CRÍTICA NOS PRÉMIOS PLAY

Foto: Rita Carmo

Os Mão Morta arrecadaram ontem o troféu “Prémio da Crítica” na 8ª edição dos Prémios Play - Prémios da Música Portuguesa, atribuído à banda pelo álbum “Viva La Muerte!”. O júri do “Prémio da Crítica”, composto por Nuno Galopim, Hugo Torres, Filipe Costa, Gonçalo Oliveira, Paulo André Cecílio, Rui Miguel Abreu, Marta Rocha, Isilda Sanches, Matilde Inês e Daniel Dias distinguiu assim este trabalho de Mão Morta, numa noite emocionante onde as palavras de Adolfo Luxúria Canibal ecoaram no Coliseu dos Recreios, lembrando a importância da mensagem de “Viva La Muerte!”. 

O disco celebra os 50 anos do 25 de abril de 1974 e os 40 anos da banda, neste tempo em que as democracias enfrentam ameaças renovadas à sua existência, com as expressões de ódio e intolerância e a iniciativa ideológica das forças políticas conservadoras a terem acolhimento privilegiado nos média e a dirigir o discurso político dominante. 

Assim, “Viva la Muerte!” mergulha no âmago doutrinário do fascismo, passado e presente, de forma intensa e provocadora, denunciando os perigos que corremos e em que a democracia incorre, através de um conjunto de temas originais inspirados na música de intervenção portuguesa, cruzando rock, experimentalismo e um coro masculino. “Viva La Muerte!” encontra-se em digressão e pode ser ouvido em todas as plataformas digitais.
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