15/06/2026

HOLUZAM REEDITA "OFF OFF" DOS TELECTU

A Holuzam reedita o duplo álbum "Off Off" dos Telectu.Lançamento a 19 de Junho em vinil e digital. Vinil replica a edição original com uma serigrafia de António Palolo. É um poster, com imagem em ambos os lados, com grandes proporções (69.7cm x 62.30 cm) e dobrado para caberem os dois LPs. Os inserts também são serigrafados. 

O duplo álbum "Off Off" foi, em 1984, expressão precoce da edição independente de música em Portugal. Tal circuito era pura e simplesmente inexistente, 10 anos após o 25 de Abril, tudo ainda meio a aprender como se fazia o resto para além da música e a ganhar coragem ou propósito para o fazer. 

Num percurso de conflito e desencanto com a cena musical (popular tanto quanto erudita), de insistência baseada na crença do valor da música que produziam, Jorge Lima Barreto e Vítor Rua decidem nesse ano financiar, gravar, produzir, editar e vender um álbum com total independência em relação a estruturas externas. 

Num período em que António Palolo era praticamente o terceiro elemento do grupo, o seu trabalho com a capa ganhou uma espécie de estatuto de equivalência com a música, ou seja, pretendeu-se um objeto-disco que representasse o espectro de interesses e interações do Telectu. 

Serigrafia XL executada no atelier de António Inverno, com dobras e cortes complicados para poder conter no interior os dois discos. Inspiração nas capas da série Gramme do GRM, discos com curadoria de François Bayle e que se encontravam em Lisboa na livraria Buchholz. Off Off, dividido em quatro partes com títulos identificativos, mostrava as diferentes plataformas nas quais a música de JLB e VR evoluía: performance ("Diagonale"), concerto ("Anarké"), teatro ("Cornucópia") e vídeo ("Palolo"). 

Nas notas de capa, o grupo encorajava a utilização da sua música em situações particulares por quem assim o desejasse. Concretizado, o álbum permanece como o documento mais completo das atividades do Telectu, ao mesmo tempo também manifesto de intenções (basta ler o texto incluso) e portfolio de apresentação. 

Foi objeto único na cena musical, respeitado por certa crítica (pelo menos a que teve publicação na imprensa + o apoio do Som da Frente na Rádio Comercial) mas largamente incompreendido no mundo real, 500 exemplares para o mercado, com certeza nem todos vendidos mas, ainda assim, de acordo com Vítor Rua, o único disco em que Telectu ganharam algum dinheiro. 

Com o avanço dos anos, depois décadas, foi submergido com aura de culto, reapareceu incompleto uma única vez em CD com edição Ananana que a ele juntou Belzebu. Refaz-se então o objecto em 2026, labor demorado de acerto na remasterização do som (António Duarte e Taylor Deupree), acerto nas cores para reprodução fiel da serigrafia original (Gonçalo Duarte e Hugo Soares, no estúdio Ruína), depois dobrada e cortada a preceito; capas interiores também serigrafadas e diferentes do original apenas no papel que não se desintegra.

GISELA MABEL | Madrid

14/06/2026

DUQUESA ESTREIA EM LISBOA

Depois da estreia este sábado no Primavera Sound Porto, Duquesa, apresenta-se na Casa Capitão (Lisboa), no próximo dia 16 de junho. A sessão das 22.00h já se encontra esgotada. Bilhetes à venda apenas para a sessão das 19.00h. 

Duquesa tem sido, desde a sua estreia em 2022 com o EP “Sinto Muito”, uma das mais relevantes vozes do Rap no Brasil. Com o primeiro álbum “Taurus” de 2024 essa relevância tornou-se uma certeza absoluta e a artista misturou rimas afiadas, flows versáteis e discursos poderosos sobre autoestima e a realidade de mulheres negras na cena musical. 

Temas como “99 Problemas” em parceria com MC Luanna, “Taurus” ou “Big D!!!” definiram todo um novo discurso, toda uma nova atitude na cena musical brasileira. Um ano depois, será com “Taurus, Vol.2” e singles como “Turma da Duq”, “Primeiro de maio (Gostosas Inteligentes)” e “Purple Rain” que a sua música vai chegar a um público mais vasto que a cena do rap. 

