31/08/2026

PEDRO JÓIA CONVIDA NEY MATOGROSSO | Festa do Avante!

A 5 de setembro, num dos momentos mais aguardados da 50.ª edição da Festa do Avante!, o guitarrista e compositor português Pedro Jóia apresenta no Palco 25 de Abril, na Quinta da Atalaia, no Seixal, um espetáculo inédito tendo como convidado especial Ney Matogrosso. 

A partir das 21.45h, os dois artistas partilham esta ocasião única, que resulta de uma relação artística construída ao longo de vários anos, e cruza linguagens e universos musicais. Um momento raro que junta, em palco, dois nomes incontornáveis da música portuguesa e brasileira. 

A relação artística entre Pedro Jóia e Ney Matogrosso remonta a 2003, quando o guitarrista português convidou o cantor brasileiro a participar no álbum "Jacarandá". O encontro revelou desde cedo uma forte afinidade musical e deu origem a uma colaboração que se prolongaria ao longo dos anos. 

Pouco depois, Ney Matogrosso convidou Pedro Jóia para integrar a sua banda, com quem o guitarrista trabalhou durante cerca de quatro anos, acompanhando-o também em digressões pelo Brasil. Nesse período, participou nos álbuns "Vagabundo" (2004) e "Canto em Qualquer Canto" (2005). Em 2017, os dois artistas voltaram a partilhar o palco, num concerto especial no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa. 

Mais de duas décadas depois do primeiro encontro, Pedro Jóia e Ney Matogrosso voltam a reunir-se para um concerto que recupera esta história de cumplicidade artística acrescentando-lhe dá um novo capítulo. No dia 5 de setembro, no Palco 25 de Abril, os dois serão acompanhados por José Salgueiro (bateria), Guilherme Salgueiro (teclados), Norton Daiello (baixo), João Frade (acordeão) e Luanda Cozzetti (backing vocals).

MÁRIO PACHECO CELEBRA A OBRA DE UMA VIDA COM UM CONCERTO ÚNICO NO CCB A 17 DE DEZEMBRO

Há compositores que escrevem canções e há compositores que acabam por escrever a memória de um país. Mário Pacheco pertence ao segundo grupo. A 17 de dezembro, o Centro Cultural de Belém recebe "A Música de Mário Pacheco", um concerto irrepetível em que décadas de guitarra portuguesa e de composição fadista ganham a dimensão de uma orquestra, dirigida pelo maestro João Defesa, com direção musical de Diogo Clemente. 

Mário Pacheco, à guitarra portuguesa, será acompanhado por Jaques Morelenbaum, em participação muito especial, e os convidados João Barradas, Ricardo Toscano e Fernando Dalcin. Poucos percursos atravessam de forma tão completa a história recente do fado. Filho do guitarrista António Pacheco, Mário Pacheco cresceu dentro da tradição e cedo fez da guitarra portuguesa, o instrumento que, nas suas palavras, "mais expressivamente define o fado", a sua principal forma de expressão. 

Estudou afincadamente os grandes mestres, Armandinho, Carlos Paredes e Fontes Rocha, e construiu a partir daí um estilo inconfundível, que o levou a acompanhar Amália Rodrigues, Alfredo Marceneiro, Hermínia Silva, Max, Fernando Maurício, Beatriz da Conceição, Maria da Fé, Vicente da Câmara, Paulo de Carvalho, Mísia, Camané, Cuca Roseta, Mariza e Carlos do Carmo. 

Depois veio a composição, e com ela a certeza de que aquelas melodias iriam sobreviver a quem as escreveu. Carlos do Carmo, Mariza, Camané, Carminho, Sara Correia, Cuca Roseta, Mísia, Ana Sofia Varela, Rodrigo Costa Félix, Joana Amendoeira, Jorge Fernando, Paulo Bragança ou Paulo de Carvalho cantaram músicas suas. Atravessaram gerações, palcos e fronteiras e tornaram-se parte do património afectivo de quem escuta a música portuguesa no mundo. 

