10/09/2026

ÏNIA APRESENTA PRIMEIRO EP DE ORIGINAIS "TUDO NO MEU PEITO"

Foto: Filipa Yue

A cantora e compositora ÏNIA apresenta o primeiro EP "Tudo no meu Peito". O trabalho de estreia revela a artista no espaço do pop experimental, com a colaboração de vários produtores, letristas e compositores do panorama musical português. 

"Com este EP consegui desenvolver e aprofundar melhor a minha sonoridade e, acima de tudo, perceber melhor qual é o meu lugar dentro do pop experimental e até onde quero brincar com a experimentação. É um trabalho que explora diferentes sonoridades e texturas, mas sem deixar de estar ligado a uma linguagem pop. Fui percebendo que o autoconhecimento e também o amor são os temas centrais do EP e cruzam-se constantemente ao longo do projeto e também acabam por reger a forma como vivo a minha vida.", revela ÏNIA. 

Ao longo do processo de composição e gravação do EP, que decorreu durante cerca de três anos, ÏNIA colaborou com diferentes produtores e compositores e o resultado está agora disponível em todas as plataformas digitais, com 7 temas originais: 'Amor', 'Sina' e 'Tá td bem' produzidas por Luar; 'Tua' e 'Fogo' produzidas por João Borsch; e '25h', coescrita com Tyoz, e 'Desapegada', coescrita com xtinto, ambas produzidas por Choro. 

O EP foi primeiramente apresentado com o tema 'Desapegada', com estreia na Rádio Comercial, e revela agora o novo single '25h'. A artista ÏNIA conta que "esta canção nasceu sem grandes expectativas e que acabou por se tornar uma das minhas preferidas da EP. Sinto que junta diferentes lados meus: a música, o movimento e a performance". A artista prepara agora o concerto de apresentação de "Tudo no meu Peito". 

A cantora e compositora explica que "este espetáculo vai ser uma oportunidade de mostrar uma versão mais completa de quem é a ÏNIA e, sobretudo, de transportar para o palco toda a identidade que tenho vindo a construir. Até agora, o público conhece-me muito pelo meu trabalho enquanto back vocalist, diretora vocal e arranjadora. São áreas que fazem parte de mim e que adoro, mas sinto que ainda há muito por descobrir sobre a minha identidade artística. Quero que este seja um momento em que as pessoas consigam finalmente entrar no universo ÏNIA e perceber melhor aquilo que este projeto representa para mim".

 

AUREA APRESENTA “BACK INTO LOVE”

Aurea está de volta com música nova. “Back Into Love”, disponível a partir de 10 de setembro, é o primeiro avanço do próximo álbum de estúdio da artista, com lançamento previsto para a primavera de 2027, e inaugura um novo momento criativo numa carreira que há mais de 15 anos tem na soul uma das suas marcas identitárias. 

Entre as raízes que sempre definiram a sua música e a vontade de continuar a descobrir novos territórios, “Back Into Love” aproxima Aurea de uma sonoridade soul pop contemporânea, com elementos de new soul, numa evolução natural do seu percurso artístico e musical. Escrita e composta por Aurea, Stego, Riic Wolf e Gonçalo Malafaya, a canção conta com produção de Stego, produtor português com um percurso internacional que inclui trabalhos com nomes como Madonna e Anitta, além de uma nomeação para os Latin Grammy Awards. 

Em “Back Into Love”, Aurea canta sobre um amor que resiste à mudança, às feridas e à passagem do tempo. Um sentimento intenso, por vezes descontrolado, que permanece mesmo quando tudo parece empurrá-lo noutra direção. Entre vulnerabilidade e esperança, a canção fala da possibilidade de voltar ao amor depois daquilo que nos transforma. Essa ideia de transformação atravessa também o universo visual de “Back Into Love”. 

