28/02/2026

PODCAST PORTUGAL REBELDE PLUS

Já está disponível para audição o novo programa do Podcast Portugal Rebelde Plus. Este mês a nossa seleção inclui as propostas de Sétima Legião, Lokomotiv, João Taubkin, Mário Laginha e Black Pig Meat. Destaque para a conversa com o músico brasileiro João Taubkin a propósito da edição do álbum Um Silêncio Extraordinário.
 

27/02/2026

RÁDIO MACAU REÚNEM-SE PARA DOIS CONCERTOS, NOS COLISEUS DE LISBOA E DO PORTO AGEAS

Os Rádio Macau partilham hoje a aguardada notícia da sua reunião para dois concertos nos Coliseus de Lisboa e do Porto, nos dias 2 de outubro, no Coliseu dos Recreios, e 15 de outubro, no Coliseu Porto Ageas. Depois de mais de uma década de pausa, a banda volta a subir aos palcos com a formação que consolidou uma das discografias mais singulares do pop-rock português, prometendo um alinhamento que atravessa várias fases do seu percurso. 

A partir de hoje, 27 de fevereiro, o público pode inscrever-se na waiting list, que dará acesso à pré-venda exclusiva, a decorrer entre 4 de março, às 09.00H, e 6 de março, às 09.00H. A venda geral arranca a 6 de março, às 09h00, nos locais habituais. Surgidos no contexto da segunda vaga do pop-rock português, os Rádio Macau afirmaram-se desde cedo como um projeto que cruza a tensão do pós-punk com a sofisticação da new wave e uma forte dimensão literária. Mais do que acompanhar uma tendência, construíram um território próprio, guiado pela palavra e por uma atmosfera urbana em que guitarras e eletrónica dialogam com a experiência quotidiana de Lisboa e dos seus subúrbios. 

A voz de Xana, entre o canto e a declamação, tornou-se um dos timbres mais marcantes da música portuguesa. Ao lado de Flak, na guitarra, de Alex Cortez, no baixo, de Filipe Valentim, nos teclados, e de Samuel Palitos, na bateria, a banda desenvolveu uma arquitetura sonora que conheceu sucessivos momentos de afirmação ao longo das décadas de 80 e 90. 

O álbum de estreia, Rádio Macau (1984), apresentou temas como “Bom Dia Lisboa” e “A Noite”, fixando uma escrita marcada pela observação urbana e pela introspeção. O reconhecimento mais alargado chegaria com A Vida Num Só Dia (1985), que expandiu o alcance da banda sem diluir a sua identidade. Seguiram-se discos como Spleen (1986), conceptual e atmosférico, e O Elevador da Glória (1987), que inclui “O Anzol”, um dos seus temas mais populares. Já “Amanhã É Sempre Longe Demais”, de O Rapaz do Trapézio Voador (1989), tornou-se outro marco geracional. 

Ao longo das décadas, os Rádio Macau oscilaram entre momentos de maior visibilidade e fases de reinvenção, explorando linguagens eletrónicas e modelos de produção autónomos. Nunca plenamente integrados no mainstream nem confinados ao underground, ocuparam um lugar intermédio e singular na música portuguesa: o de uma banda que fez da melancolia matéria pop e da literatura canção. 

O anúncio da reunião dos Rádio Macau para dois concertos nos Coliseus não surge por isso como um exercício de nostalgia, mas como reencontro com um repertório intemporal, que atravessa gerações.

GABRIEL GOMES | Uma História Assim

“Uma História Assim”, o álbum de estreia a solo do músico e compositor Gabriel Gomes, está disponível a partir desta sexta-feira, dia 27, em vinil, CD e formato digital. Acordeonista e membro fundador de projetos marcantes da música portuguesa como Sétima Legião, Madredeus, Os Poetas e Fandango, e músico convidado de artistas como Tim, Jorge Palma e Rodrigo Leão – lança-se agora em nome próprio, depois de mais de 40 anos de percurso. 

