17/07/2026

VIRGEM SUTA | Ela Queria

O tempo tem uma forma singular de pôr tudo no lugar. Em "Ela Queria", agora apresentada pelos Virgem Suta numa nova versão acústica, essa ideia ganha ainda mais intimidade. Segundo tema de avanço do álbum "Sala de Estar", a canção conta a história de um Romeu que, com o passar do tempo, se rende ao ímpeto de um amor alimentado pela sua "Julieta". Entre humor, ironia e ternura, "Ela Queria" lembra-nos que, por vezes, contra todas as probabilidades, o tempo faz o seu caminho — e os finais felizes continuam a ser possíveis. 

A nova versão acústica de "Ela Queria" já se encontra disponível em todas as plataformas digitais (ouvir aqui). Entretanto, os Virgem Suta preparam-se para levar "Sala de Estar" aos palcos, numa digressão acústica que já tem três datas anunciadas: 17 de outubro, no Cineteatro Oriental, em Aljustrel; 7 de novembro, na Casa das Artes de Miranda do Corvo; e 8 de novembro, no Coliseu Club, em Lisboa. Estes três concertos contam com o apoio da Fundação GDA, no âmbito do seu programa de apoio à circulação de espetáculos.

RITA REDSHOES | Não é Normal

Rita Redshoes está de volta aos discos e apresenta, ao seu sétimo álbum, um novo capítulo na sua carreira e no panorama musical português. Dando seguimento ao espetáculo The Other Women (2012), em que homenageava compositoras de todo o mundo, surge agora a vontade de trazer de novo esta ideia, desta vez celebrando exclusivamente autoras portuguesas. 

O novo trabalho será lançado no final de Setembro. Sob o mote das múltiplas facetas do universo feminino, Rita convidou algumas das cantautoras mais relevantes do nosso país a criarem canções e letras inéditas sobre as diversas perspetivas do que é ser-se mulher no mundo atual. 

Depois de revelar “A Tua Trança”, o primeiro tema de avanço da autoria de Márcia - que conquistou as rádios nacionais, amplamente elogiado pela crítica - é a vez de dar a conhecer “Não É Normal”, o segundo single escrito por Cláudia Pascoal, já disponível em todas as plataformas digitais e acompanhado por um video de Cristina Viana. 

Escrevi ‘Não É Normal’ porque continuo fascinada com a quantidade de regras invisíveis que inventámos para existir. Há uma forma certa de ser mulher, uma forma certa de ser homem, uma forma certa de falar, de amar, de ocupar espaço”, afirma Cláudia Pascoal. 

A canção nasce dessa estranheza. Da ideia de que passamos a vida a chamar “normal” a coisas que talvez não o sejam assim tanto. No fundo, é uma música sobre liberdade. Sobre a possibilidade de sermos um bocadinho menos obedientes e um bocadinho mais nós.” 

Para Rita Redshoes: “Foi um enorme prazer pegar nesta canção da Cláudia, trazê-la para o meu universo e interpretá-la. Li-a como um apelo à reflexão sobre papéis a cumprir, normas e (pre)conceitos que urge desconstruir, para podermos viver, mulheres e homens, em maior liberdade, em consciência e com espaço para a autenticidade. Sem medo de sair de lugares onde já não cabemos, sem julgamentos. É um convite à coragem.

 

16/07/2026

XICO GAIATO | Na Raíz

“Na Raíz” é o segundo avanço de “A Cada Passo Que Dou”, o álbum de estreia de Xico Gaiato, com edição marcada para 10 de setembro pela Omnichord. Ao longo do disco, Francisco Barata parte dos sons que marcaram a sua infância na Beira Interior para os reinterpretar através de uma linguagem contemporânea, onde a eletrónica, a pop e a música tradicional se encontram naturalmente. 

Grande parte do álbum foi gravada em residência artística nas Donas, aldeia onde cresceu a sua mãe, e é aí que ganham forma muitos dos sons que atravessam o disco, dos bombos ao pífaro. Numa das canções com a participação de Rossana nasceu também nesse processo, com uma sessão criativa realizada no Cabeço do Pião, junto às antigas Minas da Panasqueira. 

