10/04/2021

OMNICHORD OUTTAKES ESTREIA VÍDEOS INÉDITOS DE SURMA, CABRITA E JERÓNIMO


Versões e temas inéditos gravados em ambiente intimista, é esta a proposta dos Omnichord Outtakes, série de vídeos a serem lançados ao longo do ano nas plataformas da promotora, editora e produtora. A primeira série começa a ser divulgada em abril e propõe três novas formas de ouvirmos e vermos Surma, Jerónimo e Cabrita. O primeiro episódio apresenta Surma numa versão especial de "Femme Fatale" dos Velvet Underground. 

"Não consigo acrescentar muito mais adjectivos que descrevam a importância desta banda, que marcou (e que continua) a marcar uma geração! Inspira-me a todos os níveis...as letras incríveis, a maneira tão particular de compor e de produzir as suas próprias músicas, não ter medo de arriscar! Todos os dias me inspiro em Velvet! São das minhas bandas preferidas desde muito miúda" (Surma)

SENHOR JORGE ASSINALA EDIÇÃO DE EP COM VIDEOCLIP “PALHAÇO”


"É sabido que as igrejas são mais do que lugares de culto. Tantas vezes, ao longo da história e em diferentes partes do mundo, foram refúgio de quem não tinha outro abrigo. De quem, como os timorenses que lutavam contra a ocupação, encontrou nas igrejas um lugar de proteção e de resistência contra a opressão. De quem, como os sem-papéis e os sem-direitos, as ocupou e as tornou ponto cardeal de um movimento, como aconteceu com os imigrantes indocumentados em Paris ou as prostitutas em Lyon. De quem, como os peregrinos que percorrem quilómetros e quilómetros a pé ou de bicicleta, busca nelas a meta de um caminho percorrido que é, afinal, acima de tudo, uma viagem interior. De quem, como os viajantes que precisam de repousar, encontra nas Igrejas enclaves ao arrepio das cidades-mercadoria, portas abertas sem consumo obrigatório. Mas são ainda as igrejas – e porventura sobretudo! – lugares de encontro. 

Foi na Igreja da Misericórdia de Viseu, feita palco de teatro e música em 2018, que um punhado de artistas (Rui Sousa - Dada Garbeck, João Pedro Silva - The Lemon Lovers e Gonçalo Alegre - Galo Cant’às Duas) viria a conhecer o Sr. Jorge Novo, sacristão, ex-lapidador de diamantes e ele próprio uma preciosidade escondida que rapidamente conquistaria o coração de quem o ouviu. Foi desse encontro inesperado e feliz, foi dessa surpresa e dos afetos que ela desencadeou, que nasceu este E.P. sr. jorge, exercício generoso de troca e de diálogo criativo entre universos artísticos que, frequentemente, estão condenados a viverem separados. 

Beirão de origem e fadista por paixão, o Sr. Jorge é um exemplo. Exemplo de que a expressão artística não é monopólio de especialistas e de profissionais, mas antes a necessidade e a capacidade que todos temos (até os artistas!) de comunicarmos através dos sentidos. Exemplo de que a música toca em lugares da nossa emoção sensível que a transformam num território que une, muito para lá das fronteiras rígidas dos estilos, das gerações e das proveniências sociais. Exemplo de como, a partir da convocação fraterna de vontades de gente da música, do teatro e da militância cultural, é possível fazer nascer um disco assim em Viseu. Exemplo de como são os encontros improváveis que põem em comum os dessemelhantes – o que é, afinal, o modo mais fundo e transformador de fazer comunidade. 

Neste E.P. temos ambientes sonoros contemporâneos que se juntam – ou aos quais se junta – a voz vivida e emocionante do Sr. Jorge. Temos uma espécie de lamento musicado sobre um passado que já foi, sobre um presente de saudade e de desencanto, sobre o envelhecimento e a perda, as alegrias e as tristezas, a memória das gargalhadas, dos desesperos e das paixões. Temos o amor – e sempre, implacável, o tempo. Temos, acima de tudo, o efeito de múltiplos e fecundos encontros cujo resultado agora se oferece à nossa fruição. Só temos de agradecer e aproveitar." (José Soeiro)

09/04/2021

JÓNATAS PIRES | "Terra Prometida"


Não escondendo o seu carácter biográfico, Jónatas Pires dá a conhecer hoje, o novo single do seu primeiro trabalho em nome próprio – “Terra Prometida”. Sucedendo ao auspicioso “Eu só Preciso” publicado em Novembro passado, esta nova revelação do álbum que aí vem, recupera a energia adolescente e pueril de que nos lembramos quando, na década passada, nos surpreendemos com “Os Pontos Negros”, o grupo em que debutou. 

