21/07/2026

KRIS TENA LANÇA "ESTAT LIMIT", VERSÃO EM CATALÃO DE "ESTADO LIMITE" DE DUARTE

O projeto POLYGLOT, a Incubadora Europeia de Intercâmbio de Canções cofinanciada pela União Europeia, estabelece um novo modelo de distribuição de música que visa criar e impulsionar êxitos na sua língua original e promover a diversidade europeia. Lançado em 2024, o modelo europeu de intercâmbio de canções conta com parceiros de 7 países e visa contrariar a hegemonia do inglês. Trata-se de um projeto apoiado pelo programa Europa Criativa e DGartes, que convida autores/compositores a testar o potencial das suas obras e, possivelmente, a levá-las a novos públicos noutros países. 

O projeto acompanha a tendência dos artistas locais que cantam nas suas línguas originais e visa interligar os mercados mais pequenos da Europa com o objetivo de, juntos, alcançarem uma maior resiliência. Coordenado pela Music Hungary, da Hangveto Lda., reúne parceiros de Portugal, Catalunha, Itália, Polónia, Letónia, Ucrânia e Hungria. Dentro das canções Portuguesas a serem traduzidas e lançadas lá fora encontram-se músicas de Joana Alegre, Samuel Úria, Retimbrar, A Garota Não & Luca Argel, Nástio Mosquito, Mariana Reis e Duarte, entre outros autores e compositores. 

A grande novidade é o lançamento de "Estat Limit", a nova versão interpretada em catalão por Kris Tena. A cantautora e compositora de Barcelona, conhecida pela sua música íntima e poética, traz uma sonoridade melancólica que mistura música de autor com harmonias de jazz e folk, destacando-se pelo uso marcante da guitarra e da voz. 

Esta reinterpretação nasce a partir de "Estado Limite", um tema original de Duarte, cantautor e fadista alentejano que, com uma carreira consolidada, assume o fado como matriz da sua expressão e se destaca por compor grande parte das suas obras com base em temáticas sociais e poéticas.

CHAVA | Lorem Ipsum

cHava é um artista natural de Vila do Conde que encontrou no rap a sua verdadeira linguagem artística. Integrado no coletivo DeGaragem, formado por músicos de diferentes géneros e sensibilidades, cresce num ambiente de constante partilha criativa e cruzamento de influências dentro da Garagem da Vó Dina — espaço onde grande parte dessa visão artística se foi moldando. 

Depois de vários anos a lançar temas de forma discreta no SoundCloud, cHava dá agora um passo firme no seu percurso artístico, assumindo uma visão mais clara, madura e consistente da sua identidade sonora. Nesse contexto, Lorem Ipsum surge como o primeiro projeto oficial de cHava e afirma-se como uma introdução sólida ao seu universo artístico. 

O EP mistura diferentes sonoridades, mantendo sempre uma linha condutora fiel à identidade do artista. Assente numa base de tradicionalismo do rap — com influências do boom bap, rimas multissilábicas e storytelling — o projeto expande-se para outros territórios sonoros, incorporando elementos que vão do rock ao dubstep, numa procura constante por novas texturas e atmosferas. 

O título Lorem Ipsum nasce precisamente dessa intenção: pintar o cenário antes de contar a história, estabelecer o espaço onde a narrativa irá acontecer, tal como um designer utiliza “Lorem Ipsum” para estruturar uma página antes do conteúdo final existir. 

Nesse sentido, este projeto não representa apenas a primeira apresentação séria de cHava enquanto artista, mas também a introdução oficial do coletivo DeGaragem, marcando o primeiro lançamento de ambos e o ponto de partida para o que está por vir.

 

VIVIANE | Como Se Eu Fosse Tua

Viviane lança a 24 de julho o novo single "Como Se Eu Fosse Tua", terceiro avanço do álbum "Ela por Elas", com edição prevista para 25 de setembro de 2026. Originalmente editado em 1980 pela banda Salada de Frutas, com letra de Luís Pedro Fonseca e Zé da Ponte e música de Zé da Ponte, o tema tornou-se um dos grandes clássicos da música portuguesa, eternizado pela interpretação de Lena d'Água. Mais de quatro décadas depois, Viviane apresenta uma nova leitura desta balada pop-rock, transportando-a para o universo sonoro que caracteriza Ela por Elas. 