As portas abrem-se então a colaborações com artistas como Ludmilla e AJULLIACOSTA em “Energy” ou Carol Biazin em “Corações de Pedra”. Em agosto de 2025 sai então “SIX” que conta com os single “Fuso” que conta com mais de 50 milhões de streams no Spotify e “Number One”, “No Meu Club” ou “TÂOQUENTE”. 

Nos últimos meses, Duquesa tem integrado alguns dos mais importantes festivais no Brasil como The Town ou Virada Cultural e, já para finais de 2026, presença assegurada no Rock The Mountain e Primavera Sound São Paulo.

 

13/06/2026

PAULO BASTOS | Pequenas Histórias para Grandes Instrumentos

O novo CD da etiqueta Artway Records é centrado em música original criada para jovens intérpretes pelo compositor Paulo Bastos, o fundador da chamada Escola de Composição de Braga. “Pequenas Histórias para Grandes Instrumentos” é uma preciosidade artística e pedagógica dedicada a instrumentistas do primeiro ciclo do ensino especializado de música, com narrativas recheadas de sonhos e imaginação sem limites. 

São também pretextos para estimular a criatividade e o prazer de fazer música com emoção. Cada um dos nove ciclos gravados neste disco tem um protagonista diferente: o piano, o fagote, o clarinete, a harpa, o violino, o saxofone, o violoncelo, a guitarra e a flauta. Juntamente com as partituras publicadas pela Artway Editions, este é um contributo de valor inestimável para a pedagogia musical. 

O disco é lançado no dia 19 de Junho, em formato CD e nas plataformas digitais.

 

12/06/2026

BIANCA GISMONTI & MANUEL DE OLIVEIRA APRESENTAM NOVO PROJETO EM DIGRESSÃO IBÉRICA

Após uma bem-sucedida digressão pelo Brasil em março deste ano, o novo projeto de Bianca Gismonti e Manuel de Oliveira estreia-se agora em Portugal e Espanha. O encontro afirma-se como uma das mais singulares colaborações da música instrumental contemporânea entre os dois lados do Atlântico (Portugal e Brasil). 

Compositores e instrumentistas de carreira internacional e herdeiros de profundas tradições culturais, a pianista brasileira e o guitarrista português entregam-nos um universo autoral onde piano e guitarra desenham uma narrativa comum. Neste diálogo, a escrita de Gismonti — que cruza a tradição clássica, o lirismo impressionista e a pulsação polirrítmica brasileira — funde-se organicamente com a matriz ibérica e mediterrânica de Oliveira. 

Em palco, os dois artistas protagonizam um acontecimento de rara cumplicidade, emotivo e de forte impacto. Sem hierarquias, a música desenvolve-se como um contínuo sonoro onde a virtuosidade se eleva ao serviço da expressividade e da construção coletiva. 

A parceria, que se estreou no Festival Amajazz On (Belém do Pará) no final de 2025, já se encontra em processo de gravação de um álbum de inéditos. O lançamento está previsto para o primeiro semestre de 2027, reforçando este intercâmbio que celebra raízes partilhadas e uma estética profundamente contemporânea. 

Digressão Ibérica 2026: 

26 de junho | Fábrica Braço de Prata, Lisboa (Ensaio aberto) 

27 de junho | Festival MED, Loulé 

02 de julho | Sala Villanos, Madrid 

03 de julho | Festival MIMO, Guimarães (Participação especial do fadista Ricardo Ribeiro) 

04 de julho | Festival MIMO, Guimarães (Workshop) 

17 de julho | Festival das Artes QuebraJazz, Coimbra – Quinta das Lágrimas (Com ensemble de cordas e sopros dirigido por Carlos Garcia) 

18 de julho | Espacio Capitana, Huelva

 

ASTRONAUTA DESAPARECIDO | Engage Quantum Drive

Com a data de bordo de 10 de junho, o álbum “Engage Quantum Drive” marca o “reaparecimento” de Astronauta Desaparecido, o projeto dos irmãos Carlos Paes e Rui Eduardo Paes. Este é o regresso a um planeta distópico, onde a presa de ontem é o predador de hoje. 

O duo traz consigo uma nova bíblia profetizada por figuras como Sun Ra, Stockhausen, John Balance e Pauline Oliveros. Mas atenção: quando se perceber que nem estes nos salvam, será hora de os ver fugir de novo rumo ao cosmos. 

