24/08/2026

TAGUSPARK MUSIC SESSIONS ESTREIA CICLO DE CONCERTOS

O Auditório do Taguspark recebe, entre os dias 30 de setembro e 18 de novembro, a primeira edição do Taguspark Music Sessions, um novo ciclo de concertos promovido pela Luckyman Music e dedicado à música portuguesa contemporânea. Carlos Bica, Cabrita e Ricardo Reis Soares são os artistas confirmados para uma programação que cruza canção de autor, jazz e composição original, reforçando a oferta cultural da Cidade do Conhecimento. 
Os bilhetes já se encontram disponíveis na BOL

Ao longo de três datas, o ciclo reúne propostas artísticas de diferentes gerações e percursos, afirmando uma programação assente na diversidade estética, na proximidade entre artistas e público e na valorização da criação musical portuguesa. Mais do que um conjunto de concertos, o Taguspark Music Sessions nasce com a intenção de se afirmar como uma proposta de programação cultural regular, criando um espaço de encontro entre diferentes linguagens musicais num contexto pensado para a escuta atenta e para a experiência ao vivo. 

A abertura acontece a 30 de setembro, com Carlos Bica, um dos nomes maiores do jazz europeu e figura incontornável da música portuguesa contemporânea. Com um percurso internacional consolidado e uma linguagem que atravessa jazz, música improvisada e composição autoral, o contrabaixista leva ao Auditório do Taguspark uma abordagem marcada pela subtileza, pela liberdade criativa e pela expressividade da interpretação. 

O segundo concerto realiza-se a 21 de outubro, com Cabrita, músico e compositor que tem vindo a construir um percurso singular entre o jazz, a experimentação e a fusão contemporânea. Depois da edição do EP “Afterlife” e da preparação do seu terceiro longa-duração, “#partytime”, Cabrita apresenta uma proposta onde o saxofone convive com eletrónica, groove e exploração sonora, afirmando uma identidade artística em permanente transformação. 

O ciclo encerra a 18 de novembro com Ricardo Reis Soares, singer-songwriter que se tem destacado por uma escrita intimista e centrada na palavra. Depois da edição do EP “contra tempo”, em novembro de 2025, o músico leva ao Taguspark um repertório onde as canções surgem como observações do quotidiano, desenvolvidas através de uma abordagem influenciada pela formação em jazz e pela procura de uma escuta mais demorada do mundo que o rodeia. 

Com esta primeira edição, o Taguspark Music Sessions inaugura um novo espaço dedicado à música ao vivo na Cidade do Conhecimento, reunindo artistas com percursos distintos num ciclo que privilegia a qualidade artística, a diversidade das propostas e a criação de uma relação próxima com o público.

SONICA EKRANO | Festival Documentário Musical

De 11 a 19 de setembro, o Sonica Ekrano – Festival de Documentário Musical regressa ao Barreiro para a sua 5.ª edição. Pela primeira vez, o festival tem como principal espaço o Teatro Municipal do Barreiro, casa da Companhia Arteviva, apresentando 22 filmes ao longo de nove dias, entre longas, médias e curtas-metragens, várias delas em estreia nacional. 

O programa atravessa diferentes épocas, geografias e formas de criação, reunindo nomes como Butthole Surfers, Sun Ra, Jason Molina, Hermeto Pascoal, Mogwai, Erik Satie, Amadou & Mariam, Witch Club Satan e Vítor Rua, mas também comunidades e cenas musicais da Papua Ocidental, Guiné-Bissau, Gana, Índia, Irlanda, Eslovénia, Sardenha ou Istambul. 

 Os filmes desta edição partem de uma ideia que atravessa grande parte da programação: a música nunca existe sozinha. Nasce de territórios, comunidades e formas particulares de escutar o mundo, surgindo nestas obras como memória, ritual, resistência, identidade e encontro. 

Mais do que biografias de músicos ou histórias de géneros musicais, são filmes que permitem compreender também os lugares, as pessoas e as circunstâncias sociais, políticas e culturais em que a música é criada.

