25/02/2026

ZECA MEDEIROS LEVA ABRIL À CASA DA MÚSICA

Zeca Medeiros apresenta-se na Casa da Música, do Porto, dia 23 de Abril, para um concerto especial de celebração da Liberdade. “Abril” é um espetáculo que assinala o 25 de abril, data particularmente significativa para Zeca Medeiros – artista que sempre atribuiu grande importância à liberdade, à democracia e à esperança. 

Do repertório fazem parte temas que dialogam e homenageiam figuras maiores da música de intervenção, como "O Cantador" – que dedica a José Afonso. Músico, compositor, ator e realizador, Zeca Medeiros tem o seu nome inscrito na história da cultura portuguesa. 

Criador de universos poéticos singulares, é também um dos mais relevantes embaixadores da cultura açoriana contemporânea, integrando na sua escrita e na sua música o imaginário do Atlântico, das ilhas e das viagens. Autor das bandas sonoras de séries emblemáticas como "Mau Tempo no Canal", "Xailes Negros" e "Gente Feliz com Lágrimas", construiu um percurso artístico onde a palavra, a melodia e a narrativa caminham lado a lado. 

O seu cancioneiro cruza canção de autor, tradição popular, referências literárias e um olhar atento sobre a história e a identidade coletiva. Ao vivo, Zeca Medeiros vai percorrer diferentes momentos da sua obra, reunindo canções mais recentes e temas incontornáveis, ao lado de Filipa Pais (voz) – convidada especial, e dos músicos Jorge A. Silva (piano), Gil Alves (sopros e percussão) e Rogério Cardoso Pires (guitarra). 

Os bilhetes para o concerto estão à venda nos locais habituais e on-line.

ORQUESTRA JAZZ DE LEIRIA LANÇA NOVO DISCO “BRIDGES” NO DIA 13 DE MARÇO

A Orquestra Jazz de Leiria apresenta o seu mais recente trabalho discográfico que conta com a participação de Paulo de Carvalho, Tatanka, Samuel Úria, Kiko Pereira, Kurt Elling, Maria Schneider e Jon Faddis. 

Depois do álbum de estreia “Dez”, editado em 2021, chega agora “Bridges”, um disco onde as ligações artísticas e humanas refletem a identidade plural e contemporânea da Orquestra Jazz de Leiria. “Bridges” inclui ainda duas faixas gravadas ao vivo no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, captando a energia e a cumplicidade únicas entre a orquestra e os seus convidados em contexto de concerto. 

O alinhamento do disco integra também dois temas originais, um da autoria de César Cardoso e outro de Pedro Nobre, reforçando a aposta na criação original dentro do universo da big band. Fundada em fevereiro de 2011, a Orquestra Jazz de Leiria (OJL) é um projeto idealizado pelo músico César Cardoso, com o objetivo de criar uma formação de excelência que reunisse músicos da região, dedicada à prática e divulgação do jazz. 

Ao longo do seu percurso, a OJL construiu um repertório vasto e diversificado, que percorre desde os clássicos de Count Basie, Duke Ellington, Thad Jones, Charles Mingus, Glenn Miller, Ella Fitzgerald ou Frank Sinatra, até compositores contemporâneos como Mário Laginha, Maria Schneider, Bob Mintzer, Michael Abene, Bernardo Sassetti, Pedro Nobre, entre muitos outros. 

O concerto de apresentação de "Bridges" realiza-se no dia 21 de março no Teatro José Lúcio da Silva, às 21.30h, e contará com a participação em palco de Paulo de Carvalho, Tatanka, Samuel Úria e Kiko Pereira ao lado da Orquestra Jazz de Leiria.

MJ PÉREZ | Je Tiens Bon

Foto: Lidya Queiruga

Je tiens bon é o quinto álbum de MJ Pérez e marca uma nova etapa artística na trajetória da cantautora galego-portuguesa. Depois de cinco anos sem editar um LP, este trabalho nasce de um período de procura, maturidade e reconstrução pessoal e artística, onde a ideia de permanecer firme (resistir com serenidade) se transforma no fio condutor do álbum. 

Ao longo das canções convivem emoções e universos diferentes: amor e desamor, crítica social, humor, introspeção e celebração. Musicalmente, o disco move-se entre a canção de autor, o pop-rock, ritmos latinos e brasileiros, música de raiz e influências lusófonas, mantendo a identidade autoral de MJ Pérez como eixo central. 

