06/05/2026

QUINTAS DA BOSSA | Lisboa

Em Maio, o atmosfera m Lisboa acolhe “Quintas da Bossa”, um ciclo de quatro concertos com os Couple Coffee a convidar o público a mergulhar no universo vivo e em permanente transformação da Bossa Nova. Mais do que revisitar um género histórico, este projeto propõe um diálogo profundo, informado e afetivo com a sua herança, cruzando tradição e contemporaneidade. 

Em “Quintas da Bossa”, o gesto artístico é assumidamente de reverência, revisitam se canções fundamentais da música brasileira, recriadas dentro da linguagem da Bossa Nova, revelando como este género continua a atravessar, influenciar e moldar a escrita musical de diferentes autores e épocas. Cada uma das quatro quintas feiras do mês de maio, sempre às 21.00h, no atmosfera m Lisboa, será dedicada à obra de um nome maior da música brasileira, numa viagem que evidencia a presença constante da Bossa Nova para além das suas fronteiras mais óbvias: 

07 de maio | Um abraço a Chico Buarque (com participação especial de Nancy Vieira) 

14 de maio | Com a paz de Gilberto Gil 

21 de maio | Com alegria a Caetano Veloso 

28 de maio | Um olhar de Rita Lee 

Integradas na programação regular do espaço atmosfera m, que se distingue pela diversidade cultural que cruza poesia, encontros literários, cinema, música pop, tradicional e clássica, exposições, entre outras propostas artísticas, e pela aposta continuada na criação artística contemporânea, as noites das Quintas da Bossa nascem da longa e consistente relação da banda de Luanda Cozetti e Norton Daiello com este repertório, em particular da experiência do álbum Young and Lovely (2008), gravado ao vivo para assinalar os 50 anos da Bossa Nova. 

Cada concerto constrói a sua própria narrativa, onde o repertório se reorganiza, se cruza e se transforma, criando noites únicas, marcadas pela proximidade com o público, pela partilha e por uma energia que convida à escuta atenta. 

Além dos Couple Coffee, o ciclo conta com um elenco residente formado por Djâmen, vencedor de um Grammy Latino, e Ruca Rebordão, conceituado percussionista. Este núcleo garante uma base sólida e flexível, capaz de sustentar leituras mais clássicas e, ao mesmo tempo, interpretações abertas e contemporâneas. 

A primeira noite conta ainda com a presença especial de Nancy Vieira, enriquecendo este diálogo musical com outras sensibilidades da música lusófona. Entrada: Gratuita, mediante inscrição através do e-mail atmosfera.m.lisboa@montepio.pt (limitada à capacidade do espaço e a um máximo de duas inscrições por pessoa).

GISELA MABEL | Milão

Criado em 2011, o Piano City Milano é um festival pioneiro que transforma a cidade num palco aberto. Através de uma rede de artistas, instituições e espaços, a música percorre Milão. 

Nesta edição, Gisela Mabel apresentará o seu concerto no GAM Piano Laghetto, nos jardins da Galleria d’Arte Moderna de Milão, no coração do festival. 

A artista levará a palco um concerto de piano solo com temas originais, onde influências do clássico, jazz e ritmos africanos se cruzam numa linguagem sonora cinematográfica e expressiva.

OWLMIGHTY | 753 Muted Actions

OwlMighty acaba de apresentar o seu mais recente single. Este lançamento põem em evidência profundidade emocional de uma abordagem cinematográfica à produção com base nume identidade criativa distinta. O projeto marca um passo significativo em frente, destacando a evolução artística. Ao ouvir-se esta faixa completa vive-se uma viagem através do som.

 

BALEIA BALEIA BALEIA | Agenda

05/05/2026

ZIGURFEST | Lamego

Quinze anos depois da primeira edição, o ZigurFest volta a Lamego para uma última celebração antes de uma nova fase, reunindo de 20 a 22 de agosto o melhor da criação contemporânea nacional num regresso às suas raízes.

ATLANTIQUE & SONS | Oh Caravela

Atlantiqe & Sons apresenta o seu novo tema original, “Oh Caravela”, uma fusão entre a tradição do Fado português e a energia contemporânea da música eletrónica. 