O reconhecimento acompanhou o percurso. Mário Pacheco recebeu o Prémio Amália Rodrigues de Melhor Compositor, o Prémio Songlines "Top of the World Album", a Medalha Municipal de Mérito, Grau Ouro, da Câmara Municipal de Lisboa e foi feito Comendador da Ordem do Infante D. Henrique. Participou no filme "Fados", de Carlos Saura, editou três álbuns, "Um Outro Olhar" (1992), "A Música e a Guitarra" e "Livre" (2020), e criou em Alfama, junto à Sé, o Clube de Fado, casa de referência do género durante 25 anos. 

No CCB, essa obra regressa às mãos de quem a escreveu, agora vestida pela força e pela delicadeza de uma orquestra e rodeada por músicos que fazem parte do seu universo mais próximo. Jaques Morelenbaum é uma das figuras maiores da música brasileira das últimas décadas. Violoncelista, arranjador, maestro e produtor, integrou a Nova Banda que acompanhou Antonio Carlos Jobim ao vivo e em gravações que valeram um Grammy, dirigiu musicalmente Caetano Veloso e trabalhou com Gal Costa, Marisa Monte e Ryuichi Sakamoto, com quem gravou "Casa", homenagem a Jobim registada na casa do próprio compositor. Foi também convidado do álbum "Livre". 

João Barradas é hoje considerado um dos mais importantes acordeonistas do mundo. Começou a estudar acordeão aos seis anos e, aos nove, entrou diretamente para o segundo ano do Curso Oficial do Conservatório Nacional, que concluiu com a nota máxima. Move-se com igual naturalidade entre a música erudita e o jazz, e leva o instrumento a contextos onde raramente se ouve. Já tinha gravado com Mário Pacheco em "Livre". Ricardo Toscano é uma das vozes mais reconhecidas do jazz português da nova geração. 

O saxofone alto é o seu instrumento e o seu quarteto tem sido um dos projetos mais consistentes da cena nacional. Tal como João Barradas, cruzou caminho com Mário Pacheco em "Livre". Fernando Dalcin é bandolinista brasileiro radicado em Portugal e um dos maiores conhecedores da tradição do choro. Nascido em São Paulo, cresceu nas rodas de choro da cidade e ficou conhecido pelo projeto "Jacob do Bandolim, Outras Composições", em que apresentou obras inéditas do mestre do bandolim, tocadas numa réplica do instrumento que Jacob usou durante quase toda a carreira. 

"A minha vida é o Fado, o meu mundo é a Música e o meu desejo é ser Livre", escreveu Mário Pacheco. A 17 de dezembro, no CCB, essas três coisas acontecem ao mesmo tempo. Mais do que um concerto, será um encontro com a música que já faz parte da vida de todos nós.

ZEVAZ | Nunca

Zevaz acaba de apresentar o seu mais recente single, "Nunca".

 

30/08/2026

DIAS DE JAZZ NO CENTRO CULTURAL DAS CALDAS DA RAINHA

O Festival Dias de Jazz volta a firmar-se como um dos espaços de programação mais estimulantes e consistentes da região Oeste, com um cartaz pautado por projetos de criação musical verdadeiramente únicos e que cruzam as fronteiras do jazz nacional. Entre a criação contemporânea, a eletrónica experimental, o jazz e o blues tradicionais e a liberdade do improviso, a edição deste ano arranca a 26 de setembro com o concerto de Big Daddy Wilson e desenvolve-se em duas momentos, em outubro e novembro. 

De 8 a 10 de outubro, com três concertos consecutivos, e de 6 a 7 de novembro, com a presença do trio português TGB, convidando João Barradas, e o regresso a Portugal de uma das grandes figuras do jazz europeu, Henri Texier. No dia 26 de setembro, o cantor e compositor americano de blues elétrico e soul, Big Daddy Wilson apresenta-se no Grande Auditório do CCC. O verdadeiro bluesman com voz barítono inconfundível e presença marcante em palco, promete dar um espetáculo com raízes profundas na história do blues. 

