"Far From God" é o novo single dos MOONSPELL. O tema dá título ao 14º álbum da banda.
"Faz alguns anos que perdi a minha fé nos vampiros de Hollywood, nos disfarces baratos das lojas de Halloween, os velhos e desonrados príncipes do Leste. Até que o realizador Robert Eggers nos trouxe "Nosferatu" em 2024 e, de imediato, gravitei de volta para essa figura trágica e romântica que Bram Stoker imortalizou nas suas cartas de 1897.
Escrevi “Far From God” de um só fôlego. Tornou-se a nossa primeira canção, em anos, a abordar a temática do amor vampírico que vence o tempo. Confesso que senti a necessidade de, juntamente com os MOONSPELL, resgatar a face do Gothic Metal, já que também nós estivemos na sua origem e temos uma palavra a dizer sobre a fusão destes estilos. Esta canção é a essência deste álbum: o seu título, o seu vídeo, a sua alma. E nela pode sentir-se o fogo da luz do dia a queimar a pele dos amantes proibidos". (Fernando Ribeiro)
A artista LÁLA acaba de lançar o seu primeiro EP, “Longe de Mim”, já
disponível em todas as plataformas digitais. O registo marca uma nova etapa no percurso
da cantora e compositora, assumindo-se como um trabalho de mudança, cura e recomeço,
onde a música surge como espaço de reconciliação consigo mesma.
Depois de se ter estreado em 2022 com o single “Alive” e de ter editado “I Need More” em
2023, LÁLA apresenta agora um projeto mais íntimo e coeso, inteiramente cantado em
português.
“Longe de Mim” reúne três canções - “Longe de Mim”, “Quem Me Conheceu”
e “Fatal” - que exploram diferentes dimensões da transformação emocional, do abandono
do que já não pertence ao presente e da recuperação da identidade.
A faixa homónima, “Longe de Mim”, é um tema sobre a procura de força em contextos de
instabilidade e sobre o crescimento que nasce da dor. Com uma sonoridade marcada pela
nostalgia e pela intensidade emocional, a canção transforma memórias de tempos difíceis
em resiliência, sublinhando a importância dos laços humanos que sustentam o processo de
mudança.
“Cima a Baixo” não é apenas um single — é um manifesto urbano. Drill londrina com groove afro e
identidade portuguesa assumida, numa fusão que cruza fronteiras culturais e afirma uma visão
própria. Depois da perda do seu melhor amigo e parceiro musical, Tiago regressa a Portugal e
encontra na estrada — ao volante do seu Mercedes descapotável — uma nova definição de
liberdade.
Essa viagem transforma-se numa faixa vibrante, com energia de verão e ambição
internacional. A produção é moderna, comercial e direta. O refrão é imediato. A vibração é solar.
Por trás da leveza está uma história real de superação e recomeço.
Produtor e engenheiro
formado em Londres, Tiago trabalhou com artistas multiplatina e participou em projetos com
alcance internacional. Hoje canaliza essa experiência para consolidar uma narrativa forte no
mercado português, com lançamentos mensais e visão de longo prazo. “‘Cima a Baixo’ é sobre
viver Portugal com energia e orgulho, misturando a minha influência londrina com a minha raiz
portuguesa.”
Num tempo marcado por discursos de divisão, fronteiras reforçadas e identidades colocadas em confronto, “Do Cabo do Mundo – um tributo imigrante a Fausto” afirma-se como um gesto artístico de encontro. Um projeto que parte da ideia de travessia, tão central na obra de Fausto, para a reinscrever no presente, convocando diferentes histórias, sotaques e pertenças como matéria criativa, afirmando o seu contributo ativo para o presente cultural em Portugal.
A sua proposta não é apenas revisitar um repertório, mas ativá-lo: devolvê-lo ao espaço público como lugar de escuta, de diálogo e de reconhecimento mútuo.
É nesse contexto que o Atlântico surge como eixo simbólico e estrutural. Mais do que um espaço geográfico, é entendido como território de ligação entre Portugal, África e Brasil, no fundo, um ponto de convergência histórico e cultural que a obra de Fausto atravessa de forma singular e que este projeto prolonga a partir de novas perspetivas.
Essa travessia traduz-se numa linguagem musical fortemente marcada pelo ritmo e pela polirritmia, onde a percussão assume um papel central e os arranjos exploram a convivência entre diferentes tradições: do samba ao maracatu, do funaná à morna. Neste território sonoro, canções emblemáticas como “Por Este Rio Acima”, “Lembra-me um Sonho Lindo” ou “Rosalinda” são revisitadas, revelando novas camadas de leitura e reafirmando a intemporalidade da escrita de Fausto.
