13/10/2026

MANUEL JUSTO DOS SENSIBLE SOCCERS APRESENTA "CAMMINANDO DI NOTTE" NO PODCAST 33 ROTAÇÕES

Foto: Carlos Lobo

Já está disponível para aududição no Spotify o novo episódio do Podcas 33 Rotações. Manuel Justo dos Sensible Soccers apresenta na primeira pessoa o álbum "Camminando di Notte", o quinto disco da banda.
 

COELHO RADIACTIVO | Minhas Mãos

Foto: Paula Yubero

Depois de “Fogo Artifício”, Coelho Radioactivo apresenta “Minhas Mãos”, segundo single de antecipação ao quarto álbum do projeto de João Sarnadas, intitulado “Anti-Ontem”, com lançamento agendado para o dia 27 de outubro. 

Construída a partir de duas faces aparentemente opostas, a canção parte de um sentimento de incapacidade perante as pressões do presente para encontrar, num segundo momento, uma possibilidade de resposta através da empatia, do cuidado e da relação com os outros. O lançamento é acompanhado por um videoclipe realizado pela cineasta Tânia Dinis. 

Se “Fogo Artifício” colocava em confronto a luminosidade da música com a incerteza de um presente onde o passado parece cada vez mais distante e o futuro difícil de antecipar, “Minhas Mãos” dirige o olhar para a capacidade — ou incapacidade — individual de agir perante aquilo que acontece em redor. A imagem das mãos assume, por isso, um duplo significado ao longo da canção. Num primeiro momento, representam a falta: de sustento, de agência e de poder perante forças que parecem demasiado grandes para poderem ser contrariadas individualmente. 

Coelho Radioactivo observa um contexto onde aquilo que nos rodeia parece ruir e onde as estruturas do próprio sistema contribuem para aprofundar a miséria, o isolamento e o egoísmo. É a partir desse lugar mais escuro que “Minhas Mãos” encontra a sua segunda face. As mesmas mãos que parecem incapazes de alterar aquilo que as ultrapassa são também aquelas através das quais se torna possível estabelecer uma ligação com o outro. 

Sem transformar essa mudança numa resposta definitiva ou numa visão ingenuamente otimista, a canção encontra nos gestos individuais uma possibilidade de resistência à sensação inicial de impotência. Dar carinho, abraçar, amparar ou simplesmente segurar alguém tornam-se, assim, ações concretas perante uma realidade que frequentemente parece impossível de controlar. Se uma mão traduz a incapacidade de responder ao todo, a outra aponta para aquilo que permanece ao alcance de cada pessoa: cuidar, criar proximidade e procurar um lugar mais empático através da relação com quem está à volta. 

O novo trabalho dá continuidade a um percurso iniciado por João Sarnadas em 2007, quando criou Coelho Radioactivo enquanto projeto de cantautor. Desde então, editou trabalhos como “Canções Mortas” e um disco com a sua banda de apoio, Os Plutónios, além de vários singles e EP, e realizou mais de 150 concertos em Portugal. 

Paralelamente, João Sarnadas tem desenvolvido atividade em diferentes territórios da criação musical. Faz parte de Flamingos, Well e Montanha e é um dos fundadores de José Pinhal Post-Mortem Experience. O seu percurso cruza ainda a música experimental e improvisada através da Favela Discos, coletivo no qual participou na criação de projetos como Milteto, Vive Les Cônes e Xula Velhos, assim como na programação e desenvolvimento de residências artísticas.

 

CARTAZ | Concerto

12/10/2026

HOLUZAM REEDITA EM VINIL "SHOWTIME" DE SEI MIGUEL

"Em 1996 Sei Miguel oferecia "Showtime", editado originalmente pela Fábrica de Sons, com a típica formação de geometria variável, desta vez em sexteto: Sei Miguel no trompete, Fala Mariam no trombone, Rafael Toral na guitarra, Pedro "Chuva" Bretes no baixo, Luís San Payo na tarola e Menina do Tambor no gongo. 