A partir de uma ideia original de Aurea, o videoclipe, realizado e produzido por Gonçalo Carvoeiras, explora as possibilidades criativas proporcionadas por ferramentas de inteligência artificial, combinando-as com imagens reais da artista, que participou nas filmagens. O conceito nasce também da curiosidade de Aurea por estas novas ferramentas e pelas possibilidades que abrem à criação artística. 

A componente visual prolonga-se no guarda-roupa, com wardrobe do Ssancho Atelier, contribuindo para a construção da nova linguagem estética deste ciclo. “Back Into Love” é a primeira peça de um projeto mais amplo. 

O single antecipa o novo álbum de Aurea, previsto para a primavera de 2027, ao mesmo tempo que começa a desenhar-se uma nova abordagem aos palcos. Está já em desenvolvimento um novo conceito de espetáculo, mais sofisticado e impactante, pensado para traduzir ao vivo esta fase artística sem perder a força vocal e a relação de proximidade com o público que sempre marcaram o percurso da cantora.

 

CASSETE PIRATA | Sou Gente Outra Vez

Foto: Pedro João

“Sou Gente Outra Vez” é o segundo single de avanço do quarto longa duração da banda que, este ano, comemora dez anos de vida. Depois do single “Abismo”” (o primeiro tema revelado), os Cassete Pirata trazem-nos, com esta nova canção, uma reflexão sobre a angústia da produtividade, questionando a nossa obsessão em ocupar o tempo e o que realmente lhe dá significado. 

Pelas estrofes, “Sou Gente Outra Vez” percorre o quotidiano de uma vida repleta de tarefas mas esvaziada de sentido. Entre os disfarces do artista e do professor e “os andaimes do humor”, sucedem-se os papéis, as obrigações e as ocupações que preenchem os dias sem necessariamente lhes dar substância. Em contraponto, a canção encontra significado num outro tempo: aquele que é efetivamente vivido. 

O tempo dos “corpos salgados” e dos “beijos molhados”, dos momentos em que a produtividade deixa de ser medida pelo que se fez e passa a sê-lo pela experiência de estar vivo, de estar com os outros e de guardar memória desses instantes. 

Há uma certa ideia de que um dia preenchido é necessariamente um dia bem passado, e esta canção nasce um pouco da vontade de contrariar isso. No fundo, fala sobre a diferença entre ocupar o tempo e vivê-lo - e foi muito bonito ver essa ideia aparecer nas imagens que as pessoas nos enviaram”, explica Pir, vocalista, guitarrista e compositor dos Cassete Pirata. 

A frase ‘o passado é o presente que se fez’ resume a única verdade que importa, a de desfrutarmos cada momento presente.” O novo álbum será lançado a 30 de outubro, dando continuidade a um percurso que, ao longo de uma década, tem feito dos Cassete Pirata uma das propostas mais singulares da pop e do rock cantados em português, cruzando a energia da banda com uma escrita atenta às inquietações, contradições e afetos do quotidiano.

JAZZ AO CENTRO | Coimbra

Apresentada hoje à imprensa, a 24.ª edição do Festival Jazz ao Centro – Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra decorre em 2026 com um programa que se estende ao longo de 10 dias, mas que amplia a sua presença no território através de um conjunto alargado de iniciativas de mediação e circulação. Mantendo o compromisso de “honrar o passado e explorar o futuro”, o festival reforça este ano a sua dimensão pública e social, aproximando a criação artística das escolas, das comunidades e de diferentes municípios da Região Metropolitana de Coimbra. 

O Festival Jazz ao Centro – Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra (FJaC) nasceu em 2003, com os primeiros concertos a antecederem a própria constituição formal do Jazz ao Centro Clube, associação cultural que, desde a primeira hora, coorganiza o festival com o Município de Coimbra. Em 2026, o FJaC celebra a sua 24.ª edição, com um núcleo de programação que se estende ao longo de dez dias, mas com a importante dimensão do programa de mediação e circulação a ocupar um período mais alargado. 

