14/02/2026

SÉRGIO GODINHO | Reedição de “Biografias do Amor” Assinala Concertos Especiais de Sérgio Godinho

Biografias do Amor chega agora, pela primeira vez, em formato vinil, numa edição revista em 2026 que recupera e celebra uma das compilações mais emblemáticas da obra de Sérgio Godinho. Reconhecido como o “Escritor de Canções”, Godinho construiu ao longo de décadas um repertório singular na música portuguesa, onde as palavras, a sensibilidade e a humanidade se cruzam em canções que atravessam gerações. 

Esta compilação reúne alguns dos seus mais marcantes temas dedicados ao amor — nas suas diferentes formas, contradições e intensidades — oferecendo um panorama profundo da sua escrita e da sua música. A edição de 2026 inclui ainda uma gravação inédita de “Tudo no Amor”, captada ao vivo, que acrescenta um novo capítulo a este percurso. 

Nesta versão, a canção revela-se crua e emotiva, sublinhando a força da composição e a presença genuína do artista no momento de performance. O lançamento em vinil acontece em paralelo com dois concertos, onde Sérgio Godinho apresenta o espetáculo “As Canções de Amor de Sérgio Godinho”. O artista estará em palco no Porto no dia 15 de fevereiro, para um concerto que celebra este repertório e a sua ligação duradoura ao público. 

Com esta edição em vinil, Biografias do Amor assume uma nova presença enquanto objeto físico, destacando um clássico contemporâneo e reafirmando a relevância de um dos mais importantes criadores da música portuguesa.

DEALEMA | 96 ao Infinito

Foto: André Henriques

Treze anos depois de “Alvorada da Alma”, Dealema, o pentágono composto por Expeão, Fuse, Maze, Mundo Segundo e DJ Guze regressou ao estúdio e trouxe consigo uma mão cheia de convidados. “96 ao Infinito” já está disponível para escuta nas plataformas de streaming. 

A partir de 21 de Fevereiro é possível encomendar o álbum em dealema.pt Em contagem decrescente para o concerto de celebração dos 30 anos no Coliseu do Porto, a 20 de Fevereiro - já esgotado - “96 ao Infinito” apresenta-se não só como herança e retrospetiva de uma existência mas principalmente como um portal para o futuro.

13/02/2026

DAVID FONSECA | Nada a Perder

David Fonseca edita hoje "Nada a perder" o primeiro single do seu décimo álbum de originais, que será apresentado ao vivo em Lisboa, no Sagres Campo Pequeno, no dia 28 de novembro e no Porto, na Super Bock Arena, no dia 21 de novembro. 

O single, que já se encontra disponível em todas as plataformas digitais, antecipa um disco inteiramente cantado em português, onde a música surge como espaço de liberdade, aventura e risco, e revela a energia criativa que acompanha o cantor desde a adolescência. 

O tema nasceu do encontro inesperado com uma cassete antiga, gravada em casa dos pais, onde a curiosidade e o entusiasmo de um adolescente se fizeram ouvir. Essa descoberta inspira um single que é, ao mesmo tempo, uma homenagem à essência de quem começou a escrever música por impulso e uma celebração da ideia de seguir caminhos sem garantias, de arriscar antes de medir. Estas novidades surgem depois de um ano histórico para David Fonseca, que celebrou 25 anos de carreira a solo, com uma digressão que percorreu o país de norte a sul. 

Ao longo de mais de duas décadas e meia, editou 14 álbuns de estúdio e inúmeros singles que se tornaram referência, como “Kiss Me, Oh Kiss Me”, “Deixa Ser” ou “Someone That Cannot Love”, mantendo uma presença sólida, consistente e profundamente ligada ao público. 

O último ano ficou ainda marcado com o regresso aos palcos dos Silence 4, com a banda a percorrer o país e a encher as maiores salas de espetáculos do país, incluindo quatro concertos na Super Bock Arena e dois na MEO Arena. 

