17/09/2026

RITA REDSHOES | Fala Bem

Rita Redshoes lançou esta quinta-feira, 17 de setembro, o terceiro single de avanço do novo álbum – disco que será composto exclusivamente por canções escritas por autoras portuguesas. O tema “Fala Bem” foi escrito por A garota não e já está disponível em todas as plataformas digitais Rita Redshoes regressa às edições discográficas para apresentar, ao seu sétimo álbum, um novo capítulo na sua carreira e no panorama musical português. 

Dando seguimento ao espetáculo The Other Women (2012), em que homenageava compositoras de todo o mundo, surge agora a vontade de trazer de novo esta ideia, desta vez celebrando exclusivamente autoras nacionais. O novo longa duração irá chamar-se FALA e será lançado a 25 de setembro. Sob o mote das múltiplas facetas do universo feminino, Rita convidou algumas das cantautoras mais relevantes do nosso país a criarem canções e letras inéditas sobre as diversas perspetivas do que é ser-se mulher no mundo atual. 

Para este trabalho, contribuíram com temas originais: A garota não, Amélia Muge, Ana Bacalhau, Cláudia Pascoal, Marília Miranda Lopes (Mãe de Emmy Curl), Francisca Cortesão (aka Minta), Joana Espadinha, Mafalda Veiga, Márcia e Margarida Campelo com Ana Cláudia. 

Nas palavras de Cátia Mazari Oliveira (A garota não): “Ainda hoje as mães não falam. As raparigas chegam à vida íntima sem que as mães tivessem tido a clarividência de conversar um pouco sobre sexo, intimidade e prazer. Sobre assédio, sobre o direito e o dever de dizer não quando não queremos. E de ir se temos vontade, sem que isso nos meta um rótulo só por sermos mulheres. Sem saberem, as mães perpetuam mais umas quantas décadas de obscurantismo íntimo, ignorando os danos físicos e emocionais que resultam de uma profunda ignorância mascarada pela infinita informação veiculada pela internet. E os pais, já falaram disto às suas filhas? Aos seus filhos?” 

Para Rita Redshoes: "Quando recebi a canção da Cátia fui de imediato conduzida para uma memória antiga, de mim enquanto menina criança que fui, e para uma inquietação enquanto mãe de uma menina em crescimento. O processo de nos tornarmos mulheres e homens adultos não é fácil, nunca foi. O diálogo é essencial para que temas tão sensíveis, e muitas vezes perpetuados como tabus, não representem riscos reais. Para que as meninas possam crescer em liberdade, com respeito e protegidas. E os meninos não estão excluídos deste processo, são essenciais. Acredito que seremos seres humanos mais saudáveis, harmoniosos e felizes quanto mais despertos e sensíveis estivermos às questões que se atravessam no processo de amadurecimento físico e emocional da vida.” 

O videoclipe, realizado pelo olhar e sensibilidade do Aurélio Vasques, procura transmitir aquilo que nos apela a mensagem da letra. A ideia de uma consciência de que mães, pais, adultos, cuidadores, devem ter sobre as fragilidades no crescimento de uma menina. E os meninos não estão excluídos deste processo, são essenciais. Por isso, a presença destemida do elenco (meninas e meninos) impõe ainda mais força às palavras e torna mais presente e urgente este cuidado.

 

ANA LUA CAIANO LANÇA NOVO SINGLE "UM MAIS UM"

Ana Lua Caiano caminha de passo cada vez mais acelerado para o seu próximo longa-duração. Depois de "Uma Vida A Menos" chega-nos "Um Mais Um", canção que reflete sobre a morte através de uma sonoridade carregada de energia, uma dicotomia que se transforma em catarse. 

Já está disponível em todas as plataformas digitais A canção “Um Mais Um” é densa na sua abordagem temática, explora o tema da inevitabilidade da morte — a ideia de que “o pé que anda no chão cava cova”. Mas é também um tema rítmico e energético, profundamente enraizado em sons tradicionais portugueses e em sons eletrónicos. A ideia da canção é de uma certa forma, através do ritmo e da música, exorcizar as partes mais sombrias da vida. 

O videoclip que estreia em conjunto com o single, serve para dar imagem e retratar a letra de Ana Lua Caiano. Uma representação muito marcante das fortes (quase sinistras) palavras que vamos ouvindo ao longo da canção: um círculo desenhado em areia que se vai entrincheirando; um dominó humano que não pára de cair até chegar à nossa própria queda. 

