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04/04/2026
L PERTUÉS | Hora Sem Vagar
“ Hora Sem Vagar “ é a primeira canção de avanço do novo disco de L
Pertués - “ A Felicidade Intermitente do Artista “. Este ciclo
nasceu da desfragmentação do artista enquanto compositor e do
cidadão, um mero contribuinte comum.
A canção é um retrato da azáfama que, no final de cada dia, reduz a
nossa existência a um dígito. Nesta imagem solicita-se à vontade que
desperte a inquietude nas pequenas acções do quotidiano, tão
providas de ambiguidade em relação ao que é etéreo ou concreto.
É um
diário que não se escreve, como qualquer prece que se preze, ausente
de novidade e dilacerando qualquer jeito de resistência. Só o tempo
deixa a sua marca na soma desajeitada do(s) dia(s).
Vitor Hugo Ribeiro é o autor da letra e música “ Hora Sem Vagar “,
sendo também o responsável pela gravação e produção do disco nos
estúdios Hàdiégua, que conta com a participação de Tiago Santos na
bateria e Ari Martins na voz principal, assim como um coro composto
por artistas e músicos pelos quais o compositor nutre uma profunda
admiração.
A mistura e masterização é da responsabilidade de
Henrique Lopes, enquanto a fotografia é da autoria de André C.
Macedo.
FALSO NOVE LANÇAM NOVO SINGLE “SAIA”
Depois do regresso com “Blusa”, falso nove apresentam “Saia”, o novo single que dá continuidade ao universo do seu próximo longa-duração, Não Sonho Quase Nada, com edição prevista para 2026. Se “Blusa” partia do momento inevitável de crescer, “Saia” aprofunda essa travessia, já dentro da idade adulta, onde a liberdade se torna uma escolha consciente, por vezes desconfortável, mas necessária.
A canção nasce de forma simples e orgânica: do dedilhado despido que sustenta grande parte do tema à explosão final orquestrada, que amplia a sua dimensão emocional.
“Saia” assume também uma abordagem pouco habitual na construção dos falso nove. Sem introdução, a canção começa de imediato com a voz, contrariando o crescendo tradicional. Entre momentos de silêncio e delicadeza, surgem camadas de ruído e dissonância, fruto de uma exploração livre em estúdio, onde guitarras em feedback e texturas inesperadas se sobrepõem, quase como se a canção se deixasse “estragar” para se tornar mais verdadeira.
Esta “Saia” prolonga a intenção iniciada em “Blusa”, mas desloca-a para um novo lugar. Se antes havia a consciência da perda, aqui há decisão.
A canção olha para os pais, para os seus percursos e expectativas, e reflete sobre o modo como essas referências se projetam no presente. No centro está uma escolha: não seguir o que é esperado, recusar convenções, “vestir uma saia” e encontrar paz nessa afirmação.
Mateus Carvalho (voz, guitarra acústica e saxofone), Afonso Lima (voz e guitarra elétrica), José Amoreira (baixo), Francisco Leite (piano e teclados) e Francisco Marcelino (bateria) são os falso nove.
Depois do álbum de estreia Horta da Luz (2023), a banda continua a afirmar um espaço próprio dentro do indie rock cantado em português, onde a escrita íntima e a experimentação sonora caminham lado a lado.
“Saia” é mais um desvendar daquele que será o segundo álbum da banda, e já se encontra disponível em todas as plataformas digitais.
03/04/2026
PODCAST PORTUGAL REBELDE PLUS
Já está disponível para audição o novo programa do Portugal Rebelde Plus. No episódio de março, dedicamos este episódio ao Grupo Um, histórico projeto brasileiro. Em destaque a conversa com Zé Eduardo Nazário, a propósito da edição do álbum Nineteen Seventy Seven.
O Portugal Rebelde Plus pode ser seguido no Spotify, Apple Podcasts, Deezer, Youtube e no Podomatic.
INIMIGOS DO REI | Medo
Os Inimigos do Rei reaparecem com irreverência. A banda brasileira que marcou o final dos anos 80
e início dos 90 com hits bem-humorados, letras afiadas e estética teatral, retorna aos
palcos, em 2026. E eles trazem a formação consolidada desde 1991 reunindo Luiz
Guilherme (voz e letrista), Luiz Nicolau (voz), Lourival Franco (teclados), Marcelo Crelier
(baixo), Marcelo Marques (bateria) , Marcus Lyrio (guitarra).