Produzido por Gabriel Gomes, em parceria com Rodrigo Leão e João Eleutério, "Uma História Assim" é um álbum instrumental que nasce da relação profunda que mantém com o acordeão. A solo – com exceção do tema-título, onde se junta Rodrigo Leão ao piano –, o músico e compositor apresenta um conjunto de temas que dão voz a uma história que atribui ao instrumento, mas que é, inevitavelmente, também a sua. No estúdio, e ao longo do disco, a respiração do artista confunde-se com a do próprio acordeão, fundindo intérprete e instrumento numa só identidade musical. 

Este disco é um verdadeiro acto de entrega. Apesar de ter composto música para vários dos projetos de que fiz parte ao longo dos anos, é a primeira vez que componho, ao acordeão, assumidamente para mim – sem filtros, sem intermediários, sem outra voz que não a minha. 

Desde o início que afirmo que esta história, sendo minha, é também a do acordeão que aqui escutam. Não me acompanhasse ele – o mesmo instrumento – desde 1994. São mais de 30 anos nas minhas mãos, a inspirar comigo sempre que o fole se abre e a expirar sempre que se fecha. Uma respiração partilhada, construída no tempo”, explica Gabriel Gomes que, deixa o desejo: “Espero que consigam ouvir essa simbiose entre homem e instrumento. Que sintam, o amadurecimento tímbrico, mas também as oscilações, variações e imperfeições naturais de uma relação longa, vivida e verdadeira.

 

JOANA MACHADO | Distance

“Distance” assinala o regresso da cantora e compositora Joana Machado às gravações em nome próprio, dez anos depois do seu último trabalho autoral. Num registo íntimo e confessional, a canção aborda um amor ainda impossível de ser vivido — uma separação que convoca memória, destino partilhado e a esperança de um reencontro futuro. 

Com uma abordagem harmonicamente sofisticada e ritmicamente subtil, o tema revela influências que vão de Erykah Badu a Robert Glasper, sem esquecer a dimensão atmosférica e sensível associada ao universo de Kate Bush. Pensada para uma escuta atenta, a canção desenvolve-se com groove, subtileza e espaço para respirar, privilegiando a verdade interpretativa, o silêncio e a cumplicidade musical. “Distance” foi masterizado por Nelson Carvalho e conta com a participação de Chico Santos (bateria) e Lana Gasparotti (teclados). 

Joana Machado assina música e letra, partilhando a produção do álbum com Rodrigo Correia, que contribui igualmente na guitarra e no baixo. A produção respeita a dinâmica natural da canção e coloca a voz como elemento central. 

Com 20 anos de carreira e cinco álbuns editados, Joana Machado continua a expandir o seu léxico musical. Se o jazz permanece como ponto de partida, é nas influências da música negra norte-americana — da soul e do R&B à eletrónica — que encontra novos desafios e possibilidades sonoras. Reconhecida como uma das vozes mais originais e sofisticadas da música portuguesa, faz da sua criação um espaço de liberdade onde convergem múltiplas influências.

 

SÉRGIO GODINHO | Noite especial com Amigos no Vodafone Paredes de Coura

26/02/2026

CAETANO VELOSO APRESENTA-SE NO PORTO A 27 DE MAIO

Coala Music apresenta o regresso de Caetano Veloso ao Porto a 27 de maio na Super Bock Arena! Depois de anunciada a sua presença no Coala Festival Portugal, eis a notícia que todos os fãs do cantor e compositor baiano esperavam: um concerto em nome próprio na cidade do Porto. Atualmente aos 83 anos, Caetano Veloso anunciou que não iria retirar-se dos palcos e tem feito apresentações com a turnê para festivais de música. 

Um novo single intitulado “Um baiana” já foi mesmo editado no álbum “Caetano & Bethânia Ao Vivo”, registo da turnê dos irmãos pelo Brasil e que recebeu o Grammy de Melhor Álbum de Música Global. 

