29/04/2026

BLASTED MECHANISM ENCERRAM CELEBRAÇÃO DE 30 ANOS COM ÁLBUM AO VIVO E ESPECIAL RTP

Os Blasted Mechanism chegam ao momento final das celebrações dos seus 30 anos de carreira, um percurso que teve início em 2024 e que agora se aproxima do fim com um conjunto de lançamentos especiais que funcionam como epílogo de uma das bandas mais marcantes da música portuguesa. 

O primeiro destaque é o icónico “Battle of Tribes”, com lançamento marcado para 8 de maio, que antecipa a edição de Blasted Mechanism (Live - ॐ Anos) gravado na Sala Tejo da MEO Arena, no concerto comemorativo realizado a 12 de abril de 2025. 

O álbum, composto por 25 temas ao vivo, ficará disponível nas plataformas digitais a 17 de julho, sendo também editado em formatos físicos especiais, numa edição de duplo CD e triplo vinil, reforçando o caráter celebratório e colecionável deste registo.

 

JACARÉU | Eterno Espectador

Jacaréu apresenta “Eterno Espectador”, o seu primeiro álbum de longa duração, acompanhado pelo lançamento do single e videoclipe da faixa homónima do disco. O trabalho surge depois da recente participação do músico no Festival da Canção 2026, onde foi um dos autores selecionados através de submissão livre e também um dos intérpretes do tema “O-Pi-Ni-ÃO”. 

“Eterno Espectador” nasce de uma experiência pessoal que acabou por ganhar uma dimensão mais ampla. O álbum parte de uma relação de amizade que se tornou abusiva, marcada pela crítica constante e pelo julgamento, mas o conceito expandiu-se ao longo da criação para incluir todos aqueles que opinam sem conhecer - os chamados “treinadores de bancada” e “intelectuais de sofá”, figuras que comentam e desvalorizam o trabalho dos outros sem compreender o processo criativo. 

Durante o processo de composição do álbum, uma das músicas destacou-se por possuir características próximas da linguagem do Festival da Canção. O tema foi então reservado para a submissão livre ao concurso, acabando por concretizar um objetivo antigo do artista com a seleção para a edição de 2026. 

Editado pela Epopeia Records, “Eterno Espectador” afirma a identidade autoral de Jacaréu, onde poesia, rap e sensibilidade indie se cruzam numa escrita direta e introspetiva.

 

SYNAPSIS | Eu Sempre Fui assim

“Eu Sempre Fui Assim” é uma faixa do projeto Prestidigitação, de Synapsys, que transforma uma frase quotidiana em reflexão musical. A canção parte de uma expressão muito comum - usada tantas vezes como descrição - e a reposiciona como pergunta: quantas vezes alguém diz “eu sempre fui assim” quando, na verdade, está apenas repetindo um padrão, protegendo-se da mudança ou confirmando uma identidade já cansada? 

Com linguagem acessível, clima emocional e uma proposta artística que une música, psicologia e transformação, a faixa convida o ouvinte a questionar a rigidez das narrativas internas. Em vez de tratar identidade como algo fixo, “Eu Sempre Fui Assim” sugere movimento, revisão e possibilidade. Dentro de Prestidigitação, a música funciona como uma das portas de entrada para o conceito central do álbum: transformar padrões mentais em música. 

O resultado é uma canção introspetiva, memorável e contemporânea, capaz de dialogar com públicos que valorizam letras com profundidade emocional e conteúdo reflexivo.

 

28/04/2026

PEDRO SOUSA | Little Olive Tree

Pedro Sousa é um artista independente focado na composição melódica e na estrutura harmónica. "Little Olive Tree” é um tema de carácter alternativo, com uma abordagem intimista e progressiva, centrado na melodia e na harmonia, com uma construção lenta e atmosférica. 

 A música aborda memória, perda e resiliência, utilizando a oliveira como símbolo associado à Palestina — representando a ligação à terra, a continuidade e a herança entre gerações. O tema foi composto e produzido por Pedro Sousa, recorrendo a instrumentos virtuais e voz sintetizada. 

27/04/2026

NOISERV | Teatro de Vila Real

No ano em que celebra 20 anos de carreira, Noiserv apresenta ao vivo o seu novo álbum. “7305”. Sucessor de “Uma Palavra Começada por N”, editado há cinco anos, o novo trabalho discográfico, o quinto da carreira do músico, reafirma a identidade sonora única de Noiserv, um dos nomes mais relevantes da música independente portuguesa. 

