05/10/2026

CARLOS BICA & AZUL | Teatro de Vila Real

Com Carlos Bica (Portugal) no contrabaixo, a liderar, Frank Möbus (Alemanha) na guitarra e Jim Black (Estados Unidos) na bateria, o trio AZUL celebra 30 anos. Foi com Frank e Jim que Carlos Bica criou a montra ideal para as suas composições. 

A formação manteve-se e amadureceu uma identidade musical, que se confunde já com a do próprio Bica. Esta empatia musical entre os músicos é uma das características mais fascinantes de AZUL. Neste concerto, o trio celebra 30 anos de liberdade e criatividade.

BASH CO. | Velvet

O músico e compositor Bash Co. continua a expandir o seu catálogo solo na cena musical independente. Nascido no Porto e atualmente residente em Vila Nova de Gaia, o artista reflete a maturidade de uma trajetória criativa centrada na gravação e na partilha de composições que abrangem mais de duas décadas de dedicação silenciosa ao ofício. Conhecido por manter uma identidade artística distinta paralelamente à sua carreira no ensino, Bash Co. vem desenvolvendo o seu trabalho solo de forma estritamente independente desde 1999. 

O projeto ganhou novo fôlego com o lançamento do aclamado single "Velvet" — uma composição fluida que mescla afeto romântico e referências históricas —, seguido por faixas cativantes como "In Your Eyes", que explora temas de atração e vulnerabilidade dentro de uma estética "alt-pop". 

As produções de Bash Co. destacam-se por não seguirem fórmulas comerciais óbvias, concentrando-se, em vez disso, na criação de atmosferas sonoras imersivas, arranjos instrumentais detalhados e letras de profunda carga poética.

PODCAST 33 ROTAÇÕES

Já está disponível para audição o novo episódio do Podcast 33 Rotações. Teago Oliveira, vocalista da banda brasileira Maglore, apresenta na primeira pessoa o sexto álbum de estúdio da banda, "Fluxo Natural".
 

04/10/2026

RÁDIO FUTURA CELEBRA 5º ANIVERSÁRIO NA CASA CAPITÃO

Depois da comemoração do ano passado que encheu a Casa Capitão de alegria, a Futura - Rádio de Autor aumenta a parada e celebra o seu 5.º Aniversário com um takeover em todos os espaços da Casa Capitão: Terraço, Rés do Chão, Primeiro Andar e Sótão acolhem um Grandioso Baile com 8 concertos e 18 DJ sets dia 17 de outubro das, 16.00h às 06.00h. 

Nomes como Rui Reininho, Glockenwise, Femme Falafel, Capitão Fausto e Xinobi fazem parte do cartaz A tarde começa no Terraço com o ecletismo de Claudette, Bordel Pinheiro, Mão na Anca, o mítico Pedrinho Xalé e o seu teclado mágico em concerto, Capitão Fausto em modo DJ Set e um duelo muy caliente entre Joana Barrios e Bruno Ferreira. O Sótão pertence a quem não tem medo das guitarras: os punks Frame representam a Escola Artística António Arroio, os novatos Felizes Para Sempre mostram-nos as doces canções do EP de estreia e The Youths prometem stage diving, suor e muito rock & roll. 

O Rés do Chão transforma-se em Palco Futura e recebe concertos de Femme Falafel a solo, a infinita elegância de Best Youth, Rui Reininho num concerto especial acompanhado por Rui Maia e ainda um momento único e irrepetível: “Discovery”, dos Daft Punk, interpretado ao vivo pelos Ditch Days, celebrando 25 anos do clássico álbum dos robots franceses. 

No Clubbing, para além de nomes da Futura como Pedro Ramos, Inês Meneses, Duarte Pinto Coelho,Francês Para Principiantes (Inês Reis & Sofia Moser Leitão, chegadas de Paris), Tom Barman (dEUS) e um desfilar de clássicos 8 Bit pelo Ambientador de José Crespo & José Penacho, há também um raro DJ set de Glockenwise, a mestria de Xinobi ou um duelo entre Benjamim & La Flama Blanca, que muitos juram ser a mesma pessoa. Especial destaque ao comeback de Mr. Mitsuhirato, alter ego de Hugo Moutinho, num raríssimo regresso aos pratos. 

A noite encerra em tributo ao Lounge e Passos Manuel com os seus ex-programadores, as lendas Mário Valente e MVRIA numa ponte bonita entre Lisboa e Porto. Das 15.30h às 23.30h, a entrada é gratuita no Terraço e no Sótão, e custa 22€ para acesso aos concertos e DJ sets no Rés do Chão. A partir da meia-noite, o bilhete para o Clubbing custa 15€.

