O cantor e compositor brasileiro Sérgio Froes apresenta “Minha Terra Também”, uma canção inspirada na experiência de
construir uma vida longe do país onde nasceu e na transformação que acontece quando um novo lugar, aos poucos, também
passa a ser chamado de casa.
Mais do que uma música sobre imigração, Minha Terra Também fala sobre pertencimento, identidade, família e saudade.
A composição nasceu da perceção de Froes de que viver fora do Brasil não significou deixar para trás suas raízes, mas
aprender que novas raízes podem crescer ao lado delas.
“A inspiração veio da experiência de construir uma vida longe de onde nasci. É sobre saudade, pertencimento e
gratidão: criar novas raízes sem abandonar as antigas. Porque o coração não precisa escolher uma só terra para
chamar de casa”, explica Sérgio Froes.
O próprio título resume uma parte importante da mensagem. Não é Minha Nova Terra, mas Minha Terra Também. O
“também” reconhece a terra que o recebeu sem apagar aquela de onde veio - duas experiências que passam a coexistir na
mesma identidade.
Musicalmente, a faixa preserva a essência da MPB e da canção brasileira, combinando instrumentação orgânica e
elementos contemporâneos em um arranjo que deixa espaço para a letra e para a interpretação.
A produção acompanha o
caráter intimista da composição e reforça a sensação de memória, distância e afeto presente na narrativa.
A temática nasce de uma experiência pessoal, mas encontra eco na história de milhões de pessoas que deixaram a sua cidade
ou o seu país em busca de uma nova vida.
Para Froes, a canção também é uma forma de reconhecer aquilo que permanece: o
idioma, as lembranças, os vínculos familiares, os lugares e a cultura que continuam fazendo parte de alguém mesmo depois
de muitos anos longe.
Os Novos Românticos apresentam “Um adeus à Criptopátria” no próximo dia 10 de outubro, na Escola Normal, no Porto. Pensada como uma celebração do percurso construído em torno do álbum de estreia da banda, editado em abril, a noite marca a última vez que “Criptopátria” será interpretado ao vivo na íntegra e abre simultaneamente espaço para o futuro do projeto, com a apresentação de temas inéditos que integrarão o segundo longa-duração, previsto para 2027. O evento acolhe ainda o primeiro Conselho das Fadas, liderado por Catarina Miranda, também conhecida como Emmy Curl.
Mais do que um concerto convencional, “Um adeus à Criptopátria” nasce da vontade de assinalar também o encerramento de um processo criativo.
“Existe um fascínio pelo lançamento de novos projetos e muito pouca atenção dada ao final de um processo. Estamos gratos pela nossa primeira experiência com este projeto e entusiasmados por mostrar um pouco do que está para vir”, afirma David Félix, que formou os Novos Românticos no Porto em 2023.
Com início marcado para as 22.00H, o concerto percorre integralmente “Criptopátria” pela última vez, encerrando simbolicamente o ciclo iniciado com a edição do disco. A despedida convive, contudo, com aquilo que se segue: além das canções do primeiro álbum, os Novos Românticos vão revelar ao vivo alguns dos temas que têm vindo a preparar para o seu segundo longa-duração, que será editado em 2027.
O concerto contará ainda com convidados especiais, a anunciar.
“Vamos mostrar algumas novas canções ao vivo, antecipando aquilo que temos vindo a preparar depois da edição do disco. Portanto, na Escola Normal, vamos dizer adeus à ‘Criptopátria’ e olá ao que está para vir”.
A programação de “Um adeus à Criptopátria” prolonga-se para lá da atuação da banda e transforma a Escola Normal num espaço de encontro em torno de diferentes propostas. O evento acolhe o primeiro Conselho das Fadas, liderado por Catarina Miranda, também conhecida como Emmy Curl, e uma “meditação da forma pós-punk” através da escuta de “A Um Deus Desconhecido”, dos Sétima Legião.
No final, a celebração continua com um DJ Set Comunitário.
Editado em abril, “Criptopátria” marcou a estreia dos Novos Românticos no formato longa-duração, sucedendo aos EPs “Novos Românticos”, de 2023, e “Saudade Internacional”, de 2024. Antecipado pelos singles “Mesa Posta”, “Pátria” e “Comunidade Europeia” e acompanhado, aquando da edição, por “Festival da Canção 2027”, o álbum constrói um retrato fragmentado do presente, cruzando comentário social e político, tensão identitária e uma dimensão mais íntima.