O resultado é um conjunto de canções que dialoga entre passado e presente, revisitando memórias, lugares e histórias para construir uma identidade sonora profundamente enraizada no território. 

O disco será apresentado ao vivo no próprio dia do lançamento, 10 de setembro, no Fundão no Auditório da Moagem,, cidade onde o projeto nasceu, seguindo depois para o Teatrão, em Coimbra, a 16 de setembro, para a Casa da Criatividade, em São João da Madeira, a 17 de setembro, e para os Maus Hábitos, no Porto, a 9 de outubro. Estão ainda previstos novos concertos em Leiria e Lisboa, a anunciar brevemente.

 

MARINA MOLE | Slowdancing

Depois de iniciar a apresentação do seu próximo álbum com o single Luneta Azul, um surf rock luminoso, Marina Mole revela agora Slowdancing, tema que apresenta o lado B de Azucrim, com edição prevista para o segundo semestre através da editora Café8 Music. Com sonoridade garage e punk rock, a música incorpora um poema escrito em parceria com o poeta Guilherme Ziggy, autor de Consultas Autônomas (2019). 

Comecei a compor essa música numa altura em que estava ouvindo muito ‘Não sei dançar’, da Marina Lima. Estava a refletir sobre a ideia que a canção transmite: dançar devagar para acompanhar alguém. No meu caderno também tinha poemas escritos com o Ziggy através do jogo surrealista do cadáver esquisito. Peguei em algumas frases e criei uma secção mais declamada dentro da música”, conta a artista. 

Estávamos a escrever muito em conjunto e a lidar com situações semelhantes, com essa sensação de não conseguir dançar ao mesmo ritmo que outra pessoa e, ainda assim, querer arriscar. Íamos para o bar conversar e, dessas trocas, nasceram vários textos”, acrescenta Marina. “Este encontro entre o rock e a poesia está presente em algumas das minhas maiores influências. Tenho literalmente o nome Patti Smith tatuado no braço”, partilha. 

Partindo de um riff inspirado nos The Cramps, a música desenvolve-se de forma gradual até explodir em guitarras distorcidas e num ritmo acelerado. “Costumo dizer que uma grande parte de Slowdancing nem frita nem relaxa: vamos construindo uma expectativa e seguramo-la até finalmente criar um ambiente frenético”. 

No tema, Marina Mole é acompanhada por cleozinhu (bateria e coros), Lucas Monch (baixo) e Vitor Wutzki (guitarra e coros). Gravada em fita analógica por Beeau Gomez, à semelhança de todo o álbum, a música conta com mistura e masterização de Eduardo Possa (Exclusive Os Cabides).

15/07/2026

BOSSARENOVA TRIO APRESENTA "LEVITAR" EM LISBOA, LOUSÃ E AMARANTE

Bossarenova Trio, projeto que reúne a cantora brasileira Paula Morelenbaum e os músicos alemães Joo Kraus e Ralf Schmid, regressa a Portugal para apresentar ao vivo Levitar, o seu mais recente trabalho, numa digressão que passa pelo Capitólio, em Lisboa, a 15 de outubro, pelo Teatro Municipal da Lousã, a 16 de outubro, e pelo Amarante Cine-Teatro, a 17 de outubro. Os bilhetes para o espetáculo em Lisboa estão à venda na Ticketline e nos locais habituais. 

Fruto do encontro artístico transatlântico entre Brasil e Alemanha, o Bossarenova Trio construiu, ao longo de mais de uma década, uma linguagem musical onde a bossa nova dialoga com o jazz, a improvisação, a música clássica e a eletrónica. 

A voz de Paula Morelenbaum, o trompete de Joo Kraus e o piano de Ralf Schmid dão forma a um repertório que parte da tradição brasileira para explorar novas possibilidades sonoras. Além das composições originais, entre as quais os singles "Nem Sei" (e a sua versão acústica), "Será" e "Levitar", e o medley "Canto de Ossanha / Berimbau", de Vinicius de Moraes e Baden Powell, Levitar vai ganhar mais uma interpretação, desta vez eletrónica, com um remix da autoria dos De-Phazz, com edição prevista para 14 de agosto. 

