01/04/2026

MÃO VERDE | Mazeukeru

Depois de dois discos-livros muito bem acolhidos pelas famílias, comunidades escolares e imprensa, e muitos concertos por todo o país, a Mão Verde lançará no dia 20 de Abril o seu terceiro trabalho, que terá a sua estreia ao vivo na Casa da Música, no dia 19 do mesmo mês. Os bilhetes encontram-se à venda. 

Em antecipação, lança-se hoje, no Youtube, o lyric video do primeiro tema - "Mazeukeru" - uma divertida canção sobre um monstro birrento que teima em expressar-se com intensidade quando as coisas não correm como ele quer. O mesmo tem autoria de Macedo&Cannatà, com base nas ilustrações de Bernardo Carvalho. 

Capicua, Francisca Cortesão, Pedro Geraldes e António Serginho compuseram mais dez canções e dois poemas musicais, que além de evocarem a ecologia e a natureza, como nas edições anteriores, estendem-se também à reflexão sobre algumas questões sociais, como as desigualdades, a importância da democracia, a diversidade e a solidariedade humana. 

Numa abordagem lúdica e poética, quer do ponto de vista musical (ao brincarem aos estilos de música), quer do ponto de vista lírico (tratando temas sérios de forma divertida), este novo disco foi construído através do encontro e da experimentação e concretizado em livro com notas informativas que contextualizam letras e poemas, tudo devidamente ilustrado pelo talento de Bernardo Carvalho. 

Em palco, a diversão é garantida e a estreia será dia 19 de abril (domingo) às 17.00h na Sala Suggia da Casa da Música, num concerto para dançar como se ninguém estivesse a ver, cantar sobre coisas sérias sorrindo, convidar ao pensamento livre e à conversa sem fim, perguntando muito, sugerindo ainda mais perguntas, num espetáculo participativo e intenso, para miúdos dos 3 aos 103, porque com a Mão Verde 3 começa tudo outra vez! 

Os bilhetes para o concerto de estreia estão disponíveis na Casa da Música e no site da sala, com o custo de 12,50€ a 22,50€.

 

TARA PERDIDA |Lisboa ao Vivo

É já no dia 10 de Abril que os Tara Perdida regressam ao palco do Lisboa Ao Vivo – LAV, para mais um momento de celebração dos seus 30 anos de carreira. O aniversário é da banda, mas o presente é para o público: todos os portadores de bilhete irão receber em primeira mão um exemplar de “Ao Vivo Em Alvalade” à entrada do concerto, álbum inédito que chegará às lojas no dia 17 de Abril.

31/03/2026

AGIR | Partir Coração

AGIR lança hoje o seu novo single, “Partir Coração”, que conta com a colaboração de EMMVR. O tema marca mais um passo na sequência de edições regulares que o artista traçou para 2026, sucedendo aos lançamentos de “Essência” e “Fotografia”. 

Nesta nova etapa, AGIR explora uma sonoridade que cruza o universo pop com a estética urbana, mantendo a identidade que caracteriza o seu percurso enquanto uma das maiores referências da sua geração e pioneiro da música urbana em Portugal. O novo tema “Partir Coração” inverte a narrativa comum do desgosto amoroso, transformando a desilusão num exercício de autoconfiança. 

Com um refrão que se fixa facilmente, o tema cria uma atmosfera noturna que convida à escuta sucessiva. Esta colaboração com EMMVR reforça a aposta de AGIR em partilhar o seu universo criativo com novas vozes, com foco na consistência que tem definido este seu novo ciclo de trabalho. 

O single já se encontra disponível em todas as plataformas. O vídeo oficial que acompanha o lançamento pode também ser visto no canal de YouTube de AGIR.

JÚLIA MESTRE | Afim de Verão

Júlia Mestre apresenta o seu novo single “Afim de Verão”, um tema leve e envolvente que transporta consigo a atmosfera, a nostalgia e a energia únicas do verão. Com uma sonoridade de inspiração vintage, o tema surge como um resgate das memórias vividas durante a estação, enquanto antecipa, com subtileza, a chegada de um novo verão. 

“Afim de Verão” reforça a identidade artística de Júlia, marcada por uma fusão entre a pop contemporânea e referências clássicas da MPB, numa abordagem estética que tem vindo a destacar Júlia Mestre no panorama da música brasileira. 

