19/10/2026

DIOGO ZAMBUJO | Vir a Ser

Depois de lançar Vir a Ser, o seu álbum de estreia, Diogo Zambujo prepara-se para apresentar as suas canções ao vivo, com seis concertos agendados até ao final do ano. A digressão passa pela Guarda, Miranda do Corvo, Beja, Felgueiras, Tavira e Vale de Cambra, levando a diferentes regiões do país um trabalho que assinala uma nova etapa no percurso do cantautor. 

As primeiras datas estão marcadas para 30 de outubro, no Teatro Municipal da Guarda, e 31 de outubro, na Casa das Artes de Miranda do Corvo. Em novembro, Diogo Zambujo atua a 7 no Pax Julia Teatro Municipal, em Beja, e a 14 no Teatro Fonseca Moreira, em Felgueiras. 

A digressão prossegue a 20 de novembro, no Teatro Municipal António Pinheiro, em Tavira, e termina a 5 de dezembro, no CAE de Vale de Cambra. Para 2027, Diogo Zambujo já tem concertos marcados em Vila Real (5 de fevereiro), Ílhavo (20 de fevereiro) e Lisboa, naquele que será o concerto oficial de apresentação do álbum de estreia, no Maria Matos, a 3 de março.

WAYTAMAYU | Abuelito de la Montaña

"Abuelito de la Montaña" é uma oferenda devocional à inteligência viva da montanha — o Apu — e às plantas sagradas que, por gerações, têm guiado as tradições de cura por todos os Andes. Nascida de uma cerimônia no sul de Portugal, a canção percorre os quatro ventos, a flor branca, as águas que fluem pelos desfiladeiros e o profundo caminho interior que se abre quando nos entregamos à terra.

 

TIAGO LICO | O Que Falta em Ti

O artista Tiago Lico acaba de apresentar o seu mais recente single, intitulado "O que falta em ti". A faixa mergulha num ambiente altamente introspetivo e emocional, consolidando a identidade do artista no panorama da música urbana atual. Explorando temas profundos como a ausência, as dúvidas nas relações e o vazio emocional, a música ganha vida através de uma produção marcante e de uma forte identidade visual. 

A capa oficial que retrata um cenário de montanhas geladas sob um céu tempestuoso, onde o artista encara o horizonte numa jornada solitária — serve como a metáfora perfeita para a frieza e a busca interior abordadas na composição. 

O percurso de Tiago Lico na música é marcado por uma verdade artística crua e inspiradora. O artista começou desde cedo a dar a conhecer a sua voz ao participar em vários eventos escolares, partilhando o seu talento com o público pela primeira vez. Mesmo quando enfrentava as críticas daqueles que diziam que não sabia cantar, manteve-se firme. 

Poucos conseguiam, no início, ver o seu verdadeiro potencial. Embora não fosse claro para todos, era visível que existia ali algo mais — uma semente artística singular que nasceu e cresceu no seu silêncio, cuja evolução futura seria impossível de prever na altura. Sem se enquadrar nos métodos convencionais e sentindo-se diferente, desenvolveu a sua arte de forma inteiramente intuitiva

INFINNI | Heinsenberg

INFINNI apresenta “Heisenberg”, uma das faixas do EP “SPOILER”. A música mergulha no universo do Rap/Trap com uma abordagem intensa, urbana e cinematográfica, reforçando a identidade do grupo e a sua ambição de conectar a cena angolana ao público lusófono e internacional. Sobre “Heisenberg” “Heisenberg” trabalha uma estética de tensão, presença e impacto. 

O conceito da faixa utiliza a referência a Heisenberg como elemento central da sua identidade, criando uma atmosfera que combina atitude, confiança e uma energia marcadamente trap. A música foi concebida para funcionar tanto pela força do refrão como pela presença individual dos integrantes do INFINNI.