O tema que dá nome ao álbum nasceu da parceria entre Ralf Schmid, autor da música, e Paula Morelenbaum, autora da letra. Produzida por Lucas Nunes (Bala Desejo, Caetano Veloso), e Joo Kraus, inspira-se na perspetiva de quem observa a Terra a partir do espaço. A ausência de gravidade transforma-se numa metáfora do amor, da distância e da ligação entre duas pessoas. 

Neste novo espetáculo, as composições de Levitar ganham outras dimensões através da improvisação e da interação entre os três músicos. Cada concerto transforma o novo álbum num espaço de liberdade interpretativa fiel à identidade do Bossarenova Trio, que Portugal terá oportunidade de descobrir ou de reencontrar no outono de 2026.

14/07/2026

FESTIVAL F | Faro

O Festival F regressa à Vila Adentro para celebrar a sua 11.ª edição e reafirmar Faro como um dos grandes pontos de encontro da música e da cultura em Portugal. Entre 03 e 05 de setembro, o Último Grande Festival de Verão volta a ocupar ruas, praças e largos entre muralhas na cidade velha, com uma programação que cruza artistas consagrados, novos talentos, artes performativas, exposições, tertúlias, espaços para crianças e mercados de autor, pensado para públicos de todas as gerações. 

Ao longo de mais de uma década, o Festival F afirmou-se como uma celebração da música portuguesa e da criação artística nacional. Em 2026, mantém-se fiel a essa identidade, apresentando um cartaz que acompanha a evolução natural da música e dos seus cruzamentos culturais. 

Da pop ao hip hop, da eletrónica ao rock, do fado ao jazz, diferentes estilos convivem num programa que espelha a riqueza da criação musical contemporânea. Slow J, Carminho e Orquestra do Algarve, Bárbara Tinoco, Wet Bed Gang, Tz da Coronel, Papillon, HMB, Clã, Moonspell, Branko, D.A.M.A, Nelson Freitas, The Gift, Chico da Tina, ÁTOA, Ricardo Ribeiro com a Orquestra de Jazz do Algarve, Maninho, Mind da Gap e Danni Gato são alguns dos nomes que compõem um cartaz que atravessa diferentes gerações, estilos e sensibilidades musicais. 

Ao lado dos artistas mais consagrados, o Festival F continua a afirmar-se como uma plataforma de descoberta, reunindo projetos em diferentes momentos do seu percurso artístico. Entre novas vozes, carreiras em afirmação e nomes já incontornáveis da música portuguesa, PAUS, Irina Barros, Bizarra Locomotiva, Aragão, Camaleão Azul, Peculiar, TRAVO, Joana Almeirante, Diana Vilarinho, Afonso Rodrigues, Jasmim, Elisa, Rafael Toral, Rita Cortezão, Peixe e Ana Tereza distribuem-se pelos vários palcos da cidade, enriquecendo uma programação que espelha toda a diversidade do Festival F. 

A presença de artistas brasileiros, entre os quais Tz da Coronel, volta a reforçar a histórica ligação entre Portugal e o Brasil. O cartaz integra ainda Nelson Freitas, um dos maiores nomes da música cabo-verdiana contemporânea, consolidando o diálogo do Festival F com diferentes geografias do espaço lusófono. A esta diversidade junta-se uma forte representação regional, com cerca de 30% do cartaz composto por artistas algarvios, uma presença que não resulta de uma lógica de quota, mas do mérito, da qualidade e da vitalidade da criação musical que nasce na região. 

A edição de 2026 marca ainda o regresso do Palco Fábrica, reforçando os espaços dedicados à descoberta de novos projetos. O Palco Castelo assume uma nova configuração e passa a receber a Silent Party, enquanto o antigo Palco Magistério deixa de integrar o circuito de concertos. Ao longo das suas onze edições, o Festival F expandiu-se de 5.000 m² para 38.500 m², acolheu 560 concertos e recebeu mais de 350 mil visitantes. 