Conhecido pelos seus concertos intimistas e por uma relação profundamente genuína com o público, Noiserv construiu ao longo de duas décadas uma carreira sólida e multifacetada, que se estende também à composição para teatro e cinema, entre diversas colaborações. Um concerto que marca a trajetória do músico num encontro imperdível entre passado, presente e futuro.

SURMA | Teatro de Vila Real

26/04/2026

PODCAST PORTUGAL REBELDE PLUS

Já está disponível para audição o novo programa do Podcast Portugal Rebelde Plus. Este mês a nossa seleção inclui as propostas de Mário Laginha e Bernardo Sasseti, Inês Condeço, André Fernandes, João Barradas e Fábio de Almeida. Destaque para a conversa com André Fernandes, a propósito da edição do álbum "Centauri Chroma". 

O Portugal Rebelde Plus pode ser seguido no Spotify, Apple Podcasts, Deezer, Youtube e no Podomatic.
 

DUQUES DO PRECARIADO | Agenda

 

24/04/2026

“DO CABO DO MUNDO – UM TRIBUTO IMIGRANTE A FAUSTO” APRESENTA “POR ESTE RIO ACIMA”

“Do Cabo do Mundo – um tributo imigrante a Fausto” revela hoje o seu primeiro momento de escuta: “Por Este Rio Acima”, já disponível nas plataformas digitais. Interpretado por Nani Medeiros, o single assinala o início do percurso discográfico de um projeto que reúne quatro vozes com percursos distintos e profundamente ligados à música de raiz: Luca Argel, Nancy Vieira, Nani Medeiros e Selma Uamusse.

Idealizado por Carlos Cesar Motta e Fred Martins, o projeto parte da obra de Fausto Bordalo Dias para a reinterpretar a partir da experiência de artistas imigrantes que vivem e trabalham em Portugal, cruzando origens africanas e brasileiras numa abordagem contemporânea a um dos mais relevantes cancioneiros da música portuguesa.

VIVA LA MUERTE! DOS MÃO MORTA DISTINGUIDO COM O PRÉMIO CRÍTICA NOS PRÉMIOS PLAY

Foto: Rita Carmo

Os Mão Morta arrecadaram ontem o troféu “Prémio da Crítica” na 8ª edição dos Prémios Play - Prémios da Música Portuguesa, atribuído à banda pelo álbum “Viva La Muerte!”. O júri do “Prémio da Crítica”, composto por Nuno Galopim, Hugo Torres, Filipe Costa, Gonçalo Oliveira, Paulo André Cecílio, Rui Miguel Abreu, Marta Rocha, Isilda Sanches, Matilde Inês e Daniel Dias distinguiu assim este trabalho de Mão Morta, numa noite emocionante onde as palavras de Adolfo Luxúria Canibal ecoaram no Coliseu dos Recreios, lembrando a importância da mensagem de “Viva La Muerte!”. 

O disco celebra os 50 anos do 25 de abril de 1974 e os 40 anos da banda, neste tempo em que as democracias enfrentam ameaças renovadas à sua existência, com as expressões de ódio e intolerância e a iniciativa ideológica das forças políticas conservadoras a terem acolhimento privilegiado nos média e a dirigir o discurso político dominante. 

Assim, “Viva la Muerte!” mergulha no âmago doutrinário do fascismo, passado e presente, de forma intensa e provocadora, denunciando os perigos que corremos e em que a democracia incorre, através de um conjunto de temas originais inspirados na música de intervenção portuguesa, cruzando rock, experimentalismo e um coro masculino. “Viva La Muerte!” encontra-se em digressão e pode ser ouvido em todas as plataformas digitais.

JORGE PALMA DISTINGUIDO COM O PRÉMIO CARREIRA

Foto: Rita Carmo

O músico e compositor foi agraciado, esta quinta-feira, com o Prémio Carreira nos Play – Prémios da Música Portuguesa, atribuído pela direção da Audiogest. Uma distinção que homenageia artistas com percursos notáveis e impacto duradouro na cultura nacional. A cerimónia decorreu no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, e contou com a presença da comunidade artística nacional. 