 

18/10/2026

LUÍSA SOBRAL | Cartas de Desamor

Luísa Sobral lança álbum "Cartas de Desamor". Explorando novos territórios, o oitavo álbum da cantauratora assinala a sua aproximação à música tradicional portuguesa, fruto de um renascimento criativo e emocional após um período de maior introspeção. 

Sem nunca perder o foco nas letras e na canção de autor, a compositora cruza a sua identidade com os ritmos e as percussões da nossa cultura. A produção ficou a cargo de Ricardo Dias (que já colaborou com grandes nomes, como Fausto e Vitorino) e o disco conta com as participações especiais de Sopa de Pedra, A Garota Não e Vitorino. 

"Cartas de Desamor" afirma-se como uma celebração da reinvenção que une o passado e o presente da música portuguesa.

 

17/10/2026

THE MOONLIT WALK | Better Times

“Better Times” é o single de estreia de The Moonlit Walk, carrega o conceito de “The Beginning from the End”. 

“Better Times” conta com Gianfranco Cacciola (vocal principal), Karla da Silva (backing vocal), Bartolo (violão de aço, guitarras e baixo), Zé Ruivo (teclados/sintetizadores) e Marcelo Callado (bateria), com produção musical de Bartolo e Gianfranco Cacciola.

JORGE | Un Blues Sans Fin

O artista franco-português JORGE revela O seu novo single, “Un Blues sans fin”,uma balada íntima que explora a falta e a espera. Com a flauta transversal de MariAn e a guitarra elétrica de Bruno, a faixa mescla suavidade e tensão emocional em um diálogo musical único.

 

16/10/2026

SALVADOR SOBRAL LANÇA “A FLOR DO RECOMEÇO”, O NOVO ÁLBUM DEDICADO À RIQUEZA E POESIA DA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA

Salvador Sobral edita hoje A Flor Do Recomeço, um álbum concebido como uma viagem musical e emocional ao coração do Brasil, com onze canções inéditas escritas por alguns dos maiores nomes da cena brasileira clássica e contemporânea. 

Antes mesmo de se tornar cantor, antes dos palcos e da Eurovisão, antes de a sua voz encontrar um lugar próprio, ouviam-se Maria Bethânia no carro da mãe e Chico César no do pai. Dessa memória de infância nasce A Flor do Recomeço, um disco que representa para Salvador Sobral um regresso às fontes essenciais da sua formação musical, longe de qualquer exercício de nostalgia ou aproximação turística. 

O projeto nasce da necessidade de cruzar uma tradição rica com a voz singular de um intérprete português. Concebido em conjunto com o diretor artístico Marcus Preto, o álbum reúne composições inéditas de nomes como Marcelo Camelo e Mallu Magalhães, Joyce Moreno e Paulo César Pinheiro, Chico César e Eveline Sin, Adriana Calcanhotto, Céu, Arnaldo Antunes e Hyldon (com a participação lendária de Ney Matogrosso), Marcos Valle e Tim Bernardes (com Dora Morelenbaum), entre outros. Gravado em São Paulo, no estúdio Dá Pá Virada, o disco contou com a produção musical de Tó Brandileone e um núcleo instrumental composto por Tiago Costa (piano e arranjos de sopros), Fábio Sá (contrabaixo), Conrado Goys (guitarra), Sérgio Machado (bateria) e Felipe Roseno (percussão). 

A meta principal foi evitar clichês: “A ideia não era fazer um ‘disco brasileiro’, mas sim um disco de compositores brasileiros interpretados por músicos brasileiros e cantados por um artista português”, explica Sobral. Essa busca por autenticidade atravessa todo o álbum. O desafio consistia em encontrar uma sonoridade diferente, mas ao mesmo tempo coerente; respeitar a natureza de cada composição sem perder a personalidade do conjunto. Após os ensaios e as sessões de gravação, Sobral e a sua equipa sentiram que tinham finalmente encontrado “o fato adequado” para cada canção. 