O galego continua a ser a língua principal do repertório, mas neste álbum o português ganha uma presença significativa e surge também o francês, numa vontade clara de abrir pontes culturais sem perder coerência artística. 

Mais do que um conceito fechado, Je tiens bon é uma viagem: um conjunto de canções que foram nascendo ao longo do tempo e que refletem uma artista mais consciente, mais livre e mais determinada nas suas escolhas criativas.

24/02/2026

JAZZ AO CENTRO CLUBE/SALÃO BRAZIL INAUGURA NOVO MODELO DE APOIO À CRIAÇÃO COM O PROJETO EMBRYO, DE LUÍS FIGUEIREDO

Jazz ao Centro Clube/Salão Brazil inaugura novo modelo de apoio à criação com o projeto Embryo, de Luís Figueiredo Projeto idealizado por Luís Figueiredo e pela JACC arranca no dia 3 de março e afirma-se como um dos mais relevantes da JACC no que diz respeito ao apoio à criação, reunindo cinco músicos de referência do jazz para um ciclo de sessões em duo que culminará numa residência artística e num concerto nos Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra 2026. 

Arranca no próximo dia 3 de março um dos projetos mais relevantes da JACC (Jazz ao Centro Clube) no que diz respeito ao apoio à criação artística. Embryo, concebido pelo pianista e compositor conimbricense Luís Figueiredo, inaugura um modelo que se espera ter continuidade no futuro próximo, reforçando o compromisso da JACC com processos criativos sustentados e colaborativos. 

O projeto propõe um formato inovador: ao longo de cinco sessões, sempre nas primeiras terças-feiras de cada mês, às 21h30, Luís Figueiredo convida cinco músicos de excelência da área do jazz para encontros em formato duo. 

Cada sessão constitui um momento de exploração íntima e partilha criativa, servindo de base para uma residência artística em sexteto, a realizar no último semestre do ano, que reunirá todos os intervenientes para aprofundar e trabalhar coletivamente as ideias desenvolvidas. 

A primeira sessão realiza-se a 3 de março, com o saxofonista britânico Andy Sheppard, numa apresentação inserida na XXVIII Semana Cultural da Universidade de Coimbra. Segue-se, a 7 de abril, o trompetista João Pedro Dias; a 5 de maio, a harpista Angélica V. Salvi; a 2 de junho, o contrabaixista norte-americano Michael Formanek; e, a 7 de julho, o baterista Diogo Alexandre. 

O resultado final do projeto será apresentado em concerto nos Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra, em outubro de 2026.

23/02/2026

DAVID FONSECA DISTINGUIDO COM O PRÉMIO PEDRO OSÓRIO 2026

David Fonseca é o vencedor do Prémio Pedro Osório 2026, uma das mais relevantes distinções atribuídas pela Sociedade Portuguesa de Autores no domínio da música. A cerimónia de entrega realiza-se no dia 3 de março, às 17.30h, no Auditório Maestro Frederico de Freitas, na sede da SPA. Criado para homenagear a memória do compositor Pedro Osório, o prémio distingue anualmente um autor ou compositor cuja obra revele mérito excecional, consistência criativa e impacto cultural no panorama musical português. 

Ao longo dos anos, esta distinção foi atribuída a alguns dos maiores nomes da criação nacional, reforçando o seu prestígio no setor. Com mais de duas décadas e meia de carreira, David Fonseca construiu um percurso singular na música portuguesa. 

Autor, compositor, multi-instrumentista e produtor, revelou-se ao grande público como fundador dos Silence 4 e consolidou uma carreira a solo marcada por identidade própria, inquietação artística e uma permanente recusa em repetir fórmulas. A distinção surge num momento particularmente simbólico do seu percurso criativo. 

O artista editou recentemente “Nada a Perder”, o primeiro single do seu décimo álbum de originais, com edição prevista para 2026. O tema antecipa um disco inteiramente cantado em português, afirmando uma nova etapa artística onde a música surge como espaço de liberdade, aventura e risco. 

“Nada a Perder” nasceu do encontro inesperado com uma cassete antiga gravada em casa dos pais, onde se ouve a curiosidade e o entusiasmo de um adolescente a descobrir a criação musical. Esse momento tornou-se o ponto de partida para uma canção que celebra o impulso, a intuição e a coragem de arriscar antes de medir consequências. 

