06/03/2026

MANUEL FÚRIA EDITA NOVO SINGLE "VERDE VENENO"

“Verde Veneno” é o novo single de Manuel Fúria e faixa-título do disco que será editado a 27 de março pela FlorCaveira. Depois de “Eu Devia Estar Calado”, este é o mais recente avanço do próximo álbum do artista. 

Com a participação de Inês Baptista, o tema mergulha num revivalismo house que artistas como Peggy Gou ou PNAU têm trazido de volta. Aqui, porém, a pista não é lugar de fuga, mas de confronto.

 

RITA REDSHOES | A Tua Trança

“A Tua Trança” é o primeiro single do novo álbum de Rita Redshoes, um disco que será composto exclusivamente por canções escritas por autoras portuguesas. 

No âmbito deste projeto, a cantautora Márcia contribuiu com esta canção inspirada na experiência de uma amiga que enfrentou o fim de uma relação de mais de 20 anos. Marcada pelo cansaço, pela sobrecarga e pela solidão, essa vivência refletia, segundo a autora, a realidade de muitas mulheres. 

A compositora recorda: “Lembrei-me de uma canção que escrevi há algum tempo (...) Sei que esta é a realidade de muitas mulheres.” “A Tua Trança” fala de “uma força muito subtil e profunda, um super-poder que existe nas mulheres que se refazem e que se mantêm, apesar de tudo o que é injusto”, celebrando a resiliência feminina e a capacidade de inspirar novas gerações

Para Márcia, a interpretação de Rita Redshoes superou as suas expectativas: “A Rita defende-a de uma forma avassaladora. A fragilidade que respira na sua voz é o respeito que devemos à nossa feminilidade; nela reside a nossa força maior.” Sublinha ainda: “há um sentido de comunidade no feminino que não pode ser ignorado, mas, sim, vivido e fomentado”. 

Rita Redshoes, por sua vez, recebeu a canção numa gravação caseira enviada por Márcia, que, apesar de simples e inacabada, a impactou de imediato: “Foi o que chegou para a minha pele se arrepiar e saber que tinha em mãos uma grande canção.” 

A interpretação surgiu num momento de grande exaustão pessoal, num “limbo entre o cansaço extremo e uma força vinda das entranhas”, tornando-se um exercício íntimo de confronto consigo própria: “Foi uma viagem na qual me olhei ao espelho e fui obrigada a reconhecer a minha fragilidade e força a conviverem no mesmo momento.

 

05/03/2026

MARIA MENDONÇA APRESENTA "AURORA"

Depois da energia luminosa de “Estrada”, Maria Mendonça regressa com um novo capítulo que fará parte do seu EP de estreia. 

O single “Aurora” nasce da inquietação e floresce na esperança, um tema que atravessa a noite para encontrar o amanhecer. “Aurora” começa numa pergunta suspensa no escuro: “E se a noite não acaba nunca?” É nesse território íntimo, onde a dor parece eterna e o silêncio pesa mais do que as palavras, que a canção ganha forma. 

Maria percorre essa noite simbólica feita de cansaço, incerteza e lamento, conduzindo-nos por uma paisagem emocional densa, até que, pouco a pouco, a luz começa a surgir. No refrão, a esperança transforma-se quase numa oração: “Aurora, não te demores em pintar de cores o céu.” 

O amanhecer surge como escolha, como gesto de coragem. A produção de Luís Pereira (Twins) constrói uma atmosfera envolvente, onde elementos orgânicos respiram lado a lado com uma estética pop atual. A canção cresce da introspeção para uma explosão luminosa. Há uma dimensão cinematográfica na forma como a música se expande, como se o céu, lentamente, ganhasse cor diante de nós. 

Com “Aurora”, Maria Mendonça afirma-se com maturidade e identidade própria: honra as suas influências, mas não se limita às mesmas. Procura novas formas de dizer, de sentir, de transformar fragilidade em força.