“Terra Prometida”, um clássico no sentido mais nobre do termo, adianta-nos um compositor formado na audição dos mais brilhantes cantautores. Mas o que seguramente nos ressalta é a abordagem poética a um universo pessoal que a própria vida moldou. Uma história assente na verdade, tal e qual nos habituámos a classificar uma (verdadeira) canção rock, descrevendo-nos o quotidiano sem filtros. Aliás, este é mais um sinal do que Jónatas Pires nos trará no seu longa duração. 

“Terra Prometida” conta com vídeo de Tiago Brito, repetindo a colaboração de “Eu só preciso”. Com um guião concebido em parceria, Tiago e Jónatas transportam-nos à geografia da canção através de um “vídeo andante” em que a montagem reforça a energia musical da canção. “No segundo teledisco assumimos uma abordagem literal, num percurso por alguns lugares citados na canção, num estilo documental e com poucos artifícios. 

Uma abordagem que desse espaço à narrativa da canção, cheia de vivências e referências. A simplicidade de um homem e um caminho, uma banda no lado oposto à Terra Prometida.” (Tiago Brito) Com produção de Silas Ferreira, companheiro na banda “Os Pontos Negros”, esta canção conta ainda com a participação de outro dos cúmplices dos velhos tempos e, diríamos, da vida, o baterista David Pires, irmão de Jónatas. Ainda, António Quintino, no baixo; o piano de Joana Wagner Pinto no piano; e nos coros, Samuel Úria.

JORGE FERRAZ | "Sinfonietta Kids"


Jorge Ferraz, músico e compositor de vanguarda, edita hoje o seu mais recente single "Sinfonietta Kids", um primeiro avanço para o álbum Colonial Wars a sair no início de Maio. 

Sobre este single Sinfonietta Kids, Jorge Ferraz diz-nos que é "uma espécie de epopeia infantil feita de guitarras-noise reverberantes em diálogos esvoaçantes e com uma bateria esparsa sobressaltada por rápidos e densos breaks. É a banda sonora para um ataque de drones pestíferos e de borboletas estranhas numa futura qualquer guerra colonial". 

Mas será que o que ouvimos neste "Sinfonietta Kids" representa aquilo que será o álbum Colonial Wars? 

Jorge Ferraz afirma que "Sinfonietta Kids representa um dos caminhos musicais por onde Colonial Wars segue. Aprofundando e depurando as vias do anterior Machines for Don Quixote ... et... viva la muerte?, editado em 2018, este mais recente álbum traz também algumas inesperadas novas aventuras".

"Sinfonietta Kids" de Jorge Ferraz já está disponível em todas as plataformas digitais.

SAMUEL MARTINS COELHO | "Cura"


Fica disponível hoje, em todas as plataformas digitais e em formato k7, "Cura", o segundo disco de originais do violinista Samuel Martins Coelho. O registo será apresentado, ao vivo, num concerto a ter lugar no CCOP, no Porto, próximo dia 12 de Maio. 

Candura, controlo e gentileza são características do segundo álbum a solo de Samuel Martins Coelho, “Cura”. Descrevem também a reunião simbiótica que conduz entre jazz, clássica/contemporânea e folk/country. Os títulos das canções elucidam sobre a reconciliação com a vida em tempos de pandemia – “Cura”, “Respirar”, “Vento”, “Pele”, ou “Terra” – e o que se ouve nelas sente-se como a tensão e a incerteza de um músico que quer sair e crescer. 

A carreira de Samuel passou – até ao momento – por diversos projectos e participações, seja como músico ou compositor, em 2019 acusou a vontade de criar em nome próprio e editar um álbum a solo – “Partita Para Violino Solo” - com o instrumento que o levou a isto tudo, o violino. 