A par do novo lançamento, a artista regressa a Lisboa para um concerto no dia 13 de agosto, na Casa Capitão, reafirmando a sua ligação ao público português e europeu. Recentemente anunciada como nova artista da Universal Music Group, 

Júlia Mestre inicia agora uma nova fase da sua carreira, ampliando o alcance internacional do seu trabalho. A artista conta já com três álbuns a solo, um álbum colaborativo e três EPs, tendo sido distinguida com um Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum de Pop Contemporânea em Língua Portuguesa. 

Reconhecida pela sua versatilidade, enquanto artista, compositora, multi-instrumentista, produtora, atriz e diretora criativa, Júlia Mestre é certamente uma das mais relevantes criadoras da sua geração. “Afim de Verão” já se encontra disponível em todas as plataformas digitais.

 

30/03/2026

EMMY CURL CELEBRA 20 ANOS DE CARREIRA COM NOVO SINGLE "ENCANTO"

A artista de Vila Real, emmy Curl, celebra 20 anos de carreira com o lançamento de “Encanto”, o primeiro single do seu novo álbum Pastoral 2.0, com edição prevista para o fim do verão de 2026. O disco surge como uma continuação conceptual do aclamado Pastoral, trabalho distinguido com o Prémio José Afonso em 2025. 

Com Pastoral 2.0, emmy Curl revisita e reinterpreta histórias, simbolismos e dialetos de regiões remotas do interior de Portugal. O novo trabalho cruza música, antropologia cultural e uma espécie de abordagem arqueológica, procurando revelar tradições, narrativas e identidades que permanecem muitas vezes esquecidas ou marginalizadas. 

Existe um amor-próprio esquecido pela diversidade dentro da nossa própria cultura”, afirma a cantora, compositora e produtora. “Durante muito tempo houve uma pressão para que todos soássemos como pessoas de Lisboa. Se não falarmos assim, corremos o risco de sermos vistos como menos capazes ou menos sofisticados. Demorou 20 anos na indústria musical até eu finalmente lançar uma canção cantada no dialeto da minha região, Trás-os-Montes. Foi como reencontrar um velho amigo que me tinha feito falta durante muitos anos.” 

O primeiro single, “Encanto”, é interpretado parcialmente em dialeto transmontano e combina instrumentos tradicionais com influências contemporâneas de jazz e fusão. Musicalmente, a canção reflete também a visão do movimento solarpunk, uma corrente cultural que imagina um futuro onde a humanidade vive de forma sustentável, em harmonia com a natureza e com as novas tecnologias. 

O videoclipe de “Encanto” foi filmado no verão de 2025, poucos dias após um dos maiores incêndios florestais dos últimos anos na região do Alvão. A paisagem torna-se um poderoso símbolo de destruição e renascimento, explorando contrastes entre pureza e selvagem, tradição e modernidade, natureza e presença humana. Na narrativa visual, surge a figura simbólica de uma virgem branca, associada à ideia de pureza na tradição católica, segurando uma bilha, objeto ligado historicamente às viagens, encontros e negociações nas aldeias da região de Vila Real. 

A outra personagem é envolvida por uma Capa de Honra, com cerca de 150 anos, peça pesada de lã castanha e negra chamada burel que representa o orgulho cultural das regiões fronteiriças junto a Espanha e à Galiza, particularmente na zona de Miranda do Douro e também, como forma de dualismo, o patriarcado. 

 Num ritual simbólico nas montanhas do Alvão, a personagem coloca a bilha sobre uma pedra e inicia um processo de transformação. Num salto de fé, confia na magia das tradições e metamorfoseia-se numa figura inspirada nos Caretos de Podence — personagem colorida, coberta de franjas de lã e chocalhos, que encarna a dimensão pagã, festiva e ancestral das tradições do norte da Península Ibérica.

CATARINA GUINOT REVELA LADO MAIS EMOCIONAL E PESSOAL NO EP "E TUDO O VENTO LEVOU"

"E tudo o vento levou" é o título do novo EP de Catarina Guinot. Já disponível em todas as plataformas digitais, o conjunto de três faixas tem assinatura da cantora e compositora e produção de LEFT. e miguele. O mais recente trabalho da artista é focado no luto, na memória e na permanência, numa experiência sonora que percorre as diferentes fases da perda de alguém que amamos. 