A música combina a melancolia expressiva da guitarra acústica e da interpretação vocal inspirada no Fado, com uma produção moderna assente num ritmo house. O resultado é uma experiência sonora que atravessa dois mundos: o da emoção profunda e intemporal da música portuguesa e o da intensidade pulsante das pistas de dança. 

Inspirada pela partida das primeiras caravelas portuguesas, “Oh Caravela” nasce de uma visão íntima e cinematográfica: a despedida silenciosa entre um jovem casal. Ele parte rumo ao desconhecido; ela permanece, entre lágrimas, sem a certeza de um reencontro. Esta narrativa subtil evoca simultaneamente a saudade e o receio perante o inevitável — temas profundamente enraizados na identidade cultural portuguesa. 

A letra assume uma abordagem minimalista, intencionalmente concebida para abrir espaço à dimensão rítmica e dançável da música. A estrutura alterna entre momentos intimistas, guiados pela guitarra e pela voz, e secções de maior impacto rítmico, onde entram elementos de deep house como basslines pulsantes, percussão eletrónica e camadas de sintetizadores, criando um contraste marcante que define a identidade única do tema. 

Com “Oh Caravela”, atlantiqe & sons propõe uma abordagem contemporânea à herança musical portuguesa, explorando novas possibilidades sonoras sem perder a ligação à emoção e autenticidade do Fado.

 

QUANTIC SOUL | Até ao Fim

Após a estreia com “Contradições”, Quantic Soul continua a afirmar a sua identidade artística através de uma abordagem cada vez mais pessoal e consistente. Seguiram-se os lançamentos de “Por Ti” e, mais recentemente, “Até ao Fim”, temas que aprofundam a sua ligação à emoção, à vivência e a verdade enquanto artista. 

Mantendo-se fiel a uma criação independente, Quantic Soul assume o controlo de todo o processo criativo — da composição à produção, passando pela interpretação — construindo assim um percurso autêntico e coerente. A sua música nasce da experiência real, cruzando influências e histórias pessoais com uma sensibilidade marcada pela introspeção e pela ligação humana. 

Cada novo lançamento não surge como um momento isolado, mas como parte de um caminho contínuo, onde a intenção é clara: desenvolver um catálogo com identidade própria, capaz de evoluir sem perder essência. Mais do que explorar sonoridades, Quantic Soul procura explorar emoções — criando música que não só se ouve, mas que se sente.

 

SNAPSYS & BANDA BUGADA | Deu Match e Sumiu

“Deu Match e Sumiu” é o novo lançamento de Synapsys & Banda Bugada, um projeto que transforma situações reconhecíveis do cotidiano em música com humor, identidade e forte poder de conexão com o público. 

Com irreverência, leveza e personalidade, a faixa mergulha no universo dos aplicativos de relacionamento, do ghosting e das contradições afetivas do mundo contemporâneo. A música parte de uma experiência cada vez mais comum: o entusiasmo inicial, a expectativa criada e, logo depois, o desaparecimento repentino. 

A partir desse cenário, “Deu Match e Sumiu” transforma frustração em entretenimento, criando uma canção acessível, divertida e altamente identificável para quem já viveu — ou testemunhou — os desencontros emocionais da era digital. 

Com espírito brincalhão, energia pop/rock e forte apelo narrativo, a faixa equilibra comicidade e observação social. Em vez de tratar o tema de forma pesada, a música escolhe o caminho da ironia, da sátira leve e da identificação imediata, convertendo uma dinâmica afetiva contemporânea em experiência musical marcante e memorável.

 

04/05/2026

RODRIGO LEÃO | Águeda

Rodrigo Leão apresenta O Rapaz da Montanha no Centro de Artes de águeda,no próximo dia 16 de maio. Considerado o trabalho mais português da sua carreira, o seu novo álbum - editado a 25 de abril de 2025 pela Galileo Music - cruza emoção, palavra e memória num retrato íntimo e coletivo do país. Com arranjos marcados por coros, percussão intensa e letras que abordam identidade, opressão e esperança, o compositor regressa com uma obra de grande profundidade. 