Disponível em edição digital, CD e vinil, o álbum transita entre a homenagem e a exploração de novas dimensões artísticas. Após o lançamento, a digressão arranca a 25 de outubro no Teatro Arriaga, em Bilbau, passando por Espanha, Países Baixos, Lituânia e Reino Unido. 

Em Portugal, atua a 2 de março no CCB, 5 de março no Casa da Cultura de Ílhavo e a 6 de março na Casa da Música, no Porto, acompanhado por uma banda europeia formada por Katerina L’Dokova, André Rosinha, Eva Fernández, Joel Silva e Sebastià Gris. Mais datas a anunciar, em breve. 

A Flor do Recomeço não é apenas o título de um álbum. É também uma declaração artística: a constatação de que voltar às origens não significa necessariamente olhar para trás. Às vezes significa encontrar ali a semente original para poder avançar. Salvador Sobral faz isso regressando ao Brasil, às canções que ouviu em criança, aos compositores que admira e a uma tradição musical que acompanha a sua trajetória desde muito antes de o público conhecer o seu nome.

THE MOULDY CAVE SOCIETY | Jake, The Snake

Jake, The Snake é o mais recente single da banda The Mouldy Cave Society, projeto que tem como vocalista Rafael Xavier.

 

LEO MIDDEA | Carnaval

"Carnaval" é o novo single de Leo Middea, um artista brasileiro que tem raízes em Portugal. "Carnaval" é uma faixa calorosa e contagiante.

 

ALÊ BALBO | Clareza

Dando sequência ao álbum Mantras in the Chaos, Alê Balbo apresenta “Clareza”, uma composição que convida o ouvinte a desacelerar, silenciar a mente e mergulhar em um estado de presença e contemplação. 

A faixa tem como uma de suas características marcantes o zumbidor, que traz o som e o movimento do ar, evocando liberdade e espiritualidade. As cascas de jatobá acrescentam texturas que remetem à água e às profundezas, conduzindo o ouvinte a um mergulho interior — um convite à reflexão e ao enfrentamento dos próprios medos. 

As frequências mais altas são preenchidas pelas vibrações dos pratos, ampliando a sensação de expansão, enquanto os tambores nos conectam à terra, ao aterramento e à proteção. “Clareza” une ar, água e terra; profundidade e expansão; liberdade e proteção. Um caminho sonoro para olhar para dentro e, a partir desse mergulho, ver com mais clareza.

 

15/10/2026

MESA | Amor de Papel

Depois do regresso aos palcos em 2025 com dois concertos memoráveis, na Casa da Música, no Porto, e no Lux Frágil, em Lisboa, onde revisitaram os temas mais emblemáticos dos seus 20 anos de carreira, os MESA regressam agora aos originais com «Amor de Papel», a primeira canção inédita da dupla Mónica Ferraz e JP Coimbra desde o álbum «Automático» (2011). 

Com letra e música de JP Coimbra e a voz quente e inconfundível de Mónica Ferraz, «Amor de Papel» cruza uma declaração de amor com a realidade da guerra. A sua sonoridade luminosa contrasta com a gravidade do tema, transformando a distância em desejo de reencontro e o afeto num gesto de resistência.

 

14/10/2026

LINDA MARTINI CELEBRAM 20 ANOS DE "OLHOS DE MONGOL" NO SUPER BOCK SUPER ROCK

Foi em 2006 que os Linda Martini se aventuraram no primeiro disco. Após o EP homónimo de 2004, o grupo arrancou para uma aventura de estúdio com um alinhamento de 9 músicas que ainda hoje constam no imaginário dos seguidores do grupo e que persistem nos alinhamentos dos concertos da banda. 

Reconhecidamente como uma das bandas mais potentes ao vivo do panorama nacional, os Linda Martini distinguem-se por apresentar uma evolução numa sonoridade que começaram a desenhar nas últimas duas décadas e que já os levaram para os grandes palcos em Portugal mas também com apresentações internacionais. 

