09/07/2026

PODCAST 33 ROTAÇÕES

Já está disponível para audição no Spotify o novo episódio do Podcast 33 Rotações. Manuel Linhares apresenta na primeira pessoa o álbum "Atlântico".
 

FUTURE3 | Despit The Rumbling

Future3 são Irina (teclas/sintetizadores), Miguel (baixo/sintetizador) e Rodrigo (bateria), um trio de Berlim que parte do jazz sem o tratar como território fixo. Teclas, sintetizadores, baixo e bateria são as principais coordenadas, mas a música raramente permanece no mesmo lugar durante muito tempo: tanto pode aproximar-se da densidade harmónica da tradição jazzística, como atravessar o futurismo dos sintetizadores e do sampling. O seu primeiro álbum Despite the Rumbling é editado pela Jazzego Records a 25 de julho. 

O título não é decorativo. Nasce de uma sensação bastante concreta: o mundo está ruidoso, instável, difícil de ignorar, e ainda assim a banda escolhe encontrar-se numa sala para fazer música em conjunto. Não há aqui qualquer tentativa de fingir que esse ruído de fundo não existe. 

O disco carrega consigo parte dessa pressão, tocando em ideias de comunidade, capitalismo, inteligência artificial, streaming e no estranho esforço de tentar manter uma vida artística enquanto tudo à volta se torna mais complicado. Gravado no Butterama Recording Center em Berlim por Daniel Nentwig e Freddy Corazzini, Despite the Rumbling preserva a energia de músicos a tocar juntos no mesmo espaço. 

Os Future3 procuravam algo antiquado no melhor sentido: o som de pessoas a escutarem-se, a tomarem decisões em tempo real, a deixarem que a sala e o dia marcassem a música. Algumas coisas ficam soltas. Algumas arestas permanecem visíveis. A intenção nunca foi corrigir o disco até o deixar no sítio. 

Ao mesmo tempo, este não é um álbum nostálgico. Fender Rhodes, piano acústico, Minimoog, Korg MS-20, cadeias de pedais, amostragem digital, síntese granular e resampling entram todos em cena. O grupo aponta Esbjörn Svensson Trio, Sun Ra, o afrofuturismo dos anos 70, jazz progressivo, jazz psicadélico e future jazz como referências. 

As peças atravessam partes, estados de espírito e texturas com uma paciência que vem de quase dois anos a tocar e a viver com algum deste material. Há também convidados, e não entram apenas como ornamento. Jamichael Frazier surge na flauta em "Breeze on the Menu", Kelly O'Donohue acrescenta trompete a "Grace" e "Flares", e Kota No Uta junta-se a "Mystic Sheep", uma faixa que mudou tanto de forma durante a sessão que o seu papel se aproximou da co-escrita e da coprodução. Estas colaborações alargam o som do trio sem desviar o álbum da sua força central: a conversa instável e generosa entre três músicos. 

O single "Breeze on the Menu" está já disponível nas plataformas digitais desde o passado dia 7 de julho. A capa, criada a partir de uma tapeçaria de Koen Taselaar com design de Simone Trum, oferece ao disco outra imagem útil. Remete para o longo hábito humano de prever o apocalipse e falhar. Essa ideia assenta naturalmente na música: há ansiedade, mas também humor, calor e uma recusa em parar de avançar. 

Depois do EP Places e do single "No Slip", os Future3 já construíram uma vida ao vivo em torno da sua música, com concertos na Alemanha, Áustria, Dinamarca, Portugal, Eslováquia, Chéquia e Polónia. Despite the Rumbling soa ao momento em que essa experiência de palco, o estúdio e o conjunto mais amplo de influências da banda começam a assentar numa linguagem mais clara. 

É música feita com o mundo exterior audível nas paredes, mas também com a crença teimosa de que uma sala partilhada ainda pode produzir algo a que vale a pena agarrarmo-nos.

JOÃO FARINHA & ORQUESTRA CLÁSSICA DO CENTRO | Coimbra

Já se encontra disponível em todas as plataformas digitais "Coimbra", o novo tema de João Farinha, inspirado na identidade única da cidade e na profunda ligação que gerações de estudantes, artistas e visitantes mantêm com Coimbra. 