Gravado em estúdio, no Angel 2 em Lisboa, a 8 de Julho de 1994, "Showtime" apresentou-se ao mundo um pouco diferente do inicialmente planeado, com uma outra capa e uma divisão em três partes para facilitar a divulgação da música na rádio. 

Trata-se de um momento seminal na obra do jazzman, "Showtime" é a primeira grande partitura de Sei Miguel, o primeiro gravado em estúdio com um som hi-fi. Trinta anos depois é reeditado pela primeira vez em LP, com Sei na capa e contracapa como originalmente planeado e a peça apresentada com a ideia de um todo - e não virtualmente quebrada -, dividida apenas por causa das implicações do formato. 

Lindíssimo diálogo fluído a seis, com um contínuo charme e apreço pelo tempo e o som. "Showtime" ouve-se como o álbum de um jazzman, talvez a peça que coloca essa ideia mais próxima daqueles que têm resistência em aproximar-se da música de Sei Miguel. A dedicatória - para Chet e Cage - é simples e clarividente na peça, "Showtime" invoca romantismo com naturalidade, o trompete de Sei fala, entre sons de paixão e lamento, enquanto o baixo exalta cada um desses sentimentos, com uma pontualidade extrema, sem interrupção. 

Em simultâneo, o trombone de Fala Mariam eleva cada um desses momentos, enquanto a guitarra de Rafael Toral se vai sobrepondo - sem interromper - criando uma sensação oscilante, permitindo que "Showtime" divague livremente, sem prender o ouvinte numa qualquer narrativa. A forma como San Payo toca na tarola sugere uma constante limpeza, uma renovação permanente do que se ouve, do que se fala. 

"Showtime" é um corredor de som, romântico, apaixonado, disponível para nos convidar a apaixonar. Pelo jazz, por estes quarenta e poucos minutos, por Sei. Um show em 2026, apresentado como desejado, masterizado por Taylor Deupree, pleno e revigorante. Trinta anos depois tudo isto é emoção."

Com o selo da Holuzam, "Showtime" fica disponível a partir do próximo dia 16 de outubro

PIPA DE MA$$A APRESENTA "PIPA$TAR" AO VIVO NA MUSA DE MARVILA

PIPA DE MA$$A prepara-se para a primeira apresentação ao vivo do álbum de estreia "PIPA$TAR". O concerto, integrado no festival Oktober Festa 2026, terá lugar a 17 de outubro, este sábado, pelas 00.00h, na Musa de Marvila, em Lisboa, com entrada livre. 

Após o sucesso dos singles 'papagaio loiro' - viral na rede social TikTok - 'sonhos cor-de-rosa' e 'pop/rock', o primeiro disco de PIPA DE MA$$A apresenta-a ao público português com temas Pop efervescentes, letras singulares e uma colaboração surpreendente com João Borsch e o palhaço Batatinha, conhecido do grande público pelo programa infantil "Batatoon". 

Sobre "PIPA$TAR", a artista e DJ conta que "é um álbum pop, mas a minha versão daquilo que um álbum pop pode ser. Nunca pensei vir a ser uma artista pop mas decidi, pela primeira vez, tentar fazer pop comercial de rádio. Falhei redondamente, mas pelo menos fi-lo com alguma falta de respeito pelas regras do género". O título "PIPA$TAR" refere-se à sua "vida imaginária de popstar" e também às "relações, emoções e pequenas situações do quotidiano que, na minha cabeça, com as quais quem me ouve se pode identificar", explica PIPA DE MA$$A. 

Em termos sonoros, o álbum apresenta passagens pelo rock, punk, hyperpop, música electrónica, "club music" e "música de circo". A artista mostra "o resultado do que me dá vontade de criar no momento e acho que é essa mistura que dá identidade ao disco. É um álbum para quem gosta de sorrir, dançar e não tem vergonha alheia".