“O nosso disco percorre diferentes escalas e territórios, do quotidiano às estruturas políticas e sociais, passando pela identidade nacional, pelo espaço europeu e ibérico, pela saturação informativa e pela transformação da música e da cultura em espaços de representação e espetáculo”.
Num registo pós-punk marcado pela repetição, tensão e contenção, os Novos Românticos colocam a palavra no centro da sua linguagem. Em “Criptopátria”, esse ponto de partida é utilizado para observar diferentes inquietações do presente, entre questões sociais e ambientais, tensões geopolíticas, identidade e polarização, sem abandonar espaço para relações, intimidade, amor e desamor.
2026 é o ano de consagração daquela que é a voz mais consensual da música portuguesa. Depois de ter esgotado a MEO Arena, em março, na estreia da nova Tour Tempestade, Sara Correia anuncia agora que lotou também a primeira das duas datas marcadas na Super Bock Arena, em dezembro.
Agendados para dia 7 e dia 8 de dezembro, estes concertos marcam a estreia da artista, em nome próprio, naquela que é a maior sala do Porto. A segunda data ainda tem bilhetes disponíveis.
Aliás, o ano tem sido feito de estreias em palcos emblemáticos e plateias lotadas.
Desde o início de 2026, Sara Correia já atuou nos prestigiados Barbican, em Londres e Teatro Real, em Madrid; e prepara-se para uma tour na América Latina em novembro passando, pela primeira vez, em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Por cá, as maiores feiras e eventos já viram a Tour Tempestade. Desde a Festa Comida Continente à Expofacic, Festival Sol da Caparica e Crato, Agrival, Fatacil ou Feira de São Mateus, para citar alguns dos exemplos.
O concerto na Super Bock Arena será o culminar de um ano intenso, no qual Sara Correia já foi galardoada com o Prémio Play de Melhor Artista Feminina e recentemente foi nomeada, pelo segundo ano consecutivo, para os Globos de Ouro, desta vez na categoria de Melhor Intérprete.
Salvador Sobral acaba de revelar “Bam Bam”, o segundo single de antecipação do seu próximo álbum “A flor do recomeço”. Esta nova canção, composta por Céu, Arnaldo Antunes e Hyldon, conta com a participação especial de Ney Matogrosso, figura fundamental e icónica da cena musical brasileira contemporânea. Ney e Salvador unem as vozes num tema sublime, cheio de luz e magnetismo.
Nas palavras de Salvador:
“A colaboração com Ney Matogrosso é outra surpresa mágica que a vida me deu. Quando surgiu a possibilidade de cantarmos juntos, o meu primeiro impulso foi convidá-lo a interpretar uma balada arrebatadora, uma vez que descobri verdadeiramente a essência de Ney no disco À Flor da Pele, no qual é acompanhado apenas pela guitarra de sete cordas de Raphael Rabello. É um disco visceral e completamente nu.
Mas, por alguma razão, quando recebi a maqueta de ‘Bam Bam’, de Céu, Arnaldo Antunes e Hyldon — uma canção divertida, luminosa e dançável —, comecei imediatamente a ouvir a voz de Ney nela, como um fantasma que se infiltrava naqueles acordes. E, ao mesmo tempo que a ouvia, tinha na cabeça a imagem dele próprio a interpretá-la, com aquela linguagem corporal tão característica. Tomei os meus devaneios mentais como um sinal e decidi enviar-lhe a canção.
Talvez ele tenha sentido o mesmo, porque aceitou imediatamente o convite, não só para a gravar, mas também para participar num videoclipe.
Admiro muitíssimo o Ney e todo o seu percurso. Adoro a cor da sua voz e a entrega das suas interpretações. Adoro a sua teatralidade absolutamente sincera. Adoro a acidez do seu corpo dançante e a sublime doçura das suas cordas vocais. É inegável a importância musical, social e política que o Ney tem tido no mundo. Mas o mundo continua a ser dele e o Ney é, hoje mais do que nunca, o presente.”
O álbum, A flor do recomeço, que será lançado a 16 de outubro de 2026, foi gravado integralmente em São Paulo, com produção dos vencedores de um Grammy Marcus Preto e Tó Brandileone. Este aguardado trabalho reúne uma extraordinária coleção de canções novas e exclusivas, escritas especialmente por artistas da dimensão de Adriana Calcanhotto, Arnaldo Antunes, Chico César, Céu, Marcelo Camelo, Mallu Magalhães, Marcos Valle e Tim Bernardes.
