26/09/2026

PODCAST PORTUGAL REBELDE PLUS

Já está disponível para audição o novo programa do Podcast Portugal Rebelde Plus. Este mês a nossa seleção inclui as prpostas de Sensible Soccers, Jasmim Pinto, LAN Trio, João Carreiro, Mário Barreiros e Carlos Bica. O Portugal Rebelde Plus está disponível para audição no Podomatic.
 

ALICE BOAVISTA LANÇA EP DE ESTREIA BOA NOVA

Alice Boavista apresenta “Boa Nova”, o seu EP de estreia em nome próprio. Depois de ter antecipado o trabalho através dos temas “Boa Nova”, “Beija-Flor”, “Canto da Janela” e “Vindima”, a cantora, compositora e multi-instrumentista natural de Marco de Canaveses reúne agora cinco canções num trabalho que estabelece um diálogo entre música tradicional portuguesa, criação autoral contemporânea, memória e identidade. 

 “Boa Nova” surge como a primeira edição discográfica de Alice Boavista enquanto autora e intérprete a solo, consolidando uma linguagem construída a partir da relação da artista com diferentes práticas e territórios musicais. 

Ao longo do EP, a tradição é trabalhada não apenas enquanto património a preservar, mas também como matéria para a criação de novas narrativas, cruzando repertório tradicional, composição original e diferentes abordagens instrumentais e rítmicas. Dentro de um diálogo sensível entre tradição e criação autoral, “Boa Nova” é o primeiro EP produzido por Alice Boavista com músicas escritas e interpretadas pela própria. 

Conta com músicos convidados consagrados, como Ana Laíns e Sebastião Antunes, além de outros, emergentes. Este lançamento dá lastro à versatilidade de Alice e viaja desde Portugal até ao Brasil e do piano até à viola amarantina. O disco navega na saudade de um "lugar-casa", que contém rituais e símbolos que nos envolvem e moldam o nosso caminho. 

“Boa Nova” é uma carta que anuncia um retorno, escrita com palavras escolhidas carinhosa e meticulosamente. A faixa que dá título ao trabalho estabelece uma das linhas conceptuais do disco. “Boa Nova” parte das ideias de regresso e saudade através de uma narrativa em que o sujeito lírico escreve uma carta ao lugar de que sente falta, mantendo a esperança de um dia regressar e voltar a encontrar nele um sentimento de acolhimento. 

Alice Boavista assume a voz e o piano, acompanhada por Isabel Sixel na voz e no pandeiro, Eva Senra na flauta e Carlos Barreto no contrabaixo. Já “Beija-Flor” desloca o EP para um território mais lúdico, construindo um universo imaginário em torno de uma sociedade de flores que disputa a atenção de um beija-flor. Através desse trocadilho transformado em narrativa, a canção incorpora o ritmo alegre do côco brasileiro. Alice Boavista assume a voz e o asalato, voltando a contar com Isabel Sixel na voz e no pandeiro, Eva Senra na flauta e Carlos Barreto no contrabaixo. 

A relação com a transmissão e a memória musical portuguesa torna-se particularmente explícita em “Canto da Janela”. Construída como um “mashup” de temas tradicionais que marcaram o percurso da artista, a faixa reúne “Ó meu amor tira a roupa”, recolhida do Rancho Folclórico de Santo Isidoro, em Marco de Canaveses, e as melodias da Beira Baixa “Cravo Roxo” e “Cantiga Bailada”. 

Os diferentes fragmentos são entrelaçados num gesto de homenagem à tradição oral, com Alice Boavista na voz, coros e tracanholas, Ana Laíns na voz e no adufe e Isabel Sixel nas vozes. Entre as diferentes energias que atravessam “Boa Nova”, “Quietude do Momento” revela uma dimensão mais íntima. Com letra de Alcino Vieira e música de Alice Boavista, a composição acompanha o amanhecer de dois corpos unidos através do poema e da melodia, contrastando com a componente rítmica mais vincada de outras faixas do EP. 

“Vindima”, o seu mais recente single, parte de uma prática profundamente ligada à vida comunitária e rural do Minho e Douro Litoral. A canção desenvolve uma narrativa alegre e descritiva em torno de uma vindima na região do Vinho Verde, recuperando um contexto em que as videiras se desenvolviam em bardos e ramadas e as uvas eram pisadas pelos próprios vindimadores nos lagares das quintas. 

