18/10/2021

ANTOLOGIA DA MÚSICA ATÍPICA PORTUGUESA | Canto Devocionário Vol.3


A história deve ser criada. O presente pode ser história. E o futuro tem de ser inventado no presente. A reboque destas ideias a Discrepant tem criado um catálogo único e, nele, uma invenção única da música portuguesa. Não tem origem nestas “Antologia De Música Atípica Portuguesa”, passa também por elas. E, sim, no seu catálogo, melhor, numa palavra que é cara neste momento, na “curadoria”. 

Nós gostamos de lhe chamar visão, por não perpetuar estigmas nem preconceitos, e dar lugar a música que tem o direito de existir. É assim que tem criado o seu folclore e, por consequência, originado estas “Antologia”. O terceiro volume, “Canto Devocionário”, é o último. Num lugar de invenções e criações, é-se levado à interpretação destes oitos temas como cantos, coleções de um imaginário religioso interpretado por músicos como Niagara, Joana Guerra, João Pais Filipe, Jibóia, Serpente, Folclore Impressionista, Atelier Radiofónico e Filipe Felizardo. 

A música convida, “Paulo, Apolo e Pedro” dos Niagara existe como excelente introdução – fazendo uma óptima ligação com outra edição da editora, “1807” - a estes quarenta minutos de música, criando uma elevação (espiritual?) que aguenta todo a restante seleção. João Pais Filipe leva-nos por caminhos frequentes da sua música; Joana Guerra abre as portas dos céus. Cai-se no religioso, sim, porque a história e invenção do futuro antológico desta “Música Atípica” é essencial para a história. 

O lado B abre com Serpente e, depressa, vai reconstruindo laços à terra, seja por explorações sonoras mais ligadas ao natural ou pela estranha abordagem de Filipe Felizardo a música caseira. Os três volumes desta “Antologia De Música Atípica Portuguesa” poderiam ser ficção científica. São bem reais e um quadro de uma música portuguesa que insiste em existir. E ainda bem. 

MARTIM ALEXANDRE | "Pecado"


Martim Alexandre é uma das mais recentes revelações da música em Portugal e o seu novo single, “Pecado” acaba de ser lançado nas plataformas digitais, com distribuição da Warner Music Portugal. A música de Martim Alexandre inspira-se numa fusão de sonoridades que vão desde o hip-hop, afro-pop e trap.   

Autor das suas próprias músicas, Martim Alexandre sonha com o mundo da música desde os 10 anos, altura em que começou a aprender a tocar guitarra e piano. Tem como referências musicais artistas como Drake, The Weeknd, Travis Scott e sonha um dia colaborar com artistas como Plutónio, Calema ou Richie Campbell.  

CARTAZ | Concerto

17/10/2021

FOSCO APRESENTA EP DE ESTREIA


Fosco
junta Diogo Alves Pinto (Gobi Bear, Mathilda) e Gabriel Salgado (Ana), há muito unidos pela sua relação com a guitarra. O primeiro começou a dar nas vistas há uma década, surgindo na cena folk com uns tenros 20 anos e rapidamente tornou Gobi Bear numa atuação de referência pela forma como explora sem medo e sem meios todos os sons que se podem tirar de uma guitarra, loopando-os e cantando sobre eles. 

Gabriel Salgado tem-se afirmado, desde que se estreou em 2017, como um dos mais estimulantes músicos da sua geração. Inspirado por subgéneros como o post-rock e algumas derivações mais matemáticas, tem levado, na sua aventura a solo  - Ana - , a sua música cada vez mais longe, tudo à custa da relação singular que desenvolve com a guitarra. Juntos apresentam um conjunto de temas acústicos e instrumentais que nos levam a sítios onde nunca fomos e eles também não. É assim, fosco, este fim que se vê, mas que não é claro. 

O primeiro EP, homónimo, vê a luz do dia no dia 29 de Outubro e conta com o apoio do Município de Guimarães e da Direcção Regional de Cultura do Norte e tem o selo da Planalto Records.

