20/08/2026

BLAYA e MANGA LIMÃO LANÇAM “PAU SANTO”

Blaya junta-se aos Manga Limão para lançar o quarto single do próximo álbum Gingado Misturado. Um tema quente e dançante que cruza o universo provocador da artista com o groove tropical afro-pop da banda, num ritual de purificação feito de música, movimento e boas energias. 

Depois de “No Meu Tempo de Escola”, “Biri Bam Bam” e “Bate o Pé no Chão”, Blaya apresenta “Pau Santo”, o seu novo single e mais um capítulo de Gingado Misturado, o álbum que irá reunir diferentes fases, memórias e experiências da artista numa espécie de autobiografia cantada. Se os primeiros temas começaram por revisitar a infância, a família e o crescimento, “Bate o Pé no Chão” abriu a porta para uma dimensão mais energética e libertadora. 

Agora, “Pau Santo” dá continuidade a esse ritual de limpeza, mas fá-lo através de um groove tropical afro-pop, quente, envolvente e irresistivelmente dançante. O nome do tema parte de uma referência real: o pau santo, conhecido como “madeira sagrada”, é uma árvore nativa da América do Sul cuja madeira aromática é tradicionalmente utilizada em rituais de purificação, associado à limpeza energética e à criação de um ambiente de tranquilidade e bem-estar. É precisamente este imaginário de renovação que Blaya transporta para “Pau Santo”. 

No fundo é um convite à purificação do prazer, a deixar para trás as más energias, a permitir que o corpo ganhe o seu espaço para se mexer e o “pau santo” torna-se pretexto para esta celebração e libertação.

EXTRAMURALHAS 2026 | Leiria

Leiria volta a vestir-se de negro para receber mais uma edição do Extramuralhas, o festival gótico que continua a transformar a capital de distrito num ponto de encontro singular dentro do estilo e a sublinhar a cidade como uma referência europeia da cultura alternativa. 

A partir de hoje, 20 de Agosto, e até sábado, em vários locais emblemáticos e com mais de metade dos espetáculos de acesso gratuito, a edição de 2026 convoca nomes históricos e propostas emergentes que desenham um mapa fértil de diferentes geografias e linguagens musicais. 

Entre o Teatro José Lúcio da Silva, o Teatro Miguel Franco, a Igreja da Misericórdia, o Jardim Luís de Camões e o bar Paddock, escutam-se sonoridades que viajam desde o pós-punk ao darkwave, passando por subgéneros como coldwave, industrial, techno, synthpop, electrónica experimental e neofolk, de onde sobressaem os veteranos Chameleons, Moonspell ou IAMX, e os contemporâneos Selofan, Moaan Exis ou Dina Summer. 

Esta quinta-feira, o 15.º Extramuralhas arranca às 16.00h, no Teatro Miguel Franco, com a italiana Lili Refrain, que deixou lastro na edição de 2023, depois de ter enfeitiçado o público com a sua música e performance ritualística. À noite, pelas 21.00h, os Moonspell, a banda portuguesa mais internacional de sempre, apresenta o novo álbum Far From God – um trabalho no qual regressam ao universo gótico que definiu alguns dos momentos mais icónicos da sua vasta discografia – no Teatro José Lúcio da Silva.

SOFIA CAMARA | Best Friend

Sofia Camara, artista pop nomeada para um JUNO Award, lançou recentemente a sua canção mais devastadora até à data com “Best Friend”, um novo e poderoso single sobre a dor que surge quando o amor transforma para sempre uma amizade. 

“Best Friend” surge na sequência da sua estreia ao vivo no Rock in Rio Lisboa e no All Things Go, nos EUA, no início deste verão, onde rapidamente se tornou num dos momentos mais marcantes da atuação de Sofia. Em “Best Friend”, Camara explora uma dimensão do desgosto amoroso de que raramente se fala: a perda da amizade que existia antes de o amor complicar tudo. 

Coescrita com o cantor e compositor JP Saxe, juntamente com Ryan Marrone, Alex Sutton e TJ Whitelaw, e produzida pelo seu colaborador de longa data Mike Wise, a canção aborda a ideia impossível de que, por vezes, amar alguém significa aprender a deixá-lo partir. Sustentada pela interpretação vocal arrebatadora de Sofia e pelo arranjo de cordas de Will L’amoureux, “Best Friend” encontra uma beleza extraordinária na contenção. 

