"Wolf Manhattan é um escritor de canções que, numa época não específica, vivia acima de uma loja no centro de Nova Iorque. Rodeado pela coleção de discos do tio, um gravador de 4 pistas e uma guitarra dos anos 50 (que pertencia a um conhecido artista da Rough Trade), descobriu que a única forma de acalmar a solidão seria ouvir vozes periféricas mas principescas do garage, do indie e da pop. Compor e gravar tornaram-se então os seus melhores companheiros. O resultado dessa amizade são 13 canções despojadas que falam de corações partidos, dúvidas e dívidas pessoais, más decisões, sonhos perdidos e empregos precários."
Tudo isto é verdadeiro!
Uma verdadeira criação do inquieto músico, compositor e produtor João Vieira que, depois de marcar o panorama musical nacional com projetos tão díspares como complementares como os X-Wife, as festas Club Kitten e o alter-ego eletrónico White Haus, regressa agora transfigurado na personagem Wolf Manhatttan.
Num extravaso que nasce de uma urgência criativa em plena pandemia, João Vieira imaginou a história de um personagem ficcional.
Para lhe dar vida, socorreu-se de referências lo-fi para construir esta nova persona folk-punk-garage. Adam Green e os seus Moldy Peaches, Jonathan Richman sem os Modern Lovers, os Velvet Underground e o nome maior que é Daniel Johnston foram os companheiros de viagem para escrever esta história e criar uma nova sonoridade que se apresenta como um antídoto para neutralizar as complexidades do dia a dia.
As 13 canções de Wolf Manhattan - diretas, cruas e orelhudas - todas compostas e escritas por Vieira, juntam o calor do som dos instrumentos analógicos ao conforto das temáticas familiares e surgem como o (auto) alívio perfeito para um mundo sobreproduzido e saturado.
Se o tema Five Years foi o não single de apresentação, "Voices in My Head" é o tema que apresenta o universo estético de Wolf Manhattan em todo o seu esplendor.
À semelhança da produção do álbum, André Tentugal é o companheiro que assegura os visuais.
28 de Outubro | Galeria ZDB, Lisboa (22.00h)
03 de Novembro | Auditório CCOP, Porto (21.30h)

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