A 8 de outubro, o Omniae Large Ensemble, dirigido pelo percussionista e maestro Pedro Carneiro, dá a conhecer no CCC as paisagens sonoras intrincadas, os sons expansivos da música contemporânea misturados com o fluxo da improvisação e a eletrónica experimental. No dia a seguir, a 9, será a vez de Maria João trazer o aclamado “Abundância”, álbum que assinala 40 anos de um percurso admirável na música. Fazendo eco da sua ascendência, a cantora de voz elástica e performativa volta a voar entre Lisboa e Maputo para mostrar, ao vivo, as músicas deste trabalho, na companhia de João Farinha (aliado do projeto OGRE). 

A 10 de outubro seguimos os passos de John Coltrane levados pela Orquestra do Hot Clube. Aproveitando a celebração dos 100 anos de Coltrane, a traz ao Dias do Jazz o espetáculo “Meditations”, com música original inspirada no universo musical de Coltrane com reportório de compositores contemporâneos consagrados. Serão apresentadas cinco obras originais de compositores contemporâneos como Ingrid Laubrock, Anna Webber, Frank Carlberg, Luís Cunha e Carlos Azevedo, inspiradas no legado musical, supremo e prodigioso, de John Coltrane. 

No mês a seguir, a 7 de novembro, Henri Texier Quarteto, liderado pelo lendário contrabaixista francês mostrará de que forma é possível brindar a audiência com um cocktail de fusão perfeita entre improvisação jazz, profundo lirismo e diálogo criativo e musical. Uma experiência sonora única servida por um dos nomes fundamentais da história do jazz europeu em plena atividade criativa – Henri Texier. No último dia do Festival, a 11 de novembro, atua o trio TGB - sigla para Tuba, Guitarra e Bateria —projeto musical português singular que reúne três músicos de referência: Sérgio Carolino na tuba, Mário Delgado na guitarra e Alexandre Frazão na bateria. 

Oportunidade para testemunhar ao vivo o universo sonoro característico desta formação, onde o jazz se cruza com o rock, o country, o folk e até a música improvisada, resultando numa linguagem musical original, arrojada e inclassificável. De relevar que, para este concerto, o trio convidou o incrível artista superlativo, o acordeonista João Barradas. Dias de Jazz | Fora de portas do CCC Os Dias do Jazz têm ainda uma dimensão que ultrapassa os palcos e vive fora das portas do CCC. Mantendo a ligação com a comunidade educativa, o Festival irá desenvolver atividades paralelas e de mediação, através da colaboração com o Conservatório de Música das Caldas da Rainha. 

Na semana de 18 a 25 de outubro, o Jazz nas Escolas procura aproximar as novas gerações à arquitetura sonora do jazz, com sessões e atuações pedagógicas em algumas escolas do concelho, estabelecimento prisional e outras estruturas da comunidade. As Jam Sessions fazem também parte desta abertura do programa dos Dias de Jazz, no palco do Café-Concerto que irá transformar-se no habitual espaço de improviso em torno do jazz. 

Ainda neste espaço terá lugar a iniciativa ABô Vinil Jazz Sessions para apresentar ao público parte do espólio/coleção de discos do Dr. Vicente de Sousa, numa viagem sonora pelo universo do jazz através da sua extraordinária coleção de vinil. 

Esta apresentação será feita pelo seu filho, Paulo Vicente e pelo seu neto, Francisco M. Sousa, mantendo viva uma paixão musical que atravessa gerações. As sessões acontecem a 8 de outubro (jazz contemporâneo e free jazz); a 9 de outubro (“As mulheres no Jazz”) e a 10 de outubro (Big Bands Jazz e John Coltrane).

29/08/2026

PODCAST PORTUGAL REBELDE PLUS

Já está disponível para audição o novo programa do Podcast Portugal Rebelde Plus. Este mês a nossa seleção inclui as propostas de Luís Vicente 4tet, Rodrigo Amado, Maria Sá Silva, Sexteto de Jazz de Lisboa e Carlos Bica & Azul. 