O festival faz parte de um trabalho de continuidade, profundamente enraizado na identidade do Jazz ao Centro Clube, entidade responsável, entre outras áreas, pela gestão e programação do Salão Brazil e pela dinamização da jazz.pt, única publicação especializada em jazz em Portugal. 

Este trabalho assenta numa escuta atenta do que se vai fazendo em território português e na procura de formas de o festival contribuir para a concretização de projetos artísticos ambiciosos e transformadores. São os casos, nesta edição, do OMNIAE Large Ensemble, de Pedro Melo Alves, do ENSEMBLE OF OTHER LIVING BEINGS, de Yaw Tembe, e de EMBRYO, de Luís Figueiredo. 

Se, do ponto de vista estritamente artístico, os Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra mantêm a orientação de “honrar o passado e explorar o futuro”, expressando o compromisso de divulgar, simultaneamente, a riqueza da tradição e os muitos caminhos do futuro, noutros domínios esta edição apresenta algumas novidades. Em 2026, o festival reforça a aposta no impacto público e social do programa artístico. 

Esta aposta faz-se de duas formas estreitamente ligadas. Por um lado, o festival projeta a sua presença na Região Metropolitana de Coimbra, com o mote “Um Festival para uma Região”. Embora esta dimensão tenha sido anteriormente testada, em 2017, pretende-se consolidar este posicionamento no futuro, aumentando a densidade relacional entre parceiros diversos, dos Municípios à Escola, dos equipamentos culturais às comunidades artísticas. 

Desta forma, os Municípios da Lousã, Mortágua, Miranda do Corvo e Pampilhosa da Serra recebem a circulação do espetáculo educativo “Às Voltas no Loop”, uma criação do Serviço Educativo e de Mediação do JACC, que terá o seu primeiro concerto no dia 14 de outubro, no Grande Auditório do Convento São Francisco, em Coimbra, seguindo depois para diferentes municípios da região. Já estão confirmadas as apresentações de Mortágua, a 19 de outubro, e da Lousã, a 18 de novembro. Em breve serão anunciadas as datas de Miranda do Corvo e Pampilhosa da Serra. 

Dirigido ao público escolar do Ensino Secundário, o espetáculo cruza a palavra com as abordagens musicais que confluem no território vasto do rap, do hip-hop e do jazz. O concerto organiza-se em torno de uma narrativa pensada para ter relevância para as práticas diárias da vida escolar e para a sua articulação com a comunidade. Oferece, assim, uma possibilidade de ampliar o leque da oferta de experiências artísticas e culturais dirigidas à Escola, reforçando a abertura à comunidade e ao mundo, a valorização da cultura juvenil e demonstrando o potencial da arte para desenvolver o pensamento crítico e criativo. 

Por outro lado, a 24.ª edição do Festival Jazz ao Centro guarda um espaço central para o programa de mediação. Tal deve-se a vários fatores, mas a razão fundamental prende-se com o Compromisso de Impacto Social das Organizações Culturais (CISOC), uma medida do Plano Nacional das Artes (PNA), que enquadra um trabalho estruturado e estruturante, centrado, sobretudo, numa relação de proximidade com o Agrupamento de Escolas Coimbra Centro (AECC). Desta forma, e além de “Às Voltas no Loop”, o programa contempla oficinas dirigidas a escolas do AECC e um concerto aberto à comunidade na Escola-Sede, a Escola Secundária Jaime Cortesão. 

Trata-se de atuar com base nos princípios do PNA, trabalhando para fazer da Escola “um polo cultural” e do Festival “um território educativo”. A edição de 2026 inaugura-se, aliás, com um momento que coloca em evidência uma outra dimensão da programação. No dia 1 de outubro, Dia Mundial da Música, o Salão Brazil recebe a inauguração da exposição “As Mulheres no Jazz em Portugal”, de Márcia Lessa, que ficará patente no número 1 do Largo do Poço, com o apoio do Município de Idanha-a-Nova. 

