07/05/2021

HOMEM EM CATARSE | Discurso Direto


Já está disponível em todas as plataformas digitais o novo disco de Homem em Catarse. Com edição em formato cd e k7 via Regulator Records, "Sete Fontes" foi produzido no âmbito do programa de apoio à criação artística Trabalho da Casa promovido pelo gnration. Composto ao piano, o álbum oferece uma reflexão sobre o território, de forma delicada e emotiva. Hoje em "Discurso Direto" é meu convidado Afonso Dorido, o Homem em eterna Catarse.
 
Portugal Rebelde - Como e quando é que este disco começou a ganhar vida? 

Homem em Catarse O sete fontes começou a ganhar vida com a chegada da pandemia. É um disco do primeiro confinamento. Sem concertos e remetido à minha casa, comecei a escrever as primeiras músicas ao piano e a perceber que seria possível fazer algo especial. Entretanto o convite do gnration e as caminhadas pelos montes de Braga descobrindo novos lugares, fizeram com que surgisse um conceito e a partir daí as coisas cresceram. 

PR - O que brota destas “Sete Fontes”? 

Homem em Catarse - Sete temas, sete peças ao piano e tranquilidade; a necessária para conseguir manter o equilíbrio mental. Brota sobretudo dois lados da pandemia. O urbano, estranho, vazio repleto de incerteza e sobretudo o natural, no fim de contas é sempre o melhor lado para respirar. E é para aí que pensamos sempre ir para manter a sanidade mental. 

PR - Alguns sítios da cidade de Braga serviram de inspiração para compores este “Sete Fontes”. Há algum local, que continua a ser o teu “porto de abrigo” nestes tempos de incerteza? 

Homem em Catarse - Sim. Sobretudo os locais fora da cidade. Nas montanhas e nos montes. Continuo a procurar na nascente do este para momentos de quietude ou ouvir a natureza e ver Braga ao fundo desde a Serra dos Picos. 

PR - “Santa Marta das Cortiças”, foi a canção escolhida para apresentar este disco. Queres falar-nos um pouco deste tema? 

Homem em Catarse - Este tema foi o primeiro que escrevi para o sete fontes. E foi curioso vê-lo crescer ao longo de vários meses. Cresceu com o uso de sintetizadores, cresceu em estúdio na mistura e no fim tornou-se uma das minhas músicas preferidas do sete fontes e de todas as músicas que já escrevi. Além disso é um local emblemático e alternativo onde normalmente as pessoas de Braga vão olhar a cidade, respirar e há quem diga ver o mar. 

PR - Para terminar, quando é que poderemos ouvir as canções deste disco em palco? 

Homem em Catarse - A apresentação oficial ao vivo do sete fontes está marcada para 29 de Maio, em Barcelos (Teatro Gil Vicente), no Triciclo. No fim de semana seguinte dia 4 de Junho será apresentado em Esmoriz no Festival Tan Tan Tam e dia 6 na Galiza, em Cangas.

ARÍCIA MESS | Discurso Direto


A cantora e compositora brasileira Arícia Mess revela hoje em "Discurso Direto" no Portugal Rebelde as nove canções que compõem "Versos do Mundo", disco que foi composto e gravado entre Lisboa, Londres e São Paulo. Um álbum cheio de histórias de viagens e de encontros que o tornam muito original. Algumas das surpresas deste registo incluem a regravação do clássico "Noite de Temporal" de Dorival Caymmi numa leitura moderna e surpreendente, e grandes parcerias com Chico César, Ricardo Dias Gomes (Banda Cê, Caetano Veloso) e o especial "Batuque é reza forte", com Dona Onete.
 

06/05/2021

DUARTE | Discurso Direto


Duarte acaba de apresentar o álbum "No Lugar Dela". 
Um disco de combate à malícia dos dias. Conceptual e fundamentado num exercício empático. O cantar e o contar do lugar de umas quantas mulheres. O olhar de um homem sobre esses lugares. Porque estar no lugar dela é estar no lugar do outro. Porque estar no lugar dela não é ser ela – o outro. Acreditando que por este movimento podemos ter dias mais leves. Assim como se o remédio dos nossos dias fosse a empatia. Assim como se fundamental fosse a empatia. Com pré-produção de José Mário Branco. Com uma formação musical em trio de fado e quarteto de cordas clássico, tentamos pois, o lugar do outro, ou neste caso, de outras. Hoje em "Discurso Direto" é meu convidado Duarte.