Ao longo do tema, Alice Boavista acompanha musicalmente o percurso da vindima e a participação da comunidade que se reúne em torno dela. A descrição desse processo acaba, contudo, por revelar uma segunda narrativa: entre o trabalho, o encontro e a celebração, “Vindima” culmina poeticamente numa história de início de namoro. Na gravação, Alice Boavista assume a voz, a primeira viola amarantina, as tracanholas e o adufe, acompanhada por Eduardo Kosta na segunda viola amarantina e Claudia Oliveira na terceira. Sebastião Antunes participa na voz e na guitarra, reforçando a dimensão coletiva de uma canção construída em torno de uma tradição igualmente comunitária. 

As gravações de “Boa Nova” decorreram em janeiro de 2026 no I Am Studio, de Artur Martins, e na EMA, em Coimbra. A mistura e masterização ficaram a cargo de Ricardo Ferreira, enquanto Miguel Teixeira assina a fotografia e Isabel Sixel a arte gráfica. Nascida em 2001, em Marco de Canaveses, Alice Boavista é cantora, pianista, maestrina, percussionista, arranjadora, compositora e multi-instrumentista. 

Formou-se em Direção, Teoria e Formação Musical na Universidade de Aveiro, depois de estudar no Conservatório do Vale de Sousa, desenvolvendo um percurso que cruza diferentes experiências no piano erudito e jazz, canto, teatro e direção. A ligação à música tradicional portuguesa ocupa um lugar central nesse percurso. Alice toca viola amarantina desde 2023 e tem vindo a desenvolver uma atividade multifacetada enquanto intérprete e criadora, assumindo um papel transversal no processo artístico, da composição à direção musical em estúdio. 

Foi maestrina do Coro de Santa Joana entre 2021 e 2025 e integra atualmente o Quarteto Nota do Meio como pianista, além de ser cofundadora do duo Marca D’Água e do projeto Gomo de Tangerina, integrar o grupo CRUA e participar como coralista no Zêzere Arts Vocal Ensemble. Com “Boa Nova”, Alice Boavista reúne pela primeira vez em disco essas diferentes dimensões do seu percurso. 

Entre composição original, tradição oral, instrumentos associados à música tradicional e diferentes referências culturais, o EP apresenta a música como espaço de transmissão e transformação, colocando memória, pertença, intimidade e comunidade no centro da sua estreia em nome próprio.

 

25/09/2026

MÁXIMO | Lisboa

Após o sucesso de Máximo – Greatest Hits, a piano solo, lançado em 2023, Máximo (Coimbra, 2003) apresenta PANGEA num formato de trio de jazz, complementado por voz e elementos eletrónicos, no dia 1 de outubro, às 21.30h, no Clube B.Leza, em Lisboa. O álbum Pangea é uma metáfora para a união no combate à crise climática, refletindo os contrastes da Terra através das estações do ano e das mudanças climáticas em aceleração. 

Movido por "eco-ansiedade", Máximo explora a crise ecológica e social com uma abordagem sensorial e impressionista. O álbum inclui faixas para cada estação interpretadas a par com Joppe van Noten (bateria) e Jan Honnef (baixo), além de um interlúdio com Selma Uamusse e um piano solo. PANGEA apresenta-se em palco em formato trio e com uma entrega ao improviso, ampliando assim as cinco faixas do álbum para criar um arco narrativo mais extenso, tornando cada performance única, mas mantendo a estrutura original. 

Durante o concerto, há momentos de piano solo, incluindo visitas ao álbum anterior, mas também partes de spoken word e exploração com eletrónica, sintetizadores e faixas pré-gravadas. Os bilhetes custam 13€ e estão à venda na rede Ticketine.

23/09/2026

LISA SERENO CONFIRMADA NO EUROSONIC 2027

Lisa Sereno é um dos primeiros nomes confirmados para a edição de 2027 do ESNS – Eurosonic Noorderslag, que decorre entre 13 e 16 de janeiro, em Groningen, nos Países Baixos. A artista foi a escolha da Antena 3 para representar Portugal entre os projetos selecionados através da rede da European Broadcasting Union (EBU), levando Belonging, o seu álbum de estreia editado pela Omnichord Records em novembro de 2025, a um dos mais importantes pontos de encontro da nova música europeia. 