O Portugal Rebelde Plus pode ser seguido no Spotify, Apple Podcasts, Deezer, Youtube e no Podomatic.
 

XXMIA | Moonlogue

xxMia (Ana Margarida) é uma artista independente natural de Santo Tirso, Porto. Atualmente com 25 anos, revelou desde cedo uma paixão pelas artes performativas e pela música. Ainda em criança, participou em concursos de talentos, contexto em que realizou algumas das suas primeiras atuações, e frequentou uma academia de dança. Mais tarde, durante o ensino secundário, decidiu aprofundar a sua ligação às artes através do curso de Teatro na Escola Profissional Balleteatro, no Porto, sem nunca deixar a música de parte. 

Aprendeu a tocar guitarra, ukulele e piano e começou desde cedo a compor as suas próprias canções, tanto em inglês como em português. Em 2024, lançou o CD físico “Eclipse” , resultado de um projeto em duo, e, nesse mesmo ano, apresentou o EP acústico “The Delicate Art of Healing” nas plataformas digitais. Em julho de 2026, apresentou fisicamente o seu primeiro álbum a solo, “Moonlogue” , iniciando uma nova fase do seu percurso artístico. O álbum chega agora ao público digitalmente, com lançamento marcado para 28 de agosto de 2026. 

“Moonlogue” nasceu da necessidade de reafirmação individual da artista e de criar uma obra que refletisse, de forma mais fiel, quem é enquanto pessoa e enquanto artista. Depois de integrar duos e projetos de banda, esta é uma nova era em que xxMia ocupa deliberadamente o espaço que, durante bastante tempo, sentiu que não lhe pertencia. 

O álbum representa, por isso, um momento de independência criativa, mas também de descoberta e de liberdade: a possibilidade de contar a sua própria história, sem a necessidade de se encaixar nas expectativas dos outros. O projeto é também profundamente marcado pela comunidade e pelo desejo de retribuir às pessoas que fazem parte da vida da artista. Enquanto mulher trans, foi particularmente importante para xxMia trabalhar com artistas independentes e queer com quem partilha não só uma ligação criativa, mas também experiências, valores e uma identificação pessoal. 

Mais do que simplesmente fazer música, Moonlogue procura construir um espaço de colaboração e representação que reflita quem são estas pessoas e aquilo em que acreditam, especialmente numa altura em que pode ser assustador existir de forma livre e sem medo. Outro dos valores fundamentais do projeto é a autenticidade. Numa altura em que a Inteligência Artificial está cada vez mais presente no processo artístico, xxMia tomou a decisão consciente de não utilizar IA em nenhuma parte da criação deste álbum. 

O objetivo foi criar uma obra inteiramente humana: imperfeita, emocional e real. Um trabalho que não possa ser simplesmente replicado por uma máquina, porque nasce de experiências vividas, de sentimentos experienciados e de partes da própria artista que não podem ser dissociadas da sua identidade.

28/08/2026

VÍTOR RUA | Um Rapaz Inquieto

"Começou a tocar aos dez anos, esteve na criação dos GNR e dos Telectu, foi do rock à música minimal- repetitiva e à improvisação. Hoje coloca toda a sua transbordante originalidade ao serviço de peças de música contemporânea. Em altura de reapreciação da música dos Telectu, vamos à descoberta de Vítor Rua.." Entrevista do jornalista Gonçalo Frota e fotos de Daniel Rocha, para descobrir hoje no Ipsílon.

JAZZ AO LARGO | Barcelos

O Jazz ao Largo celebra a sua 11.ª edição. Durante quatro dias, o festival volta a invadir a cidade de Barcelos, celebrando o que de mais variado e estimulante se faz no jazz da atualidade. A programação deste ano constrói-se num equilíbrio perfeito entre regressos muito aguardados e estreias absolutas. 