11/10/2026

"TOUR MARESIA": BÁRBARA BANDEIRA LEVA O UNIVERSO DE LUSA A UM FORMATO ÍNTIMO E ACÚSTICO

Bárbara Bandeira anuncia a Tour Maresia, a sua primeira digressão acústica de auditórios de Lusa. Pensado para uma relação mais próxima com o público, este novo formato transforma o palco numa casa íntima, luminosa e sensível, onde cada canção ganha espaço para ser ouvida de outra forma. 

A digressão arranca a 18 de dezembro, em Leiria, e passa por Chaves, Santa Maria da Feira, Espinho, Coimbra, Braga, Algarve e Sintra, percorrendo o país de norte a sul até abril. No centro deste universo está "Maresia", uma instalação inédita assinada por Joana Vasconcelos, criada especialmente para esta digressão. 

A instalação da artista plástica portuguesa convoca o mar, o croché, os bordados e os canutilhos típicos do norte de Portugal, cruzando memória, artesanato, identidade e fantasia e dá nome a toda a digressão. A Tour Maresia chega no seguimento de "Lusa", o projeto musical e visual em que Bárbara Bandeira tem vindo a explorar as suas raízes. 

Pensado em quatro atos, Lusa arrancou em 2025 com "Lusa: Ato I", o EP que deu a conhecer a introdução ao universo Lusa com influências brasileiras, e teve continuidade em "Lusa: Ato II", que celebra a portugalidade e inclui um dueto inédito com Amália Rodrigues. 

Ao longo deste percurso, Bárbara Bandeira tem cruzado a tradição com o pop moderno, construindo uma ponte entre o passado e o presente. Antes da venda geral, a Tour Maresia abre uma pré-venda exclusiva de 48 horas, que decorre até 15 de outubro, às 08.59h, para os concertos de St.ª Maria da Feira, Coimbra e Braga. 

Durante este período, quem já faz parte do universo de Bárbara Bandeira pode garantir os bilhetes em primeira mão, escolhendo os melhores lugares antes de todos. O acesso a esta pré-venda, bem como as novidades reveladas em exclusivo sobre a digressão, está reservado a quem se inscrever no website oficial da Tour Maresia. A partir das 09.00h de 15 de outubro, abre a venda geral, disponível para todo o público.

10/10/2026

MARCELO DOS REIS APRESENTA "LOW BIRDS" NO PODCAST 33 ROTAÇÕES

Já está disponível para audição no Spotify o novo episódio do Podcast 33 Rotações. Marcelo dos Reis apresenta na primeira pesoa o álbum "Low Birds", um disco que conta com a colaboração do músico italiano Salvoandrea Lucifora.
 

09/10/2026

GUIMARÃES JAZZ EM LIVRO

O livro “Guimarães Jazz 35 Anos”, uma edição comemorativa dedicada à história e ao percurso de internacionalização do festival, será apresentado na sexta-feira, 16 de outubro, às 18h00, no Foyer do Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães. 

Num lançamento que celebra mais de três décadas de história de um festival que, desde o início dos anos 1990, tem afirmado Guimarães como um lugar de encontro entre diferentes gerações, geografias e linguagens do jazz, esta publicação debruça-se numa retrospetiva das últimas dez edições, dando continuidade ao trabalho iniciado com "Novembro", livro que documentou os primeiros 25 anos do festival. 

 A sessão de apresentação do livro constitui um primeiro momento público de celebração dos 35 anos do Guimarães Jazz, cuja próxima edição decorrerá de 12 a 21 de novembro. O programa reúne novas criações, estreias no festival e nomes como Toninho Horta, Kurt Elling, Peter Evans, Kurt Rosenwinkel e ARTEMIS, mantendo igualmente as parcerias, as Jam Sessions e a componente pedagógica que o caracterizam.