O videoclipe oficial teve a sua estreia absoluta no passado 4 de julho, no âmbito da Cerimónia Comemorativa do Dia da Cidade de Coimbra, realizada na Antiga Igreja do Convento São Francisco, tendo assinalado, por convite da Câmara Municipal de Coimbra, a abertura da cerimónia oficial. Mais do que um lugar, Coimbra é uma memória coletiva, um património vivo construído por gerações que nela estudaram, viveram, sonharam e cantaram. 

Cidade de conhecimento, cultura e tradição, continua a afirmar-se como um espaço de encontro entre passado e futuro, onde a história se cruza diariamente com a criação artística. Com letra e música de João Farinha e arranjos de Pedro Carvalho, o tema une a tradição do Fado de Coimbra a uma dimensão orquestral contemporânea, numa interpretação que reúne João Farinha, Hugo Gamboias (guitarra portuguesa), Diogo Passos (guitarra clássica) e a Orquestra Clássica do Centro, sob direção do maestro Sérgio Alapont. 

 Gravado no Cineteatro Messias, na Mealhada, "Coimbra" presta homenagem ao espírito coimbrão através de uma linguagem musical que aproxima a tradição do Fado de Coimbra da sonoridade da Orquestra Clássica do Centro.

 

08/07/2026

SARAH NEGRA | Gira

Foto: Vera Marmelo

Depois do concerto de lançamento de Amor e Magia na Casa Capitão, Sarah Negra revela "Gira", um dos temas mais luminosos e libertadores do álbum. A canção nasce da convicção de que o corpo guarda uma sabedoria própria e de que o movimento é uma das formas mais poderosas de transformação. Mais do que uma canção sobre dançar, "Gira" é um convite a regressar ao corpo como lugar de presença, liberdade e regeneração. 

Através do ritmo, da repetição e da entrega ao movimento, o tema explora a forma como a dança pode dissolver tensões, desbloquear emoções e alterar a nossa energia. Cada volta, cada passo e cada gesto tornam-se uma possibilidade de libertação, lembrando que o corpo possui uma inteligência capaz de nos reconectar com a nossa essência. 

"Gira" ocupa um lugar especial enquanto manifesto de liberdade corporal e emocional. É uma canção que convida cada pessoa a abandonar o controlo, a escutar o próprio corpo e a descobrir, no movimento, uma forma de cura, renovação e transformação. Sarah Negra (Sara Ribeiro) é uma criadora multidisciplinar, poeta, cantora. Criadora e atriz, a sua afirma-se pela intensidade, pelo risco e por uma presença artística profundamente magnética. 

O seu trabalho atravessa música, artes performativas e visuais, construindo um universo onde o corpo, a palavra e a emoção se tornam ferramentas de transformação e confronto e libertação direta com o público. Entre palco e estúdio, Sarah Negra afirma-se como uma artista total — uma mulher que escreve, interpreta e transforma, criando experiências que rompem e questionam os formatos tradicionais dos encontros entre artistas e públicos, e se aproximam de um território onde arte, corpo magia e presença se fundem. 

Na música, desenvolve um percurso autoral onde a canção se cruza com a poesia e a performance. Fundadora de projetos como Los Negros e, mais recentemente, Sarah Negra, assume a escrita, composição, voz e direção artística, construindo uma linguagem própria que escapa a géneros e convenções. 

No universo de Sarah Negra, cada canção é um ato de presença — um espaço de libertação, tensão e transcendência, aqui ao lado dos músicos Ricardo Martins e Alexandre Bernardo a liberdade é matéria de ascensão. 

O seu primeiro álbum de originais, Amor E Magia, consolida a sua identidade enquanto uma das vozes mais singulares da nova criação contemporânea portuguesa e expande o seu universo artístico, cruzando música, ritual, política e espiritualidade numa proposta estética intensa, atual e profundamente envolvente.

 

ALEX LIBERALLI | Braga

07/07/2026

ANTÓNIO ADOLFO | Zatumtum

António Adolfo acaba de lançar o seu mais recente single, "Zatumtum". 

