28/08/2026

VÍTOR RUA | Um Rapaz Inquieto

"Começou a tocar aos dez anos, esteve na criação dos GNR e dos Telectu, foi do rock à música minimal- repetitiva e à improvisação. Hoje coloca toda a sua transbordante originalidade ao serviço de peças de música contemporânea. Em altura de reapreciação da música dos Telectu, vamos à descoberta de Vítor Rua.." Entrevista do jornalista Gonçalo Frota e fotos de Daniel Rocha, para descobrir hoje no Ipsílon.

JAZZ AO LARGO | Barcelos

O Jazz ao Largo celebra a sua 11.ª edição. Durante quatro dias, o festival volta a invadir a cidade de Barcelos, celebrando o que de mais variado e estimulante se faz no jazz da atualidade. A programação deste ano constrói-se num equilíbrio perfeito entre regressos muito aguardados e estreias absolutas. 

O pontapé de saída acontece a 10 de setembro, com o trio do saxofonista inglês Andy Sheppard, bem acompanhado por dois nomes já acarinhados pelo nosso público: Michel Benita e Rita Marcotulli. 

No dia 11, o histórico Sexteto de Jazz de Lisboa — um ensemble fundamental no panorama nacional — traz de volta à cidade os incontornáveis Mário Laginha e Mário Barreiros. O dia 12 reserva-nos uma jornada dupla. Durante a tarde, a grande novidade do festival: a estreia absoluta de Mostafa Taleb, que nos brindará com um singular concerto de Kamancheh. 

À noite, o projeto Azul, de Carlos Bica, regressa para partilhar o palco com Jim Black e Frank Möbus, prometendo uma atuação memorável na companhia de três dos melhores músicos da atualidade. Na vertente mais exploratória do festival, o dia 13 recebe os Rapid Zen, que unem o contrabaixista Gonçalo Almeida às estreias de Bárbara Togander e Vasco Trilla. 

O palco será também, naturalmente, do Ensemble JAL: um projeto criado no seio do próprio festival que volta a reunir vários dos músicos mais ativos de Barcelos. A pensar nos mais novos, a edição deste ano integra ainda o workshop "Sononautas - Ecoescuta", uma atividade dedicada à exploração das paisagens sonoras da nossa cidade e à promoção da escuta ativa. 

Os concertos têm lugar no Largo Dr. Martins Lima (junto ao Theatro Gil Vicente) e na frente ribeirinha da Azenha, com entrada livre.

XICO GAIATO LANÇA O ÁLBUM DE ESTREIA "A CADA PASSO QUE DOU"

No próximo dia 10 de setembro, Xico Gaiato lança A Cada Passo Que Dou, o seu álbum de estreia editado pela Omnichord. Depois de revelar, este ano, os singles "Voltas e Voltas" e "Na Raiz", Francisco Barata apresenta finalmente o disco na íntegra, um conjunto de catorze canções que nascem da Beira Interior para construir um universo profundamente ligado ao território, à memória e à identidade. 

Além da edição digital, A Cada Passo Que Dou contará também com uma edição especial em vinil e CD, pensada para ganhar lugar nas estantes, nos gira-discos e nas casas de quem quiser levar estas canções consigo. 

O álbum será apresentado ao vivo no Auditório da Moagem, no Fundão, no próprio dia 10 de setembro, cidade onde o projeto nasceu. Seguem-se os concertos no Teatrão, em Coimbra, a 16 de setembro, na Casa da Criatividade, em São João da Madeira, a 17 de setembro, na Casa Capitão, em Lisboa, a 2 de Outubro e nos Maus Hábitos, no Porto, a 9 de outubro. 

A Cada Passo Que Dou é composto por 14 canções onde Francisco Barata parte dos sons que marcaram a sua infância na Beira Interior para os reinterpretar através da eletrónica e da pop, onde abre um novo lugar para a exploração da música tradicional. Parte do disco foi gravada em residência artística nas Donas, aldeia onde cresceu a sua mãe, e é aí que ganham forma muitos dos sons que atravessam o álbum, dos bombos ao pífaro. 