Portugal Rebelde - O encontro com José Mário Branco foi fundamental para desenhar este “No Lugar Dela”, foi fundamental para ver nascer este disco? 

Duarte - Os “encontros” com o José Mário Branco marcam de modo importante a organização estética e ética de ver a vida e, dentro dela, a música. No caso deste “Lugar”, antes de me encontrar com o Zé Mário, já a obra tinha nascido de um conceito que orientava a escrita das letras e de algumas músicas, já tinha havido uma reflexão que, no meu caso, implicou sempre uma partilha com amigos, cúmplices destes meus processos criativos. O que entreguei ao Zé Mário foi um menino já bastante “reconhecível”, mas a precisar de um trabalho de pré-produção, em que a obra é tratada quer canção a canção, quer as ligações de cada uma com as outras (de que resulta um alinhamento), quer os sentidos literários e musicais que podem dar consistência e sentido à obra. Foi esse material, esse “menino sonhado”, que pus nas mãos do Zé Mário. Toda a pré-produção foi assim feita pela partilha de muitas reflexões “ali”, no momento, e que me fez sentir num “lugar” de privilégio. Infelizmente só foi possível estar com o Zé Mário no que respeitou à fase de pré produção. Desta forma, a relação com o Zé Mário foi fundamental na pré produção, assim como terá sido fundamental a relação com os restantes amigos e elementos (mais ou menos conhecidos e/ou escondidos) que fizeram parte deste lugar em todas as restantes fases de construção do mesmo. 

PR - A abrir o booklet deste disco recupera as seguintes palavras de José Mário: “Não vamos enganar as pessoas e dizer que é um disco de fado só porque gravamos três fados. Não vai ser um disco de fados, embora seja um fadista a cantá-lo.” Este é um álbum para além do Fado? 

Duarte - Não tenho por princípio fazer discos com a ideia destes serem além ou aquém de qualquer coisa. Não sei portanto se este será um álbum para além ou para aquém do fado e isso, a meu ver, não terá sido relevante neste processo de criação do objeto. Contudo, não seríamos intelectual e musicalmente honestos se disséssemos que a matriz musical do disco está no fado quando não está, apesar de andar muito em voga dizer-se que são dos fados coisas que nunca foram deles. O que podemos dizer com seriedade é que esta obra apela a uma diversidade de matrizes - fado, cante, clássica, rock… - que não aparecem enquanto adornos ou efeitos de uma matriz de base, mas sim enquanto parceiros de conversa e nisso - na escuta do que a obra pede - o Zé Mário é genial. Neste disco podemos encontrar melodias de três fados tradicionais. Os restantes oito temas são cantos dessa natureza variada. 

PR - Recentemente no jornal Público, o jornalista Gonçalo Frota, escreveu “No Lugar Dela” é “um disco de combate para cantar as mulheres”. Há alguma canção neste disco que determinou este “combate”? 

Duarte - “No Lugar Dela” poderá ser conceptualizado enquanto disco de combate à malícia dos dias se partirmos da ideia de que essa mesma malícia terá que ver com a tão marcante falta de empatia que vivemos. Todos os temas do disco são um exercício empático ou uma tentativa de chegar ao lugar do outro ou neste caso de outras, sem que tenhamos que ser esse outro ou essas outras. Desta forma, talvez possamos dizer que todos os temas do disco são de combate à falta, uma vez que tentam promover a empatia enquanto conceito fundamental na nossa condição de sermos (e não termos) humanos. 

PR - “ReViraVolta”, foi a canção escolhida para single de apresentação deste disco. Do que é que nos fala este tema? 

Duarte - A ReViraVolta é a canção de uma mulher que canta os dias não se deixando resignar a eles. Uma mulher que se resolve por ela e com ela mesma. Uma canção com laivos de “saias” do Alto Alentejo. Se quisermos, uma canção sobre a importância da liberdade e sobre o também tão importante pensamento crítico para podermos partir por nós mesmos. 