Um percurso que acompanha o crescimento do próprio festival e consolida Faro como um dos mais relevantes destinos culturais do país. Durante três dias, o Festival F convida o público a descobrir Faro para lá dos palcos. Entre ruas históricas, praças, muralhas e edifícios emblemáticos da Vila Adentro, a cidade transforma-se num palco vivo, onde a música se cruza com o património e a proximidade entre artistas e público cria uma experiência verdadeiramente única. 

A Ria Formosa, que abraça toda a cidade, uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal e um dos mais importantes santuários de biodiversidade da Europa, completa um convite para viver Faro em toda a sua riqueza cultural, histórica e natural. Organizado pela Câmara Municipal de Faro, Ambifaro e Teatro das Figuras, o Festival F continua a crescer e a reforçar a sua missão: valorizar a criação artística, apoiar novos talentos e contribuir para o desenvolvimento cultural e social da cidade de Faro, do Algarve e do país.

GONÇALO SANTANA | Paraíso

O cantor, compositor e produtor luso-suíço Gonçalo Santana apresenta o seu novo single, "Paraíso", já disponível em todas as plataformas digitais.

Com uma sonoridade Pop contemporânea, influenciada por ritmos Afro-Pop e guitarras envolventes, "Paraíso" retrata aquela sensação rara de encontrar alguém que transforme qualquer lugar em casa.

A música transmite a ideia de que o verdadeiro Paraíso não á um destino, mas sim a pessoa certa.

ALINE PAES | Coimbra

13/07/2026

MARTA LIMA ANUNCIA DIGRESSÃO POR FRANÇA E ESPANHA

Depois de lançar "Maré Cheia", o mais recente single que antecipa o seu aguardado álbum de estreia, com edição prevista para 2027, Marta Lima prepara-se para um dos momentos mais marcantes da sua carreira ao anunciar a sua primeira digressão internacional. Durante o mês de agosto, a cantautora portuguesa levará a sua música até França e Espanha, num percurso que representa um novo capítulo da sua afirmação artística além-fronteiras. 

 Ao longo de dez concertos, Marta Lima acompanhará a cantora e compositora francesa Daphné Chenel, numa viagem que passará por várias cidades francesas, entre elas Paris, terminando em Madrid. Um encontro artístico que aproxima duas compositoras de universos distintos, mas unidas pela mesma sensibilidade na escrita, pela intimidade das suas canções e por uma abordagem profundamente emocional à música. 

Com dois EPs editados, Marta Lima tem vindo a afirmar-se como uma das vozes emergentes da nova canção portuguesa. Depois de passar por palcos de referência como o NOS Alive, Vodafone Paredes de Coura e Festival F, leva agora as suas canções, bem como alguns inéditos do seu primeiro disco, a novos públicos europeus, reforçando uma identidade artística que cruza delicadeza e autenticidade. Do lado francês, Daphné Chenel prepara também um momento decisivo da sua carreira. 

Depois da edição do seu primeiro EP, a cantora encontra-se a finalizar o seu álbum de estreia, com lançamento previsto para o final de 2026, cujas novas canções serão apresentadas em primeira mão ao longo desta digressão. Mais do que uma sucessão de concertos, esta tour simboliza um passo importante no percurso das duas artistas. 

Ao cruzarem fronteiras e partilharem palco durante um mês, Marta Lima e Daphné Chenel dão início a um diálogo artístico entre Portugal e França, levando a sua música a novas geografias e conquistando novos públicos através de um espetáculo onde a proximidade, a emoção e a canção de autor ocupam o centro da narrativa. 

Agosto marca, assim, o início de uma nova etapa para Marta Lima, que continua a construir um percurso sólido e cada vez mais internacional, levando consigo a nova geração da música portuguesa para além das suas fronteiras.