GUSTAVITO | Filha das Ondas

“Filha das Ondas” é o segundo single de Miração, novo álbum de Gustavito, uma homenagem a Iemanjá através de uma MPB orgânica, contemporânea e profundamente brasileira. A faixa une uma melodia marcante a uma atmosfera suave e envolvente, crescendo como o movimento das marés.

Gustavito divide os vocais com Laura Catarina, filha do grande e icônico Vander Lee e uma das vozes de destaque da nova música mineira. Gravada inteiramente ao vivo com instrumentos orgânicos, a canção equilibra tradição, espiritualidade e uma sonoridade brasileira contemporânea suave.

 

ALÊ BALBO | Entrega

Dando sequência à sétima faixa do álbum Mantras in the Chaos, Alê Balbo apresenta “Entrega”, uma composição que convida o ouvinte a desacelerar e mergulhar em um estado de presença e contemplação. A faixa tem como característica marcante a preservação de breves momentos de silêncio absoluto, permitindo que corpo, mente e alma se entreguem às vibrações de instrumentos ancestrais cuidadosamente escolhidos.

 

23/08/2026

MARINA MOLE | Azucrim

Marina Mole inventou um anjo chamado Azucrim, e assim foi nomeado o álbum que a artista brasileira lança agora pela editora Café8 Music. “Eu precisava de criar algo maior do que eu, um alter ego, algo que me permitisse fazer uma travessia pessoal”, partilha. 

O trabalho conta com 10 músicas compostas ao longo de quatro anos entre Brasília (Brasil), diversas cidades de Portugal — onde viveu durante dois anos — e São Paulo (Brasil), onde foi gravado em fita de rolo por Beeau Gomez. Nas canções, Marina é acompanhada por cleozinhu (bateria e backing vocals), Lucas Monch (baixo) e Vitor Wutzki (guitarra e backing vocals), responsáveis pela criação dos arranjos em conjunto com a artista. Oiça aqui. “Azucrim vem de azucrinar”, explica Marina. 

Nesta história inventada, o anjo perturba Deus pela sua postura remota e inacessível perante os humanos — ideia que fui buscar ao conceito do Deus Estrangeiro, presente no gnosticismo. A partir daí, Azucrim é ordenado a descer à Terra, pois só assim teria acesso ao conhecimento sobre a existência. Ao longo desse percurso, experiencia as emoções humanas, e é isso que o álbum retrata: os diferentes sentimentos que todos nós precisamos de vivenciar”, partilha a artista, que transita por diferentes linguagens, como música, poesia e artes visuais. 

A sonoridade que acompanha o disco é influenciada por diversas vertentes do rock, como surf, garage, punk, shoegaze e no wave; e bebe de referências como Los Saicos, Jovem Guarda, Beatles, Ramones, Patti Smith, The Brian Jonestown Massacre, The Velvet Underground e The Cramps. As letras, por sua vez, refletem a relação de Marina com o movimento surrealista internacional e a leitura constante da obra do filósofo Gaston Bachelard.

VIALONGA FEST

A Freguesia de Vialonga no Concelho de Vila Franca de Xira, volta a ser palco de um dos eventos culturais mais aguardados da região. No próximo dia 19 de setembro, realiza-se a 9.ª edição do Vialonga Fest, numa celebração que reúne música, cultura, talento e solidariedade. 

Com entrada livre, o festival apresenta um cartaz diversificado e vibrante, dedicado sobretudo à música alternativa e independente, com atuações de Lesados, Endless 2.0, Dalai Lume, Last Piss Before Death, Faemine, Cobra ao Pescoço, Chaos Addiction e Vasco Rodrigues. Mais do que um encontro musical, o Vialonga Fest afirma-se, ano após ano, como um espaço de convívio, expressão artística e participação da comunidade. Durante o evento, o público poderá também visitar diversas bancas de merchandising e conhecer projetos ligados à cultura e à comunidade. 

A solidariedade volta igualmente a ter um papel de destaque nesta edição. Cada visitante é convidado a contribuir com um alimento para apoiar a associação Kausa Animal, numa iniciativa que pretende reforçar os valores de entreajuda e responsabilidade social que fazem parte da identidade do festival. Ao longo das suas nove edições, o Vialonga Fest tem vindo a consolidar-se como uma marca identitária da freguesia de Vialonga. 