Dois anos depois, “Cura”, a estreia na Lovers & Lollypops, é sinónimo de crescer e conforto, seja com o lado material, o violino e a guitarra que o acompanha, seja com aquele que se pode considerar mais espiritual, o da criação e da autorrealização enquanto compositor. A cura não tem de ser um processo pesado. Os traços de procura – confusão? – que surgem desenhados em alguns temas, como “Vento”, soam como diálogos de Samuel Martins Coelho com o ouvinte e não procuras internas. Como se os becos que a pandemia colocou na cabeça de todos nós saíssem cá para fora para comunicar uns com os outros. 

O som comunica uma planície de desconforto e ansiedade mas, às tantas, deixa de ser só sobre o músico, quem executa, e passa a ser sobre nós, deste lado. E, no fim, sobre todos. Essa é a maravilha da partilha de “Cura”. Um ato contínuo de descoberta e execução, entre Penguin Cafe Orchestra, Max Richter e Jóhann Jóhannsson, em que o músico usa o isolamento e as convivências – ou falta delas - das restrições, para criar uma linguagem clara que se oiça como música de comunidade. Há bondade e gentileza em todos estes sons. Em “Awakening”, o último tema, Samuel Martins Coelho parece querer dizer que a cura chegou finalmente ao fim. Talvez para si, para nós, ela só agora começou.

ANTÓNIO MANUEL RIBEIRO | "As Canções da Casa Escura"


Há muito tempo que o esperávamos! António Manuel Ribeiro edita hoje o seu novo disco a solo "As Canções da Casa Escura". O tema "Amor Perdi" serve de introdução. Mas afinal do que é feito este novo disco a solo? 

"Em As Canções da Casa Escura reúno canções que fui guardando para o tempo certo, espécie de colheita em repouso, sem barrica de carvalho. Chegaram até hoje; juntei-as agora e adoro a sua coerência, vindas de diferentes ilhas da inspiração e dos episódios que vamos visitando nesta fisicalidade. Solitário gravei, num período de confinamento social por imposição sanitária", conta-nos António Manuel Ribeiro. 

E porquê um disco a solo nesta altura e não da sua banda de sempre, os UHF? 

António Manuel Ribeiro responde-nos que "estamos parados, a música parou no contacto direto com o público, o palco e o espetáculo. Os nervos. Nos UHF, porque temos um selo editorial próprio e independente, vencemos este vazio com a edição de 3 discos ao vivo ao longo do ano 2020. Mas continuamos parados, depois do segundo confinamento decretado em Janeiro. Os concertos remarcados para Março e Abril foram adiados para Maio, para o verão e já um para 2022. Podíamos continuar a editar discos ao vivo, temos mais uns 7 ou 8 concertos gravados, mas estaríamos a fazer mais do mesmo, sem risco. Por isto, escolhi avançar com um disco a solo, revelando um leque de canções que guardei ao longo dos anos, a que juntei quatro novas canções gravadas sem um ensaio - os músicos adaptam-se há muito às situações de crise. havia um fio condutor, o outro lado de mim sem UHF". 

O "curioso" nome do disco As Canções da Casa Escura tem uma razão muito particular "era um título que andava comigo há muito tempo. A "casa escura" era o sítio para onde a minha mãe me enviava quando eu, em miúdo, rebelde e traquinas, me portava mal, segundo o conceito de uma mãe disciplinadora. Estas canções não saem da casa escura da pandemia, mas de um cofre onde guardei preciosidades. Há canções neste disco que poderiam entrar nos álbuns dos UHF, mas seriam diluídas no todo. Este disco, apesar do tempo que levou a ser feito, é coerente nos vários anos e épocas em que foi escrito. Gosto muito deste trabalho", declara António Manuel Ribeiro.

GISELA JOÃO | "AuRora"


Com prefácio de Gonçalo M. Tavares e sob o aplauso unânime da imprensa, Gisela João lança hoje "AuRora", o álbum em que se estreia como letrista, compositora e produtora. 

"Gisela João coloca na tristeza uma pressão que vem do tom com que recebe cada letra. O fado aqui acelera, ganha velocidade como se a tristeza tivesse pressa. Não é um sítio para ficar - a tristeza é, umas vezes, o corredor de uma casa por onde se passa rapidamente para outro lado; não é para sentar, mas para circular. Um ponto de passagem. Outras vezes não. Em certas músicas, é mesmo para escavar esse instável sítio até ao fundo. 

