Há sentimentos que nos tiram do lugar e nos fazem esquecer rotinas, planos e até quem éramos antes de nos apaixonarmos. É precisamente esse estado de encantamento, entrega e alguma inevitável desorientação que Buba Espinho transforma em música em “Enleado”, o seu novo single e mais uma amostra do universo que está a construir para o próximo álbum, com lançamento previsto para fevereiro de 2027.
Este percurso tem vindo a desenhar-se de forma muito natural na música de Buba Espinho.
Em “É Tão Grande o Alentejo”, o artista visita a raiz do Cante Alentejano na sua forma mais pura, mergulhando na tradição e nas vozes que a mantêm viva. Com “Não É Tarde Nem É Cedo”, Buba pega numa moda tradicional alentejana, leva-a ao Norte do país e partilha-a com Miguel Araújo, num encontro entre duas geografias e universos musicais distintos.
Pelo caminho, a Tour Portugal em Cante levou-o a percorrer o país, com uma passagem particularmente próxima pelo Norte e pelo Minho, onde, ao mesmo tempo que levou o Cante, foi também bebendo das tradições e sonoridades que encontrou. É desse diálogo que nasce agora “Enleado”: um tema que mantém o Cante como raiz, mas incorpora novas influências e tradições do Norte.
“Enleado” fala de uma experiência tão universal quanto irresistível: a fase em que estamos apaixonados e tudo parece girar em torno de uma nova pessoa. Ficamos presos ao pensamento, repetimos gestos, abandonamos hábitos e entramos num pequeno loop de onde, no fundo, não queremos sair.
Musicalmente, “Enleado” é mais um exemplo da forma como Buba Espinho tem vindo a construir a sua identidade, aproximando o Cante Alentejano da música popular portuguesa.
O acordeão e a guitarra portuguesa criam uma sonoridade orgânica e festiva, onde a tradição surge como matéria viva, capaz de dialogar com o presente.
A letra é assinada por Buba Espinho, João Direitinho, Bruno Chaveiro, Eduardo Espinho, António Andrade Santos e Diogo Seis, enquanto a produção fica a cargo de Buba Espinho, Diogo Seis e Eduardo Espinho.
“Enleado” é, assim, mais uma peça de um álbum que se vai revelando aos poucos.
Um disco que continua a aprofundar a relação de Buba com as suas raízes, mas que procura também novas formas de as apresentar, cruzando o Cante com a música popular e uma sonoridade cada vez mais aberta, contemporânea e pessoal.
Em fevereiro de 2027 chega o novo álbum, num momento que será também marcado pela estreia de Buba Espinho na MEO Arena, em Lisboa, no dia 27 de fevereiro.
Mais do que um concerto, esta noite será um marco no percurso de um artista que tem feito da tradição uma linguagem do presente e que encontrou no Cante não apenas uma herança, mas algo capaz de chegar a novas gerações e atravessar novas fronteiras.
A MEO Arena representa, por isso, muito mais do que a dimensão de um palco: é a confirmação de um caminho. O caminho de quem cresceu entre as vozes do Alentejo e decidiu levá-las consigo, de quem percorreu o país para mostrar que o Cante pode ser celebrado e reinventado, e de quem agora se prepara para apresentar o capítulo mais ambicioso da sua carreira.
O novo álbum chega em fevereiro de 2027.
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