18/08/2026

FILIPE TAVARES | Discurso Direto

O Azores Burning Summer regressa à Praia dos Moinhos, no Porto Formoso, nos dias 28 e 29 de agosto. Com um percurso de mais de uma década marcado por distinções nacionais e internacionais, este Festival continua a afirmar-se como um dos projetos culturais mais relevantes dos Açores, cruzando música, natureza, sustentabilidade e comunidade num dos cenários mais emblemáticos da ilha de São Miguel. Filipe Tavares, diretor do Festival Azores Burnning Summer, é hoje meu convidado em "Discurso Direto".

Portugal Rebelde - Música, natureza e sustentabilidade, são estas as “coordenadas” para mais uma edição do Azores Burning Summer? 

Filipe Tavares - Sim, mas acrescentaria uma quarta coordenada: as pessoas. O Azores Burning Summer nasce da relação entre a música, a Praia dos Moinhos e a comunidade que nos recebe. A praia não é apenas o cenário do festival. O mar, o verde, a luz, o anfiteatro natural do Parque dos Moinhos e a proximidade dos moradores influenciam a escala, os horários, os acessos e a própria curadoria musical. Não podemos impor um festival àquele lugar; temos de o escutar e adaptar-nos às suas características. A sustentabilidade resulta dessa responsabilidade. Está no estacionamento periférico, no shuttle gratuito, nos veículos elétricos, nos copos reutilizáveis, nos ecopontos, nos sistemas de refill, na gestão de resíduos e na opção de não massificar o evento. Cerca de 80% do investimento é também direcionado para empresas dos Açores. Existe, depois, um cuidado permanente com quem nos visita. Não temos zonas VIP, porque queremos que todos façam parte da mesma experiência. Pensamos os acessos, o som, a restauração, a circulação e o conforto. A tenda de 800 metros quadrados do recinto principal permite acolher o público em caso de chuva, desde que estejam garantidas todas as condições de segurança. Queremos que as pessoas possam dançar, respirar, descobrir música e guardar uma memória feliz da Praia dos Moinhos. 

PR - Este festival continua a promover o encontro entre diferentes culturas em pleno território açoriano. Quer falar-nos um pouco da programação desta edição? 

Filipe Tavares - A edição de 2026 parte do Atlântico como espaço de encontro. A curadoria procura construir uma narrativa musical coerente, na qual cada artista dialogue com os restantes, com a Praia dos Moinhos e com a multiculturalidade do público. O festival reúne pessoas dos Açores, comunidades imigrantes residentes na ilha, residentes estrangeiros, visitantes nacionais e internacionais e um público fiel que regressa todos os anos. São pessoas com histórias e referências culturais diferentes, que partilham o mesmo espaço através da música. Essa diversidade é uma parte essencial da identidade do Azores Burning Summer. No dia 28 de agosto, o Palco Terra Nostra recebe Lura, Paulo Flores e Tabanka Djaz. Lura traz Cabo Verde e uma música onde a morna, o batuque e o funaná dialogam com o presente. Paulo Flores representa a força do semba angolano e uma escrita ligada à memória e à vida quotidiana. Os Tabanka Djaz afirmam o gumbé como expressão fundamental da identidade da Guiné-Bissau. Será uma noite com um significado especial para as comunidades africanas residentes nos Açores, mas também um convite para que todo o público descubra outras histórias, ritmos e identidades. No dia 29, abrimos outras geografias. Os Capitão Fausto cruzam pop-rock, psicadelismo e melodias que fazem parte da vida de uma geração. Zé Ibarra traz uma nova música brasileira, aberta à MPB, ao jazz, ao pop e à experimentação. Os Throes + The Shine unem Angola e Portugal através do kuduro, do rock e da eletrónica. Entre os concertos, o Palco KIA Tropical mantém a energia com vários DJ sets, incluindo Adrian Sherwood, uma referência internacional da cultura dub. A programação alterna entre os palcos, sem sobreposições, permitindo acompanhar todo o alinhamento. É um cartaz diverso, mas unido por uma mesma ideia: aproximar culturas, criar descoberta e fazer sentido naquele lugar. 

PR - Para além dos concertos, o festival apresenta um conjunto de iniciativas culturais, ambientais e comunitárias de acesso livre. Quer explicar-nos o que vai acontecer? 