Ao vivo, Lisa Sereno apresenta-se acompanhada por João Hasselberg, Pedro Branco, João Costa e Débora King. Desde a edição do álbum, o projeto tem vindo a passar por festivais, teatros, clubes e espaços culturais desde o MIL Lisboa ao Bons Sons. A chegada ao Eurosonic abre agora uma nova etapa no percurso da artista e na internacionalização de Belonging. 

O ESNS transforma todos os anos Groningen num dos principais pontos de encontro da indústria musical europeia, reunindo mais de 4.000 profissionais, entre os quais representantes de mais de 400 festivais internacionais. Os artistas convidados para o festival passam também a integrar o European Talent Exchange, programa criado para estimular a sua circulação pelos festivais europeus.

22/09/2026

FESTIVAL LUX INTERIOR | Coimbra

A Lux Records assinala este ano três décadas de atividade com mais uma edição do Festival Lux Interior, iniciativa que tem vindo a afirmar-se como um espaço de encontro entre diferentes gerações e percursos da música independente. 

A 7.ª edição do festival acontece em três noites e dois espaços de Coimbra. O Teatro Académico de Gil Vicente recebe os primeiros dois dias, a 29 e 30 de outubro, seguindo-se o Salão Brazil, a 5 de novembro. 

O programa cruza projetos com percursos já consolidados com bandas mais recentes, numa programação que acompanha também o trabalho de descoberta e edição da própria Lux Records. A primeira noite, 29 de outubro, no TAGV, junta Duques do Precariado e Gata Surda. No dia seguinte, 30 de outubro, sobem ao palco Expresso Transatlântico e Voronet Blue. 

A programação termina a 5 de novembro, no Salão Brazil, com Birds Are Indie e Gulag Motel. As primeiras partes das três noites são asseguradas por Gata Surda, Voronet Blue e Gulag Motel, três projectos muito recentes de Coimbra que integram o trabalho de descoberta da Lux Records e que serão editados pela editora. 

A Lux Records celebra 30 anos de atividade, três décadas em que se afirmou como uma referência incontornável da música independente portuguesa, dando palco a projetos que marcaram profundamente o panorama nacional, de Belle Chase Hotel a Tédio Boys, passando por The Legendary Tigerman, Sean Riley & The Slowriders e Wraygunn, entre muitos outros nomes que ajudaram a definir a identidade sonora de Coimbra e do país. 

Os bilhetes para as datas no TAGV serão disponibilizados em breve e os bilhetes para o Salão Brazil já estão disponíveis.

BANDA SONORA DE PLAYBACK JÁ ESTÁ DISPONÍVEL EM TODAS AS PLATAFORMAS DIGITAIS

Já chegou a todas as plataformas digitais Playback – Banda Sonora, o Álbum que reúne as canções que dão vida ao filme "Playback" estreado recentemente em todas as salas de cinema do país. O projeto nasceu do desafio lançado pelo realizador Sérgio Graciano a Paulo Furtado (The Legendary Tigerman) para assumir a produção musical do filme. 

Estimulado pela possibilidade de recriar o cancioneiro de Carlos Paião, The Legendary Tigerman trouxe às canções originais novas roupagens e arranjos. Em estúdio, Rafael Ferreira, o ator que dá vida a Carlos Paião no cinema, emprestou a sua voz às canções, dando-lhes alma e personalidade e revelando vontade e Talento para as transportar para o Palco. 

 Assim nasceu Playback – Paião Por Tigerman, a Banda que dá vida ao vivo às canções do filme. A estreia em absoluto aconteceu em dois concertos lotados no NOS Alive 2026 e, em 2027, a Banda estará a percorrer Portugal, respeitando a memória de Carlos Paião e oferecendo concertos inesquecíveis, repletos de êxitos e canções memoráveis do cancioneiro pop português. 