O novo álbum será apresentado ao vivo em duas das maiores salas do país, a 21 de novembro, na Super Bock Arena, no Porto, e a 28 de novembro, no Sagres Campo Pequeno, em Lisboa.

22/02/2026

INÊS MONSTRO | Femme Fatale

Inês Monstro veste a pele de "Femme Fatale" no novo single, já disponível em todas as plataformas digitais. 

Depois de "Antídoto", um original coescrito com CONAN OSIRIS, a cantora e compositora continua o caminho rumo ao segundo álbum de originais, com lançamento marcado para o segundo semestre de 2026. A produção do novo tema é novamente assinada por Choro, num cruzamento de sonoridades Club Music Experimental e Pop Alternativa. 

"Este single surgiu numa fase pessoal em que estava muito focada em mim e no meu caminho. Talvez por isso o tenha escrito numa noite", revela Inês Monstro. "Sinto que é uma das músicas que escrevi em que a minha personalidade está mais vincada". 

A artista confessa, ainda, que 'Femme Fatale' "nasce da vontade de me celebrar como mulher". Filmado na noite de Lisboa, entre caminhos e espaços da capital, o videoclipe de "Femme Fatale" conta com a realização de Rafaela Lopes.

 

21/02/2026

SAMUEL MARTINS COELHO APRESENTA RANDOMIZER

Randomizer é o terceiro disco de I ERROR, projeto de música eletrónica do músico multi- instrumentista e compositor Samuel Martins Coelho, que vai ser apresentado ao vivo no dia 26 de fevereiro no VIC Aveiro Arts House, e no dia 24 de abril, no CAAA, em Guimarães. Ambos os concertos às 21.30h. 

O disco está disponível em edição digital nas plataformas habituais e numa edição especial de 25 objetos/discos em cerâmica, concebidos pela violoncelista Carina Albuquerque, que estarão à venda exclusivamente nos concertos. Não haverá venda online nem distribuição comercial tradicional. 

O valor da aquisição do objeto/disco reverte integralmente para a Cruz Vermelha Portuguesa, contribuindo para apoiar as vítimas das recentes tempestades em Portugal. No momento da compra, será fornecido o MB Way ou NIB para que efetue o donativo diretamente. 

Randomizer é um disco que nasce de um lugar familiar a qualquer músico: o do estudo diário. Esse território silencioso e repetido onde se mantém a técnica, se afina a escuta e se constrói, pouco a pouco, uma relação mais profunda com o instrumento. 

No universo de I ERROR, esse processo estende-se às máquinas, ao estudo continuado do hardware e das ferramentas eletrónicas que vão sendo incorporadas ao longo do tempo. É nesse contexto de prática constante que surgem ideias breves, sons inesperados, pequenos desvios e descobertas acidentais.

Fragmentos criados não com a intenção imediata de compor, mas como consequência natural da exploração técnica e da procura por um melhor desempenho, uma resposta mais precisa, uma nova possibilidade sonora. Esses momentos foram sendo guardados, arquivados como notas de rodapé de um percurso artístico em permanente construção. 

Ao longo dos anos, esse arquivo cresceu até se tornar matéria suficiente para um disco. Randomizer é a transformação desse processo invisível em obra: um álbum construído a partir de estudos, esboços e experiências que agora ganham forma, coerência e sentido. 

Um trabalho onde prática e criação se confundem, onde o acaso é trabalhado com método, e onde o quotidiano do músico — tantas vezes oculto — se revela como espaço central de criação artística. 

Samuel Martins Coelho é um dos nomes mais originais e prolíficos da música contemporânea portuguesa. Violinista, compositor e multi-instrumentista com formação clássica, desenvolveu uma linguagem artística própria que quebra fronteiras entre tradição e vanguarda, cruzando música erudita, experimental, conceptual, eletrónica e improvisada. 

Com uma discografia sólida e diversificada, já provou a sua capacidade única de reinventar a linguagem musical e de dialogar com públicos diferentes. 

O seu trabalho vai além do registo fonográfico: tem colaborado como compositor, diretor musical e instrumentista em teatro, dança e cinema, com bandas sonoras para filmes reconhecidos internacionalmente.