04/03/2026

CAROLINA DE DEUS | O Maior Bem

O projeto Florbela, disco-tributo à obra de Florbela Espanca, apresenta o seu quarto e último avanço antes da edição integral do álbum, com o lançamento de “O Maior Bem”, interpretado por Carolina de Deus, já disponível em todas as plataformas digitais. A edição do disco está marcada para 20 de março, véspera do Dia Mundial da Poesia — uma data simbólica que reforça o carácter literário e cultural deste tributo.

Depois da forte receção aos três primeiros singles — que ultrapassaram conjuntamente os 350 mil streams entre plataformas digitais — “O Maior Bem” encerra o ciclo de antecipações do disco, reforçando o impacto e a relevância deste projeto que musica 14 sonetos da poetisa numa abordagem contemporânea, assinada por algumas das vozes mais relevantes da música portuguesa atual. 

Com a sensibilidade que tem marcado o seu percurso, Carolina de Deus oferece uma leitura íntima e emotiva do poema, sublinhando a dimensão confessional e intemporal da escrita de Florbela Espanca. 

Sobre este lançamento, a artista confessa: "Compor a melodia para um soneto da Florbela Espanca foi muito especial. Procurei encontrar uma forma de o cantar que respeitasse as palavras, mas que também soasse verdadeira na minha voz. É um privilégio fazer parte deste projeto ao lado de tantos artistas que admiro e poder homenagear a Florbela e a sua voz." 

Em paralelo com este lançamento, continua disponível o pre-save do álbum em todas as plataformas digitais, bem como a pré-venda na Fnac, nas edições físicas em CD e LP.

MARIA JOÃO, ANDRÉ MEHMARI E CARLOS BICA EM CONCERTO

03/03/2026

SEGUE-ME À CAPELA | Quando o Fio S´Ensarilha

O septeto vocal feminino prepara-se para lançar um novo trabalho discográfico que aprofunda o diálogo entre a música tradicional portuguesa e a criação contemporânea, tendo a voz como instrumento central. Dez anos depois de San’Joanices, Paganices e Outras Coisas de Mulher e mais de duas décadas após o álbum de estreia, o grupo regressa com um disco que assume o “nó” como metáfora sonora e poética: os nós, os emaranhados e as imperfeições tornam-se matéria criativa, lugar de encontro e de transformação. 

Sete vozes, sete fios, sete cravos abertos ao mundo — um disco que celebra a complexidade, a memória e a alegria de cantar em conjunto. Quando um fio s’ensarilha nasce de um processo profundamente coletivo, que parte de arranjos originais sobre recolhas tradicionais e integra um poema de João Pedro Mésseder e outro de Amélia Muge, figura maior da música portuguesa e presença determinante na construção deste trabalho. 

Os arranjos foram desenvolvidos pelo grupo, por Amílcar Cardoso, por Sebastião Antunes e por Amélia Muge, em estreita colaboração, num exercício de criação alinhavo a alinhavo. A produção e direção musical são assinadas por Segue-me à Capela, com acompanhamento na produção musical de Amélia Muge. 

Para além das vozes do grupo e da percussão de Quiné Teles, o álbum conta com a participação de Sebastião Antunes e de Stereossauro, como músicos convidados. As misturas e masterização ficaram a cargo de Fernando Nunes (Naná). A identidade visual do disco inclui ilustração de Catherine Boutaud e design gráfico de Carolina Simões. 

O repertório baseia-se em recolhas de referência realizadas por Armando Leça, Artur Santos, Catarina Moura, Ernesto Veiga de Oliveira, GEFAC – Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra, Manuel Rocha e Michel Giacometti, reafirmando o compromisso do grupo com a preservação e reinvenção do património musical português. O primeiro avanço deste novo ciclo foi dado a 6 de fevereiro, com a edição do single “Zamburra”. 