Uma das canções, com a participação de Rossana, nasceu também durante uma sessão criativa realizada no Cabeço do Pião, junto às antigas Minas da Panasqueira. O álbum dialoga entre passado e presente, revisitando lugares, histórias e sonoridades para construir uma identidade profundamente enraizada no território. 

Ao longo das canções, Xico Gaiato convida o público a construir o seu próprio imaginário, a explorar temas como a aceitação da identidade, a dúvida e a procura de um lugar no mundo.

27/08/2026

PEDRO MORAIS LEITÃO | Discurso Direto

MIKA e UB40 ft. Ali Campbell são os cabeças de cartaz da primeira edição do festival Rock & Dão, com atuações a 18 e 19 de setembro, respetivamente, no Parque de Santiago, em Viseu. David Bruno, Delfins, Samuel Úria, Cassete Pirata, Ganso e Os Pontos Negros completam o alinhamento musical do evento, que une a música de artistas nacionais e internacionais à gastronomia tradicional e à excelência dos Vinhos do Dão, uma das mais prestigiadas regiões vinícolas portuguesas. Pedro Morais Leitão, Diretor do Festival Rock & Dão é hoje meu convidado em "Discurso Direto".

Portugal Rebelde - O ROCK & DÃO nasce com a ambição de afirmar Viseu como um destino de referência para eventos culturais? 

Pedro Morais Leitão - Sem dúvida. Viseu e a região do Dão têm condições extraordinárias para se afirmarem também através de grandes eventos culturais. Temos uma cidade com qualidade de vida, património, gastronomia, vinhos únicos e uma região com enorme potencial turístico. O que queremos com o ROCK & DÃO é acrescentar mais uma razão forte para visitar Viseu e, ao mesmo tempo, criar um evento do qual a cidade se possa apropriar e orgulhar. O festival nasce em Viseu mas não foi pensado só para Viseu. Temos a ambição clara de chegar muito para além da região e de trazer até cá pessoas de todo o país e também do estrangeiro. De acordo com as vendas atuais sabemos que estamos a conseguir isso mesmo tendo já muitos bilhetes vendidos no estrangeiro e por todo o país na generalidade das capitais de distrito. 

PR - O cartaz conta com atuações internacionais de MIKA e UB40 feat. Ali Campbell, bem como dos portugueses David Bruno, Delfins, Samuel Úria, Cassete Pirata, Ganso e Os Pontos Negros. Quer falar-nos um pouco da aposta neste cartaz? 

Pedro Morais Leitão - Queríamos que a primeira edição deixasse imediatamente clara a ambição do ROCK & DÃO. MIKA e UB40 feat. Ali Campbell são dois grandes nomes internacionais, com públicos muito transversais e repertórios que praticamente toda a gente reconhece. São artistas que têm também uma enorme capacidade de criar festa e isso encaixa muito bem no espírito que queremos para o festival. Mas era igualmente importante termos um cartaz português forte. Os Delfins representam uma parte incontornável da música portuguesa, enquanto David Bruno, Samuel Úria, Cassete Pirata, Ganso e Os Pontos Negros trazem linguagens e gerações diferentes. Procurámos precisamente esse equilíbrio: um cartaz com nomes fortes, mas também diverso, transversal e com personalidade. Não queríamos simplesmente juntar artistas; queríamos construir dois dias que fizessem sentido como um todo. 

PR - A gastronomia e os vinhos do Dão são a “cereja” no topo deste Festival? 

Pedro Morais Leitão - Eu diria que são bastante mais do que a cereja no topo. São parte do próprio bolo. O ROCK & DÃO nasce assente em três pilares com o mesmo peso conceptual: música, vinhos do Dão e gastronomia. Não queremos que o vinho e a gastronomia sejam apenas complementos que encontramos junto ao recinto dos concertos. Queremos que façam parte da experiência. Que as pessoas cheguem mais cedo, provem diferentes vinhos do Dão, comam, convivam, descubram produtores e assistam aos concertos. No fundo, queremos concentrar no Parque de Santiago, durante dois dias, algumas das melhores coisas que esta região tem para oferecer. 