Neste retorno, o novo concerto, batizado de “Vem Kafka, comigo!”, combina repertório
histórico e músicas inéditas, reafirmando o DNA provocador da banda. No setlist, clássicos
como “Adelaide”, “Uma Barata Chamada Kafka”, “Mamãe Viajandona”, “Jesse James”,
“Suzy Inflável” e “Carne, Osso e Silicone” convivem com novas faixas, como “Medo”, “Sextafeira da Paixão” e “Aladim”.
O resultado é um espetáculo explosivo, que mistura crítica
social, absurdo, humor inteligente, performance cênica contagiante.
Descritos por Fausto Fawcett como “Inimigos do Rancor Endêmico Improdutivo”, o grupo
sempre transitou entre a sátira e a reflexão e, mais uma vez, assume o caos urbano como
inspiração.
No palco, eles surgem com atmosfera teatral, mesclando a vibração do pop-rock com a
energia celebrativa e contagiante que sempre caracterizaram a banda.
LUX THE LION | Tá Tudo Bem
Lux The Lion lança “Tá tudo bem”.
Em poucos minutos, a faixa constrói um tipo de conforto raro: não o conforto performático,
mas aquele que acontece quando alguém nomeia, com simplicidade, o que a gente estava
tentando esconder até de si mesmo.
“Tá tudo bem” nasce com uma imagem quase infantil — “tá vendo esse menino… já não tão
menino assim” — e, a partir daí, vira uma conversa baixa com o ouvinte.
TIAGO GOT THE KEYS | Eu Amo Mas Não Gosto
“Eu Amo Mas Não Gosto” é um confronto emocional transformado em som. Drill de influência
londrina com percussão afro-brasileira e identidade portuguesa assumida, numa fusão urbana
moderna e comercial.
A faixa mergulha na contradição entre amar alguém intensamente e, ao
mesmo tempo, reconhecer que a relação não é saudável. É vulnerabilidade masculina sem filtros,
entregue sobre uma produção minimal, intensa e com refrão imediato.
A estética sonora cruza a
energia crua do Reino Unido com o groove afro contemporâneo, criando uma ponte natural entre
Londres e o universo lusófono. O resultado é uma música com impacto emocional e replay value,
pensada tanto para playlists urban como para contexto editorial.
Produtor e engenheiro formado
em Londres, Tiago trabalhou com artistas multi-platina e participou em projetos de alcance
internacional. Hoje canaliza essa experiência para consolidar uma presença consistente no
mercado português, com lançamentos mensais e visão estratégica de longo prazo.
“‘Eu Amo Mas
Não Gosto’ fala daquela fase em que o coração ainda quer, mas a cabeça já sabe que não dá.”
02/04/2026
FLÁVIO TORRES | A Morte Saiu à Rua
Flávio Torres acaba de disponibilizar uma nova versão de “A Morte Saiu à Rua”, de José Afonso. Uma releitura em formato power rock (duo de guitarras e bateria), que traz o tema para um registo mais cru e contemporâneo, mantendo a sua força simbólica. O lançamento surge como forma de evocação e comemoração do 25 de abril.
LOS ROMEROS | Foi Assim
“Foi Assim” é o novo single dos Los Romeros e marca mais um passo no caminho emocional e sonoro que a banda tem vindo a construir. Uma canção que nasce de dentro, como uma pergunta sem resposta ou talvez como a tentativa de a encontrar.
Escrita por João Direitinho, Aurora Pinto e Márcio Gago, “Foi Assim” mergulha na eterna tensão entre o que o coração sente e aquilo que a mente insiste em explicar. Ao longo da canção, o coração é confrontado diretamente, questionado por não ver o óbvio, por insistir em caminhos com consciência de que podem doer.
Musicalmente, a canção revela uma nova camada na identidade dos Los Romeros.
A presença da guitarra portuguesa surge de forma natural, acompanhando a intensidade da letra e conduzindo o tema para um lugar mais cru.. É nesse encontro que Paula Carapeta regressa às suas raízes do fado, trazendo uma interpretação sentida e profundamente ligada à essência da canção.
Gravado em formato live em estúdio, “Foi Assim” foi registado num único take, sem cortes.