Entre muitas possibilidades, a escolha não foi imediata: era preciso começar por um nó. Tema inaugural do álbum, “Zamburra” inscreve-se no ciclo de Inverno e era tradicionalmente cantado por alturas do Entrudo, tempo de passagem e inversão, quando os corpos despertam do frio e a vida volta a circular. A apresentação ao vivo do novo álbum acontece a 7 de março, às 21.30h, no Teatro da Cerca de São Bernardo | Escola da Noite, em Coimbra. Os bilhetes já se encontram à venda, com o valor de 10 € (preço normal) e 5 € (descontos).

MERCADO NEGRO AO VIVO NO B.LEZA

02/03/2026

CARA DE ESPELHO EM CONCERTO

Depois da estreia no Cineteatro Louletano, Cara de Espelho dão continuidade à digressão de apresentação álbum "B". A 5 de março, uma Culturgest esgotada acolhe as novas canções, de "AI" a "Gigantone" ou "Cara Podre", numa experiência musical que mistura inteligência, humor e crítica social. A digressão segue até ao norte do país, a 28 de março, na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, palco da grande performance do coletivo naquela região.

LUCA ARGEL | Agenda

28/02/2026

PODCAST PORTUGAL REBELDE PLUS

Já está disponível para audição o novo programa do Podcast Portugal Rebelde Plus. Este mês a nossa seleção inclui as propostas de Sétima Legião, Lokomotiv, João Taubkin, Mário Laginha e Black Pig Meat. Destaque para a conversa com o músico brasileiro João Taubkin a propósito da edição do álbum Um Silêncio Extraordinário.
 

27/02/2026

RÁDIO MACAU REÚNEM-SE PARA DOIS CONCERTOS, NOS COLISEUS DE LISBOA E DO PORTO AGEAS

Os Rádio Macau partilham hoje a aguardada notícia da sua reunião para dois concertos nos Coliseus de Lisboa e do Porto, nos dias 2 de outubro, no Coliseu dos Recreios, e 15 de outubro, no Coliseu Porto Ageas. Depois de mais de uma década de pausa, a banda volta a subir aos palcos com a formação que consolidou uma das discografias mais singulares do pop-rock português, prometendo um alinhamento que atravessa várias fases do seu percurso. 

A partir de hoje, 27 de fevereiro, o público pode inscrever-se na waiting list, que dará acesso à pré-venda exclusiva, a decorrer entre 4 de março, às 09.00H, e 6 de março, às 09.00H. A venda geral arranca a 6 de março, às 09h00, nos locais habituais. Surgidos no contexto da segunda vaga do pop-rock português, os Rádio Macau afirmaram-se desde cedo como um projeto que cruza a tensão do pós-punk com a sofisticação da new wave e uma forte dimensão literária. Mais do que acompanhar uma tendência, construíram um território próprio, guiado pela palavra e por uma atmosfera urbana em que guitarras e eletrónica dialogam com a experiência quotidiana de Lisboa e dos seus subúrbios. 

A voz de Xana, entre o canto e a declamação, tornou-se um dos timbres mais marcantes da música portuguesa. Ao lado de Flak, na guitarra, de Alex Cortez, no baixo, de Filipe Valentim, nos teclados, e de Samuel Palitos, na bateria, a banda desenvolveu uma arquitetura sonora que conheceu sucessivos momentos de afirmação ao longo das décadas de 80 e 90. 

O álbum de estreia, Rádio Macau (1984), apresentou temas como “Bom Dia Lisboa” e “A Noite”, fixando uma escrita marcada pela observação urbana e pela introspeção. O reconhecimento mais alargado chegaria com A Vida Num Só Dia (1985), que expandiu o alcance da banda sem diluir a sua identidade. Seguiram-se discos como Spleen (1986), conceptual e atmosférico, e O Elevador da Glória (1987), que inclui “O Anzol”, um dos seus temas mais populares. Já “Amanhã É Sempre Longe Demais”, de O Rapaz do Trapézio Voador (1989), tornou-se outro marco geracional. 

Ao longo das décadas, os Rádio Macau oscilaram entre momentos de maior visibilidade e fases de reinvenção, explorando linguagens eletrónicas e modelos de produção autónomos. Nunca plenamente integrados no mainstream nem confinados ao underground, ocuparam um lugar intermédio e singular na música portuguesa: o de uma banda que fez da melancolia matéria pop e da literatura canção. 