03/10/2026

MÁRIO BARREIROS QUARTETO | Na Pele da Terra

Mário Barreiros acaba de lançar  o novo álbum, Na Pele da Terra (edição de autor). Mais do que um disco de jazz contemporâneo, o projeto assume-se como uma reflexão sobre o lugar que ocupamos no planeta, cruzando composição orgânica, improvisação e síntese eletrónica em tempo real. 

Gravado ao vivo no Cine-Teatro de Estarreja por Nelson Carvalho, o álbum reúne um quarteto transgeracional de luxo: Mário Barreiros (bateria e guitarra), Ricardo Toscano (saxofone alto), Carlos Barretto (contrabaixo) e Leonardo Pinto (eletrónica e sound design). 

O quarteto desconstrói os limites entre o acústico e o digital, o orgânico e o tecnológico. Aqui, a música não acompanha a paisagem — torna-se a própria paisagem. “Se observarmos a Terra à escala do Universo, descobrimos que toda a vida que conhecemos existe numa camada surpreendentemente fina. Uma superfície frágil que sustenta as florestas, os oceanos, as cidades e a memória da nossa passagem. É aí que esta música começa”, assinala Mário Barreiros. 

Na Pele da Terra está dividido em quatro movimentos basilares — Goal 14, Na Pele da Terra, Sol e uma reinterpretação de Naima de John Coltrane —, o repertório navega entre a urgência ecológica e a contemplação. 

O ecossistema acústico e o processamento digital fundem-se sem hierarquias, criando um organismo sonoro vivo onde o tempo parece suspenso. Na Pele da Terra é um disco apoiado pela Fundação GDA e estará disponível em formato Vinil LP, numa edição física cuidada, pensada para quem procura habitar o tempo com outra profundidade.

UM CORPO ESTRANHO | Grifo

O duo setubalense Um Corpo Estranho apresenta “Grifo”, primeiro single de Fábulas Mundanas e outros Contos de Cantar, novo disco a sair já no final de Outubro “Grifo” parte de uma figura mitológica para construir uma alegoria sobre a ganância, o exercício do poder e a exploração dos recursos. 

imagens de abundância e escassez, a canção antecipa algumas das inquietações que atravessam o novo trabalho de Um Corpo Estranho. A canção ganha também uma dimensão visual num vídeo realizado por Mário Guilherme, que transporta “Grifo” para a imagem e prolonga o universo criado pelo tema.

 

BANDUA | Bandua II

Há barcos que não navegam sozinhos. Há memórias que não ficam no lugar onde nasceram. E há identidades que se fazem precisamente do movimento. 

É a partir destas ideias que os Bandua chegam a BANDUA II, o segundo álbum da dupla formada por Bernardo D’Addario e Edgar Valente, que encerra um primeiro ciclo do projeto e abre caminho a uma nova etapa, centrada na circulação entre memória, território e futuro. O disco tem edição física e digital no Bandcamp e em CD e vinil, pela Ajabu! Records, de Berlim, chegando às restantes plataformas digitais a 9 de outubro. 

A apresentação ao vivo está marcada para os dias 24 e 25 de outubro, na Sala Estúdio Valentim de Barros, nos Jardins do Bombarda, em Lisboa, dando início à tRAVEssia, digressão de lançamento de BANDUA II. O lançamento sucede a “Flor do Rosário”, editada em maio e a “Barquinho” em junho. Se o primeiro álbum, Bandua I, construía um mito de origem ancorado em Berlim e na Beira Baixa, BANDUA II desloca-se desse mito para o presente. O eixo deixa de estar na procura de uma identidade e passa a estar naquilo que acontece quando diferentes identidades, memórias e geografias se encontram.

 

ERCAVOX | Fade To Black

ErcavoX acaba de apresentar o seu mais recente single, Fade To Black. "Inspirada pela minha paixão pelo cinema clássico em preto e branco e pela atmosfera do "film noir", a canção narra o fim de uma história de amor como se fosse a cena final de um filme. Dois amantes tornam-se personagens de um filme que um dia escreveram juntos", explica o artista.

 

02/10/2026

ELISA | A Saudade Aperta (feat. Tiago Ngueira)

Elisa e Tiago Nogueira, vocalista d’Os Quatro e Meia, lançam hoje “A Saudade Aperta”, o novo tema que volta a juntar as duas vozes. Já está disponível em todas as plataformas digitais e chega com videoclipe. A canção sucede a “Como É Fraco o Coração”, o dueto que os juntou pela primeira vez em disco e um dos temas portugueses mais tocados nas rádios nacionais. 