O pontapé de saída acontece a 10 de setembro, com o trio do saxofonista inglês Andy Sheppard, bem acompanhado por dois nomes já acarinhados pelo nosso público: Michel Benita e Rita Marcotulli. 

No dia 11, o histórico Sexteto de Jazz de Lisboa — um ensemble fundamental no panorama nacional — traz de volta à cidade os incontornáveis Mário Laginha e Mário Barreiros. O dia 12 reserva-nos uma jornada dupla. Durante a tarde, a grande novidade do festival: a estreia absoluta de Mostafa Taleb, que nos brindará com um singular concerto de Kamancheh. 

À noite, o projeto Azul, de Carlos Bica, regressa para partilhar o palco com Jim Black e Frank Möbus, prometendo uma atuação memorável na companhia de três dos melhores músicos da atualidade. Na vertente mais exploratória do festival, o dia 13 recebe os Rapid Zen, que unem o contrabaixista Gonçalo Almeida às estreias de Bárbara Togander e Vasco Trilla. 

O palco será também, naturalmente, do Ensemble JAL: um projeto criado no seio do próprio festival que volta a reunir vários dos músicos mais ativos de Barcelos. A pensar nos mais novos, a edição deste ano integra ainda o workshop "Sononautas - Ecoescuta", uma atividade dedicada à exploração das paisagens sonoras da nossa cidade e à promoção da escuta ativa. 

Os concertos têm lugar no Largo Dr. Martins Lima (junto ao Theatro Gil Vicente) e na frente ribeirinha da Azenha, com entrada livre.

XICO GAIATO LANÇA O ÁLBUM DE ESTREIA "A CADA PASSO QUE DOU"

No próximo dia 10 de setembro, Xico Gaiato lança A Cada Passo Que Dou, o seu álbum de estreia editado pela Omnichord. Depois de revelar, este ano, os singles "Voltas e Voltas" e "Na Raiz", Francisco Barata apresenta finalmente o disco na íntegra, um conjunto de catorze canções que nascem da Beira Interior para construir um universo profundamente ligado ao território, à memória e à identidade. 

Além da edição digital, A Cada Passo Que Dou contará também com uma edição especial em vinil e CD, pensada para ganhar lugar nas estantes, nos gira-discos e nas casas de quem quiser levar estas canções consigo. 

O álbum será apresentado ao vivo no Auditório da Moagem, no Fundão, no próprio dia 10 de setembro, cidade onde o projeto nasceu. Seguem-se os concertos no Teatrão, em Coimbra, a 16 de setembro, na Casa da Criatividade, em São João da Madeira, a 17 de setembro, na Casa Capitão, em Lisboa, a 2 de Outubro e nos Maus Hábitos, no Porto, a 9 de outubro. 

A Cada Passo Que Dou é composto por 14 canções onde Francisco Barata parte dos sons que marcaram a sua infância na Beira Interior para os reinterpretar através da eletrónica e da pop, onde abre um novo lugar para a exploração da música tradicional. Parte do disco foi gravada em residência artística nas Donas, aldeia onde cresceu a sua mãe, e é aí que ganham forma muitos dos sons que atravessam o álbum, dos bombos ao pífaro. 

Uma das canções, com a participação de Rossana, nasceu também durante uma sessão criativa realizada no Cabeço do Pião, junto às antigas Minas da Panasqueira. O álbum dialoga entre passado e presente, revisitando lugares, histórias e sonoridades para construir uma identidade profundamente enraizada no território. 

Ao longo das canções, Xico Gaiato convida o público a construir o seu próprio imaginário, a explorar temas como a aceitação da identidade, a dúvida e a procura de um lugar no mundo.

27/08/2026

PEDRO MORAIS LEITÃO | Discurso Direto

MIKA e UB40 ft. Ali Campbell são os cabeças de cartaz da primeira edição do festival Rock & Dão, com atuações a 18 e 19 de setembro, respetivamente, no Parque de Santiago, em Viseu. David Bruno, Delfins, Samuel Úria, Cassete Pirata, Ganso e Os Pontos Negros completam o alinhamento musical do evento, que une a música de artistas nacionais e internacionais à gastronomia tradicional e à excelência dos Vinhos do Dão, uma das mais prestigiadas regiões vinícolas portuguesas. Pedro Morais Leitão, Diretor do Festival Rock & Dão é hoje meu convidado em "Discurso Direto".

