16/01/2022

JOANA GAMA E LUÍS FERNANDES REENCONTRAM-SE A 22 DE JANEIRO NO CCVF COM “THERE’S NO KNOWING”


É já no próximo dia 22 de Janeiro, às 21.30h, que o piano de Joana Gama e a eletrónica de Luís Fernandes têm regresso marcado ao maior palco do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, para nos revelarem o seu mais recente projeto. 

O reencontro com estes artistas é também o reencontro com a música no CCVF em 2022, e acontece assim ao som de “There’s No Knowing”, composto por uma longa e única peça musical, tendo as suas origens no convite para a criação da banda sonora da série televisiva “Cassandra” (RTP2), com direção artística de Nuno M. Cardoso.

BANDUA APRESENTAM O SEU SEGUNDO SINGLE "CINCO SENTIDOS" COM VÍDEO DE CLÁUDIA BATALHÃO


No passado dia 14 Janeiro as discotecas voltaram a reabrir lentamente ao público em Portugal, ao mesmo ritmo a que Bandua propõe novas danças para despertar os “Cinco Sentidos” e as pistas de dança. 

O segundo single do duo de downtempo com espírito da Beira Baixa será o último single que se antecipa ao lançamento do álbum “Bandua” que chega dia 11 de Fevereiro ao público, com edição da editora internacional Frente Bolivarista (Holanda/Brasil) que já editou artistas como Nicola Cruz e Chancha Via Circuito e que aposta agora pela primeira vez num projeto Português. 

Em Outubro de 2021, o duo formado pelo produtor e músico Bernardo Addario (Tempura the Purple Boy) e pelo músico e cantor Edgar Valente (Criatura), já tinha lançado primeiro single “Macelada”, que mereceu destaque em algumas rádios nacionais e internacionais um pouco por todo o mundo.

NOZ | "She & He"


She & He é o primeiro avanço para o segundo
álbum do trio de Bernardo Palmeirim, Gonçalo Castro e Ricardo Martins. E porquê "Powehi"? Este foi o nome dado ao primeiro buraco negro a ser "fotografado" a partir de dados enviados por oito radiotelescópios em diferentes pontos do globo. O nome foi dado a partir de uma canção cosmogónica havaiana do século dezoito e significa algo como a "ornamentada e inescrutável criação negra" ou "embelezada fonte negra de infindável criação". 

Bernardo Palmeirim, Gonçalo Castro e Ricardo Martins procuram criar em NOZ uma síntese entre a plasticidade digital e a autenticidade do acústico. No centro está uma vontade de romper barreiras dentro da música rock-pop. 

Desejamos explorar o espaço intermédio da composição e da improvisação, usando o digital para trabalhar voz, guitarra e outros elementos, em tempo real. Misturamos influências do rock psicadélico, folk e blues, noise, punk, bossa nova, pop alternativo e música experimental.” 

"Powehi" é um álbum produzido com o Apoio à Edição Fonográfica da GDA.

YAZZ EDITA NOVO SINGLE "TROUBLE"


Após o lançamento do seu álbum de estreia no mundo da música - no projeto colaborativo com a produtora b-mywingz - y.azz revela agora "Trouble", novo avanço de Heartbreak Mixtapes, primeiro EP a solo agendado para o próximo dia 11 de Fevereiro. Baseado numa carta de amor da vida real, "Trouble" fala sobre auto-sabotagem e oportunidades perdidas. 

Encontramos na voz de Mariana Prista e no beat lento e intimista da música, a enorme carga emocional de quem olha para a vida em retrospetiva e se apercebe de tudo o que podia ter sido e não chegou a ser.

"A Trouble é das músicas mais sinceras que alguma vez escrevi. É aquela que tem mais nós na garganta - e no pés e nas mãos - por representar um mundo inteiro de oportunidades perdidas, e de tudo o que podia ter sido e não foi. Acho que tudo nela transparece esta nostalgia.

"Trouble" é o segundo ato de uma história que teve como ponto de partida o lançamento do single 'Love Language', tema que conta já com mais de 7.500 visualizações no Youtube. As restantes músicas do novo disco poderão ser ouvidas já em Fevereiro. O concerto de apresentação do EP 'Heartbreak Mixtapes' será no dia 17 de Fevereiro, no Musicbox, em Lisboa.