Cada concerto reforçou a força duradoura de um repertório que atravessa gerações e mostrou a ligação única da banda com o público. Este novo single prepara o terreno para o álbum de originais previsto para 2026. Entre memória, descoberta e inovação, David Fonseca reafirma-se como um artista que transforma a música em experiência, onde passado e futuro se cruzam e cada canção é uma porta aberta à possibilidade.

 

TREVO DE CORDAS EDITA DISCO DE ESTREIA

Trevo de Cordas é um projeto de quatro barcelenses que se reuniram para formar uma banda com influência folk. O seu álbum de estreia é lançado hoje, dia 13 de fevereiro nas plataformas digitais.  

Munidos de vários instrumentos de cordas, percussão variada, flauta e voz, Beatriz, Gabriela, Sara e Tiago animam o público, envolvendo-o em lendas tradicionais, contos e histórias “do arco da velha” , sendo ainda reconhecidos pelos seus instrumentais etéreos e verdadeiramente épicos. 

Trevo de Cordas é um álbum de conceito onde as raízes e influências musicais dos quatro amigos se unem. Dessa união resulta a composição perfeita de um estilo único, combinando o folk, a música celta, a influência medieval, a música popular portuguesa, uma abordagem neoclássica, improvisação, e referências às músicas do mundo. 

Simultaneamente, este álbum apresenta melodias inspiradas em figuras emblemáticas da cultura popular regional (pescadores, almocreves, peregrinos), lendas de Barcelos e indivíduos cujo quotidiano passa pelas antigas estradas das freguesias do concelho. É ainda fortemente caracterizado pelo mundo de fantasia, contando histórias “ corriqueiras” em que personagens fictícias vivem aventuras fantásticas.

12/02/2026

O HOMEM QUE FUGIU DO MUNDO EDITA ÁLBUM DE ESTREIA “SÍLFIO”

Depois de lançar o single “Ícaro desce e vamos falar do sol” a 16 de janeiro, O Homem que Fugiu do Mundo acaba de editar o seu álbum de estreia, “Sílfio”, um trabalho conceptual que parte da metáfora de uma planta extinta para refletir sobre a condição humana contemporânea. O álbum conta com o Apoio Fundação GDA. O Homem que Fugiu do Mundo é o projeto a solo de Vítor Pinto, músico, compositor e mente criativa ligada aos Malibu Gas Station. 

Embora exista há mais de uma década, o projeto manteve-se durante anos num registo íntimo e reservado, ganhando agora corpo público através de uma abordagem assumidamente DIY. Em “Sílfio”, tal como nos lançamentos anteriores, Vítor Pinto assina todas as etapas do processo criativo - da composição à produção, gravação e edição visual - afirmando uma linguagem autoral marcada pela introspeção, pela recusa de fórmulas e pela construção de um imaginário próprio.

 

11/02/2026

BLAYA | B.Leza

Blaya, artista do famoso hit “Faz Gostoso”, regressa aos palcos com “ARRAIÁ.L” – um novo espetáculo que celebra a sua identidade luso-brasileira e a ligação cultural entre Portugal e Brasil. A primeira apresentação será no B.Leza no próximo dia 26 de março 

O espetáculo cruza a energia dos arraiais populares portugueses com a alegria vibrante das festas juninas brasileiras, criando uma experiência única onde música, dança e emoção se encontram. 

Como antecipação e ponto de partida deste arraial que está prestes a subir ao palco, Blaya apresenta uma nova versão da canção “Caixa de Correio”, tema originalmente incluído no álbum Lado B. 

Para esta reinterpretação, a artista convidou o grupo Viva o Samba, reforçando a ligação ao Brasil que corre no seu sangue e às raízes rítmicas que influenciam o seu percurso artístico.

 

FREDERICA VIEIRA CAMPOS | Porto

Foto: Lucília Monteiro

A harpista e artista portuense Frederica Vieira Campos atua no auditório do Passos Manuel no próximo Sábado (14 de fevereiro) num concerto puramente improvisado onde a mesa de mistura manipulada pela instrumentista nos desvenda as potencialidades eletrónicas de uma harpa emancipada.