PR - Para terminar, indique quatro boas razões para não perder de vista a primeira edição do ROCK & DÃO. 

Pedro Morais Leitão - Só quatro? A primeira é a música: MIKA, UB40 feat. Ali Campbell e um excelente conjunto de artistas portugueses. A segunda são os Vinhos do Dão, que não são apenas parceiros do festival, são protagonistas. A terceira é a gastronomia, porque queremos que comer e beber bem faça verdadeiramente parte da experiência. E a quarta é Viseu. Uma cidade bonita, acolhedora, com uma enorme qualidade de vida, um centro histórico cheio de identidade e uma região extraordinária à sua volta. Se conseguir juntar estas quatro razões — boa música, bons vinhos, boa comida e uma grande cidade — acho que fica difícil encontrar uma desculpa para não estar no ROCK & DÃO nos dias 18 e 19 de setembro.

FALA POVO ANUNCIAM DISCO DE ESTREIA "PUNKS POPULARES"

Os Fala Povo Fala preparam-se para editar “Punks Populares”, o primeiro álbum do projeto português que cruza tradição popular, canção de autor e uma atitude crua próxima do punk. O disco será lançado no dia 17 de setembro e apresentado ao vivo nessa mesma data na Casa Capitão, em Lisboa, num concerto que sucede à passagem do grupo pela Festa do Avante!, onde atua a 5 de setembro. 

Formados por Senhor Vulcão, Jacaréu e A Culpa do Joni, três cantautores com percursos individuais distintos, os Fala Povo Fala encontram no projeto um território comum para trabalhar a palavra, a música e as raízes portuguesas a partir de uma perspetiva contemporânea. Mais do que a soma dos trabalhos individuais dos seus elementos, o coletivo desenvolveu uma linguagem própria onde tradição e presente se confrontam e complementam. 

“Punks Populares” traduz essa identidade desde o título. A designação parte de uma expressão utilizada para caracterizar o grupo e que os próprios acabaram por reconhecer como representativa de uma parte importante da sua música: uma combinação entre elementos profundamente ligados à tradição portuguesa e uma atitude mais direta, crua e punk, presente tanto na interpretação como em algumas das letras. Essa relação com a música tradicional encontra-se também na própria construção sonora do álbum. 

Cerca de 90% das bases foram gravadas exclusivamente com instrumentos acústicos, entre cordofones e bombo, procurando preservar uma dimensão orgânica que contrasta com a postura mais imediata e pouco artificiosa que caracteriza os Fala Povo Fala em palco. O povo, o campo e a tradição surgem como referências centrais de um trabalho que observa igualmente as transformações sociais e culturais das últimas gerações. 

Entre o universo dos avós e a aceleração da contemporaneidade, os Fala Povo Fala exploram essa mudança através de canções onde convivem comentário social, ironia, amor e partilha. Depois de terem apresentado “O Povo Já Não Tem”, o coletivo revelará com o álbum um novo single, “Travessa”, que acompanha a edição de “Punks Populares” a 17 de setembro. 

 Antes do lançamento, os Fala Povo Fala passam pela edição de 2026 da Festa do Avante!, com concerto marcado para 5 de setembro. A atuação antecede a apresentação oficial do disco, que acontece doze dias depois, a 17 de setembro, na Casa Capitão, em Lisboa.

ARRAIAL NA CASA DE MATEUS, EM VILA REAL

ARRAIAL, a nova criação da Outra Voz, apresenta-se em duas datas de entrada livre: a 20 de setembro, no Hall das Salas de Ensaio do Teatro Jordão, em Guimarães, e a 3 de outubro, na Casa de Mateus, em Vila Real. O projeto propõe um espaço de encontro entre diferentes comunidades através da música e da dança, partindo da recolha de património musical tradicional para construir novas formas de criação coletiva. 