 

VÍTOR J. MOREIRA | "Arcanjo"


"Arcanjo" é o novo single e vídeo do músico e compositor Vitor J. Moreira (residente em Guimarães), disponível em todas as plataformas digitais. É a primeira edição do novo ano e, juntamente com o single anterior “Lacrima”, mostra o percurso de composição para piano solo iniciado com o álbum de estreia “Engrama” e que tem vindo a ser desenvolvido pelo músico.

15/01/2022

RUI REININHO | "20.000 Éguas Submarinas"


Em 2022, Rui Reininho continua a apresentar o seu mais recente disco a solo "20.000 Éguas Submarinas" ao vivo, um álbum que figurou em muitas das listas de melhores discos nacionais do ano de 2021. Durante o mês de janeiro, Rui Reininho apresenta "20.000 Éguas Submarinas" em Espinho no dia 22 e em Torres Vedras no dia 29. 

O concerto de apresentação do seu novo disco a solo no Lux Frágil em Lisboa, tem uma nova data e passa a realizar-se a 17 Março de 2022 pelas 22.30h.

FUGLY | "Mom"


Uma carta de amor tipo carta de reclamação para as mães das crianças crescidas da sociedade sem salário no fim do mês. Objetivos diferentes, estradas mais aos “ésses” do que se quer, nas metas parecidas e cumpridas com distinção. 

“Mom” é o novo single dos Fugly para o segundo álbum, "Dandruff", que sai a 18 de Março com selo da portuense Saliva Diva. Um boogie para quem é filho da mãe com muito gosto.

 

GUANABARA | "Drogas Pesadas"


Guanabara é o duo formado por Pedro Lucas e Guilherme Tomé Ribeiro, focado no trabalho sobre o universo das canções, esse antigo artesanato vanguardista que se debruça sobre as letras, melodias, harmonias e arranjos. Terá nascido oficiosamente entre 2017 e 2018 com a construção apaixonada do estúdio que partilham, com as audições de discos, com as tardes e noites de gravações. 

É depois a seu tempo, no pós-guerra de 2022, que se avança para o acabamento de quatro das muitas canções que surgiam à tona, para que estas sirvam de mote às primeiras apresentações ao vivo. Sai assim “Drogas pesadas”, com o selo da Cuca Monga, com misturas de João Brandão (Arda Recorders) e master de Pieter De Wagter (Equus Audio Mastering). O EP de apresentação do duo chegará em Fevereiro. Para já, fica "Drogas Pesadas" que já está disponível em todas as plataformas de streaming.

 

"DESENGAIOLA" CELEBRA AMIZADE E PARCERIA DE ALFREDO DEL-PENHO, JOÃO CAVALCANTI, MOYSEIS MARQUES E PEDRO MIRANDA, EM REGISTO AUDIOVISUAL


Alfredo Del-Penho, João Cavalcanti, Moyseis Marques e Pedro Miranda lançam "Desengaiola" (Som Livre / MP,B Discos), "áudio-visuálbum" com 18 canções que chegou ontem às plataformas digitais e ao YouTube, expondo a intimidade e afinidade artística do quarteto. 

O registo foi captado na Região Serrana do Rio de Janeiro com som direto, direção de Eduardo Hunter Moura e produção de João Cavalcanti e Pedro Luís - que participa do show de lançamento, dia 21 de Janeiro, no Circo Voador. Amigos há mais de 20 anos, os quatro artistas estiveram lado a lado no processo de reocupação cultural do bairro da Lapa, no Rio. 

A admiração mútua criou uma intensa parceria musical, que desaguou em canções, shows e participações em discos. Faltava, entretanto, um marco simbólico, um documento dessa união. Alfredo, João, Moyseis e Pedro isolaram-se em Paty do Alferes, na serra fluminense, e gravaram, ao vivo, de forma íntima, sincera e colaborativa, esse documento.

14/01/2022

CARLOS LEITÃO | "A Praça"


Carlos Leitão revela "A praça", single e vídeo do novo álbum que chega em Fevereiro! 

A metáfora para tantos lugares em que nos sentimos os últimos, de onde todos partem, menos nós. Pode ser a música, a casa ou a terra, “A Praça” é o ponto de partida e de chegada para quem não quis ir e preferiu a raiz. A noite de Lisboa pode, afinal, ser a noite de qualquer lugar, assim nos revejamos nas palavras e na música de Carlos Leitão.

