"Rush Mirror é, no fundo, um espelho com duas faces. Ambas se misturam e, no fundo, tornam tudo numa manta de retalhos, onde se perde o foco e a identidade.
Hoje em dia, há uma crescente tendência ao crescimento precoce e desproporcional das novas gerações sempre mergulhados em tecnologia e imagem, abandonando os brinquedos e as brincadeiras de um tempo mais longínquo.
Convencem-se, assim, que são dotados de força e de aptidões.
Enquanto uns enfrentam realidades duras, numa juventude precoce, outros percorrem vidas fúteis, num desperdiçar de toda a essência da nossa existência.
É urgente voltar a abraçar o que importa na humanidade e deixar para trás este fast food diário onde aquilo que se absorver, rapidamente desaparece e é automaticamente substituído. Há que voltar a conhecer-nos enquanto indivíduo e não a ser uma projeção daquilo que a sociedade nos dá."

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