Mais do que um evento musical, o Vialonga Fest pretende ser um espaço de encontro e participação da comunidade, onde a cultura e a música se cruzam com valores como a partilha e a solidariedade. Através da valorização de artistas independentes, do envolvimento da comunidade e da recolha de alimentos para apoiar a Kausa Animal, o festival procura transformar a celebração cultural num momento de convívio, participação e entreajuda.

SOMA PLEASE EM CONCERTO

Os Soma Please, projecto luso-britânico formado por Nuno Bracourt e Rob Williamson, levam aos palcos “ballet”, o EP de estreia editado em maio e que tem vindo a conquistar o público e a crítica dentro e fora de Portugal. A 30 de agosto, o duo apresenta-se pela primeira vez em Lisboa, na Casa Capitão, num concerto com entrada livre. 

Já em setembro, no dia 4, passam pelo Indie Music Fest, em Baltar, Paredes, e no dia 24, pelo Festival Gliding Barnacles, na Figueira da Foz. Além das canções do EP, os próximos concertos serão também uma oportunidade para ouvir, em primeira mão, uma série de canções inéditas, que chegarão ao público nos próximos meses.

22/08/2026

JOÃO MONIZ VOLTA AO PICO COM CONCERTO NO AUDITÓRIO MADALENA

A programação da associação MiratecArts, em parceria com a Câmara Municipal da Madalena, está de volta à Biblioteca Auditório da Madalena, continuando a celebração dos dez anos do maior centro cultural das ilhas do Triângulo dos Açores. 

O primeiro fim de semana de setembro é recheado de eventos. Na sexta-feira, dia 4, para a apresentação do plano da 11ª edição do Festival Cordas, o músico açoriano, João Moniz, apresenta um concerto no palco do Auditório da Madalena. João Moniz é músico e compositor, natural de Ponta Garça, na ilha de São Miguel. 

A sua obra é fortemente marcada pela insularidade, pela açorianidade e pelo sentimento de saudade, com canções que refletem a identidade das nove ilhas e a ligação ao mar. "Nasci numa de nove pedras no meio do mar," diz João Moniz. "Aos 6 anos dei os primeiros dedilhados na guitarra clássica mas nada previa que anos mais tarde subisse a vários palcos regionais, nacionais e na diáspora, partilhando as minhas canções sobre a nossa terra e o nosso mar.

Vencedor de vários prémios, incluindo Angra SoundBay, João Moniz lançou o EP de apresentação em 2020 e o álbum "Depois da Saudade" com o single e videoclipe acompanhado pela Rita Costa Medeiros, em 2022. Para o concerto no Pico, planeia apresentar novas músicas, em produção para novo álbum. 

Moniz no Auditório da Madalena, sexta, 4 de setembro, às 21.00h. Bilheteira abre duas horas antes do concerto.

 

NÁSTIO MOSQUITO | Mapa Cor de Rosa

Nástio Mosquito reforça o caminho para o seu novo trabalho discográfico com o lançamento de “Mapa Cor de Rosa”, o segundo single de avanço do álbum “No Capital”. Já disponível em todas as plataformas digitais, o tema marca um momento de viragem no projeto ao ser o primeiro do alinhamento interpretado em língua portuguesa. 

Tal como aconteceu com o tema de estreia, a música faz-se acompanhar por um videoclipe oficial com legendas disponíveis em português e inglês. Este novo lançamento sucede a “Hilário”, o single de apresentação que assinalou o regresso do arquiteto cultural às edições musicais. 

Reconhecido pelo seu trabalho multidisciplinar entre a performance, o cinema, a música e a linguagem — através do qual cria condições artísticas para o autorreconhecimento institucional e público —, Nástio Mosquito prepara agora o lançamento do disco completo, agendado para o dia 15 de outubro. 

No Capital é o primeiro álbum após a trilogia e apresenta-se sob a forma de mixtape, assumindo uma intenção clara que explora a acumulação, a incompletude e a resistência ao conceito de objeto acabado. O trabalho junta faixas inéditas a temas mais antigos em novas interpretações do artista, revelando uma diferenciação estética vincada entre o Lado A e o Lado B — um contraste que se torna particularmente evidente na edição em formato físico. 