É sobre perceber que amar alguém significa querer o melhor para essa pessoa, mesmo quando já não fazemos parte da sua história”, afirma Camara. “Há pessoas pelas quais nunca deixaremos de estar gratos por termos conhecido, independentemente da forma como tudo termina”, refere a artista.

Enquanto Sofia continua a levar a sua música a públicos de toda a América do Norte e da Europa neste verão, “Best Friend” chega num ano marcante da sua carreira. Depois de atuações no All Things Go, Rock in Rio Lisboa, Pinkpop, Montreux Jazz Festival, Lollapalooza Berlin e ao lado dos Bastille no Cardiff Castle, a canção tornou-se já num dos momentos mais emotivos dos seus espetáculos ao vivo.

SARA CORREIA ESGOTA CONCERTO EM PARIS

2026 continua a ser um ano de grandes palcos e salas lotadas para Sara Correia. Depois de ter esgotado a MEO Arena, em março, na estreia da Tour Tempestade, agora um novo sold out internacional, em Paris, onde atua no icónico Folies Bergère, no próximo dia 19 de setembro. 

O concerto marca a estreia de Sara Correia em nome próprio no Folies Bergère e reforça a crescente dimensão internacional da artista, que este ano passou já por cidades como Londres e Madrid, com concertos no Barbican e no Teatro Real, e continuará a levar a Tour Tempestade a vários palcos internacionais. Em Portugal, a resposta do público mantém a mesma força. 

Sara Correia estreia-se em nome próprio na Super Bock Arena, no Porto, nos dias 7 e 8 de dezembro, com a primeira data já muito próxima de esgotar. Os dois concertos no Porto encerram um ano particularmente marcante para Sara Correia, depois de uma digressão que tem atravessado alguns dos principais palcos e eventos nacionais e internacionais. 

A artista editou Tempestade, o seu quarto álbum de estúdio, no final de fevereiro. Um disco que abriu um novo capítulo na carreira da fadista e que dá nome à tour que, ao longo de 2026, tem confirmado a crescente dimensão nacional e internacional de Sara Correia.

19/08/2026

QUE JAZZ É ESTE? ENCERRA 14ª EDIÇÃO COM CASA CHEIA E DE OLHOS NA NOVA GERAÇÃO

Foto: Luís Belo

Terminou a 14.ª edição do Festival Que Jazz É Este?, que de 8 a 19 de julho voltou a espalhar música por Viseu. De hospitais, lares e um estabelecimento prisional às ruas, aldeias e museus, culminando no grande fim de semana no Parque Aquilino Ribeiro. Fecha-se mais um capítulo de um festival que, ano após ano, continua a provar por que faz sentido existir: como projeto cultural de proximidade, criação e serviço público. Esta foi uma edição de públicos em crescimento. 

O parque encheu-se, as tardes de rádio ao vivo, mercado e conversas juntaram gente de todas as idades, e os concertos confirmaram aquilo que o festival tem vindo a construir: que há em Viseu um público disponível para o risco, para a descoberta e para o jazz nas suas formas menos previsíveis. Se há imagem que resume esta edição, é a do encerramento: Omar, uma das grandes vozes da soul britânica, a subir ao palco acompanhado pela Gira Big Band. Um artista de mais de quatro décadas de carreira e colaborações com nomes como Stevie Wonder ou Erykah Badu, ao alcance de todos, num concerto raro, o tipo de encontro improvável que só um festival como este proporciona, e uma oportunidade incomum de o ver passar por Viseu. 

Ficam também olhos postos na nova e promissora geração da cena jazz em Portugal e também passou pelo festival: jovens músicos da Gira Big Band, oriundos das filarmónicas e conservatórios da região, que cresceram dentro do festival ao longo de sucessivas edições e ocupam hoje o palco com uma maturidade impressionante; o baterista viseense Miguel Rodrigues e o seu Azul Piscina; o Hugo Santos Quintet, liderado por outro jovem baterista premiado que veio afirmar a sua própria linguagem; nos mais de vinte jovens participantes no 18º. workshop de jazz de Viseu vindos de várias escolas parceiras das regiões centro e norte. 