Desenvolvido a partir do trabalho comunitário que tem caracterizado o percurso da Outra Voz, o ARRAIAL surge através da identificação e recolha de músicas festivas pertencentes às diversas culturas representadas nos territórios onde o projeto se desenvolve. 

A partir desse processo, o espetáculo transforma esse património imaterial em novas composições, criando um diálogo entre tradição e contemporaneidade. Mais do que adaptar repertórios existentes, o ARRAIAL propõe a construção de novas expressões artísticas que preservam a essência cultural das tradições de origem, ao mesmo tempo que as colocam em contacto com diferentes linguagens e contextos atuais. O resultado é um espaço de partilha onde a diversidade cultural se afirma como elemento central da criação.

26/08/2026

MIGUEL CARMONA ANUNCIA PRIMEIRO CONCERTO EM NOME PRÓPRIO EM LISBOA

Miguel Carmona acaba de anunciar o seu primeiro concerto em nome próprio em Lisboa. A 16 de março de 2027, o artista sobe ao palco do Teatro Maria Matos para um espetáculo que reúne, pela primeira vez, as canções que têm marcado o seu percurso e o segundo álbum de originais, com edição prevista para o início do ano. 

Desde os covers e medleys com que começou a conquistar o público às primeiras canções originais, Miguel Carmona tem crescido à vista de quem o acompanha. Em 2024 editou Fora de Horas, o álbum de estreia, e desde então tem vindo a mostrar-se cada vez mais seguro naquilo que quer dizer e, sobretudo, na forma como o quer dizer. 

No Teatro Maria Matos, esse universo ganha finalmente dimensão de espetáculo. Fora de Horas encontra-se com as canções mais recentes, entre elas “nada do que eu disse” e "mão dada (versão live acústica)", num concerto pensado de raiz para esta estreia em nome próprio e para apresentar, pela primeira vez ao vivo, o próximo disco.

25/08/2026

HORTUS MUSICALIS REGRESSA EM SETEMBRO AO JARDIM BOTÂNICO DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA

Depois do primeiro fim de semana de programação, realizado em julho, o Hortus Musicalis regressa ao Jardim Botânico da Universidade de Coimbra nos dias 4, 5 e 6 de setembro, sempre às 18.00h, para a segunda parte da edição de 2026. 

Promovido pelo Jardim Botânico da Universidade de Coimbra em parceria com o Jazz ao Centro Clube (JACC), com curadoria de Marcelo dos Reis, o ciclo mantém o mote “Plantar Liberdade” e volta a aproximar música, natureza e criação contemporânea. Todos os concertos têm entrada livre. A programação de setembro começa a 4 de setembro, com Fish Dish, seguindo-se, no dia 5, Lantana. O ciclo encerra a 6 de setembro com Made of Bones. 

Três propostas que dão continuidade a um programa dedicado à experimentação, à improvisação e à exploração de novas linguagens sonoras, reunindo diferentes percursos e abordagens à criação musical contemporânea. Ao longo de dois fins de semana, o Hortus Musicalis propõe o Jardim Botânico como espaço de escuta e encontro, onde a música dialoga com a paisagem e com as características singulares deste património natural. 

Sob o tema “Plantar Liberdade”, o ciclo parte da improvisação e da música livre enquanto práticas de criação, partilha e transformação, abrindo espaço para a descoberta de diferentes formas de construir e experimentar a música. 

Com esta segunda parte, o Hortus Musicalis conclui a sua edição de 2026, reafirmando a vontade de apresentar no Jardim Botânico projetos que exploram os limites da criação musical e que encontram na liberdade artística um território de experimentação e diálogo.

PÉROLA | Casino Estoril

Pérola estreia-se, no próximo dia 27 de agosto, às 22 horas, no Salão Preto e Prata do Casino Estoril. A cantora e compositora angolana sobe ao palco para protagonizar um concerto de cariz intimista, revisitando alguns dos temas mais emblemáticos da sua carreira, num alinhamento que cruza diferentes épocas e evidencia a sua evolução artística.  