Já está disponível para audição o novo programa do Podcast Portugal Rebelde Plus. Este mês a nossa seleção inclui as prpostas de Sensible Soccers, Jasmim Pinto, LAN Trio, João Carreiro, Mário Barreiros e Carlos Bica.
O Portugal Rebelde Plus está disponível para audição no Podomatic.
Alice Boavista apresenta “Boa Nova”, o seu EP de estreia em nome próprio. Depois de ter antecipado o trabalho através dos temas “Boa Nova”, “Beija-Flor”, “Canto da Janela” e “Vindima”, a cantora, compositora e multi-instrumentista natural de Marco de Canaveses reúne agora cinco canções num trabalho que estabelece um diálogo entre música tradicional portuguesa, criação autoral contemporânea, memória e identidade.
“Boa Nova” surge como a primeira edição discográfica de Alice Boavista enquanto autora e intérprete a solo, consolidando uma linguagem construída a partir da relação da artista com diferentes práticas e territórios musicais.
Ao longo do EP, a tradição é trabalhada não apenas enquanto património a preservar, mas também como matéria para a criação de novas narrativas, cruzando repertório tradicional, composição original e diferentes abordagens instrumentais e rítmicas.
Dentro de um diálogo sensível entre tradição e criação autoral, “Boa Nova” é o primeiro EP produzido por Alice Boavista com músicas escritas e interpretadas pela própria.
Conta com músicos convidados consagrados, como Ana Laíns e Sebastião Antunes, além de outros, emergentes.
Este lançamento dá lastro à versatilidade de Alice e viaja desde Portugal até ao Brasil e do piano até à viola amarantina. O disco navega na saudade de um "lugar-casa", que contém rituais e símbolos que nos envolvem e moldam o nosso caminho.
“Boa Nova” é uma carta que anuncia um retorno, escrita com palavras escolhidas carinhosa e meticulosamente.
A faixa que dá título ao trabalho estabelece uma das linhas conceptuais do disco. “Boa Nova” parte das ideias de regresso e saudade através de uma narrativa em que o sujeito lírico escreve uma carta ao lugar de que sente falta, mantendo a esperança de um dia regressar e voltar a encontrar nele um sentimento de acolhimento.
Alice Boavista assume a voz e o piano, acompanhada por Isabel Sixel na voz e no pandeiro, Eva Senra na flauta e Carlos Barreto no contrabaixo.
Já “Beija-Flor” desloca o EP para um território mais lúdico, construindo um universo imaginário em torno de uma sociedade de flores que disputa a atenção de um beija-flor. Através desse trocadilho transformado em narrativa, a canção incorpora o ritmo alegre do côco brasileiro. Alice Boavista assume a voz e o asalato, voltando a contar com Isabel Sixel na voz e no pandeiro, Eva Senra na flauta e Carlos Barreto no contrabaixo.
A relação com a transmissão e a memória musical portuguesa torna-se particularmente explícita em “Canto da Janela”. Construída como um “mashup” de temas tradicionais que marcaram o percurso da artista, a faixa reúne “Ó meu amor tira a roupa”, recolhida do Rancho Folclórico de Santo Isidoro, em Marco de Canaveses, e as melodias da Beira Baixa “Cravo Roxo” e “Cantiga Bailada”.
Os diferentes fragmentos são entrelaçados num gesto de homenagem à tradição oral, com Alice Boavista na voz, coros e tracanholas, Ana Laíns na voz e no adufe e Isabel Sixel nas vozes.
Entre as diferentes energias que atravessam “Boa Nova”, “Quietude do Momento” revela uma dimensão mais íntima. Com letra de Alcino Vieira e música de Alice Boavista, a composição acompanha o amanhecer de dois corpos unidos através do poema e da melodia, contrastando com a componente rítmica mais vincada de outras faixas do EP.
“Vindima”, o seu mais recente single, parte de uma prática profundamente ligada à vida comunitária e rural do Minho e Douro Litoral. A canção desenvolve uma narrativa alegre e descritiva em torno de uma vindima na região do Vinho Verde, recuperando um contexto em que as videiras se desenvolviam em bardos e ramadas e as uvas eram pisadas pelos próprios vindimadores nos lagares das quintas.