Há abandono, melancolia e perda amorosa, desistências e mudanças decisivas: "Já não choro por ti/já não vou de rua em rua/ no encalço de quem/ saiba dar notícia tua" mas também a vibração feminina que dá uma resistência diferente às letras do fado. As “tábuas do palco”, de Gisela João – tema que percorre todo o disco - por vezes salvam um corpo inteiro, outras vezes sacrificam-no: "arranho o joelho e sangro", "eu calço o soalho e canto". Mas as tábuas do palco são sempre essenciais. Do chão, quem canta espera sempre muito – espera tudo ou quase tudo." (Gonçalo M. Tavares)

THE HAPPY MESS | "Perder o Pé"


"Perder o Pé” é o novo single dos The Happy Mess e antecipa o quarto álbum da banda, com edição agendada para o Outono. O tema, com letra do escritor e Prémio Saramago Bruno Vieira Amaral, fala da opressão das rotinas, do rolo compressor da sociedade individualista e narcisista. E de como está na mão de cada um decidir o seu caminho. 

"Perder o Pé" antecipa um álbum integralmente em português e que terá uma série de colaborações especiais, entre músicos, escritores, poetas e artistas. O disco será editado no final do Verão, no mesmo mês em que os The Happy Mess entraram em estúdio, pela primeira vez, em 2011, festejando, dessa forma, 10 anos de vida. "Perder o Pé" apresenta-se ao mundo com um vídeo realizado por Sérgio Dias Santos. 

"Nunca fizemos um disco com tão poucas expectativas. Fizemo-lo pelo simples prazer de criar, experimentar, ousar com os cúmplices de sempre. Sentimos um impulso visceral de atravessar a terrível nuvem negra da pandemia que nos paralisou, nos afastou uns dos outros, dos palcos, do público. A maior provação desta geração. Foi perante o fim quase inevitável do projeto que foram germinando as novas melodias. Canções que inesperadamente romperam da aridez do caminho longo, fazendo crescer um exuberante jardim. 

Quando demos por nós já tínhamos novas rotinas, novas dinâmicas e tudo voltava a fazer sentido e de uma forma bonita, uma vez mais. Olhando para trás, percebemos que este sempre foi um projeto dinâmico, de muitas sensibilidades, muitos músicos, muitas referências. Foi anarquista, tonto, infantil, sonhador, arrogante, mas também sedutor, elegante e intenso. E hoje reencontramos tudo isso neste idílico quarteirão, onde nasceu o nosso jardim da parada."

08/04/2021

PRIMEIRAS CONFIRMAÇÕES DA 9ª. EDIÇÃO DO FESTIVAL QUE JAZZ É ESTE?


¡Golpe!, Orquestra de Jazz de Espinho & Mário Costa e Carapaus Afrobeat são as primeiras confirmações da 9ª. edição do Que Jazz É Este? Festival de Jazz de Viseu que acontece em vários espaços da cidade de Viseu de 21 a 25 de Julho. Os primeiros nomes do cartaz refletem a diversidade característica do festival quer nas estéticas e linguagens musicais que integra quer nos espaços que ocupa. 

É no belíssimo jardim da Casa do Miradouro que no dia 23 de Julho se apresentam ¡Golpe!, duo formado pelo trompetista Gonçalo Marques e pelo baterista João Lopes Pereira, músicos de gerações diferentes que, em vários contextos, já demonstraram a química musical que os une. Ambos partilham uma certa maneira de pensar e fazer música, em que a preocupação com o som vem antes de tudo o resto. Têm trabalhado com outros músicos que se relacionam com este ponto de vista, como é o caso de Masa Kamaguchi, contrabaixista japonês que se junta aos ¡Golpe! para este concerto. Com uma vasta experiência e um som inconfundível, Kamaguchi não só se enquadra perfeitamente nesta forma de estar na música, como a potencia de uma forma muito profunda e pessoal. 

Orquestra de Jazz de Espinho & Mário Costa atuam dia 25 de Julho na mais emblemática sala de espetáculos da cidade, o Teatro Viriato, dando continuidade à parceria de acolhimento estabelecida na última edição do festival. Num concerto que promete ficar na memória, o baterista Mário Costa, titular de uma versatilidade admirável e uma carreira brilhante a partilhar palcos ao lado dos músicos mais importantes do panorama europeu, junta-se a à Orquestra de Jazz de Matosinhos que tem desenvolvido um percurso ímpar desde 2008, entre a componente didática, a produção de concertos temáticos e o desenvolvimento de repertório de autor. 