ALCEU VALENÇA | 80 Girassóis

Foto: Leo Aversa

Alceu Valença regressa a Portugal… e - uma vez mais - promete voltar a surpreender os milhares de fãs que tem no país. Desta vez traz um espetáculo “aditivado”, que junta uma seleção dos temas mais icónicos de sempre num palco especialmente desenhado para esta celebração histórica, cheio de luz e de cor e de movimento… que vai fazer magia e meter toda a gente a saltar e a dançar. 

Portugal surge depois de percorrer dez cidades brasileiras e, a seguir a Lisboa (30 de outubro, Coliseu de Lisboa), vai a Coimbra (31 outubro, Convento S. Francisco) e ao Porto (1 novembro - Coliseu do Porto). Daqui, parte para nove cidades europeias: Dublin, Bruxelas, Amsterdão, Londres, Paris, Zurique, Genebra, Berlim e Oslo. 

80 Girassóis mostra Alceu no auge da forma, com todo o seu impressionante vigor em cena. O cantor sobrevoa a sua trajetória artística, desde a década de 1970 até os dias atuais. Alceu celebra oito décadas de vida, e mostra uma vitalidade invejável, ligado em infinitos volts de energia limpa, renovada e solar. 

Dos primeiros tempos, o artista recria temas seminais como “Agalopado” e “Espelho Cristalino”, onde a química que aglutina elementos do Brasil profundo com sonoridades contemporâneas já se fazia presente. A política e a ecologia dão o tom do discurso do Valença inicial. Pela luz que incendeia seu ofício, cabe ao poeta alertar que “essa rua, sem céu sem horizontes, foi um rio de águas cristalinas”. 

Alceu percorre as vias do Brasil profundo em “Cabelo no Pente” e “Cavalo de Pau”, entre ruas do passado e ondas de puro éter espalhadas pelo milharal. O rei do baião, Luiz Gonzaga, foi quem deu a definição certeira do som de Alceu, ainda nos anos 80: “uma banda de pífanos elétrica”. 

O legado de Gonzaga faz-se presente nas recriações de “Pagode Russo” e “Sabiá”, esta, com leve sotaque lusitano, a provar que o fado português e a toada nordestina sempre deram um piscar de olhos entre si. E por falar em fado, o cantor possui uma estreita relação com Portugal. 

Há dez anos que se divide entre Rio, Olinda e Lisboa, cidades onde estabeleceu morada. É do alto do Castelo de São Jorge, onde se instala em Portugal, que Alceu busca inspiração para outros projetos, um livro de poemas - O já publicado Poeta da Madrugada, concebido no apartamento lisboeta-, outro de crónicas, além de um documentário autobiográfico, ao qual se dedica entre um e outro espetáculo. 

Por ruas, estradas e caminhos ensolarados, o cantor leva-nos de volta ao Recife, tema de “Pelas ruas que Andei” e “Belle de Jour”, recentemente revisitada em dueto com a cantora francesa Zaz. Só mesmo Alceu para desembarcar a musa da nouvelle vague em plena praia da Boa Viagem numa tarde de domingo azul. Dizem que até a garota de Ipanema tem uma pontinha de ciúmes da Belle de Jour. Do Recife ao Carnaval de Olinda, o frevo, o maracatu e as cirandas disseminam sua vibração avassaladora. A cada Carnaval, Alceu comanda o bloco “Bicho Maluco Beleza” para cerca de um milhão de felizes foliões. 

Parte dessa atmosfera e do ritmo pode ser confirmada no espírito desta turnê, que integra um módulo dedicado ao Alceu folião. Ao longo de toda a carreira, Alceu Valença notabiliza-se por cultivar as sonoridades do Brasil e do nordeste, em linguagem contemporânea, urbana, e com irresistível apelo para as massas. Dentre os maiores sucessos de Alceu, canções como “Anunciação”, “Tropicana”, “Belle de Jour”, “Como Dois Animais”, “Coração Bobo”, atravessam o tempo e reciclam fãs a cada geração. 

