16/05/2026

HUMBERTO LANÇA "MAU TEATRO" EM VINIL

Depois da edição digital lançada em 2025, Mau Teatro ganha agora uma edição em vinil que expande o universo íntimo, político e cinematográfico criado por Humberto ao longo do disco. 

Com selo Omnichord em co-edição com a Matéria do Absurdo, o vinil conta com design de Paulo Mariz e fotografia de capa de João Hasselberg. 

Humberto lançou em outubro de 2025 o álbum de originais Mau Teatro. Com uma sonoridade indie-folk, popular, influenciada pela música tradicional e fado, Humberto propõe-nos um álbum com várias peças inspiradas no absurdo quotidiano - na esfera da política e nas relações amorosas.

PROJETO LADISLAU | Virou Paixão

O trio brasileiro Projeto Ladislau começa 2025 com uma mistura contagiante de pop e uma dose de descontração, trazidos pela sua mais nova música: "Virou Paixão". O som brinca com os contrastes, trazendo em uma letra leve e divertida o início de um romance através de situações quotidianas e inusitadas – como a dúvida entre um churrasco e um sushi para o primeiro encontro. 

A história, que começa de forma casual com olhares trocados, rapidamente se transforma em uma paixão avassaladora. Com melodia pop envolvente, "Virou Paixão" fala sobre como o destino pode nos surpreender de maneiras inesperadas, e como uma simples atitude pode gerar uma conexão verdadeira, que vai muito além de um desejo momentâneo. 

Com um tom leve, mas cheio de sentimento, a música captura o encantamento de um amor que vai se revelando, entre um churrasco e um sushi, e se tornando mais forte do que poderia parecer. Não apenas mais uma canção de amor, "Virou Paixão" é uma celebração da magia de se apaixonar espontaneamente, e promete conquistar o público com seu ritmo envolvente e letra divertida, ideal tanto para quem gosta de uma boa história de amor como para quem curte toques de humor e leveza.

 

BRENO GÓES | Essa Coisa Que Não Pára

“Dobra 2” do brasileiro Breno Góes abre com “Essa Coisa Que Não Para”, música picante e bem-humorada que fala sobre um casal que caiu na monotonia e decidiu abrir a relação. A tal coisa que não para, do título, é exatamente o desejo. 

O desejo é o que nos leva a múltiplas experiências afetivas muito loucas, e talvez a maior loucura seja viver monogamicamente com uma pessoa. A letra explora isso tudo, e a melodia tenta ser uma montanha russa, expressando a inconstância de ânimos típica das pessoas desejantes. 

É um bolero, mas há quebras rítmicas para outros estilos, como o ska e o tango. Aliás, os mais fanáticos estão convidados a procurar uma citação feita a Piazzolla no arranjo da música,” provoca Breno. 

A letra da canção cita, discretamente, a obra prima “Fullgás”, de Marina Lima e Antônio Cícero. É mais uma homenagem a Clarissa, companheira do compositor e musa da canção, que é fã incondicional de Marina. 

 

15/05/2026

ADRIANO: A OBRA

A Tradisom acaba de apresentar o livro "Adriano: A Obra", uma edição de capa dura com 175 páginas, fotografias, documentos raros e artigos de jornais + 5 CDs com a discografia completa de Adriano Correia de Oliveira. 

Este é um livro fundamental para conhecer de forma mais profunda o percurso musical de Adriano Correia de Oliveira, uma das vozes maiores da música portuguesa e da canção de intervenção. Muito para além da imagem do intérprete de voz singular que o grande público guardou na memória, este livro revela também o músico, compositor e instrumentista que Adriano foi, restituindo-lhe a inteira dimensão artística que tantas vezes permaneceu menos visível. 

Ao longo destas páginas, o autor, Octávio Fonseca, propõe uma revisitação cuidada de toda a carreira de Adriano Correia de Oliveira, analisando a sua obra disco a disco, cruzando escuta, reflexão crítica e o diálogo com textos de especialistas que se debruçaram sobre a sua música. 