O novo arranjo privilegia a proximidade da voz, a contenção instrumental e uma abordagem mais contemplativa, revelando novas camadas emocionais de uma canção que continua profundamente atual. Lançado no Dia Internacional do Autocuidado, o tema ganha uma nova leitura. 

A letra retrata o desgaste emocional de quem se anulou dentro de uma relação, deixando para trás a sua identidade, os amigos e os próprios interesses, até reconhecer a necessidade de quebrar esse ciclo de dependência. Uma mensagem que permanece particularmente relevante e que Viviane interpreta com delicadeza e maturidade. 

"Neste álbum, as canções originais são desconstruídas e dão lugar a arranjos mais depurados, que abrem espaço à voz. Convidam a desacelerar e a escutar de forma mais contemplativa, como um porto de abrigo no final de um dia intenso." (Viviane)

 

20/07/2026

HOT AIR BALLOON | Vila Nova de Gaia

Há muito que os Hot Air Balloon deixaram de ser apenas uma das bandas mais promissoras da nova música portuguesa. O percurso que têm vindo a construir, marcado por uma crescente circulação dentro e fora de Portugal, conhece agora um novo capítulo com a integração no cartaz do Morro Sonoro, em Vila Nova de Gaia. 

Ao lado de artistas como Tulipa Ruiz, Ana Frango Elétrico, Maria Luiza Jobim, Bezegol, Nunca Mates o Mandarim ou Asa Cobra, a banda de Braga confirma o lugar que tem vindo a conquistar entre os projetos mais relevantes da nova música independente em língua portuguesa. Nos últimos anos, os Hot Air Balloon têm consolidado um caminho raro no panorama nacional. Depois da edição de Come This Far, editado também em vinil, a banda viu a sua música ultrapassar as fronteiras portuguesas, levando os seus concertos a Espanha, França e Irlanda e despertando o interesse de novos públicos e promotores internacionais. 

Paralelamente, a presença em alguns dos principais festivais e salas do país tem confirmado uma evolução sustentada, construída sem pressa, mas com uma consistência artística cada vez mais evidente. A música dos Hot Air Balloon escapa às classificações fáceis. Entre a folk contemporânea, a pop independente e uma escrita de forte dimensão cinematográfica, o grupo criou uma identidade sonora reconhecível, onde o detalhe e a emoção ocupam um lugar central. 

É precisamente essa autenticidade que lhes tem permitido crescer de forma orgânica, conquistando espaço junto do público e da crítica sem nunca ceder à lógica da tendência ou da urgência. A integração no Morro Sonoro representa mais do que uma nova data na agenda. 

O festival, que tem vindo a afirmar-se como um espaço privilegiado para a apresentação de propostas artísticas diferenciadoras, reúne nesta edição alguns dos mais estimulantes nomes da música contemporânea lusófona. Partilhar este cartaz significa integrar um contexto artístico de elevada qualidade e confirma o reconhecimento que os Hot Air Balloon têm vindo a conquistar junto de programadores e agentes culturais. 

O concerto em Vila Nova de Gaia surge, assim, como mais um momento significativo de um percurso que continua a ganhar dimensão. Num tempo em que a velocidade parece ditar o sucesso, os Hot Air Balloon seguem um caminho diferente: o da construção paciente, da coerência artística e da convicção de que as canções encontram sempre o seu lugar quando existe verdade no que se faz. O Morro Sonoro será mais uma oportunidade para confirmar isso mesmo.

19/07/2026

NIKI MOSS | Summer Feeling

Depois de “Getting to the Bottom”, Niki Moss apresenta “Summer Feeling”, o segundo single de antecipação do seu próximo álbum. Com edição Street Mission Records e distribuição [PIAS], o tema chega a todas as plataformas digitais no dia 24 de julho. “Summer Feeling” aprofunda algumas das temáticas centrais do novo disco: o fim dos ciclos, a memória e a passagem do tempo. 

A canção reflete sobre a forma como a memória reescreve o passado, suavizando as suas imperfeições e transformando experiências incompletas em recordações idealizadas. A nostalgia surge não apenas como saudade, mas também como aviso: esperar pelo futuro para reconhecer o valor do presente pode acabar por se tornar o nosso maior arrependimento. 