O anúncio da reunião dos Rádio Macau para dois concertos nos Coliseus não surge por isso como um exercício de nostalgia, mas como reencontro com um repertório intemporal, que atravessa gerações.

GABRIEL GOMES | Uma História Assim

“Uma História Assim”, o álbum de estreia a solo do músico e compositor Gabriel Gomes, está disponível a partir desta sexta-feira, dia 27, em vinil, CD e formato digital. Acordeonista e membro fundador de projetos marcantes da música portuguesa como Sétima Legião, Madredeus, Os Poetas e Fandango, e músico convidado de artistas como Tim, Jorge Palma e Rodrigo Leão – lança-se agora em nome próprio, depois de mais de 40 anos de percurso. 

Produzido por Gabriel Gomes, em parceria com Rodrigo Leão e João Eleutério, "Uma História Assim" é um álbum instrumental que nasce da relação profunda que mantém com o acordeão. A solo – com exceção do tema-título, onde se junta Rodrigo Leão ao piano –, o músico e compositor apresenta um conjunto de temas que dão voz a uma história que atribui ao instrumento, mas que é, inevitavelmente, também a sua. No estúdio, e ao longo do disco, a respiração do artista confunde-se com a do próprio acordeão, fundindo intérprete e instrumento numa só identidade musical. 

Este disco é um verdadeiro acto de entrega. Apesar de ter composto música para vários dos projetos de que fiz parte ao longo dos anos, é a primeira vez que componho, ao acordeão, assumidamente para mim – sem filtros, sem intermediários, sem outra voz que não a minha. 

Desde o início que afirmo que esta história, sendo minha, é também a do acordeão que aqui escutam. Não me acompanhasse ele – o mesmo instrumento – desde 1994. São mais de 30 anos nas minhas mãos, a inspirar comigo sempre que o fole se abre e a expirar sempre que se fecha. Uma respiração partilhada, construída no tempo”, explica Gabriel Gomes que, deixa o desejo: “Espero que consigam ouvir essa simbiose entre homem e instrumento. Que sintam, o amadurecimento tímbrico, mas também as oscilações, variações e imperfeições naturais de uma relação longa, vivida e verdadeira.

 

JOANA MACHADO | Distance

“Distance” assinala o regresso da cantora e compositora Joana Machado às gravações em nome próprio, dez anos depois do seu último trabalho autoral. Num registo íntimo e confessional, a canção aborda um amor ainda impossível de ser vivido — uma separação que convoca memória, destino partilhado e a esperança de um reencontro futuro. 

Com uma abordagem harmonicamente sofisticada e ritmicamente subtil, o tema revela influências que vão de Erykah Badu a Robert Glasper, sem esquecer a dimensão atmosférica e sensível associada ao universo de Kate Bush. Pensada para uma escuta atenta, a canção desenvolve-se com groove, subtileza e espaço para respirar, privilegiando a verdade interpretativa, o silêncio e a cumplicidade musical. “Distance” foi masterizado por Nelson Carvalho e conta com a participação de Chico Santos (bateria) e Lana Gasparotti (teclados). 

Joana Machado assina música e letra, partilhando a produção do álbum com Rodrigo Correia, que contribui igualmente na guitarra e no baixo. A produção respeita a dinâmica natural da canção e coloca a voz como elemento central. 

Com 20 anos de carreira e cinco álbuns editados, Joana Machado continua a expandir o seu léxico musical. Se o jazz permanece como ponto de partida, é nas influências da música negra norte-americana — da soul e do R&B à eletrónica — que encontra novos desafios e possibilidades sonoras. Reconhecida como uma das vozes mais originais e sofisticadas da música portuguesa, faz da sua criação um espaço de liberdade onde convergem múltiplas influências.

 

SÉRGIO GODINHO | Noite especial com Amigos no Vodafone Paredes de Coura

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