Entre o que acontece todos os dias e as histórias que fazemos disso, nasce Fábulas Mundanas e outros Contos de Cantar, o novo álbum de Um Corpo Estranho, editado hoje pela Malafamado Records.
Ao longo de doze temas, o duo Setubalense cruza realidade e imaginação para falar de guerra, poder, tempo, amor, esperança e da condição humana.
As “fábulas mundanas” do título são precisamente essas histórias que habitam o quotidiano, transformadas em canções onde o real e o imaginado se confundem.
Partindo de situações, personagens e acontecimentos que fazem parte do mundo que nos rodeia, Pedro Franco e João Mota encontram na observação do quotidiano um ponto de partida para as suas canções. Entre o que é vivido, imaginado ou simplesmente observado, surgem histórias que procuram olhar para o presente através de diferentes perspectivas.
Esta ideia prolonga-se também na identidade visual do álbum, com colagens digitais de Pedro Franco, tratamento de imagem de Andreia Reisinho Costa, fotografia de Rui David Luís e design de Raul Reis, estabelecendo uma ligação entre a música e a imagem.
O disco conta com as participações de Adolfo Luxúria Canibal, Cátia Mazari Oliveira (A Garota Não), Diogo Sousa e Paulo Cavaco.
Fábulas Mundanas e outros Contos de Cantar foi produzido por João Mota e Pedro Franco, misturado e masterizado por Sérgio Mendes.
O álbum contou com o apoio da Fundação GDA.
Com mais de duas décadas dedicadas ao estudo e à prática da música
tradicional, o percussionista Tiago Manuel Soares dá a conhecer o seu mais
recente projeto: Nativo. Com apresentação marcada para o dia 31 de outubro,
na Casa da Música, o trabalho do músico coloca a percussão tradicional
portuguesa no centro do palco, aliando a riqueza da música de raiz popular a
uma abordagem musical erudita.
O projeto apresenta, assim, composições
originais e a criação de partituras para instrumentos tipicamente associados à
transmissão oral, como os adufes, trancanholas, triângulos e tambores
tradicionais.
Ao longo dos últimos anos, Tiago Manuel Soares tem vindo a investigar as
técnicas destes instrumentos, procurando documentar e explorar novas
linguagens e possibilidades de execução.
O resultado é uma visão
contemporânea sobre o património sonoro português, procurando valorizar as
suas raízes históricas e influências multiculturais na forma como o projeta para
os palcos.
Este trabalho está, assim, na génese de Nativo, um projeto em que a música
assume um papel central e serve de ponto de partida para as diferentes
dimensões que o constituem.
A partir da percussão tradicional portuguesa, o
músico desenvolve novas peças, explora outras possibilidades de execução e
articula a criação musical com a investigação, o livro e o documentário.
“Este projeto surge da necessidade de preservar, valorizar e projetar o
património musical português associado aos instrumentos tradicionais de
percussão e às suas práticas performativas”, explica o músico, sublinhando
ainda que “este trabalho dedica-se à exploração, inovação e documentação
das técnicas de execução dos reportórios tradicionais e da sua integração em
contextos musicais contemporâneos”.
Digressão de concertos arranca no dia 7 de novembro
Partindo deste núcleo musical, Nativo propõe também uma reflexão sobre a
própria identidade cultural portuguesa e as suas ligações a outras geografias.
Em torno da dimensão performativa, o projeto constrói um universo
multidisciplinar que integra, para além de um espetáculo a solo, um
documentário e a publicação de um livro documental.
Além da apresentação do projeto, no último dia de outubro, às 16.00h, Tiago
Manuel Soares lança também o seu livro e documentário. Segue-se uma
digressão de concertos por várias salas do país, que começa no dia 7 de
novembro, no Teatro do Bolhão, e que se prolonga nos primeiros meses de
2027, com datas ainda a anunciar.
Os Capitão Fausto são, indiscutivelmente, uma das maiores referências da música nacional contemporânea, sendo o álbum “Capitão Fausto Têm Os Dias Contados” um dos grandes marcos da sua carreira. Esse trabalho cumpre agora 10 anos, e para o celebrar a banda anuncia dois concertos especiais, começando no Coliseu Porto Ageas dia 27 de fevereiro de 2027 e seguindo para o Coliseu de Lisboa a 18 de março.