“Evita Só”, “Tens Sorte” e “Não Vai Lá”, assim como temas mais recentes, entre os quais “Sincera”, “Goddess” e “Última Chamada” estarão em destaque num concerto inédito no Salão Preto e Prata do Casino Estoril. 

Reconhecida como uma das vozes mais acarinhadas do panorama musical angolano, a artista convida o público a revisitar as composições mais marcantes de mais de duas décadas de carreira, num espetáculo que promete emoção, proximidade e uma forte cumplicidade com a plateia. 

Com a intensidade e autenticidade que a caracterizam, Pérola sobe ao palco com uma performance poderosa e emotiva, evidenciando a sua firmeza vocal e presença singular, que a afirmam como um verdadeiro ícone da música angolana. 

Entre momentos de grande intimidade e várias surpresas ao longo da noite, cada instante será vivido de forma especial, reforçando a genuína ligação que a artista construiu com o público.

VERÃO A DOIS TEMPOS | Coimbra

A 4.ª edição do Verão a Dois Tempos continua e o ciclo Fazer Cidade procura celebrar o poder transformador das artes, das culturas e dos patrimónios. A oitava sessão acontece já na quinta-feira, 27 de agosto, às 19.00h, no Largo do Poço, em Coimbra, com o concerto Cat, Phill & the Blues Dogs. Um concerto que cruza blues, rock e soul com uma abordagem contemporânea e uma forte identidade própria. 

Liderado por Catarina Pereira e Phill Rocks, o projeto apresenta um repertório original onde o groove, a energia e a improvisação se encontram, explorando novas sonoridades a partir das raízes da música afro-americana. Com guitarra, harmónica, saxofone e uma poderosa secção rítmica, a banda prepara o lançamento do seu EP de estreia, com cinco temas originais em português e inglês.

FESTIVAL DO CRATO

Arranca hoje mais uma edição do Festival do Crato. Entre 25 e 29 de agosto, a vila alentejana volta a receber milhares de visitantes para cinco dias que juntam música, cultura, artesanato e gastronomia, num dos eventos de referência do calendário de verão nacional. 

Bispo, Slow J, Dub Inc, Veigh, Papillon, Soraia Ramos, Sara Correia, Delfins, Calema, Buba Espinho e Calum Scott estão entre os nomes que passam pelo palco do Festival do Crato em 2026. A programação prolonga-se pela madrugada com vários nomes da música eletrónica, entre os quais Kura, Karetus, Breyth e Zanova. 

As atividades arrancam já a 25 de agosto, com entrada gratuita, numa noite que antecede os quatro dias principais do Festival. Para além dos concertos, o Festival do Crato mantém uma das características que o distingue no calendário nacional: a ligação à tradicional Feira de Artesanato e Gastronomia, que volta a integrar a programação e a dar espaço a produtores, artesãos, gastronomia e tradições da região. 

Ao longo dos vários dias, música e entretenimento convivem assim com uma componente dedicada à identidade e cultura do território, fazendo do evento um ponto de encontro entre diferentes gerações.

FESTIVAL F | Faro

24/08/2026

TAGUSPARK MUSIC SESSIONS ESTREIA CICLO DE CONCERTOS

O Auditório do Taguspark recebe, entre os dias 30 de setembro e 18 de novembro, a primeira edição do Taguspark Music Sessions, um novo ciclo de concertos promovido pela Luckyman Music e dedicado à música portuguesa contemporânea. Carlos Bica, Cabrita e Ricardo Reis Soares são os artistas confirmados para uma programação que cruza canção de autor, jazz e composição original, reforçando a oferta cultural da Cidade do Conhecimento. 
Os bilhetes já se encontram disponíveis na BOL

Ao longo de três datas, o ciclo reúne propostas artísticas de diferentes gerações e percursos, afirmando uma programação assente na diversidade estética, na proximidade entre artistas e público e na valorização da criação musical portuguesa. Mais do que um conjunto de concertos, o Taguspark Music Sessions nasce com a intenção de se afirmar como uma proposta de programação cultural regular, criando um espaço de encontro entre diferentes linguagens musicais num contexto pensado para a escuta atenta e para a experiência ao vivo. 