PEDRO DE TRÓIA | Capitólio

16/10/2021

80 ANOS DE ADRIANO CORREIA DE OLIVEIRA ASSINALADOS DURANTE TODO O ANO DE 2022


Os 80 anos do nascimento de Adriano Correia de Oliveira vão ser assinalados durante “todo o ano” de 2022 com concertos, exposições, banda desenhada, tertúlias, uma serigrafia e depoimentos para “avivar a memória e perpetuar a obra” do músico. Em declarações à Lusa, o presidente do Centro Artístico, Cultural e Desportivo Adriano Correia de Oliveira, Jorge Guedes, referiu que o Projeto Adriano/80 vai ter o “primeiro momento” com o lançamento, em Novembro, de uma “petição para proteção da obra” do músico, natural de Avintes, em Vila Nova de Gaia, distrito do Porto.

TIO REX | "My Village"


Depois de em junho passado nos ter aberto o apetite com “The DecaDance” - o primeiro single retirado do seu terceiro álbum de originais “Life, Love, Loss & Death”, a editar a 22 de Outubro - eis que Miguel Reis nos apresenta agora “My Village”, uma ode à aceitação. 

Apresentando-se como uma canção folk focada maioritariamente na guitarra acústica e no banjo, e expandida por arranjos de trompete, “My Village” é um exercício de contemplação e resignação com o que nos rodeia. 

Se por um lado voltamos a sentir o olhar crítico com que o cantautor perceciona o mundo desenvolvido, por outro não deixa de estar patente um certo sentimento de derrota perante a constatação de que alguns aspetos da experiência humana simplesmente abalroam a vontade que temos, enquanto indivíduos, de mudar o mundo. Por outras palavras, “My Village” representa um reality check onde facilmente se lê o mote: “se não o consegues mudar, aceita e foca-te no que consegues”.

JASMINE | "A Tu Lado"


Uma voz serena e uma paisagem sonora onírica compõem o som orgânico de Jasmine. As suas raízes brasileiras e norte-americanas misturam-se em uma suave brisa de indie folk, com influências da MPB. Temporadas passadas nas montanhas da África do Sul, nas antigas cidades da Espanha e na costa brasileira trouxeram imagens e melodias vivas à sua arte. 

Com canções que fazem olhar para dentro e uma voz que atinge o emocional, Jasmine visa mergulhar os ouvintes em sentimentos de paz, harmonia e pertencimento. "A Tu Lado" é o seu mais recente single, um tema que conta com a participação de Victor Hernández.

RAFAEL SOUSA | "O Mundo Não Para"


Rafael Sousa, é um cantor algarvio de 21 anos de idade que acaba de editar o single de estreia "O Mundo Não Para". Escrito e produzido no decorrer de um confinamento mundial que abalou tudo e todos, "O Mundo Não Para" afirma uma necessidade ainda maior de superação, para seguirmos em frente, sem desistir, haja o que houver. 

Nas palavras de Rafael Sousa "quando começámos a escrever esta canção, curiosamente, a primeira frase que me veio à cabeça, foi nada mais nada menos que “O Mundo Não Para” e colou. Talvez porque estávamos a sair de um primeiro confinamento e talvez esta combinação de palavras fizesse algum sentido na minha cabeça na altura. 

Partimos desse ponto e construímos, eu, o Tyoz e o David Guimarães, possíveis demos e rascunhos. Umas letras falavam de um amor que era resistente a tudo e a todos, outras falavam de superação de objetivos de vida e no final, convergimos as demos e tentámos de certa forma, criar uma letra que pudesse condensar todas essas sensações e experiências numa só, e assim ficou. "O Mundo Não Para", não pode parar e temos de o saber aproveitar da melhor forma possível".