CARTAZ | Concerto

12/07/2026

TIAGO VILHENA | Mau Mau Bem Bem

Depois de uma viagem musical que começou nos Savanna, passou pelo pop em inglês de George Marvinson e amadureceu na canção portuguesa com os discos Portugal 2018 e Canções Mundanas, Tiago Vilhena está de volta. O cantautor regressa com Salatrano no dia 25 de Setembro, antecipado pelo single “Mau Mau Bem Bem”. Fiel ao seu hábito de fazer caber o mundo numa canção, Tiago volta a criar uma atmosfera sem nação que, ainda assim, respira costumes portugueses. 

No primeiro single, Tiago apresenta-nos uma canção sobre sermões e a vontade de contrariar a autoridade ao som de um ritmo popular. Numa música onde o tema é repreensão, liberdade, infância e autoridade, revisitamos memórias com uma letra brincalhona com a boa disposição já conhecida do artista. Já no título, um jogo de contrários, do "Mau Mau", "Bem Bem", revela-se a sua marca, o seu gosto pela palavra. Chega-nos com um título de dois opostos que nada mais nada menos querem dizer exatamente a mesma coisa: está o caldo entornado. 

O single (e todo o disco que virá em setembro) foi gravado nos estúdios Cuca Monga com o Domingos Coimbra e o Manuel Palha, e misturado em “casa”, nos estúdios Pontiaq do irmão Miguel Vilhena com quem já tem um passado colaborativo vasto. Quatro anos depois do último disco, Tiago Vilhena prepara-se para lançar um trabalho novo, fresco e onde o estilo já conhecido do artista continua a estar presente, mas abre espaço a elementos inéditos na sua discografia. 

Desde o habitual folclore português, ao indie das suas raízes, cruzam-se influências improváveis de uma forma elegante sempre com a já conhecida vontade de trazer ligeireza a qualquer tema. Em dez canções, Tiago Vilhena acrescenta um novo capítulo a um percurso marcado pela curiosidade, pela diversidade e pela recusa de ficar preso a um único estilo. E, no fim de contas, resta a dúvida: o que é Salatrano?

11/07/2026

SMARTINI | Rush Mirror

"Rush Mirror'" primeiro single que marca o regresso dos smartini​. 

"Rush Mirror é, no fundo, um espelho com duas faces. Ambas se misturam e, no fundo, tornam tudo numa manta de retalhos, onde se perde o foco e a identidade. Hoje em dia, há uma crescente tendência ao crescimento precoce e desproporcional das novas gerações sempre mergulhados em tecnologia e imagem, abandonando os brinquedos e as brincadeiras de um tempo mais longínquo. 

Convencem-se, assim, que são dotados de força e de aptidões. Enquanto uns enfrentam realidades duras, numa juventude precoce, outros percorrem vidas fúteis, num desperdiçar de toda a essência da nossa existência. 

É urgente voltar a abraçar o que importa na humanidade e deixar para trás este fast food diário onde aquilo que se absorver, rapidamente desaparece e é automaticamente substituído. Há que voltar a conhecer-nos enquanto indivíduo e não a ser uma projeção daquilo que a sociedade nos dá."

 

10/07/2026

ANTÓNIO BASTOS | You Are Amazing

O produtor António Bastos regressa aos lançamentos com o single "You Are Amazing", uma faixa que cruza o dinamismo da eletrónica com uma história de vida digna de filme. 

O embrião da música nasceu no ano passado, após um reencontro inesperado. Dois amigos que estudaram juntos no Conservatório de Música de Aveiro e partilharam palcos numa Big Band reencontram-se anos mais tarde, depois de um deles ter emigrado para os EUA sem nada e ter alcançado o "sonho americano".

"O convite para tocar no casamento desse amigo, nos EUA, foi o ponto de partida para a criação de "You Are Amazing". Sonoramente, a faixa é uma lufada de ar fresco que viaja pelo Synth-Pop e Nu-Disco dos anos 80, mas que se destaca pela sua riqueza orgânica: a melodia une a tradição brilhante da guitarra portuguesa a um solo rasgado de saxofone ao vivo. 