SOFIA LEÃO | Teatro de Vila Real

20/02/2026

SARA CORREIA ANUNCIA NOVO ÁLBUM "TEMPESTADE"

Dois anos depois de Liberdade, Sara Correia anuncia Tempestade, o seu novo álbum de estúdio, com lançamento marcado para 27 de fevereiro. O disco chega em antecipação ao concerto esgotado na MEO Arena, em Lisboa, agendado para 7 de março, afirmando um dos momentos mais fortes e ambiciosos da carreira da fadista. 

O primeiro sinal deste novo ciclo foi dado em novembro de 2025 com “Avisem Que Eu Cheguei”. No refrão escrito por Carolina Deslandes — “avisem que eu cheguei, invadi a cidade, para lhes mostrar porque é que toda a Tempestade tem nome de mulher” — ficou lançada a semente conceptual de um álbum que ganha agora forma. Tempestade constrói-se a partir dessa imagem: um disco intenso, plural e profundamente feminino, inteiramente escrito por mulheres. 

Ao longo de 11 canções, Sara Correia dá voz a textos de Carolina Deslandes, Mila Dores, Florbela Espanca, A garota não, Sophia de Mello Breyner Andresen, Márcia, Mafalda Arnauth, Beatriz Pessoa e Aldina Duarte, encarnando palavras que atravessam o amor e o ódio, a saudade e a convulsão, o carinho e a violência, o desapego e a superação, o temor e a esperança, o silêncio e o grito. Uma travessia emocional onde, como se canta em “Canto”, “toda a mulher é mil mulheres”. 

Das 11 canções do álbum, “Roupa Ao Sol” conta com a participação da sua autora, A garota não, que interpreta igualmente o belíssimo poema que escreveu para Sara Correia. Com produção de Diogo Clemente, cúmplice artístico de longa data de Sara Correia, Tempestade aprofunda a identidade da fadista enquanto intérprete maior da sua geração, capaz de conjugar tradição e contemporaneidade, fado e linguagem universal, entrega e força. 

O álbum conta ainda com arranjos orquestrais de Valter Rolo e Lino Guerreiro e a cumplicidade de músicos de sempre como é o caso de Ângelo Freire, na guitarra portuguesa. Depois de um percurso marcado por reconhecimento crítico, salas esgotadas e uma ligação cada vez mais profunda ao público, Sara Correia apresenta em Tempestade um disco que não pede licença, que ocupa espaço e que afirma, com clareza e emoção, uma voz artística plena, madura e incontornável. 

“Tempestade” de Sara Correia estará disponível a 27 de fevereiro em todas as plataformas digitais e em CD. O vinil chegará às lojas uma semana depois, a 6 de março.

CARLOS DO CARMO | Best Of

Depois da edição em CD lançada em dezembro, o Best Of de Carlos do Carmo ganha agora uma nova dimensão com a sua chegada ao formato vinil 2LP. Uma edição pensada para celebrar, em objeto físico, o legado de uma das maiores vozes da música portuguesa. 

Esta compilação reúne alguns dos temas mais emblemáticos da carreira de Carlos do Carmo, num percurso que atravessa décadas de fado e canção urbana, consolidando o seu estatuto como figura central da cultura portuguesa. Da Lisboa cantada com intensidade e elegância às interpretações que marcaram gerações, o alinhamento deste Best Of apresenta uma visão abrangente da obra de um artista incontornável. 

A edição Best Of distingue-se ainda pela masterização realizada nos históricos Abbey Road Studios, em Londres, reforçando o cuidado técnico e a qualidade sonora desta versão. Este detalhe acrescenta um selo de excelência internacional a uma obra maior da música portuguesa. 

Num momento em que o vinil vive uma renovada procura, esta edição 2LP posiciona-se como peça essencial para colecionadores e para todos os que valorizam edições físicas de referência. O Best Of de Carlos do Carmo afirma-se assim como a compilação definitiva de um percurso artístico ímpar, agora também disponível em vinil.

FRANKIE CHAVEZ REEDITA EM VINIL "FAMILY TREE"

Para assinalar o 15.º aniversário da estreia em disco, Frankie Chavez reedita esta sexta-feira, dia 20, “Family Tree”, remasterizado e com uma nova versão de “December 21st 2012”, que conta com a participação de Tatanka, na voz, e de João Correia, na bateria/percussão e produção. Disponível em vinil (edição limitada) e formato digital, este disco apresentou Frankie Chavez como uma das vozes mais originais do blues, folk e rock em Portugal. 

