24/04/2026

“DO CABO DO MUNDO – UM TRIBUTO IMIGRANTE A FAUSTO” APRESENTA “POR ESTE RIO ACIMA”

“Do Cabo do Mundo – um tributo imigrante a Fausto” revela hoje o seu primeiro momento de escuta: “Por Este Rio Acima”, já disponível nas plataformas digitais. Interpretado por Nani Medeiros, o single assinala o início do percurso discográfico de um projeto que reúne quatro vozes com percursos distintos e profundamente ligados à música de raiz: Luca Argel, Nancy Vieira, Nani Medeiros e Selma Uamusse.

Idealizado por Carlos Cesar Motta e Fred Martins, o projeto parte da obra de Fausto Bordalo Dias para a reinterpretar a partir da experiência de artistas imigrantes que vivem e trabalham em Portugal, cruzando origens africanas e brasileiras numa abordagem contemporânea a um dos mais relevantes cancioneiros da música portuguesa.

VIVA LA MUERTE! DOS MÃO MORTA DISTINGUIDO COM O PRÉMIO CRÍTICA NOS PRÉMIOS PLAY

Foto: Rita Carmo

Os Mão Morta arrecadaram ontem o troféu “Prémio da Crítica” na 8ª edição dos Prémios Play - Prémios da Música Portuguesa, atribuído à banda pelo álbum “Viva La Muerte!”. O júri do “Prémio da Crítica”, composto por Nuno Galopim, Hugo Torres, Filipe Costa, Gonçalo Oliveira, Paulo André Cecílio, Rui Miguel Abreu, Marta Rocha, Isilda Sanches, Matilde Inês e Daniel Dias distinguiu assim este trabalho de Mão Morta, numa noite emocionante onde as palavras de Adolfo Luxúria Canibal ecoaram no Coliseu dos Recreios, lembrando a importância da mensagem de “Viva La Muerte!”. 

O disco celebra os 50 anos do 25 de abril de 1974 e os 40 anos da banda, neste tempo em que as democracias enfrentam ameaças renovadas à sua existência, com as expressões de ódio e intolerância e a iniciativa ideológica das forças políticas conservadoras a terem acolhimento privilegiado nos média e a dirigir o discurso político dominante. 

Assim, “Viva la Muerte!” mergulha no âmago doutrinário do fascismo, passado e presente, de forma intensa e provocadora, denunciando os perigos que corremos e em que a democracia incorre, através de um conjunto de temas originais inspirados na música de intervenção portuguesa, cruzando rock, experimentalismo e um coro masculino. “Viva La Muerte!” encontra-se em digressão e pode ser ouvido em todas as plataformas digitais.

JORGE PALMA DISTINGUIDO COM O PRÉMIO CARREIRA

Foto: Rita Carmo

O músico e compositor foi agraciado, esta quinta-feira, com o Prémio Carreira nos Play – Prémios da Música Portuguesa, atribuído pela direção da Audiogest. Uma distinção que homenageia artistas com percursos notáveis e impacto duradouro na cultura nacional. A cerimónia decorreu no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, e contou com a presença da comunidade artística nacional. 

No momento da surpresa, Jorge Palma viu Sérgio Godinho, Tim, Marisa Liz, Miguel Luz e Inês Marques Lucas darem voz a um medley de canções – “Canção de Lisboa”, “Dá-me Lume”, “Bairro do Amor”, “Portugal, Portugal”, “Frágil” – acompanhados pelos músicos da sua banda – Pedro Vidal, Nuno Lucas, Gabriel Gomes e João Correia – e pelos filhos, Vicente e Francisco Palma que deram voz às estrofes de “A Gente Vai Continuar”, cantado um uníssono por todos os presentes no Coliseu dos Recreios. 

"Um Prémio Carreira não se recebe todos os dias! Em primeiro lugar, quero agradecer a vocês, público, que me acompanham há décadas e que foram crescendo, em número e em carinho, ao longo do tempo. Depois, aos Play e à AudioGest, por esta distinção. O Prémio Carreira assinala todo um percurso que não trilhei sozinho, por isso, dedico-o a todos os músicos, técnicos, editores, agentes, managers e colegas com quem me cruzei ao longo do caminho. 

