16/08/2026

SALMA JÔ LANÇA "HOTEL", PRIMEIRO SINGLE APÓS PAUSA DA CARNE DOCE

A artista brasileira Salma Jô estreia a sua carreira a solo com o single “Hotel”, que chega às plataformas digitais no dia 18 de agosto. A faixa é o primeiro lançamento oficial após o encerramento das atividades da Carne Doce, banda que ela fundou e liderou por mais de uma década ao lado de Macloys Aquino, seu companheiro, que assina a produção da nova música. 

“Hotel” é uma canção debochada que usa clichês do pop (o prazer, o luxo e a ostentação) para fazer de um hotel de centro um cenário de fantasia e desejo. Na letra, Salma retoma seu estilo confessional e irônico, agora de forma ainda mais direta e despojada, com influência da música eletrónica. 

O instrumental, com guitarra, drum machine e sintetizador, tem clima dançante e soturno, flertando com o pós-punk, à deriva pela noite goianiense. Na faixa (e nos concertos), Salma assume synth e beats. Mac cuida das guitarras e da produção. 

O single foi gravado na casa do casal por Gabriela Charleaux, mixado por Guigo Berger e masterizado por Mauricio Gargel. Na capa, a artista em close sob o neon do Goiânia Palace Hotel, prédio histórico com arquitetura art déco no Centro de Goiânia, na entrada da Rua 8, ponto mais pulsante da vida noturna e cultural do centro da cidade. 

“Hotel” é o ponto de partida de uma nova fase de Salma Jô, igualmente potente.

MAGLORE | Fluxo Natural

A banda brasileira Maglore edita Fluxo Natural, seu sexto álbum de estúdio. Com uma estética mais moderna do que a dos lançamentos anteriores e influenciado principalmente pela sonoridade dos anos 80, com apontamentos da década de 70, o álbum mantém o compromisso central da banda com a canção. Ao mesmo tempo, alarga as influências do seu universo sonoro característico, que cruza indie, rock brasileiro, folk e MPB. 

Com lançamento pelo selo LOCO Records, os temas começaram a ganhar forma em 2024 em intervalos das digressões, com o trabalho sendo gravado entre maio e abril deste ano no Estúdio Kapa, na casa de Teago Oliveira, vocalista e guitarrista do grupo que é formado também por Lelo Brandão (guitarra e teclado), Lucas Gonçalves (baixo e voz) e Felipe Dieder (bateria). 

"O título do álbum explica um pouco o caminho filosófico que ele percorre: Fluxo Natural significa que os obstáculos da vida são matéria-prima para algo maior. Não se trata apenas de aceitação, mas também de escolhas", argumenta Teago Oliveira. 

"A mensagem mais profunda do disco é a do amor como algo que permanece. Não apenas num sentido romântico e, mesmo perante imagens densas – impérios caindo, corpos modificados, chuva de concreto, pesadelos – o amor surge como âncora, como elo central.

 "É um disco de rock brasileiro", explica Teago. "Tem uma forte dimensão sensorial, tanto física como geográfica: fala-se muito de rios, mar, luar, outono, chuva e sol. Mas fala-se também de sonho, fé, infância, de um futuro possível, de malandragem e da capacidade de transformar a lama em banquete. Existe um microuniverso do pensamento brasileiro que talvez estejamos a perder, mas que escolhemos trazer para este disco", conclui.

PODCAST 33 ROTAÇÕES

Já está disponível para audição no Spotify o novo episódio do Podcast 33 Rotações. Gilberto Pinto, mentor do projeto Meu General, apresenta na primeira pessoa o álbum "A programação segue dentro de momentos".

ALEX LIBERALLI | Montanha Russa 33

Após 33 anos de trajetória na música, a artista aos 56 anos lança seu primeiro álbum a solo intitulado “Montanha Russa 33″, comemorando 33 anos de carreira mostrando que a música e um artista não têm idade e nem limites na sua arte e que o sonho de ser feliz com o que faz, é uma verdade. 

