22/09/2026

FESTIVAL LUX INTERIOR | Coimbra

A Lux Records assinala este ano três décadas de atividade com mais uma edição do Festival Lux Interior, iniciativa que tem vindo a afirmar-se como um espaço de encontro entre diferentes gerações e percursos da música independente. 

A 7.ª edição do festival acontece em três noites e dois espaços de Coimbra. O Teatro Académico de Gil Vicente recebe os primeiros dois dias, a 29 e 30 de outubro, seguindo-se o Salão Brazil, a 5 de novembro. 

O programa cruza projetos com percursos já consolidados com bandas mais recentes, numa programação que acompanha também o trabalho de descoberta e edição da própria Lux Records. A primeira noite, 29 de outubro, no TAGV, junta Duques do Precariado e Gata Surda. No dia seguinte, 30 de outubro, sobem ao palco Expresso Transatlântico e Voronet Blue. 

A programação termina a 5 de novembro, no Salão Brazil, com Birds Are Indie e Gulag Motel. As primeiras partes das três noites são asseguradas por Gata Surda, Voronet Blue e Gulag Motel, três projectos muito recentes de Coimbra que integram o trabalho de descoberta da Lux Records e que serão editados pela editora. 

A Lux Records celebra 30 anos de atividade, três décadas em que se afirmou como uma referência incontornável da música independente portuguesa, dando palco a projetos que marcaram profundamente o panorama nacional, de Belle Chase Hotel a Tédio Boys, passando por The Legendary Tigerman, Sean Riley & The Slowriders e Wraygunn, entre muitos outros nomes que ajudaram a definir a identidade sonora de Coimbra e do país. 

Os bilhetes para as datas no TAGV serão disponibilizados em breve e os bilhetes para o Salão Brazil já estão disponíveis.

BANDA SONORA DE PLAYBACK JÁ ESTÁ DISPONÍVEL EM TODAS AS PLATAFORMAS DIGITAIS

Já chegou a todas as plataformas digitais Playback – Banda Sonora, o Álbum que reúne as canções que dão vida ao filme "Playback" estreado recentemente em todas as salas de cinema do país. O projeto nasceu do desafio lançado pelo realizador Sérgio Graciano a Paulo Furtado (The Legendary Tigerman) para assumir a produção musical do filme. 

Estimulado pela possibilidade de recriar o cancioneiro de Carlos Paião, The Legendary Tigerman trouxe às canções originais novas roupagens e arranjos. Em estúdio, Rafael Ferreira, o ator que dá vida a Carlos Paião no cinema, emprestou a sua voz às canções, dando-lhes alma e personalidade e revelando vontade e Talento para as transportar para o Palco. 

 Assim nasceu Playback – Paião Por Tigerman, a Banda que dá vida ao vivo às canções do filme. A estreia em absoluto aconteceu em dois concertos lotados no NOS Alive 2026 e, em 2027, a Banda estará a percorrer Portugal, respeitando a memória de Carlos Paião e oferecendo concertos inesquecíveis, repletos de êxitos e canções memoráveis do cancioneiro pop português. 

"Mergulhar no mundo do Carlos Paião foi uma aventura extraordinária. Por baixo de cada hit pop, criei um universo que mistura pós-punk com Badalamenti, guitarras à la Morricone com synths lo-fi – o modo que encontrei de trazer a sua música para o meu universo e para o século XXI, mantendo-me fiel à sua ética como Artista." (Paulo Furtado, The Legendary Tigerman)

CRISTINA CLARA | Novo Credo

"Novo Credo" é o mais recente tema de Cristina Clara, já disponível em todas as plataformas digitais. Como uma irónica promessa de modernidade, o novo tema questiona e provoca o ouvinte. Quando se substitui um tambor é apenas um som que se perde? Valerá ainda a pena "o esforço e sangue" dos tocadores? 

Lançado em antecipação ao segundo álbum de estúdio, agendado para o próximo dia 23 de outubro, o novo single foi escrito por Edu Mundo, com música da autoria do próprio, em parceria com Daniel Pereira Cristo. 