Obrigado ainda a todos os músicos, cantores, amigos e equipa que contribuíram para criar o momento de ontem, que muito me sensibilizou e deixou feliz. Agradeço ainda a todos os que, ao longo da vida, me têm ajudado, ensinado, tratado e curado. Falo não só dos meus mestres e dos meus bons amigos, mas também, dos médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares que trabalham no SNS com os parcos meios que têm. Há muita coisa por fazer, há muita coisa por dizer. 

O Sérgio Godinho, há uns anos, ao receber o seu Prémio Carreira, falou das diferentes gerações que coexistem na música portuguesa e da sua pujança e diversidade. Era importante que houvesse visão para aproveitar este potencial, esta energia e este talento e fazer um país melhor. A cultura em Portugal não pode continuar a ser sistematicamente menosprezada. 

É preciso que se façam reformas eficazes, para que as nossas forças não se gastem em vão. Não deixemos que o 25 de Abril se torne uma memória distante. Temos de reinventar sempre o espírito de Abril: liberdade, democracia, justiça. Viva o 25 de Abril! Viva a liberdade! Viva a democracia! Estamos aí! Enquanto houver estrada p’ra andar!" (Jorge Palma)

CRISTINA BRANCO RECEBE PRÉMIO JOSÉ AFONSO EM CONCERTO NA AMADORA

Após o espetáculo ontem realizado no Cineteatro D. João V, Cristina Branco recebeu em palco o Prémio José Afonso 2026, atribuído pelo Município da Amadora. 

«Uma homenagem ímpar, que não só não desvirtua os originais como lhes imprime uma camada de originalidade e de frescura que transporta José Afonso para os dias de hoje de forma exemplar», ditou o júri do galardão. 

A digressão "Mulheres de Abril — Cristina Branco canta José Afonso" terá continuidade com concertos no Cineteatro São Pedro em Alcanena (hoje, dia 24) e no Cine-Teatro Avenida de Castelo Branco (dia 25). A 17 de maio, A Voz do Operário (Lisboa) será palco de uma performance única com a participação especial do Coro Infantil daquela instituição. 

Neste projeto, Cristina Branco é acompanhada por músicos de excelência: Alexandre Frazão (bateria), Bernardo Moreira (contrabaixo), Mário Delgado (guitarras), Ricardo Dias (piano) e Tomás Marques (saxofone).

23/04/2026

NBC ANUNCIA NOVO ÁLBUM E CONCERTOS DE APRESENTAÇÃO

Dez anos depois do álbum “Toda a Gente Pode Ser Tudo”, NBC apresenta Carrossel, um novo trabalho que nasce de uma década de vivências pessoais e artísticas. Composto por 11 temas originais, o disco revela um registo mais maduro e introspetivo, onde o artista reflete sobre o tempo, as relações e as mudanças inevitáveis que acompanham o percurso de vida. 

Os temas já conhecidos “Véu”, “Paz” e “A Dor que Mata” integram este novo capítulo, ao lado de canções que percorrem diferentes estados emocionais, entre momentos mais densos e outros mais luminosos. Ao longo do álbum, NBC constrói uma narrativa íntima semelhante a um diário e sempre fiel à ideia de que tudo muda, tudo gira e nada se perde verdadeiramente. 

Em “Carrossel”, Timóteo Tiny construiu um lugar sonoro, onde a dor e a cura coexistem na mesma medida. Dá para pés de dança, como para pés de chumbo. O peso de cada letra é também a leveza de quem só quer contar o que sente, sem amarras e com muita, muita liberdade e com extrema sensibilidade interpretativa. 

Depois dos EP - “EPiderme” e “Epílogo” - em que o músico se direcionava mais para ambientes reservados, agora mostra bem a vontade de encher outros lugares, para juntos soltarmos o corpo com tudo o que trazemos às costas e no peito. Já disponível em todas as plataformas digitais, “Carrossel” assinala o quarto álbum de NBC e um novo momento na sua discografia, consolidando um percurso singular na música portuguesa. 

Para celebrar o lançamento, NBC anuncia dois concertos de apresentação: a 28 de maio, no Plano B, no Porto, e a 3 de junho, na Casa Capitão, em Lisboa.

MAEZ | L1berdade

maez está de regresso com o novo single "l1berdade", já disponível em todas as plataformas digitais. Com uma sonoridade Pop fortemente influenciada por Jazz e Música de Intervenção, a cantora e compositora reflete neste tema sobre os limites da liberdade individual no atual contexto social e político desafiante. 