Para além da disponibilização nas plataformas digitais, o disco terá uma edição em LP de vinil de 180g (capa gatefold de 12"), com prensagem assegurada pela Optimal Media, na Alemanha.

 

XICO GAIATO REGRESSA COM "NA RAÍZ"

O novo single “Na Raíz”, segundo avanço de A Cada Passo Que Dou, o álbum de estreia de Xico Gaiato, com lançamento marcado para 10 de setembro pela Omnichord. Ao longo do disco, Francisco Barata parte dos sons que marcaram a sua infância na Beira Interior para os reinterpretar através de uma linguagem contemporânea, onde a eletrónica, a pop e a música tradicional se encontram naturalmente. 

Grande parte do álbum foi gravada em residência artística nas Donas, aldeia onde cresceu a sua mãe, e é aí que ganham forma muitos dos sons que atravessam o disco, dos bombos ao pífaro. Uma das canções com a participação de Rossana nasceu também nesse processo, com uma sessão criativa realizada no Cabeço do Pião, junto às antigas Minas da Panasqueira. O resultado é um conjunto de canções que dialoga entre passado e presente, revisitando memórias, lugares e histórias para construir uma identidade sonora profundamente enraizada no território. 

O novo tema “ Na Raiz” surge na sequência de vários meses marcados por acontecimentos extremos. Da união entre Xico Gaiato e Bia Maria, duas vozes profundamente ligadas ao território nasce uma canção que olha para as comunidades que resistem, permanecem e se reconstroem. Cantam um futuro mais unido, coletivo, rural e justo. 

Durante o verão, os incêndios consumiram milhares de hectares de floresta em Portugal. Meses depois, a tempestade Kristin deixa um novo rastro de destruição em várias regiões do país. Casas perderam forma, paisagens transformaram-se e muitas comunidades voltaram a enfrentar a fragilidade dos territórios onde vivem. É nesse contexto que “Na Raíz” recupera histórias que não podem cair no esquecimento. 

A canção presta homenagem a quem ficou para cuidar, reconstruir e resistir quando os alarmes deixaram de soar e a atenção se desviou para outro lado. Mais do que denunciar a ausência, celebra a força que nasce quando as pessoas se juntam. O lançamento é acompanhado por um visualizer realizado a partir de imagens cedidas por testemunhos dos incêndios e fenómenos meteorológicos que marcaram o último ano. 

Com direção visual de André Ivo, o vídeo transforma esses registos num arquivo de memória coletiva, reforçando a mensagem da canção. O disco será apresentado ao vivo no próprio dia do lançamento, 10 de setembro, no Fundão no Auditório da Moagem, cidade onde o projeto nasceu. Depois segue para o Teatrão, em Coimbra, a 16 de setembro, para a Casa da Criatividade, em São João da Madeira, a 17 de setembro, e para os Maus Hábitos, no Porto, a 9 de outubro. Estão ainda previstos novos concertos em Leiria e Lisboa, a anunciar brevemente.

FESTIVAL FADO CHILE 2026

21/08/2026

PODCAST 33 ROTAÇÕES

Já está disponível para audição no Spotify o novo episódio do Podcast 33 Rotações. Carlos Vieira e André Carneiro da editora Pós-80s apresentam o álbum Retalhos dos portuenses Bramma.
 

A GAROTA NÃO | O Testamento do tigre

Com um verão marcado por concertos memoráveis e mais datas anunciadas, A Garota Não regressa às edições com quatro novas versões de O Testamento do Tigre, já disponíveis em todas as plataformas digitais. 

O EP O Testamento do Tigre, que partilha a mesma letra base, escrita por Cátia Mazari Oliveira (A garota não), foi dividido em quatro versões musicais no formato físico do último disco Ferry Gold. 

O alinhamento conta com o tema original e três reinterpretações de Sérgio Miendes, Diogo Arranja e João Mota (seus parceiros musicais). Estas versões, que contam ainda com a parceria de Judite Canha Fernandes e Selma Uamusse, chegaram agora às diferentes plataformas digitais.