A abertura acontece a 30 de setembro, com Carlos Bica, um dos nomes maiores do jazz europeu e figura incontornável da música portuguesa contemporânea. Com um percurso internacional consolidado e uma linguagem que atravessa jazz, música improvisada e composição autoral, o contrabaixista leva ao Auditório do Taguspark uma abordagem marcada pela subtileza, pela liberdade criativa e pela expressividade da interpretação. 

O segundo concerto realiza-se a 21 de outubro, com Cabrita, músico e compositor que tem vindo a construir um percurso singular entre o jazz, a experimentação e a fusão contemporânea. Depois da edição do EP “Afterlife” e da preparação do seu terceiro longa-duração, “#partytime”, Cabrita apresenta uma proposta onde o saxofone convive com eletrónica, groove e exploração sonora, afirmando uma identidade artística em permanente transformação. 

O ciclo encerra a 18 de novembro com Ricardo Reis Soares, singer-songwriter que se tem destacado por uma escrita intimista e centrada na palavra. Depois da edição do EP “contra tempo”, em novembro de 2025, o músico leva ao Taguspark um repertório onde as canções surgem como observações do quotidiano, desenvolvidas através de uma abordagem influenciada pela formação em jazz e pela procura de uma escuta mais demorada do mundo que o rodeia. 

Com esta primeira edição, o Taguspark Music Sessions inaugura um novo espaço dedicado à música ao vivo na Cidade do Conhecimento, reunindo artistas com percursos distintos num ciclo que privilegia a qualidade artística, a diversidade das propostas e a criação de uma relação próxima com o público.

SONICA EKRANO | Festival Documentário Musical

De 11 a 19 de setembro, o Sonica Ekrano – Festival de Documentário Musical regressa ao Barreiro para a sua 5.ª edição. Pela primeira vez, o festival tem como principal espaço o Teatro Municipal do Barreiro, casa da Companhia Arteviva, apresentando 22 filmes ao longo de nove dias, entre longas, médias e curtas-metragens, várias delas em estreia nacional. 

O programa atravessa diferentes épocas, geografias e formas de criação, reunindo nomes como Butthole Surfers, Sun Ra, Jason Molina, Hermeto Pascoal, Mogwai, Erik Satie, Amadou & Mariam, Witch Club Satan e Vítor Rua, mas também comunidades e cenas musicais da Papua Ocidental, Guiné-Bissau, Gana, Índia, Irlanda, Eslovénia, Sardenha ou Istambul. 

 Os filmes desta edição partem de uma ideia que atravessa grande parte da programação: a música nunca existe sozinha. Nasce de territórios, comunidades e formas particulares de escutar o mundo, surgindo nestas obras como memória, ritual, resistência, identidade e encontro. 

Mais do que biografias de músicos ou histórias de géneros musicais, são filmes que permitem compreender também os lugares, as pessoas e as circunstâncias sociais, políticas e culturais em que a música é criada.

GUSTAVITO | Filha das Ondas

“Filha das Ondas” é o segundo single de Miração, novo álbum de Gustavito, uma homenagem a Iemanjá através de uma MPB orgânica, contemporânea e profundamente brasileira. A faixa une uma melodia marcante a uma atmosfera suave e envolvente, crescendo como o movimento das marés.

Gustavito divide os vocais com Laura Catarina, filha do grande e icônico Vander Lee e uma das vozes de destaque da nova música mineira. Gravada inteiramente ao vivo com instrumentos orgânicos, a canção equilibra tradição, espiritualidade e uma sonoridade brasileira contemporânea suave.

 
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