Filipe Tavares - Esta programação é uma parte central do festival e permite prolongar a sua relação com a comunidade para além dos dois dias de concertos. O Cinema da Autonomia leva “A Viagem Autonómica” a várias freguesias da Ribeira Grande, aproximando diferentes gerações da história, da identidade coletiva e da açorianidade. O Cinema na Praia transformou a Praia dos Moinhos numa sala ao ar livre durante quatro noites. Todos os filmes foram realizados em ilhas do Atlântico e a programação reuniu três regiões da Macaronésia — Açores, Canárias e Cabo Verde — através de histórias sobre memória, território, criação e pertença. O Letras n’Areia, desenvolvido com a Livraria Solmar, reúne livros, leitores e diferentes olhares sobre os Açores. A literatura serve de ponto de partida para uma conversa sobre o mar, o turismo e a forma como as ilhas são vividas e observadas. Mantemos também o VIVE, dedicado à literacia em saúde e à promoção de hábitos de vida saudáveis, e o HABITAT — Crescer Sustentável, que aproxima as crianças do património natural marinho através de experiências educativas e do contacto com o conhecimento científico. Nos dias do festival realizam-se o Eco Market, dedicado ao ecodesign, ao artesanato e à reutilização de materiais, e a Expo de Veículos Elétricos. Os veículos apresentados são também utilizados no shuttle gratuito, permitindo ao público experimentar a mobilidade elétrica. O Moinhos Revival trabalha a memória afetiva do lugar e apresenta, este ano, o concerto “Volta ao Mundo em 80 Guitarras”, de Hector Belda OM. São diferentes formas de promover cultura, conhecimento e participação, sempre com acesso livre. 

PR - Para terminar, três boas razões para não perder a edição de 2026 do Azores Burning Summer. 

Filipe Tavares - A primeira é a música. São dois dias pensados como uma viagem atlântica entre Cabo Verde, Angola, Guiné-Bissau, Brasil e Portugal. Reunimos artistas consagrados e propostas que merecem ser descobertas, num alinhamento construído para ser acompanhado do início ao fim. A segunda é o lugar. Assistir a um concerto entre o mar, o verde e o anfiteatro natural do Parque dos Moinhos é uma experiência difícil de reproduzir. A escala do festival cria uma proximidade especial entre artistas e público, num ambiente simultaneamente íntimo, aberto e vibrante. A terceira é o cuidado colocado na experiência. A programação não se sobrepõe, o shuttle é gratuito, existem opções vegetarianas e veganas, não há zonas VIP e a tenda do recinto principal oferece abrigo em caso de chuva. A isto junta-se uma programação gratuita de cinema, literatura, saúde, educação ambiental, ecodesign e mobilidade sustentável. É um festival para ouvir, dançar, respirar e sair da Praia dos Moinhos com a sensação de ter vivido algo verdadeiramente especial.

INÊS CONDEÇO FAZ CONCERTO DE ABERTURA DE JOHN CARROL KIRBY

A pianista e compositora Inês Condeço faz o concerto de abertura para o norte-americano John Carrol Kirby no dia 11 de setembro na Igreja de St. George. A artista editou este ano o segundo álbum de originais, intitulado “The Space Between Birds”. 

Este disco segue uma viagem através do piano, sintetizadores e voz, entre ambientes angelicais e obscuros, e conta com a participação de Luís Fernandes e a masterização de Taylor Deupree (que já desenvolveu trabalho para artistas como Ryuichi Sakamoto, David Sylvian, entre outros).

TIAGO BETTENCOURT APRESENTA FOZ EM SESSÃO ESPECIAL COM O POEMA ENSINA A CAIR

Tiago Bettencourt junta-se ao podcast O Poema Ensina a Cair, de Raquel Marinho, para uma sessão especial dedicada a FOZ, o seu mais recente álbum, lançado em novembro de 2025. O encontro acontece no dia 17 de setembro, às 21.00h, nos Jardins do Bombarda, em Lisboa, numa sessão que combina conversa, histórias e música ao vivo, em formato listening session. 

Ao longo da noite, Tiago Bettencourt e Raquel Marinho irão conversar sobre FOZ, sobre as histórias que estão por detrás das canções e sobre o processo de criação de um álbum que continua a revelar-se com o tempo. A conversa será intercalada por momentos musicais ao vivo, numa apresentação próxima e intimista. “Há três ou quatro álbuns que deixei de ter pressa. Sei que a minha música chega mais devagar, não só a novos ouvintes, mas também a quem me acompanha há mais tempo. Para mim isso é um bom sinal”, explica Tiago Bettencourt. “Acredito que ainda descubro mundos novos dentro do meu mundo, que a cada disco sou outro e que cada um demora o seu tempo a dar-se a conhecer.” 