Portugal Rebelde - O ROCK & DÃO nasce com a ambição de afirmar Viseu como um destino de referência para eventos culturais? 

Pedro Morais Leitão - Sem dúvida. Viseu e a região do Dão têm condições extraordinárias para se afirmarem também através de grandes eventos culturais. Temos uma cidade com qualidade de vida, património, gastronomia, vinhos únicos e uma região com enorme potencial turístico. O que queremos com o ROCK & DÃO é acrescentar mais uma razão forte para visitar Viseu e, ao mesmo tempo, criar um evento do qual a cidade se possa apropriar e orgulhar. O festival nasce em Viseu mas não foi pensado só para Viseu. Temos a ambição clara de chegar muito para além da região e de trazer até cá pessoas de todo o país e também do estrangeiro. De acordo com as vendas atuais sabemos que estamos a conseguir isso mesmo tendo já muitos bilhetes vendidos no estrangeiro e por todo o país na generalidade das capitais de distrito. 

PR - O cartaz conta com atuações internacionais de MIKA e UB40 feat. Ali Campbell, bem como dos portugueses David Bruno, Delfins, Samuel Úria, Cassete Pirata, Ganso e Os Pontos Negros. Quer falar-nos um pouco da aposta neste cartaz? 

Pedro Morais Leitão - Queríamos que a primeira edição deixasse imediatamente clara a ambição do ROCK & DÃO. MIKA e UB40 feat. Ali Campbell são dois grandes nomes internacionais, com públicos muito transversais e repertórios que praticamente toda a gente reconhece. São artistas que têm também uma enorme capacidade de criar festa e isso encaixa muito bem no espírito que queremos para o festival. Mas era igualmente importante termos um cartaz português forte. Os Delfins representam uma parte incontornável da música portuguesa, enquanto David Bruno, Samuel Úria, Cassete Pirata, Ganso e Os Pontos Negros trazem linguagens e gerações diferentes. Procurámos precisamente esse equilíbrio: um cartaz com nomes fortes, mas também diverso, transversal e com personalidade. Não queríamos simplesmente juntar artistas; queríamos construir dois dias que fizessem sentido como um todo. 

PR - A gastronomia e os vinhos do Dão são a “cereja” no topo deste Festival? 

Pedro Morais Leitão - Eu diria que são bastante mais do que a cereja no topo. São parte do próprio bolo. O ROCK & DÃO nasce assente em três pilares com o mesmo peso conceptual: música, vinhos do Dão e gastronomia. Não queremos que o vinho e a gastronomia sejam apenas complementos que encontramos junto ao recinto dos concertos. Queremos que façam parte da experiência. Que as pessoas cheguem mais cedo, provem diferentes vinhos do Dão, comam, convivam, descubram produtores e assistam aos concertos. No fundo, queremos concentrar no Parque de Santiago, durante dois dias, algumas das melhores coisas que esta região tem para oferecer. 

PR - Para terminar, indique quatro boas razões para não perder de vista a primeira edição do ROCK & DÃO. 

Pedro Morais Leitão - Só quatro? A primeira é a música: MIKA, UB40 feat. Ali Campbell e um excelente conjunto de artistas portugueses. A segunda são os Vinhos do Dão, que não são apenas parceiros do festival, são protagonistas. A terceira é a gastronomia, porque queremos que comer e beber bem faça verdadeiramente parte da experiência. E a quarta é Viseu. Uma cidade bonita, acolhedora, com uma enorme qualidade de vida, um centro histórico cheio de identidade e uma região extraordinária à sua volta. Se conseguir juntar estas quatro razões — boa música, bons vinhos, boa comida e uma grande cidade — acho que fica difícil encontrar uma desculpa para não estar no ROCK & DÃO nos dias 18 e 19 de setembro.