"O título do EP, “E tudo o vento levou”, nasce de uma expressão frequentemente dita pela minha avó e, por isso, é um gesto de homenagem. No fundo, o vento leva tudo, menos aquilo que fica em nós: as memórias, as histórias e as canções", conta Catarina Guinot. A cantora e compositora acrescenta que este curta-duração "foi pensado como uma viagem, para ser ouvido do início ao final sem interrupções, como quem atravessa uma memória do princípio ao fim". 

Sobre a faixa principal, 'Mais triste sem ti', Catarina Guinot revela que “é um hino de despedida sobre continuar a viver depois de perder alguém. A canção é inspirada pela perda da minha avó paterna, entre a fragilidade e a aceitação, e transforma o luto num espaço de memória, amor e permanência. 

Com uma honestidade íntima e reconfortante, o tema oferece um lugar de escuta e reconhecimento emocional para quem já perdeu alguém. A produção minimalista e orquestral reflete e eleva o luto à tristeza abraçada pelo conforto e carinho de quem ama, colocando-nos na pele de quem sente e por cá fica. Sobram as memórias e canções para tranquilizar e lembrar"

Ao longo das três faixas, Catarina Guinot apresenta diferentes fases do luto, através das suas composições e de áudios reais da avó, aliados a uma produção que acompanha esta narrativa pessoal e emocional. A faixa de abertura, 'A vida é bela', "funciona como uma introdução íntima ao universo do EP. A música é construída a partir de áudios reais de conversas com a minha avó, preservando a sua voz como um arquivo emocional", afirma a artista. 

Segue-se o single 'Mais triste sem ti', "que escrevi dois dias depois de perder a minha avó. Percebi que o luto é tristeza, mas é também uma forma diferente de continuar a amar" e, como último capítulo, surge 'À espera de mim', "a fase mais recente e madura do luto, que funciona como um epílogo do EP e lembra que não se esquece quem vive em nós. 

Neste tema é possível ouvir excertos de canções de embalar que a minha avó me cantava, preservadas como fragmentos de memória íntima e afeto transmitido de geração em geração. A faixa encerra o percurso do EP num lugar de contemplação e permanência, onde a ausência se transforma em presença interior", acrescenta Catarina Guinot. 

"E tudo o vento levou" é editado depois da estreia discográfica da artista, com "Ode ao Des(amor)" - curta duração que inclui os singles 'Metade de Mim', 'Orações', 'Não Corro Atrás' e o tema-título -, com contributos de nomes como LEFT., INÊS APENAS, NED FLANGER e Choro. Após dois EPs, Catarina Guinot prepara agora o primeiro álbum de originais.

 

29/03/2026

SPRAY | Saudade (feat. Joana Rosa)

Está disponível desde o passado dia 27 de março, a edição física da ANTI-DEMOS-CRACIA mais curta até à data.Trata-se de um CD-Single com apenas uma música de 4 minutos e 7 segundos de duração. “Saudade (Lisbon 2026)” pertence aos SPRAY, que contam com a participação especial de Joana Rosa na voz e é a edição n.º 155 do catálogo da ADC. 

Esta peça sonora de indie rock é uma viagem no tempo, num futuro imaginário e ainda que longínquo, onde se luta pela sobrevivência num planeta Terra habitado exclusivamente pelos remanescentes humanos que sobreviveram a sucessivos holocaustos e guerras fratricidas. 

Nessa era, dá-se depois a descoberta do passado (que é o nosso presente), ao perceberem que o verde vibrante dos campos de outrora cedeu lugar a um castanho estéril e o azul do céu foi sufocado por um cinzento perpétuo. As máscaras, essas, tornaram-se uma extensão obrigatória do corpo.

28/03/2026

JOÃO MIGUEL GORDINO SIMÕES | Bom Karma

João Miguel Gordino Simões apresenta “A certeza absoluta de que não faço a menor ideia”, o seu álbum de estreia em nome próprio, acompanhado pelo novo single “Bom Karma”, em colaboração com Maria Roque (de Mazela). Depois de “Tu e Eu”, primeiro avanço que introduziu uma escrita confessional e direta, o novo single aprofunda o universo emocional do disco. 