Uma geração que revela um espírito que é, ele próprio, a marca da casa: companheirismo, entreajuda e a vontade de descobrir e explorar em conjunto. É esta uma aposta que dá sentido a tudo o resto: formar, acompanhar e dar palco a quem faz a música acontecer. Todas as atividades mantiveram entrada livre, com apelo ao donativo consciente, por se acreditar que a cultura deve ser acessível, mas não gratuita por defeito. 

A realização da 14.ª edição contou com o apoio do Município de Viseu, parceiro fundamental para que o festival continue a afirmar-se, e de todos os que acreditam neste projeto.

 

ALEX LIBERALLI APRESENTA O ÁLBUM "MONTANHA RUSSA 33" NO PODCAST 33 ROTAÇÕES

Já está disponível para audição no Spotify o novo episódio do Podcast 33 Rotações. Alex Liberalli apresenta na primeira pessoa o seu disco de estreia a solo, "Montanha Russa 33", um álbum que celebra 33 anos de carreira da artista.
 

“HÁ MÚSICA NA CASA DA CERCA” 2026

O segundo concerto do ciclo Concertos ao Pôr do Sol é protagonizado pelo Ensemble do Hot Clube de Portugal e assinala a celebração dos 100 anos do nascimento de Miles Davis. O álbum “Kind of Blue” (1959) é unanimemente considerado como um dos mais importantes e influentes discos da história do jazz, continuando a ser um recordista de vendas até aos dias de hoje. 

Gravado em apenas duas sessões, em 1959, o álbum reúne um sexteto de músicos extraordinários e marcou uma nova era na evolução do jazz - em que Miles Davis abandonou a vertigem da velocidade e a complexidade harmónica do bebop e abriu a porta ao jazz modal, uma linguagem mais lírica, espaçada e com mais liberdade na exploração melódica. 

Reunindo cinco temas, todos da autoria de Miles Davis (dois deles em colaboração com o pianista Bill Evans), este conjunto de composições aparentemente simples são veículos perfeitos para o desenvolvimento de uma nova linguagem de improvisação. 

Este será um concerto de um sexteto de jovens talentos do jazz português associados ao Hot Clube, que se têm apresentado em vários projetos recentes. O espetáculo será comentado, o grupo irá executar as peças deste disco, mas também explicar um pouco a sua importância na história do Jazz. 

Maria Fonseca | trompete 

Mateus Oliveira | saxofone alto 

Vasco Pereira | saxofone tenor 

Rita Caravaca | piano 

Juliana Mendonça | contrabaixo 

Maria Carvalho | bateria

29 de agosto | Anfiteatro do Jardim Botânico (21.30h)

STONE DEAD | Alcobaça

Os Stone Dead regressam à cidade onde nasceram para apresentar, pela primeira vez em Alcobaça, o seu novo álbum “Milk”. O concerto acontece no próximo 29 de agosto (sábado), pelas 21.30h, no Anfiteatro do Jardim do Tribunal de Alcobaça, com entrada livre, e marca também o arranque da tour de apresentação deste novo disco. 

Editado pela Suburbia, editora alcobacense, “Milk” marca uma nova fase no percurso dos Stone Dead, afirmando uma evolução clara na forma como a banda escreve, constrói e apresenta as suas canções. 

Ao longo do álbum, os Stone Dead cruzam peso e subtileza, tensão e contenção, criando um equilíbrio entre impulso e reflexão. As canções revelam uma abordagem mais refinada e madura, sem perder intensidade, e percorrem temas como desejo, vulnerabilidade e desgaste, refletindo um lado mais exposto e introspectivo da banda. 

O resultado é um disco coeso e envolvente, simultaneamente denso, cinematográfico e inquieto. A apresentação em Alcobaça será o primeiro momento da tour de “Milk”, dando início a um percurso que levará os Stone Dead a diferentes palcos nacionais ao longo dos próximos meses, com destaque para cidades como Lisboa, Porto e Coimbra. Depois da passagem pela sua cidade de origem, a banda seguirá viagem para apresentar ao vivo este novo capítulo, levando consigo um álbum que representa uma nova etapa na sua história.

