O disco Dois – que, apesar do título, é seu primeiro álbum – traz pela primeira vez o
lado artista e compositor de Felipe F., que possui uma longa carreira como, cantor e guitarrista de grupos como o Bloco do Sargento Pimenta e Bailão.
O single de
estreia, Samba Elegia, está disponível em todas as plataformas de streaming. As canções que compõem o disco impressionam pela profundidade das letras e
beleza das melodias, trazendo o ouvinte para dentro das histórias cantadas por Felipe.
Apesar da complexidade das experiências relatadas nas letras, a poesia de Felipe é simples,
sem floreios, direto ao ponto e, quando fala de relacionamentos, sem medo de colocar o
dedo na ferida.
“Decidi chamar o álbum de ‘Dois’ pois as letras são inspiradas nos meus dois últimos
relacionamentos amorosos, seja pelo otimismo do começo ou a tristeza lancinante do fim. E
é também uma piada interna chamar-se assim e ser meu primeiro disco, causando uma
proposital confusão – talvez uma piada que ninguém além de mim ache graça (risos)”.
Ao longo de nove faixas, o disco transita com naturalidade entre os gêneros, mas
sem se limitar a um caminho só. Por vezes o disco remete a artistas contemporâneos que
não têm medo de esgarçar as barreiras do pop, como St. Vincent, Beck e Sufjan Stevens, ora
traz ecos de Leonard Cohen, Nick Drake e Jeff Buckley, mas sem deixar de lado as influências
latina e brasileiras, como no singelo bolero (com ares pop) Recoleta e na penúltima faixa, A
Poesia, um choro canção tradicional que poderia muito bem estar em um disco de Paulinho
da Viola ou de Lupicínio Rodrigues.

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