Astronauta Desaparecido | Engage Quantum Drive 

ANTI-DEMOS-CRACIA 

ADC158JUN2026 

Formato: CD Digipack 

Edição: 100 unidades

PZ | Põe-te a Milhas (feat. Margarida Campelo)

Entramos naquela altura do ano de nos pormos a milhas, longe daqui, longe da vista, longe das bestas idiotas, dos fretes, dos gajos que fazem cara de mau à espera que digamos “WOW”. Entramos naquela altura do ano de termos tempo para nós, tempo para a família ir de férias apanhar sol na moina e refrescar ideias. 

“Põe-te a Milhas” marca o miolo do “Álbum de Família” de PZ com uma performance memorável da Margarida Campelo e a sua voz inconfundível, estranhamente familiar. "Põe-te a Milhas" evoca uma certa nostalgia por um lugar melhor, longe daqui, longe da vista. 

O videoclip foi realizado, mais uma vez, por Vasco Mendes, mas desta feita com a colaboração dos alunos do primeiro ano da ESAD (Escola Superior de Arte e Design) que deram asas à sua imaginação para ilustrar e animar as imagens que, como sempre, foram captadas na sessão de gravação que teve lugar nos estúdios Arda. 

A música contou ainda com Leandro Leonet na bateria e com uma aparição especial de Luís Ruvina a desbundar num órgão Hammond que já lhe pertenceu.

 

MARIA LEITÃO | Para Onde Vão As Coisas Perdidas

Depois da apresentação dos singles "Naquela Noite", "Mais Um Dia", Maria Leitão revela finalmente Para Onde Vão As Coisas Perdidas, o seu projeto de estreia. 

O EP apresenta sete temas originais que consolidam uma identidade artística singular e afirmam uma das vozes mais promissoras da nova música portuguesa. Integralmente composto por Maria Leitão, este trabalho nasce de uma relação íntima com o piano, instrumento que acompanha todo o processo criativo da artista. 

As canções, escritas em português, exploram com sensibilidade temas como a memória, a ausência e a passagem do tempo. Com uma linguagem musical simultaneamente delicada e sofisticada, Para Onde Vão As Coisas Perdidas revela uma compositora atenta ao detalhe, capaz de transformar experiências pessoais em narrativas universais. 

Esta atenção ao detalhe prolonga-se até ao próprio título Para Onde Vão As Coisas Perdidas, cuja possível natureza interrogativa ou afirmativa é deixada à interpretação do ouvinte, que poderá pontuar a frase da forma que lhe fizer mais sentido. A produção do EP esteve a cargo de Marcelo Camelo, aclamado músico e produtor brasileiro, vencedor de um Grammy Latino e nomeado por seis vezes para os Grammys. 

A colaboração entre os dois artistas contribui para uma sonoridade elegante e intemporal, onde cada elemento surge ao serviço da canção e da emoção que a atravessa. Com formação em música clássica e jazz, Maria Leitão construiu um percurso artístico sólido que se reflete na maturidade das suas composições. 

Nos últimos anos, tem vindo a conquistar público e crítica através da força das suas interpretações ao vivo, como o seu primeiro concerto com casa cheia no Musicbox, em Lisboa, e a primeira parte do concerto de Gisela João no festival Jazz nas Vilas 2025.

 

11/06/2026

UHF | RockinRio.PT

Os UHF lançam a 12 de junho o novo single "RockinRio.PT", uma canção inspirada pela participação da banda no palco dedicado à histórica "Turma de 79", iniciativa com curadoria dos Xutos & Pontapés no Rock in Rio Lisboa. 

Mais do que uma simples homenagem ao festival, "RockinRio.PT" surge como um registo artístico de um momento marcante na longa carreira dos UHF, transformando uma experiência vivida em palco numa nova criação original. A génese da canção nasceu do convite endereçado à banda para integrar esta celebração da geração fundadora do rock português, um desafio que despertou em António Manuel Ribeiro a necessidade de eternizar esse momento através da composição. 