Escrita pela própria maez, o alter ego artístico de Mara Nunes, a faixa conta com produção de Daniel Constantino (INÊS APENAS, Miss Universo) e mistura e masterização de Pedro Rafael (Dinis Mota, Mariana Tereso). 

"l1berdade", afirma maez, "é um grito de desespero vindo de quem precisa de lutar pela sua liberdade mas que se sente cada vez mais presa para o fazer. Cansada pela rotina exaustiva do dia a dia e sem conseguir ir sequer a uma manifestação - porque a renda ao fim do mês pesa e não há tempo. 

Cresci a ouvir que vivíamos numa era progressista em que os nossos direitos humanos eram agora garantidos e não só tem havido muitos retrocessos nos últimos anos, como lutar pela própria liberdade e autonomia é um privilégio não acessível a todas as pessoas. E é por isso que 'l1berdade' tem também, na minha opinião, algo de intervenção". 

Influenciada pela música de intervenção de autores como Zeca Afonso, Ary dos Santos, Capicua e A garota não, que a motivam a lutar pelos seus valores e ideais, maez escreveu este tema "numa altura em que me sentia especialmente desmotivada, devido ao contexto político mundial. 

Cada vez que assistia às notícias via mais uma coisa que me deixava com pouca esperança no futuro. Nas redes sociais, os meus comentários enchiam-se de ódio e sentia que não podia falar das coisas mais importantes, porque acabava a ser censurada. Então, decidi escrever uma carta à liberdade e o que saiu não foi tudo bonito e inspirador. 

O título "l1berdade", com o "1" a substituir o "i", é uma espécie de truque anti-censura para que o algoritmo não apanhe a palavra e me bloqueie, como já aconteceu no TikTok". Realizado pelo coletivo Mal Criadas, o videoclipe que acompanha 'l1berdade' expande o universo emocional da canção, ao explorar a liberdade através da comunidade. Partindo de experiências pessoais, o vídeo reúne pessoas e grupos que marcaram o percurso da artista. 

O resultado é um retrato coletivo, no qual se cruzam diferentes perspetivas numa reflexão íntima e partilhada sobre pertença, segurança e expressão individual. "Para o videoclipe decidi ir um pouco mais longe do que a letra e pensar nos momentos da minha vida em que me senti mais livre. Cheguei à conclusão de que esses momentos estavam intrinsecamente ligados à comunidade e que esse sentido de comunidade - como um grupo de pessoas que nos aceita, nos mantém seguros e nos ajuda num piscar de olhos - é algo em que eu própria deveria investir mais tempo e carinho. 

Chamei, então, para participar no vídeo pessoas que já me tinham feito sentir assim: segura, divertida, aceite… livre. Cada um deles trouxe a sua perspetiva do que seria dirigirem-se à liberdade e gravámos. Estou apaixonada por cada uma destas pessoas", afirma a artista. Com 'l1berdade', maez afirma-se como uma das vozes emergentes mais conscientes da nova música portuguesa, cruzando Pop contemporâneo com discurso político e identitário. 

O single reforça o universo conceptual e a abordagem artística da cantora e compositora enquanto espaço de reflexão, resistência e expressão. 'l1berdade' antecede outros lançamentos de maez previstos para este ano.

 

TIAGO SOUSA | Lisboa

22/04/2026

SEREIAS | A Odisseia de Carlos Bizarro

A banda Sereias apresenta "A Odisseia de Carlos Bizarro" no espaço da Lovers & Lollypops, no Porto, nos próximos dias 23 e 24 de abril. 

O terceiro disco do coletivo portuense apresenta-se como um percurso sonoro e conceptual que cruza narrativa, alegoria e crítica social, retratando uma travessia instável entre colapso e possibilidade. Através do anti-herói errante Carlos Bizarro, a obra espelha uma condição contemporânea marcada pela precariedade, pelo desencanto e pela normalização de uma distopia já instalada. 

Em continuidade com trabalhos anteriores, o disco aprofunda uma linguagem estética e política mais densa e amarga, posicionando-se num território liminar que desafia a escuta e afirma a criação artística como um gesto político-poético essencial num mundo em crise. Os bilhetes já se encontram à venda em dice.fm, com preços entre os €8 (concerto único) e os €30 (dois concertos + vinil). Bilhetes para 23 de abril e para 24 de abril.

21/04/2026

SARAH NEGRA APRESENTA AMOR E MAGIA

Sarah Negra apresenta o seu primeiro álbum de originais, Amor E Magia, afirmando uma identidade artística singular no panorama contemporâneo português. Mulher, poeta e artista multidisciplinar, constrói uma obra onde música, palavra e corpo coexistem como formas de expressão política, emocional e espiritual. 