"Mergulhar no mundo do Carlos Paião foi uma aventura extraordinária. Por baixo de cada hit pop, criei um universo que mistura pós-punk com Badalamenti, guitarras à la Morricone com synths lo-fi – o modo que encontrei de trazer a sua música para o meu universo e para o século XXI, mantendo-me fiel à sua ética como Artista." (Paulo Furtado, The Legendary Tigerman)

CRISTINA CLARA | Novo Credo

"Novo Credo" é o mais recente tema de Cristina Clara, já disponível em todas as plataformas digitais. Como uma irónica promessa de modernidade, o novo tema questiona e provoca o ouvinte. Quando se substitui um tambor é apenas um som que se perde? Valerá ainda a pena "o esforço e sangue" dos tocadores? 

Lançado em antecipação ao segundo álbum de estúdio, agendado para o próximo dia 23 de outubro, o novo single foi escrito por Edu Mundo, com música da autoria do próprio, em parceria com Daniel Pereira Cristo. 

"Os novos "tambores eletrónicos" surgem aqui anunciados como uma espécie de promessa salvífica, numa alegada rivalidade com os tambores tradicionais e tudo o que lhes está associado - desde a construção artesanal dos instrumentos ao cheiro das peles, até ao peso de os transportar ou à experiência comunitária de tocar em grupo. 

Fica a questão: afinal o que se perde é apenas um dado som ou tudo aquilo que leva até ele?", explica Cristina Clara. Na pulsação do tema reconhece-se a chula portuguesa e uma menção subtil ao maracatu brasileiro, dois universos em que o tambor está ligado ao corpo e à experiência coletiva. 

O arranjo responde precisamente à ironia da letra: à medida que o tema se desenvolve vão surgindo elementos - como personagens da história que se vão juntando ao cortejo - até os tambores ganharem espaço e acabarem por tomar o seu lugar central no tema.

 

TIAGO VILHENA | Amadores da Praça

A vida passa e o tempo pára. Quatro anos depois do último disco de Tiago Vilhena, chega-nos um trabalho novo, fresco e onde o estilo já conhecido do artista continua a estar presente, mas abre espaço a elementos inéditos na sua discografia. 

O cantautor regressa com Salatrano no dia 25 de Setembro, antecipado pelo single “Amadores da Praça”. O percurso que aqui desagua é longo. Começou no rock dos Savanna, passou pela pop de língua inglesa assinada como George Marvinson e amadureceu na canção portuguesa com Portugal 2018 e Canções Mundanas. 

Salatrano recolhe um pouco de cada uma destas vidas e junta-lhes territórios novos, num disco que se permite ser, ao mesmo tempo, o mais eclético e o mais descontraído da discografia do músico. O título é, também ele, uma criação do autor. Salatrano é uma palavra inventada por Tiago Vilhena, que prefere guardar para si o seu significado. Fica o som da palavra e um disco inteiro para que cada ouvinte encontre a sua própria definição. 

O Tiago regressa com um disco de 10 músicas ao seu estilo. Ou melhor, aos seus estilos. Numa salada de frutas, conceitos, humores, histórias e banalidades, Salatrano é um disco jovem e maduro. Chega para fechar o verão, preparar o inverno e certamente que tem uma banda sonora para todos os estados de espírito. 

Desde o habitual folclore português, ao indie das suas raízes, cruzam-se influências improváveis de uma forma elegante sempre com a já conhecida vontade de trazer ligeireza a qualquer tema. No primeiro single, “Mau Mau Bem Bem” Tiago apresenta-nos uma canção sobre sermões e a vontade de contrariar a autoridade ao som de um ritmo popular. Noutros temas, parece até que há um saudosismo do rock das suas origens em Savanna. A meio do disco, como que para fazer uma pausa, surge uma música instrumental ao estilo quase de uma obra do Stravinsky perdida na floresta. 

Há também espaço para uma balada que nunca revela por completo se fala de amor ou de outra forma de ligação. São dez canções, todas cantadas em português, que atravessam o rock, a bossa nova, a kizomba, o reggae, o fado e a música de orquestra sem perderem o fio que as une: a escrita brincalhona, o gosto pela palavra e aquela atmosfera sem nação que, ainda assim, respira costumes portugueses. 

Salatrano foi gravado nos estúdios Cuca Monga com Domingos Coimbra e Manuel Palha, dos Capitão Fausto, e misturado "em casa", nos estúdios Pontiaq, por Miguel Vilhena, irmão do músico e colaborador de longa data.