O seu percurso vocal atravessa corpos sonoros diversos, é atualmente vocalista das bandas Trio Pagú e Pela Estrada Com Elis Project e, foi a voz das bandas; Big Fat Mamma, Monstro Mau e Dona Carioca, deixando em cada projeto um traço próprio, inconfundível. 

Na discografia, são seis álbuns, um DVD, nove participações como convidada Especial e presença em vinte e dois álbuns de coletâneas musicais, números que não pesam, mas testemunham uma travessia constante. Com tantas obras e participações em obras diversas, nunca teve um álbum a solo, “Montanha Russa 33” será o primeiro, uma mescla da maioria dos seus álbuns já editados. 

O Funk Rock foi o género escolhido para este primeiro álbum a solo. O Álbum “Montanha Russa 33” nome este, inspirado nos altos e baixos da sua própria vida já está disponível em todas as plataformas de música digital. 

O Funk Rock está de volta!!

15/08/2026

MARTA LIMA ANUNCIA CONCERTO NO CENTRO CULTURAL DE LAGOS

Depois de anunciar uma tour pela Europa, Marta Lima continua a revelar datas especiais e regressa agora à sua cidade natal para um concerto no Centro Cultural de Lagos, no dia 19 de setembro. Este será um momento particularmente especial para a artista, que apresenta ao público de Lagos, em primeira mão, alguns dos caminhos do seu álbum de estreia, atualmente em preparação e com lançamento previsto para o início de 2027. Para esta noite especial, Marta Lima convida ainda Joana Alegre, que se junta à cantautora em palco como convidada especial do concerto.

ANNA JOYCE E PAULO FLORES CELEBRAM O AMOR E OS LAÇOS FAMILIARES NO NOVO SINGLE “O PAI”

Anna Joyce junta-se a Paulo Flores em “O Pai”, um dueto marcado pela emoção e pela celebração de um dos vínculos mais profundos e intemporais: o amor entre um pai e uma filha. O novo single, já disponível em todas as plataformas digitais, acompanha um momento de transformação na vida de uma família, quando uma filha se prepara para casar e iniciar uma nova vida ao lado de outra pessoa. 

Com uma sonoridade luminosa e um instrumental cativante, “O Pai” equilibra ternura, emoção e esperança, dando voz aos sentimentos que acompanham a passagem do tempo e a inevitabilidade de ver uma filha crescer. 

Para Anna Joyce, este novo lançamento surge depois de um período particularmente marcante na sua trajetória, que incluiu um concerto esgotado no Sagres Campo Pequeno, em Lisboa, e que tem vindo a reforçar o seu lugar entre as vozes de maior destaque da música lusófona contemporânea, ao qual se seguiu o single “Carta de Despejo”, cujo vídeo soma mais de 1,3 milhões de visualizações no YouTube. 

Através de uma interpretação particularmente emotiva, Anna Joyce dá corpo à perspetiva de uma filha perante uma nova etapa, enquanto a presença de Paulo Flores acrescenta ao tema a experiência e a dimensão intemporal de uma das vozes incontornáveis da música angolana. 

“O Pai” é, acima de tudo, um tema sobre família, legado e novos começos. Entre a emoção de deixar para trás uma determinada fase da vida e a esperança perante tudo o que está por vir, a faixa reconhece a beleza de crescer sem que isso signifique deixar para trás os laços que nos definem.

14/08/2026

PZ | Chamadas Que Ignoras (feat. Os Azeitonas)

Foto: Rui Murka

“Chamadas que Ignoras” é o oitavo retrato do "Álbum de Família" de PZ, desta vez com a participação d'Os Azeitonas. Depois das colaborações com Samuel Úria, Joana Espadinha, Retimbrar, Emmy Curl, Mão Morta, Margarida Campelo e Toy, chega agora a canção de Agosto, o mês em que o melhor plano é, simplesmente, "partir para além". 