A direção musical está a cargo de Carlos César Motta, baterista e percussionista com mais de três décadas de carreira, reconhecido pela sua sensibilidade, versatilidade e rigor artístico. Ao longo do seu percurso, integrou durante 12 anos a banda de Maria Bethânia e colaborou com artistas como Elza Soares, Simone ou Zélia Duncan. Residente em Portugal desde 2018, tem vindo a desenvolver um trabalho que cruza tradição e contemporaneidade, sendo também colaborador próximo de Luca Argel.
Os Novos Românticos vão apresentar ao vivo o seu primeiro longa-duração, “Criptopátria”, no próximo dia 18 de abril, no RCA — Radioclube Agramonte, no Porto. A noite contará também com a atuação dos Bastonada, estando os bilhetes já disponíveis através da BOL.
O concerto assinala a primeira apresentação ao vivo do disco, que será editado em abril, e surge após a revelação dos singles “Mesa Posta”, “Pátria” e “Comunidade Europeia”, que anteciparam o universo conceptual do álbum.
Ao longo destes três temas, o projeto foi construindo uma narrativa que atravessa diferentes escalas políticas e simbólicas.
Se “Mesa Posta” revisitava os alicerces da democracia portuguesa e convocava figuras centrais da história recente para refletir sobre o presente, “Pátria” aprofundava essa reflexão, questionando os mitos fundadores da identidade nacional e expondo as contradições entre a narrativa heroica e o seu custo humano.
Já em “Comunidade Europeia”, os Novos Românticos alargam o olhar ao espaço continental, propondo uma leitura fragmentada da Europa contemporânea, marcada por tensões geopolíticas, desigualdades e promessas por cumprir. A canção assume a forma de um poema geopolítico, onde cidades e acontecimentos se transformam em metáforas de estados emocionais e políticos, num retrato inquieto de um continente em transformação.
É neste contexto que surge “Criptopátria”, álbum que aprofunda a estética pós-punk interventiva do projeto e aborda temáticas como a ameaça nuclear, a polarização global e os conflitos identitários do mundo contemporâneo, sem abdicar de uma dimensão afetiva e humana que atravessa o disco.
Formados no Porto, os Novos Românticos são liderados por David Félix e têm vindo a afirmar uma linguagem própria que cruza comentário social e político com uma abordagem estética marcada pelo pós-punk.
Depois dos EPs “Novos Românticos” (2023) e “Saudade Internacional” (2024), o projeto dá agora o passo para o formato longa-duração, consolidando um percurso que procura espelhar “as vivências tal como elas nos chegam”.
Os Tânger, banda de rock português nascida na Amadora nos anos 80, lançou no passado dia 20 de março o videoclipe do tema “Zé Ninguém".
Originalmente lançado por António Sérgio em 1982, o tema ganha agora uma nova versão, gravada pela formação original dos Tânger com o novo vocalista Suavé, cuja juventude e presença trazem uma nova energia à música.
Este lançamento assinala também uma nova fase da banda, que pretende recuperar e reinventar o seu repertório, cruzando a sua história com uma nova geração.
The Space Within é o novo disco de João Barradas, que estará disponível em CD e nas plataformas de streaming a partir de 27 de março, com o selo Artway Next. Foi gravado na atmosfera única e inspiradora da Kulturkirche Altona, em Hamburgo.
Um fabuloso encontro entre o acordeonista e a prestigiada orquestra alemã Hamburger Symphoniker, dirigida pelo maestro Sylvain Cambreling.
Com uma carreira que continua a impressionar pelo alcance mundial e pela versatilidade sem limites, que se estende da música clássica à improvisada e ao jazz, o instrumentista português lançou uma proposta ambiciosa: e se Mozart tivesse escrito um concerto para acordeão e orquestra?
O próprio Barradas transcreveu o Concerto para piano n.º 23, uma obra que, muito mais do que fogo-de-artifício, exige do solista uma profunda imersão no diálogo com a orquestra e um superior talento para transmitir emoções.
Desafios plenamente conquistados nesta gravação com uma formação de prestígio mundial. Com ela divide ainda a interpretação de uma composição do japonês Toshio Hosokawa, Voyage IV – Extasis, destinada especificamente a acordeão e orquestra. A obra exprime-se com rara sensualidade musical e evoca a sonoridade milenar do shō, um instrumento tradicional japonês.
No dia 28 de Março, Gisela Mabel atua em Sesimbra,
integrada no ciclo Aqui Há Jazz!
Em formato trio (piano, violoncelo e bateria),
o concerto acontece às 19.00h na Fortaleza de Santiago.
A entrada é livre!