O disco é apresentado com o primeiro single “Feitiço”, um tema que cruza desejo, ritmo e expansão com uma sonoridade de pop cósmico. “Feitiço” estabelece o tom de um trabalho que se move entre o poder da intimidade e do coletivo com naturalidade, liberdade e poder. 

Amor E Magia desenvolve um universo onde o amor surge como força urgente e transformadora. Canções como “Legalizem o Amor” colocam o afeto no centro do discurso político, enquanto temas como “Gira” exploram a libertação do corpo e “Bruxa” convoca uma dimensão ancestral do feminino como espaço de poder e resistência. 

Em paralelo, o álbum não evita o confronto com a realidade global, refletindo sobre a violência, a apatia e o colapso emocional contemporâneo. A escrita de Sarah Negra destaca-se pela sua dimensão poética e performativa, cruzando diferentes línguas e registando uma tensão constante entre contemplação e ação, violência e fragilidade, beleza e destruição. 

Um dos elementos distintivos do disco é a inclusão de rituais e receitas de banhos de ervas associados a várias faixas, criando uma extensão da experiência artística para o plano físico e simbólico, individual e coletivo. Com participações de Royal Bermuda e Miguel Dias, Amor E Magia afirma-se como uma obra que atravessa géneros e linguagens, recusando firmemente qualquer classificação rígidas. 

Sarah Negra mantém a sua formação base na estrada e no estúdio ao lado de Ricardo Martins (bateria) e Alexandre Bernardo (guitarra e baixo), músicos, co-compositores e produtores musicais do projeto. Ao vivo, a magia constrói-se entre o rock e o pop de matriz e ascendência cósmica, o pop onírico, lírico e o spoken word, resultando numa experiência imersiva, singular, onde cada canção assume a forma de um manifesto que emana e invoca a liberdade e a expansão coletiva e individual do público. 

O concerto de apresentação do álbum realiza-se a 18 de junho, na Casa Capitão, em Lisboa, assinalando o início de uma nova etapa na trajetória da artista, com ambição de circulação nacional e internacional.

MAZGANI EM CONCERTO

Mazgani acaba de anunciar novas datas da digressão de “Cidade de Cinema”, o seu mais recente disco, em Setúbal, Lisboa e Vila das Aves. No Fórum Luísa Todi, dia 23 de abril, no Auditório Carlos Paredes dia 30, e no Sonoridades – Centro Cultural Municipal de Vila das Aves, dia 1 de Maio. 

Profundamente atmosférico e narrativo, “Cidade de Cinema” – o seu primeiro álbum integralmente escrito e cantado em português – reforça a identidade artística singular de Mazgani, cruzando referências cinematográficas com uma escrita intimista e uma sonoridade cuidada, que tem merecido destaque por parte da crítica e do público. Neste disco, o músico constrói canções como pequenas cenas, habitadas por personagens em paisagens urbanas. 

“A Chama” e "Frente Leste" são os singles do sexto registo de originais onde Mazgani dá continuidade ao percurso que iniciou há quase 20 anos, sem deixar de trilhar novos territórios estéticos. Os bilhetes estão à venda nos locais habituais e on-line (Setúbal, Lisboa e Vila das Aves).

L PERTUÈS | Não Me Coces a Cabeça

“Não Me Coces a Cabeça“ é a segunda canção de avanço do novo disco de L Pertués - “ A Felicidade Intermitente do Artista “ e já se encontra disponível nas páginas do artista no YouTube e BandCamp.

Neste disco, que nasce da sua divisão enquanto artista e um comum contribuinte, Vitor Hugo Ribeiro ( L Pertués ) expõe a ambiguidade da vida onde o alcance do seu propósito oscila entre a grandeza do sonho e a realidade diária de uma desconstrução humana acelerada. 

Esta canção é uma tragédia em três atos, delirando entre o que é ficção real e realidade ficcionada. Compreende na sua génese a versão burlesca de um sapateado petulante, assegurando o transporte do ouvinte entre um sonho quente de Verão e o pesadelo das obrigações mensais. No conteúdo lírico, através de discurso direto, há um cuidado jocoso na palavra seja esta provocadora ou submissa: muitas vezes a verdade não permite grandes veleidades a quem por ela se desfila

À sua imagem trágico-cómica arremata o artista com a iniquidade de um Ser acomodado que “ não rima, nem faz mal “. 