PR - É verdade que nesta fase da vida já não está preocupado em ser mais ou menos fadista? 

Duarte - Ser mais ou menos fadista não tem que ser uma preocupação nem desta, nem de outra fase da vida. Talvez seja uma daquelas situações em que quando somos qualquer coisa, não estamos preocupados em ser essa mesma coisa (ou se assim fosse, não seriamos). Não foi pois uma coisa sentida dessa forma. Nem noutros, nem neste disco. A minha preocupação foi servir um canto e servir o outro, qualquer que seja, da melhor forma possível e essa sim, é a preocupação que creio que tenho vindo a amadurecer.

HMB - RUI VELOSO | "Lembra-te de Mim"


Era um desejo antigo dos HMB ter uma canção gravada com Rui Veloso. A oportunidade surgiu neste inicio de 2021, numa sessão de estúdio em Vale de lobos, onde se refugiaram para criar canções novas prontas para nascer já em tempos de vacina e onde desafiaram Rui Veloso a juntar-se. 

A Banda nunca escondeu que Rui Veloso foi uma das suas maiores influências e no passado já tinham feito uma versão de “Jura” e cantado em dueto "Todo o tempo do mundo”. "Lembra-te de mim” é uma canção sobre amizade em tempos que nos pedem resiliência e esperança: "Num tempo cheio de distâncias, lembrar-nos de quem se lembra de nós pode ser a primeira e a última imunidade. A imunidade da amizade.” 

 “Lembra-te de mim” está disponível em todas as plataformas digitais, hoje, dia 6 de Maio.

LUCA ARGEL | Porto

05/05/2021

RODRIGO AMARANTE | "Drama"


Rodrigo Amarante acaba de anunciar o lançamento do seu novo álbum “Drama”, no dia 16 de Julho, pela editora Polyvinyl, que irá também reeditar o aclamado álbum de estreia “Cavalo” (2014), uma extraordinária coleção de canções intimistas, em que “cada instrumento respira e cada som se mistura, mas cada momento é distinto” (NPR Music). 

Portugal recebe, em 2022, os concertos de apresentação do novo álbum, nos dias 18 de Abril, na casa da Música, no Porto e em Lisboa, a 19 de Abril, no Capitólio. Os bilhetes estarão à venda nos locais habituais a partir de sexta-feira, 7 de Maio, às 09.00h. ”Maré” é o primeiro single de “Drama”, uma canção otimista e aparentemente feliz, que encerra detalhes menos alegres, escondidos sob a superfície.

“Maré” baseia-se num provérbio espanhol que vaticina algo como “a maré leva o que traz”. “Coisas que nos chegam às mãos graças ao destino, também nos são facilmente retiradas”, explica Rodrigo Amarante que, além de autor da música, assina a realização do video. “Esta canção é sobre como moldamos o nosso destino e carácter, pelo que ansiamos, desejamos, sonhamos, apesar do resultado. O vídeo não é sobre isso, é sobre como escrever a música, ou qualquer música, não sobre a música em si. É uma representação da escrita, um olhar sobre a obra que vai produzir a magia que está escrevendo, voltando assim ao que molda meu próprio destino, meus desejos e anseios, do que fala a música. Digo mágica porque há um elemento imprevisível na escrita, mas é uma atividade mental: aí reside o drama.” 

Os menos versados na obra de Rodrigo Amarante lembrar-se-ão de “Tuyo”, a música da série Narcos da Netflix. Ou do álbum Little Joy. Talvez fiquem surpreendidos com os seus créditos na autoria de canções de Gal Costa, Norah Jones e Gilberto Gil. É possível que o tenham visto a tocar ao vivo com o super grupo brasileiro de samba Orquestra Imperial. Mas é sobretudo provável que se lembrem dele na mítica banda carioca indie Los Hermanos. Já para os que acham que conhecem tudo sobre Rodrigo Amarante, “Drama” vai trocar-lhes as voltas. 