Originalmente escrita e editada por Jonathan Richman, “Summer Feeling” é agora reimaginada por Niki Moss. A intimidade acústica e despojada do original dá lugar a uma versão densa, intensa e distorcida, concebida para ampliar a nostalgia da composição e exacerbar a carga emocional da letra. 

Com uma produção marcada pela distorção, por camadas densas e por elementos de synth-pop, indie e rock alternativo, esta nova interpretação transporta a canção para o universo sonoro do álbum que se encontra a caminho, tornando-se uma peça central da narrativa emocional que atravessa o disco. “Summer Feeling” estará disponível em todas as plataformas digitais a 24 de julho.

17/07/2026

VIRGEM SUTA | Ela Queria

O tempo tem uma forma singular de pôr tudo no lugar. Em "Ela Queria", agora apresentada pelos Virgem Suta numa nova versão acústica, essa ideia ganha ainda mais intimidade. Segundo tema de avanço do álbum "Sala de Estar", a canção conta a história de um Romeu que, com o passar do tempo, se rende ao ímpeto de um amor alimentado pela sua "Julieta". Entre humor, ironia e ternura, "Ela Queria" lembra-nos que, por vezes, contra todas as probabilidades, o tempo faz o seu caminho — e os finais felizes continuam a ser possíveis. 

A nova versão acústica de "Ela Queria" já se encontra disponível em todas as plataformas digitais (ouvir aqui). Entretanto, os Virgem Suta preparam-se para levar "Sala de Estar" aos palcos, numa digressão acústica que já tem três datas anunciadas: 17 de outubro, no Cineteatro Oriental, em Aljustrel; 7 de novembro, na Casa das Artes de Miranda do Corvo; e 8 de novembro, no Coliseu Club, em Lisboa. Estes três concertos contam com o apoio da Fundação GDA, no âmbito do seu programa de apoio à circulação de espetáculos.

RITA REDSHOES | Não é Normal

Rita Redshoes está de volta aos discos e apresenta, ao seu sétimo álbum, um novo capítulo na sua carreira e no panorama musical português. Dando seguimento ao espetáculo The Other Women (2012), em que homenageava compositoras de todo o mundo, surge agora a vontade de trazer de novo esta ideia, desta vez celebrando exclusivamente autoras portuguesas. 

O novo trabalho será lançado no final de Setembro. Sob o mote das múltiplas facetas do universo feminino, Rita convidou algumas das cantautoras mais relevantes do nosso país a criarem canções e letras inéditas sobre as diversas perspetivas do que é ser-se mulher no mundo atual. 

Depois de revelar “A Tua Trança”, o primeiro tema de avanço da autoria de Márcia - que conquistou as rádios nacionais, amplamente elogiado pela crítica - é a vez de dar a conhecer “Não É Normal”, o segundo single escrito por Cláudia Pascoal, já disponível em todas as plataformas digitais e acompanhado por um video de Cristina Viana. 

Escrevi ‘Não É Normal’ porque continuo fascinada com a quantidade de regras invisíveis que inventámos para existir. Há uma forma certa de ser mulher, uma forma certa de ser homem, uma forma certa de falar, de amar, de ocupar espaço”, afirma Cláudia Pascoal. 

A canção nasce dessa estranheza. Da ideia de que passamos a vida a chamar “normal” a coisas que talvez não o sejam assim tanto. No fundo, é uma música sobre liberdade. Sobre a possibilidade de sermos um bocadinho menos obedientes e um bocadinho mais nós.” 

Para Rita Redshoes: “Foi um enorme prazer pegar nesta canção da Cláudia, trazê-la para o meu universo e interpretá-la. Li-a como um apelo à reflexão sobre papéis a cumprir, normas e (pre)conceitos que urge desconstruir, para podermos viver, mulheres e homens, em maior liberdade, em consciência e com espaço para a autenticidade. Sem medo de sair de lugares onde já não cabemos, sem julgamentos. É um convite à coragem.