O disco conta com colaborações de longa data, como Pedro Oliveira e Gabriel Gomes, além de convidados especiais como José Peixoto, Carlos Poeiras e Francisco Palma. A presença da família reforça o tom pessoal do projeto. Com mais de 30 anos de carreira, Rodrigo Leão convida o público para uma atuação onde a música se torna espaço de partilha e reflexão.

ANGÉLICA SALVI E LUÍS FIGUEIREDO | Salão Brazil

03/05/2026

CABRITA EDITA EP "AFTERLIFE"

Foto: Francisco Quera Gomes

Cabrita apresenta “Afterlife”, novo EP já disponível nas plataformas digitais, que reúne um conjunto de temas colaborativos com Iguana Garcia, Mirror People, HAYDENMAKESMUSIC, Stereossauro, Scuru Fitchadu e Rita Braga. 

Partindo da ideia de que as canções não são entidades fixas, mas antes organismos em transformação, “Afterlife” constrói-se como uma extensão desse pensamento. “Todos sabemos que as canções têm muitas vidas. Desde a primeira ideia na cabeça do compositor, depois as maquetes, e a primeira gravação. Uma série de decisões faz com que se chegue a um resultado”, refere o músico. 

E mesmo depois disso já muitos vimos temas antigos, obscuros, saltar para fora do anonimato graças a uma versão ou um filme, anos depois.” É a partir dessa noção de continuidade e reinvenção que o EP se desenvolve. Após concluir “Umbra” - um disco marcado por uma reflexão sobre o fim da vida - 

Cabrita propõe-se explorar o que poderá existir para além desse ponto de partida. “Sendo o ‘Umbra’ um disco tão importante para mim por refletir sobre o fim da vida, quando o terminei dei por mim a pensar sobre o que haverá depois”, explica. 

“Afterlife” surge, assim, como uma metáfora desse “pós-vida” das canções, materializada através da colaboração com diferentes artistas. A cada um foi concedida total liberdade criativa, resultando num conjunto de leituras distintas sobre o mesmo ponto de origem. “Resolvi então convidar uma série de artistas, amigos, conhecidos, que admiro muito, para metaforicamente refletir sobre este ‘pós vida’. Todos tiveram carta branca para tornarem suas as canções, e aqui está uma amostra bem interessante e diversa.” 

O resultado é um EP que se move entre diferentes linguagens e abordagens estéticas, refletindo tanto a diversidade dos colaboradores como a própria trajetória de Cabrita, marcada pelo cruzamento de géneros e contextos. Com mais de três décadas de atividade, João Cabrita afirma-se como um dos músicos mais versáteis do panorama nacional, com um percurso que atravessa o jazz, o rock e a eletrónica. 

Ao longo da sua carreira, colaborou com nomes como Sérgio Godinho, Dead Combo, The Legendary Tigerman, Cais Sodré Funk Connection, Virgem Suta, Susana Félix, X-Wife, Selma Uamusse e Márcia, entre muitos outros. 

Depois de assinalar os 30 anos de carreira com o álbum “Cabrita” (2020) e de aprofundar uma dimensão mais autoral em “Umbra” (2023), o músico apresenta agora “Afterlife” como uma continuação desse percurso - um trabalho que questiona a ideia de forma definitiva e propõe uma escuta aberta à transformação. “Afterlife” encontra-se disponível nas plataformas digitais.

02/05/2026

ROMEU BAIROS | Romê das Fürnas Vol. II: A Segunda Comunhão

Pouco mais de um ano após Romê das Fürnas, Romeu Bairos apresenta o segundo volume daquela que virá a ser uma trilogia de compêndio de música tradicional e contemporânea dos Açores. 

Romê das Fürnas Vol. II: A Segunda Comunhão debruça-se sobre os mistérios e misticismos bem como as tradições profanas e religiosas do Vale das Furnas, filtrado por uma sensibilidade contemporânea, afirmando-se como um gesto de celebração enraizado na tradição da terra que viu Romeu Bairos nascer.