Nascido no Rio de Janeiro em 1976, Rodrigo Amarante aponta dois incidentes no seu passado que tiveram repercussão direta nas suas composições: uma doença infantil que o fez (e faz) valorizar a beleza de uma segunda chance; e o momento em que o pai (com o seu consentimento relutante) lhe cortou os longos cabelos, numa tentativa de descarregar todo o drama e sensibilidade da sua jovem cabeça. “Vestir-se como forma de revelar, em vez de vestir-se discretamente, é esconder, isso é Drama”, diz. 

"Uma ferramenta. Fazendo cócegas na memória para a confissão, vendo através dos olhos de uma máscara. Espreitar no espelho que está desempenhando um papel. Isso não é algo que eu tenha seguido, mas uma realização póstuma, algo que me seguiu, como sempre acontece. Essas músicas foram os instrumentos para realizá-lo, não o contrário. ” 

“Drama” começou a tomar forma no final de 2018, com a banda de Rodrigo Amarante - “Lucky” Paul Taylor na bateria, o baixista Todd Dahlhoff, Andres Renteria na percussão e Amarante na guitarra. Ao longo do processo de composição e gravação em 2019, algumas músicas foram retiradas do fundo das gavetas e outras ideias surgiram. No início de 2020, com o álbum ainda por terminar, a pandemia obrigou Los Angeles a um lockdown e Rodrigo Amarante viu-se sozinho, aproveitando para adicionar overdubs e misturar as canções com Noah Georgeson, embora os dois nunca estivessem na mesma sala. Sem surpresa, o isolamento acabaria por ditar o som do álbum. 

O bloqueio e a limitação produziram ótimas ideias. Comecei o álbum querendo focar no ritmo e na melodia, abandonar aquelas ricas progressões de acordes e modulações que herdei do Brasil e ser mais direto por um tempo. Enquanto escrevia, percebi que havia um gatilho para mim naquela tentativa, uma sombra do garoto de cabeça raspada que eu deveria ser, sugando-o. Em vez disso, abracei as complicações que herdei. ” 

"Drama” termina com o piano e a voz de Amarante em “The End”. “Viver é cair” e perguntamo-nos: depois de todas as turbulências emocionais por que passou, será alguma mensagem de despedida? “Tudo vai bem”, responde Rodrigo Amarante. “Sussurrando. Você fica mais alto assim, as pessoas respondem melhor a um convite ”, e acrescenta: “Encarar o absurdo permanecendo gentil, estando aberto aos dons da confusão; é por isso que criamos essas ferramentas que são histórias e músicas, para nos ajudar a ver uns aos outros.

CARTAZ | Concerto

04/05/2021

“ANTÓNIO ZAMBUJO VOZ E VIOLÃO” ENTRA DIRETAMENTE PARA #1 DO TOP NACIONAL DE VENDAS


Editado a 23 de Abril, “António Zambujo Voz e Violão”, o novo disco de António Zambujo, ocupa o primeiro lugar do Top Nacional de vendas. Disponível nas plataformas digitais e lojas físicas, a edição tem a chancela da Sons Em Trânsito com distribuição a cargo da Universal, e a sua apresentação oficial decorre já este mês no âmbito da Santa Casa Portugal Ao Vivo, a 21, na Super Bock Arena, no Porto, e a 28, no Campo Pequeno, em Lisboa. 

Ao nono álbum, oitavo de originais, “António Zambujo Voz e Violão”, o músico inspira-se no nome de um dos discos da sua (e da nossa) vida, “João Voz e Violão”, álbum de João Gilberto editado em 1999, e volta, nada acidentalmente, ao essencial. Como escreveu o jornalista Luís Osório: «Um dia, num qualquer futuro mais ou menos distante, dir-se-á que este disco é um dos mais importantes da carreira de António Zambujo. Não por se julgarem menores alguns dos álbuns que o antecederam e ainda menos pela qualidade de todas as canções que ainda não compôs ou deu voz. Simplesmente porque “Voz e Violão” será sempre associado a um tempo que nos provou o quanto somos frágeis e o quanto precisamos de nos repensar numa urgência do que é essencial.».