Este trabalho distingue-se também pelo cuidado colocado na reconstituição e clarificação da discografia, corrigindo equívocos e datações erradas que se foram sedimentando ao longo dos anos. Com base em documentação entretanto conhecida e em fontes discográficas credíveis, o autor contribui para um olhar mais rigoroso sobre a evolução da obra de Adriano, reenquadrando-a no contexto do movimento de renovação da música popular portuguesa e da luta cultural e política contra a ditadura, bem como na defesa dos ideais de abril. 

Escrito com o entusiasmo e a atenção de quem escuta a música por dentro, este não é apenas um livro de consulta: é também um convite à redescoberta de uma obra maior da cultura portuguesa. Adriano: A Obra devolve-nos um artista completo e oferece ao leitor a possibilidade de acompanhar a leitura com a audição das canções, num percurso que ilumina a força, a beleza e a importância duradoura do seu legado.

BÁRBARA TINOCO EDITA HOJE DE SURPRESA NOVO ÁLBUM CHAMADO “HORMONAL”

“Hormonal”, o novo disco de Bárbara Tinoco, já se encontra disponível em todas as plataformas digitais, conta com 17 faixas e tem já hoje disponível para todas as rádios o single “10MIN △”. Um disco conceptual que atravessa amor, maternidade, separação, desejo, identidade e as múltiplas contradições emocionais de ser mulher, contado quase como um diário aberto à sua filha, Masha. 

Ao longo do disco, Bárbara Tinoco constrói uma narrativa contínua, feita de ligações líricas entre canções, referências cruzadas e símbolos emocionais que se repetem, num trabalho pensado para ser ouvido do princípio ao fim. A sonoridade do álbum afasta-se frequentemente do imaginário mais previsível associado à artista, sem nunca perder a sua identidade enquanto autora. Entre ironia, vulnerabilidade e consciência emocional, “Hormonal” assume-se como um dos trabalhos mais pessoais da carreira de Bárbara Tinoco. 

O álbum conta ainda com participações de Mari Froes, no tema “Tem Lá Uma Tristeza”, lançado há alguns meses como single isolado, mas que se revela agora uma das peças mais simbólicas e centrais de todo o disco, e Carolina Deslandes, duas artistas que, como a própria Bárbara descreve, “lhe fizeram companhia no pós-parto”, acrescentando ao álbum uma dimensão ainda mais íntima e afetiva. 

Bárbara Tinoco irá apresentar o novo disco em digressão, de norte a sul do país, ao longo deste verão e, em janeiro de 2027, arranca a tour “Tem Lá Uma Tristeza – Cordas em Concerto”, na qual se apresentará num formato inédito para a artista, com dois violinos, duas violas, um violoncelo e um contrabaixo.

MIMICAT ATUA ESTE DOMINGO NA TAÇA DE PORTUGAL FEMININA DE FUTEBOL

Mimicat apresenta-se este domingo, dia 17 de maio, na Final da Taça de Portugal Feminina de Futebol. A convite da Federação Portuguesa de Futebol, a cantora e compositora vai interpretar o Hino Nacional e apresentar o novo single, "A Minha Gente", num momento simbólico com uma produção cuidada, que contará com a participação de 30 bailarinos. O jogo entre o Benfica e o FC Porto e a atuação ao vivo serão transmitidos em direto pela RTP1, a partir das 17.00h, a partir do Estádio Nacional, em Lisboa. 

Já disponível em todas as plataformas digitais, 'A Minha Gente' representa precisamente a mensagem que a Federação Portuguesa de Futebol pretende transmitir. Escrita por Mimicat e composta e coproduzida com Filipe Survival (SYRO, Bárbara Tinoco, INÊS APENAS) e Duarte Carvalho (Madonna, Anitta, Bispo), a canção Pop inspirada em R&B e Soul presta homenagem às raízes, à família e à comunidade que moldaram e inspiraram o seu percurso pessoal e artístico. 