A exposição pretende colocar em evidência os rostos das mulheres que fazem o jazz em Portugal, desde os anos 60 até à atualidade, reunindo retratos inéditos de 13 mulheres que escolheram o jazz como forma de expressão musical: Estela Alexandre, Isabel Rato, Jéssica Pina, Juliana Mendonça, Maria Carvalho, Maria João, Maria Viana, Marta Hugon, Paula Oliveira, Paula Sousa, Rita Maria, Sara Serpa e Susana Santos Silva. Fotografadas fora do palco, sem luz de cena e sem instrumentos, as artistas são retratadas por outra mulher que se dedica a este género musical há mais de 20 anos. 

Tal como no jazz, os retratos são improvisados, procurando mostrar a mulher por detrás dos discos, da música e do tempo, num diálogo que resulta do momento único e de partilha que é, em si, o ato fotográfico. Cada imagem é acompanhada por um texto da autoria do crítico de jazz Nuno Catarino, onde é descrito o trajeto e o papel de cada uma das mulheres no panorama jazzístico português. Os impactos públicos do festival concretizam-se também na ligação de vários espaços tão ricos e diversos quanto o Museu Nacional Machado de Castro, o Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, o Atelier Semente, situado no Seminário Maior, e o Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV). 

Estes espaços, a par do Salão Brazil, da Escola Secundária Jaime Cortesão e do Largo de São Salvador, integram a rede de lugares que acolhe a programação da 24.ª edição, reforçando a relação do festival com diferentes comunidades e com o património cultural e artístico da cidade. O percurso que liga o Museu Nacional Machado de Castro, o Jardim Botânico da Universidade de Coimbra e o Atelier Semente marca um dos dias do festival, com a apresentação de concertos por formações mais pequenas extraídas do OMNIAE Large Ensemble, dirigido pelo baterista e compositor Pedro Melo Alves, que se apresenta também no TAGV. 

O projeto constitui um dos exemplos mais singulares do cruzamento entre composição contemporânea e improvisação jazz em Portugal. Ao longo dos dias do festival, a programação percorre diferentes espaços da cidade, mas todos os dias terminam no Salão Brazil, espaço de referência do Jazz ao Centro Clube e casa do festival. 

No último dia, 10 de outubro, o destaque vai para o concerto de Carlos Bica AZUL, às 23h00, que reúne o contrabaixista Carlos Bica com Frank Möbus, na guitarra, e Jim Black, na bateria. O projeto AZUL, uma das formações mais marcantes da carreira de Carlos Bica, encerra a 24.ª edição do Festival Jazz ao Centro. Merecedora de destaque é também a passagem pelo Largo de São Salvador, numa parceria com as Repúblicas Baco, Marias do Loureiro e do Cria'ctividade, programa de integração alternativo à praxe, numa altura em que duas das Repúblicas resistem à ordem de despejo que ameaça a sua continuidade. 

Neste local acontecerá o concerto de Hypomaniac Trio, com a saxofonista Camila Nebbia (Argentina), o contrabaixista Gonçalo Almeida (Portugal) e o percurssionista Sylvain Darrifourcq (França). Mais do que um conjunto de concertos, o Festival Jazz ao Centro procura promover a participação cultural, mobilizando diferentes comunidades para a preservação do património cultural, a fruição das artes e o fortalecimento das conexões cívicas.

BUBA ESPINHO | Enleado

Há sentimentos que nos tiram do lugar e nos fazem esquecer rotinas, planos e até quem éramos antes de nos apaixonarmos. É precisamente esse estado de encantamento, entrega e alguma inevitável desorientação que Buba Espinho transforma em música em “Enleado”, o seu novo single e mais uma amostra do universo que está a construir para o próximo álbum, com lançamento previsto para fevereiro de 2027. Este percurso tem vindo a desenhar-se de forma muito natural na música de Buba Espinho. 

Em “É Tão Grande o Alentejo”, o artista visita a raiz do Cante Alentejano na sua forma mais pura, mergulhando na tradição e nas vozes que a mantêm viva. Com “Não É Tarde Nem É Cedo”, Buba pega numa moda tradicional alentejana, leva-a ao Norte do país e partilha-a com Miguel Araújo, num encontro entre duas geografias e universos musicais distintos. 