A canção antecipa o EP que será editado no início de 2027e vai ser apresentada ao vivo em 2027, em Ovar, Lisboa, Bragança e Coimbra. E se “A Saudade Aperta” ganhasse uma nova vida nas vozes de Elisa e Tiago Nogueira? Escrita por Tiago Nogueira e Carlos Moisés e conhecida primeiro na voz dos Quinta do Bill, a canção regressa agora numa leitura a dois, com produção de João Só e João André. 

No centro está um sentimento que acaba por ser universal. Entre a nostalgia, a distância e a falta de alguém, esta é a saudade que não desaparece, que cresce devagar até se transformar num momento de partilha. Uma canção sobre ausência e distância, mas sobretudo sobre aquilo que continua connosco, mesmo quando já não está. É na interpretação que o tema encontra a sua força. De um lado, a estética inconfundível de Tiago Nogueira, a escrita próxima e sem artifícios que o público lhe reconhece há muito. 

Do outro, a voz de Elisa, intensa e delicada ao mesmo tempo, sempre mais interessada em guardar do que em mostrar. Juntas, as duas vozes não se sobrepõem, respondem-se. É nesse diálogo que a saudade deixa de ser um lamento solitário e passa a ser qualquer coisa que se divide. O reencontro acontece num momento particular para a dupla. 

Editado em novembro de 2025, “Como É Fraco o Coração” tornou-se um dos temas mais ouvidos da rádio portuguesa: chegou por diversas vezes ao 1.º lugar do airplay nacional e mantém-se, semana após semana, no top 3 das canções mais tocadas nas rádios. Seguiram-se a revisitação de “Este Meu Jeito” e a versão acústica de “Como É Fraco o Coração”, passos que foram consolidando uma afinidade inesperada, que o público abraçou desde a primeira hora.

VIRGEM SUTA | Exporto Tristeza

Depois de “Bárbara e Ken”, “Ela Queria” e “Tomo Conta Desta Tua Casa” os Virgem Suta regressam com “Exporto Tristeza”, novo single que chega às plataformas digitais e que dá a conhecer mais um capítulo daquele que será o próximo álbum da banda, com edição prevista para o início de 2027. 

Carregado da ironia que tão bem caracteriza a escrita dos Virgem Suta, “Exporto Tristeza” olha para uma sociedade habituada à pobreza, à resignação e a um certo mal-estar que parece fazer parte do quotidiano. 

A canção questiona essa tendência para aceitar as dificuldades como inevitáveis e quase como parte da própria identidade nacional. “O fado surge neste contexto como um escape à realidade e a forma que temos de transformar o sofrimento em algo consumível e exportável”, explica a banda. Apesar da crítica em si, “Exporto Tristeza” não se fica pelo retrato de uma sociedade conformada. 

Por detrás da ironia está também uma vontade de romper com este ciclo de desalento e procurar uma saída, depois de tantos anos a aprender a sobreviver através da própria melancolia. “Exporto Tristeza” é o quarto single de avanço para o novo álbum dos Virgem Suta, que reúne dez canções num novo registo da banda e dá continuidade a um ciclo criativo que será também levado para a estrada.

 

30/09/2026

GISELA MABEL | Lisboa

No dia 30 de outubro, Gisela Mabel apresenta-se em formato piano solo no MACAM - àCapela em Lisboa. A artista lançou em 2024 o EP Álbum de Retratos, distinguido como Jazz Album of the Year nos SoloPiano Awards. Em 2025, tornou-se a primeira artista portuguesa a integrar a compilação oficial Piano Day, de Nils Frahm. 

Desde então, apresentou o seu trabalho em palcos como Ageas Cooljazz, NOS Alive, 1-54 Contemporary African Art Fair, Somerset House em Londres, e Piano City Milano e Piano City Madrid. Para fechar 2026, prepara-se para uma tour no Brasil, com passagens pelo Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo, onde se apresenta na Casa Natura Musical.

29/09/2026

SÉRGIO FROES | Minha Terra Também

O cantor e compositor brasileiro Sérgio Froes apresenta “Minha Terra Também”, uma canção inspirada na experiência de construir uma vida longe do país onde nasceu e na transformação que acontece quando um novo lugar, aos poucos, também passa a ser chamado de casa. Mais do que uma música sobre imigração, Minha Terra Também fala sobre pertencimento, identidade, família e saudade. 

A composição nasceu da perceção de Froes de que viver fora do Brasil não significou deixar para trás suas raízes, mas aprender que novas raízes podem crescer ao lado delas. “A inspiração veio da experiência de construir uma vida longe de onde nasci. É sobre saudade, pertencimento e gratidão: criar novas raízes sem abandonar as antigas. Porque o coração não precisa escolher uma só terra para chamar de casa”, explica Sérgio Froes. 