No meio, um interlúdio "Ai, oh meu senhor / Se nos salvasses, meu senhor?" respondido com a inviabilidade do fim. O vídeo procura assim refletir sobre essa dimensão inevitável de todas as vidas: “Ai, da vida a morte, a morte é noiva. E todos que estão em pé têm véu branco.

 

16/09/2026

RODRIGO LEÃO | Misty FEST

O regresso de Rodrigo Leão a Alma Mater, no Misty Fest, conta agora com duas convidadas ligadas à história deste registo marcante na carreira do compositor português: Adriana Calcanhotto, que deu voz ao tema “A Casa”, e Lula Pena, que interpretou “Pasión”. Com ensemble, coro e estas grandes convidadas, a celebração de Alma Mater passa por quatro concertos. No Porto, os espetáculos têm lugar nos dias 23 e 24 de novembro, na Casa da Música. 

Em Lisboa, à sessão das 21.00h, já anunciada, junta-se uma nova sessão às 18.00h do dia 18 de dezembro, no Coliseu dos Recreios. Editado há 26 anos, Alma Mater é revisitado ao vivo e na íntegra na 17.ª edição do Festival.

15/09/2026

PMDS ANUNCIAM "REDENÇÃO" - NOVO ÁLBUM É ANTECIPADO PELOS SINGLES "INOCÊNCIA" e "REDENÇÃO"

Os PMDS estão de regresso aos discos com ‘Redenção’, o seu quarto álbum de estúdio, que tem lançamento marcado para o dia 1 de outubro. Para antecipar o novo trabalho, o duo açoriano formado por Pedro Sousa e Filipe Caetano lança hoje "Inocência" e "Redenção", dois singles que expõem diferentes faces do seu universo sonoro e que já se encontram disponíveis nas plataformas digitais.

Nascidos e formados na ilha de São Miguel, Açores durante as décadas de 1980 e 1990, os PMDS transportam para o presente a memória de crescer numa ilha, entre a imensidão do Atlântico e as limitações de um território com regras próprias. "Redenção" revisita essa experiência e transforma-a em matéria sonora, através de uma abordagem que cruza eletrónica contemplativa e atmosférica com a memória e a identidade insulares. 

"Redenção" chega também aos palcos a partir de Outubro, com a primeira apresentação em Lisboa, no BOTA, no dia 15, seguindo-se os Maus Hábitos, no Porto, no dia 16. A 24 de janeiro de 2027, o álbum regressa às origens, com uma apresentação nos Açores, no Arquipélago – Centro de Artes. Os bilhetes estão já disponíveis nos locais habituais.

 

CARTAZ | Concerto

14/09/2026

PODCAST 33 ROTAÇÕES

Foto: Filipa Yue

Já está disponível para audição no Spotify o novo episódio do Podcast 33 Rotações. ÏNIA apresenta na primeira pessoa o EP Tudo no Meu Peito.

L PERTUÉS | Quem Me Viu No Mar

“Quem Me Viu No Mar “ é a quarta e última canção de avanço do disco de L Pertués - “ A Felicidade Intermitente do Artista “. Nesta canção, o artista relata uma das suas “ quedas “ questionando quem o rodeia se o viram naufragar. 

Este toque, crítico em relação à sociedade atual que vive em constante estado de alienação, e o timbre notívago dos acordes menores, são o fermento que apura a turbulência doce dessa viagem ao lado mais íntimo e desanimador de um Homem. 

Neste lugar, sombrio e carente, podemos escutar o soluço em formato canção. E ali ficamos, no fundo do mar, à espera que “ o nada “ aconteça num fraco tom inerte mas decidido. 

A letra e música é da autoria de Vitor Hugo Ribeiro, que também é responsável pela gravação e produção do disco nos estúdios Hàdiégua, e conta com a participação de Ari Martins ( voz principal ). A mistura e masterização é da responsabilidade de Henrique Lopes, enquanto a fotografia é da autoria de André C. Macedo.

 

13/09/2026

IOLANDA EDITA ÁLBUM DE ESTREIA “QUEBRANTO” A 08 DE OUTUBRO

IOLANDA acaba de anunciar a edição de “Quebranto”, o seu álbum de estreia, no dia 08 de outubro. Antecipado por “Olha P’ra Ela”, “Responso” e “Noite Inteira”, o disco que reúne 13 faixas, marca uma nova etapa no percurso da cantora e compositora, que se prepara também para a estreia em nome próprio no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, a 07 de dezembro, com um espetáculo em formato 360º. "Quebranto" já está disponível para pre-save em todas as plataformas digitais e em countdown no Spotify. 