Cresci livre e com valores vincados, numa rua em que toda a gente me conhecia, no seio de uma família grande, intensa e sempre próxima. Cresci e evolui mas cada vez mais abraço esta que afinal é a herança portuguesa. A minha família é só uma amostra do povo português. Esta canção é uma homenagem, através de uma mensagem muito portuguesa", afirma Mimicat.

14/05/2026

RITA FIGUEIREDO | O Equilibrista

Após o lançamento do EP "Meus Labirintos" (disponível em todas as plataformas digitais), a cantautora brasileira Rita Figueiredo apresenta o videoclipe da faixa "O Equilibrista". A nova produção reforça a faceta autoral de Rita que, além de compor e cantar, assina a direção e a produção de seus próprios audiovisuais. 

"O Equilibrista" é uma das joias inéditas do EP, fruto de um feliz reencontro da compositora com gravações guardadas há mais de 20 anos. A canção faz parte de um conjunto de obras que flertam com o blues, o folk e a MPB, marcando também uma celebração especial: os 10 anos de lançamento de seu primeiro disco, Brasilis. 

A faixa conta com a produção musical refinada de Webster Santos, responsável também por toda a instrumentação (violões de nylon e aço, guitarra e baixo). Webster — parceiro de longa data de nomes como Zélia Duncan, Zizi Possi, Chico César e Mônica Salmaso — criou a moldura ideal para o timbre firme e brilhante de Rita, unindo a crueza do folk ao refinamento da MPB. 

No vídeclipe de "O Equilibrista", Rita explora visualmente o conceito de equilíbrio e as temáticas atemporais do EP por meio de uma estética intimista. Aqui, o equilíbrio não é apresentado como um estado de perfeição estática, mas como um exercício contínuo de persistência diante do erro. A letra explora o esforço invisível de lidar com os próprios abismos, sugerindo que a verdadeira coragem reside no ato de tentar, mesmo sob o risco da queda. 

Essa narrativa ganha camadas visuais através de uma animação autoral assinada pela própria artista. Os desenhos dão forma a sentimentos abstratos: o personagem flutua e transforma-se em cenários que espelham turbulências internas, convidando o espectador a encarar suas próprias oscilações com mais delicadeza e menos julgamento.

 

CAETANA | Só Mais Um Minuto


"Só Mais Um Minuto" é o primeiro single da artista do Porto Caetana, que começou por ser apenas guitarrista mas depressa percebeu que na composição estava o seu caminho também, e na junção da voz e da guitarra criou este tema. 

Foi junto do produtor João André que deu passos onde se destacou, colaborando com artistas como Rita Rocha, Carolina de Deus, Nena, Miguel Araújo e os Quatro e Meia. Também esta experiência a levou a elevar a sua capacidade de criar as suas composições e nasce da co-produção de João André e João Só, ‘Só Mais Um Minuto’, um single bastante despido, num Pop português envolvente, escrito na totalidade pela artista. 

Esta canção é, nas palavras de Caetana, “uma tentativa de parar o tempo”, onde explora a sonoridade da guitarra acústica, a simplicidade da sua voz e a envolvente, frágil e ténue linha entre a amizade e o amor. É uma canção que fala sobre uma relação que nunca chegou a começar. 

Com uma letra simples, mas impactante, “fala sobre pedir mais tempo à tal pessoa, por quem nos apaixonamos, antes de nos apercebermos de que não iria resultar. Enfrenta a dor de um amor correspondido, mas demasiado racional”, acrescenta a artista. ‘Só Mais Um Minuto’ é um convite para refletir sobre a coragem de saber deixar ir, mesmo que presa a um passado no qual imaginou um futuro. Com um tom nostálgico e melancólico, Caetana apresenta uma sonoridade que vive entre o Pop português e arranjos contemporâneos. 