“Bom Karma” centra-se na coragem de tomar decisões difíceis - aquelas que, mesmo dolorosas, se revelam necessárias em determinados momentos da vida. “Fala sobre deixar a vida às decisões difíceis. Porém, as que achamos corretas e necessárias”, refere o artista, sublinhando a ideia de crescimento e recompensa inerente a esse processo. 

A canção aborda também a intensidade de uma ligação amorosa vivida no limite do tempo: duas pessoas que se amam genuinamente, conscientes de que não haverá continuidade possível. “A vida de ambos são apenas duas sinas enlaçadas em sofrimento. A vida o ditou. E a vida o ditará”, sintetiza, num registo onde a entrega e a perda coexistem. 

Musicalmente, “Bom Karma” conta com voz, baixo, letra, guitarra elétrica ritmo, guitarra acústica e segundas vozes de João Miguel Gordino Simões, acompanhado por Ricardo Brito na bateria (ex-baterista dos Fugly e atual baterista dos Wakadelics, The Parkinsons e Toni), Rodrigo Lobo na guitarra lead (ex-guitarrista dos Gazela e Homens na Piscina), Crespo no piano (membro dos Ditch Days) e participação vocal de Maria Roque (de Mazela). 

A produção, engenharia de som, mistura e masterização ficaram a cargo de André Isidro. O videoclipe foi realizado, editado e produzido por Simão Carvalho de Matos, com interpretação de João Miguel Gordino Simões e Sofia Pessoa Pádua.

27/03/2026

BIRDS ARE INDIE LANÇAM THE STONE OF MADNESS

Foto: Tiago Cerveira

Os Birds Are Indie editam hoje The Stone of Madness, o sétimo álbum de originais. Em simultâneo, revelam “I Could Laugh”, segundo single do disco. 

Depois de Ones & Zeros (2023), um disco voltado para o exterior e para as fraturas do mundo contemporâneo, o trio de Coimbra formado por Ricardo Jerónimo, Joana Corker e Henrique Toscano desloca agora o foco. The Stone of Madness instala-se num território mais íntimo, onde o conflito deixa de ser colectivo e passa a ser interno: mais difuso, menos explicável e, por isso mesmo, mais persistente. 

A abertura faz-se com “Not Today”, o primeiro single, e define o tom desde os primeiros segundos: repetição, tensão controlada, uma pulsação que avança sem nunca se libertar completamente. A caixa de ritmos não é estética, é condição. A sensação de adiamento que a canção transmite é estado contínuo, e atravessa o álbum inteiro. “I Could Laugh” chega de outro lugar. 

Há uma leveza aparente na superfície, mas o que se instala por baixo é mais denso: um olhar já filtrado pela experiência, onde o distanciamento não significa indiferença, mas consciência. O riso do título chega como a posição que resta depois de uma certa clareza. Entre estes dois momentos, The Stone of Madness constrói-se com variação e contenção. 

Em “Useless Effort”, a imagem da flor no deserto fixa uma ambiguidade que não se resolve, nem promessa, nem condenação, apenas permanência sob tensão. “Le Bec dans l'Eau” prolonga a ideia de suspensão, mantendo a canção num território intermédio, sempre em aproximação, nunca em chegada. “Bend” introduz fricção mais física: movimento que implica cedência sem nunca se tornar confortável. 

“No More Alibis” expõe sem dramatizar. “Twisted Luck” trabalha o desvio, uma ligeira distorção na forma como as coisas acontecem. “Time and Again” insiste, não por hábito, mas por impossibilidade de fechar o que fica em aberto. “When Something Changes” encerra o disco com a única hipótese que o título admite: a mudança como facto, não como promessa. 

Ao longo dos dez temas, a diversidade de abordagens, entre electrónica e instrumentação orgânica, entre diferentes registos vocais, nunca se traduz em dispersão. Há uma linha clara, sustentada por uma ideia de controlo que não limita, mas orienta. Como a própria banda resume com a economia certa: “it's only pop & roll but we like it”.

26/03/2026

CAPITAL DA BULGÁRIA LANÇA CANÇÃO NASCIDA DO IMPROVISO

Capital da Bulgária lança o single “ensina-me a gostar”, um novo avanço para o próximo EP. Ao contrário do processo habitual de escrita e construção das suas canções, este tema nasceu de forma espontânea e intuitiva, sem guião, sem estrutura definida e sem a preocupação de procurar um sentido imediato. 