“Amadores da Praça” é o segundo single do disco, e chega como uma incursão assumidamente rock num território que o músico não explorava há já algum tempo. A canção reúne vários dos elementos clássicos do género: uma voz potente, um solo de guitarra rápido, técnico e virtuoso, mas também emotivo, uma secção carregada de chorus, vozes e alguma confusão, e uma bridge de ambiente mais espacial, construída em torno de um piano elétrico. 

O resultado é uma canção de rock expansiva, com músculo e detalhe, que recupera uma linguagem que Tiago Vilhena conhece bem, mas que há algum tempo não ocupava o centro da sua música. O título “Amadores da Praça” nasce de um poema de Ary dos Santos, poeta que tem sido uma referência recorrente no universo criativo de Tiago Vilhena e cuja obra, neste caso, esteve particularmente próxima da génese da canção.

FESTA D´ANAIA 2026 | Cantanhede

21/09/2026

SALMA JÔ ESTREIA CARREIRA A SOLO COM CONCERTOS EM LISBOA, PORTO E COIMBRA

Foto: Natalia Michalzuk

A artista brasileira Salma Jô, da banda Carne Doce, apresentará em outubro a tournée de estreia da sua carreira a solo. A performance irá acontecer em duas importantes feiras de negócios de música: a Feira Cultural Latino-Americana, sediada e produzida por um dos centros culturais mais relevantes de Lisboa, a Fábrica Braço de Prata; e o MATE Festival, convenção mista de música, arte e tecnologia, que acontece em Coimbra. 

Contemplada pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), gerida pela Secretaria de Estado da Cultura de Goiás (Secult), a artista tem como missão participar de encontros profissionais com outros artistas, agentes e produtores culturais de várias partes do mundo, com objetivo de internacionalizar a cultura goiana, mas ela também aproveitará para fazer shows. 

Líder da banda Carne Doce — referência na música alternativa brasileira dos anos 2010, paralisada no ano passado —, Salma, que desde então está em carreira a solo, tem concertos marcados nas próprias feiras, na Fábrica Braço de Prata, em Lisboa, e no MATE Festival, em Coimbra, além de um concerto na cidade do Porto (Maus Hábitos). 

Na capital portuguesa, a compositora goianiense fará ainda um show na MIL Lisboa, uma das convenções de música mais importantes da Europa, como artista representante da Semana Internacional de Música de São Paulo, a SIM São Paulo, a maior feira de negócios da música da América Latina.

VIVIANE | Andorinha da Primavera

Viviane apresenta “A Andorinha da Primavera”, uma nova leitura do tema dos Madredeus que ficou para sempre associado à voz de Teresa Salgueiro. Com letra de Pedro Ayres Magalhães e música de Carlos Maria Trindade, “A Andorinha da Primavera” integra originalmente o álbum “O Paraíso”, editado pelos Madredeus em 1997. 

Na interpretação de Viviane, a canção ganha uma nova identidade, preservando a delicadeza e a força poética do original, enquanto se aproxima do universo musical singular da artista. “A Andorinha da Primavera” é o quarto single de “Ela por Elas”, o oitavo projeto discográfico de Viviane, com edição marcada para 25 de setembro. 

Neste novo trabalho, a cantora e compositora algarvia presta homenagem a algumas das vozes femininas que marcaram a música portuguesa, apropriando-se das canções com respeito pela sua memória, mas imprimindo-lhes uma linguagem própria. O percurso até ao álbum começou, a 13 de fevereiro, com “Alfama”, dos Mler Ife Dada, tema originalmente interpretado por Anabela Duarte. Seguiu-se, a 1 de maio, “Amor Errante”, dos Diva, celebrizado pela voz de Natália Casanova. 

Em julho, Viviane apresentou “Como Se Eu Fosse Tua”, canção dos Salada de Frutas que marcou o início do percurso discográfico de Lena d’Água. “A Andorinha da Primavera” acrescenta agora Teresa Salgueiro a este encontro entre diferentes gerações, sensibilidades e universos da música portuguesa. 