JOÃO GIL | Agenda

 

03/05/2021

RUBEN PORTINHA CONQUISTA PRÉMIO JOSÉ AFONSO PARA MELHOR CANÇÃO NO FESTIVAL CANTAR ABRIL 2021


“Obra rara”, de Ruben Portinha, foi eleita pelo júri como a melhor canção original a concurso no Festival Cantar Abril 2021. A final decorreu a 30 de abril, no Auditório Lopes Graça do Fórum Romeu Correia, em Almada. O artista recebeu das mãos do cantautor João Afonso (sobrinho de Zeca Afonso) o galardão batizado com o nome do histórico cantor da resistência antifascista, um dos maiores ícones da cultura portuguesa. 

Com letra e música de Ruben Portinha, “Obra rara” é uma canção que nos relembra que a conquista da liberdade não terminou no dia 25 de abril de 1974, é um processo contínuo, sem fim, com o qual devemos aprender e pelo qual devemos pugnar todos os dias. “É uma honra enorme, e também uma grande responsabilidade, receber este prémio, ao qual foi dado o nome de José Afonso, a quem tanto devemos enquanto povo e a quem tanto devo pelo tudo que me ensinou neste ofício de fazer música. Igualmente bom é saber que o nosso trabalho é reconhecido, sinal de que muito provavelmente estamos no caminho certo. Valeu, vale e valerá tudo a pena” – refere o músico. 

Em palco, para além do intérprete e guitarrista, estiveram João Coelho na Bateria, Ricardo Duarte no baixo, Nuno Oliveira na guitarra, Inês Trevo, Marta Fernandes e Pedro Vicente nas vozes. O Festival Cantar Abril 2021, apresentado por Armando Carvalheda, contou com duas categorias a concurso: Recreação de Canções da Resistência (versões) e Criação de Canções da Liberdade (inéditos). 

Em cada categoria, chegaram à final cinco temas. Para além da participação com o original “Obra rara”, Ruben Portinha esteve também presente na final da categoria de versões, com uma interpretação em voz e guitarra elétrica de “Madrugada”, composta por José Luís Tinoco e interpretada por Duarte Mendes, a canção que representou Portugal no Festival da Eurovisão de 1975. Nas meias-finais, o artista concorreu ainda com uma versão de “Paz, poeta e pombas”, um tema que integrou o álbum “Venham Mais Cinco” de Zeca Afonso, lançado em 1973.

“Obra rara”, de Ruben Portinha vai estar disponível no dia 21 de Maio em todas as plataformas digitais através da Farol Música.

02/05/2021

Y.AZZ X B-MYWINGZ EDITAM ÁLBUM DE ESTREIA "CYCLES"


‘‘Cycles’ é o disco de estreia da dupla y.azz x b-mywingz, um disco que conta com singles como "dis/closure", "Did It All Again" e "Too Far" que será editado a 14 de Maio. 

"Cycles" é um produto de um sonho conjunto entre y.azz e b-mywingz, é um disco que navega por várias influências e, por isso, sonoridades: do R&B ao hip-hop, passando por pop synthwave e até ao dancehall, contendo elementos diversificados como 80s synths, guitarra portuguesa, 808s e a simples guitarra acústica. A dupla complementa-se em todo o disco composto por 9 canções, a voz e as letras de y.azz com os beats e a composição de b-mywingz.

PZ | "Selfie-Destruction"


"Selfie-Destruction" é o sexto álbum de originais do artista portuense que continua a trilhar o seu caminho pijamístico dentro da sua particular estética “do it yourself”. Mais uma vez, a produção ficou a cargo de PZ, desta feita, forçosamente confinado no seu quarto/estúdio que serviu de pano de fundo tanto para as músicas como para a “selfie” que originou a capa do álbum: um
autorretrato em forma de catarse com um olhar que evoca uma certa esquizofrenia que se espalha pelos 12 temas. 

Seguindo a veia eletrónica que percorre a sua carreira, PZ expõe as suas dúvidas, destrói as suas neuroses, e usa o humor perante a trágica condição humana. Tudo serve para transformar fragmentos da memória em peças musicais, mesmo as memórias recentes de uma pandemia que continua a assolar o Mundo. Este foi o disco que me fez sentido fazer nesta altura surreal das nossas vidas. Expus-me e atirei-me de cabeça nestas músicas onde deito cá para fora o que vai cá dentro. 