Os Carapaus Afrobeat prometem não deixar ninguém parado no concerto de encerramento do festival dia 25 de Julho. Os nove músicos brasileiros e portugueses trazem na calha o mais recente álbum ‘Dois’ e fazem uma enorme referência à música africana. É interpretando literalmente a palavra "afrobeat" (beat de origem afro) que os Carapau Afrobeat levam o público numa viagem que parte do afrobeat criado por Fela Kuti na Nigéria e passa por outros maravilhosos acontecimentos musicais vindos de vários outros países do gigante continente, vindos de todas as Áfricas e seus vários desdobramentos em outras partes do planeta. 

Depois da tão arriscada quanto bem sucedida edição do ano passado, o festival Que Jazz É Este? volta este ano ao formato de 5 dias consecutivos e intensos, agora com uma maior experiência e conhecimento das dinâmicas que podem tornar possível a realização de mais uma edição face ao contexto atual de pandemia. Sempre com consciência das incertezas e fragilidades que a situação actual carrega, a 9ª. edição do Que Jazz É Este? faz-se de diferentes espaços e formas, de diferentes possibilidades de práticas culturais e artísticas. 

Promovido pela Gira Sol Azul, o festival Que Jazz É Este? é um festival financiado pelo programa Viseu Cultura do Município de Viseu e conta com vários importantes parceiros e mecenas locais e nacionais que têm contribuído para a afirmação do festival como um projeto de relevo e prestígio na região centro. Para além da oferta eclética e de qualidade de concertos, o festival continua a ser um espaço de criação de dinâmicas e oportunidades de formação e profissionalização na área da música, um espaço de encontro entre músicos portugueses e músicos internacionais originando momentos inéditos e ainda um espaço de constante desafio de novos públicos promovendo inciativas que vão ao encontro de públicos que se encontram de alguma forma impedidos de virem ao encontro do festival. 

À distinção de "melhor cidade para viver" e ao título de cidade-jardim, junta-se gastronomia, património, roteiros, percursos pedestres e… excelente música para ver, ouvir e fazer parte: motivos não faltam para vir ao festival Que Jazz É Este? de 21 a 25 de Julho em Viseu.

SENHOR VULCÃO | "Bixos Bons"


Senhor Vulcão soa a um autêntico trava-línguas acompanhado por guitarra — de um faroeste que se confunde com o litoral português — e uma stompbox costumizada. Música de um homem só e canções feitas à mão. Folkrap de intervenção. "Bixos Bons" é o seu quarto volume de canções, com poemas rápidos e pouca edição. 

Um disco não de linguagem infantil, mas sim de sensibilização para os miúdos que não crescem. E é suposto um verdadeiro senhor direcionar os mais novos para um caminho melhor e positivo, senão é só um gajo mais velho que eles. Uma simples estetoscopia a este curta-duração é suficiente para se auscultar a anatomia criativa deste passageiro que caminha pela nossa cronologia musical desde que fundou os Atomic Bees. 

O primeiro single "Rapotacho" estreou a 22 de Março exclusivamente em rádios locais, em jeito de combate às assimetrias regionais. "Rapotacho fala de amor pastilha e pavão macho. O amor dos anos 20, furioso, cheio de glamour pixel e like fácil." (Senhor Vulcão)

07/04/2021

LEO THE PAINTER LANÇAM EP DE ESTREIA CAPTADO EM LIVE SESSIONS


Depois de divulgarem o single “Home”, há duas semanas, Leo the Painter lançam oficialmente o seu primeiro EP, em todas as plataformas digitais. Este trabalho homónimo conta com cinco temas originais, todos captados em Live Sessions. 

A banda emergente do Porto apresenta assim a sua sonoridade Blues Rock que vai buscar também leves tonalidades à paleta do Indie e do Folk. O formato live session foi intencional e ponto de partida - tem como objetivo revelar a dimensão de uma atuação ao vivo, algo difícil de concretizar devido à pandemia e de toda a conjuntura que a área dos espetáculos atravessa. 