A canção foi construída a partir do fluxo das palavras, do som e do ritmo, mais próxima de um exercício de liberdade do que de uma composição pensada ao detalhe. “Quis fazer uma música de forma espontânea, sem passar pelo processo habitual de escarafunchar e pensar demasiado. Desta vez apenas deixei fluir, cantei palavras à toa e diverti-me. Foi mais sobre sentir do que fazer sentido”, explica a artista sobre o processo de criação de “ensina-me a gostar”

Esta abordagem aproxima o tema de uma lógica de escrita automática, onde a intuição e o som das palavras têm mais peso do que a construção narrativa. O resultado é uma canção que se constrói por acumulação de frases, ideias e imagens, quase como um pensamento em voz alta, mantendo a identidade musical da Capital da Bulgária, assente numa lógica de repetição, permanência e recusa de estruturas convencionais.

 

25/03/2026

MOONSPELL | Far From God

"Far From God" é o novo single dos MOONSPELL. O tema dá título ao 14º álbum da banda. 

"Faz alguns anos que perdi a minha fé nos vampiros de Hollywood, nos disfarces baratos das lojas de Halloween, os velhos e desonrados príncipes do Leste. Até que o realizador Robert Eggers nos trouxe "Nosferatu" em 2024 e, de imediato, gravitei de volta para essa figura trágica e romântica que Bram Stoker imortalizou nas suas cartas de 1897. 

Escrevi “Far From God” de um só fôlego. Tornou-se a nossa primeira canção, em anos, a abordar a temática do amor vampírico que vence o tempo. Confesso que senti a necessidade de, juntamente com os MOONSPELL, resgatar a face do Gothic Metal, já que também nós estivemos na sua origem e temos uma palavra a dizer sobre a fusão destes estilos. Esta canção é a essência deste álbum: o seu título, o seu vídeo, a sua alma. E nela pode sentir-se o fogo da luz do dia a queimar a pele dos amantes proibidos". (Fernando Ribeiro)

 

LÁLA | Longe de Mim

A artista LÁLA acaba de lançar o seu primeiro EP, “Longe de Mim”, já disponível em todas as plataformas digitais. O registo marca uma nova etapa no percurso da cantora e compositora, assumindo-se como um trabalho de mudança, cura e recomeço, onde a música surge como espaço de reconciliação consigo mesma. Depois de se ter estreado em 2022 com o single “Alive” e de ter editado “I Need More” em 2023, LÁLA apresenta agora um projeto mais íntimo e coeso, inteiramente cantado em português.

“Longe de Mim” reúne três canções - “Longe de Mim”, “Quem Me Conheceu” e “Fatal” - que exploram diferentes dimensões da transformação emocional, do abandono do que já não pertence ao presente e da recuperação da identidade. 

A faixa homónima, “Longe de Mim”, é um tema sobre a procura de força em contextos de instabilidade e sobre o crescimento que nasce da dor. Com uma sonoridade marcada pela nostalgia e pela intensidade emocional, a canção transforma memórias de tempos difíceis em resiliência, sublinhando a importância dos laços humanos que sustentam o processo de mudança.

 

TIAGO GOT THE KEYS | Cima a Baixo

Cima a Baixo” não é apenas um single — é um manifesto urbano. Drill londrina com groove afro e identidade portuguesa assumida, numa fusão que cruza fronteiras culturais e afirma uma visão própria. Depois da perda do seu melhor amigo e parceiro musical, Tiago regressa a Portugal e encontra na estrada — ao volante do seu Mercedes descapotável — uma nova definição de liberdade. 

Essa viagem transforma-se numa faixa vibrante, com energia de verão e ambição internacional. A produção é moderna, comercial e direta. O refrão é imediato. A vibração é solar. Por trás da leveza está uma história real de superação e recomeço. 

Produtor e engenheiro formado em Londres, Tiago trabalhou com artistas multiplatina e participou em projetos com alcance internacional. Hoje canaliza essa experiência para consolidar uma narrativa forte no mercado português, com lançamentos mensais e visão de longo prazo. “‘Cima a Baixo’ é sobre viver Portugal com energia e orgulho, misturando a minha influência londrina com a minha raiz portuguesa.

