O cantor e compositor Tiago Nacarato apresenta o seu terceiro álbum de originais, intitulado “Não Sabia o Desamor”. Composto por nove temas, este trabalho sucede ao lançamento de "Amélia", o primeiro single do disco editado em dezembro, que surgiu como uma homenagem sentida e um gesto de reconhecimento à sua avó.
O disco, que tem como single de destaque o tema “Há de Haver”, revela uma nova etapa na trajetória do artista, marcada por uma abordagem mais intimista e profundamente emocional. “Não Sabia o Desamor” assume-se como o registo mais visceral e íntimo de todo o percurso de Tiago Nacarato, nascendo da premissa de que ninguém atravessa a vida sem feridas e oferecendo, através da escrita, um refúgio de resistência para as inevitáveis perguntas existenciais.
Um álbum centrado na voz, na palavra e na emoção
“Não Sabia o Desamor” apresenta-se como um trabalho acústico onde a canção assume o papel central. A identidade sonora constrói-se em torno de duas guitarras, coros femininos e uma interpretação vocal íntima, criando uma atmosfera orgânica e envolvente. Pela primeira vez, o artista assume o papel de produtor principal na produção integral do disco, afirmando a sua visão artística num registo minimalista onde a palavra detém o protagonismo absoluto.
O universo criativo deste trabalho é composto por participações de outros autores e artistas, reunindo vozes e contributos de nomes como Luísa Sobral, Luís Trigacheiro, Picas, Milhanas e Beu Golim. Na dimensão instrumental, o álbum conta ainda com músicos como Eduardo Cardinho e João Luzia, bem como a presença da harpista Rita Rocha no tema que dá nome ao disco.
Cantado em português, o álbum posiciona-se entre o folk contemporâneo e a música popular portuguesa, propondo uma leitura sensível e atual da tradição musical, com potencial de alcance tanto nacional como internacional.
No período atual em que nos encontramos, marcado pela rapidez, Tiago Nacarato pretende elogiar a lentidão e a escuta, convidando o público a envolver-se num espaço de introspeção onde a vulnerabilidade se transforma em canção.
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