Lançado em novembro de 2025, FOZ continua o seu percurso entre concertos e ouvintes, em audições digitais e analógicas, deixando que cada canção encontre o seu próprio tempo para se revelar. “Nem Tudo é Mágoa” é o primeiro single do álbum a chegar às rádios. 

A sessão de 17 de setembro é, assim, uma oportunidade para conhecer FOZ por dentro, através das palavras de quem o criou, das histórias que deram origem às canções e da sua interpretação ao vivo, num encontro que cruza o universo musical de Tiago Bettencourt com o formato de conversa de O Poema Ensina a Cair.

17/08/2026

MOONSPELL | Far From God

O anúncio da segunda data no Porto acontece em plena tour europeia dos Moonspell, tendo a banda já atuado na Bélgica, Finlândia, Polónia e Alemanha, a que se seguirão passagens pela Turquia e Inglaterra. 

No próximo dia 20, estreiam-se no maior festival gótico de Portugal, o Extramuralhas. No final do Verão, os Moonsspell atravessam o Atlântico, como banda convidada dos Cradle of Filth, na tournée norte-americana que a banda inglesa vai realizar nos EUA e no Canadá, entre 29 de setembro e 28 de outubro, num total de 23 datas! 

Estas novidades, incluindo esgotar o concerto de apresentação de "Far From God" em Sintra, não são alheias à forma positiva como público e crítica têm recebido o 14º álbum de estúdio da banda, uma afirmação ousadamente bela e trágica do Metal Gótico na sua forma mais pura: obscuro, romântico, dramático e assumidamente pesado. "Far From God" está disponível em formato digital, CD, Vinil e Mediabook na Rastilho.

FESTIVAL DO CRATO ARRANCA A 25 DE AGOSTO

Está a chegar mais uma edição do Festival do Crato. Entre 25 e 29 de agosto, a vila alentejana volta a receber milhares de visitantes para cinco dias que juntam música, cultura, artesanato e gastronomia, num dos eventos de referência do calendário de verão nacional. Bispo, Slow J, Dub Inc, Veigh, Papillon, Soraia Ramos, Sara Correia, Delfins, Calema, Buba Espinho e Calum Scott estão entre os nomes que passam pelo palco do Festival do Crato em 2026. 

A programação prolonga-se pela madrugada com vários nomes da música eletrónica, entre os quais Kura, Karetus, Breyth e Zanova. As atividades arrancam já a 25 de agosto, com entrada gratuita, numa noite que antecede os quatro dias principais do Festival.

NÁSTIO MOSQUITO LANÇA NOVO SINGLE "HILÁRIO" E ANUNCIA O ÁLBUM "NO CAPITAL"

Nástio Mosquito assinala hoje o seu regresso às edições discográficas com o lançamento de “Hilário”, o primeiro single do seu novo álbum de estúdio, um "mixtape" intitulado “No Capital”. 

O tema já se encontra disponível em todas as plataformas digitais, acompanhado por um vídeo oficial disponível com legendas em português e inglês. A apresentação do projeto prossegue a 21 de agosto com o lançamento de “Mapa Cor de Rosa”, o segundo single do álbum e o primeiro deste novo trabalho a surgir em língua portuguesa. 

O álbum completo chega no dia 15 de outubro, com edição confirmada em formato digital e em vinil gatefold. O arquiteto cultural Nástio Mosquito trabalha entre performance, cinema, música e linguagem, criando condições artísticas para o autorreconhecimentos institucional e público.

 

MARISA MONTE | Porto

16/08/2026

SALMA JÔ LANÇA "HOTEL", PRIMEIRO SINGLE APÓS PAUSA DA CARNE DOCE

A artista brasileira Salma Jô estreia a sua carreira a solo com o single “Hotel”, que chega às plataformas digitais no dia 18 de agosto. A faixa é o primeiro lançamento oficial após o encerramento das atividades da Carne Doce, banda que ela fundou e liderou por mais de uma década ao lado de Macloys Aquino, seu companheiro, que assina a produção da nova música. 

“Hotel” é uma canção debochada que usa clichês do pop (o prazer, o luxo e a ostentação) para fazer de um hotel de centro um cenário de fantasia e desejo. Na letra, Salma retoma seu estilo confessional e irônico, agora de forma ainda mais direta e despojada, com influência da música eletrónica. 