"O convite surgiu, a ideia da curadoria dos Xutos & Pontapés sobre a 'Classe de 79', e começou a bulir comigo. É quando lanço a mim próprio desafios e me observo a trabalhar. A escrita foi surgindo, reescrita como o escultor muda as formas iniciais da pedra (rock). Apenas o refrão, versos e melodia eram transferidos para uma nova abordagem. Não sei se voltaremos a ser convidados para o Festival Rock in Rio, por isso decidimos marcar a nossa passagem pelo palco das lendas com uma canção original. É por isto, e outro mais, que se escrevem canções: marcar o tempo." (António Manuel Ribeiro) 

O lançamento antecede também o regresso da banda ao Rock in Rio Lisboa, onde os UHF atuarão no próximo dia 27 de junho, no Palco Music Valley, integrando o Legends Day, ao lado dos Xutos & Pontapés, GNR e dos Jáfumega, num encontro que celebra algumas das mais importantes bandas da história da música portuguesa. 

Com mais de quatro décadas de carreira, os UHF continuam a afirmar a sua capacidade de transformar acontecimentos, memórias e experiências em novas canções, mantendo vivo o espírito criativo que os tornou uma das bandas mais influentes da música portuguesa. "RockinRio.PT" estará disponível em todas as plataformas digitais a partir de 12 de junho.

10/06/2026

INÊS SANTOS | Tranças

Inês Santos lança hoje o videoclipe de "Tranças", single de avanço do quarto disco de estúdio, financiado pelo fundo cultural da SPA e que tem como objetivo principal a promoção dos Cordofones tipicamente Portugueses (viola braguesa, viola campaniça, viola toeira, viola da terra, entre outros). 

Tranças nasce das memórias que trago da minha Avó Emília, na Casa do Minho. Das mãos trabalhadoras e as tranças longas que carregavam histórias, força, dor e amor. É uma homenagem às mulheres que nos antecederam e à herança que nos molda, mesmo quando o tempo e a distância nos separam", explica a artista. 

 A fusão entre a viola braguesa de Vasco Ribeiro Casais a.k.a Omiri e a bansuri indiana cria uma ponte entre culturas, unindo a tradição portuguesa à sonoridade do mundo numa canção íntima que cresce para um refrão vibrante e folk.

 

CARA DE ESPELHO | Livres Criaturas

“Livres Criaturas” é uma das canções que definem Cara de Espelho, o coletivo que reúne algumas das vozes mais distintas da música portuguesa contemporânea. 

Combinando tradições de cantores e compositores, influências folclóricas e uma abordagem moderna à narrativa e à performance, a banda cria uma linguagem musical única, enraizada na herança cultural, mas com o olhar firmemente voltado para o presente. Na sua essência, “Livres Criaturas” é uma reflexão sobre a liberdade humana, a vulnerabilidade e a identidade coletiva. 

Através de letras evocativas e uma paisagem sonora rica e orgânica, a canção explora as tensões entre individualidade e pertencimento, esperança e incerteza, convidando os ouvintes a uma experiência profundamente emocional e instigante. 

Musicalmente, a faixa combina elementos da música tradicional portuguesa, do folk urbano e da composição poética com arranjos cinematográficos que se desdobram com intimidade e grandiosidade. 

O resultado é uma composição atemporal que ressoa além das fronteiras culturais, capturando o espírito de um Portugal contemporâneo e, ao mesmo tempo, abordando experiências humanas universais.

“Livres Criaturas” é um exemplo poderoso da visão artística de Cara de Espelho: música que está enraizada na tradição, mas que não tem medo de desafiar, questionar e reimaginar o mundo ao nosso redor.

 

09/06/2026

ANA LUA CAIANO | Devagar Que A Vida É Curta

Devagar Que A Vida É Curta, é o nome do próximo álbum de Ana Lua Caiano, que sairá nas plataformas digitais e no seu formato físico (em CD e vinil) em novembro de 2026. 

Deste novo trabalho da artista ficámos recentemente a conhecer o single “Uma Vida A Menos”, que tem sido alvo de destaque tanto nos media nacionais como internacionais, tendo já passagens em rádios espanholas, francesas e britânicas. 

Devagar Que A Vida É Curta subirá a palco nas duas grandes cidades portuguesas no início do próximo ano. Estes espetáculos que passam no Lux Frágil (21/01) e na Casa da Música (28/01) fazem parte de uma digressão maior a arrancar a partir de novembro de 2026 e que promete muitas mais datas tanto em Portugal como em vários países Europeus, tudo a anunciar em breve. Estes dois concertos contarão com novo alinhamento e uma nova mise en scene que contará com renovadas abordagens cénicas, de luz e de arranjos. 