O vídeo da Live Session de “Western Fairytale”, segundo single da banda, já se encontra disponível no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=tk2ZyjPAAlc.

“Insanity”, um dos originais inéditos, vai também ter direito a videoclipe que será divulgado nos próximos dias. Leo the Painter são formados por Sara Sousa, na voz, Maria Ana Guimarães, nas teclas, Miguel Sousa, na guitarra e voz, Raquel Narciso, no baixo, e João Quinhentas, na bateria. O projeto arrancou no verão do ano passado com a música de apresentação "Bank Robbery".

06/04/2021

MATILDE CID | "Toca Para Mim"


Matilde Cid acaba de lançar o segundo single "Toca Para Mim". Em tempo de Primavera e com o despertar dos amores, este tema retrata a velha história da paixão da fadista pelo guitarrista, contada com muito bom humor, de forma leve e divertida. Num tempo tão conturbado como o que temos vivido, nada melhor que uma bela história de amor para alegrar os nossos corações!

"Toca Para Mim" tem letra de Matilde Cid e música de Martinho D'Assunção (Fado Faia). Na guitarra portuguesa ouvimos Bruno Chaveiro, na viola de fado Bernardo Viana e no baixo Francisco Gaspar. O tema pertence ao seu primeiro disco “Puro”, produzido por Diogo Clemente e lançado em Setembro de 2019. 

“Puro” foi nomeado para o prémio “Melhor Disco de Fado” dos prémios PLAY – Prémios da Música Portuguesa 2020, juntamente com Camané/Mário Laginha, Aldina Duarte e Pedro Moutinho.

CHURKY | "Mossas"


“Mossas” é o novo EP de Churky. O novo trabalho do artista tem lançamento agendado para 23 de Abril, juntamente com o novo single, “bagagem”. Recentemente, Churky partilhou o primeiro single do novo EP “mossas”, o tema “mapa”. 

"Durante duas semanas de Janeiro, fechei-me a gravar várias canções que fui escrevendo ao longo do último ano. A ideia inicial era fazer um trabalho 100% voz-viola, então na primeira semana gravei tudo em live take mas fiquei com a sensação que as canções ainda precisavam de mais alguma coisa. 

Gravei pássaros à janela, percussões utilizando não só instrumentos tradicionais mas também o meu próprio corpo, alguns pianos/synths, e a minha voz para criar pequenos arranjos com mais harmonia em partes específicas do EP" avança Churky.

05/04/2021

YOROSHIKU | "Terra"


Yoroshiku, Músico, DJ, Produtor e Promotor de Coimbra, publicou em edição de autor “Terra”, o seu terceiro álbum de originais, no passado dia 2 de Abril. O álbum está disponível no Bandcamp e nas principais plataformas de streaming, tendo também uma edição limitada em CD.

SORAIA TAVARES | "A Beleza Vai Mudar O Mundo"


A Sons em Trânsito lança o single “A Beleza Vai Mudar O Mundo” de Soraia Tavares nas plataformas digitais dentro de uma semana, dia 9 de Abril.

“A Beleza Vai Mudar O Mundo” é o nome do primeiro single original de Soraia Tavares, cantora e actriz com experiência em musicais e telenovelas ou programas como o The Voice, Dança Com As Estrelas e A Tua Cara Não Me É Estranha, que venceu. 

“A Beleza Vai Mudar O Mundo” é um contributo social para a construção de um mundo mais tolerante e revela Soraia Tavares enquanto letrista, numa parceria com LEFT; compositora, trabalho que desenvolveu em conjunto com João Repolho, Tainá e LEFT mais uma vez; e enquanto cantora de voz profunda e quente com uma alma capaz de nos emocionar a todos. 

A música surgiu no dia seguinte à manifestação Black Lives Matter. Nessa manhã, Soraia Tavares, descendente de família cabo-verdiana, escreveu: «Hoje acordei em paz. Foi muito bonito o que se viveu ontem. Agora é não deixar a causa morrer. Continuar a mudar mentalidades através da palavra e sensatez e nunca com violência.»

04/04/2021

HOMEM EM CATARSE | "Santa Marta das Cortiças"


Já está disponível hoje em todas as plataformas digitais o single de avanço para sete fontes, o novo longa duração de Homem em Catarse. Com data de edição marcada para 30 de Abril e selo Regulator Records, o novo trabalho oferece uma reflexão sobre o território, de forma delicada e emotiva.