Há memórias, crenças e tradições que atravessam gerações e continuam presentes na forma como se olha o mundo. É dessa herança, tão próxima quanto por vezes esquecida, que nasce “Quebranto”. Sem desvendar ainda o que o título guarda, IOLANDA aproxima as suas raízes da mulher que se tornou, num disco que reúne as canções mais pessoais que escreveu até hoje. 

“Olha P’ra Ela”, “Responso” e “Noite Inteira” têm revelado diferentes dimensões deste trabalho, entre o olhar dos outros, a procura interior e as contradições das relações. São os primeiros vislumbres de um universo que será conhecido na íntegra a 08 de outubro e que encontra nas palavras da artista uma síntese: “Quebranto é uma ode à bucolidade portuguesa, ao quebrar padrões, às vozes que me criaram e à mulher que me tornei.” 

A 07 de dezembro, este novo capítulo chega ao Coliseu dos Recreios para a apresentação oficial do álbum. Na sua estreia em nome próprio nesta sala, IOLANDA atua num palco em formato 360º, com o público à sua volta, numa configuração que dá à proximidade um lugar central no espetáculo. 

O primeiro álbum e o primeiro Coliseu assinalam dois momentos decisivos num percurso que tem levado IOLANDA a palcos de todo o país. Em dezembro, o encontro está marcado em Lisboa para celebrar “Quebranto” ao vivo, numa noite que coloca as novas canções no centro da sala. Os bilhetes já se encontram à venda.

12/09/2026

LUSTRO CELEBRAM 10 ANOS DECARREIRA COM UMA NOITE ÚNICA NOS NIRVANA STUDIOS

Os Lustro assinalam uma década de carreira com um espetáculo especial e irrepetível no próximo 7 de novembro, nos Nirvana Studios, em Barcarena. Mais do que um concerto, "Lustro 10 Anos" será uma celebração pensada para surpreender e agradecer a todos os que têm acompanhado o percurso da banda ao longo destes anos.

Uma noite única, emotiva e intensa, onde passado, presente e futuro se encontram para criar memórias inesquecíveis. A abertura estará a cargo do aclamado Le Cabaret Rock, uma produção burlesca inspirada nos universos DieselPunk, Bizarre Chic e SteamPunk, que mistura humor negro, paródia, loucura e poesia numa experiência única que já conquistou mais de 100 mil espectadores. 

Segue-se o momento mais esperado da noite: os Lustro, acompanhados por convidados especiais, revisitam os temas mais marcantes dos discos Nu Ar (2017), O Diabo Também Chora (2022) e Esquecimento Global (2023), numa viagem pelos primeiros 10 anos da sua história. 

A festa prolonga-se pela noite dentro com um DJ Set New Wave, Rock & Dark Wave, encerrando uma celebração que promete ser mágica, intensa e inesquecível. Atualmente, os Lustro preparam o lançamento de um novo trabalho de estúdio, já antecipado pelo single "Anjos ou Vilões".

11/09/2026

ALMAORIGINAL | Tempo Perdido

AlmaOriginal é um projeto musical a solo e independente do músico português Jorge Silva, enraizado na composição acústica e na gravação direta com microfone. O projeto inclui canções em português e inglês, além de temas instrumentais e gravações de campo. 

A música inspira-se em influências de folk, rock, blues, música clássica e referências portuguesas, procurando preservar a intimidade e as nuances de cada interpretação, com um carácter cru, agreste e não polido. A curta duração dos álbuns é intencional, convidando os ouvintes a experienciá-los na sua totalidade. 

O primeiro álbum, “?”, foi inicialmente lançado em formato digital a 11 de dezembro de 2025 e posteriormente editado em CD. O segundo álbum de material original, “(Un)certeza”, foi lançado nas plataformas digitais a 2 de junho de 2026, tendo sido precedido pelos singles oficiais “Tu Pertences” e “I Want to Know”. 

A capa de “?” é uma montagem de elementos de clipart, incorporando o logótipo do projeto, enquanto a capa de “(Un)certeza” foi desenhada usando um lápis digital. Ao longo do projeto, as canções refletem sobre experiências, conceitos, emoções e diferenças individuais, bem como sobre as complexidades da existência humana e da vida quotidiana no contexto cultural e económico.

PZ | O Pack Inteiro (feat. António Zambujo)

PZ apresenta “O Pack Inteiro”, novo capítulo do projeto "Álbum de Família", desta vez com a participação de António Zambujo. Mais um encontro inesperado entre duas vozes e universos musicais distintos, numa canção que nasce de uma pequena discussão familiar e acaba a apontar o dedo a um dos grandes males do nosso tempo: o narcisismo. 