Os bilhetes encontram-se à venda.
Depois de encherem o MEO Arena no passado mês de janeiro, os Capitão Fausto regressam aos palcos míticos como são os Coliseus, locais onde a banda viveu algumas das noites mais inesquecíveis.
«Para nós há definitivamente um antes e um depois deste álbum. Como banda, vimos finalmente os nossos sonhos de um dia sermos músicos a tempo inteiro a ganharem forma. Em estúdio vivemos uma espécie de lua-de-mel criativa. Foi também nessa altura em que nos mudámos para o bairro de Alvalade, onde ainda hoje permanecemos.» partilham os Capitão Fausto.
Os bilhetes para o concerto no Coliseu Porto Ageas estão à venda na Ticketline e para o Coliseu de Lisboa na BOL. Duas noites imperdíveis para todos os fãs e curiosos, que prometem inscrever o seu lugar na história da música portuguesa.
Já está disponível para audição no Spotify o novo programa do Podcast 33 Rotações. Bernardo D’Addario e Edgar Valente dupla dos Bandua, apresenta na primeira pessoa o álbum Bandua II.
Cabrita apresenta “partytime”, o seu terceiro álbum a solo, acompanhado pelo novo single e videoclipe “Take me out”, realizado por Richard F. Coelho. O disco encerra uma trilogia iniciada com “Cabrita” (2020) e continuada em “Umbra” (2023), desta vez com uma abordagem centrada na celebração da vida, na amizade e na importância das experiências partilhadas.
Com uma identidade musical próxima do funk, da soul e da disco dos anos 70, o novo trabalho de João Cabrita procura recuperar a dimensão coletiva da música e da dança, num momento em que o individualismo ocupa um lugar cada vez mais presente na sociedade.
Se o primeiro álbum a solo, “Cabrita”, olhava para o passado e para três décadas de colaborações musicais, “Umbra” dirigia a atenção para o presente e para as perdas que acompanham a passagem do tempo e a chegada à meia-idade. Com “partytime”, João Cabrita completa esse percurso voltando-se para o futuro, através de um disco que procura contrariar a negatividade e encontrar na festa, nos afetos e na convivência uma possibilidade de renovação.
A escolha de uma linguagem musical assente no groove e na dança acompanha essa mudança de perspetiva. Em vez de abordar a festa apenas enquanto espaço de entretenimento, Cabrita coloca-a no centro de uma reflexão sobre a necessidade de partilhar experiências e de construir relações através da música.
A pista de dança e o palco surgem como lugares de encontro, onde a relação entre músicos e público pode contrariar, ainda que temporariamente, as formas de isolamento e individualismo que atravessam o quotidiano.
A inspiração para o álbum começou a ganhar forma em 2024, quando João Cabrita foi convidado a reunir uma secção de sopros portuguesa para acompanhar os norte-americanos The Temptations durante a sua passagem por Portugal, num evento realizado no Casino Estoril. O contacto com o universo musical do grupo, uma das referências históricas da soul, contribuiu para a aproximação às sonoridades que viriam a orientar “partytime”.
A partir dessa experiência, Cabrita reuniu um conjunto de músicos com quem mantém relações artísticas e pessoais construídas ao longo de vários anos. Ivo Costa e Rui Alves, na bateria, Iuri Oliveira, na percussão, Francisco Rebelo e Renato Chantre de Almeida, no baixo, João Gomes, nos teclados, e David Pessoa e Milton Gulli, nas vozes e guitarras, integram o universo musical do disco. Mais do que reunir diferentes instrumentistas, a escolha reflete a importância atribuída às relações de confiança, à experiência coletiva e à partilha de uma linguagem musical comum.
Essa dimensão colaborativa encontra-se também na forma como “partytime” foi concebido. João Cabrita assumiu a direção musical, partilhando a produção com Guilherme Gonçalves, responsável pela vertente sonora, mistura e masterização. O álbum foi gravado por Cabrita no NTP Studio, em 2025, com exceção de algumas sessões de bateria e baixo realizadas no Barulho Estúdio e no Nascer do Som Studio.
O disco desenvolve-se a partir de uma narrativa associada aos diferentes momentos de uma noite de festa, explorando tanto o entusiasmo e a liberdade que acompanham a experiência como os excessos e as consequências que podem surgir quando a noite termina.