Ao longo do tema, Alice Boavista acompanha musicalmente o percurso da vindima e a participação da comunidade que se reúne em torno dela. A descrição desse processo acaba, contudo, por revelar uma segunda narrativa: entre o trabalho, o encontro e a celebração, “Vindima” culmina poeticamente numa história de início de namoro.
Na gravação, Alice Boavista assume a voz, a primeira viola amarantina, as tracanholas e o adufe, acompanhada por Eduardo Kosta na segunda viola amarantina e Claudia Oliveira na terceira. Sebastião Antunes participa na voz e na guitarra, reforçando a dimensão coletiva de uma canção construída em torno de uma tradição igualmente comunitária.
As gravações de “Boa Nova” decorreram em janeiro de 2026 no I Am Studio, de Artur Martins, e na EMA, em Coimbra. A mistura e masterização ficaram a cargo de Ricardo Ferreira, enquanto Miguel Teixeira assina a fotografia e Isabel Sixel a arte gráfica.
Nascida em 2001, em Marco de Canaveses, Alice Boavista é cantora, pianista, maestrina, percussionista, arranjadora, compositora e multi-instrumentista.
Formou-se em Direção, Teoria e Formação Musical na Universidade de Aveiro, depois de estudar no Conservatório do Vale de Sousa, desenvolvendo um percurso que cruza diferentes experiências no piano erudito e jazz, canto, teatro e direção.
A ligação à música tradicional portuguesa ocupa um lugar central nesse percurso. Alice toca viola amarantina desde 2023 e tem vindo a desenvolver uma atividade multifacetada enquanto intérprete e criadora, assumindo um papel transversal no processo artístico, da composição à direção musical em estúdio.
Foi maestrina do Coro de Santa Joana entre 2021 e 2025 e integra atualmente o Quarteto Nota do Meio como pianista, além de ser cofundadora do duo Marca D’Água e do projeto Gomo de Tangerina, integrar o grupo CRUA e participar como coralista no Zêzere Arts Vocal Ensemble.
Com “Boa Nova”, Alice Boavista reúne pela primeira vez em disco essas diferentes dimensões do seu percurso.
Entre composição original, tradição oral, instrumentos associados à música tradicional e diferentes referências culturais, o EP apresenta a música como espaço de transmissão e transformação, colocando memória, pertença, intimidade e comunidade no centro da sua estreia em nome próprio.
Após o sucesso de Máximo – Greatest Hits, a piano solo, lançado em 2023, Máximo (Coimbra, 2003) apresenta PANGEA num formato de trio de jazz, complementado por voz e elementos eletrónicos, no dia 1 de outubro, às 21.30h, no Clube B.Leza, em Lisboa.
O álbum Pangea é uma metáfora para a união no combate à crise climática, refletindo os contrastes da Terra através das estações do ano e das mudanças climáticas em aceleração.
Movido por "eco-ansiedade", Máximo explora a crise ecológica e social com uma abordagem sensorial e impressionista. O álbum inclui faixas para cada estação interpretadas a par com Joppe van Noten (bateria) e Jan Honnef (baixo), além de um interlúdio com Selma Uamusse e um piano solo.
PANGEA apresenta-se em palco em formato trio e com uma entrega ao improviso, ampliando assim as cinco faixas do álbum para criar um arco narrativo mais extenso, tornando cada performance única, mas mantendo a estrutura original.
Durante o concerto, há momentos de piano solo, incluindo visitas ao álbum anterior, mas também partes de spoken word e exploração com eletrónica, sintetizadores e faixas pré-gravadas.
Os bilhetes custam 13€ e estão à venda na rede Ticketine.
Lisa Sereno é um dos primeiros nomes confirmados para a edição de 2027 do ESNS – Eurosonic Noorderslag, que decorre entre 13 e 16 de janeiro, em Groningen, nos Países Baixos.
A artista foi a escolha da Antena 3 para representar Portugal entre os projetos selecionados através da rede da European Broadcasting Union (EBU), levando Belonging, o seu álbum de estreia editado pela Omnichord Records em novembro de 2025, a um dos mais importantes pontos de encontro da nova música europeia.