A ideia nasceu em casa, de uma situação tão banal quanto reconhecível. Havia um pacote de bolachas na despensa e, quando PZ foi à procura dele, já não havia pacote. O filho tinha tratado do assunto. A acusação saiu naturalmente: “Comeste o pack inteiro...” Uma frase que poderia igualmente ter sido dirigida ao próprio PZ — porque, perante um ataque de larica, ninguém naquela casa parece estar completamente inocente. 

Foi a partir deste episódio doméstico que nasceu a canção que transforma uma situação quotidiana numa metáfora para aquela tendência muito humana de pensarmos primeiro em nós próprios e só depois nos outros que também querem as bolachas. Da despensa para o mundo, a escala vai aumentando: do egoísmo ao egocentrismo, do egocentrismo ao narcisismo, até a letra convocar os “Narcisistas da Terra”. 

É neste cenário que entra António Zambujo, numa participação tão inesperada quanto certeira. A sua voz e interpretação características criam um contraste particular com a voz de PZ, colocando frente a frente dois registos muito diferentes. Zambujo entra no jogo com uma interpretação que reforça simultaneamente o lado musical, teatral e bem-humorado do tema. 

Na gravação participam ainda Gustavo Duarte, na percussão, e Leandro Leonet, na bateria, contribuindo para o carácter orgânico que tem marcado este novo ciclo de PZ. Porque, no fundo, todos temos um pequeno narcisista dentro de nós. O problema é quando ele come o pack inteiro…

MARTA VILAÇA | All Blurred

No passado dia 5 de setembro Marta Vilaça apresentou o videoclipe de “All Blurred”, o seu mais recente single e um dos temas que antecipa o meu próximo álbum de originais, com lançamento marcado para 1 de novembro. 

Escrito por Marta e gravado por João Robim, no The Village, “All Blurred” nasce de uma reflexão sobre o impacto que podemos ter na vida de outra pessoa — sobre amor, perda e esperança e sobre a possibilidade de tornarmos o mundo de alguém um pouco mais leve, mesmo quando o nosso próprio caminho nem sempre é claro.

 

10/09/2026

ÏNIA APRESENTA PRIMEIRO EP DE ORIGINAIS "TUDO NO MEU PEITO"

Foto: Filipa Yue

A cantora e compositora ÏNIA apresenta o primeiro EP "Tudo no meu Peito". O trabalho de estreia revela a artista no espaço do pop experimental, com a colaboração de vários produtores, letristas e compositores do panorama musical português. 

"Com este EP consegui desenvolver e aprofundar melhor a minha sonoridade e, acima de tudo, perceber melhor qual é o meu lugar dentro do pop experimental e até onde quero brincar com a experimentação. É um trabalho que explora diferentes sonoridades e texturas, mas sem deixar de estar ligado a uma linguagem pop. Fui percebendo que o autoconhecimento e também o amor são os temas centrais do EP e cruzam-se constantemente ao longo do projeto e também acabam por reger a forma como vivo a minha vida.", revela ÏNIA. 

Ao longo do processo de composição e gravação do EP, que decorreu durante cerca de três anos, ÏNIA colaborou com diferentes produtores e compositores e o resultado está agora disponível em todas as plataformas digitais, com 7 temas originais: 'Amor', 'Sina' e 'Tá td bem' produzidas por Luar; 'Tua' e 'Fogo' produzidas por João Borsch; e '25h', coescrita com Tyoz, e 'Desapegada', coescrita com xtinto, ambas produzidas por Choro. 

O EP foi primeiramente apresentado com o tema 'Desapegada', com estreia na Rádio Comercial, e revela agora o novo single '25h'. A artista ÏNIA conta que "esta canção nasceu sem grandes expectativas e que acabou por se tornar uma das minhas preferidas da EP. Sinto que junta diferentes lados meus: a música, o movimento e a performance". A artista prepara agora o concerto de apresentação de "Tudo no meu Peito". 

A cantora e compositora explica que "este espetáculo vai ser uma oportunidade de mostrar uma versão mais completa de quem é a ÏNIA e, sobretudo, de transportar para o palco toda a identidade que tenho vindo a construir. Até agora, o público conhece-me muito pelo meu trabalho enquanto back vocalist, diretora vocal e arranjadora. São áreas que fazem parte de mim e que adoro, mas sinto que ainda há muito por descobrir sobre a minha identidade artística. Quero que este seja um momento em que as pessoas consigam finalmente entrar no universo ÏNIA e perceber melhor aquilo que este projeto representa para mim".