Mais do que um disco de versões, “Ela por Elas” é um exercício de memória, reconhecimento e liberdade artística. Viviane parte de repertórios que atravessam a pop, o rock, o fado e a música de raiz portuguesa para construir uma narrativa pessoal sobre as mulheres e as vozes que ajudaram a transformar a música feita em Portugal. 

Concertos de apresentação em Lisboa e no Porto “Ela por Elas” será apresentado ao vivo em dois concertos especiais: 6 de outubro, Teatro da Trindade, Lisboa 28 de outubro, Sala 2 da Casa da Música, Porto.

Nestes espetáculos, Viviane dará vida ao repertório do novo álbum, acompanhada por Tó Viegas, na guitarra portuguesa, Filipe Valentim, nos teclados, e João Vitorino, na viola acústica, num encontro entre as novas interpretações e alguns dos temas mais marcantes da sua carreira. 

Os bilhetes para o Teatro da Trindade têm preços entre 14 e 20 euros. Para a Casa da Música, os bilhetes custam 20 euros.

EDDU GRAU | De Rolê

O músico brasileiro Eddu Grau acaba de lançar "De rolê",um retrato caricato da glamourização do imigrante fora do seu país natal.

GABRIEL LAEL | Meu Brasil

“Meu Brasil” é a composição recém-escrita de Gabriel Lael, gravada em parceria com Tukum. É uma MPB percussiva que olha para o Brasil contemporâneo e suas estruturas. Entre denúncia e fé, a canção atravessa questões sociais, ambientais e políticas para organizar a raiva e defender a esperança. 

A parceria nasce da amizade, da arte e da justiça social, encontrando no coletivo e na pluralidade sua força. Além de Lael e Tukum, encontramos entre os instrumentistas Maurício Maas na percussão, participante dos Barbatuques, e Rodrigo Sestrem na flauta, compositor que atualmente interpreta Moraes Moreira no musical. 

20/09/2026

MARIA CASTRO LANÇA ÁLBUM DE ESTREIA E ANUNCIA CONCERTO DE APRESENTAÇÃO EM LISBOA

Maria Castro edita o álbum de estreia "8 horas, 7 dias, para sempre". Composto por 12 temas Pop originais, este é o primeiro longa duração da artista e conta com a colaboração de produtores e compositores como Barreto, Carolina Martins e INÊS APENAS, entre outros. 

"Este projeto é uma reflexão dos tempos atuais perante a dependência social do telemóvel", revela Maria Castro. Para a cantora e compositora "a facilidade com que podemos comunicar uns com os outros tem vantagens e desvantagens, nomeadamente, fazer-nos sentir que temos de estar disponíveis a qualquer momento e a facilidade de podermos desligar-nos ao não responder ou não atender uma chamada". 

Foi precisamente nesta ideia que a artista se inspirou para o conceito para o álbum: "O título “8 horas, 7 dias, para sempre” surge das opções do WhatsApp quando queremos silenciar alguém. Essa escolha foi muitas vezes decisiva na minha vida e acabei por interpretá-la metaforicamente para o disco", explica Maria Castro. 

Este "álbum-viagem" passa por sonoridades acústicas, bem como por lugares mais eletrónicos. Nas palavras da cantora e compositora, "é um álbum sobre silenciar sentimentos e emoções despoletadas desde o fim de uma relação amorosa ao luto e perda. Culmina numa canção final, mais livre e eletrónica, a 'TEMPORÁRIO', que resume que nada na vida é para sempre, que as fases que vamos vivendo fazem parte e que nos ensinam sempre algo". 

Maria Castro prepara agora o regresso aos palcos, com a apresentação ao vivo do disco de estreia, no dia 9 de outubro, pelas 22h00, no Tokyo, em Lisboa, com os bilhetes já à venda na app da sala. "Este concerto marca o meu regresso aos palcos, com banda, desde 2024. O público poderá viver comigo estas novas canções ao vivo, conhecer algumas destas histórias e experienciar também momentos acústicos. Terei também convidados especiais e surpresas. Pisar este palco em nome próprio é também muito importante para mim, depois de o ter pisado com alguns amigos nos últimos anos", diz a cantora. 

"8 horas, 7 dias, para sempre", o álbum de estreia de Maria Castro, está disponível em todas as plataformas digitais.

 
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