CARTAZ | Concerto

18/08/2026

FILIPE TAVARES | Discurso Direto

O Azores Burning Summer regressa à Praia dos Moinhos, no Porto Formoso, nos dias 28 e 29 de agosto. Com um percurso de mais de uma década marcado por distinções nacionais e internacionais, este Festival continua a afirmar-se como um dos projetos culturais mais relevantes dos Açores, cruzando música, natureza, sustentabilidade e comunidade num dos cenários mais emblemáticos da ilha de São Miguel. Filipe Tavares, diretor do Festival Azores Burnning Summer, é hoje meu convidado em "Discurso Direto".

Portugal Rebelde - Música, natureza e sustentabilidade, são estas as “coordenadas” para mais uma edição do Azores Burning Summer? 

Filipe Tavares - Sim, mas acrescentaria uma quarta coordenada: as pessoas. O Azores Burning Summer nasce da relação entre a música, a Praia dos Moinhos e a comunidade que nos recebe. A praia não é apenas o cenário do festival. O mar, o verde, a luz, o anfiteatro natural do Parque dos Moinhos e a proximidade dos moradores influenciam a escala, os horários, os acessos e a própria curadoria musical. Não podemos impor um festival àquele lugar; temos de o escutar e adaptar-nos às suas características. A sustentabilidade resulta dessa responsabilidade. Está no estacionamento periférico, no shuttle gratuito, nos veículos elétricos, nos copos reutilizáveis, nos ecopontos, nos sistemas de refill, na gestão de resíduos e na opção de não massificar o evento. Cerca de 80% do investimento é também direcionado para empresas dos Açores. Existe, depois, um cuidado permanente com quem nos visita. Não temos zonas VIP, porque queremos que todos façam parte da mesma experiência. Pensamos os acessos, o som, a restauração, a circulação e o conforto. A tenda de 800 metros quadrados do recinto principal permite acolher o público em caso de chuva, desde que estejam garantidas todas as condições de segurança. Queremos que as pessoas possam dançar, respirar, descobrir música e guardar uma memória feliz da Praia dos Moinhos. 

PR - Este festival continua a promover o encontro entre diferentes culturas em pleno território açoriano. Quer falar-nos um pouco da programação desta edição? 

Filipe Tavares - A edição de 2026 parte do Atlântico como espaço de encontro. A curadoria procura construir uma narrativa musical coerente, na qual cada artista dialogue com os restantes, com a Praia dos Moinhos e com a multiculturalidade do público. O festival reúne pessoas dos Açores, comunidades imigrantes residentes na ilha, residentes estrangeiros, visitantes nacionais e internacionais e um público fiel que regressa todos os anos. São pessoas com histórias e referências culturais diferentes, que partilham o mesmo espaço através da música. Essa diversidade é uma parte essencial da identidade do Azores Burning Summer. No dia 28 de agosto, o Palco Terra Nostra recebe Lura, Paulo Flores e Tabanka Djaz. Lura traz Cabo Verde e uma música onde a morna, o batuque e o funaná dialogam com o presente. Paulo Flores representa a força do semba angolano e uma escrita ligada à memória e à vida quotidiana. Os Tabanka Djaz afirmam o gumbé como expressão fundamental da identidade da Guiné-Bissau. Será uma noite com um significado especial para as comunidades africanas residentes nos Açores, mas também um convite para que todo o público descubra outras histórias, ritmos e identidades. No dia 29, abrimos outras geografias. Os Capitão Fausto cruzam pop-rock, psicadelismo e melodias que fazem parte da vida de uma geração. Zé Ibarra traz uma nova música brasileira, aberta à MPB, ao jazz, ao pop e à experimentação. Os Throes + The Shine unem Angola e Portugal através do kuduro, do rock e da eletrónica. Entre os concertos, o Palco KIA Tropical mantém a energia com vários DJ sets, incluindo Adrian Sherwood, uma referência internacional da cultura dub. A programação alterna entre os palcos, sem sobreposições, permitindo acompanhar todo o alinhamento. É um cartaz diverso, mas unido por uma mesma ideia: aproximar culturas, criar descoberta e fazer sentido naquele lugar. 