Um momento irrepetível, onde tudo acontece ao mesmo tempo, emoção, voz, silêncio e respiração. O resultado é uma canção viva, que se sente tanto quanto se ouve.
Formados por Paula Carapeta, Jorge Piedade e Beto Pereira, os Los Romeros têm cruzado influências latinas com a alma da música portuguesa, construindo uma identidade onde tradição e contemporaneidade se encontram.
Depois do sucesso de temas como “Loucamente” com D.A.M.A e do início de um novo capítulo com “Agradeço o Convite”, chega “Foi Assim”, o último levantar do véu do EP de estreia.
“Foi Assim” encontra-se agora disponível em todas as plataformas digitais.
01/04/2026
MÃO VERDE | Mazeukeru
Depois de dois discos-livros muito bem acolhidos pelas famílias, comunidades escolares e imprensa, e muitos concertos por todo o país, a Mão Verde lançará no dia 20 de Abril o seu terceiro trabalho, que terá a sua estreia ao vivo na Casa da Música, no dia 19 do mesmo mês. Os bilhetes encontram-se à venda.
Em antecipação, lança-se hoje, no Youtube, o lyric video do primeiro tema - "Mazeukeru" - uma divertida canção sobre um monstro birrento que teima em expressar-se com intensidade quando as coisas não correm como ele quer. O mesmo tem autoria de Macedo&Cannatà, com base nas ilustrações de Bernardo Carvalho.
Capicua, Francisca Cortesão, Pedro Geraldes e António Serginho compuseram mais dez canções e dois poemas musicais, que além de evocarem a ecologia e a natureza, como nas edições anteriores, estendem-se também à reflexão sobre algumas questões sociais, como as desigualdades, a importância da democracia, a diversidade e a solidariedade humana.
Numa abordagem lúdica e poética, quer do ponto de vista musical (ao brincarem aos estilos de música), quer do ponto de vista lírico (tratando temas sérios de forma divertida), este novo disco foi construído através do encontro e da experimentação e concretizado em livro com notas informativas que contextualizam letras e poemas, tudo devidamente ilustrado pelo talento de Bernardo Carvalho.
Em palco, a diversão é garantida e a estreia será dia 19 de abril (domingo) às 17.00h na Sala Suggia da Casa da Música, num concerto para dançar como se ninguém estivesse a ver, cantar sobre coisas sérias sorrindo, convidar ao pensamento livre e à conversa sem fim, perguntando muito, sugerindo ainda mais perguntas, num espetáculo participativo e intenso, para miúdos dos 3 aos 103, porque com a Mão Verde 3 começa tudo outra vez!
Os bilhetes para o concerto de estreia estão disponíveis na Casa da Música e no site da sala, com o custo de 12,50€ a 22,50€.
TARA PERDIDA |Lisboa ao Vivo
É já no dia 10 de Abril que os Tara Perdida regressam ao palco do Lisboa Ao Vivo – LAV, para mais um momento de celebração dos seus 30 anos de carreira. O aniversário é da banda, mas o presente é para o público: todos os portadores de bilhete irão receber em primeira mão um exemplar de “Ao Vivo Em Alvalade” à entrada do concerto, álbum inédito que chegará às lojas no dia 17 de Abril.
31/03/2026
AGIR | Partir Coração
AGIR lança hoje o seu novo single, “Partir Coração”, que conta com a colaboração de EMMVR. O tema marca mais um passo na sequência de edições regulares que o artista traçou para 2026, sucedendo aos lançamentos de “Essência” e “Fotografia”.
Nesta nova etapa, AGIR explora uma sonoridade que cruza o universo pop com a estética urbana, mantendo a identidade que caracteriza o seu percurso enquanto uma das maiores referências da sua geração e pioneiro da música urbana em Portugal.
O novo tema “Partir Coração” inverte a narrativa comum do desgosto amoroso, transformando a desilusão num exercício de autoconfiança.
Com um refrão que se fixa facilmente, o tema cria uma atmosfera noturna que convida à escuta sucessiva.
Esta colaboração com EMMVR reforça a aposta de AGIR em partilhar o seu universo criativo com novas vozes, com foco na consistência que tem definido este seu novo ciclo de trabalho.
O single já se encontra disponível em todas as plataformas. O vídeo oficial que acompanha o lançamento pode também ser visto no canal de YouTube de AGIR.