Entre drum machines, gravações de campo e sons do quotidiano, o novo concerto torna-se um espaço de tensão e descoberta, onde a música se abre a temas sociais urgentes e a uma abordagem simultaneamente progressiva e transgressora. A nova música de Ana Lua Caiano é simultaneamente ancestral e futurista, íntima e política, inquietante e viva. 

Os bilhetes para estes dois primeiros concertos já se encontram disponíveis e à venda nos locais habituais e no digital.

Ana Lua Caiano continua na estrada nos próximos tempos, estando nestes dias em atuações na Croácia e depois passando por Espanha, Itália e Reino Unido, onde atua no WOMAD. Em Portugal a artista atua nos próximos meses em localidades como Almada, Cartaxo, Matosinhos e Cascais (Ageas CoolJazz).

 

PEDRO MOUTINHO | Agenda

08/06/2026

UNA LENGUA INFINITA | The Home of Love

Una Lengua Infinita acaba de lançar The Home of Love, nova peça musical criada em colaboração com o poeta Francisco Garzón Céspedes e o compositor e intérprete Nafise Amin. 

A música é construída em torno de um texto profundamente humanista que reflete sobre o amor como espaço de cuidado, lealdade e integridade interior. O lar do amor, sugere o poema, não é um lugar externo, mas algo ser protegido dentro de cada indivíduo. 

A música foi composta por Nafise Amin, que também interpreta a peça junto com músicos do Irão, alguns dos quais vivem atualmente no exílio na Turquia. A produção é de Una Lengua Infinito. A mixagem e masterização ficaram a cargo de Jan Stahlmann.

O texto original em espanhol foi traduzido para farsi, reforçando a dimensão intercultural da o projeto e sua intenção de construir pontes entre linguagens, sensibilidades e vivências experiências. 

Nas palavras de Nafise Amin: “Junto com Una Lengua Infinita criamos uma música que fala de amor e da saudade de um mundo mais brilhante, livre de tristeza."

 

MANILA | Tou Mal

Os MANILA apresentam “Tou mal”, o novo single que sucede a “Formigas” e que surge como segundo avanço do álbum de estreia da banda. O tema já se encontra disponível em todas as plataformas digitais. 

Depois de um primeiro single que explorava a ansiedade através de uma construção pop marcada pela tensão, “Tou mal” desloca o foco para um registo mais noturno e introspetivo, sem abdicar da dimensão rítmica que caracteriza o grupo. 

A canção afirma-se como um tema funky, assumidamente pop, construído com apontamentos de disco e neo-soul. A génese do tema parte de um riff funk improvisado, desenvolvido posteriormente num registo em live take, opção que contribui para uma sonoridade retro-moderna, onde grooves de matriz vintage se cruzam com uma produção contemporânea. 

A música e letra são assinadas pelos MANILA, com produção e mistura de João Sampayo, gravação conduzida por Miguel Peixoto nos Namouche Studios e masterização de Miguel Sá Pessoa. Liricamente, “Tou mal” habita o espaço da noite. A canção desenvolve-se em torno do desejo de desaparecer sem sair do lugar, de estar presente mas deslocado, invisível por escolha e não por ausência.

A narrativa centra-se numa figura que abdica da necessidade de se justificar, fazendo as pazes com o que carrega e encontrando equilíbrio na própria confusão. Nesse processo, constrói uma frequência íntima e reconfortante, onde referências como Jobim ou Rita Lee coexistem com a ideia de liberdade - a possibilidade de simplesmente fazer o que se quiser. 

O resultado é uma faixa dançável, marcada por um peso descomplicado que a banda tem vindo a afirmar como parte da sua identidade. “Tou mal”, mas ‘tass bem’ - uma frase que sintetiza o tom ambíguo entre aceitação e descompressão que atravessa o tema. 

O lançamento é acompanhado por um videoclipe realizado e editado por Carmo Braga da Costa, vocalista da banda, prolongando visualmente o universo do single. 

Formados por Gerard Torres (teclas), Ricardo Pedrosa (baixo), Carmo Braga da Costa (voz), João Serra (guitarra) e Zé Lobo da Costa (bateria), os MANILA têm vindo a construir um percurso no universo do alt pop português, cruzando influências de soul, jazz e R&B com uma escrita direta e emocional.

 
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