"Os novos "tambores eletrónicos" surgem aqui anunciados como uma espécie de promessa salvífica, numa alegada rivalidade com os tambores tradicionais e tudo o que lhes está associado - desde a construção artesanal dos instrumentos ao cheiro das peles, até ao peso de os transportar ou à experiência comunitária de tocar em grupo. 

Fica a questão: afinal o que se perde é apenas um dado som ou tudo aquilo que leva até ele?", explica Cristina Clara. Na pulsação do tema reconhece-se a chula portuguesa e uma menção subtil ao maracatu brasileiro, dois universos em que o tambor está ligado ao corpo e à experiência coletiva. 

O arranjo responde precisamente à ironia da letra: à medida que o tema se desenvolve vão surgindo elementos - como personagens da história que se vão juntando ao cortejo - até os tambores ganharem espaço e acabarem por tomar o seu lugar central no tema.

 

TIAGO VILHENA | Amadores da Praça

A vida passa e o tempo pára. Quatro anos depois do último disco de Tiago Vilhena, chega-nos um trabalho novo, fresco e onde o estilo já conhecido do artista continua a estar presente, mas abre espaço a elementos inéditos na sua discografia. 

O cantautor regressa com Salatrano no dia 25 de Setembro, antecipado pelo single “Amadores da Praça”. O percurso que aqui desagua é longo. Começou no rock dos Savanna, passou pela pop de língua inglesa assinada como George Marvinson e amadureceu na canção portuguesa com Portugal 2018 e Canções Mundanas. 

Salatrano recolhe um pouco de cada uma destas vidas e junta-lhes territórios novos, num disco que se permite ser, ao mesmo tempo, o mais eclético e o mais descontraído da discografia do músico. O título é, também ele, uma criação do autor. Salatrano é uma palavra inventada por Tiago Vilhena, que prefere guardar para si o seu significado. Fica o som da palavra e um disco inteiro para que cada ouvinte encontre a sua própria definição. 

O Tiago regressa com um disco de 10 músicas ao seu estilo. Ou melhor, aos seus estilos. Numa salada de frutas, conceitos, humores, histórias e banalidades, Salatrano é um disco jovem e maduro. Chega para fechar o verão, preparar o inverno e certamente que tem uma banda sonora para todos os estados de espírito. 

Desde o habitual folclore português, ao indie das suas raízes, cruzam-se influências improváveis de uma forma elegante sempre com a já conhecida vontade de trazer ligeireza a qualquer tema. No primeiro single, “Mau Mau Bem Bem” Tiago apresenta-nos uma canção sobre sermões e a vontade de contrariar a autoridade ao som de um ritmo popular. Noutros temas, parece até que há um saudosismo do rock das suas origens em Savanna. A meio do disco, como que para fazer uma pausa, surge uma música instrumental ao estilo quase de uma obra do Stravinsky perdida na floresta. 

Há também espaço para uma balada que nunca revela por completo se fala de amor ou de outra forma de ligação. São dez canções, todas cantadas em português, que atravessam o rock, a bossa nova, a kizomba, o reggae, o fado e a música de orquestra sem perderem o fio que as une: a escrita brincalhona, o gosto pela palavra e aquela atmosfera sem nação que, ainda assim, respira costumes portugueses. 

Salatrano foi gravado nos estúdios Cuca Monga com Domingos Coimbra e Manuel Palha, dos Capitão Fausto, e misturado "em casa", nos estúdios Pontiaq, por Miguel Vilhena, irmão do músico e colaborador de longa data.

“Amadores da Praça” é o segundo single do disco, e chega como uma incursão assumidamente rock num território que o músico não explorava há já algum tempo. A canção reúne vários dos elementos clássicos do género: uma voz potente, um solo de guitarra rápido, técnico e virtuoso, mas também emotivo, uma secção carregada de chorus, vozes e alguma confusão, e uma bridge de ambiente mais espacial, construída em torno de um piano elétrico. 

O resultado é uma canção de rock expansiva, com músculo e detalhe, que recupera uma linguagem que Tiago Vilhena conhece bem, mas que há algum tempo não ocupava o centro da sua música. O título “Amadores da Praça” nasce de um poema de Ary dos Santos, poeta que tem sido uma referência recorrente no universo criativo de Tiago Vilhena e cuja obra, neste caso, esteve particularmente próxima da génese da canção.

