26/12/2017

CINCO NOVOS NOMES NO TREMOR 2018


Começam a ganhar contornos definitivos os caminhos programáticos para a edição de 2018 do Tremor, a ter lugar entre 20 e 24 de Março, em São Miguel, nos Açores. Arrancamos com a nostalgia psicadélica dos Boogarins e do mais recente "Lá Vem a Morte", editado com rasgo de surpresa em Junho deste ano. Ao quarto disco, Benke, Ynaiã, Raphael e Dino Almeida, ou (para simplificar) quatro dos mais entusiasmantes rock'n'rollers do universo lusófono que já fizeram a rota de Pedro Álvares Cabral, voltam a colocar o Brasil no mapa das novas experiências electrónicas internacionais.

É também de novas fronteiras que se fala quando se invoca o nome de Mdou Moctar, errante tuaregue, dividido entre a electrónica, a takamba e assouf. Mdou canta sobre o Islão, a educação, o amor e a paz, com ventos quentes a soprarem dos desertos do Níger, guitarradas futuristas e coros espaciais.

Por outras coordenadas encontramos a The Mauskovic Dance Band, aventura musical de Nicola Mauskovic (baterista de Jacco Gardner), desenhada em estúdio com os amigos Donnie Mauskovic, Em Nix Mauskovic e Mano Mauskovic. Apalpando o afrobeat dos 70, a cumbia e todo o som hipnótico capaz de provocar a dança mais balançada e sentida, o colectivo é, hoje, signo definitivo de festa, tendo já percorrido os mais interessantes palcos mundiais e clubes europeus.

"Lo-Fi Moda", ou a forma como os Ermo radiografaram o ser humano contemporâneo, será, indiscutivelmente, um dos discos deste ano de 2017. Na neblina entre o analógico e o digital, num mundo que, como dizem, se engole na virtualidade, encontramos nestes “novos” Ermo aquele que é, por ventura, o seu mais perfeito casamento entre a música (electrónica, fragmentada, esparsa) e a lírica (densa, pensante, humana).

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