BUDDA POWER BLUES & MARIA JOÃO | Capitólio

15/10/2021

RODRIGO LEÃO | “A Estranha Beleza da Vida”


O novo álbum de originais de Rodrigo Leão intitula-se “A Estranha Beleza da Vida”. E, por onde se quiser ver, é um disco surpreendente. Surpreendente porque não estava previsto existir já um novo trabalho, tão pouco tempo depois do lançamento de “O Método” no início de 2020. 

Surpreendente porque este novo disco foi feito sem pressa nem pressões, ao sabor da vontade e da inspiração de Rodrigo Leão, que refina aqui com uma simplicidade desarmante a sua inconfundível sensibilidade melódica. Como diz o músico: “Tudo o que se passou durante este último ano fez-me pensar ainda mais no ténue espaço entre a vida e a morte. E ao mesmo tempo também senti mais vontade de trabalhar. E mais liberdade!

Com a pandemia de covid-19 a levar ao cancelamento da digressão de “O Método”, que fora publicado em Fevereiro, Rodrigo Leão retirou-se para o Alentejo com a família e aí acabaria por compor um EP, “Avis 2020”, gravado inteiramente a solo, inspirado pela natureza que o rodeava, e lançado apenas em formato digital.

CONSTANÇA QINTEIRO | "Aventurina"


Constança Quinteiro acaba de lançar o seu EP de estreia, “Aventurina”, já disponível em todas as plataformas digitais. Depois de três singles de avanço, Miúda, Corpo a Corpo e Dança, surge o tão desejado trabalho de estúdio, composto por cinco temas originais. Em "Aventurina", Constança conta-nos a sua história e revela aquilo que é enquanto pessoa e artista. Há 4 anos iniciou-se um período de grande mudança na sua vida. 

Encontrou o amor, libertou-se do que não lhe servia e foi atrás dos seus sonhos, sempre de peito aberto e pronta a navegar com calma, alegria e otimismo por caminhos desconhecidos. Durante todas estas mudanças teve consigo um amuleto, uma Aventurina, pedra da boa sorte, da esperança, do otimismo, que a Constança trouxe confiança e coragem e, por isso, agora, dá nome ao seu EP de estreia. São 5 os temas que compõem o primeiro trabalho de estúdio da cantautora, um conjunto de canções Pop marcado pela forte influência das sonoridades lusófonas (Bossa Nova, Axé, Semba, Pagode Baiano), da R&B e da Soul. 

A intérprete espera inspirar aqueles que a escutarem a mudar, a sonhar e a lutar por aquilo que realmente importa. A história de Constança é verdadeiramente inspiradora, tal como a sua música. Tudo começa há 4 anos, não era realizada pessoal e profissionalmente e decidiu mudar drasticamente de vida. Despediu-se, encontrou o amor, focou-se na música, mudou-se para Londres, ganhou vontade e coragem para lançar um projeto a solo, a sua casa passou a ser uma caravana, engravidou e agora lança o seu primeiro EP. 

O primeiro single foi lançado em Março, ainda grávida, e decidiu não esperar, avançou com a sua arte, com o início da sua carreira a solo e depois de três singles, lança o trabalho de estúdio. É uma verdadeira história de mudança, de força, motivação e emancipação. O início da sua jornada pessoal e artística.

JOÃO SÓ | “Nada é Pequeno no Amor”


O quinto álbum de originais, “Nada é Pequeno no Amor”, de João Só é finalmente revelado ao público em versão física e digital. Hoje já é possível encontrar o disco em todas as plataformas digitais, bem como adquirir a versão “Compact Disc” nas superfícies comerciais. O disco será ainda editado em vinil, disponível para compra a partir de dia 28 de Outubro. 

 Do novo trabalho de estúdio de João Só já são conhecidos três singles, “Quem Diria”, “Primeira Pedra” e “Olha Só Para Mim”. A estes juntam-se sete novos temas “Não há de ser nada”, “Eu juro”, “Bad Boy”, “Até que o sol apareça”, “O Passado” e “O que foi não volta a ser”. As letras, composição e a produção estiveram a cargo do artista. 