Caetano Veloso é sem dúvida uma das figuras centrais da música brasileira e mundial das últimas décadas ao lado de outros nomes como Gilberto Gil, Maria Bethânia, Ney Matogrosso e Milton Nascimento. Este concerto do Caetano Veloso na Super Bock Arena é uma realização das produtoras Coala Music, Mundo Propício e Uns Produções e Filmes.

Os bilhetes para este concerto na cidade do Porto vão estar disponíveis a partir de dia 2 de março nos locais habituais.

25/02/2026

ZECA MEDEIROS LEVA ABRIL À CASA DA MÚSICA

Zeca Medeiros apresenta-se na Casa da Música, do Porto, dia 23 de Abril, para um concerto especial de celebração da Liberdade. “Abril” é um espetáculo que assinala o 25 de abril, data particularmente significativa para Zeca Medeiros – artista que sempre atribuiu grande importância à liberdade, à democracia e à esperança. 

Do repertório fazem parte temas que dialogam e homenageiam figuras maiores da música de intervenção, como "O Cantador" – que dedica a José Afonso. Músico, compositor, ator e realizador, Zeca Medeiros tem o seu nome inscrito na história da cultura portuguesa. 

Criador de universos poéticos singulares, é também um dos mais relevantes embaixadores da cultura açoriana contemporânea, integrando na sua escrita e na sua música o imaginário do Atlântico, das ilhas e das viagens. Autor das bandas sonoras de séries emblemáticas como "Mau Tempo no Canal", "Xailes Negros" e "Gente Feliz com Lágrimas", construiu um percurso artístico onde a palavra, a melodia e a narrativa caminham lado a lado. 

O seu cancioneiro cruza canção de autor, tradição popular, referências literárias e um olhar atento sobre a história e a identidade coletiva. Ao vivo, Zeca Medeiros vai percorrer diferentes momentos da sua obra, reunindo canções mais recentes e temas incontornáveis, ao lado de Filipa Pais (voz) – convidada especial, e dos músicos Jorge A. Silva (piano), Gil Alves (sopros e percussão) e Rogério Cardoso Pires (guitarra). 

Os bilhetes para o concerto estão à venda nos locais habituais e on-line.

ORQUESTRA JAZZ DE LEIRIA LANÇA NOVO DISCO “BRIDGES” NO DIA 13 DE MARÇO

A Orquestra Jazz de Leiria apresenta o seu mais recente trabalho discográfico que conta com a participação de Paulo de Carvalho, Tatanka, Samuel Úria, Kiko Pereira, Kurt Elling, Maria Schneider e Jon Faddis. 

Depois do álbum de estreia “Dez”, editado em 2021, chega agora “Bridges”, um disco onde as ligações artísticas e humanas refletem a identidade plural e contemporânea da Orquestra Jazz de Leiria. “Bridges” inclui ainda duas faixas gravadas ao vivo no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, captando a energia e a cumplicidade únicas entre a orquestra e os seus convidados em contexto de concerto. 

O alinhamento do disco integra também dois temas originais, um da autoria de César Cardoso e outro de Pedro Nobre, reforçando a aposta na criação original dentro do universo da big band. Fundada em fevereiro de 2011, a Orquestra Jazz de Leiria (OJL) é um projeto idealizado pelo músico César Cardoso, com o objetivo de criar uma formação de excelência que reunisse músicos da região, dedicada à prática e divulgação do jazz. 

Ao longo do seu percurso, a OJL construiu um repertório vasto e diversificado, que percorre desde os clássicos de Count Basie, Duke Ellington, Thad Jones, Charles Mingus, Glenn Miller, Ella Fitzgerald ou Frank Sinatra, até compositores contemporâneos como Mário Laginha, Maria Schneider, Bob Mintzer, Michael Abene, Bernardo Sassetti, Pedro Nobre, entre muitos outros. 