Pelo caminho, a Tour Portugal em Cante levou-o a percorrer o país, com uma passagem particularmente próxima pelo Norte e pelo Minho, onde, ao mesmo tempo que levou o Cante, foi também bebendo das tradições e sonoridades que encontrou. É desse diálogo que nasce agora “Enleado”: um tema que mantém o Cante como raiz, mas incorpora novas influências e tradições do Norte. 

“Enleado” fala de uma experiência tão universal quanto irresistível: a fase em que estamos apaixonados e tudo parece girar em torno de uma nova pessoa. Ficamos presos ao pensamento, repetimos gestos, abandonamos hábitos e entramos num pequeno loop de onde, no fundo, não queremos sair. Musicalmente, “Enleado” é mais um exemplo da forma como Buba Espinho tem vindo a construir a sua identidade, aproximando o Cante Alentejano da música popular portuguesa. 

O acordeão e a guitarra portuguesa criam uma sonoridade orgânica e festiva, onde a tradição surge como matéria viva, capaz de dialogar com o presente. A letra é assinada por Buba Espinho, João Direitinho, Bruno Chaveiro, Eduardo Espinho, António Andrade Santos e Diogo Seis, enquanto a produção fica a cargo de Buba Espinho, Diogo Seis e Eduardo Espinho. “Enleado” é, assim, mais uma peça de um álbum que se vai revelando aos poucos. 

Um disco que continua a aprofundar a relação de Buba com as suas raízes, mas que procura também novas formas de as apresentar, cruzando o Cante com a música popular e uma sonoridade cada vez mais aberta, contemporânea e pessoal. Em fevereiro de 2027 chega o novo álbum, num momento que será também marcado pela estreia de Buba Espinho na MEO Arena, em Lisboa, no dia 27 de fevereiro. Mais do que um concerto, esta noite será um marco no percurso de um artista que tem feito da tradição uma linguagem do presente e que encontrou no Cante não apenas uma herança, mas algo capaz de chegar a novas gerações e atravessar novas fronteiras. 

A MEO Arena representa, por isso, muito mais do que a dimensão de um palco: é a confirmação de um caminho. O caminho de quem cresceu entre as vozes do Alentejo e decidiu levá-las consigo, de quem percorreu o país para mostrar que o Cante pode ser celebrado e reinventado, e de quem agora se prepara para apresentar o capítulo mais ambicioso da sua carreira. O novo álbum chega em fevereiro de 2027. 

09/09/2026

EMMY CURL | Pastoral 2.0

Emmy Curl lança hoje, dia 9 de setembro “Pastoral 2.0” o primeiro álbum editado pela recém criada editora independente da artista, a Exemplar Discos. 

Prestando homenagem e celebrando a língua mirandesa, em vias de extinção, o seu bisavô e dois compositores portugueses, emmy Curl apresenta agora mais um álbum de solarpunk que combina instrumentos tradicionais com sonoridades e produções inspiradas nos desenvolvimentos da música contemporânea a nível internacional, incluindo o jazz e a música eletrónica. 

O meu novo álbum, a extensão do primeiro “Pastoral”, é uma homenagem à minha região e à nossa cultura, dando continuidade a uma exploração que já dura há uma década sobre a nossa cultura celta e pagã das regiões do interior de Portugal, de onde sou natural, e de territórios relacionados mais a norte e a sul. As canções equilibram momentos de alegria e reflexão das nossas vidas, as dissonâncias e a beleza natural, e apelam à coragem daqueles que estão a ser deixados para trás,” afirma emmy Curl, nascida e criada na região vinícola do nordeste português, Trás-os-Montes, e atualmente a viver no Porto com a sua família, onde lidera um laboratório cultural independente chamado Escola Normal (Porto e Funchal). 