“Nada é Pequeno no Amor” será apresentado aos fãs ao vivo em dois espetáculos. Dia 24 de Novembro o músico sobe ao Palco do Teatro Maria Matos e dia 01 de Dezembro é a vez de rumar a norte para um espetáculo na Casa da Música. 

João Só prepara duas atuações minuciosamente desenhadas e que contarão com uma narrativa muito especial, rodeado de alguns dos músicos e amigos que mais admira. Os bilhetes encontram-se disponíveis nos pontos de venda habituais.

14/10/2021

GAH SETÚBAL | "Na Pressão"


Depois de mostrar, no último ano, o disco "VIA", sua estreia após integrar a banda Pitanga em Pé de Amora e colaborar com projetos como Trupe Chá de Boldo e Rafael Castro, o músico brasileiro Gah Setúbal, ou simplesmente Gah, dá sequência à carreira solo mostrando uma versão do seu tempo para a canção "Na Pressão", de Lenine. 

Abrindo o caminho para o EP - “um disco que não tem fio condutor” - a faixa foi revisitada por Gah Setúbal por livre e espontâneo desejo ou, como se brinca no país, livre e espontânea pressão. Para o artista, o momento de introspecção pandêmica e alta pressão político-social tem muito a ver com a composição de Lenine (que integra o disco "Na Pressão", lançado em 1999). 

A pressão política do momento presente ressoa os ecos da canção de 99: diante de um novo contexto, ela ganha também novos significados a partir dessa interpretação”, reflete Gah sobre a escolha de relançar a faixa.

MANUEL LINHARES | "O Círculo da Voz"


Manuel Linhares continua a levar o workshop "O Círculo da Voz" a várias cidades nacionais, desta feita, e dia 24 de Outubro terá uma sessão na República-14 em Olhão e dia 30 de outubro, pela segunda vez no festival Caldas Nice Jazz. 

"O Círculo da Voz" é um workshop idealizado por Manuel Linhares que tem uma vasta experiência como facilitador de workshops e retiros musicais e que vem trabalhando frequentemente como assistente de Meredith Monk ou Bobby McFerrin. 

"O Círculo da Voz” pretende dar a conhecer estas novas formas de trabalhar a voz, a improvisação e a criatividade musical, democratizando o seu acesso, impulsionando comunidades de cantores e dinamizando a criação artística interdisciplinar a nível nacional.

BÁRBARA TINOCO EDITA ÁLBUM DE ESTREIA "BÁRBARA," A 22 DE OUTUBRO


O disco de estreia homónimo de Bárbara Tinoco será revelado aos fãs já no próximo dia 22 de Outubro. O longa-duração conta com 10 faixas de originais, entre elas os sucessos que a fizeram conhecida do grande público: “antes d'ela dizer que sim”, “outras línguas”, “sei lá” e “fugir de ser”. A estes juntam-se seis novos temas editados em versão digital e física. “Bárbara,” é o primeiro longa-duração da artista e será apresentado ao vivo nos Coliseus no próximo mês de Novembro. 

São cinco as datas agendadas que se encontram muito perto de esgotarem na totalidade. Esta poderá ser a primeira vez que uma artista de apenas 22 anos de idade esgota as mais emblemáticas salas do País nos espetáculos de apresentação do seu primeiro trabalho de originais. 

Ainda antes de editar o primeiro registo de originais, Bárbara Tinoco, conta já com destacados prémios da indústria, entre eles um Globo de ouro, na categoria “Melhor Intérprete” e ainda um prémio Play “Artista Revelação”.

13/10/2021

JOANA ESPADINHA | Discurso Direto


                                                                                                       Foto: Joana Linda

Depois do aclamado regresso com "Ninguém Nos Vai Tirar o Sol", Joana Espadinha apresenta o álbum "Ninguém nos Vai Tirar o Sol" em duas noites imperdíveis, 8 de Novembro no Teatro Maria Matos (Lisboa) e 10 de Novembro na Casa da Música (Porto). Hoje no Portugal Rebelde apresenta as 10 canções deste novo disco no “faixa a faixa”.