 

AUREA APRESENTA “BACK INTO LOVE”

Aurea está de volta com música nova. “Back Into Love”, disponível a partir de 10 de setembro, é o primeiro avanço do próximo álbum de estúdio da artista, com lançamento previsto para a primavera de 2027, e inaugura um novo momento criativo numa carreira que há mais de 15 anos tem na soul uma das suas marcas identitárias. 

Entre as raízes que sempre definiram a sua música e a vontade de continuar a descobrir novos territórios, “Back Into Love” aproxima Aurea de uma sonoridade soul pop contemporânea, com elementos de new soul, numa evolução natural do seu percurso artístico e musical. Escrita e composta por Aurea, Stego, Riic Wolf e Gonçalo Malafaya, a canção conta com produção de Stego, produtor português com um percurso internacional que inclui trabalhos com nomes como Madonna e Anitta, além de uma nomeação para os Latin Grammy Awards. 

Em “Back Into Love”, Aurea canta sobre um amor que resiste à mudança, às feridas e à passagem do tempo. Um sentimento intenso, por vezes descontrolado, que permanece mesmo quando tudo parece empurrá-lo noutra direção. Entre vulnerabilidade e esperança, a canção fala da possibilidade de voltar ao amor depois daquilo que nos transforma. Essa ideia de transformação atravessa também o universo visual de “Back Into Love”. 

A partir de uma ideia original de Aurea, o videoclipe, realizado e produzido por Gonçalo Carvoeiras, explora as possibilidades criativas proporcionadas por ferramentas de inteligência artificial, combinando-as com imagens reais da artista, que participou nas filmagens. O conceito nasce também da curiosidade de Aurea por estas novas ferramentas e pelas possibilidades que abrem à criação artística. 

A componente visual prolonga-se no guarda-roupa, com wardrobe do Ssancho Atelier, contribuindo para a construção da nova linguagem estética deste ciclo. “Back Into Love” é a primeira peça de um projeto mais amplo. 

O single antecipa o novo álbum de Aurea, previsto para a primavera de 2027, ao mesmo tempo que começa a desenhar-se uma nova abordagem aos palcos. Está já em desenvolvimento um novo conceito de espetáculo, mais sofisticado e impactante, pensado para traduzir ao vivo esta fase artística sem perder a força vocal e a relação de proximidade com o público que sempre marcaram o percurso da cantora.

 

CASSETE PIRATA | Sou Gente Outra Vez

Foto: Pedro João

“Sou Gente Outra Vez” é o segundo single de avanço do quarto longa duração da banda que, este ano, comemora dez anos de vida. Depois do single “Abismo”” (o primeiro tema revelado), os Cassete Pirata trazem-nos, com esta nova canção, uma reflexão sobre a angústia da produtividade, questionando a nossa obsessão em ocupar o tempo e o que realmente lhe dá significado. 

Pelas estrofes, “Sou Gente Outra Vez” percorre o quotidiano de uma vida repleta de tarefas mas esvaziada de sentido. Entre os disfarces do artista e do professor e “os andaimes do humor”, sucedem-se os papéis, as obrigações e as ocupações que preenchem os dias sem necessariamente lhes dar substância. Em contraponto, a canção encontra significado num outro tempo: aquele que é efetivamente vivido. 

O tempo dos “corpos salgados” e dos “beijos molhados”, dos momentos em que a produtividade deixa de ser medida pelo que se fez e passa a sê-lo pela experiência de estar vivo, de estar com os outros e de guardar memória desses instantes. 

Há uma certa ideia de que um dia preenchido é necessariamente um dia bem passado, e esta canção nasce um pouco da vontade de contrariar isso. No fundo, fala sobre a diferença entre ocupar o tempo e vivê-lo - e foi muito bonito ver essa ideia aparecer nas imagens que as pessoas nos enviaram”, explica Pir, vocalista, guitarrista e compositor dos Cassete Pirata. 

A frase ‘o passado é o presente que se fez’ resume a única verdade que importa, a de desfrutarmos cada momento presente.” O novo álbum será lançado a 30 de outubro, dando continuidade a um percurso que, ao longo de uma década, tem feito dos Cassete Pirata uma das propostas mais singulares da pop e do rock cantados em português, cruzando a energia da banda com uma escrita atenta às inquietações, contradições e afetos do quotidiano.

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