A faixa abre com uma introdução nostálgica em português ('No Conservatório dois a sonhar"), desaguando num refrão energético cantado em inglês que promete agarrar os ouvintes."

09/07/2026

PODCAST 33 ROTAÇÕES

Já está disponível para audição no Spotify o novo episódio do Podcast 33 Rotações. Manuel Linhares apresenta na primeira pessoa o álbum "Atlântico".
 

FUTURE3 | Despite The Rumbling

Future3 são Irina (teclas/sintetizadores), Miguel (baixo/sintetizador) e Rodrigo (bateria), um trio de Berlim que parte do jazz sem o tratar como território fixo. Teclas, sintetizadores, baixo e bateria são as principais coordenadas, mas a música raramente permanece no mesmo lugar durante muito tempo: tanto pode aproximar-se da densidade harmónica da tradição jazzística, como atravessar o futurismo dos sintetizadores e do sampling. O seu primeiro álbum Despite the Rumbling é editado pela Jazzego Records a 25 de julho. 

O título não é decorativo. Nasce de uma sensação bastante concreta: o mundo está ruidoso, instável, difícil de ignorar, e ainda assim a banda escolhe encontrar-se numa sala para fazer música em conjunto. Não há aqui qualquer tentativa de fingir que esse ruído de fundo não existe. 

O disco carrega consigo parte dessa pressão, tocando em ideias de comunidade, capitalismo, inteligência artificial, streaming e no estranho esforço de tentar manter uma vida artística enquanto tudo à volta se torna mais complicado. Gravado no Butterama Recording Center em Berlim por Daniel Nentwig e Freddy Corazzini, Despite the Rumbling preserva a energia de músicos a tocar juntos no mesmo espaço. 

Os Future3 procuravam algo antiquado no melhor sentido: o som de pessoas a escutarem-se, a tomarem decisões em tempo real, a deixarem que a sala e o dia marcassem a música. Algumas coisas ficam soltas. Algumas arestas permanecem visíveis. A intenção nunca foi corrigir o disco até o deixar no sítio. 

Ao mesmo tempo, este não é um álbum nostálgico. Fender Rhodes, piano acústico, Minimoog, Korg MS-20, cadeias de pedais, amostragem digital, síntese granular e resampling entram todos em cena. O grupo aponta Esbjörn Svensson Trio, Sun Ra, o afrofuturismo dos anos 70, jazz progressivo, jazz psicadélico e future jazz como referências. 

As peças atravessam partes, estados de espírito e texturas com uma paciência que vem de quase dois anos a tocar e a viver com algum deste material. Há também convidados, e não entram apenas como ornamento. Jamichael Frazier surge na flauta em "Breeze on the Menu", Kelly O'Donohue acrescenta trompete a "Grace" e "Flares", e Kota No Uta junta-se a "Mystic Sheep", uma faixa que mudou tanto de forma durante a sessão que o seu papel se aproximou da co-escrita e da coprodução. Estas colaborações alargam o som do trio sem desviar o álbum da sua força central: a conversa instável e generosa entre três músicos. 

O single "Breeze on the Menu" está já disponível nas plataformas digitais desde o passado dia 7 de julho. A capa, criada a partir de uma tapeçaria de Koen Taselaar com design de Simone Trum, oferece ao disco outra imagem útil. Remete para o longo hábito humano de prever o apocalipse e falhar. Essa ideia assenta naturalmente na música: há ansiedade, mas também humor, calor e uma recusa em parar de avançar. 

Depois do EP Places e do single "No Slip", os Future3 já construíram uma vida ao vivo em torno da sua música, com concertos na Alemanha, Áustria, Dinamarca, Portugal, Eslováquia, Chéquia e Polónia. Despite the Rumbling soa ao momento em que essa experiência de palco, o estúdio e o conjunto mais amplo de influências da banda começam a assentar numa linguagem mais clara. 

É música feita com o mundo exterior audível nas paredes, mas também com a crença teimosa de que uma sala partilhada ainda pode produzir algo a que vale a pena agarrarmo-nos.
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