Canto sobre a esperança e a tristeza que coexistem para muitas pessoas nas regiões do interior do nosso país. Muitas comunidades lutam pela sobrevivência, restando apenas o turismo rural e algumas pessoas idosas. Os jovens, de uma forma geral, partem e não regressam. Tenho esperança de que as coisas possam mudar para melhor à medida que damos mais atenção ao valor de manter estas regiões vivas; culturalmente, pelas canções, pela língua e pelo espírito que representam e que não podemos negligenciar, porque fazem parte de nós; pelos territórios, pela natureza, pela produção de bens e alimentos essenciais; e por tradições valiosas com as quais podemos aprender muito, mesmo vivendo numa cidade. Canto sobre a esperança no meu mais recente single, mas as coisas são complexas.” 

O mais recente single de Pastoral 2.0, "Vale de Nogueira", é uma homenagem à tradição e às regiões do interior, onde vastas áreas do território têm vindo a ser desertificadas, subfinanciadas e colocadas em segundo plano, sobretudo devido à concentração de riqueza e influência nas grandes cidades do litoral, mas também devido a exigências cada vez maiores ao nível da escolaridade, que não são acompanhadas pela oferta existente nas aldeias.

 

ANA SILVINO | Deja Vu

Deja Vu é o primeiro single da cantora e compositora vimaranense Ana Silvino que, nas suas palavras, “nasce daquele instante em que o presente parece, por breves segundos, repetir o passado. É sobre reconhecer sem saber se ainda conhecemos sobre as memórias que permanecem mesmo quando as pessoas mudam e sobre a vontade de voltar a sentir, ainda que por um momento, aquilo que já não existe da mesma maneira”. 

Ainda mais nos explica sobre Deja Vu, dizendo que “apesar da saudade estar presente ao longo da música, esta não conta necessariamente uma história romântica. A pessoa em questão pode ser qualquer alguém que tenha tido importância na nossa vida e que, por alguma razão, já não faça parte dela da mesma forma. Pode ser a falta dessa pessoa, de uma determinada fase, de uma relação ou até daquilo que éramos naquela altura”. 

Ana Silvino, natural de Guimarães, tem 17 anos e demonstra paixão pela música desde cedo. Inspirada pela sua avó materna, que era fadista, começou a cantar ainda em criança, desenvolvendo uma forte ligação à música. Em 2023, aos 14 anos, começou a trabalhar nas suas próprias músicas, dando início ao seu percurso enquanto artista. 

Para além da música, Ana Silvino tem interesse por astronomia, moda, pintura e fotografia, áreas que fazem igualmente parte da sua identidade e das suas formas de expressão. Gosta de viajar, descobrir diferentes estilos musicais e aprender um pouco sobre tudo, mantendo uma curiosidade constante por novas áreas e experiências. 

 Este ano, concluiu o ensino secundário na área de Artes Visuais e prepara-se para iniciar o seu primeiro ano na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto. Deja Vu encontra-se disponível em todas as plataformas digitais.

08/09/2026

CHRISTINE VALENÇA | Holofotes

A cantora Christine Valença apresenta Holofotes, o primeiro single de seu próximo EP Tempo Arranhado e mergulha na sutileza da experiência de viver sob o olhar constante do outro 

O primeiro single do EP "Tempo Arranhado" reflete sobre a pressão dos olhares, as relações atravessadas por interesses, manipulações e o desgaste de viver sob constantes pressão. 

Com uma atmosfera intensa e sensível, a faixa revela as fissuras entre aquilo que mostramos ao mundo e o que permanece escondido. A canção nasce de um incômodo contemporâneo — a ansiedade social e a exposição forçada. Christine transforma essa inquietação em matéria artística para perguntar, coletivamente, o que essa aceleração e visibilidade permanentes têm nos custado como civilização. 