“Uma cabra birrolada” nasce de uma viagem improvável que atravessa lugares, vozes e memórias. Tudo começou em Lisboa, onde surgiu a primeira centelha desta música. A partir daí, o tema ganhou nova vida através de recolhas feitas em Seia, trazendo consigo ecos da tradição oral e a espontaneidade dos instrumentos e ofícios tradicionais.
A peça encontra o seu último detalhe num trava-línguas gravado na Carrapateira, que entra na música como um sorriso travesso — rápido, rítmico e cheio de carácter.
No meio deste mosaico sonoro, a viola braguesa guia-nos pela história: ora desenha uma melodia íntima e nostálgica, ora explode em riffs frenéticos que sacodem a tradição e a projetam para o presente.
É neste contraste que vive a identidade de OMIRI — transformar fragmentos do passado em algo vivo, inesperado e pulsante. “Uma cabra birrolada” não é apenas uma canção; é um encontro entre lugares, gerações e energias diferentes, onde a tradição portuguesa se reinventa com irreverência, humor e profundidade.
Os irmãos Pedro Moutinho e Hélder Moutinho vão juntar-se em palco para celebrar o Fado e os poetas que tanto têm enriquecido o património artístico português. Mais do que um concerto especial, “Os Poetas Convidados” é um encontro de duas vozes de referência na atualidade que se juntam, agora, para dois espetáculos no Porto e Lisboa: dia 17 de junho, na Casa da Música; e dia 1 de julho, no São Luiz Teatro Municipal.
No Fado tradicional, as letras foram escritas, maioritariamente, por autores populares. A partir da segunda metade do século XX, surgiram nomes maiores da literatura que, embora não tivessem iniciado o seu percurso neste universo, acabaram por ser conduzidos até ele pela voz e sensibilidade de intérpretes como Amália Rodrigues, Carlos do Carmo, João Braga e Beatriz da Conceição. Entre esses poetas destacam-se David Mourão-Ferreira, Pedro Homem de Melo, Alexandre O’Neill, José Carlos Ary dos Santos e Pedro Tamen.
No final do século XX, mantendo-se a continuidade dos autores tradicionais, novos criadores começaram também a escrever para o Fado, oriundos da música pop, do rock ou da música tradicional portuguesa. Muitos eram – e continuam a ser – vozes relevantes da literatura contemporânea, convidados a contribuir para este património vivo. Entre eles, Manuela de Freitas, Maria do Rosário Pedreira, Vasco Graça Moura, Amélia Muge e João Monge.
Uma celebração rara, um encontro há muito aguardado em palco, dos irmãos Pedro e Hélder Moutinho.
Recorde-se que Hélder Moutinho é um dos mais destacados fadistas do século XXI, uma peça fundamental na engrenagem cultural de Lisboa. Mais do que um intérprete de voz profunda e magnética, é um criador de conceitos, um poeta e um produtor que tem dedicado a sua vida a expandir os horizontes da canção urbana de Lisboa, sem descurar as suas raízes mais profundas.
Já Pedro Moutinho, com mais de duas décadas de um percurso sólido e coerente, afirma-se como uma das vozes mais refinadas do Fado contemporâneo. Um percurso ímpar vivido intensamente com espetáculos por todo o país e também por todo o mundo.
Os bilhetes para o concerto na Casa da Música estão à venda na bilheteira da sala e on-line; e para o São Luiz Teatro Municipal, nos locais habituais e on-line.
5678 é um avanço ao passado de Filipe Sambado. A numeração que dá título a este disco remete para o 1234, EP de quatro canções editado em 2012, e invoca a ideia do passar do tempo. Não só na sua diegese como musicalmente, num redescobrimento do cancioneiro de Sambado arranhado pela guitarra elétrica para cantar dores românticas ora sussurradas, ora vociferadas.
Na suspensão do presente e na celebração do passado, em 5678 Filipe Sambado continua a contar - e a olhar - para a frente.
Este lançamento é englobado na comemoração do décimo aniversário de “Vida Salgada”, disco que serviu de rampa de lançamento para a sua carreira, no Porto (27 de Março, RCA) e em Lisboa (4 de Abril, Casa Capitão).
“Quem Eu Quero Agora” é a nova música de Picas. A proposta de uma auto-reflexão sobre a duração e a intensidade de momentos partilhados com alguém próximo serve de mote ao novo tema. A artista prepara-se para editar o seu álbum de estreia, já no próximo trimestre. No novo trabalho a artista assume a escrita de todas as músicas.
“Esta música fala sobre amores passageiros, encontros que podem não durar para sempre, mas que, em determinado momento são intensos e verdadeiros. Parte da ideia de que a vida também é feita de ligações imperfeitas, de relações que surgem no tempo errado ou que simplesmente não foram feitas para durar uma vida inteira, mas que ainda assim nos marcam. A canção assume a honestidade de querer alguém no momento presente, mesmo sem promessas de eternidade.”