 

PZ | Mil Euros Por Mês

PZ acaba de lançar o novo single “Mil Euros Por Mês”, uma colaboração com a histórica banda portuguesa Mão Morta. Depois de um início de percurso mais íntimo e focado no universo doméstico — com temas como “Todo o Santo Dia” (com Samuel Úria), “Quem é Que Vai Lavar a Banca” (com Joana Espadinha), “Sou Pai de Filhos” (com Retimbrar) ou “Empadão na Bimby” (com Emmy Curl) — este novo tema abre um lado mais frontal e político do "Álbum de Família", trazendo para o centro da mesa a velha questão: quanto é preciso, afinal, para uma família viver com dignidade? 

Partindo de um refrão obsessivo — “Eu quero mil euros por mês” — a canção constrói-se como uma sátira mordaz à precariedade contemporânea, num momento em que o salário mínimo nacional em Portugal se aproxima desse valor simbólico, mas continua aquém de garantir estabilidade real. 

Entre a repetição e o desespero, a música transforma um desejo básico numa espécie de mantra geracional. A participação de Adolfo Luxúria Canibal introduz um dos momentos mais incisivos do tema, aprofundando a crítica social com uma escrita crua e politicamente carregada, alinhada com o percurso provocador que os Mão Morta sempre cultivaram. 

Participam também Miguel Pedro (cofundador da banda), na bateria, e Ruca Lacerda, com camadas de guitarras elétricas que empurram o tema para um território de rock épico e cru. Mais do que uma canção, “Mil Euros Por Mês” afirma-se como um gesto político: um retrato irónico de um sistema onde o trabalho nem sempre garante dignidade, e onde o sonho mínimo — mil euros por mês — ainda soa a reivindicação.

 

TSUNAMIZ | Apocalypsing

Após o lançamento de Love Is Never Enough a 5 de dezembro de 2025, Tsunamiz regressa com o primeiro vislumbre do seu próximo capítulo artístico. “Apocalypsing” é o single de apresentação do seu próximo álbum — o nono da sua discografia e o quinto editado nos últimos cinco anos. 

“Apocalypsing” é um crossover de alta intensidade que combina a energia crua do punk com produção eletrónica agressiva de big beat, inspirada em The Prodigy. Construído sobre uma dinâmica de “quiet-to-loud” reminiscente dos Pixies, o tema oscila entre momentos de tensão contida e explosões de energia, juntando guitarras distorcidas a breakbeats intensos e sonoridades industriais. Escrita como resposta a experiências de bullying e ambientes hostis, a canção transforma a confrontação em libertação catártica. 

O resultado é uma fusão de energia rave dos anos 90, intensidade industrial e a crueza da música alternativa contemporânea. O single é lançado em conjunto com um videoclipe oficial que documenta diferentes momentos do percurso artístico de Tsunamiz.

 

01/05/2026

MANEL SOARES ANTECIPA EP DE ESTREIA COM O NOVO SINGLE 'OLHA AS COISAS QUE FAÇO'

"Olha As Coisas Que Faço" é o novo single de Manel Soares. Já disponível em todas as plataformas digitais, a faixa reforça a nova fase criativa do cantor e compositor lisboeta e o seu posicionamento na indústria musical. Escrita em colaboração com Ella Nor (Bárbara Bandeira, Ana Moura) e produzida por Filipe Survival (Fernando Daniel, INÊS APENAS), a canção continua a desenhar o território no qual o artista quer habitar: um Pop Rock emocional e direto, com uma estética pensada para o palco. 

Nas palavras de Manel Soares, "Olha As Coisas Que Faço" é "sobre estar no meio de uma multidão numa noite e aquele momento em que puxamos a outra pessoa pela mão a dizer ‘vem lá dançar'. Lembro-me de que queria uma música mais feliz. Entrei na sessão com a ideia de escrever sobre fazer de tudo para convencer a outra pessoa a vir dançar comigo”. 

Se o lançamento anterior, "Sem Mim", deixava espaço para a melancolia, em "Olha As Coisas Que Faço" há luz e essa energia leve que evoca ambientes de verão, praia e celebração. O cantor acrescenta que o novo single "ficou a soar a férias de verão, sol e praia. Não me recordo exatamente de como é que chegámos aqui. Foi algo que foi acontecendo ao longo da produção e ficou um resultado muito bonito".

 
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