Essa abordagem começou a ser revelada através de “Good Morning”, primeiro single, que apresentava precisamente o despertar depois da festa, invertendo a ordem habitual de uma história que, em vez de começar pela preparação para a noite, se iniciava no seu desfecho.
Chegam hoje às plataformas digitais quatro canções de João Gil, que constituem o primeiro avanço do novo álbum do consagrado artista, “Inteiro”, que celebra os seus 50 anos de carreira. Este trabalho será constituído por 25 temas, dos quais ficamos hoje a conhecer “Mar Português”, “Regresso à Infância”, “Eu Não Sou Deus” com a participação de Tatanka e “O Cheiro dos Livros”.
“Mar Português“
É uma “vaca sagrada“ da Poesia em Língua Portuguesa, pela mão de Fernando Pessoa. Tentei contrariar a heroicidade e a demagogia patrioteira ao procurar o interior de cada um de nós que habita o Planeta da nossa Língua. O Mar nunca foi manso para os Portugueses.
Autoria - Fernando Pessoa/João Gil, voz e guitarra - João Gil, piano - Ruben Alves, bateria - Alexandre Frazão, contrabaixo - Nelson Cascais, guitarra elétrica - Mário Delgado, coros - Sofia David.
“Regresso à Infância“
Regressamos sempre à infância e às pequenas dores dos primeiros amores, aqui pela letra sensível e inspirada da Maria do Rosário Pedreira.
Autoria - Maria do Rosário Pedreira/João Gil, voz e guitarra - João Gil, piano - Ruben Alves, bateria - Alexandre Frazão, contrabaixo - Nelson Cascais, dobro - Mário Delgado, coros - Sofia David.
“O Cheiro dos Livros “
Retirada do clássico álbum "Cabeças No Ar", esta canção tem letra do Carlos Tê numa homenagem ao professor de português que nos ensinou a amar a nossa Língua. O professor que tive no Passos Manuel dizia-nos: escutem o barulho que há na poesia.
Autoria - Carlos Tê/João Gil, voz e guitarra - João Gil, saxofone - Tomás Marques.
“Eu Não Sou Deus“
A letra única e singular do João Monge e num exercício de partilha com o Tatanka.
Autoria - João Monge/João Gil, voz e guitarra - João Gil, voz e guitarra eléctrica - Tatanka, bateria - Alexandra Frazão, baixo - Rui Pedro Pity, piano - Ruben Alves, trompete - Luís Cunha e saxofone - Tomás Marques.
A 20 e 21 de novembro Jasmim sobe ao palco da Casa Capitão e do RCA, respetivamente. São concertos que pretendem fechar o ciclo associado ao lançamento do seu mais recente álbum Dias em Branco, que foi editado em abril de 2025 e que conta com “Verdes Campos”, “Aprender a Ver” e “À Tua Vontade”.
Neste concerto, e em palco, Jasmim será acompanhado por Diogo Rodrigues e David Vistas na banda, como também por vários convidados especiais que se tornaram obrigatórios no universo musical do artista, como Bia Maria, Miguel Marôco, Castilho e Violeta.
Estes dois espetáculos acontecem no caminho do fim de 2026, anunciando e prevendo novidades musicais de Jasmim para muito em breve.
Os bilhetes ainda se encontram disponíveis para ambas as datas.
Jasmim é o nome artístico de Martim Braz Teixeira, virtuoso artista em várias vertentes, que neste álbum se debruça num cruzamento de influências que tocam no psicadelismo, na folk americana e na música popular portuguesa, tratando-se de uma paleta enriquecedora e multi-instrumentalista.
LabLib é um laboratório sonoro onde o Hip Hop se cruza com a consciência, a memória e a
experimentação.
Cada batida é uma experiência, cada ruído uma hipótese e cada frequência um fragmento de
história.
Entre máquinas, fios e vozes perdidas, o projeto transforma a realidade social em matéria sonora.
A rua encontra a ciência, a arte confronta o esquecimento e o ritmo torna-se uma forma de
resistência.
Sem certezas fabricadas, LabLib explora novas linguagens, questiona estruturas e desafia o
pensamento adormecido.