Vitor Hugo Ribeiro é o autor da letra e música “ Não Me Coces A Cabeça “, sendo também o responsável pela gravação e produção do disco nos estúdios Hàdiégua, que conta com a participação de Tiago Santos ( bateria ) e Ari Martins ( voz principal ), assim como um coro composto por artistas e músicos pelos quais o compositor nutre uma profunda admiração. 

A mistura e masterização é da responsabilidade de Henrique Lopes, enquanto a fotografia é da autoria de André C. Macedo.

20/04/2026

INÊS CONDEÇO | The Space Between Birds

Foto Capa do Disco: Catarina Rosa

Inês Condeço apresenta o seu segundo disco “The Space Between Birds”. Através do piano, sintetizadores e voz, a artista guia-nos numa viagem por entre ambientes angelicais e obscuros, partindo de uma reflexão sobre o lugar de esperança e luz num mundo distópico, desumanizado e veloz, onde olhar para cima e ouvir os pássaros se tornou um ato de resistência. 

Este disco percorre sonoridades dentro da música ambient, eletrónica e experimental, dando continuidade ao trabalho desenvolvido no seu primeiro disco “Lacuna”, considerado um dos 50 melhores álbuns nacionais de 2024 pela Blitz/Expresso. 

A pianista e compositora iniciou os seus estudos musicais em Leiria, licenciou-se em Música (Piano - Música Clássica) na Universidade de Évora e concluiu a Pós-Graduação em Arte Sonora: Processos Experimentais na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. 

Durante o seu percurso tem vindo a participar em vários projetos multidisciplinares e composto música para performance, teatro e filme. Tem vindo a apresentar-se em palcos por todo o país e também noutras cidades europeias, integrando festivais, residências artísticas e colaborando com vários artistas.

TATANKA REVELA CONVIVADOS ESPECIASIS NOS CONCERTOS DO PORTO E LISBOA

Tatanka revela hoje os convidados especiais dos seus concertos: primeiro recebe Os Azeitonas e David Pessoa no Porto, a 6 de maio, no Teatro Sá da Bandeira; seguem-se Marisa Liz e Janeiro em Lisboa, a 13 de maio, no Teatro Tivoli BBVA. 

Quatro participações que acrescentam uma outra dimensão a estes espetáculos e reforçam esta nova fase artística, marcada por um registo mais íntimo, autoral e colaborativo. Os bilhetes estão à venda na Ticketline. 

Após várias ocasiões em que Tatanka se juntou à banda em palco, Os Azeitonas integram agora o seu espetáculo no Porto, reinterpretando temas do seu repertório num encontro entre pop, rock e muita festa. A noite conta ainda com David Pessoa, músico, compositor e cantor, membro dos Fogo-Fogo, com um percurso marcado pelo cruzamento de influências que vão do fado à morna, passando pelo blues e pela soul. 

Em Lisboa, Tatanka recebe Marisa Liz para um dueto concebido de raiz para este espetáculo. O encontro entre duas das vozes mais carismáticas e emotivas da música portuguesa antecipa-se como um dos momentos de maior intensidade da noite. 

Tatanka convida também Janeiro, cantor, compositor e multi-instrumentista que tem vindo a afirmar um percurso singular na música portuguesa, cruzando a canção com influências de MPB, jazz e eletrónica, num universo sonoro marcado pela experimentação. Em paralelo ao seu percurso com The Black Mamba, Tatanka tem continuado a construir a sua carreira a solo. 

Este novo ciclo foi recentemente inaugurado com a edição dos singles “Balada de um Gajo Invisível” e “O Barco”, dois temas que revelam uma escrita mais pessoal e um registo despojado, centrado na voz e na palavra. Até à edição do novo álbum, prevista para este ano, serão ainda revelados novos singles. 

Tatanka tem vindo a aprofundar também a sua dimensão de intervenção social. Regressou recentemente de Moçambique, que visitou com a ONG portuguesa Helpo, a convite da sua presidente, a artista Selma Uamusse. Numa missão que cruza criação artística e impacto social, o Tatanka esteve no norte do país a trabalhar com comunidades locais, contribuindo para a criação de um novo hino da organização, que desenvolve projetos nas áreas da educação, nutrição e saúde materno-infantil junto de populações vulneráveis. 