FESTA D´ANAIA 2026 | Cantanhede

21/09/2026

SALMA JÔ ESTREIA CARREIRA A SOLO COM CONCERTOS EM LISBOA, PORTO E COIMBRA

Foto: Natalia Michalzuk

A artista brasileira Salma Jô, da banda Carne Doce, apresentará em outubro a tournée de estreia da sua carreira a solo. A performance irá acontecer em duas importantes feiras de negócios de música: a Feira Cultural Latino-Americana, sediada e produzida por um dos centros culturais mais relevantes de Lisboa, a Fábrica Braço de Prata; e o MATE Festival, convenção mista de música, arte e tecnologia, que acontece em Coimbra. 

Contemplada pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), gerida pela Secretaria de Estado da Cultura de Goiás (Secult), a artista tem como missão participar de encontros profissionais com outros artistas, agentes e produtores culturais de várias partes do mundo, com objetivo de internacionalizar a cultura goiana, mas ela também aproveitará para fazer shows. 

Líder da banda Carne Doce — referência na música alternativa brasileira dos anos 2010, paralisada no ano passado —, Salma, que desde então está em carreira a solo, tem concertos marcados nas próprias feiras, na Fábrica Braço de Prata, em Lisboa, e no MATE Festival, em Coimbra, além de um concerto na cidade do Porto (Maus Hábitos). 

Na capital portuguesa, a compositora goianiense fará ainda um show na MIL Lisboa, uma das convenções de música mais importantes da Europa, como artista representante da Semana Internacional de Música de São Paulo, a SIM São Paulo, a maior feira de negócios da música da América Latina.

VIVIANE | Andorinha da Primavera

Viviane apresenta “A Andorinha da Primavera”, uma nova leitura do tema dos Madredeus que ficou para sempre associado à voz de Teresa Salgueiro. Com letra de Pedro Ayres Magalhães e música de Carlos Maria Trindade, “A Andorinha da Primavera” integra originalmente o álbum “O Paraíso”, editado pelos Madredeus em 1997. 

Na interpretação de Viviane, a canção ganha uma nova identidade, preservando a delicadeza e a força poética do original, enquanto se aproxima do universo musical singular da artista. “A Andorinha da Primavera” é o quarto single de “Ela por Elas”, o oitavo projeto discográfico de Viviane, com edição marcada para 25 de setembro. 

Neste novo trabalho, a cantora e compositora algarvia presta homenagem a algumas das vozes femininas que marcaram a música portuguesa, apropriando-se das canções com respeito pela sua memória, mas imprimindo-lhes uma linguagem própria. O percurso até ao álbum começou, a 13 de fevereiro, com “Alfama”, dos Mler Ife Dada, tema originalmente interpretado por Anabela Duarte. Seguiu-se, a 1 de maio, “Amor Errante”, dos Diva, celebrizado pela voz de Natália Casanova. 

Em julho, Viviane apresentou “Como Se Eu Fosse Tua”, canção dos Salada de Frutas que marcou o início do percurso discográfico de Lena d’Água. “A Andorinha da Primavera” acrescenta agora Teresa Salgueiro a este encontro entre diferentes gerações, sensibilidades e universos da música portuguesa. 

Mais do que um disco de versões, “Ela por Elas” é um exercício de memória, reconhecimento e liberdade artística. Viviane parte de repertórios que atravessam a pop, o rock, o fado e a música de raiz portuguesa para construir uma narrativa pessoal sobre as mulheres e as vozes que ajudaram a transformar a música feita em Portugal. 

Concertos de apresentação em Lisboa e no Porto “Ela por Elas” será apresentado ao vivo em dois concertos especiais: 6 de outubro, Teatro da Trindade, Lisboa 28 de outubro, Sala 2 da Casa da Música, Porto.

Nestes espetáculos, Viviane dará vida ao repertório do novo álbum, acompanhada por Tó Viegas, na guitarra portuguesa, Filipe Valentim, nos teclados, e João Vitorino, na viola acústica, num encontro entre as novas interpretações e alguns dos temas mais marcantes da sua carreira. 