"Zatumtum" é um "samba-funk" no estilo tocado (e dançado) pelos moradores das favelas do Rio de Janeiro, misturando funk e samba. Aqui, a música é interpretada por um grupo de nove instrumentistas, incluindo metais e seção rítmica (com contrabaixo acústico). 

A faixa remete ao famoso álbum "Viralata", do artista Anónio Adolfo — vencedor e indicado a múltiplos prémios Grammy —, lançado originalmente no final da década de 1970. 

Para este projeto, Adolfo conta novamente com um grupo extraordinário de músicos brasileiros: Jesse Sadoc (trompete, flugelhorn), Danilo Sinna (sax alto), Marcelo Martins (sax tenor
, flauta), Rafael Rocha (trombone), Lula Galvão (guitarra e violão), Jorge Helder (contrabaixo acústico), Rafael Barata (bateria, percussão) e André Siqueira (percussão).

TILDE & MARI | Too Close The sun

Too Close to the Sun”, o single de estreia de Tilde & Mari, marca o auge de meses de exploração criativa e apresenta oficialmente a dupla à cena musical. Como uma poderosa declaração inicial, a faixa captura a própria essência do projeto: composições carregadas de emoção, melodias cativantes e uma produção cinematográfica que une, com perfeição, intimidade e grandiosidade. 

Explorando temas como ambição, vulnerabilidade e o equilíbrio delicado entre desejo e autopreservação, “Too Close to the Sun” convida o ouvinte a um universo sonoro rico, onde letras sinceras se encontram com arranjos evocativos. 

O resultado é uma canção que soa profundamente pessoal e, ao mesmo tempo, universal, dialogando diretamente com as emoções que nos conectam. 

Com este lançamento de estreia, Tilde & Mari estabelecem uma identidade artística singular — que combina autenticidade, profundidade emocional e uma sensibilidade pop atemporal com um toque cinematográfico.

MEU GENERAL | Cinfães

06/07/2026

CARLOS ALBERTO MONIZ CELEBRA 55 ANOS DE CARREIRA NO TEATRO MICAELENSE

No próximo dia 25 de julho, o palco do Teatro Micaelense recebe um dos momentos mais aguardados da programação da PDL 26 - Ponta Delgada Capital Portuguesa da Cultura. O emblemático cantautor Carlos Alberto Moniz une-se ao talentoso pianista Gabriel Pinto para o espetáculo "Na Primeira Pessoa", uma viagem musical que cruza memórias, poesia e a alma açoriana. 

Um dos poucos cantores e autores que viveram e cantaram a revolução antes do próprio dia 25 de Abril de 1974, Carlos Alberto Moniz traz ao palco um concerto que é o espelho exato do seu percurso de vida. Aos 76 anos de idade e com 55 anos de uma rica carreira artística, o músico convida o público a navegar por um mar de influências, cumplicidades e vivências. Tendo como pano de fundo as suas raízes, o Mar e os Açores, o espetáculo terá um foco muito especial na palavra. 

Carlos Alberto Moniz irá interpretar temas que imortalizam a beleza e a força da música açoriana, prestando uma sentida homenagem aos poetas açorianos e aos grandes vultos da nossa língua, numa viagem musical que cruza os Açores com as marés de todo o Portugal.

FESTIVAL MÊDA+

O Festival Mêda+ acaba de revelar a distribuição diária da programação da sua 12.ª edição, que regressa à cidade da Mêda entre os dias 22 e 25 de julho. Com entrada e campismo gratuitos, o festival volta a afirmar-se como um dos projetos mais singulares do circuito nacional, distribuindo a sua programação pelos palcos Pé em Triste, Mercado e Mêda+. 

 A edição de 2026 arranca no dia 22 de julho com o tradicional warm-up, que terá lugar no palco Pé em Triste. A noite de abertura contará com o concerto de Novos Românticos, às 22.00h, e DJ Tam, às 23.30h, antecipando três dias de programação dedicada à música portuguesa contemporânea. 

No dia 23 de julho, o festival inicia-se com atuações de Themandus e MALABOOS no palco Pé em Triste. Seguem-se Bonança e o espetáculo especial que reúne Félix Gambino, Saloio e O Homem que Fugiu do Mundo, resultado de uma residência artística centrada na interpretação de poemas de Manuel Daniel, figura maior da cultura e da escrita da Mêda. A programação principal prossegue com Esquerda, Mr. Gallini e Mães Solteiras, encerrando a noite com Sónia Trópicos. 