A canção nasce de uma recolha de sons - entre tambores, cânticos e expressões do quotidiano - que Tatanka integra numa composição original, refletindo um processo colaborativo enraizado no território e nas suas pessoas. 

Com novas canções, já reveladas e outras a caminho, colaborações inéditas em palco e histórias do que sentiu e aprendeu em Moçambique para partilhar, Tatanka convida o público a descobrir ao vivo este novo capítulo da sua vida e carreira, em dois concertos únicos no Porto e em Lisboa.

MÃO VERDE | Disco-livro "Mão Verde III" Chega Hoje às Lojas e Plataformas Digitais

Foto: Kitato

Já está disponível o disco-livro "Mão Verde III”. O álbum é composto por 12 faixas que abordam temas como a ecologia, a natureza e questões sociais - como as desigualdades, a importância da democracia, a diversidade e a solidariedade humana. O áudio pode ser encontrado em todas as plataformas e a publicação (ilustrada por Bernardo Carvalho) pode ser adquirida nas livrarias. 

São dez canções e dois poemas novos, letras, ilustrações e notas informativas que ajudam a contextualizar os temas abordados. Com mais um trabalho que junta poesia e música para verdes e maduros, a banda (de Capicua, Francisca Cortesão, António Serginho e Pedro Geraldes) celebrou dez anos de concertos pelo País com a apresentação do novo repertório numa Casa da Música cheia de famílias felizes e dançantes. 

Para assinalar a edição e em semana de celebrar o 25 de Abril, destaca-se o tema "Vira do Reviralho" com lançamento de um vídeo feito por Macedo&Cannatà e a dupla de videastas Juno (com base nas ilustrações de Bernardo Carvalho). 

Esta canção é uma espécie de "antes e depois" da nossa democracia e serve de lembrete do quanto devemos em liberdade e desenvolvimento à Revolução dos Cravos. Este terceiro disco da Mão Verde alarga o projeto do ponto de vista temático, acrescentando às temáticas da ecologia outras questões importantes, como a desigualdade social e de género, o capacitismo e outras formas de preconceito, a democracia, a crise da habitação e a importância da empatia e do sentido de comunidade. 

Assim, promete ser mais um contributo lúdico, poético e musical, para grandes conversas em família e muitos trabalhos escolares. “Mão Verde III” já pode ser ouvido em todas as plataformas digitais, adquirido nas livrarias e no site de Mão Verde.

 

19/04/2026

A SUL APRESENTA “QUER QUER QUER” AO VIVO NA CASA CAPITÃO

Depois de revelar ao mundo Quer Quer Quer, o seu aguardado álbum de estreia, A SUL, projeto musical de Cláudia Sul, prepara-se para dar corpo e voz a este universo num concerto especial de apresentação, marcado para o dia 22 de abril, na Casa Capitão, em Lisboa. 

Mais do que um espetáculo, este será um momento de partilha íntima, onde o disco ganha uma nova dimensão em palco. Em formato banda, Cláudia Sul faz-se acompanhar por Catarina Branco nas teclas, Inóspita na guitarra elétrica, Gonçalo Bicudo no baixo, Pedro Almeida na bateria e Marta Fonseca na guitarra clássica, construindo um espaço sonoro onde a vulnerabilidade e a intensidade emocional do disco se tornam realidade. 

O concerto abre com um momento inesperado: uma primeira parte de stand-up por Pedro Rodrigues, pensada em diálogo com o tema central do álbum, o luto, expandindo desde o início o território sensível que Quer Quer Quer habita. 

Ao longo do espetáculo, a narrativa será ainda atravessada por duas participações especiais: Alice Artur, artista plástica, junta-se em palco para a leitura de um poema que integra o universo do concerto, e o pai de Cláudia Sul surge num dos momentos mais íntimos da noite, num dueto único. 

Quer Quer Quer apresenta-se como um exercício de aceitação e confronto que, nas palavras da própria artista, “mais do que um disco sobre a morte, é uma celebração da vida na sua forma mais crua”. Em palco, essa matéria ganha corpo, entre canções, silêncios e gestos partilhados, num encontro onde as dores e as memórias se reconhecem como universais, através de várias artes. 

Os bilhetes para o concerto já se encontram disponíveis na DICE. Depois desta apresentação, A SUL levará Quer Quer Quer a outros palcos, incluindo o festival Bons Sons, onde atuará a 9 de agosto. e o festival MEO Kalorama, onde atuará a 28 de agosto.
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