O Príncipe e o Sapo 

Todos crescemos a ouvir contos de fadas, histórias encantadas, para mais tarde descobrir quão diferente é a vida real. Talvez isso explique porque é que às vezes temos expectativas tão irrealistas, e tentamos encaixar todas as pessoas em rótulos de bom ou mau, forte ou fraco, bem sucedido ou falhado… como se o mundo fosse bidimensional. Esta canção fala sobre isso. Sobre aceitar a imperfeição do amor real, num caldeirão onde cabem a competição e o companheirismo, a paixão e o aborrecimento, o braço de ferro e a cedência, os sonhos e a tristeza, o príncipe e o sapo. 

Dar Resposta 

Escrevi esta canção como um grito de emancipação, contra as expectativas com que lutamos no dia a dia, venham estas de outros ou auto-impostas. Fala sobre a liberdade de aprender a dizer que não, e perceber que o mundo não cai por causa disso. 

Mau Feitio 

Há três anos, numa festa ao ar livre, alguém passou o “Lança Perfume” da Rita Lee. Pensei nesse momento que gostaria muito de escrever uma canção assim, divertida, romântica e com um pouco de veneno. Mais tarde pensei chamar-lhe Mau Feitio, por ser algo que todos reconhecemos em nós de vez em quando. É uma característica quase universal, mais acentuada nuns do que noutros, e normalmente é puramente circunstancial, passa ao fim de umas horas. A canção brinca com essa e outras dinâmicas típicas das relações, as guerras de poder, os amuos, as pazes, e é a minha tentativa de não me levar muito a sério.

 

Astronauta 

 Esta canção é uma metáfora para o que temos vivido nestes últimos dois anos. O isolamento, o adiar da vida, o universo do avesso, e um novo tipo de solidão, sem data certa para terminar. É a história de alguém que desaprendeu como se relacionar com os outros, e como lidar com o amor num clima onde impera a ausência. Tem no entanto um tom esperançoso, e um desafio: já é hora de partir as redomas e voltar a respirar. 

Quem Me Dera Saber Que Sou Feliz 

Esta foi uma das canções que escrevi antes de começar a pandemia e o confinamento, e por isso surpreendeu-me quando reli a frase “Fui p’ra casa ver o sol no televisor”, que se tornou tão real para todos. O título é uma contradição: parecia já saber que era feliz, mas não me era possível reconhecê-lo. Às vezes só em retrospectiva percebemos que fomos felizes, nunca valorizamos o momento presente e este “quem me dera” ironiza o meu fascínio pela melancolia, mesmo quando não há razões para isso.

 

Queda Prá Desgraça 

Em adolescente fui uma ave rara, sempre no mundo da lua, e a envolver-me nas situações mais caricatas. Vivi muitos desgostos de amor, como qualquer adolescente, parecia atrair o azar, mas sempre mantive um coração sincero, e arranjava forma de acreditar em dias melhores. Esta canção é a minha versão do “Everything happens to me”, o clássico do cancioneiro americano de Matt Dennis e Tom Adair que cantei tantas vezes, no meu passado jazzístico. 

Um Sentimento 

 Esta é talvez das canções mais pessoais do disco. É uma declaração de amor, o amor que é muito mais que um sentimento, que a paixão, a sensação, a vertigem. O Amor é muito mais a aceitação do outro, os altos e baixos, os dias menos bons, que são tão reais como os dias felizes. Fala sobre os vários ciclos por onde passam as relações, e do salto no escuro que é necessário, todos os dias, para continuar. 

A História do Pé de Feijão Esta foi a primeira canção que escrevi para o meu filho. Comecei a escrevê-la mesmo antes de engravidar, e quando se tornou verdade, foi muito especial escrevê-la. Cada criança que nasce vem ao mundo sem nada estar decidido ou destinado, vem para ser o que só ela pode ser. Aceitar isso, dar-lhe essa liberdade, é tudo o que quero fazer. Aprendi que ter certezas é uma grande ilusão, e que se abdicarmos disso, podemos conhecer a fundo a beleza do mundo. 