“Só Mais Um Minuto” é o primeiro single daquele que será um projeto refletor da caminhada da artista ao longo dos últimos anos. A artista admite ver a guitarra como uma extensão dela própria, sendo este o instrumento que sempre a acompanhará, tal como a vontade de explorar diferentes sonoridades. 

Caetana inicia agora o seu caminho, com ‘Só Mais Um Minuto’, a sua primeira marca no panorama musical atual. O primeiro single da artista encontra-se agora disponível em todas as plataformas digitais.

 

HADES SERAPIS | Into Heaven

Hades Serapis, artista, produtor e participante do The Voice Portugal 2023, lançou a 24 de Abril o seu single de estreia Into Heaven, disponível em todas as plataformas de streaming. A faixa, que mistura EDM, Rock, House e Ópera com Pop de forma grungy e raivosa, é o primeiro tema do seu álbum de estreia Interstellar Wet Dreams & Nightmares of Eternal Solitude. 

O videoclipe, realizado por Duartsy, foi lançado a 25 de Abril. Into Heaven é um comentário poético ao regresso do fascismo no mundo e aos mecanismos que procuram suprimir comunidades. A música foca-se na dinâmica de poder criminosa que oprime enquanto se apresenta como moralmente suprema, mantendo-se suficientemente ambígua para ser aplicada também a situações abusivas ou de falta de controlo pessoal. É uma ode aos que sobrevivem o dia para ver o próximo num mundo que os quer mortos. 

O projeto que agora se apresenta mostra Hades Serapis como uma figura alienígena e mística que fala de sonhos repletos de êxtase e pesadelos que obfuscam o seu entendimento da realidade e a sua autoconfiança. Um anjo, uma fada, um demónio e algo humano – Hades procura também explorar com este projeto os confins da expressão de género e a quebra de normas. 

Into Heaven é a faixa mais eletrónica e mais política do álbum. O seu tom cru e agressivo convida todos os oprimidos a apontar o dedo a quem verdadeiramente oprime em vez de uns aos outros. O videoclipe, gravado por Duartsy e editado pelo Hades, complementa a mensagem da música com uma estética visual crua e simbólica, alinhada com a identidade visual do projeto.

PAUS DESPEDEM-SE NO MISTY FEST

13/05/2026

MARIANA DIONÍSIO | Mythological Portraits

Mariana Dionísio apresenta o seu mais recente trabalho e o primeiro álbum do ensemble vocal Leida, com edição pela Artway, Mythological Portraits, uma obra singular que expande os limites da voz e da composição contemporânea. Concebido como um instrumento de oito vozes, Leida propõe uma abordagem inovadora à criação musical, onde cada peça se estrutura a partir de premissas rigorosas de parametrização e limitação, dando origem a sub-instrumentos autónomos. 

Nestes sub-instrumentos, intérpretes improvisam ou interpretam as composições, guiados por um gesto que convoca objetos sonoros dentro de um sistema plástico, parametrizado e emancipado. O resultado é uma linguagem musical em constante mutação, onde a estrutura e a liberdade coexistem num equilíbrio delicado. Gravado na Igreja de Santa Clara de Vila do Conde, entre 30 de julho e 3 de agosto de 2024, e na Igreja Matriz de Loures, entre 27 e 29 de janeiro de 2025, Mythological Portraits inspira-se no movimento literário do realismo mágico. 

A obra constrói-se num tempo próprio, moldando-se ao espaço acústico onde é executada, absorvendo as suas características e acolhendo a presença figurativa de entidades imaginárias que habitam o universo sonoro criado. 

O ensemble Leida conta com Mariana Dionísio na voz, composição e direção musical, acompanhada por um ensemble vocal constituído por Mariana Dionísio, Leonor Arnaut, Beatriz Nunes, Filipa Franco, Nazaré da Silva, João Neves, Hugo Henriques, Diogo Ferreira, Henrique Coelho e Beatriz Gomes. Participam ainda João Pereira, Bernardo Tinoco e João Carreiro, responsáveis pelos assobios que enriquecem a paleta sonora da obra. 