Construída sobre um refrão contagiante — “São tantas chamadas que ignoras” — a música transforma uma crítica ao excesso de disponibilidade permanente num convite simples: desligar o telemóvel e recuperar o tempo para a família e para os amigos. Como canta PZ, “Eu sei que tu chamaste, mas eu não vi, porque eu parti para além…”. Mais do que ignorar chamadas, trata-se de escolher estar verdadeiramente presente, longe das notificações e da sensação de que temos de responder a tudo e a todos, a toda a hora. 

A colaboração com Os Azeitonas nasce de uma amizade de longa data entre PZ e João Salcedo, Nena Barbosa e Marlon, o núcleo duro da banda, unidos por uma afinidade artística assente no humor e num olhar atento sobre o quotidiano. Não por acaso, os próprios Azeitonas abordaram recentemente a relação contemporânea com a tecnologia em “Na Palma da Mão”, tornando esta colaboração um encontro natural entre dois universos que, apesar de sonicamente distintos, partilham um olhar atento, bem-humorado e crítico sobre o quotidiano contemporâneo. 

Nesta gravação, João Salcedo assina o arranjo de sopros e interpreta o piano Rhodes, enquanto Nena Barbosa e Marlon emprestam as suas vozes inconfundíveis à canção. A acompanhar o grupo, participam ainda a bateria e a secção de sopros que habitualmente integram os concertos dos Azeitonas. PZ gravou o baixo, guitarra acústica e sintetizadores, para além da produção, letra e voz.

 

PODCAST 33 ROTAÇÕES

Já está disponível para audição no Spotify o novo episódio do Podcast 33 Rotações. Rui Ferreira assinala os 30 anos da Lux Records com a edição de um disco muito especial de John Mercy, "A Date With Lux".
 

MARI AN, NA M E JORGE | Nos Baisers

“Nos Baisers” é o novo single do trio Mari An, Nat M e JORGE — uma ode alegre e lúdica ao afeto do dia a dia. Construída sobre a letra terna e ritmada de Mari An, a canção celebra todos aqueles beijos espontâneos que moldam uma história de amor: no café da manhã, depois do café, no sofá ou no cinema.

Com um arranjo melódico fresco, cocomposto por JORGE e Nat M, e os vocais calorosos e primaveris de Nat M, “Nos Baisers” traz uma atmosfera alegre e moderna de "pop-chanson". O refrão repete-se como uma batida de coração — “J’adore t’embrasser, toujours envie de t’embrasser” — capturando a irresistível simplicidade de amar sem medidas.

 

13/08/2026

ANABELA SANTOS | Discurso Direto

De 15 a 23 de agosto de 2026, Figueiró dos Vinhos transforma-se num palco multidisciplinar de arte urbana, música, residências artísticas e projetos comunitários sob o mote "As Linhas que nos Vestem". O aclamado festival Fazunchar volta a apostar convictamente na descentralização territorial e no envolvimento ativo dos cidadãos, cruzando o património histórico e cultural local com a criação artística contemporânea. Anabela Santos da Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos é hoje minha convidada em "Discurso Direto" para nos apresentar a edição de 2026 do Fazunchar. 

Portugal Rebelde - “As Linhas que nos Vestem” é o mote para mais uma edição do Fazunchar. Quer explicar- nos um pouco mais deste conceito? 