"Algumas refletem estes tempos, outras nem tanto. Há uma música que é inspirada pelas tardes de domingo que passava em casa da minha avó, a “Dona Elisa”; há outra onde acho tudo “Uma Anormalidade”; e ainda outra onde demonstro as minhas “Incompatibilidades” com as personalidades que chocam dentro de mim. Eu quero mesmo é estar “Em Paz Na Minha Guerra”, mas é difícil quando dantes era só croquetes e agora é “Fruta e Canivetes”. “Tá tudo, vou ficar de olhos postos no Futuro!”

 É por estas e por tantas outras que se diz: Com PZ quem ganha é você.

TERESA SALGUEIRO | Agenda

01/05/2021

EDP TANTO FADO REVELA NOVO TALENTO: CASSANDRA CUNHA VENCE GRANDE FINAL


A voz da fadista Cassandra Cunha, de 25 anos, destacou-se entre as oito finalistas que subiram ao palco do Campo Pequeno, em Lisboa, na passada quinta-feira, sendo a grande vencedora do EDP Tanto Fado. 

A artista tem agora a oportunidade de gravar um álbum com a produtora Sony Music Portugal e poderá ainda atuar no palco EDP Fado Café na próxima edição do festival NOS Alive. O júri atribuiu ainda uma menção honrosa a Joana Carvalhas, de 17 anos, que já canta em várias casas de fado e tem participado em vários festivais nacionais e internacionais. 

 A grande final contou ainda com a atuação de Carminho, embaixadora do EDP Tanto Fado. "Acompanhei todo o processo e foi muito gratificante ver estas empresas e marcas dedicarem-se à música e dedicarem-se a descobrir artistas e a pensar neles”, comentou a fadista. Ao fazê-lo, reforçou a fadista, “dão oportunidade aos que ainda não existem para o grande público. Fiquei orgulhosa de fazer parte”.

COIMBRA RECEBE CONCERTO TESTE-PILOTO NO DIA 8 DE MAIO


A Praça da Canção, em Coimbra, recebe no dia 8 de Maio o terceiro concerto teste-piloto em Portugal, com as atuações de Anaquim, The Twist Connection, Birds are Indie e Portuguese Pedro. O evento, organizado no âmbito da candidatura de Coimbra a Capital Europeia da Cultura 2027, tem início às 20.30h com abertura de portas às 19.15h.

Este evento teste-piloto na Praça da Canção contará com uma preparação para uma plateia em pé de 1.000 pessoas, divididas em grupos de 250, em que o uso da máscara e a apresentação do teste rápido antigénio negativo feito no dia do espetáculo é obrigatório.

30/04/2021

ANA MOURA | "Andorinhas"


As andorinhas não morrem, a Primavera nunca acaba e o renascer é uma constante. Essa é uma lição da vida. Essa é uma certeza de Ana Moura. A artista chegou a um momento especial no seu percurso. A palavra “carreira” pode aqui ser redutora por dar a entender que desvios, mudanças de direção ou de intenção não se encaixam com essa ideia. Mas Ana Moura, a artista que conquistou os tops e o mundo, que se apresentou nas mais importantes salas do planeta, da Ópera de Sydney ao Carnegie Hall de Nova Iorque e daí ao Olympia de Paris ou ao Barbican em Londres e que teve estrelas de dimensão global na primeira fila a aplaudi-la, como Prince ou Mick Jagger, sabe bem que a arte não se sacrifica.

“Andorinhas” é por isso um símbolo: de liberdade e de emancipação, de criatividade em estado puro, uma recusa das amarras do sucesso, uma declaração de uma vontade de futuro. E isso vale tudo. A artista Ana Moura nunca foi uma coisa só: deixou marca no fado, prolongou o génio de Amália, tocou a alma de um povo e soltou a herança de África que carrega no mais fundo de si quando, por exemplo, cruzou a sua voz com a de Bonga no clássico “Valentim” com que a mulher de “Com Que Voz” em tempos nos brindou. 