Mais do que música, é um espaço de criação livre onde o conhecimento e a humanidade se
encontram.
LabLib — a frequência que resiste ao silêncio e transforma o som numa experiência de
liberdade.
Os Fingertips lançam amanhã, 23 de outubro, Beautiful Souls, o novo álbum de originais, editado pela Metrosonic Records.
Ao longo de dez canções, a banda explora as contradições da condição humana, entre o amor e a perda, a ansiedade e a esperança, a nostalgia e a vontade de recomeçar.
“People Like You” é o novo single de Beautiful Souls, já disponível nas plataformas digitais. Com uma sonoridade fresca, enérgica e upbeat, a canção contrasta a leveza musical com uma mensagem sobre relações tóxicas, julgamentos e desequilíbrios emocionais.
Uma reflexão sobre a importância de reconhecer quem nos faz mal, estabelecer limites e seguir em frente sem alimentar o ódio ou o ressentimento.
O tema terá também um videoclipe especial, que conta com a participação de quase 300 alunos de escolas de dança, cuja estreia está marcada precisamente para 6 de novembro, no Super Bock Arena, no Porto, durante o concerto de apresentação do novo álbum.
O novo álbum reúne dez canções sobre amor, ansiedade, liberdade e esperança. Edição especial limitada a 1.000 exemplares numerados e autografados. Apresentação ao vivo a 6 de novembro, no Super Bock Arena, no Porto.
Paulo de Carvalho sobe pela primeira vez em nome próprio, ao palco do Coliseu dos Recreios. É a 15 de maio de 2027 que um dos maiores nomes da música portuguesa assinala o seu 80.º aniversário, no mesmo ano em que comemora 65 anos de uma das mais notáveis carreiras do país.
Nesta noite única, que dá o mote à Tour PC80, o artista reúne as canções que marcaram o público português, numa viagem no tempo conduzida pela sua voz inconfundível.
No repertório estarão temas como "Lisboa, Menina e Moça", "Flor Sem Tempo", "Nini" e a incontornável "E Depois do Adeus", num concerto que promete ficar para a história.
Mais do que um espetáculo, esta é uma noite de reencontro. Entre canções que fazem parte da memória de várias gerações, Paulo de Carvalho convida o público a percorrer consigo uma vida inteira de música, desde as primeiras às mais recentes.
Ao longo de mais de seis décadas, Paulo de Carvalho deu voz a algumas das melhores canções de sempre e assinou, enquanto compositor, verdadeiros clássicos da nossa música.
Antes deste espetáculo, Paulo de Carvalho sobe ao palco com AGIR para um concerto que reúne pai e filho.
"Bernardo e Manuel Paulo" tem datas marcadas para 19 de fevereiro de 2027, no Convento São Francisco, em Coimbra, e 26 de fevereiro de 2027, no Coliseu Porto Ageas, no Porto.
80 anos de vida e 65 de carreira reúnem-se no Coliseu dos Recreios, para uma celebração de um dos maiores intérpretes da música portuguesa.
Mafalda lança o seu álbum de estreia "Gosto Muito de Estar Aqui". Entre a intimidade e a descoberta, o disco acompanha a metamorfose de alguém que emerge do vazio da tristeza para caminhar em direção ao amanhã.
Composto por nove canções, o álbum é resultado de um processo de criação desenvolvido em colaboração com o artista André Júlio Turquesa, no qual participou também o músico Iúri Oliveira.
No seu primeiro álbum, Mafalda, mergulha no universo íntimo, onde o abandono, o assédio e a tristeza atravessam as canções e dão voz a experiências marcantes do seu percurso. É também desta experiência pessoal que nasce a vontade de contribuir para o trabalho de apoio às vítimas. Em reconhecimento do trabalho desenvolvido pela APAV — Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, e com o objetivo de contribuir para a sensibilização e apoio às vítimas, Mafalda irá doar 1€ por cada disco vendido à associação.
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"Em 2019, quando deixei de escrever, não o fiz porque quis, mas porque já não conseguia. Durante muito tempo, deixei de me sentir em casa no meu próprio corpo e na minha própria mente. Viver dentro de mim tornou-se insuportável. Os dias eram longos demais, e a tristeza tornou-se familiar. Felizmente, depois de passar por internamentos psiquiátricos e com o apoio da minha família, comecei, aos poucos, a reconstruir esse lugar dentro de mim.