 

16/07/2026

XICO GAIATO | Na Raíz

“Na Raíz” é o segundo avanço de “A Cada Passo Que Dou”, o álbum de estreia de Xico Gaiato, com edição marcada para 10 de setembro pela Omnichord. Ao longo do disco, Francisco Barata parte dos sons que marcaram a sua infância na Beira Interior para os reinterpretar através de uma linguagem contemporânea, onde a eletrónica, a pop e a música tradicional se encontram naturalmente. 

Grande parte do álbum foi gravada em residência artística nas Donas, aldeia onde cresceu a sua mãe, e é aí que ganham forma muitos dos sons que atravessam o disco, dos bombos ao pífaro. Numa das canções com a participação de Rossana nasceu também nesse processo, com uma sessão criativa realizada no Cabeço do Pião, junto às antigas Minas da Panasqueira. 

O resultado é um conjunto de canções que dialoga entre passado e presente, revisitando memórias, lugares e histórias para construir uma identidade sonora profundamente enraizada no território. 

O disco será apresentado ao vivo no próprio dia do lançamento, 10 de setembro, no Fundão no Auditório da Moagem,, cidade onde o projeto nasceu, seguindo depois para o Teatrão, em Coimbra, a 16 de setembro, para a Casa da Criatividade, em São João da Madeira, a 17 de setembro, e para os Maus Hábitos, no Porto, a 9 de outubro. Estão ainda previstos novos concertos em Leiria e Lisboa, a anunciar brevemente.

 

MARINA MOLE | Slowdancing

Depois de iniciar a apresentação do seu próximo álbum com o single Luneta Azul, um surf rock luminoso, Marina Mole revela agora Slowdancing, tema que apresenta o lado B de Azucrim, com edição prevista para o segundo semestre através da editora Café8 Music. Com sonoridade garage e punk rock, a música incorpora um poema escrito em parceria com o poeta Guilherme Ziggy, autor de Consultas Autônomas (2019). 

Comecei a compor essa música numa altura em que estava ouvindo muito ‘Não sei dançar’, da Marina Lima. Estava a refletir sobre a ideia que a canção transmite: dançar devagar para acompanhar alguém. No meu caderno também tinha poemas escritos com o Ziggy através do jogo surrealista do cadáver esquisito. Peguei em algumas frases e criei uma secção mais declamada dentro da música”, conta a artista. 

Estávamos a escrever muito em conjunto e a lidar com situações semelhantes, com essa sensação de não conseguir dançar ao mesmo ritmo que outra pessoa e, ainda assim, querer arriscar. Íamos para o bar conversar e, dessas trocas, nasceram vários textos”, acrescenta Marina. “Este encontro entre o rock e a poesia está presente em algumas das minhas maiores influências. Tenho literalmente o nome Patti Smith tatuado no braço”, partilha. 

Partindo de um riff inspirado nos The Cramps, a música desenvolve-se de forma gradual até explodir em guitarras distorcidas e num ritmo acelerado. “Costumo dizer que uma grande parte de Slowdancing nem frita nem relaxa: vamos construindo uma expectativa e seguramo-la até finalmente criar um ambiente frenético”. 

No tema, Marina Mole é acompanhada por cleozinhu (bateria e coros), Lucas Monch (baixo) e Vitor Wutzki (guitarra e coros). Gravada em fita analógica por Beeau Gomez, à semelhança de todo o álbum, a música conta com mistura e masterização de Eduardo Possa (Exclusive Os Cabides).

15/07/2026

BOSSARENOVA TRIO APRESENTA "LEVITAR" EM LISBOA, LOUSÃ E AMARANTE

Bossarenova Trio, projeto que reúne a cantora brasileira Paula Morelenbaum e os músicos alemães Joo Kraus e Ralf Schmid, regressa a Portugal para apresentar ao vivo Levitar, o seu mais recente trabalho, numa digressão que passa pelo Capitólio, em Lisboa, a 15 de outubro, pelo Teatro Municipal da Lousã, a 16 de outubro, e pelo Amarante Cine-Teatro, a 17 de outubro. Os bilhetes para o espetáculo em Lisboa estão à venda na Ticketline e nos locais habituais. 

Fruto do encontro artístico transatlântico entre Brasil e Alemanha, o Bossarenova Trio construiu, ao longo de mais de uma década, uma linguagem musical onde a bossa nova dialoga com o jazz, a improvisação, a música clássica e a eletrónica. 