Com 200 milhões de acessos no Spotify, “Anunciação” é cantada em estádios dentro e fora do Brasil, enquanto “Belle de Jour” possui mais de 300 milhões de visualizações no YouTube. “Tropicana” ultrapassa a marca de 100 milhões de ouvintes no Spotify.

08/10/2026

MARA | Depois do Amor

Depois de dar a conhecer as canções “Emergir” e “Só Gente”, Mara anuncia a edição do seu novo álbum de originais, “Depois do Amor”, no dia 30 de Outubro. Este será apresentado no dia 14 de novembro no Teatro Garcia de Resende, em Évora, cidade da qual Mara é oriunda e onde vive, e no Teatro Ibérico, em Lisboa, dia 23 de janeiro.

07/10/2026

PORTUGAL JUNTA-SE À CELEBRAÇÃO DO DIA DA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA

Nos dias 17 e 18 de outubro, pela primeira vez, Portugal junta-se à festa e - no Porto - assinala a comemoração do Dia da MPB (Dia Música Popular Brasileira), uma iniciativa dedicada à celebração da diversidade, da força criativa e do património da música brasileira. 

O momento aproveita também para reforçar as relações culturais que há décadas aproximam o Brasil e Portugal. Com entrada gratuita, o evento acontece no Instituto Pernambuco - Porto Brasil e oferece concertos, conversas, cinema, oficinas e experiências para diferentes gerações, apostando numa celebração que não reduz a música popular brasileira a um género, período ou território, mas procura revelar a diversidade de artistas, repertórios, ritmos, linguagens e gerações que a compõem. 

Mais do que uma celebração musical, o Dia da MPB propõe um espaço de encontro entre diferentes linguagens e gerações. Como resume Ivan Lima, curador do evento do Porto, “… o Dia da MPB nasce de uma vontade antiga de celebrar o dia como mais uma data comemorativa, para além dos feriados habituais – Dia da Criança, Natal, etc. Mais do que trazer música brasileira para Portugal, queremos abrir espaços para diálogos e encontros, entre artistas, públicos, gerações, memórias e as muitas relações que Brasil e Portugal já construíram através da música.” 

A programação reúne nomes da música brasileira e portuguesa, entre eles,Almério, Zé Renato, Sérgio Godinho, Samuel Úria e Tiago Nacarato, além da participação de Mayra Andrade e outros convidados. No cinema, serão apresentados os documentários Fernanda Abreu – Da Lata, A Noite de Alaíde Costa, Eu Vou Tirar Você Desse Lugar e Os Filhos do Caos, propondo diferentes olhares sobre artistas, repertórios e movimentos da música brasileira. 

O programa inclui ainda momentos dedicados à educação musical, às crianças e às famílias, assim como espaços de reflexão sobre a história, o presente e o futuro da música brasileira e as suas ligações com a canção portuguesa. 

O Dia da MBP (Dia Nacional da Música Popular Brasileira) celebra a história, os artistas e a influência cultural de um dos géneros mais importantes do país. A data foi instituída em 2012, pela então presidente Dilma Rousseff, e a data - 17 de outubro - foi escolhida em homenagem ao nascimento de Chiquinha Gonzaga - compositora, pianista e maestrina pioneira da música popular brasileira - cujo aniversário se celebra neste dia.

06/10/2026

ESTORIL FOLK FEST

O Estoril Folk Fest regressa no próximo dia 28 de novembro de 2026 para a sua terceira edição, consolidando-se como um dos palcos fundamentais na valorização e divulgação da música de raiz tradicional em Portugal. Dedicado este ano às Polifonias, o festival foca a sua atenção numa das expressões mais ancestrais do património cultural nacional, precisamente num momento em que decorre a candidatura do Canto Polifónico Feminino a Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. 