O ‘Family Tree’ foi o meu primeiro longa-duração e, por isso, ocupa um lugar muito especial na minha vida. Era a segunda vez que entrava num estúdio profissional e sentia-me como uma criança numa loja de brinquedos: imensas guitarras, um engenheiro de som com todos os meios e a possibilidade – ainda ingénua – de transformar canções simples em algo maior. Tocava as músicas como as sentia e aos poucos as canções encontraram o seu caminho. Este processo deu ao disco um carácter muito próprio, uma sonoridade sem filtros, que ainda hoje me diz muito”, lembra Frankie Chavez. 

Sobre as canções, acrescenta: “Tinha sido pai, mudado de casa e casado há pouco tempo. Estava a construir um ninho. O ‘Family Tree’ poderia ter-se chamado ‘nesting’, mas acabou por surgir como algo mais profundo – quase um desígnio. Um plano de raízes e ramos que, sem que eu o soubesse, viria a concretizar-se ao longo dos anos. Quinze anos depois, tenho uma família maior, mais discos gravados e outra consciência sobre quem sou enquanto músico e pessoa.” 

À reedição do disco segue-se um concerto de celebração, dia 4 de março, no Teatro Maria Matos. Ao vivo, o músico vai contar com a participação especial de Tatanka, mas também emmy Curl e Kalú – ambos convidados de “Family Tree” (2011). O concerto no Teatro Maria Matos começa às 21h00 e os últimos bilhetes estão à venda nos locais habituais e on-line.

JOANA ALMEIRANTE EDITA HOJE "SOAMOS TODAS IGUAIS"

Joana Almeirante edita hoje “Soamos Todas Iguais”, o primeiro single de avanço do seu segundo álbum de originais, com lançamento previsto para outubro. A canção já se encontra disponível em todas as plataformas digitais e antecipa o disco que será apresentado ao vivo a 21 de março, na sala principal do Cine-Teatro António Lamoso, em Santa Maria da Feira, numa noite já esgotada. 

O concerto contará com a participação especial de Nena e Miguel Araújo. “Soamos Todas Iguais” é um tema pop irónico e afirmativo que parte de uma crítica tantas vezes repetida para a virar do avesso. A frase que pretende diminuir transforma-se aqui em força criativa: a canção satiriza os discursos seguros de si, mas vazios, e devolve-lhes humor, identidade e confiança. Entre leveza e provocação, Joana assume a sua voz sem filtros. 

Com um EP, um álbum de estúdio e um disco ao vivo editados, Joana Almeirante tem vindo a afirmar-se como uma das intérpretes e guitarristas mais consistentes da nova geração. No catálogo contam-se “Leva-me Pra Longe”, “Dois Corações Partidos”, ao lado de Samuel Úria, “Bem Me Quer”, "Erro" entre muitos outros temas. Guitarrista integrante da banda de Miguel Araújo, a artista tem construído um percurso seguro, autoral e em permanente crescimento. 

Em paralelo, a artista continua a dar palco a 2 Pares de Botas, projeto que divide com Nena e onde as duas exploram a linguagem country, cruzando-a com canções originais e os êxitos das duas cantoras. Depois de subirem ao palco do Coliseu do Porto, a dupla segue agora para o Teatro Maria Matos, em Lisboa, em dose dupla, nos dias 28 e 29 de abril, confirmando uma ligação que tem crescido de norte a sul do país. Em palco, há partilha, cumplicidade e celebração.

 

19/02/2026

NAYR FAQUIRÁ LANÇA NOVO SINGLE “PÚRPURA” E ANUNCIA VERSÃO DELUXE DE “ENTRELINHAS”

Nayr Faquirá acaba de lançar o novo single “Púrpura”, uma balada pop/soul/R&B que surge como primeiro avanço da versão deluxe do álbum de estreia “Entrelinhas”, editado a 23 de maio do ano passado. A versão deluxe contará com temas adicionais e marcará o encerramento do capítulo de “Entrelinhas”, com data de lançamento a anunciar em breve. “Púrpura” nasceu do desejo de homenagear a profundidade que as nossas almas podem carregar. 

Composta pela artista e produzida por Alec Chassain, com quem trabalha há anos, a faixa explora intensidade emocional, mistério e vulnerabilidade, aproximando-se mais de uma declamação do que de uma canção comum. Trata-se de um dos temas extra do iminente “Entrelinhas” versão deluxe. A artista explica que no amor e na vida em geral, a intensidade sempre esteve presente, e encontrar o meio-termo nunca foi fácil. 