Os bilhetes para o Teatro da Trindade têm preços entre 14 e 20 euros. Para a Casa da Música, os bilhetes custam 20 euros.

EDDU GRAU | De Rolê

O músico brasileiro Eddu Grau acaba de lançar "De rolê",um retrato caricato da glamourização do imigrante fora do seu país natal.

GABRIEL LAEL | Meu Brasil

Meu Brasil” é a composição recém-escrita de Gabriel Lael, gravada em parceria com Tukum. É uma MPB percussiva que olha para o Brasil contemporâneo e suas estruturas. Entre denúncia e fé, a canção atravessa questões sociais, ambientais e políticas para organizar a raiva e defender a esperança. 

A parceria nasce da amizade, da arte e da justiça social, encontrando no coletivo e na pluralidade sua força. Além de Lael e Tukum, encontramos entre os instrumentistas Maurício Maas na percussão, participante dos Barbatuques, e Rodrigo Sestrem na flauta, compositor que atualmente interpreta Moraes Moreira no musical. 

20/09/2026

MARIA CASTRO LANÇA ÁLBUM DE ESTREIA E ANUNCIA CONCERTO DE APRESENTAÇÃO EM LISBOA

Maria Castro edita o álbum de estreia "8 horas, 7 dias, para sempre". Composto por 12 temas Pop originais, este é o primeiro longa duração da artista e conta com a colaboração de produtores e compositores como Barreto, Carolina Martins e INÊS APENAS, entre outros. 

"Este projeto é uma reflexão dos tempos atuais perante a dependência social do telemóvel", revela Maria Castro. Para a cantora e compositora "a facilidade com que podemos comunicar uns com os outros tem vantagens e desvantagens, nomeadamente, fazer-nos sentir que temos de estar disponíveis a qualquer momento e a facilidade de podermos desligar-nos ao não responder ou não atender uma chamada". 

Foi precisamente nesta ideia que a artista se inspirou para o conceito para o álbum: "O título “8 horas, 7 dias, para sempre” surge das opções do WhatsApp quando queremos silenciar alguém. Essa escolha foi muitas vezes decisiva na minha vida e acabei por interpretá-la metaforicamente para o disco", explica Maria Castro. 

Este "álbum-viagem" passa por sonoridades acústicas, bem como por lugares mais eletrónicos. Nas palavras da cantora e compositora, "é um álbum sobre silenciar sentimentos e emoções despoletadas desde o fim de uma relação amorosa ao luto e perda. Culmina numa canção final, mais livre e eletrónica, a 'TEMPORÁRIO', que resume que nada na vida é para sempre, que as fases que vamos vivendo fazem parte e que nos ensinam sempre algo". 

Maria Castro prepara agora o regresso aos palcos, com a apresentação ao vivo do disco de estreia, no dia 9 de outubro, pelas 22h00, no Tokyo, em Lisboa, com os bilhetes já à venda na app da sala. "Este concerto marca o meu regresso aos palcos, com banda, desde 2024. O público poderá viver comigo estas novas canções ao vivo, conhecer algumas destas histórias e experienciar também momentos acústicos. Terei também convidados especiais e surpresas. Pisar este palco em nome próprio é também muito importante para mim, depois de o ter pisado com alguns amigos nos últimos anos", diz a cantora. 

"8 horas, 7 dias, para sempre", o álbum de estreia de Maria Castro, está disponível em todas as plataformas digitais.

 

19/09/2026

VIZINHOS ESGOTAM COLISEU DOS RECREIOS EM LISBOA

Os Vizinhos esgotaram o Coliseu dos Recreios, em Lisboa, para o concerto marcado para 28 de novembro, acrescentando um novo marco a um percurso que, em pouco tempo, os transformou num dos maiores fenómenos da música portuguesa. 

A lotação esgotada de uma das salas mais emblemáticas do país confirma também a dimensão que o projeto alcançou ao vivo, depois de um verão em que a banda percorreu Portugal de norte a sul, atuando perante milhares de pessoas. Uma semana antes de Lisboa, no dia 21 de novembro, os Vizinhos chegam ao Coliseu do Porto para outro dos concertos mais importantes da sua carreira. Os últimos bilhetes encontram-se ainda disponíveis. 