Ao vivo, Lisa Sereno apresenta-se acompanhada por João Hasselberg, Pedro Branco, João Costa e Débora King. Desde a edição do álbum, o projeto tem vindo a passar por festivais, teatros, clubes e espaços culturais desde o MIL Lisboa ao Bons Sons.
A chegada ao Eurosonic abre agora uma nova etapa no percurso da artista e na internacionalização de Belonging.
O ESNS transforma todos os anos Groningen num dos principais pontos de encontro da indústria musical europeia, reunindo mais de 4.000 profissionais, entre os quais representantes de mais de 400 festivais internacionais. Os artistas convidados para o festival passam também a integrar o European Talent Exchange, programa criado para estimular a sua circulação pelos festivais europeus.
A Lux Records assinala este ano três décadas de atividade com mais uma edição do Festival Lux Interior, iniciativa que tem vindo a afirmar-se como um espaço de encontro entre diferentes gerações e percursos da música independente.
A 7.ª edição do festival acontece em três noites e dois espaços de Coimbra. O Teatro Académico de Gil Vicente recebe os primeiros dois dias, a 29 e 30 de outubro, seguindo-se o Salão Brazil, a 5 de novembro.
O programa cruza projetos com percursos já consolidados com bandas mais recentes, numa programação que acompanha também o trabalho de descoberta e edição da própria Lux Records.
A primeira noite, 29 de outubro, no TAGV, junta Duques do Precariado e Gata Surda. No dia seguinte, 30 de outubro, sobem ao palco Expresso Transatlântico e Voronet Blue.
A programação termina a 5 de novembro, no Salão Brazil, com Birds Are Indie e Gulag Motel.
As primeiras partes das três noites são asseguradas por Gata Surda, Voronet Blue e Gulag Motel, três projectos muito recentes de Coimbra que integram o trabalho de descoberta da Lux Records e que serão editados pela editora.
A Lux Records celebra 30 anos de atividade, três décadas em que se afirmou como uma referência incontornável da música independente portuguesa, dando palco a projetos que marcaram profundamente o panorama nacional, de Belle Chase Hotel a Tédio Boys, passando por The Legendary Tigerman, Sean Riley & The Slowriders e Wraygunn, entre muitos outros nomes que ajudaram a definir a identidade sonora de Coimbra e do país.
Os bilhetes para as datas no TAGV serão disponibilizados em breve e os bilhetes para o Salão Brazil já estão disponíveis.
Já chegou a todas as plataformas digitais Playback – Banda Sonora, o Álbum que reúne as canções que dão vida ao filme "Playback" estreado recentemente em todas as salas de cinema do país.
O projeto nasceu do desafio lançado pelo realizador Sérgio Graciano a Paulo Furtado (The Legendary Tigerman) para assumir a produção musical do filme.
Estimulado pela possibilidade de recriar o cancioneiro de Carlos Paião, The Legendary Tigerman trouxe às canções originais novas roupagens e arranjos.
Em estúdio, Rafael Ferreira, o ator que dá vida a Carlos Paião no cinema, emprestou a sua voz às canções, dando-lhes alma e personalidade e revelando vontade e Talento para as transportar para o Palco.
Assim nasceu Playback – Paião Por Tigerman, a Banda que dá vida ao vivo às canções do filme. A estreia em absoluto aconteceu em dois concertos lotados no NOS Alive 2026 e, em 2027, a Banda estará a percorrer Portugal, respeitando a memória de Carlos Paião e oferecendo concertos inesquecíveis, repletos de êxitos e canções memoráveis do cancioneiro pop português.
"Mergulhar no mundo do Carlos Paião foi uma aventura extraordinária. Por baixo de cada hit pop, criei um universo que mistura pós-punk com Badalamenti, guitarras à la Morricone com synths lo-fi – o modo que encontrei de trazer a sua música para o meu universo e para o século XXI, mantendo-me fiel à sua ética como Artista." (Paulo Furtado, The Legendary Tigerman)
"Novo Credo" é o mais recente tema de Cristina Clara, já disponível em todas as plataformas digitais. Como uma irónica promessa de modernidade, o novo tema questiona e provoca o ouvinte. Quando se substitui um tambor é apenas um som que se perde? Valerá ainda a pena "o esforço e sangue" dos tocadores?
Lançado em antecipação ao segundo álbum de estúdio, agendado para o próximo dia 23 de outubro, o novo single foi escrito por Edu Mundo, com música da autoria do próprio, em parceria com Daniel Pereira Cristo.