A voz de Paula Morelenbaum, o trompete de Joo Kraus e o piano de Ralf Schmid dão forma a um repertório que parte da tradição brasileira para explorar novas possibilidades sonoras. Além das composições originais, entre as quais os singles "Nem Sei" (e a sua versão acústica), "Será" e "Levitar", e o medley "Canto de Ossanha / Berimbau", de Vinicius de Moraes e Baden Powell, Levitar vai ganhar mais uma interpretação, desta vez eletrónica, com um remix da autoria dos De-Phazz, com edição prevista para 14 de agosto. 

O tema que dá nome ao álbum nasceu da parceria entre Ralf Schmid, autor da música, e Paula Morelenbaum, autora da letra. Produzida por Lucas Nunes (Bala Desejo, Caetano Veloso), e Joo Kraus, inspira-se na perspetiva de quem observa a Terra a partir do espaço. A ausência de gravidade transforma-se numa metáfora do amor, da distância e da ligação entre duas pessoas. 

Neste novo espetáculo, as composições de Levitar ganham outras dimensões através da improvisação e da interação entre os três músicos. Cada concerto transforma o novo álbum num espaço de liberdade interpretativa fiel à identidade do Bossarenova Trio, que Portugal terá oportunidade de descobrir ou de reencontrar no outono de 2026.

14/07/2026

FESTIVAL F | Faro

O Festival F regressa à Vila Adentro para celebrar a sua 11.ª edição e reafirmar Faro como um dos grandes pontos de encontro da música e da cultura em Portugal. Entre 03 e 05 de setembro, o Último Grande Festival de Verão volta a ocupar ruas, praças e largos entre muralhas na cidade velha, com uma programação que cruza artistas consagrados, novos talentos, artes performativas, exposições, tertúlias, espaços para crianças e mercados de autor, pensado para públicos de todas as gerações. 

Ao longo de mais de uma década, o Festival F afirmou-se como uma celebração da música portuguesa e da criação artística nacional. Em 2026, mantém-se fiel a essa identidade, apresentando um cartaz que acompanha a evolução natural da música e dos seus cruzamentos culturais. 

Da pop ao hip hop, da eletrónica ao rock, do fado ao jazz, diferentes estilos convivem num programa que espelha a riqueza da criação musical contemporânea. Slow J, Carminho e Orquestra do Algarve, Bárbara Tinoco, Wet Bed Gang, Tz da Coronel, Papillon, HMB, Clã, Moonspell, Branko, D.A.M.A, Nelson Freitas, The Gift, Chico da Tina, ÁTOA, Ricardo Ribeiro com a Orquestra de Jazz do Algarve, Maninho, Mind da Gap e Danni Gato são alguns dos nomes que compõem um cartaz que atravessa diferentes gerações, estilos e sensibilidades musicais. 

Ao lado dos artistas mais consagrados, o Festival F continua a afirmar-se como uma plataforma de descoberta, reunindo projetos em diferentes momentos do seu percurso artístico. Entre novas vozes, carreiras em afirmação e nomes já incontornáveis da música portuguesa, PAUS, Irina Barros, Bizarra Locomotiva, Aragão, Camaleão Azul, Peculiar, TRAVO, Joana Almeirante, Diana Vilarinho, Afonso Rodrigues, Jasmim, Elisa, Rafael Toral, Rita Cortezão, Peixe e Ana Tereza distribuem-se pelos vários palcos da cidade, enriquecendo uma programação que espelha toda a diversidade do Festival F. 

A presença de artistas brasileiros, entre os quais Tz da Coronel, volta a reforçar a histórica ligação entre Portugal e o Brasil. O cartaz integra ainda Nelson Freitas, um dos maiores nomes da música cabo-verdiana contemporânea, consolidando o diálogo do Festival F com diferentes geografias do espaço lusófono. A esta diversidade junta-se uma forte representação regional, com cerca de 30% do cartaz composto por artistas algarvios, uma presença que não resulta de uma lógica de quota, mas do mérito, da qualidade e da vitalidade da criação musical que nasce na região. 

