Mário Barreiros acaba de lançar o novo álbum, Na Pele da Terra (edição de autor). Mais do que um disco de jazz contemporâneo, o projeto assume-se como uma
reflexão sobre o lugar que ocupamos no planeta, cruzando composição
orgânica, improvisação e síntese eletrónica em tempo real.
Gravado ao vivo no Cine-Teatro de Estarreja por Nelson Carvalho, o álbum
reúne um quarteto transgeracional de luxo: Mário Barreiros (bateria e guitarra),
Ricardo Toscano (saxofone alto), Carlos Barretto (contrabaixo) e Leonardo
Pinto (eletrónica e sound design).
O quarteto desconstrói os limites entre o
acústico e o digital, o orgânico e o tecnológico.
Aqui, a música não acompanha
a paisagem — torna-se a própria paisagem.
“Se observarmos a Terra à escala do Universo, descobrimos que toda a vida
que conhecemos existe numa camada surpreendentemente fina. Uma
superfície frágil que sustenta as florestas, os oceanos, as cidades e a memória
da nossa passagem. É aí que esta música começa”, assinala Mário Barreiros.
Na Pele da Terra está dividido em quatro movimentos basilares — Goal 14, Na Pele da Terra, Sol e
uma reinterpretação de Naima de John Coltrane —, o repertório navega entre a
urgência ecológica e a contemplação.
O ecossistema acústico e o
processamento digital fundem-se sem hierarquias, criando um organismo
sonoro vivo onde o tempo parece suspenso.
Na Pele da Terra é um disco apoiado pela Fundação GDA e estará disponível
em formato Vinil LP, numa edição física cuidada, pensada para quem procura
habitar o tempo com outra profundidade.

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