 

DANIEL PEREIRA CRISTO PREPARA-SE PARA "DAR CORDA À CASA"


No próximo dia 30 de Janeiro (domingo) às 16.00h, é chegada a oportunidade para conhecer o resultado dos encontros de tocata liderados por Daniel Pereira Cristo na Casa da Memória de Guimarães. 

Após "Dar Corda à Casa" com um conjunto de encontros informais a realizar nos dias 18, 20, 24 e 27 de Janeiro, o músico protagoniza esta apresentação pública final, com acesso gratuito, que será partilhada com o público na esperança de fazer renascer na cidade a paixão pela nossa música tradicional e, em particular, pelos cordofones tradicionais. 

Este projeto promove assim a continuidade de um processo de investigação sonora no território iniciado em 2021 pel’A Oficina num trabalho conjunto com este mesmo artista.

DSERT´SMOKE | Vila Nova de Famalicão

 

13/01/2022

DIANA OLIVEIRA | "The Lights"


“The Lights” era o tema que faltava para completar o novo EP “Outcome” de Diana Oliveira, com data de lançamento marcada para o dia 14 de Janeiro. Este novo trabalho da DJ e produtora é constituído por dois temas dedicados especialmente para as pistas de dança mais quentes de norte a sul do país, e tem, como habitualmente, a assinatura Discotexas.

NGA JUNTA-SE AO CARTAZ DA HISTÓRIA DO HIP HOP TUGA A 19 DE MARÇO NA ALTICE ARENA


NGA, um dos mais aclamados rappers angolanos radicado em Portugal, é a mais recente confirmação da terceira edição de "A História do Hip Hop Tuga" que acontece este ano a 19 de Março na Altice Arena em Lisboa.

12/01/2022

UM CORPO ESTANHO E SATURNIA | Discurso Direto


Os projetos Saturnia e Um Corpo Estranho uniram forças e lançaram em conjunto “O Místico Orfeão Sónico de Um Corpo Estranho e Saturnia”. Que não fique espaço para dúvidas: trata-se de um disco de rock onde as guitarras de Um Corpo Estranho se deixaram contaminar pelo universo psicadélico de Saturnia! A conjunção entre o projeto de Luís Simões e o duo composto por Pedro Franco e João Mota poderia ser, per se, algo que alude a uma conspiração cósmica e o dramatismo afeto ao nome deste disco não será por acaso. No próximo dia 14 de Janeiro, o Fórum Luísa Todi em Setúbal recebe as canções d´O Místico Orfeão Sónico de Um Corpo Estranho e Saturnia". João Mota de Um Corpo Estranho é hoje meu convidado em "Discurso Direto".
 
Portugal Rebelde - Um disco de rock onde as guitarras de Um Corpo Estranho se deixaram contaminar pelo universo psicadélico de Saturnia. É uma boa definição para o disco “O Místico Orfeão Sónico de Um Corpo Estranho e Saturnia”? 

João Mota - É já difícil encontrar uma definição sobre o que foi este disco até ao que é este disco. Na génese tudo parte de uma vontade de trabalharmos em colaboração com o Luís Simões. Nesse sentido podemos dizer que os primeiros temas nascem desse contágio instrumental, no fundo desse experimentação, ou dessa conversa musical se quisermos. Mas não sendo este trabalho extremamente conceptual, já que o conceito veio mais tarde, diríamos que tudo acabou por ser uma feliz coincidência. Feliz na química musical, nas relações humanas e na forma como lançámos uma flecha aos céus já como um todo, mais do que a soma das partes. Quisemos manter a importância individual dos nomes dos dois projetos, porque isso também está no disco. O que é natural em Um Corpo Estranho e Saturnia está bastante presente. Mas também há muito de um novo elemento que já não é uma coisa ou outra. Será talvez esse o Orfeão, sónico pelo óbvio e místico pelo menos óbvio. 

PR - Sendo Setúbal a residência de ambos os projetos, é verdade que decidiram que o disco iria ter a mística do Rio Sado, o espírito lírico de Luísa Todi e o canto trágico das Sadinas que inspiraram Bocage? 