"Os novos "tambores eletrónicos" surgem aqui anunciados como uma espécie de promessa salvífica, numa alegada rivalidade com os tambores tradicionais e tudo o que lhes está associado - desde a construção artesanal dos instrumentos ao cheiro das peles, até ao peso de os transportar ou à experiência comunitária de tocar em grupo.
Fica a questão: afinal o que se perde é apenas um dado som ou tudo aquilo que leva até ele?", explica Cristina Clara.
Na pulsação do tema reconhece-se a chula portuguesa e uma menção subtil ao maracatu brasileiro, dois universos em que o tambor está ligado ao corpo e à experiência coletiva.
O arranjo responde precisamente à ironia da letra: à medida que o tema se desenvolve vão surgindo elementos - como personagens da história que se vão juntando ao cortejo - até os tambores ganharem espaço e acabarem por tomar o seu lugar central no tema.
A vida passa e o tempo pára. Quatro anos depois do último disco de Tiago Vilhena, chega-nos um trabalho novo, fresco e onde o estilo já conhecido do artista continua a estar presente, mas abre espaço a elementos inéditos na sua discografia.
O cantautor regressa com Salatrano no dia 25 de Setembro, antecipado pelo single “Amadores da Praça”.
O percurso que aqui desagua é longo. Começou no rock dos Savanna, passou pela pop de língua inglesa assinada como George Marvinson e amadureceu na canção portuguesa com Portugal 2018 e Canções Mundanas.
Salatrano recolhe um pouco de cada uma destas vidas e junta-lhes territórios novos, num disco que se permite ser, ao mesmo tempo, o mais eclético e o mais descontraído da discografia do músico.
O título é, também ele, uma criação do autor. Salatrano é uma palavra inventada por Tiago Vilhena, que prefere guardar para si o seu significado. Fica o som da palavra e um disco inteiro para que cada ouvinte encontre a sua própria definição.
O Tiago regressa com um disco de 10 músicas ao seu estilo. Ou melhor, aos seus estilos. Numa salada de frutas, conceitos, humores, histórias e banalidades, Salatrano é um disco jovem e maduro. Chega para fechar o verão, preparar o inverno e certamente que tem uma banda sonora para todos os estados de espírito.
Desde o habitual folclore português, ao indie das suas raízes, cruzam-se influências improváveis de uma forma elegante sempre com a já conhecida vontade de trazer ligeireza a qualquer tema.
No primeiro single, “Mau Mau Bem Bem” Tiago apresenta-nos uma canção sobre sermões e a vontade de contrariar a autoridade ao som de um ritmo popular. Noutros temas, parece até que há um saudosismo do rock das suas origens em Savanna. A meio do disco, como que para fazer uma pausa, surge uma música instrumental ao estilo quase de uma obra do Stravinsky perdida na floresta.
Há também espaço para uma balada que nunca revela por completo se fala de amor ou de outra forma de ligação. São dez canções, todas cantadas em português, que atravessam o rock, a bossa nova, a kizomba, o reggae, o fado e a música de orquestra sem perderem o fio que as une: a escrita brincalhona, o gosto pela palavra e aquela atmosfera sem nação que, ainda assim, respira costumes portugueses.
Salatrano foi gravado nos estúdios Cuca Monga com Domingos Coimbra e Manuel Palha, dos Capitão Fausto, e misturado "em casa", nos estúdios Pontiaq, por Miguel Vilhena, irmão do músico e colaborador de longa data.
“Amadores da Praça” é o segundo single do disco, e chega como uma incursão assumidamente rock num território que o músico não explorava há já algum tempo. A canção reúne vários dos elementos clássicos do género: uma voz potente, um solo de guitarra rápido, técnico e virtuoso, mas também emotivo, uma secção carregada de chorus, vozes e alguma confusão, e uma bridge de ambiente mais espacial, construída em torno de um piano elétrico.
O resultado é uma canção de rock expansiva, com músculo e detalhe, que recupera uma linguagem que Tiago Vilhena conhece bem, mas que há algum tempo não ocupava o centro da sua música. O título “Amadores da Praça” nasce de um poema de Ary dos Santos, poeta que tem sido uma referência recorrente no universo criativo de Tiago Vilhena e cuja obra, neste caso, esteve particularmente próxima da génese da canção.