Gravada em tempo real no Estúdio Frigideira, a faixa reúne Christine ao Fender Rhodes e três nomes de peso da cena brasileira — Elísio Freitas (produção musical e baixo), Aline Gonçalves (sopros) Estevan Cipri (bateria) e Rafael Paiva (guitarras) — num registro que captura a espontaneidade e a cumplicidade do encontro musical. 

A escolha pelo ao vivo não é casual: ela estrutura o EP como um todo, devolvendo à música a presença física e ritualística que as tecnologias aceleradas muitas vezes dissolvem. 

O lançamento é acompanhado por videoclipe com inspirações no universo de David Lynch, com participação do ator e diretor de musicais Vitor Louzada, e assinado pela Zanzibar Produções — mesma parceria que já rendeu o videoclipe de "Rematilha". 

O videoclipe estende a potência visual da canção, mergulhando no drama noir, entre sombras e luzes que a música propõe.

FESTIVAL VAPOR | Entroncamento

Foto: Rita Braz

O Festival Vapor completa a programação da sua edição de 2026 com novos nomes e propostas que voltam a cruzar música, artes performativas, cinema, literatura, cultura steampunk e património. Nos dias 3 e 4 de outubro, o Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento, volta a transformar-se num espaço de encontro entre diferentes linguagens artísticas, gerações e comunidades. 

Na música, destaque para o concerto de Mayra Andrade, uma das mais reconhecidas vozes da música cabo-verdiana contemporânea. A sua música atravessa referências cabo-verdianas, africanas e ocidentais numa sonoridade pop, tropical e cosmopolita. 

Com uma carreira internacional consolidada e uma identidade artística marcada pela liberdade de cruzar géneros, línguas e geografias, Mayra Andrade traz ao Festival Vapor um repertório que celebra a diversidade e a riqueza da música cabo-verdiana contemporânea, acompanhada em palco por Djodje Almeida, músico cabo-verdiano, no violão, e Ndu Carlos, músico angolano na bateria/percussão. 

Ainda na música, o cartaz fica completo com Arapucagongon, duo nascido em Lisboa do encontro entre o multi-instrumentista e produtor Henrique Silva, também à frente dos projetos Acácia Maior e Landa, e o artista natural da Amazónia brasileira, Jhon Douglas, que desenvolve um trabalho autoral entre música e performance. O projeto resulta dessa ligação espontânea e explora o cruzamento entre diferentes geografias, linguagens e referências musicais.

ALÊ BALBO | Alinhamento

Dando sequência à sétima faixa do álbum Mantras in the Chaos, Alê Balbo apresenta “Alinhamento”, uma composição que convida o ouvinte a desacelerar e mergulhar em um estado de presença e contemplação. A faixa tem como característica marcante as batidas do taiko japonês: odaiko, que imprimem a força dos graves e dos toques ritualísticos, criando uma atmosfera única para o mantra. 

A sonoridade se expande com o som da chuva, simbolizando a purificação das energias, combinado a apitos e ao reco-reco ao fundo, que acrescentam movimento e textura à composição. Todos esses elementos se conectam ao som ancestral de uma concha peruana, reforçando o caráter orgânico e ritualístico da faixa. 

Um som intenso e envolvente. Um convite à paz interior, à presença e ao alinhamento das energias cósmicas.

07/09/2026

LAN TRIO | Chamas

Chamas é o terceiro álbum de estúdio do LAN trio, um dos grupos mais emblemáticos do jazz europeu contemporâneo, em que três vozes singulares, o pianista Mário Laginha, o saxofonista Julian Argüelles e o percussionista Helge Andreas Norbakken, se fundem num som comum. Atestando tanto a consistência como a capacidade de reinvenção do projeto, a música de “Chamas” mescla três processos criativos distintos - a composição, a improvisação e a pós-produção - de um modo que desafia as expectativas comuns. 

Aos temas característicos de Laginha e Argüelles, juntam-se agora uma série de improvisações coletivas, algumas das quais muitos julgariam predeterminadas, tal a sua coerência formal. Trata-se, aliás, do primeiro álbum maioritariamente improvisado na discografia destes dois compositores de exceção, podendo mesmo ser encarado como uma espécie de manifesto. 