 

LIBRA | Lisboa

10/02/2026

CONTA-ME UMA CANÇÃO

“Conta-me Uma Canção” termina na próxima terça-feira, dia 17 de Fevereiro, com a dupla Samuel Úria + Rui Reininho, cujos bilhetes esgotaram em poucas horas. A canção está viva e recomenda-se, tal como se recomenda uma longa vida a estes concertos especiais que juntam música, letra e histórias inesquecíveis.

MARYA SANTOS | Amar


A artista Marya santos acaba de apresentar o seu mais recente single, "Amar". 

"Amar" é uma canção pop moderna, suave e emocional, onde a música explora a profundidade do verbo amar com melodias íntimas e a presença distinta da guitarra portuguesa. Uma faixa luminosa, autêntica e marcada por emoção, saudade e identidade lusófona.

 

PAULO FLORES ESGOTA CONCERTO NA CASA DA MÚSICA

Paulo Flores, lenda viva da música angolana e uma das vozes mais poderosas da lusofonia, acaba de esgotar o concerto na Casa da Música, que acontece no dia 28 de fevereiro. O Artista atua ainda no Coliseu dos Recreios no dia 05 de março, os últimos bilhetes ainda estão disponíveis nos locais habituais. Este regresso aos palcos portugueses promete ser uma celebração profunda da identidade, da memória e da emoção. 

Com uma carreira que ultrapassa três décadas, Paulo Flores afirma-se como autor, compositor e intérprete de uma obra incontornável da música angolana. Figura pioneira do semba e nome central no surgimento e consolidação da kizomba nos anos 80, construiu uma linguagem musical própria, onde ritmo, melodia e palavra se cruzam para contar histórias que atravessam gerações e geografias.

FESTIVAL MONTEPIO ÀS VEZES O AMOR ARRANCA ESTA SEMANA COM PROGRAMAÇÃO NACIONAL EM VÁRIAS CIDADES

O Festival Montepio Às Vezes o Amor arranca já esta semana, entre 12 e 15 de fevereiro, com uma programação que volta a estender-se por várias cidades do país, reunindo artistas de diferentes gerações numa celebração simultânea da música e do amor. Ao longo de quatro dias, o Festival afirma a sua dimensão nacional, com concertos a acontecer em diferentes geografias e contextos, mantendo a proximidade ao público como uma das suas marcas centrais. 

A forte resposta do público confirma-se também na bilheteira, com vários espetáculos já esgotados. Entre os momentos centrais da programação destaca-se Sérgio Godinho, que apresenta As Canções de Amor de Sérgio Godinho – Biografias do Amor, espetáculo que passa por Lisboa e Porto e onde o amor se cruza com a liberdade, a memória e a cidadania — temas estruturantes de um repertório incontornável da música portuguesa. 

O cartaz integra ainda concertos de GNR, Aurea, Marisa Liz, Fernando Daniel, João Pedro Pais, Carolina Deslandes, Carolina de Deus, Buba Espinho, Luís Trigacheiro, Rui Massena e o projeto José Pinhal Post-Mortem Experience. 

Os concertos de Fernando Daniel, João Pedro Pais e Luís Trigacheiro, este último com duas sessões, encontram-se esgotados, refletindo a forte adesão do público a esta edição do Festival. No Dia dos Namorados, 14 de fevereiro, Lisboa recebe ainda um momento especial com um concerto de Aurea na Praça Central do UBBO, um espetáculo de entrada gratuita, integrado na programação daquele espaço.

09/02/2026

TÓ PEREIRA E PAULO PEDRO GONÇALVES | Brasil de Janeiro

Tó Pereira, mais conhecido por DJ Vibe, e Paulo Pedro Gonçalves, fundador dos Heróis do Mar, formam Mão. “Brasil de Janeiro” é o single de avanço da estreia conjunta em disco de dois nomes incontornáveis da música feita em Portugal nos últimos 40 anos. Com lançamento apontado para o dia 16 de abril, o longa duração homónimo chega com o selo da Chic Choc Music, a editora criada pelos próprios. 

