Cravo apresenta o seu segundo lançamento: "À Margem", uma canção que observa o que significa ser português - não como identidade rígida, mas como espelho vivo de um país em si mesmo contraditório, melancólico e por vezes intenso.
O tema pinta um Tejo calmo, uma paisagem sonora calma e densa, com influências que vão dos AIR ao spoken word ritualista dos Doors, culminando numa referência direta ao American Prayer de Jim Morrison, onde o próprio
declama, já sem música, parte do poema.
"À Margem" avança lentamente, quase em passo-stoner ou downtempo, e nasce da mesma terra que viu surgir o primeiro cravo: uma música, uma animação e uma ilustração, como ramos diferentes da mesma flor. Desta vez, a imagem ganha forma numa releitura do Padrão dos Descobrimentos com a Ponte 25 de Abril ao fundo - cenário onde um carro branco passa em loop, como se o tempo em Portugal também andasse em círculos.

Sem comentários:
Enviar um comentário