Mythological Portraits afirma-se como uma experiência imersiva e sensorial, onde a voz se transforma em matéria viva e o espaço em parte integrante da composição, convidando o público a atravessar um território onde o real e o imaginário se entrelaçam.

 

AFONSO CABRAL LANÇA NOVO SINGLE "DANÇA COMIGO NA ILUSÃO"

O cantautor lisboeta edita um novo single, “Dança Comigo na Ilusão”, uma canção que assinala e dá voz aos atuais tempos de incerteza e agitação social que vivemos. Cantar para espantar os males? Neste caso é mesmo para vivê-los. “Dança Comigo na Ilusão” viaja por uma sonoridade indie pop/rock descontraída, enquanto a letra revela algum desespero quase apocalíptico, com um refrão a garantir que “o pior está para vir”. 

É desta dualidade que vive o novo single a solo do vocalista dos You Can’t Win Charlie Brown, uma espécie de retrato da ansiedade contemporânea e uma tentativa de encontrar normalidade num mundo em tensão e constante ebulição. “Eu não sei se vocês andam com uma sensação de que isto vai tudo de mal a pior e o mundo está prestes a acabar. Eu ando. 

Não digo sempre, mas com alguma frequência - bem mais do que gostaria (que é nunca). Nem me vou alongar sobre as causas das minhas inquietações apocalíticas: acho que todos sabemos quais são - basta ligar a televisão ou pegar no telemóvel para sermos bombardeados com conteúdos ansiogénicos mais do que suficientes para perder alguma fé na humanidade”, refere Afonso Cabral sobre o contexto ao escrever a letra desta nova canção. 

No meio disto tudo, vamos prosseguindo com as nossas vidas: trabalhamos, cantamos, comemos, vamos ao cinema, dançamos... “Dança Comigo na Ilusão” é a resposta a esse sentimento estranho - uma tentativa do artista de se provar a si próprio que o desespero e a alegria podem conviver. Este lançamento é o regresso do artista aos originais depois de lançar em 2024 o seu mais recente disco em nome próprio Demorar, que contou com o selo louva-a-deus, editora e agência criada por Afonso Cabral em conjunto com Francisca Cortesão.

RITA ONOFRE APRESENTA "AINDA RESTA", NOVO SINGLE E VÍDEO DE BRUTA

Foto: Lucas Coellho

Depois da edição de BRUTA, o seu mais recente longa-duração lançado a 18 de março de 2026, Rita Onofre revela agora “ainda resta”, o novo single acompanhado por videoclipe, aprofundando o universo emocional e sonoro que marca esta nova fase da artista. 

BRUTA afirmou-se como um ponto de viragem no percurso de Rita Onofre, trazendo uma abordagem mais densa e texturada ao seu pop, com influências da eletrónica e do rock. Integralmente composto pela artista e com a colaboração de NED FLANGER (alter-ego de António Souto), o disco explora uma linguagem sonora mais crua e imersiva, onde a experimentação e a sensibilidade coexistem sem barreiras. 

O processo de criação e finalização do álbum coincidiu com uma mudança determinante na vida da artista: a sua mudança para Berlim. Este novo contexto trouxe ao disco uma dimensão adicional de deslocamento, reinvenção e procura por novas formas de viver e criar. 

Foi também na capital alemã que se terminaram as gravações vocais e se desenvolveram os conteúdos visuais do projeto, em colaboração com Lucas Coelho e Billy Verdasca, enquanto a identidade gráfica ficou a cargo da agência Desisto. Após a apresentação dos singles “sinto-te tão”, “crescer”, “vai e volta” e “bruta”, “ainda resta” surge agora como um novo capítulo dentro deste universo — mais íntimo, mas igualmente coletivo. 

Sobre o tema, Rita Onofre partilha: “ainda resta é uma tatuagem da amizade que não julga mas que acorda, que celebra e que chora em conjunto, a amizade que faz das semanas difíceis mais leves, e das vitórias, bailes inteiros. É para uma mulher a quem devo o meu mundo criativo, e para o grupo de amigos que nos rodeia. 