O próprio título resume uma parte importante da mensagem. Não é Minha Nova Terra, mas Minha Terra Também. O “também” reconhece a terra que o recebeu sem apagar aquela de onde veio - duas experiências que passam a coexistir na mesma identidade. Musicalmente, a faixa preserva a essência da MPB e da canção brasileira, combinando instrumentação orgânica e elementos contemporâneos em um arranjo que deixa espaço para a letra e para a interpretação. 

A produção acompanha o caráter intimista da composição e reforça a sensação de memória, distância e afeto presente na narrativa. A temática nasce de uma experiência pessoal, mas encontra eco na história de milhões de pessoas que deixaram a sua cidade ou o seu país em busca de uma nova vida. 

Para Froes, a canção também é uma forma de reconhecer aquilo que permanece: o idioma, as lembranças, os vínculos familiares, os lugares e a cultura que continuam fazendo parte de alguém mesmo depois de muitos anos longe.

 

NOVOS ROMÂNTICOS DESPEDEM-SE DE "CRIPTOPÁTRIA" COM CONCERTO ESPECIAL NA ESCOLA NORMAL

Os Novos Românticos apresentam “Um adeus à Criptopátria” no próximo dia 10 de outubro, na Escola Normal, no Porto. Pensada como uma celebração do percurso construído em torno do álbum de estreia da banda, editado em abril, a noite marca a última vez que “Criptopátria” será interpretado ao vivo na íntegra e abre simultaneamente espaço para o futuro do projeto, com a apresentação de temas inéditos que integrarão o segundo longa-duração, previsto para 2027. 
O evento acolhe ainda o primeiro Conselho das Fadas, liderado por Catarina Miranda, também conhecida como Emmy Curl. 

Mais do que um concerto convencional, “Um adeus à Criptopátria” nasce da vontade de assinalar também o encerramento de um processo criativo. 

“Existe um fascínio pelo lançamento de novos projetos e muito pouca atenção dada ao final de um processo. Estamos gratos pela nossa primeira experiência com este projeto e entusiasmados por mostrar um pouco do que está para vir”, afirma David Félix, que formou os Novos Românticos no Porto em 2023. 

Com início marcado para as 22.00H, o concerto percorre integralmente “Criptopátria” pela última vez, encerrando simbolicamente o ciclo iniciado com a edição do disco. A despedida convive, contudo, com aquilo que se segue: além das canções do primeiro álbum, os Novos Românticos vão revelar ao vivo alguns dos temas que têm vindo a preparar para o seu segundo longa-duração, que será editado em 2027. 

O concerto contará ainda com convidados especiais, a anunciar. “Vamos mostrar algumas novas canções ao vivo, antecipando aquilo que temos vindo a preparar depois da edição do disco. Portanto, na Escola Normal, vamos dizer adeus à ‘Criptopátria’ e olá ao que está para vir”. 

A programação de “Um adeus à Criptopátria” prolonga-se para lá da atuação da banda e transforma a Escola Normal num espaço de encontro em torno de diferentes propostas. O evento acolhe o primeiro Conselho das Fadas, liderado por Catarina Miranda, também conhecida como Emmy Curl, e uma “meditação da forma pós-punk” através da escuta de “A Um Deus Desconhecido”, dos Sétima Legião. 

No final, a celebração continua com um DJ Set Comunitário. Editado em abril, “Criptopátria” marcou a estreia dos Novos Românticos no formato longa-duração, sucedendo aos EPs “Novos Românticos”, de 2023, e “Saudade Internacional”, de 2024. Antecipado pelos singles “Mesa Posta”, “Pátria” e “Comunidade Europeia” e acompanhado, aquando da edição, por “Festival da Canção 2027”, o álbum constrói um retrato fragmentado do presente, cruzando comentário social e político, tensão identitária e uma dimensão mais íntima. 

“O nosso disco percorre diferentes escalas e territórios, do quotidiano às estruturas políticas e sociais, passando pela identidade nacional, pelo espaço europeu e ibérico, pela saturação informativa e pela transformação da música e da cultura em espaços de representação e espetáculo”. 

Num registo pós-punk marcado pela repetição, tensão e contenção, os Novos Românticos colocam a palavra no centro da sua linguagem. Em “Criptopátria”, esse ponto de partida é utilizado para observar diferentes inquietações do presente, entre questões sociais e ambientais, tensões geopolíticas, identidade e polarização, sem abandonar espaço para relações, intimidade, amor e desamor.

ISABEL RATO QUINTETO | Teatro de Vila Real

/>