Os dois Coliseus surgem no final de um ano absolutamente marcante para a banda, feito de sucessivas conquistas dentro e fora da música. Depois de vencerem o Prémio PLAY para Música do Ano, os Vizinhos viram “Pôr do Sol” consolidar-se como um dos maiores sucessos recentes da música portuguesa. O tema está prestes a alcançar os 30 milhões de streams só no Spotify, mantém-se de forma consistente no Top 10 das músicas mais ouvidas da plataforma em Portugal e conquistou já o galardão de Sétima Platina.

ANGÚSTIA ADOLESCENTE | Xadrez

Angústia Adolescente, liderada por Mateus Ottoni Kania, um estudante brasileiro de 19 anos que se encontrou em Portugal, tem como objetivo trazer em cada álbum uma história diferente. O álbum de estreia “Bartender” passa por todas as nuances do abuso em um relacionamento, desde o começo até seu término, sem deixar de fora a dificuldade de seguir em frente após vivenciar algo assim. 

Diante disso, o single "Xadrez" abre a nova era e espaço para um momento muito mais otimista e feliz. A música retrata a liberdade após um momento traumático e o início do processo de cura, sem deixar de lado a ansiedade que vem junto com isso. 

Xadrez veio para mim num momento em que eu tinha acabado de me mudar para outro país e me encontrei com mil caminhos para seguir. Embora estivesse bastante entusiasmado com isso, também fiquei ansioso com a possibilidade de ter escolhido o caminho errado. Queria mostrar justamente esse sentimento no videoclipe, usando os lugares onde parei para refletir sobre essas escolhas. Gravamos o vídeo em pontos turísticos da cidade porque queria passar essa sensação de estar meio solto da realidade", explica o artista.

Escrita e produzida por Mateus Ottoni Kania e inspirada por um texto de Pietra Scremin Steudel, a faixa traz influências do pop rock dos anos 90 para passar a euforia que a letra demanda. A mixagem e masterização, realizadas por Madrug Mateus, fazem com que a voz e os instrumentos possam respirar sem se interpolar.

 

18/09/2026

TÓ TRIPS & FAKE LATINOS SELECIONADOS PARA WOMEX 2026

Tó Trips & Fake Latinos foi o projeto selecionado para atuar na WOMEX – Worldwide Music Expo 2026, uma das mais importantes plataformas internacionais dedicadas à música global e de raiz. O concerto terá lugar no Atlantic Connections Stage, no Auditório Alfredo Kraus, em Las Palmas de Gran Canária, Espanha, durante a edição que decorre de 21 a 25 de outubro de 2026. 

Em Las Palmas, Tó Trips apresentará ao vivo o universo do aclamado álbum Dissidente, acompanhado pelos músicos que integram esta formação: Helena Espvall (violoncelo), Alexandre Frazão (bateria) e António Quintino (contrabaixo). 

A presença na WOMEX representa uma oportunidade para o projeto se apresentar perante uma audiência internacional de profissionais da indústria musical. Anualmente, a feira reúne milhares de participantes de mais de 90 países, entre programadores de festivais, agentes, editoras, distribuidores, gravadoras e meios de comunicação, funcionando como um importante ponto de encontro para a criação de novas oportunidades de circulação, colaboração e intercâmbio cultural. 

A seleção de Tó Trips & Fake Latinos para o Atlantic Connections Stage coloca assim a música portuguesa no centro de um dos principais encontros internacionais do setor, levando a singularidade de Dissidente a uma audiência profissional e artística de escala global. 

A participação do projeto conta com o apoio da WHY Portugal, plataforma de exportação da música portuguesa, que regressa à WOMEX com a organização do stand nacional português e com o objetivo de reforçar a presença e a projeção internacional do setor musical português.

 

JACA | Queixume

Foto: Diogo Sousa

A elegância das teclas de um piano Rhodes serve de introdução ao mais recente universo criado por Jaca. Soam assim os segundos iniciais de “Queixume”, o tema de avanço de Crescendo, o segundo EP do músico e produtor de 24 anos, com lançamento apontado para Novembro. 