Anabela Santos - Sob o mote “As Linhas que nos Vestem”, a edição de 2026 celebra a identidade cultural local, inspirando-se fortemente no património, nas memórias e nas texturas industriais e históricas de Figueiró dos Vinhos. É a partir dessas referências que o festival procura olhar para o território e perceber de que forma as histórias, os lugares, as pessoas e os saberes que o constituem continuam a marcar aquilo que somos. As “linhas” são, neste sentido, uma forma de falar das diferentes camadas que compõem o território: as linhas que desenham as paisagens, as casas e as ruas, mas também as linhas das memórias, dos percursos, dos ofícios, dos tecidos e das relações que se foram construindo ao longo do tempo. E “vestir” é precisamente dar corpo a essa identidade, trazê-la para o presente e reinterpretá-la através da criação artística. Ao longo desta edição, essas linhas cruzam-se com diferentes linguagens e disciplinas. Murais, esculturas, desenho, fotografia, ilustração, têxteis, artesanato, música e criação comunitária vão ocupar diferentes espaços do concelho, estabelecendo diálogos entre o património e a contemporaneidade. Mais do que um tema que se encerra numa imagem ou numa ideia, “As Linhas que nos Vestem” é um convite a olhar para Figueiró dos Vinhos através das suas múltiplas camadas e a perceber como a arte pode ajudar a revelar, reinterpretar e valorizar aquilo que nos identifica. Através de um cartaz rico e multidisciplinar, as ruas e freguesias do município transformam-se, uma vez mais, num palco de criação, encontro e participação. 

PR - O festival volta a apostar convictamente na descentralização territorial e no envolvimento ativo dos cidadãos. Como é que tudo isto se vai desenvolver? Essa é uma das dimensões fundamentais desta edição. 

Anabela Santos - O FAZUNCHAR quer continuar a levar a criação artística para diferentes espaços do concelho, fazendo com que o festival seja vivido para além de um único lugar e chegando também às freguesias. A descentralização acontece através de diferentes propostas: das intervenções artísticas às visitas guiadas, passando pelas oficinas, pelo projeto comunitário e pela própria programação que se distribui pelo território. Mas é igualmente importante o envolvimento das pessoas. Queremos que os cidadãos possam participar nos processos, contactar diretamente com os artistas e contribuir para a construção das experiências que acontecem durante o festival. Temos, por exemplo, propostas de carácter intergeracional, onde se cruzam artes plásticas, têxteis e histórias de vida locais, e temos também as residências artísticas, que colocam os criadores em contacto direto com o território. A nossa intenção é que a arte não seja apenas algo que se observa, mas algo que se experimenta, se partilha e se constrói em conjunto. 

PR- A música no Fazunchar tem como protagonistas Noiserv, Zarko, DJ Ivo.I.AM e DJs Demi Johns. Quer falar-nos um pouco destas apostas? 

Anabela Santos - A música é mais uma das dimensões que integra esta edição multidisciplinar do FAZUNCHAR e que ajuda a criar diferentes momentos de encontro ao longo do festival. Também aqui procurámos cruzar diferentes gerações, percursos e relações com o território. O regresso de Noiserv representa, de certa forma, uma continuidade: é um artista que já passou pelo território e que regressa agora ao FAZUNCHAR, reencontrando um público e um lugar com os quais já existe uma relação. Por outro lado, Zarko surge como uma das novidades desta edição, trazendo uma geração mais jovem e um projeto que tem vindo a afirmar-se e a crescer no panorama nacional. É uma aposta num artista em expansão, que permite também ao festival acompanhar novas linguagens e novas formas de expressão musical. A programação cruza ainda estas propostas com DJ Ivo.I.AM e os DJs Demi Johns, artistas com uma ligação mais próxima ao território, residentes na região. São presenças que reforçam essa dimensão de proximidade e de valorização de quem cria, trabalha e vive aqui perto. São, por isso, diferentes formas de relação com o FAZUNCHAR e com o território: o regresso de quem já cá esteve, a descoberta de novos nomes em crescimento e a presença de artistas da região. E é precisamente esse cruzamento que procuramos na programação do festival. A música junta-se assim aos murais, às esculturas, às residências, às oficinas, às exposições, às visitas e à Roda de Conversas, não como um elemento isolado, mas como parte de uma programação que procura cruzar linguagens, pessoas e experiências e fazer do território um espaço de encontro e criação. 

PR - Para terminar, três boas razões para não perder a edição de 2026 do Fazunchar. 