Todo o destaque concedido a esta forma secular de cantar em grupo pretende ser um atestado de credibilidade e rigor em torno de uma prática que define a identidade de várias regiões do país. Mantendo a tradição de convidar um território de forte herança etnomusical, o evento elegeu Arouca como a região convidada de 2026. 

A programação arranca com uma exposição sobre o Convento de Arouca e a Rainha Santa Mafalda, figura central na construção histórica daquela região, seguida do colóquio de abertura intitulado "Arouca a botar Cantas", focado no estudo e celebração do canto polifónico local. 

No plano musical, o prestigiado palco do Salão Preto e Prata acolherá momentos únicos representativos de várias geografias. A tradição viva de Arouca estará simbolizada nas 40 vozes femininas do coro polifónico Vozes da Terra. Por sua vez, o património sonoro do Sul será evocado num concerto exclusivo criado especificamente para esta edição: o coletivo Moçoilas — que desde 1994 resgata as canções e memórias escondidas da Serra do Caldeirão pelas vozes de Margarida Guerreiro, Inês Rosa e Teresa da Silva — junta-se à cantora Ana Laíns, figura maior na difusão da Portugalidade através da recriação do cancioneiro tradicional e do fado. 

O grande cabeça de cartaz do Estoril Folk Fest 2026 será Vitorino, nome incontornável, que sobe ao palco ao lado dos Cantadores do Redondo no espetáculo "Moda Impura". Este concerto integra-se nas comemorações dos 50 anos sobre o lançamento do seu álbum de estreia, "Semear Salsa ao Reguinho", editado originalmente em 1975 e recentemente reeditado com convidados como Ana Bacalhau, Buba Espinho, Cuca Roseta e Rui Veloso. 

Pela sua inquestionável importância, Vitorino será o galardoado da IIIª edição do Prémio Armando Carvalheda, criado em 2024 com a intenção de homenagear e salientar o mérito de figuras fundamentais na história da Música Tradicional Portuguesa. O festival encerra assim com uma verdadeira exaltação da música popular e da memória coletiva portuguesa, reunindo gerações em torno da voz e da tradição.

MIMICAT EM CONCERTO

05/10/2026

CARLOS BICA & AZUL | Teatro de Vila Real

Com Carlos Bica (Portugal) no contrabaixo, a liderar, Frank Möbus (Alemanha) na guitarra e Jim Black (Estados Unidos) na bateria, o trio AZUL celebra 30 anos. Foi com Frank e Jim que Carlos Bica criou a montra ideal para as suas composições. 

A formação manteve-se e amadureceu uma identidade musical, que se confunde já com a do próprio Bica. Esta empatia musical entre os músicos é uma das características mais fascinantes de AZUL. Neste concerto, o trio celebra 30 anos de liberdade e criatividade.

BASH CO. | Velvet

O músico e compositor Bash Co. continua a expandir o seu catálogo solo na cena musical independente. Nascido no Porto e atualmente residente em Vila Nova de Gaia, o artista reflete a maturidade de uma trajetória criativa centrada na gravação e na partilha de composições que abrangem mais de duas décadas de dedicação silenciosa ao ofício. Conhecido por manter uma identidade artística distinta paralelamente à sua carreira no ensino, Bash Co. vem desenvolvendo o seu trabalho solo de forma estritamente independente desde 1999. 

O projeto ganhou novo fôlego com o lançamento do aclamado single "Velvet" — uma composição fluida que mescla afeto romântico e referências históricas —, seguido por faixas cativantes como "In Your Eyes", que explora temas de atração e vulnerabilidade dentro de uma estética "alt-pop". 

As produções de Bash Co. destacam-se por não seguirem fórmulas comerciais óbvias, concentrando-se, em vez disso, na criação de atmosferas sonoras imersivas, arranjos instrumentais detalhados e letras de profunda carga poética.
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