O instrumental, com guitarra, drum machine e sintetizador, tem clima dançante e soturno, flertando com o pós-punk, à deriva pela noite goianiense. Na faixa (e nos concertos), Salma assume synth e beats. Mac cuida das guitarras e da produção. 

O single foi gravado na casa do casal por Gabriela Charleaux, mixado por Guigo Berger e masterizado por Mauricio Gargel. Na capa, a artista em close sob o neon do Goiânia Palace Hotel, prédio histórico com arquitetura art déco no Centro de Goiânia, na entrada da Rua 8, ponto mais pulsante da vida noturna e cultural do centro da cidade. 

“Hotel” é o ponto de partida de uma nova fase de Salma Jô, igualmente potente.

MAGLORE | Fluxo Natural

A banda brasileira Maglore edita Fluxo Natural, seu sexto álbum de estúdio. Com uma estética mais moderna do que a dos lançamentos anteriores e influenciado principalmente pela sonoridade dos anos 80, com apontamentos da década de 70, o álbum mantém o compromisso central da banda com a canção. Ao mesmo tempo, alarga as influências do seu universo sonoro característico, que cruza indie, rock brasileiro, folk e MPB. 

Com lançamento pelo selo LOCO Records, os temas começaram a ganhar forma em 2024 em intervalos das digressões, com o trabalho sendo gravado entre maio e abril deste ano no Estúdio Kapa, na casa de Teago Oliveira, vocalista e guitarrista do grupo que é formado também por Lelo Brandão (guitarra e teclado), Lucas Gonçalves (baixo e voz) e Felipe Dieder (bateria). 

"O título do álbum explica um pouco o caminho filosófico que ele percorre: Fluxo Natural significa que os obstáculos da vida são matéria-prima para algo maior. Não se trata apenas de aceitação, mas também de escolhas", argumenta Teago Oliveira. 

"A mensagem mais profunda do disco é a do amor como algo que permanece. Não apenas num sentido romântico e, mesmo perante imagens densas – impérios caindo, corpos modificados, chuva de concreto, pesadelos – o amor surge como âncora, como elo central.

 "É um disco de rock brasileiro", explica Teago. "Tem uma forte dimensão sensorial, tanto física como geográfica: fala-se muito de rios, mar, luar, outono, chuva e sol. Mas fala-se também de sonho, fé, infância, de um futuro possível, de malandragem e da capacidade de transformar a lama em banquete. Existe um microuniverso do pensamento brasileiro que talvez estejamos a perder, mas que escolhemos trazer para este disco", conclui.

PODCAST 33 ROTAÇÕES

Já está disponível para audição no Spotify o novo episódio do Podcast 33 Rotações. Gilberto Pinto, mentor do projeto Meu General, apresenta na primeira pessoa o álbum "A programação segue dentro de momentos".

ALEX LIBERALLI | Montanha Russa 33

Após 33 anos de trajetória na música, a artista aos 56 anos lança seu primeiro álbum a solo intitulado “Montanha Russa 33″, comemorando 33 anos de carreira mostrando que a música e um artista não têm idade e nem limites na sua arte e que o sonho de ser feliz com o que faz, é uma verdade. 

O seu percurso vocal atravessa corpos sonoros diversos, é atualmente vocalista das bandas Trio Pagú e Pela Estrada Com Elis Project e, foi a voz das bandas; Big Fat Mamma, Monstro Mau e Dona Carioca, deixando em cada projeto um traço próprio, inconfundível. 

Na discografia, são seis álbuns, um DVD, nove participações como convidada Especial e presença em vinte e dois álbuns de coletâneas musicais, números que não pesam, mas testemunham uma travessia constante. Com tantas obras e participações em obras diversas, nunca teve um álbum a solo, “Montanha Russa 33” será o primeiro, uma mescla da maioria dos seus álbuns já editados. 

O Funk Rock foi o género escolhido para este primeiro álbum a solo. O Álbum “Montanha Russa 33” nome este, inspirado nos altos e baixos da sua própria vida já está disponível em todas as plataformas de música digital. 

O Funk Rock está de volta!!