A edição de 2026 marca ainda o regresso do Palco Fábrica, reforçando os espaços dedicados à descoberta de novos projetos. O Palco Castelo assume uma nova configuração e passa a receber a Silent Party, enquanto o antigo Palco Magistério deixa de integrar o circuito de concertos. Ao longo das suas onze edições, o Festival F expandiu-se de 5.000 m² para 38.500 m², acolheu 560 concertos e recebeu mais de 350 mil visitantes. 

Um percurso que acompanha o crescimento do próprio festival e consolida Faro como um dos mais relevantes destinos culturais do país. Durante três dias, o Festival F convida o público a descobrir Faro para lá dos palcos. Entre ruas históricas, praças, muralhas e edifícios emblemáticos da Vila Adentro, a cidade transforma-se num palco vivo, onde a música se cruza com o património e a proximidade entre artistas e público cria uma experiência verdadeiramente única. 

A Ria Formosa, que abraça toda a cidade, uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal e um dos mais importantes santuários de biodiversidade da Europa, completa um convite para viver Faro em toda a sua riqueza cultural, histórica e natural. Organizado pela Câmara Municipal de Faro, Ambifaro e Teatro das Figuras, o Festival F continua a crescer e a reforçar a sua missão: valorizar a criação artística, apoiar novos talentos e contribuir para o desenvolvimento cultural e social da cidade de Faro, do Algarve e do país.

GONÇALO SANTANA | Paraíso

O cantor, compositor e produtor luso-suíço Gonçalo Santana apresenta o seu novo single, "Paraíso", já disponível em todas as plataformas digitais.

Com uma sonoridade Pop contemporânea, influenciada por ritmos Afro-Pop e guitarras envolventes, "Paraíso" retrata aquela sensação rara de encontrar alguém que transforme qualquer lugar em casa.

A música transmite a ideia de que o verdadeiro Paraíso não á um destino, mas sim a pessoa certa.

ALINE PAES | Coimbra

13/07/2026

MARTA LIMA ANUNCIA DIGRESSÃO POR FRANÇA E ESPANHA

Depois de lançar "Maré Cheia", o mais recente single que antecipa o seu aguardado álbum de estreia, com edição prevista para 2027, Marta Lima prepara-se para um dos momentos mais marcantes da sua carreira ao anunciar a sua primeira digressão internacional. Durante o mês de agosto, a cantautora portuguesa levará a sua música até França e Espanha, num percurso que representa um novo capítulo da sua afirmação artística além-fronteiras. 

 Ao longo de dez concertos, Marta Lima acompanhará a cantora e compositora francesa Daphné Chenel, numa viagem que passará por várias cidades francesas, entre elas Paris, terminando em Madrid. Um encontro artístico que aproxima duas compositoras de universos distintos, mas unidas pela mesma sensibilidade na escrita, pela intimidade das suas canções e por uma abordagem profundamente emocional à música. 

Com dois EPs editados, Marta Lima tem vindo a afirmar-se como uma das vozes emergentes da nova canção portuguesa. Depois de passar por palcos de referência como o NOS Alive, Vodafone Paredes de Coura e Festival F, leva agora as suas canções, bem como alguns inéditos do seu primeiro disco, a novos públicos europeus, reforçando uma identidade artística que cruza delicadeza e autenticidade. Do lado francês, Daphné Chenel prepara também um momento decisivo da sua carreira. 

Depois da edição do seu primeiro EP, a cantora encontra-se a finalizar o seu álbum de estreia, com lançamento previsto para o final de 2026, cujas novas canções serão apresentadas em primeira mão ao longo desta digressão. Mais do que uma sucessão de concertos, esta tour simboliza um passo importante no percurso das duas artistas. 

Ao cruzarem fronteiras e partilharem palco durante um mês, Marta Lima e Daphné Chenel dão início a um diálogo artístico entre Portugal e França, levando a sua música a novas geografias e conquistando novos públicos através de um espetáculo onde a proximidade, a emoção e a canção de autor ocupam o centro da narrativa. 

Agosto marca, assim, o início de uma nova etapa para Marta Lima, que continua a construir um percurso sólido e cada vez mais internacional, levando consigo a nova geração da música portuguesa para além das suas fronteiras.
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