Rita Redshoes lançou esta quinta-feira, 17 de setembro, o terceiro single de avanço do novo álbum – disco que será composto exclusivamente por canções escritas por autoras portuguesas. O tema “Fala Bem” foi escrito por A garota não e já está disponível em todas as plataformas digitais
Rita Redshoes regressa às edições discográficas para apresentar, ao seu sétimo álbum, um novo capítulo na sua carreira e no panorama musical português.
Dando seguimento ao espetáculo The Other Women (2012), em que homenageava compositoras de todo o mundo, surge agora a vontade de trazer de novo esta ideia, desta vez celebrando exclusivamente autoras nacionais. O novo longa duração irá chamar-se FALA e será lançado a 25 de setembro.
Sob o mote das múltiplas facetas do universo feminino, Rita convidou algumas das cantautoras mais relevantes do nosso país a criarem canções e letras inéditas sobre as diversas perspetivas do que é ser-se mulher no mundo atual.
Para este trabalho, contribuíram com temas originais: A garota não, Amélia Muge, Ana Bacalhau, Cláudia Pascoal, Marília Miranda Lopes (Mãe de Emmy Curl), Francisca Cortesão (aka Minta), Joana Espadinha, Mafalda Veiga, Márcia e Margarida Campelo com Ana Cláudia.
Nas palavras de Cátia Mazari Oliveira (A garota não):
“Ainda hoje as mães não falam. As raparigas chegam à vida íntima sem que as mães tivessem tido a clarividência de conversar um pouco sobre sexo, intimidade e prazer. Sobre assédio, sobre o direito e o dever de dizer não quando não queremos. E de ir se temos vontade, sem que isso nos meta um rótulo só por sermos mulheres. Sem saberem, as mães perpetuam mais umas quantas décadas de obscurantismo íntimo, ignorando os danos físicos e emocionais que resultam de uma profunda ignorância mascarada pela infinita informação veiculada pela internet.
E os pais, já falaram disto às suas filhas? Aos seus filhos?”
Para Rita Redshoes:
"Quando recebi a canção da Cátia fui de imediato conduzida para uma memória antiga, de mim enquanto menina criança que fui, e para uma inquietação enquanto mãe de uma menina em crescimento. O processo de nos tornarmos mulheres e homens adultos não é fácil, nunca foi. O diálogo é essencial para que temas tão sensíveis, e muitas vezes perpetuados como tabus, não representem riscos reais. Para que as meninas possam crescer em liberdade, com respeito e protegidas. E os meninos não estão excluídos deste processo, são essenciais. Acredito que seremos seres humanos mais saudáveis, harmoniosos e felizes quanto mais despertos e sensíveis estivermos às questões que se atravessam no processo de amadurecimento físico e emocional da vida.”
O videoclipe, realizado pelo olhar e sensibilidade do Aurélio Vasques, procura transmitir aquilo que nos apela a mensagem da letra. A ideia de uma consciência de que mães, pais, adultos, cuidadores, devem ter sobre as fragilidades no crescimento de uma menina. E os meninos não estão excluídos deste processo, são essenciais. Por isso, a presença destemida do elenco (meninas e meninos) impõe ainda mais força às palavras e torna mais presente e urgente este cuidado.

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