A 24 de julho, sobem aos palcos Clarisse e os Desviados, bbb hairdryer, Ana de Llor e Duques do Precariado. No palco principal, a noite será marcada pelos concertos de Marquise, Da Chick e Unsafe Space Garden, terminando com Magupi no palco Mercado. 

O último dia do festival, 25 de julho, recebe Deambula, Traz os Monstros, Monch Monch e o concerto especial de Senza com a Orquestra do Centro de Formação Musical de Mêda. O encerramento da edição ficará a cargo de Três Tristes Tigres, Expresso Transatlântico e Motherflutters, seguindo-se M.Dusa para a última atuação da noite. 

Ao longo de quatro dias, o Mêda+ mantém a aposta numa programação que cruza propostas emergentes, projetos experimentais e artistas já consolidados, preservando uma identidade construída em torno da descoberta musical, da proximidade com o público e da valorização cultural do interior do país.

05/07/2026

ANNA TORRES | Cabo Verde

A artista brasileira Anna Torres acaba de apresentar o EP Chamamento. "Cabo Verde" é o mais recente single deste disco. 

"Chamamento é a realização de um sonho, que só foi possível graças ao financiamento coletivo que fiz em 2025 pela Plataforma Benfeitoria. O EP Chamamento surge da reflexão sobre o meu lugar no mundo, enquanto mulher, latina, brasileira e artista. O disco tem um enfoque temático maior sobre identidade latina e união entre as mulheres", afirma a artista.

"O próprio nome do EP convoca um diálogo com o outro, principalmente com o feminino, sobre aquilo que precisamos reconhecer em nós mesmos para conseguir um futuro melhor, seja olhando para as cicatrizes do que foi o Brasil, seja se permitindo encontrar o amor, ou seja reconhecendo em nós uma identidade latina que se constrói com hibridismos e diversas vozes", conclui.

"Cabo Verde: é uma música sobre a minha trisavó Emília (conhecida como vovó Marreca), que veio de Cabo Verde para o Brasil. Nesta canção, falo sobre a construção do Brasil, do racismo e da ancestralidade feminina. É uma morna estilizada (género musical típico desta ilha africana que traz a saudade como um elemento muito comum em suas letras), conclui.

A partir de um senso crítico, a música mostra justamente, este lugar conflituoso em que Anna se encontra, de reconhecer e exaltar parte da sua herança africana e, ao mesmo tempo, se dar conta do seu lugar de privilégio e de que também carrega, no seu sangue, a ancestralidade dos povos que escravizaram e exploraram o continente Africano.

FESTIVAL FOLK CELTA | Ponte da Barca

BANDUA | Teatro de Vila Real

04/07/2026

RODRIGO TEÍSTA | Bem-Vindos à Minha Vida

"Bem-vindos à Minha Vida" é o aguardado novo álbum do cantor, compositor e guitarrista brasileiro Rodrigo Teísta. Composto por 9 faixas autorais inéditas, o projeto consolida a identidade do artista na sua fase mais vigorosa e multifacetada. 

A produção musical repete a parceria com Bruno Benzaquem, que já tinha assinado o bem sucedido EP "No Jardim dos Girassóis" (2025). Juntos, Teísta e Benzaquem lapidaram um repertório que transita com naturalidade entre a MPB contemporânea, o pop sensual e o reggae de arranjos refinados, criando uma atmosfera envolvente e de forte apelo comercial.
    

ALÊ BALBO | Honra

Dando sequência à quinta faixa do novo álbum, Mantras in the Chaos, Alê Balbo apresenta a música “Honra”. 

A jornada sonora inicia-se com o som das chakapas, instrumento tradicional utilizado por xamãs e curandeiros da Amazônia em cerimônias ligadas à medicina indígena. O seu movimento evoca o vento da floresta, criando uma atmosfera de conexão, presença e espiritualidade. 

“Honra” é um convite para olhar para dentro, refletir sobre nossos valores e fortalecer a honra nas nossas relações humanas.

 
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