Depois de apresentar Licor de Jaca (2022) e os singles “Pinky” (2024) e “D¡RTY T@LK” (2025), o artista do Porto assinala uma nova etapa, ao mesmo tempo que encerra um ciclo, distinguindo a metamorfose artística e a maturação sentidas no trajeto até aqui, ao cruzar o seu vocabulário musical com o ato de crescer. 

“Queixume”, a canção que conhecemos agora, reflete o primeiro embate dessa revolução. De coração partido e “com o mundo ao contrário/sem chão”, existe um lamento profundo nas palavras elevadas por um beat inspirado no UK Garage, cortesia de ZOO, que assina a produção do tema a meias com Jaca. 

O piano elétrico de André Areias e os assertivos apontamentos de guitarra de Mike11 oferecem o doce contraponto à amargura do compositor, dividido “entre o sentir e o pesar de uma relação que se julgava ser para sempre, entretanto terminada, e a procura de uma alternativa no acolhimento da vida mundana”, uma dualidade muito presente em Crescendo. 

Na fusão de r&b com sonoridades tradicionais, “Queixume” é “um admitir que as coisas não correram bem”, explica ainda o cantor. Mas, mesmo destroçado, a lamber as feridas, reconhece que “há mais coisas para viver”. Este amadurecimento pessoal, de braço dado com a entrada na vida adulta, fica também eternizado no vídeo que acompanha o single, realizado por Enzo Sinai e Ivo Cardoso, igualmente responsáveis, com Jaca, pela direção criativa. Sobre o resultado, o artista diz que “a maior preocupação foi trazer uma estética clean, porque o som já é messy o suficiente”. 

Disponível nas habituais plataformas digitais, “Queixume” inaugura a história dedicada a várias dimensões do amor contada em Crescendo – uma obra autorreflexiva que sublinha uma identidade poética e sonora própria. 

Das relações pessoais ao lugar ocupado na indústria da música, passando por um inevitável desencanto sobre o que um dia acreditou ser o mundo, são estas as dores de crescimento de um jovem em confronto com a realidade, que também abrem a porta para o abraçar de novos hábitos e de novas aprendizagens.

 

TIAGO VILHENA REGRESSA COM SALATRANO

Depois de uma viagem musical que começou nos Savanna, passou pelo pop em inglês de George Marvinson e amadureceu na canção portuguesa com os discos Portugal 2018 e Canções Mundanas, Tiago Vilhena está de volta. O cantautor regressa com Salatrano no dia 25 de Setembro, antecipado pelo single “Mau Mau Bem Bem”. 

Fiel ao seu hábito de fazer caber o mundo numa canção, Tiago volta a criar uma atmosfera sem nação que, ainda assim, respira costumes portugueses. No primeiro single, Tiago apresenta-nos uma canção sobre sermões e a vontade de contrariar a autoridade ao som de um ritmo popular. Numa música onde o tema é repreensão, liberdade, infância e autoridade, revisitamos memórias com uma letra brincalhona com a boa disposição já conhecida do artista. 

Já no título, um jogo de contrários, do "Mau Mau", "Bem Bem", revela-se a sua marca, o seu gosto pela palavra. Chega-nos com um título de dois opostos que nada mais nada menos querem dizer exatamente a mesma coisa: está o caldo entornado. O single (e todo o disco que virá em setembro) foi gravado nos estúdios Cuca Monga com o Domingos Coimbra e o Manuel Palha, e misturado em “casa”, nos estúdios Pontiaq do irmão Miguel Vilhena com quem já tem um passado colaborativo vasto. 

Quatro anos depois do último disco, Tiago Vilhena prepara-se para lançar um trabalho novo, fresco e onde o estilo já conhecido do artista continua a estar presente, mas abre espaço a elementos inéditos na sua discografia. Desde o habitual folclore português, ao indie das suas raízes, cruzam-se influências improváveis de uma forma elegante sempre com a já conhecida vontade de trazer ligeireza a qualquer tema. 

Em dez canções, Tiago Vilhena acrescenta um novo capítulo a um percurso marcado pela curiosidade, pela diversidade e pela recusa de ficar preso a um único estilo. E, no fim de contas, resta a dúvida: o que é Salatrano?
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