Em “Quem Eu Quero Agora”, Picas traz as suas palavras munidas de uma sonoridade urbana, onde a eletrónica cria espaço para refletir na mensagem emocional que começa no perdão e viaja até à auto-reflexão, revelando vulnerabilidade.
Na intimidade do seu quarto, a artista compôs a música, partindo de uma ideia na guitarra e mais tarde juntando a participação de músicos como Bonança (guitarras) e Guilherme Melo (bateria), além da produção de Jon.
Para a composição estética da música, o vídeo para “Quem Eu Quero Agora” conta com a realização de Victor Hugooli e produção da Nefelibatas Films.
Natural do Porto, licenciada em Ciências da Comunicação com especialização em Cinema,
Picas estudou Jazz no Hot Clube de Portugal, tendo sempre a escrita como sua companheira. Ainda este trimestre, Picas apresenta o seu novo álbum, que conta com temas já conhecidos como o caso de “7+7=14”, “Promessas” e “Última Vez”.
O cantautor Carlos Sanches edita o primeiro álbum de originais "Cães e Crianças". Depois de vários EPs e os singles de avanço 'A Minha Casa' e 'Para a Primavera Nascer', o artista natural de Chaves reúne 9 canções indie-folk da sua autoria, entre as quais colaborações com MALVA e Teresa Queirós.
"A criação deste álbum surgiu da busca por um sítio de simplicidade e vulnerabilidade, que tenho vindo a procurar cada vez mais ao longo destes últimos anos de lançamentos. Quis que soasse bastante caseiro, despido e 'simples'. Mesmo sendo o meu primeiro longa duração e, apesar da simplicidade, foi na verdade um processo bastante complexo em todas as etapas", revela Carlos Sanches.
O músico explica também que "aquilo que quero passar com este disco é que nada é para sempre nem perfeito. Os relacionamentos, tanto pessoais como amorosos, têm sempre os seus problemas e é necessário apreciar as coisas simples e bonitas que temos no momento, mesmo que não seja exatamente aquilo que queríamos".
Sobre o título, Carlos Sanches conta que "as crianças simbolizam que, cá dentro, somos todos apenas crianças a tentar viver num mundo feito para adultos e que temos de pôr máscaras para proteger aquilo que temos. Os "Cães e Crianças" são também dois símbolos da busca da simplicidade e do viver no momento, um objetivo a alcançar: 'ser como um cão feliz nos dias que vêm aí'”.
Constança Quinteiro revela “Ipanema”, um novo tema pop com subtis influências de bossa nova que reafirma a sua escrita íntima e a identidade sonora marcada pelas linguagens da lusofonia.
Escrita pela própria artista, com música assinada por Constança Quinteiro, GEMIINY e Giordanno Barbieri, produção de GEMIINY e mistura e masterização de Tayob J., a canção constrói uma narrativa delicada sobre vulnerabilidade e aceitação.
A letra parte do desejo de corresponder a padrões de beleza e perfeição - “quis ser perfeita como essas estrelas de cinema” - para, gradualmente, afirmar uma identidade que se assume imperfeita, humana e real.
Entre humor, ternura e autoironia, a canção confronta a distância entre o ideal e o íntimo, revelando uma protagonista que se descreve como “um caso sério de defeitos”, mas que é amada precisamente na sua imperfeição.
O tema ganha dimensão emocional através do olhar do outro: enquanto a narradora se vê distante do ideal, a pessoa amada celebra os seus gestos quotidianos, a sua presença desarmada e real. Esta tensão entre autocrítica e aceitação transforma-se num retrato sensível do amor contemporâneo, onde a vulnerabilidade se torna espaço de intimidade e reconhecimento.
Musicalmente, “IPANEMA” acompanha essa leveza emocional com uma abordagem sonora elegante e orgânica. A cadência inspirada na bossa nova cruza-se com uma estética pop contemporânea, criando um ambiente suave e envolvente que ecoa referências lusófonas e a sensibilidade soul que tem marcado o percurso da artista.
Natural de Sesimbra, Constança Quinteiro começou a cantar e a compor em 2008 e integrou o projeto indie pop/rock MEDVSA, com um EP editado e presença na final do EDP Live Bands 2018. Num momento de viragem pessoal e artística, mudou-se para Londres, onde estudou Performance Musical no ICMP e Produção Musical na Garnish Music Production School, descobrindo a sua identidade criativa. A influência de sonoridades lusófonas e artistas como Dino D’Santiago, Mayra Andrade e Gilsons, aliada à R&B e à soul, ajudou a moldar uma linguagem própria.