Anabela Santos - Diria que a primeira razão é a diversidade da programação. Há propostas para diferentes públicos e diferentes formas de viver a arte: murais, esculturas, residências, workshops, oficinas, projeto comunitário, exposições, visitas guiadas, mercado de autor, conversas e música. A segunda é a possibilidade de descobrir Figueiró dos Vinhos através de outros olhares. Os artistas vão trabalhar a partir do território, das suas características, memórias e referências, e isso permite-nos olhar para espaços que conhecemos com uma perspetiva diferente. E a terceira é a dimensão humana do festival. O FAZUNCHAR constrói-se no encontro entre artistas, comunidade, visitantes e diferentes gerações. É essa participação e essa troca que dão sentido a um festival que procura levar a arte para o espaço público e aproximá-la das pessoas. Por isso, entre 15 e 23 de agosto, há muitas linhas para seguir em Figueiró dos Vinhos. Algumas já conhecemos. Outras vão ser traçadas durante o próprio festival.

GABRIEL LAEL | Aláfila (feat. Ahmed Addad)

Aláfia – palavra de origem árabe, trazida ao Brasil pela diáspora do povo iorubá: significa saúde, abertura de caminhos para a paz e bem-aventurança. Teimando contra o silêncio das nações, em três línguas (português, inglês e árabe palestino) o canto defende a compaixão, propagando a paz contra um sistema algoz que tenta vender a vida com crueldade. 

É uma declaração em defesa do povo palestino – vítima do crime mais hediondo de nossa época. E apesar de ser uma denúncia, do refrão sobressai a esperança ativa e a teimosia capazes de defender a humanidade. 

A produção internacional conta: do lado brasileiro, a composição e produção musical são assinadas por Gabriel Lael, direcionado artisticamente por Luas Olivieri dentro do projeto Piracema; o produtor e multi-instrumentista Balin Araújo, além de tocar na gravação também assina a engenharia de mix e master; já no oriente médio; o cantor palestino Ahmed Haddad interpreta a dor de seu povo, reclamando ao próprio tempo a correção de nossas infelizes decisões; enquanto Ali Farbod , musicista iraniano adiciona a percussão e sua interpretação em sopros.

 

12/08/2026

AZORES BURNING SUMMER

A edição 2026 do Azores Burning Summer regressa à Praia dos Moinhos, no Porto Formoso, nos dias 28 e 29 de agosto. Para além dos concertos já anunciados, o Festival apresenta um conjunto de iniciativas culturais, ambientais e comunitárias de acesso livre, reforçando a sua ligação à Ribeira Grande, à costa norte de São Miguel e às comunidades locais. A programação musical do Azores Burning Summer 2026 mostra bem aquilo que o Festival tem vindo a construir: um lugar onde se encontram ilhas, cidades, culturas e diferentes formas de fazer música. 

De Lura, uma das grandes vozes de Cabo Verde, a Paulo Flores, nome maior da música angolana; dos Tabanka Djaz, vindos da Guiné-Bissau, aos Capitão Fausto, de Lisboa; da sensibilidade brasileira de Zé Ibarra à energia luso-angolana dos Throes + The Shine, o cartaz do Palco Terra Nostra propõe uma viagem sonora pelo Atlântico, feita de raízes, encontros e descoberta. 

A esta viagem juntam-se os DJs do Palco KIA Tropical - Keany, Portuga, Zelecta, DJs Improváveis, Herberto Quaresma, Pedro Tenreiro, Mesquita & Laura e Adrian Sherwood, da On-U Sound - para prolongar a celebração, a descoberta e o espírito tropical que fazem parte da identidade do Festival. Com um percurso de mais de uma década marcado por distinções nacionais e internacionais, o Azores Burning Summer continua a afirmar-se como um dos projetos culturais mais relevantes dos Açores, cruzando música, natureza, sustentabilidade e comunidade num dos cenários mais emblemáticos da ilha de São Miguel. 