PR - Para além dos concertos, o festival apresenta um conjunto de iniciativas culturais, ambientais e comunitárias de acesso livre. Quer explicar-nos o que vai acontecer? 

Filipe Tavares - Esta programação é uma parte central do festival e permite prolongar a sua relação com a comunidade para além dos dois dias de concertos. O Cinema da Autonomia leva “A Viagem Autonómica” a várias freguesias da Ribeira Grande, aproximando diferentes gerações da história, da identidade coletiva e da açorianidade. O Cinema na Praia transformou a Praia dos Moinhos numa sala ao ar livre durante quatro noites. Todos os filmes foram realizados em ilhas do Atlântico e a programação reuniu três regiões da Macaronésia — Açores, Canárias e Cabo Verde — através de histórias sobre memória, território, criação e pertença. O Letras n’Areia, desenvolvido com a Livraria Solmar, reúne livros, leitores e diferentes olhares sobre os Açores. A literatura serve de ponto de partida para uma conversa sobre o mar, o turismo e a forma como as ilhas são vividas e observadas. Mantemos também o VIVE, dedicado à literacia em saúde e à promoção de hábitos de vida saudáveis, e o HABITAT — Crescer Sustentável, que aproxima as crianças do património natural marinho através de experiências educativas e do contacto com o conhecimento científico. Nos dias do festival realizam-se o Eco Market, dedicado ao ecodesign, ao artesanato e à reutilização de materiais, e a Expo de Veículos Elétricos. Os veículos apresentados são também utilizados no shuttle gratuito, permitindo ao público experimentar a mobilidade elétrica. O Moinhos Revival trabalha a memória afetiva do lugar e apresenta, este ano, o concerto “Volta ao Mundo em 80 Guitarras”, de Hector Belda OM. São diferentes formas de promover cultura, conhecimento e participação, sempre com acesso livre. 

PR - Para terminar, três boas razões para não perder a edição de 2026 do Azores Burning Summer. 

Filipe Tavares - A primeira é a música. São dois dias pensados como uma viagem atlântica entre Cabo Verde, Angola, Guiné-Bissau, Brasil e Portugal. Reunimos artistas consagrados e propostas que merecem ser descobertas, num alinhamento construído para ser acompanhado do início ao fim. A segunda é o lugar. Assistir a um concerto entre o mar, o verde e o anfiteatro natural do Parque dos Moinhos é uma experiência difícil de reproduzir. A escala do festival cria uma proximidade especial entre artistas e público, num ambiente simultaneamente íntimo, aberto e vibrante. A terceira é o cuidado colocado na experiência. A programação não se sobrepõe, o shuttle é gratuito, existem opções vegetarianas e veganas, não há zonas VIP e a tenda do recinto principal oferece abrigo em caso de chuva. A isto junta-se uma programação gratuita de cinema, literatura, saúde, educação ambiental, ecodesign e mobilidade sustentável. É um festival para ouvir, dançar, respirar e sair da Praia dos Moinhos com a sensação de ter vivido algo verdadeiramente especial.

INÊS CONDEÇO FAZ CONCERTO DE ABERTURA DE JOHN CARROL KIRBY

A pianista e compositora Inês Condeço faz o concerto de abertura para o norte-americano John Carrol Kirby no dia 11 de setembro na Igreja de St. George. A artista editou este ano o segundo álbum de originais, intitulado “The Space Between Birds”. 

Este disco segue uma viagem através do piano, sintetizadores e voz, entre ambientes angelicais e obscuros, e conta com a participação de Luís Fernandes e a masterização de Taylor Deupree (que já desenvolveu trabalho para artistas como Ryuichi Sakamoto, David Sylvian, entre outros).

TIAGO BETTENCOURT APRESENTA FOZ EM SESSÃO ESPECIAL COM O POEMA ENSINA A CAIR

Tiago Bettencourt junta-se ao podcast O Poema Ensina a Cair, de Raquel Marinho, para uma sessão especial dedicada a FOZ, o seu mais recente álbum, lançado em novembro de 2025. O encontro acontece no dia 17 de setembro, às 21.00h, nos Jardins do Bombarda, em Lisboa, numa sessão que combina conversa, histórias e música ao vivo, em formato listening session. 