O fado de Ana Moura foi sempre diferente: tinha cor, onde antes o negro imperava, pedia balanço festivo, onde antes uma solenidade quase fúnebre mandava, admitia outro tipo de ideias e de palavras, traduzindo uma identidade diferente, mestiça, crioula, que sempre existiu no seu âmago. Terá sido essa particular qualidade que a levou a ser convidada para homenagear os Rolling Stones em disco, para dividir o palco com o génio pop Prince: esses pioneiros artistas reconheceram na voz, na postura e na aura de Ana uma qualidade universal, impossível de conter por fronteiras ou géneros. “Andorinhas” é, portanto, uma nova alma que assim se liberta. Porque as “andorinhas é que são rainhas / a voar as linhas da liberdade”, canta ela, que quer ir “embora”, para “só voltar um dia”. Porque, muito claramente, o mundo é a sua casa. 

No vídeo, rodado em telhados de um popular bairro de Olhão, Ana partilha espaço com quem dança e sente, mostrando-se com nova imagem e postura, com uma linguagem visual que tem tanto de autêntico quanto de universal, tanto de moderno quanto de intemporal. Sobre cadência de recorte tropical e com balanço de uma África que é tanto ancestral quanto do futuro, a artista propõe uma nova ideia para nos definir a todos, posicionando-nos num lugar que não é geográfico, mas emocional, que não é histórico, mas é, ainda assim, cultural porque não recusa tudo o que o tempo nos trouxe, desembocando num porto de Lisboa que tanto recebeu através dos tempos. 

O nosso futuro já tem banda sonora. Voa livre, como as “Andorinhas”. E Ana Moura é que sabe para onde elas vão. Para onde vamos todos. Há, então, que seguir estas “Andorinhas”. O novo single de Ana Moura, “Andorinhas”, é um hino à liberdade com balanço crioulo apontado ao futuro.

HOMEM EM CATARSE | "Sete Fontes"


Fica disponível hoje em todas as plataformas digitais o novo disco de Homem em Catarse. Com edição em formato cd e k7 via Regulator Records, Sete Fontes foi produzido no âmbito do programa de apoio à criação artística Trabalho da Casa promovido pelo gnration. Composto ao piano, o LP oferece uma reflexão sobre o território, de forma delicada e emotiva. A catarse precisa do seu trauma – há que primeiro preencher o corpo de fuligem para que a água a possa lavar, há que primeiro cansar os pés para, sentados, apreciar a paisagem. 

No teatro, na literatura ou na música, entendemos melhor a tragédia se a seguir encontrarmos redenção. Jó não seria Jó sem as suas provações. Numa época em que aprendemos a soletrar palavras como “confinamento” ou “quarentena”, temos dado pouco espaço à catarse, no sentido libertário que esta acarreta. Parece que o tempo parou, que vivemos presos numa pausa interminável. Mais que a um novo normal, tudo soa a miséria antiga. Mas há obras que procuram irromper miserabilismo afora para dar aos seus espectadores o conforto que a tragédia requer. 

No caso de Afonso Dorido, o conforto tem vindo sob a forma de viagem, sentimento (e não apenas palavra) que percorre praticamente todos os seus discos. “Sete Fontes” não é disso exceção, apresentando-se como uma espécie de roteiro para uma Braga idolátrica que, apesar do distanciamento ou das máscaras, manterá sempre as suas portas abertas. Misturando field recordings a um piano cujas melodias se inserem na mesma linha emotiva que vai desde as sonatas de Beethoven à "Blame Game" do Kanye West, Afonso, o Homem em eterna Catarse, oferece-nos não pausa mas continuação – a pausa de uma pausa. 

Destas fontes sai o recobro, sai a mestria de uma solidão boa, não imposta, a que se guarda na gaveta mal se puxa de um telefonema, de uma mensagem eletrónica, de um encontro. Destas fontes sai a vida e devemos dar graças por, apesar da tragédia, ainda estarmos vivos. Isso é catarse.

TERESINHA LANDEIRO | "Agora"


O mais recente trabalho de Teresinha Landeiro, intitulado “Agora”, é editado hoje. O álbum conta com a maioria dos temas escritos por Teresinha Landeiro mas inclui também homenagem a Celeste Rodrigues, pareceria com a Roda de Samba, com o jazz de João Pedro Coelho e com o talento jovial de Gaspar Varela. 