A edição de 2026 conta com um maior apoio da Câmara Municipal da Ribeira Grande, traduzindo o reconhecimento da Autarquia pelo percurso, pela missão e pelo impacto do Festival na valorização cultural, ambiental, educativa e comunitária do concelho. 

Este reforço contribui para consolidar o Festival como projeto estratégico para a descentralização da oferta cultural, a dinamização da costa norte de São Miguel e a afirmação da Ribeira Grande como território de criação, encontro e participação.

JANEIRO | Canção da Revolta

Fica hoje disponível a “Canção da Revolta”, o segundo tema do novo álbum de Janeiro, “Reticências”, com edição ainda este ano. 

Esta canção é um dueto com a artista Meta_, lançada em dia de eclipse do sol e foi escrita também num dia de eclipse, há três anos. “Canção da Revolta” representando uma reflexão sobre o ciclo inevitável entre fim e o recomeço. A revolta surge aqui, não apenas como um gesto de oposição, mas como uma força transformadora: um impulso vital que rompe a inércia e devolve movimento ao que parecia condenado à espera. 

A colaboração orgânica com Meta_ acrescenta uma dimensão nova e contemporânea, que reforça o caráter atmosférico da composição, fazendo da revolta não um grito de destruição, mas um espaço de reconstrução. 

A imagem do eclipse atravessa toda a canção como metáfora de um momento de suspensão, em que a luz desaparece temporariamente para dar lugar a uma nova perspetiva. A órbita solar representa esse movimento contínuo da vida, onde tudo regressa, tudo gira e tudo se transforma. A frase “A vida é onde a morte reverbera” sintetiza esta ideia de que a vida carrega sempre a memória dos seus próprios fins, e que cada renascimento nasce inevitavelmente de uma perda. 

Musicalmente, “Canção da Revolta” procura traduzir esse estado hipnótico e circular através da repetição, criando uma sensação de gravidade e expansão, quase ritualística. Integrada novo álbum de Janeiro, “Reticências”, esta canção, segundo single, representa um dos seus momentos mais contemplativos, explorando a tensão entre permanecer e partir, aceitar e transformar, deixando em aberto – como o próprio título do disco sugere – aquilo que nunca termina verdadeiramente e fica em suspenso no espaço-tempo. 

A canção tem letra e música de Janeiro, Meta_, Daniela Gandra, Madalena Martins e Natalia Valle. Conta com Daniel Lima ao piano, guitarra acústica nylon de janeiro e vozes de janeiro e Meta_. Foi produzida por janeiro e gravada por Nuno Simões nos estúdios de Vale de Lobos/Slow Studios. 

“Canção da Revolta” já pode ser ouvida em todas as plataformas digitais.

 

LON3R JOHNY | Ponte da Barca

11/08/2026

MEU GENERAL | Se Esperas

Depois do primeiro single "Quero e não quero”, Meu General revela "Se Esperas", outra das canções do novo álbum da banda. Assente numa sonoridade de rock clássico, o tema conta com a participação especial de João Cabeleira, histórico guitarrista dos Xutos & Pontapés, numa colaboração que surge de forma natural e reforça a identidade musical da canção. 

Meu General mantém-se fiel à sua identidade, cruzando a força dos riffs, a intensidade da secção rítmica e uma escrita direta, onde o rock é entendido como uma linguagem de intervenção, e autenticidade. A participação de João Cabeleira acrescenta uma dimensão simbólica ao tema, aproximando diferentes gerações de músicos unidos pela mesma paixão: o rock feito em português. 

Mais do que um simples avanço para o novo disco, "Se Esperas" representa o espírito de "A Programação Segue Dentro de Momentos": um álbum que procura afirmar uma voz própria, sem concessões a tendências ou fórmulas, privilegiando a honestidade artística e a força das canções. 

Com este lançamento, Meu General reforça o seu percurso no panorama do rock nacional, apresentando um tema intenso, frontal e actual, onde a atitude continua a ser o elemento central.

 
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