“Novo Mundo” é o novo álbum de originais de Arnaldo Antunes, lançado nas plataformas
digitais no passado dia 20 de março, pelo selo RISCO. Produzido por Pupillo e gravado por Arnaldo Antunes
(bateria, percussões e programações de ritmo), Kiko Dinucci (guitarras, violões e efeitos eletrônicos),
Vitor Araújo (teclados e piano) e Betão Aguiar (baixo), “Novo Mundo” marca o regresso do músico e
compositor a uma sonoridade mais pesada, depois de três anos em digressão com Vitor Araújo e o
espetáculo “Lágrimas no Mar”.
“Depois de um projeto tão íntimo e minimalista, que evidenciava as canções de um modo mais despido,
apenas com piano e voz, já estava com saudades dos shows mais dançantes, com banda. Acho que
fiquei mais instigado depois da digressão de reencontro com os Titãs. Mas, na verdade, não se trata
apenas de um retorno a um som de banda, mas de uma renovação, graças ao Pupillo, produtor do ‘Novo
Mundo’, e aos músicos que o gravaram.
Eles trouxeram uma sonoridade diferente da que eu tinha
explorado nos meus últimos álbuns, e também muito atual. Estou empolgado com o resultado, senti-me
muito à vontade com as sugestões dos arranjos; a mistura de sons elétricos, eletrónicos e acústicos; o
‘violão preparado’ e as guitarras de mil sons do Kiko; as ideias geniais do Pupillo; o baixo essencial do
Betão e também por prosseguir, de outro modo, a minha parceria com o Vitor, que rendeu tantas belezas
nos últimos anos. Todos estavam dispostos a experimentar coisas novas (arranjos, timbres, ritmos,
efeitos), que é o que me entusiasma. Então, ‘Novo Mundo’ é um disco que traz essa frescura”, afirma
Arnaldo Antunes.
Além da banda que gravou este álbum, destaque ainda para quatro participações que dão um tempero
especial a “Novo Mundo”, nomeadamente: David Byrne (no temas bilíngues “Body Corpo” e “Não Dá
Para Ficar Parado Aí na Porta”); Marisa Monte (em “Sou Só”); Ana Frango Elétrico (em “Pra Não Falar
Mal”); e Vandal (em “Novo Mundo”). Há também a participação de Tomé Antunes, filho de Arnaldo
Antunes, na guitarra em “Pra Brincar”, e de um quarteto de cordas, com arranjo de Antonio Neves, em
“Sou Só”.
No repertório de 12 canções inéditas fazem parte composições de Arnaldo Antunes e parcerias com
David Byrne, Marisa Monte, Erasmo Carlos e Marcia Xavier. Apesar da feição mais distópica da faixa-
título (um retrato contundente do nosso tempo, com citação do texto de Vndal, “Mundanoh”), da acidez
de “Tire o Seu Passado da Frente” e da crítica “Tanta Pressa Pra Quê?”; “Novo Mundo” traz também um
lado solar e amoroso, em faixas como “Pra Não Falar Mal”, “Viu, Mãe?” e “Pra Brincar”, além de outras
mais conceituais como “Não Dá Para Ficar Parado Aí na Porta” e “O Amor É a Droga Mais Forte” (mais
uma canção “sobre o amor” do que uma “canção de amor”, como é o caso de “Acordarei”).

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