Parte desse processo passou por voltar a olhar para um trauma que o meu corpo nunca esqueceu, mesmo quando a minha memória o tentou manter longe. E aceitar que algo tão cruel me aconteceu — ênfase no ME, porque grande parte deste processo foi a de me desculpabilizar — foi a coisa mais difícil que já fiz.
Este disco nasceu da minha vontade de estar comigo. De decorar as paredes da casa que, devagarinho, se voltou a erguer.
De aceitar, protestar, perdoar, gritar — ao longo de nove canções que dedico a mim e a quem se reconheça nelas.
Espero que a “Não Há Nada” e a “Para Ti” vos deem força para perdoar; que a “1 & 2” vos faça dançar ao som da coragem; que a “Inferno” acorde em vocês a vontade de proclamar a vossa dor; e que a “Gosto Muito de Estar Aqui” vos responda de volta sempre que se olharem ao espelho.
É desse lugar que nasce a minha vontade de agradecer à APAV, pelo trabalho que faz todos os dias por tantas pessoas que, como eu, precisaram de encontrar um caminho de regresso a si mesmas.
A vergonha nunca esteve do lado da vítima. E este disco é o meu ato mais desavergonhado." (Mafalda Costa)
Depois de lançar Vir a Ser, o seu álbum de estreia, Diogo Zambujo prepara-se para apresentar as suas canções ao vivo, com seis concertos agendados até ao final do ano. A digressão passa pela Guarda, Miranda do Corvo, Beja, Felgueiras, Tavira e Vale de Cambra, levando a diferentes regiões do país um trabalho que assinala uma nova etapa no percurso do cantautor.
As primeiras datas estão marcadas para 30 de outubro, no Teatro Municipal da Guarda, e 31 de outubro, na Casa das Artes de Miranda do Corvo. Em novembro, Diogo Zambujo atua a 7 no Pax Julia Teatro Municipal, em Beja, e a 14 no Teatro Fonseca Moreira, em Felgueiras.
A digressão prossegue a 20 de novembro, no Teatro Municipal António Pinheiro, em Tavira, e termina a 5 de dezembro, no CAE de Vale de Cambra.
Para 2027, Diogo Zambujo já tem concertos marcados em Vila Real (5 de fevereiro), Ílhavo (20 de fevereiro) e Lisboa, naquele que será o concerto oficial de apresentação do álbum de estreia, no Maria Matos, a 3 de março.
"Abuelito de la Montaña" é uma oferenda devocional à inteligência viva da montanha — o Apu — e às plantas sagradas que, por gerações, têm guiado as tradições de cura por todos os Andes. Nascida de uma cerimônia no sul de Portugal, a canção percorre os quatro ventos, a flor branca, as águas que fluem pelos desfiladeiros e o profundo caminho interior que se abre quando nos entregamos à terra.
O artista Tiago Lico acaba de apresentar o seu mais recente single,
intitulado "O que falta em ti". A faixa mergulha num ambiente altamente introspetivo e emocional,
consolidando a identidade do artista no panorama da música urbana atual.
Explorando temas profundos como a ausência, as dúvidas nas relações e o vazio emocional, a
música ganha vida através de uma produção marcante e de uma forte identidade visual.
A capa
oficial que retrata um cenário de montanhas geladas sob um céu tempestuoso, onde o artista encara
o horizonte numa jornada solitária — serve como a metáfora perfeita para a frieza e a busca interior
abordadas na composição.
O percurso de Tiago Lico na música é marcado por uma verdade artística crua e inspiradora. O
artista começou desde cedo a dar a conhecer a sua voz ao participar em vários eventos escolares,
partilhando o seu talento com o público pela primeira vez. Mesmo quando enfrentava as críticas
daqueles que diziam que não sabia cantar, manteve-se firme.
Poucos conseguiam, no início, ver o
seu verdadeiro potencial. Embora não fosse claro para todos, era visível que existia ali algo mais —
uma semente artística singular que nasceu e cresceu no seu silêncio, cuja evolução futura seria
impossível de prever na altura. Sem se enquadrar nos métodos convencionais e sentindo-se
diferente, desenvolveu a sua arte de forma inteiramente intuitiva