FALA POVO ANUNCIAM DISCO DE ESTREIA "PUNKS POPULARES"

Os Fala Povo Fala preparam-se para editar “Punks Populares”, o primeiro álbum do projeto português que cruza tradição popular, canção de autor e uma atitude crua próxima do punk. O disco será lançado no dia 17 de setembro e apresentado ao vivo nessa mesma data na Casa Capitão, em Lisboa, num concerto que sucede à passagem do grupo pela Festa do Avante!, onde atua a 5 de setembro. 

Formados por Senhor Vulcão, Jacaréu e A Culpa do Joni, três cantautores com percursos individuais distintos, os Fala Povo Fala encontram no projeto um território comum para trabalhar a palavra, a música e as raízes portuguesas a partir de uma perspetiva contemporânea. Mais do que a soma dos trabalhos individuais dos seus elementos, o coletivo desenvolveu uma linguagem própria onde tradição e presente se confrontam e complementam. 

“Punks Populares” traduz essa identidade desde o título. A designação parte de uma expressão utilizada para caracterizar o grupo e que os próprios acabaram por reconhecer como representativa de uma parte importante da sua música: uma combinação entre elementos profundamente ligados à tradição portuguesa e uma atitude mais direta, crua e punk, presente tanto na interpretação como em algumas das letras. Essa relação com a música tradicional encontra-se também na própria construção sonora do álbum. 

Cerca de 90% das bases foram gravadas exclusivamente com instrumentos acústicos, entre cordofones e bombo, procurando preservar uma dimensão orgânica que contrasta com a postura mais imediata e pouco artificiosa que caracteriza os Fala Povo Fala em palco. O povo, o campo e a tradição surgem como referências centrais de um trabalho que observa igualmente as transformações sociais e culturais das últimas gerações. 

Entre o universo dos avós e a aceleração da contemporaneidade, os Fala Povo Fala exploram essa mudança através de canções onde convivem comentário social, ironia, amor e partilha. Depois de terem apresentado “O Povo Já Não Tem”, o coletivo revelará com o álbum um novo single, “Travessa”, que acompanha a edição de “Punks Populares” a 17 de setembro. 

 Antes do lançamento, os Fala Povo Fala passam pela edição de 2026 da Festa do Avante!, com concerto marcado para 5 de setembro. A atuação antecede a apresentação oficial do disco, que acontece doze dias depois, a 17 de setembro, na Casa Capitão, em Lisboa.

ARRAIAL NA CASA DE MATEUS, EM VILA REAL

ARRAIAL, a nova criação da Outra Voz, apresenta-se em duas datas de entrada livre: a 20 de setembro, no Hall das Salas de Ensaio do Teatro Jordão, em Guimarães, e a 3 de outubro, na Casa de Mateus, em Vila Real. O projeto propõe um espaço de encontro entre diferentes comunidades através da música e da dança, partindo da recolha de património musical tradicional para construir novas formas de criação coletiva. 

Desenvolvido a partir do trabalho comunitário que tem caracterizado o percurso da Outra Voz, o ARRAIAL surge através da identificação e recolha de músicas festivas pertencentes às diversas culturas representadas nos territórios onde o projeto se desenvolve. 

A partir desse processo, o espetáculo transforma esse património imaterial em novas composições, criando um diálogo entre tradição e contemporaneidade. Mais do que adaptar repertórios existentes, o ARRAIAL propõe a construção de novas expressões artísticas que preservam a essência cultural das tradições de origem, ao mesmo tempo que as colocam em contacto com diferentes linguagens e contextos atuais. O resultado é um espaço de partilha onde a diversidade cultural se afirma como elemento central da criação.

26/08/2026

MIGUEL CARMONA ANUNCIA PRIMEIRO CONCERTO EM NOME PRÓPRIO EM LISBOA

Miguel Carmona acaba de anunciar o seu primeiro concerto em nome próprio em Lisboa. A 16 de março de 2027, o artista sobe ao palco do Teatro Maria Matos para um espetáculo que reúne, pela primeira vez, as canções que têm marcado o seu percurso e o segundo álbum de originais, com edição prevista para o início do ano. 