JÚLIA MESTRE | Afim de Verão
Júlia Mestre apresenta o seu novo single “Afim de Verão”, um tema leve e envolvente que transporta consigo a atmosfera, a nostalgia e a energia únicas do verão. Com uma sonoridade de inspiração vintage, o tema surge como um resgate das memórias vividas durante a estação, enquanto antecipa, com subtileza, a chegada de um novo verão.
“Afim de Verão” reforça a identidade artística de Júlia, marcada por uma fusão entre a pop contemporânea e referências clássicas da MPB, numa abordagem estética que tem vindo a destacar Júlia Mestre no panorama da música brasileira.
A par do novo lançamento, a artista regressa a Lisboa para um concerto no dia 13 de agosto, na Casa Capitão, reafirmando a sua ligação ao público português e europeu.
Recentemente anunciada como nova artista da Universal Music Group,
Júlia Mestre inicia agora uma nova fase da sua carreira, ampliando o alcance internacional do seu trabalho.
A artista conta já com três álbuns a solo, um álbum colaborativo e três EPs, tendo sido distinguida com um Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum de Pop Contemporânea em Língua Portuguesa.
Reconhecida pela sua versatilidade, enquanto artista, compositora, multi-instrumentista, produtora, atriz e diretora criativa, Júlia Mestre é certamente uma das mais relevantes criadoras da sua geração.
“Afim de Verão” já se encontra disponível em todas as plataformas digitais.
30/03/2026
EMMY CURL CELEBRA 20 ANOS DE CARREIRA COM NOVO SINGLE "ENCANTO"
A artista de Vila Real, emmy Curl, celebra 20 anos de carreira com o lançamento de “Encanto”, o primeiro single do seu novo álbum Pastoral 2.0, com edição prevista para o fim do verão de 2026. O disco surge como uma continuação conceptual do aclamado Pastoral, trabalho distinguido com o Prémio José Afonso em 2025.
Com Pastoral 2.0, emmy Curl revisita e reinterpreta histórias, simbolismos e dialetos de regiões remotas do interior de Portugal. O novo trabalho cruza música, antropologia cultural e uma espécie de abordagem arqueológica, procurando revelar tradições, narrativas e identidades que permanecem muitas vezes esquecidas ou marginalizadas.
“Existe um amor-próprio esquecido pela diversidade dentro da nossa própria cultura”, afirma a cantora, compositora e produtora. “Durante muito tempo houve uma pressão para que todos soássemos como pessoas de Lisboa. Se não falarmos assim, corremos o risco de sermos vistos como menos capazes ou menos sofisticados. Demorou 20 anos na indústria musical até eu finalmente lançar uma canção cantada no dialeto da minha região, Trás-os-Montes. Foi como reencontrar um velho amigo que me tinha feito falta durante muitos anos.”
O primeiro single, “Encanto”, é interpretado parcialmente em dialeto transmontano e combina instrumentos tradicionais com influências contemporâneas de jazz e fusão. Musicalmente, a canção reflete também a visão do movimento solarpunk, uma corrente cultural que imagina um futuro onde a humanidade vive de forma sustentável, em harmonia com a natureza e com as novas tecnologias.
O videoclipe de “Encanto” foi filmado no verão de 2025, poucos dias após um dos maiores incêndios florestais dos últimos anos na região do Alvão. A paisagem torna-se um poderoso símbolo de destruição e renascimento, explorando contrastes entre pureza e selvagem, tradição e modernidade, natureza e presença humana.
Na narrativa visual, surge a figura simbólica de uma virgem branca, associada à ideia de pureza na tradição católica, segurando uma bilha, objeto ligado historicamente às viagens, encontros e negociações nas aldeias da região de Vila Real.
A outra personagem é envolvida por uma Capa de Honra, com cerca de 150 anos, peça pesada de lã castanha e negra chamada burel que representa o orgulho cultural das regiões fronteiriças junto a Espanha e à Galiza, particularmente na zona de Miranda do Douro e também, como forma de dualismo, o patriarcado.
Num ritual simbólico nas montanhas do Alvão, a personagem coloca a bilha sobre uma pedra e inicia um processo de transformação. Num salto de fé, confia na magia das tradições e metamorfoseia-se numa figura inspirada nos Caretos de Podence — personagem colorida, coberta de franjas de lã e chocalhos, que encarna a dimensão pagã, festiva e ancestral das tradições do norte da Península Ibérica.
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