O cenário vai da Parede até ao Gerês, noites de copos e tardes de praia. E acompanha primeiros trabalhos, dúvidas sobre o IRS e desejos de um dia comprar uma casa. Espero que seja sobre todas as amizades que sustentam mais um dia, que melhoram uma vida. Sobre os ‘concílios de investigação’.”

 

RITA CORTEZÃO COMPLETA CARTAZ MUSICAL DO BONS SONS

Foto: Vera Marmelo

Rita Cortezão completa o cartaz musical do BONS SONS 2026, por ter vencido a 30.ª edição do Festival Termómetro deste ano, cuja final teve lugar no domingo em Lisboa. O concerto, em Cem Soldos, acontece no dia 7 de agosto, no Palco Giacometti. 

O primeiro registo de originais da artista lisboeta — tudo, um pouco, com o selo Discos Submarinos — foi lançado em novembro de 2025. Composto por dez canções da autoria de Rita Cortezão, o álbum foi co-produzido pela artista e por Benjamim. As composições nasceram no quarto de Rita — apenas com voz e piano — e ganharam nova vida em estúdio, no Louva-a-Deus, em Benfica. 

A final do concurso aconteceu no LAV - Lisboa ao Vivo e contou ainda com MONSTRO e Parque Império, como finalistas. A banda convidada foi Mães Solteiras, que vai também atuar no BONS SONS. Os bilhetes para o BONS SONS estão à venda por 60€ (passe geral - 4 dias com campismo incluído - 3.ª fase, limitado ao stock existente). Estão também disponíveis os bilhetes diários (35€, limitado ao stock existente).

12/05/2026

JORGE RIVOTTI | …As Tias no seu Melhor …O Bestofe em Longue Plei

…As Tias no seu Melhor… O Bestofe em Longue Plei é o novo álbum em Vinil de Jorge Rivotti, com edição marcada para 15 de maio. Esta colectânea — exclusivamente em formato vinil — reúne 10 temas interpretados em dueto com Samuel Úria, Zeca Medeiros, Manuel João Vieira, Donatello Brida e António Rivotti, entre outros músicos instrumentistas que dão vida ao disco. 

O alinhamento inclui Santa Apolónia, Vas’ilha, Vida de Gaveta, Fado do Bebedor, À Procura de um Perfume, Tolok, Fado Emaranhado, Rosinha Vem-te Comigo, Doce História e Dame Una Rosa — canções escolhidas a partir dos dois álbuns anteriores, …e outras canções que não quiseram ficar para Tias, volumes 1 e 2, editados em 2023 e 2025 pela AVM. 

Entre estas, destaca-se “Fado do Bebedor”, originalmente editada em Dias da Publicidade (2001), que regressa agora com um novo arranjo e um lugar de destaque nesta edição. É também o tema escolhido para o primeiro videoclipe da coletânea. Escolher canções para uma coletânea nunca é tarefa simples. Há as mais “queridas”, as que nos representam, e aquelas outras que, embora apaixonantes, ficam a meio caminho da decisão. 

E depois há a realidade prática: custos elevados para um álbum duplo, o editor a protestar porque “os tempos estão difíceis” e “a música não se vende”… enfim, o habitual cenário de bastidores. Ainda assim, foram estas as canções que sobreviveram às intempéries. Lutaram pelo seu espaço, reivindicaram direitos “audiolaborais” e afirmaram a legitimidade de serem ouvidas. 

As restantes aceitarão, com a serenidade possível, o seu lugar na prateleira mais terna do coração do autor. E se o formato é vinil, não é por isso que as canções são de plástico — são em plástico, sim, mas daquele que brilha. Um vinil colorido, pensado para iluminar os audiófilos nas suas emoções mais refinadas. Um verdadeiro bouquet na mediatização da música gravada e editada.

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