Ao longo da noite, Tiago Bettencourt e Raquel Marinho irão conversar sobre FOZ, sobre as histórias que estão por detrás das canções e sobre o processo de criação de um álbum que continua a revelar-se com o tempo. A conversa será intercalada por momentos musicais ao vivo, numa apresentação próxima e intimista. “Há três ou quatro álbuns que deixei de ter pressa. Sei que a minha música chega mais devagar, não só a novos ouvintes, mas também a quem me acompanha há mais tempo. Para mim isso é um bom sinal”, explica Tiago Bettencourt. “Acredito que ainda descubro mundos novos dentro do meu mundo, que a cada disco sou outro e que cada um demora o seu tempo a dar-se a conhecer.” 

Lançado em novembro de 2025, FOZ continua o seu percurso entre concertos e ouvintes, em audições digitais e analógicas, deixando que cada canção encontre o seu próprio tempo para se revelar. “Nem Tudo é Mágoa” é o primeiro single do álbum a chegar às rádios. 

A sessão de 17 de setembro é, assim, uma oportunidade para conhecer FOZ por dentro, através das palavras de quem o criou, das histórias que deram origem às canções e da sua interpretação ao vivo, num encontro que cruza o universo musical de Tiago Bettencourt com o formato de conversa de O Poema Ensina a Cair.

17/08/2026

MOONSPELL | Far From God

O anúncio da segunda data no Porto acontece em plena tour europeia dos Moonspell, tendo a banda já atuado na Bélgica, Finlândia, Polónia e Alemanha, a que se seguirão passagens pela Turquia e Inglaterra. 

No próximo dia 20, estreiam-se no maior festival gótico de Portugal, o Extramuralhas. No final do Verão, os Moonsspell atravessam o Atlântico, como banda convidada dos Cradle of Filth, na tournée norte-americana que a banda inglesa vai realizar nos EUA e no Canadá, entre 29 de setembro e 28 de outubro, num total de 23 datas! 

Estas novidades, incluindo esgotar o concerto de apresentação de "Far From God" em Sintra, não são alheias à forma positiva como público e crítica têm recebido o 14º álbum de estúdio da banda, uma afirmação ousadamente bela e trágica do Metal Gótico na sua forma mais pura: obscuro, romântico, dramático e assumidamente pesado. "Far From God" está disponível em formato digital, CD, Vinil e Mediabook na Rastilho.

FESTIVAL DO CRATO ARRANCA A 25 DE AGOSTO

Está a chegar mais uma edição do Festival do Crato. Entre 25 e 29 de agosto, a vila alentejana volta a receber milhares de visitantes para cinco dias que juntam música, cultura, artesanato e gastronomia, num dos eventos de referência do calendário de verão nacional. Bispo, Slow J, Dub Inc, Veigh, Papillon, Soraia Ramos, Sara Correia, Delfins, Calema, Buba Espinho e Calum Scott estão entre os nomes que passam pelo palco do Festival do Crato em 2026. 

A programação prolonga-se pela madrugada com vários nomes da música eletrónica, entre os quais Kura, Karetus, Breyth e Zanova. As atividades arrancam já a 25 de agosto, com entrada gratuita, numa noite que antecede os quatro dias principais do Festival.

NÁSTIO MOSQUITO LANÇA NOVO SINGLE "HILÁRIO" E ANUNCIA O ÁLBUM "NO CAPITAL"

Nástio Mosquito assinala hoje o seu regresso às edições discográficas com o lançamento de “Hilário”, o primeiro single do seu novo álbum de estúdio, um "mixtape" intitulado “No Capital”. 

O tema já se encontra disponível em todas as plataformas digitais, acompanhado por um vídeo oficial disponível com legendas em português e inglês. A apresentação do projeto prossegue a 21 de agosto com o lançamento de “Mapa Cor de Rosa”, o segundo single do álbum e o primeiro deste novo trabalho a surgir em língua portuguesa. 

O álbum completo chega no dia 15 de outubro, com edição confirmada em formato digital e em vinil gatefold. O arquiteto cultural Nástio Mosquito trabalha entre performance, cinema, música e linguagem, criando condições artísticas para o autorreconhecimentos institucional e público.

 
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