Longe das coordenadas da chamada livre improvisação, os resultados são particularmente frescos, sugerindo uma via promissora para a renovação deste tipo de práticas: uma abordagem que não descarta a melodia, a harmonia ou o groove.

 

SEGUNDO ROSMANINHO LANÇA "O PIÃO", UMA CANÇÃO SOBRE RENOVAÇÃO, RESISTÊNCIA E LIBERDADE

Segundo Rosmaninho apresenta "O Pião", um novo single que une a força do folk rock português a uma mensagem profundamente atual sobre liberdade, identidade e esperança. Com uma escrita poética e simbólica, a canção convida à reflexão sobre o estado da sociedade, o valor da voz individual e a capacidade de recomeçar mesmo perante a adversidade. 

Assente na metáfora do pião – um objeto que continua a girar apesar dos desequilíbrios – o tema transforma-se numa declaração de resistência. Ao longo da canção, a liberdade surge como personagem central, evocada entre memórias, retratos do passado e interrogações sobre o presente. A letra aborda temas como a perda de referências coletivas, a liberdade de expressão e a necessidade de preservar valores fundamentais em tempos de incerteza e de censura digital. 

Musicalmente, "O Pião" combina sonoridades folk de raiz portuguesa com a energia do rock contemporâneo, criando um ambiente simultaneamente nostálgico e combativo. A interpretação de Segundo Rosmaninho reforça a intensidade emocional da narrativa, conduzindo o ouvinte por uma viagem onde a saudade, a inquietação e a esperança coexistem. 

A repetição da palavra "Liberdade" assume-se como o coração da canção: um apelo à resistência, à coragem e à capacidade de voltar a tentar. Num momento em que tantas vozes se interrogam sobre o futuro, "O Pião" propõe um olhar construtivo, recordando que toda a transformação começa com uma semente lançada à terra. 

Com este lançamento, Segundo Rosmaninho reafirma a sua identidade artística, apostando numa canção que honra a tradição da música portuguesa sem abdicar de uma linguagem contemporânea e universal. "O Pião" encontra-se disponível nas principais plataformas digitais.

 

06/09/2026

VÁRIOS | Arnaldo Baptista 7.8

No ano em que completa 78 anos, Arnaldo Baptista tem sua carreira homenageada no projeto Arnaldo Baptista 7.8 – Canções Inesquecíveis Revisitadas, que chega às plataformas de streaming.

Reunidas em quatro coletâneas – Cobre, Sunny, Pink e Jeans – e três singles solos, as 56 faixas são assinadas por mais de 60 artistas, como Sandra Sá, Zé Ramalho, Hyldon, Boogarins, Kiko Zambianchi, Leo Jaime, Helio Flanders, Chinaina, Edgard Scandurra & Ema Stoned, Selvagens à Procura da Lei, Rod Krieger, Defalla, Zeca Baleiro, entre muitos outros (confira a lista completa ao final do release). Acompanhando as releituras, um programa audiovisual será lançado em breve no canal de Arnaldo no YouTube​.

JAZZ AO LARGO | Barcelos

05/09/2026

IRINA BARROS LEVA O UNIVERSO DE “IRINÁPOLIS” AO COLISEU DOS RECREIOS

Depois de esgotar o Capitólio no concerto de apresentação de “CICLOS”, Irina Barros prepara-se agora para dar o próximo passo na sua trajetória, com a estreia no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, no dia 26 de fevereiro de 2027. 

O concerto será apresentado sob o conceito “Irinápolis”, um universo criado em torno da identidade artística, da música e da visão de Irina Barros, que será levado pela primeira vez a um dos palcos mais emblemáticos de Lisboa. 

A chegada ao Coliseu dos Recreios acontece depois de um período de forte crescimento para a artista. Em 2025, Irina Barros integrou o Top 10 das artistas femininas portuguesas mais ouvidas no Spotify em Portugal.
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