André Henriques (voz e guitarra), Cláudia Guerreiro (baixo), Hélio Morais (bateria) e Rui Carvalho (guitarra) apontam para que a noite de 6 novembro seja absolutamente especial no sentido em que os Linda Martini tocam todo o álbum conforme ele foi dado a conhecer ao mundo. As celebrações dos 20 anos de “Olhos de Mongol” continuam com mais ações em 2026, que a banda pretende divulgar muito em breve.

13/10/2026

MANUEL JUSTO DOS SENSIBLE SOCCERS APRESENTA "CAMMINANDO DI NOTTE" NO PODCAST 33 ROTAÇÕES

Foto: Carlos Lobo

Já está disponível para aududição no Spotify o novo episódio do Podcas 33 Rotações. Manuel Justo dos Sensible Soccers apresenta na primeira pessoa o álbum "Camminando di Notte", o quinto disco da banda.
 

COELHO RADIACTIVO | Minhas Mãos

Foto: Paula Yubero

Depois de “Fogo Artifício”, Coelho Radioactivo apresenta “Minhas Mãos”, segundo single de antecipação ao quarto álbum do projeto de João Sarnadas, intitulado “Anti-Ontem”, com lançamento agendado para o dia 27 de outubro. 

Construída a partir de duas faces aparentemente opostas, a canção parte de um sentimento de incapacidade perante as pressões do presente para encontrar, num segundo momento, uma possibilidade de resposta através da empatia, do cuidado e da relação com os outros. O lançamento é acompanhado por um videoclipe realizado pela cineasta Tânia Dinis. 

Se “Fogo Artifício” colocava em confronto a luminosidade da música com a incerteza de um presente onde o passado parece cada vez mais distante e o futuro difícil de antecipar, “Minhas Mãos” dirige o olhar para a capacidade — ou incapacidade — individual de agir perante aquilo que acontece em redor. A imagem das mãos assume, por isso, um duplo significado ao longo da canção. Num primeiro momento, representam a falta: de sustento, de agência e de poder perante forças que parecem demasiado grandes para poderem ser contrariadas individualmente. 

Coelho Radioactivo observa um contexto onde aquilo que nos rodeia parece ruir e onde as estruturas do próprio sistema contribuem para aprofundar a miséria, o isolamento e o egoísmo. É a partir desse lugar mais escuro que “Minhas Mãos” encontra a sua segunda face. As mesmas mãos que parecem incapazes de alterar aquilo que as ultrapassa são também aquelas através das quais se torna possível estabelecer uma ligação com o outro. 

Sem transformar essa mudança numa resposta definitiva ou numa visão ingenuamente otimista, a canção encontra nos gestos individuais uma possibilidade de resistência à sensação inicial de impotência. Dar carinho, abraçar, amparar ou simplesmente segurar alguém tornam-se, assim, ações concretas perante uma realidade que frequentemente parece impossível de controlar. Se uma mão traduz a incapacidade de responder ao todo, a outra aponta para aquilo que permanece ao alcance de cada pessoa: cuidar, criar proximidade e procurar um lugar mais empático através da relação com quem está à volta. 

O novo trabalho dá continuidade a um percurso iniciado por João Sarnadas em 2007, quando criou Coelho Radioactivo enquanto projeto de cantautor. Desde então, editou trabalhos como “Canções Mortas” e um disco com a sua banda de apoio, Os Plutónios, além de vários singles e EP, e realizou mais de 150 concertos em Portugal. 

Paralelamente, João Sarnadas tem desenvolvido atividade em diferentes territórios da criação musical. Faz parte de Flamingos, Well e Montanha e é um dos fundadores de José Pinhal Post-Mortem Experience. O seu percurso cruza ainda a música experimental e improvisada através da Favela Discos, coletivo no qual participou na criação de projetos como Milteto, Vive Les Cônes e Xula Velhos, assim como na programação e desenvolvimento de residências artísticas.

 
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