“Brasil de Janeiro” marca a primeira paragem de oito viagens sonoras que traçam uma rota pelo mundo, da América à Ásia, com referências às linguagens musicais inerentes a cada destino e aos seus protagonistas. 

Neste portentoso tema, Tó Pereira e Paulo Pedro Gonçalves acenam à riqueza das texturas rítmicas brasileiras, numa fusão de instrumentos com eletrónica que caracteriza a identidade sem fronteiras de Mão. Perfeito para uma noite de clubbing, “Brasil de Janeiro” constrói-se por BPMs vibrantes e arpeggios que hipnotizam no centro da pista de dança, com guitarras, programações e sintetizadores que transgridem o conceito de house music. 

 Com produção dos artistas que, há mais de três décadas, se cruzaram nos LX-90, a amostra inaugural do álbum de estreia do projeto foi registada no estúdio de DJ Vibe, em Lisboa. A acompanhar o single está um vídeo realizado por Richard F. Coelho, que reúne imagens analógicas de arquivo, criando um universo orgânico que encaixa plenamente na sonoridade exótica da canção, em contraste com a sua natureza eletrónica.

 

FILIPE KARLSSON | Salão Brazil

08/02/2026

A TRAIÇÃO DO PADRE MARTINHO OST

Em 2021 a atriz e realizadora Ana Cunha convidava o trio para compor a banda sonora do seu primeiro filme enquanto realizadora, A Traição do Padre Martinho, uma produção da Ukbar Filmes integrada no projeto Contado por Mulheres e transmitida pela RTP. O filme parte de um texto de Bernardo Santareno e passa-se numa pequena aldeia portuguesa no final dos anos 60, onde um jovem padre toma o partido da população, acaba expulso pelo patriarcado e defendido pelo seu povo. 

Para um grupo que ao longo de três discos - o EP homónimo (2017), Centelha editado pela Saliva Diva (2020), e o Memória da Pedra Mãe editado pela Jazzego (2024) - sempre procurou ligar a sua música a lugares e paisagens concretas, a proposta de habitar o universo fechado e carregado de um drama de Santareno representava um desafio de outra natureza. A Traição do Padre Martinho OST é o resultado desse encontro. 

Os Bardino escreveram a música numa residência artística em Anadia, rodeados pelo laranjal da casa da avó Alice, numa produção deliberadamente lo-fi e guiada pela visão da realizadora. Há uma intimidade neste processo que se transfere para a música, que soa mais despida e próxima do que o habitual no universo do trio. 

Rui Martins assina a produção, mistura e masterização, além de tocar teclados, Nuno Fulgêncio contribui com bateria e percussão, e Diogo Silva com o baixo, num registo contido que serve a narrativa do filme sem deixar de soar inequivocamente a Bardino. Ao longo de dez faixas e pouco mais de vinte minutos, o álbum constrói-se como um arco dramático que espelha a estrutura da história. 

Três peças intituladas "Padre Martinho" funcionam como pilares - um Prelude que abre, um Interlude que marca a viragem, e um Postlude que encerra -, enquanto entre elas surgem as peças dedicadas às personagens e momentos-chave da trama: "Alice", "Bernardo", "Albino", "O Cerco", "Guarda", "Escadas". Cada uma destas composições funciona como um retrato sonoro, breve e essencial, que evoca mais do que descreve. 

Quase cinco anos separam a residência artística da publicação deste disco. Esse intervalo, longe de diminuir a relevância do material, dá-lhe uma qualidade particular, como se a música tivesse amadurecido no mesmo silêncio das paisagens que sempre inspiraram os Bardino. 

A Traição do Padre Martinho OST é uma obra que prova que a sua linguagem musical, tantas vezes associada a paisagens abertas e explorações sonoras sem destino definido, pode também habitar o espaço fechado e carregado de um drama humano. Já disponível em todas as plataformas digitais e no Bandcamp.
/>