Neste disco, revejo-me em cada segundo, em cada nota, em cada palavra. Trago Fado, porque esse será de ontem, de hoje e de sempre, mas também trago outras sonoridades pelas quais me apaixonei pela forma como tocam o meu coração. Afinal de contas, o Fado é exatamente isso, sobre sentir e fazer sentir. Neste meu coração fadista houve espaço para um bocadinho de jazz, um leve ritmo de samba e até algumas canções.” (Teresinha Landeiro)

29/04/2021

RUI REININHO | "Animais Errantes"


“20.000 Éguas Submarinas” é o título do disco a ser editado em junho e expõe Rui Reininho ao cume da sua essência. Rui Reininho tem tanto de próprio como de não comum, seja entre os vivos, como entre as lembranças dos mortos que nos marcaram. 

Depois do famigerado “Companhia das Índias” (2008), chega em junho às nossas mãos sedentas o novo disco “20.000 Éguas Submarinas”, com o selo da Turbina. Produzido por Paulo Borges, juntos congeminaram uma viagem pelos confins dos mares já dantes navegados a passo, trote, galope, mariposa e voo, como escape de corais profundos mas não tão fundos quanto o exercício de libertação que em breve será revelado. 

“Animais Errantes” é o primeiro avanço desta ode marítima e conta com videoclipe realizado por Mimi Sá Coutinho, concebido no Espaço T – Associação para Apoio à Integração Social Comunitária, que luta pela inclusão dos mais vulneráveis, promovendo através da Arte o desenvolvimento das mais diversas competências. Encenado por Filipa Duarte (formadora no Espaço T) e protagonizado pelos seus alunos de teatro e dança, somos convidados a contemplar a aceitação da diferença, numa entrega de corpo e alma que esgrima qualquer preconceito. 

Para além de Rui Reininho e Paulo Borges, o tema “Animais Errantes” conta ainda com a participação de Eduardo Lála no trombone, Moisés Fernandes no trompete e Daniel Salomé no saxofone. O local para a rodagem deste vídeo foi gentilmente cedido pelo Espaço T, dado Rui Reininho ser Membro do Fórum dos Cuidadores há longa data.

MOULLINEX | “Requiem for Empathy”


Escrito durante um período de perda pessoal e incerteza, “Requiem for Empathy” é composto por paletas sonoras de índole mais pessoal e emotiva. O novo trabalho de Moullinex chega aos palcos a 4 de Junho, na Culturgest, e a 9 de Junho, na Casa da Música. 

A 30 de Abril, Luís Clara Gomes celebra o lançamento do seu quarto álbum “Requiem for Empathy”, pela Discotexas, e conta com as mais especiais colaborações. Desde GPU Panic no primeiro single e em “Inner Child”, Ekstra Bonus em “Ven”, Sara Tavares em “Minina di Céu”, e ainda Selma Uamusse em “Ngoma Nwama”, este álbum de 11 faixas conta ainda com a participação de Afonso Cabral em “Hey Bo” e revela uma combinação de artistas que redefinem a cena musical de Lisboa, ao se conectarem com múltiplas expressões culturais onde a capital portuguesa é naturalmente o seu ponto de encontro. 

 Moullinex explica como surgiu “Requiem for Empathy”: “Há algum tempo, uma sensação de desgraça iminente começou a querer entrar. Ainda antes do início da pandemia, passei por um período de perda pessoal e ansiedade e, em vez de negá-lo, decidi abraçar todos estes tons cinzentos e deixá-los fazerem parte de mim. Convidei a escuridão a entrar no meu trabalho onde, primeiro, substituí a cor pelas sombras, o glitter por texturas e, por fim, a felicidade por melancolia. 

À medida que as sombras surgiram sobre o que antes estava totalmente iluminado, novas questões emergiram. O que significa agora dançar? Porque ainda queremos dançar na escuridão? As sombras surgem apenas na existência de uma fonte de luz. Luz essa que nos traz paz e conforto, como um mantra para escapar da nossa mente e corpo. 

Eventualmente essas experiências começaram a ganhar forma em temas. Alguns desenvolvidos por mim, muitos em colaboração com outros, mas todos convergem numa narrativa que faz sentido como um todo. Subitamente, tinha um álbum novo nas mãos, sem nunca o ter previsto. Um álbum que espero que vos traga tanta luz quanto me trouxe a mim.”

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