15/08/2026

MARTA LIMA ANUNCIA CONCERTO NO CENTRO CULTURAL DE LAGOS

Depois de anunciar uma tour pela Europa, Marta Lima continua a revelar datas especiais e regressa agora à sua cidade natal para um concerto no Centro Cultural de Lagos, no dia 19 de setembro. Este será um momento particularmente especial para a artista, que apresenta ao público de Lagos, em primeira mão, alguns dos caminhos do seu álbum de estreia, atualmente em preparação e com lançamento previsto para o início de 2027. Para esta noite especial, Marta Lima convida ainda Joana Alegre, que se junta à cantautora em palco como convidada especial do concerto.

ANNA JOYCE E PAULO FLORES CELEBRAM O AMOR E OS LAÇOS FAMILIARES NO NOVO SINGLE “O PAI”

Anna Joyce junta-se a Paulo Flores em “O Pai”, um dueto marcado pela emoção e pela celebração de um dos vínculos mais profundos e intemporais: o amor entre um pai e uma filha. O novo single, já disponível em todas as plataformas digitais, acompanha um momento de transformação na vida de uma família, quando uma filha se prepara para casar e iniciar uma nova vida ao lado de outra pessoa. 

Com uma sonoridade luminosa e um instrumental cativante, “O Pai” equilibra ternura, emoção e esperança, dando voz aos sentimentos que acompanham a passagem do tempo e a inevitabilidade de ver uma filha crescer. 

Para Anna Joyce, este novo lançamento surge depois de um período particularmente marcante na sua trajetória, que incluiu um concerto esgotado no Sagres Campo Pequeno, em Lisboa, e que tem vindo a reforçar o seu lugar entre as vozes de maior destaque da música lusófona contemporânea, ao qual se seguiu o single “Carta de Despejo”, cujo vídeo soma mais de 1,3 milhões de visualizações no YouTube. 

Através de uma interpretação particularmente emotiva, Anna Joyce dá corpo à perspetiva de uma filha perante uma nova etapa, enquanto a presença de Paulo Flores acrescenta ao tema a experiência e a dimensão intemporal de uma das vozes incontornáveis da música angolana. 

“O Pai” é, acima de tudo, um tema sobre família, legado e novos começos. Entre a emoção de deixar para trás uma determinada fase da vida e a esperança perante tudo o que está por vir, a faixa reconhece a beleza de crescer sem que isso signifique deixar para trás os laços que nos definem.

14/08/2026

PZ | Chamadas Que Ignoras (feat. Os Azeitonas)

Foto: Rui Murka

“Chamadas que Ignoras” é o oitavo retrato do "Álbum de Família" de PZ, desta vez com a participação d'Os Azeitonas. Depois das colaborações com Samuel Úria, Joana Espadinha, Retimbrar, Emmy Curl, Mão Morta, Margarida Campelo e Toy, chega agora a canção de Agosto, o mês em que o melhor plano é, simplesmente, "partir para além". 

Construída sobre um refrão contagiante — “São tantas chamadas que ignoras” — a música transforma uma crítica ao excesso de disponibilidade permanente num convite simples: desligar o telemóvel e recuperar o tempo para a família e para os amigos. Como canta PZ, “Eu sei que tu chamaste, mas eu não vi, porque eu parti para além…”. Mais do que ignorar chamadas, trata-se de escolher estar verdadeiramente presente, longe das notificações e da sensação de que temos de responder a tudo e a todos, a toda a hora. 

A colaboração com Os Azeitonas nasce de uma amizade de longa data entre PZ e João Salcedo, Nena Barbosa e Marlon, o núcleo duro da banda, unidos por uma afinidade artística assente no humor e num olhar atento sobre o quotidiano. Não por acaso, os próprios Azeitonas abordaram recentemente a relação contemporânea com a tecnologia em “Na Palma da Mão”, tornando esta colaboração um encontro natural entre dois universos que, apesar de sonicamente distintos, partilham um olhar atento, bem-humorado e crítico sobre o quotidiano contemporâneo. 

Nesta gravação, João Salcedo assina o arranjo de sopros e interpreta o piano Rhodes, enquanto Nena Barbosa e Marlon emprestam as suas vozes inconfundíveis à canção. A acompanhar o grupo, participam ainda a bateria e a secção de sopros que habitualmente integram os concertos dos Azeitonas. PZ gravou o baixo, guitarra acústica e sintetizadores, para além da produção, letra e voz.

 

PODCAST 33 ROTAÇÕES

Já está disponível para audição no Spotify o novo episódio do Podcast 33 Rotações. Rui Ferreira assinala os 30 anos da Lux Records com a edição de um disco muito especial de John Mercy, "A Date With Lux".
 
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