O concerto de apresentação de "Bridges" realiza-se no dia 21 de março no Teatro José Lúcio da Silva, às 21.30h, e contará com a participação em palco de Paulo de Carvalho, Tatanka, Samuel Úria e Kiko Pereira ao lado da Orquestra Jazz de Leiria.

MJ PÉREZ | Je Tiens Bon

Foto: Lidya Queiruga

Je tiens bon é o quinto álbum de MJ Pérez e marca uma nova etapa artística na trajetória da cantautora galego-portuguesa. Depois de cinco anos sem editar um LP, este trabalho nasce de um período de procura, maturidade e reconstrução pessoal e artística, onde a ideia de permanecer firme (resistir com serenidade) se transforma no fio condutor do álbum. 

Ao longo das canções convivem emoções e universos diferentes: amor e desamor, crítica social, humor, introspeção e celebração. Musicalmente, o disco move-se entre a canção de autor, o pop-rock, ritmos latinos e brasileiros, música de raiz e influências lusófonas, mantendo a identidade autoral de MJ Pérez como eixo central. 

O galego continua a ser a língua principal do repertório, mas neste álbum o português ganha uma presença significativa e surge também o francês, numa vontade clara de abrir pontes culturais sem perder coerência artística. 

Mais do que um conceito fechado, Je tiens bon é uma viagem: um conjunto de canções que foram nascendo ao longo do tempo e que refletem uma artista mais consciente, mais livre e mais determinada nas suas escolhas criativas.

24/02/2026

JAZZ AO CENTRO CLUBE/SALÃO BRAZIL INAUGURA NOVO MODELO DE APOIO À CRIAÇÃO COM O PROJETO EMBRYO, DE LUÍS FIGUEIREDO

Arranca no próximo dia 3 de março um dos projetos mais relevantes da JACC (Jazz ao Centro Clube) no que diz respeito ao apoio à criação artística. Embryo, concebido pelo pianista e compositor conimbricense Luís Figueiredo, inaugura um modelo que se espera ter continuidade no futuro próximo, reforçando o compromisso da JACC com processos criativos sustentados e colaborativos. 

O projeto propõe um formato inovador: ao longo de cinco sessões, sempre nas primeiras terças-feiras de cada mês, às 21.30h, Luís Figueiredo convida cinco músicos de excelência da área do jazz para encontros em formato duo. 

Cada sessão constitui um momento de exploração íntima e partilha criativa, servindo de base para uma residência artística em sexteto, a realizar no último semestre do ano, que reunirá todos os intervenientes para aprofundar e trabalhar coletivamente as ideias desenvolvidas. 

A primeira sessão realiza-se a 3 de março, com o saxofonista britânico Andy Sheppard, numa apresentação inserida na XXVIII Semana Cultural da Universidade de Coimbra. 

Segue-se, a 7 de abril, o trompetista João Pedro Dias; a 5 de maio, a harpista Angélica V. Salvi; a 2 de junho, o contrabaixista norte-americano Michael Formanek; e, a 7 de julho, o baterista Diogo Alexandre. 

O resultado final do projeto será apresentado em concerto nos Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra, em outubro de 2026.

23/02/2026

DAVID FONSECA DISTINGUIDO COM O PRÉMIO PEDRO OSÓRIO 2026

David Fonseca é o vencedor do Prémio Pedro Osório 2026, uma das mais relevantes distinções atribuídas pela Sociedade Portuguesa de Autores no domínio da música. A cerimónia de entrega realiza-se no dia 3 de março, às 17.30h, no Auditório Maestro Frederico de Freitas, na sede da SPA. Criado para homenagear a memória do compositor Pedro Osório, o prémio distingue anualmente um autor ou compositor cuja obra revele mérito excecional, consistência criativa e impacto cultural no panorama musical português. 

Ao longo dos anos, esta distinção foi atribuída a alguns dos maiores nomes da criação nacional, reforçando o seu prestígio no setor. Com mais de duas décadas e meia de carreira, David Fonseca construiu um percurso singular na música portuguesa. 