Ao aprender a aceitar-se assim, Nayr começou a fazer as pazes com aquilo que esta cor representa: mistério, incerteza, força, vulnerabilidade e uma certa realeza. A cor púrpura carrega uma história própria, associada ao poder, à introspeção, ao sagrado e ao raro, vivendo entre mundos - entre o azul espiritual e o vermelho emocional - uma dualidade que reflete o que sente ao compor e ao viver. 

Neste tema, não só canta como declama. “Púrpura” aproxima-se mais de uma confissão do que de uma simples canção: é quase uma declamação em que cada palavra pesa, cada pausa respira e cada silêncio diz o que a voz não alcança.

GANSO A CAMINHO DO COLISEU: SESSÃO DE CINEMA GRATUITA NA CASA CAPITÃO

A caminho da celebração de dez anos de carreira, no Coliseu, os Ganso fazem escala na Casa Capitão para uma sessão especial de cinema, à maneira deles, no próximo domingo, dia 22 de fevereiro. No ecrã, “Et Cetera”, documentário de Francisco Ferreira que acompanha as gravações de “Vice Versa”, o mais recente álbum da banda. E ainda “Sinais a Mais”, curta de terror realizada pelo mesmo Francisco Ferreira, onde o universo dos Ganso ganha contornos inesperados.

18/02/2026

RECANTE ANUNCIAM CONVIDADOS ESPECIAIS PARA CONCERTO NA CASA DO ALENTEJO

David Garcez, Ana Valadas, António Barradinhas, Grupo Coral Raízes do Cante e Vértebra são os convidados a subir a palco com os Recante no dia 28 de fevereiro, na Casa do Alentejo, em Lisboa. Com a sessão das 21h30 praticamente esgotada, mantém-se também a nova sessão às 18h30, reforçando um momento particularmente significativo no percurso do projeto. 

Os Recante transformam a tradição alentejana numa experiência sensorial capaz de atravessar territórios e ideias. A sua música não se limita às fronteiras geográficas: é uma cultura viva em constante diálogo com o presente. Entre sons eletrónicos e experimentações contemporâneas, a essência alentejana permanece intacta, mas ganha uma nova dimensão, numa viagem inovadora, provocadora, inesperada e envolvente. 

Encabeçado pela voz e interpretação de Maria João Jones, o projeto tem vindo a dar a conhecer o cancioneiro tradicional e as modas seculares alentejanas através de uma abordagem singular, que alia a paixão pelo património imaterial do Alentejo a ambientes criados por sintetizadores e batidas energéticas. Partindo da música tradicional alentejana - dos seus modos, cadências e poéticas - os Recante reinventam-na por meio de uma linguagem contemporânea, onde a eletrónica e a experimentação sonora surgem como ferramentas de expansão, nunca como substituição da identidade de raiz. 

O concerto, em sessão dupla, reforça a proposta do grupo de cruzar tradição alentejana com linguagens contemporâneas. Agora, a menos de um mês do evento, os Recante revelam os convidados especiais que complementarão a noite. 

O Grupo Coral Raízes do Cante, grupo de Cuba dedicado ao cante alentejano tradicional, promete reforçar o diálogo entre tradição e abordagem contemporânea; Ana Valadas, reconhecida pela sua voz inconfundível no fado e na música tradicional portuguesa, junta-se ao encontro; David Garcez, cantor e compositor que ganhou notoriedade através da sua participação no The Voice Portugal em 2024, integra também o alinhamento; e António Barradinhas, músico com uma trajetória notável em projetos como Riding a Meteor, Índios da Meia Praia e Gadz Band, acrescenta novas camadas expressivas ao espetáculo. 

As sessões contarão ainda com uma pequena mostra do projeto Vértebra, que une Tiago Marcos e o Kijota numa dança de palavras poéticas surpreendente. A Casa do Alentejo, espaço profundamente ligado à história e cultura alentejana em Lisboa, serve como pano de fundo simbólico para estas apresentações, contribuindo para que estes momentos se afirmem como encontros marcados pela memória, pela contemporaneidade e pela diversidade expressiva. 

Mais do que um concerto, a apresentação de 28 de fevereiro assume-se como um gesto de afirmação cultural. A música que nasce do Alentejo regressa simbolicamente à sua casa, agora em contexto urbano e nacional, reforçando a dimensão identitária, patrimonial e contemporânea do projeto.
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