Composto entre o piano, os field recordings e a eletrónica, sete fontes é um disco orgânico que se alimentando de um mundo sentido à flor da pele e do distanciamento causado por uma pandemia. O primeiro tema de avanço, Santa Marta das Cortiças, é lançado hoje nas plataformas digitais. Produzido no âmbito do programa de apoio à criação artística Trabalho da Casa promovido pelo gnration, sete fontes contará com uma pré-apresentação online, através de uma peça vídeo pelo artista multidisciplinar Francisco Oliveira. 

Partindo da reflexão, delicada e emotiva, que o disco faz sobre o território, Francisco Oliveira entrega uma dimensão visual que propõe uma outra reflexão sobre um território informal, num universo reflexivo e onírico, com base em manipulações videográficas e de técnicas de modelação 3d. 

Natural de Barcelos, mas atualmente radicado em Braga, Afonso Dorido é um dos fundadores do coletivo post-rock indignu [lat.], tendo, desde 2013, vindo a construir um sólido caminho a solo como Homem em Catarse. Estreou-se em 2015, com o promissor EP “Guarda-Rios”, para, dois anos mais tarde, nos levar por uma “Viagem Interior”, disco conceptual onde, a partir de um texto de José Luís Peixoto, descreve 17 locais do interior de Portugal. 

Em 2019, grava o seu primeiro registo ao vivo, “Ao Vivo na Porta 253” e, no início de 2020, lança “sem palavras | cem palavras”, disco integralmente instrumental criado a partir de um poema de cem palavras escrito por si.

03/04/2021

CHICA | "Brincar com o Cão"


“Cuidado que vem aí cão / Brincar com o meu direito à habitação”, é o refrão do primeiro single de Chica. Escrita no seguimento dos protestos após o despejo de pessoas em situação sem-abrigo, pobreza ou precariedade, do Seara – Centro de Apoio Mútuo de Santa Bárbara, em Arroios. Uma verdadeira canção de intervenção, denuncia a precariedade e a complacência das autoridades faces às injustiças cometidas através de uma melodia descomplicada e voz delicada de Chica.

 

DAVIDE LOBÃO | "Roma"


Davide Lobão estreia vídeo do single "Roma". 

[Roma] De um território a um sentimento [Amor] Da fronteira para a liberação. O único risco deste anagrama é o da adjetivação pirosa, parola, pindérica da palavra; onde não parece caber o que realmente importa. E isso diz muito da geografia. E isso diz muito do sentimento. E isso diz muito da palavra. O de não haver risco que não o da fronteira. O de não nos vermos fora dela.

CARTAZ | Concerto

02/04/2021

GISELA JOÃO | "Canção ao Coração"


Depois de "Louca" e "Já Não Choro Por Ti", Gisela João lança hoje "Canção ao Coração", o terceiro e último single do seu novo álbum “AuRora”, sucessor de “Nua” (2016) e “Gisela João” (2013), que será editado dentro de uma semana, no dia 9 de Abril, mas já pode ser adquirido na pré-venda exclusiva Fnac, autografado pela artista. 

O vídeo de "Canção ao Coração", tal como os dos primeiros dois singles, foi filmado em São Paulo, Brasil, e encerra a trilogia de canções e respetivos vídeos que, juntos, formam uma curta metragem. Gisela João, que assina a produção de “AuRora” em parceria com Michael League (Snarky Puppy) e Nic Hard é, além da voz de "Canção ao Coração", a sua letrista e partilha os créditos da música com Justin Stanton (Snarky Puppy), seu companheiro de vida e de quem considera “ter recebido ferramentas técnicas e empoderamento fundamentais para perder a timidez e assumir-me, finalmente, como compositora e letrista”. 

Os dois músicos dos Snarky Puppy partilham a autoria dos arranjos deste terceiro single, com as interpretações de mellotron, guitarra eléctrica e voz a cargo do primeiro e o piano e teclados do segundo. Ricardo Parreira na guitarra portuguesa, Nelson Aleixo na guitarra e Francisco Gaspar no baixo completam o naipe extraordinário de músicos que podemos ouvir em "Canção ao Coração".

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