João Mota - Não terá sido tanto uma decisão, mais do que uma vontade. Mas não é um trabalho sobre Setúbal, ou que tenha Setúbal como pano de fundo. Há sim uma vontade de homenagear o espaço e o meio que nos rodeia, no qual crescemos e ao qual por vezes também somos estranhos. A inspiração vem de qualquer lado e os signos servem de anzol, para que possamos materializar essa coisa do onírico. No caso derramaram-se os signos de Bocage e das musas, porque nos importa a poesia e a tragicomédia, a crítica social e o lado satírico. A Luísa Todi, porque é um símbolo forte do lirismo e o rio Sado porque é o que vemos todos os dias. Os rios têm essa força simbólica, de vida, morte e renovação, são gráficos cronológicos vivos e em eterno movimento. 

PR - Qual tem sido o “feedback” que têm recebido do público? 

João Mota - Muito positivo. Sabíamos que íamos ganhar dois públicos distintos. O público de Saturnia é muito fiel e tem respondido bastante bem. O de Um Corpo Estranho já vai estando habituado às nossas guinadas estilísticas. A surpresa maior tem vindo do meio especializado. Temos sido apontados a disco do ano em vários blogs da área e isso faz-nos sentir o carinho com que estão a tratar este trabalho. Não tem a ver com prémios ou medalhas, mas apraz-nos saber que este disco toca e que a mensagem chega, mesmo que já seja outra mensagem qualquer, agora distante de nós. Sabemos que isto da música é uma área difícil e com muito poucos apoios. Então é bom sentir que as pessoas estão atentas e que podemos estar confiantes de que concretizámos um bom trabalho. 

PR - O que é que o público pode esperar do concerto do próximo dia 14 de Janeiro, no Fórum Municipal Luísa Todi em Setúbal ? 

João Mota- Vamos tocar o disco na integra, sendo que tocar ao vivo não é propriamente repetir o que já existe no disco. O disco carrega o possível, mas nunca é humano que chegue. Então é isso, esse comungar com o público e a nossa própria fisicalidade trazem outros componentes para cima da mesa. E depois damo-nos muito bem a tocar juntos, há uma energia saudável na forma como respondemos uns aos outros em performance. Teremos connosco o Gonçalo Mota na bateria, que também tem uma abordagem muito física aos temas. E digo físico porque é importante, a música não se ouve apenas com os ouvidos. E depois, estamos a jogar em casa, com os altos espíritos de Bocage e Luísa Todi, para além do sempiterno Sado, no nosso lado (risos). Portanto tudo aponta para a festa.

SENSIBLE SOCCERS | "Manoel"


Os Sensible Soccers continuam a apresentação do Cine-concerto "Manoel" durante o primeiro trimestre do novo ano. Vila do Conde, Lisboa, Espinho e Barcelos são as próximas paragens a receber este espectáculo, que resulta do trabalho da criação de duas novas bandas sonoras para dois filmes de Manoel de Oliveira: "Douro, Faina Fluvial" (1931) e "O Pintor e a Cidade" (1956). Os bilhetes já se encontram à venda nos locais habituais.

CAROLINA DE DEUS | "Talvez..."


Carolina de Deus é a mais recente artista da agência Primeira Linha que se estreia nas edições com o single “Talvez...” e com o primeiro espetáculo de apresentação a ter lugar dia 26 de Março no Auditório Carlos Paredes, em Lisboa. Os bilhetes serão disponibilizados para venda brevemente. 

Este é o primeiro tema do EP de estreia a ser apresentado ao público e chega hoje a todas as plataformas de streaming, bem como ao YouTube oficial da artista. Uma das vozes a ter em conta em 2022, a cantora e compositora de 21 anos, Carolina de Deus, natural de Lisboa, conta com influências variadas, que vão desde Amy Winehouse ou The Beatles, até Bárbara Tinoco, Jorge Palma ou António Zambujo. 

Autodidata no piano, deu aos 18 anos os seus primeiros passos na música no concurso televisivo La Banda, transmitido na RTP, no qual foi finalista. O primeiro single, “Talvez...”, com letra e música da sua autoria, hoje revelado, fará parte do EP de estreia previsto para o segundo trimestre de 2022.
 

TERESA SALGUEIRO ATUA NO DIA NACIONAL DE PORTUGAL NA EXPO DUBAI


É já no próximo dia 14 de Janeiro que Teresa Salgueiro marcará presença no Dia Nacional de Portugal na Expo Dubai. A cerimónia oficial terá início às 10.15h locais, 6.15h em Lisboa, na praça Al Wasl, e inclui um momento musical com Teresa Salgueiro, António Chainho e Marta Pereira da Costa. 