Desde os covers e medleys com que começou a conquistar o público às primeiras canções originais, Miguel Carmona tem crescido à vista de quem o acompanha. Em 2024 editou Fora de Horas, o álbum de estreia, e desde então tem vindo a mostrar-se cada vez mais seguro naquilo que quer dizer e, sobretudo, na forma como o quer dizer. 

No Teatro Maria Matos, esse universo ganha finalmente dimensão de espetáculo. Fora de Horas encontra-se com as canções mais recentes, entre elas “nada do que eu disse” e "mão dada (versão live acústica)", num concerto pensado de raiz para esta estreia em nome próprio e para apresentar, pela primeira vez ao vivo, o próximo disco.

25/08/2026

HORTUS MUSICALIS REGRESSA EM SETEMBRO AO JARDIM BOTÂNICO DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA

Depois do primeiro fim de semana de programação, realizado em julho, o Hortus Musicalis regressa ao Jardim Botânico da Universidade de Coimbra nos dias 4, 5 e 6 de setembro, sempre às 18.00h, para a segunda parte da edição de 2026. 

Promovido pelo Jardim Botânico da Universidade de Coimbra em parceria com o Jazz ao Centro Clube (JACC), com curadoria de Marcelo dos Reis, o ciclo mantém o mote “Plantar Liberdade” e volta a aproximar música, natureza e criação contemporânea. Todos os concertos têm entrada livre. A programação de setembro começa a 4 de setembro, com Fish Dish, seguindo-se, no dia 5, Lantana. O ciclo encerra a 6 de setembro com Made of Bones. 

Três propostas que dão continuidade a um programa dedicado à experimentação, à improvisação e à exploração de novas linguagens sonoras, reunindo diferentes percursos e abordagens à criação musical contemporânea. Ao longo de dois fins de semana, o Hortus Musicalis propõe o Jardim Botânico como espaço de escuta e encontro, onde a música dialoga com a paisagem e com as características singulares deste património natural. 

Sob o tema “Plantar Liberdade”, o ciclo parte da improvisação e da música livre enquanto práticas de criação, partilha e transformação, abrindo espaço para a descoberta de diferentes formas de construir e experimentar a música. 

Com esta segunda parte, o Hortus Musicalis conclui a sua edição de 2026, reafirmando a vontade de apresentar no Jardim Botânico projetos que exploram os limites da criação musical e que encontram na liberdade artística um território de experimentação e diálogo.

PÉROLA | Casino Estoril

Pérola estreia-se, no próximo dia 27 de agosto, às 22 horas, no Salão Preto e Prata do Casino Estoril. A cantora e compositora angolana sobe ao palco para protagonizar um concerto de cariz intimista, revisitando alguns dos temas mais emblemáticos da sua carreira, num alinhamento que cruza diferentes épocas e evidencia a sua evolução artística.  

“Evita Só”, “Tens Sorte” e “Não Vai Lá”, assim como temas mais recentes, entre os quais “Sincera”, “Goddess” e “Última Chamada” estarão em destaque num concerto inédito no Salão Preto e Prata do Casino Estoril. 

Reconhecida como uma das vozes mais acarinhadas do panorama musical angolano, a artista convida o público a revisitar as composições mais marcantes de mais de duas décadas de carreira, num espetáculo que promete emoção, proximidade e uma forte cumplicidade com a plateia. 

Com a intensidade e autenticidade que a caracterizam, Pérola sobe ao palco com uma performance poderosa e emotiva, evidenciando a sua firmeza vocal e presença singular, que a afirmam como um verdadeiro ícone da música angolana. 

Entre momentos de grande intimidade e várias surpresas ao longo da noite, cada instante será vivido de forma especial, reforçando a genuína ligação que a artista construiu com o público.
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