24/03/2026

DO CABO DO MUNDO – UM TRIBUTO IMIGRANTE A FAUSTO

Num tempo marcado por discursos de divisão, fronteiras reforçadas e identidades colocadas em confronto, “Do Cabo do Mundo – um tributo imigrante a Fausto” afirma-se como um gesto artístico de encontro. Um projeto que parte da ideia de travessia, tão central na obra de Fausto, para a reinscrever no presente, convocando diferentes histórias, sotaques e pertenças como matéria criativa, afirmando o seu contributo ativo para o presente cultural em Portugal. 

A sua proposta não é apenas revisitar um repertório, mas ativá-lo: devolvê-lo ao espaço público como lugar de escuta, de diálogo e de reconhecimento mútuo. É nesse contexto que o Atlântico surge como eixo simbólico e estrutural. Mais do que um espaço geográfico, é entendido como território de ligação entre Portugal, África e Brasil, no fundo, um ponto de convergência histórico e cultural que a obra de Fausto atravessa de forma singular e que este projeto prolonga a partir de novas perspetivas. 

Essa travessia traduz-se numa linguagem musical fortemente marcada pelo ritmo e pela polirritmia, onde a percussão assume um papel central e os arranjos exploram a convivência entre diferentes tradições: do samba ao maracatu, do funaná à morna. Neste território sonoro, canções emblemáticas como “Por Este Rio Acima”, “Lembra-me um Sonho Lindo” ou “Rosalinda” são revisitadas, revelando novas camadas de leitura e reafirmando a intemporalidade da escrita de Fausto. 

A direção musical está a cargo de Carlos César Motta, baterista e percussionista com mais de três décadas de carreira, reconhecido pela sua sensibilidade, versatilidade e rigor artístico. Ao longo do seu percurso, integrou durante 12 anos a banda de Maria Bethânia e colaborou com artistas como Elza Soares, Simone ou Zélia Duncan. Residente em Portugal desde 2018, tem vindo a desenvolver um trabalho que cruza tradição e contemporaneidade, sendo também colaborador próximo de Luca Argel.

NOVOS ROMÂNTICOS | Criptopátria

Os Novos Românticos vão apresentar ao vivo o seu primeiro longa-duração, “Criptopátria”, no próximo dia 18 de abril, no RCA — Radioclube Agramonte, no Porto. A noite contará também com a atuação dos Bastonada, estando os bilhetes já disponíveis através da BOL. 

O concerto assinala a primeira apresentação ao vivo do disco, que será editado em abril, e surge após a revelação dos singles “Mesa Posta”, “Pátria” e “Comunidade Europeia”, que anteciparam o universo conceptual do álbum. Ao longo destes três temas, o projeto foi construindo uma narrativa que atravessa diferentes escalas políticas e simbólicas. 

Se “Mesa Posta” revisitava os alicerces da democracia portuguesa e convocava figuras centrais da história recente para refletir sobre o presente, “Pátria” aprofundava essa reflexão, questionando os mitos fundadores da identidade nacional e expondo as contradições entre a narrativa heroica e o seu custo humano. 

Já em “Comunidade Europeia”, os Novos Românticos alargam o olhar ao espaço continental, propondo uma leitura fragmentada da Europa contemporânea, marcada por tensões geopolíticas, desigualdades e promessas por cumprir. A canção assume a forma de um poema geopolítico, onde cidades e acontecimentos se transformam em metáforas de estados emocionais e políticos, num retrato inquieto de um continente em transformação. 

É neste contexto que surge “Criptopátria”, álbum que aprofunda a estética pós-punk interventiva do projeto e aborda temáticas como a ameaça nuclear, a polarização global e os conflitos identitários do mundo contemporâneo, sem abdicar de uma dimensão afetiva e humana que atravessa o disco. 

Formados no Porto, os Novos Românticos são liderados por David Félix e têm vindo a afirmar uma linguagem própria que cruza comentário social e político com uma abordagem estética marcada pelo pós-punk. 

Depois dos EPs “Novos Românticos” (2023) e “Saudade Internacional” (2024), o projeto dá agora o passo para o formato longa-duração, consolidando um percurso que procura espelhar “as vivências tal como elas nos chegam”.

 
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