Ao final do dia, às 18.00h locais no Jubilee Stage, um dos palcos principais da feira, está previsto o espetáculo de música e multimédia "Al Qantara" (que significa “ponte” em árabe), criado exclusivamente para este dia no qual será estreado o tema "Al Qantara", da autoria de Teresa Salgueiro e Fred Ferreira. A este espetáculo, para além dos músicos que a acompanham habitualmente, juntar-se-ão as guitarras portuguesas de António Chainho e Marta Pereira da Costa, Fred Ferreira e ainda o grupo Retimbrar.

11/01/2022

INDIEMUSIC APRESENTA FILME E CONCERTO DE CARLOS “ZINGARO”


A Culturgest vai receber no dia 30 de Abril um concerto de Carlos “Zingaro” – acompanhado por David Alves, Alvaro Rosso e Ulrich Mitzlaf – e o filme A Escuta, de Inês Oliveira, dedicado à carreira deste inigualável violista, improvisador, instrumentista e compositor, como parte da programação da secção IndieMusic da 19ª edição do IndieLisboa. Carlos “Zingaro” esteve na frente, diante de todos, desbravando muitos dos novos terrenos que as artes portuguesas cultivavam na década de 1960 e 1970. 

No fim da adolescência, ainda nos anos 1960, após ter recebido tudo o que a escola podia ter dado ao seu violino, Carlos “Zingaro” criou a banda Plexus onde a uma ideia rock juntou o free jazz e a música contemporânea, num arrojo de convicções bem à frente do tempo. Talvez por isso, tornou-se um músico primordial para uma preparação de abril, enquanto se foi aproximando do teatro como compositor, mas também como cenógrafo e figurinista. 

No final dos anos 1970, a sua improvisação assimila novos estudos e experiências, aparecendo como figura capital para a luz do jazz livre europeu desde então. Igualmente nas artes visuais, “Zingaro” foi inquieto, deixando um traço inconfundível e onírico na pintura, ilustração e banda desenhada. Uma carreira aplaudida, naturalmente incondensável, mas que o olhar atento da realizadora Inês Oliveira transformou A Escuta, num filme milagroso e essencial, a estrear na próxima edição do festival, na secção IndieMusic, na Cultugest. Uma dupla viagem, na tela e, de seguida, em concerto, olhando para o passado antes e vivendo o presente depois, do íntimo ao ato público.

JOANA AMENDOEIRA, MARCOS SACRAMENTO, NUNO GUERREIRO CANTAM TIAGO TORRES DA SILVA


Joana Amendoeira
tem disco novo – “Na volta da Maré”- com músicas de Fred Martins onde encontrou um lugar Atlântico de cruzamento entre as linguagens do Fado e outros ritmos portugueses e brasileiros que se cruzam com uma naturalidade espantosa alicerçada no canto maduro e sorridente da cantora. 

O mais recente disco de Marcos Sacramento – “Caminho para o Samba” – é o primeiro constituído apenas por melodias compostas pelo próprio. Entre sambas e canções densas e luminosas, Sacramento comprova a razão de ser apontado como uma das melhores vozes da atualidade no Brasil. 

Nuno Guerreiro acaba de gravar – “Na hora certa”- onde encontra as melodias de Pedro Jóia trazendo o seu universo particular, a sua voz tão especial, a sua história tão rica ao universo ibérico de Jóia e criando um objeto artístico onde se revela mais do que nunca, onde se despe de medos e pudores e faz de cada canção uma história em nome próprio. 

Os três discos têm em comum o letrista – Tiago Torres da Silva ­– que assina todas as letras mostrando assim, através de três vozes tão distintas, como se desdobra em mil para encontrar as palavras certas para cada voz. 

O letrista é o mesmo mas os ritmos vão do fado ao samba, passando pela pop, pelas baladas cruzando instrumentos que vão do acordéon à guitarra portuguesa passando pelo bandolim, pela flauta, pela guitarra clássica, pelo contrabaixo ou pelas percussões que ora evocam ritmos portugueses, ora evocam ritmos brasileiros. 

São estes três recentes discos que os artistas vão mostrar ao público pela primeira vez no palco do Coliseu de Lisboa. O espetáculo tem direção do próprio Tiago Torres da Silva, participação especial de Fred Martins e 11 músicos em cena.
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