Ninguém Nos Vai Tirar o Sol 

A canção que dá nome ao disco foi das últimas a ser escritas. Estava na altura grávida, e se esse é já normalmente um período de incerteza para a mãe, vivê-lo durante a pandemia foi causa de muitas dúvidas e incertezas. Procurei escrever algo que me acalmasse o coração, e encontrei este lema, quase inocente, para me ajudar a viver um dia de cada vez. Não sei se vai ficar tudo bem, mas sei que há coisas que não nos podem tirar, e foi a essas que me agarrei.

      
Travessia 

 Quis escrever uma canção sem letra, que não precisasse de palavras para descrever a viagem percorrida nestes últimos dois anos. Emociono-me sempre quando a oiço, e quase que consigo imaginar o astronauta a partir à descoberta do mundo novo.

RESISTÊNCIA | 30 Anos


Para as comemorações das suas três décadas de carreira, a Resistência, supergrupo responsável por inúmeras canções que ainda hoje unem multidões, decidiu preparar um espetáculo especial a ser apresentado em Dezembro. Devido à enorme afluência às bilheteiras são agora reveladas duas novas datas a juntar às já anunciadas: o concerto de dia 11 na Casa da Música, no Porto ganha uma sessão extra às 17.30h e no dia 30 as celebrações viajam até à Figueira da Foz, onde a Resistência subirá às 21.30h ao palco do CAE - Centro de Artes e Espetáculos. 

Os bilhetes estão à venda nos locais habituais. O projeto Resistência nasceu da intenção de juntar guitarras e vozes e reunir as melhores canções de uma geração. Os primeiros passos foram dados por Pedro Ayres de Magalhães, Fernando Cunha, Miguel Angelo e Tim, que depressa recrutaram Fernando Júdice, Yuri Daniel, Fred Mergner, Dudas, Alexandre Frazão e Olavo Bilac para se juntarem à aventura. Nasceu assim a primeira superbanda portuguesa. 'Palavras ao Vento' (1991), o álbum de estreia, "Mano a Mano" (1992) e "Ao Vivo no Armazém 22" são testemunhos do verdadeiro poder aglutinador de êxitos como "Nasce Selvagem", "Não Sou o Único" ou "Lugar ao Sol". 

Hoje, 30 anos volvidos, dão continuidade a esta história Fernando Cunha, Tim, Miguel Angelo, Olavo Bilac, Alexandre Frazão, José Salgueiro, Mário Delgado e Pedro Jóia. Em Dezembro, este grupo de amigos voltará a apresentar-se em palco para cantar a uma voz e celebrar uma história já longa mas que está longe do fim.

MALLU MAGALHÃES | Campo Pequeno


Mallu Magalhães anuncia o regresso a Lisboa para 3 de dezembro num concerto agendado para o Campo Pequeno. O mais recente álbum “Esperança” serve de mote à apresentação numa das mais emblemáticas salas de Portugal. A artista brasileira atuou em Portugal pela última vez em 2018, nos Coliseus de Lisboa e Porto, depois de uma digressão nacional que teve também passagens emblemáticas como o concerto no NOS ALIVE 2018. Já no decorrer de 2021, 

Mallu Magalhães editou novo álbum, intitulado “Esperança”, que contou com a produção do norte-americano Mario Caldato Jr (Beastie Boys, Jack Johnson, Marisa Monte, entre outros). Do novo trabalho já foram apresentados vídeos para músicas como “America Latina”, “Quero Quero” e mais recentemente “Pé de Elefante”, em que também assina a realização. 

As canções da compositora brasileira vêm sendo celebradas nas redes sociais de Mallu com os seus seguidores fiéis, que acompanham a carreira da artista de apenas 28 anos e que conta com álbuns icónicos como “Pitanga” (2011) e “Vem” (2017).

CARTAZ | Concerto

/>