COBRAFUMA | Droga Total

Já está disponível, em formato vinil e nas plataformas digitais (Bandcamp, Apple Music e Tidal) o novo LP dos Cobrafuma, "Droga Total". 

"A "Droga Total" de Cobrafuma é um conjunto de belas analogias que não se perdem na verve com que o quarteto de metal total vocifera as suas palavras de ordem. No novo álbum da banda do Porto, o metal é apenas o seu meio e não o fim; este fim é o êxtase que vem da velocidade e do furor das guitarras cada vez mais rápidas, cada vez mais intensas. A droga é o riff, é total por funcionar como um ouroboros: a cobra fuma-se a si mesma numa corrida pirotécnica em sete atos. 

O novo conjunto de sete músicas, na forja há dois anos, funde uma urgência catastrofista com o humor negro de quem encara a explosão nuclear de frente, usando a temperatura ascendente do apocalipse para acender o cigarro. Droga Total é mais duro e mais bravo, e também mais sarcástico e mordaz, mais incisivo e perspicaz — se o disco homónimo começou ao balcão da tasca a intoxicar-se com a revolta do contemporâneo, este novo capítulo começa na recolha de garrafas para a reciclagem furibunda do cocktail molotov. A violência com que identificam inimigos é catalisada pelo andamento desgovernado de cada música, mas a sua maior arma de destruição é o ridículo em que os cobrem, de escárnio virolento e venenoso. 

Os “Meninos das Tochas” mais não são do que meninos, as tochas são maiores do que eles e a cobra acende o fumo com elas. “Quem é Este Man” é resposta à reação, com a pergunta que destrói os egos dos heróis das teclas. “Trabalho” é o hino sindicalista da siderurgia, a espalhar a mensagem contra a jornada, e “Droga Total” é tanto sobre uma espécie de Soilent Green como sobre as migalhas que sobram a quem não é trilionário, bilionário, ou vive no privilégio dos 1%. 

O choro de distorção de “Tiro No Escuro” é o clamor da rua e da possibilidade de mudança que esta guarda, uma sequência perfeita para a tensão pré-revolução de “Hoje é o dia” e a preparação certa para o alucinante sprint de guitarras rasgadas e inebriadas pela substância mais dura, o riff, que é a derradeira “Humildade”. 

Cobrafuma desmonta todos os inimigos com a melhor e mais nortenha raiva lírica, numa estética inaugurada por José Mário Branco em FMI: furioso, belicoso, incendiário e gozão, sarcástico, com o desespero camuflado e inflamado no humor. É idiomático, é do Norte, é a língua da tasca vociferada; o cardápio serve Droga Total em pratos de metal e talheres de aço. 

A fúria de Cobrafuma em "Droga Total" não é simplesmente metálica, porque respira a decadência do rock, na ginga e no groove com que recorta cada riff, cada linha de baixo, cada galope da percussão. O d-beat na bateria alimenta bem o thrash na guitarra e o groove stoner do baixo, com todos os elementos a trocar rapidamente, passando o sludge e o punk pelas cordas, com a percussão a carregar o instinto mais belicoso do death, que pisca dengosamente o olho ao groove do roll. 

A totalidade é geográfica, temporal e visceral. Ao contrário da prototípica banda dos géneros extremos, a Cobrafuma serpenteia por todo o extremo das guitarras livremente, sem se dedicar religiosamente a nenhum subgénero em particular. 

O seu credo não é a distorção, mas sim a adrenalina. O escárnio em que mergulham cada música, com um cuidado lírico mais próximo das tradições do rock, é o mesmo que usa as texturas abrasivas da música pesada em nome da sensação, do êxtase, da raiva e da toxina. Este álbum não é sobre o que se ouve, mas sobre o que se sente." (André Forte)

DUBAQUITO | Nunca Nada é Bem Assim

Dubaquito, banda rock alternativo oriunda de Viana do Castelo, lançou no passado dia 7 de agosto "Nunca nada é bem assim". Este é o primeiro single de uma nova fase e o primeiro de duas faixas que irão preceder o lançamento do álbum de estreia da banda. O tema está disponível nas principais plataformas de streaming.

 
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