Autor, compositor, multi-instrumentista e produtor, revelou-se ao grande público como fundador dos Silence 4 e consolidou uma carreira a solo marcada por identidade própria, inquietação artística e uma permanente recusa em repetir fórmulas. A distinção surge num momento particularmente simbólico do seu percurso criativo. 

O artista editou recentemente “Nada a Perder”, o primeiro single do seu décimo álbum de originais, com edição prevista para 2026. O tema antecipa um disco inteiramente cantado em português, afirmando uma nova etapa artística onde a música surge como espaço de liberdade, aventura e risco. 

“Nada a Perder” nasceu do encontro inesperado com uma cassete antiga gravada em casa dos pais, onde se ouve a curiosidade e o entusiasmo de um adolescente a descobrir a criação musical. Esse momento tornou-se o ponto de partida para uma canção que celebra o impulso, a intuição e a coragem de arriscar antes de medir consequências. 

O novo álbum será apresentado ao vivo em duas das maiores salas do país, a 21 de novembro, na Super Bock Arena, no Porto, e a 28 de novembro, no Sagres Campo Pequeno, em Lisboa.

22/02/2026

INÊS MONSTRO | Femme Fatale

Inês Monstro veste a pele de "Femme Fatale" no novo single, já disponível em todas as plataformas digitais. 

Depois de "Antídoto", um original coescrito com CONAN OSIRIS, a cantora e compositora continua o caminho rumo ao segundo álbum de originais, com lançamento marcado para o segundo semestre de 2026. A produção do novo tema é novamente assinada por Choro, num cruzamento de sonoridades Club Music Experimental e Pop Alternativa. 

"Este single surgiu numa fase pessoal em que estava muito focada em mim e no meu caminho. Talvez por isso o tenha escrito numa noite", revela Inês Monstro. "Sinto que é uma das músicas que escrevi em que a minha personalidade está mais vincada". 

A artista confessa, ainda, que 'Femme Fatale' "nasce da vontade de me celebrar como mulher". Filmado na noite de Lisboa, entre caminhos e espaços da capital, o videoclipe de "Femme Fatale" conta com a realização de Rafaela Lopes.

 

21/02/2026

SAMUEL MARTINS COELHO APRESENTA RANDOMIZER

Randomizer é o terceiro disco de I ERROR, projeto de música eletrónica do músico multi- instrumentista e compositor Samuel Martins Coelho, que vai ser apresentado ao vivo no dia 26 de fevereiro no VIC Aveiro Arts House, e no dia 24 de abril, no CAAA, em Guimarães. Ambos os concertos às 21.30h. 

O disco está disponível em edição digital nas plataformas habituais e numa edição especial de 25 objetos/discos em cerâmica, concebidos pela violoncelista Carina Albuquerque, que estarão à venda exclusivamente nos concertos. Não haverá venda online nem distribuição comercial tradicional. 

O valor da aquisição do objeto/disco reverte integralmente para a Cruz Vermelha Portuguesa, contribuindo para apoiar as vítimas das recentes tempestades em Portugal. No momento da compra, será fornecido o MB Way ou NIB para que efetue o donativo diretamente. 

Randomizer é um disco que nasce de um lugar familiar a qualquer músico: o do estudo diário. Esse território silencioso e repetido onde se mantém a técnica, se afina a escuta e se constrói, pouco a pouco, uma relação mais profunda com o instrumento. 

No universo de I ERROR, esse processo estende-se às máquinas, ao estudo continuado do hardware e das ferramentas eletrónicas que vão sendo incorporadas ao longo do tempo. É nesse contexto de prática constante que surgem ideias breves, sons inesperados, pequenos desvios e descobertas acidentais.

Fragmentos criados não com a intenção imediata de compor, mas como consequência natural da exploração técnica e da procura por um melhor desempenho, uma resposta mais precisa, uma nova possibilidade sonora. Esses momentos foram sendo guardados, arquivados como notas de rodapé de um percurso artístico em permanente construção. 

Ao longo dos anos, esse arquivo cresceu até se tornar matéria suficiente para um disco. Randomizer é a transformação desse processo invisível em obra: um álbum construído a partir de estudos, esboços e experiências que agora ganham forma, coerência e sentido. 

Um trabalho onde prática e criação se confundem, onde o acaso é trabalhado com método, e onde o quotidiano do músico — tantas vezes oculto — se revela como espaço central de criação artística. 

Samuel Martins Coelho é um dos nomes mais originais e prolíficos da música contemporânea portuguesa. Violinista, compositor e multi-instrumentista com formação clássica, desenvolveu uma linguagem artística própria que quebra fronteiras entre tradição e vanguarda, cruzando música erudita, experimental, conceptual, eletrónica e improvisada. 

Com uma discografia sólida e diversificada, já provou a sua capacidade única de reinventar a linguagem musical e de dialogar com públicos diferentes. 

O seu trabalho vai além do registo fonográfico: tem colaborado como compositor, diretor musical e instrumentista em teatro, dança e cinema, com bandas sonoras para filmes reconhecidos internacionalmente.

SOFIA LEÃO | Teatro de Vila Real

20/02/2026

SARA CORREIA ANUNCIA NOVO ÁLBUM "TEMPESTADE"

Dois anos depois de Liberdade, Sara Correia anuncia Tempestade, o seu novo álbum de estúdio, com lançamento marcado para 27 de fevereiro. O disco chega em antecipação ao concerto esgotado na MEO Arena, em Lisboa, agendado para 7 de março, afirmando um dos momentos mais fortes e ambiciosos da carreira da fadista. 

O primeiro sinal deste novo ciclo foi dado em novembro de 2025 com “Avisem Que Eu Cheguei”. No refrão escrito por Carolina Deslandes — “avisem que eu cheguei, invadi a cidade, para lhes mostrar porque é que toda a Tempestade tem nome de mulher” — ficou lançada a semente conceptual de um álbum que ganha agora forma. Tempestade constrói-se a partir dessa imagem: um disco intenso, plural e profundamente feminino, inteiramente escrito por mulheres. 

Ao longo de 11 canções, Sara Correia dá voz a textos de Carolina Deslandes, Mila Dores, Florbela Espanca, A garota não, Sophia de Mello Breyner Andresen, Márcia, Mafalda Arnauth, Beatriz Pessoa e Aldina Duarte, encarnando palavras que atravessam o amor e o ódio, a saudade e a convulsão, o carinho e a violência, o desapego e a superação, o temor e a esperança, o silêncio e o grito. Uma travessia emocional onde, como se canta em “Canto”, “toda a mulher é mil mulheres”. 

Das 11 canções do álbum, “Roupa Ao Sol” conta com a participação da sua autora, A garota não, que interpreta igualmente o belíssimo poema que escreveu para Sara Correia. Com produção de Diogo Clemente, cúmplice artístico de longa data de Sara Correia, Tempestade aprofunda a identidade da fadista enquanto intérprete maior da sua geração, capaz de conjugar tradição e contemporaneidade, fado e linguagem universal, entrega e força. 

O álbum conta ainda com arranjos orquestrais de Valter Rolo e Lino Guerreiro e a cumplicidade de músicos de sempre como é o caso de Ângelo Freire, na guitarra portuguesa. Depois de um percurso marcado por reconhecimento crítico, salas esgotadas e uma ligação cada vez mais profunda ao público, Sara Correia apresenta em Tempestade um disco que não pede licença, que ocupa espaço e que afirma, com clareza e emoção, uma voz artística plena, madura e incontornável. 

“Tempestade” de Sara Correia estará disponível a 27 de fevereiro em todas as plataformas digitais e em CD. O vinil chegará às lojas uma semana depois, a 6 de março.
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