No momento da surpresa, Jorge Palma viu Sérgio Godinho, Tim, Marisa Liz, Miguel Luz e Inês Marques Lucas darem voz a um medley de canções – “Canção de Lisboa”, “Dá-me Lume”, “Bairro do Amor”, “Portugal, Portugal”, “Frágil” – acompanhados pelos músicos da sua banda – Pedro Vidal, Nuno Lucas, Gabriel Gomes e João Correia – e pelos filhos, Vicente e Francisco Palma que deram voz às estrofes de “A Gente Vai Continuar”, cantado um uníssono por todos os presentes no Coliseu dos Recreios. 

"Um Prémio Carreira não se recebe todos os dias! Em primeiro lugar, quero agradecer a vocês, público, que me acompanham há décadas e que foram crescendo, em número e em carinho, ao longo do tempo. Depois, aos Play e à AudioGest, por esta distinção. O Prémio Carreira assinala todo um percurso que não trilhei sozinho, por isso, dedico-o a todos os músicos, técnicos, editores, agentes, managers e colegas com quem me cruzei ao longo do caminho. 

Obrigado ainda a todos os músicos, cantores, amigos e equipa que contribuíram para criar o momento de ontem, que muito me sensibilizou e deixou feliz. Agradeço ainda a todos os que, ao longo da vida, me têm ajudado, ensinado, tratado e curado. Falo não só dos meus mestres e dos meus bons amigos, mas também, dos médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares que trabalham no SNS com os parcos meios que têm. Há muita coisa por fazer, há muita coisa por dizer. 

O Sérgio Godinho, há uns anos, ao receber o seu Prémio Carreira, falou das diferentes gerações que coexistem na música portuguesa e da sua pujança e diversidade. Era importante que houvesse visão para aproveitar este potencial, esta energia e este talento e fazer um país melhor. A cultura em Portugal não pode continuar a ser sistematicamente menosprezada. 

É preciso que se façam reformas eficazes, para que as nossas forças não se gastem em vão. Não deixemos que o 25 de Abril se torne uma memória distante. Temos de reinventar sempre o espírito de Abril: liberdade, democracia, justiça. Viva o 25 de Abril! Viva a liberdade! Viva a democracia! Estamos aí! Enquanto houver estrada p’ra andar!" (Jorge Palma)

CRISTINA BRANCO RECEBE PRÉMIO JOSÉ AFONSO EM CONCERTO NA AMADORA

Após o espetáculo ontem realizado no Cineteatro D. João V, Cristina Branco recebeu em palco o Prémio José Afonso 2026, atribuído pelo Município da Amadora. 

«Uma homenagem ímpar, que não só não desvirtua os originais como lhes imprime uma camada de originalidade e de frescura que transporta José Afonso para os dias de hoje de forma exemplar», ditou o júri do galardão. 

A digressão "Mulheres de Abril — Cristina Branco canta José Afonso" terá continuidade com concertos no Cineteatro São Pedro em Alcanena (hoje, dia 24) e no Cine-Teatro Avenida de Castelo Branco (dia 25). A 17 de maio, A Voz do Operário (Lisboa) será palco de uma performance única com a participação especial do Coro Infantil daquela instituição. 

Neste projeto, Cristina Branco é acompanhada por músicos de excelência: Alexandre Frazão (bateria), Bernardo Moreira (contrabaixo), Mário Delgado (guitarras), Ricardo Dias (piano) e Tomás Marques (saxofone).

23/04/2026

NBC ANUNCIA NOVO ÁLBUM E CONCERTOS DE APRESENTAÇÃO

Dez anos depois do álbum “Toda a Gente Pode Ser Tudo”, NBC apresenta Carrossel, um novo trabalho que nasce de uma década de vivências pessoais e artísticas. Composto por 11 temas originais, o disco revela um registo mais maduro e introspetivo, onde o artista reflete sobre o tempo, as relações e as mudanças inevitáveis que acompanham o percurso de vida. 

Os temas já conhecidos “Véu”, “Paz” e “A Dor que Mata” integram este novo capítulo, ao lado de canções que percorrem diferentes estados emocionais, entre momentos mais densos e outros mais luminosos. Ao longo do álbum, NBC constrói uma narrativa íntima semelhante a um diário e sempre fiel à ideia de que tudo muda, tudo gira e nada se perde verdadeiramente. 

Em “Carrossel”, Timóteo Tiny construiu um lugar sonoro, onde a dor e a cura coexistem na mesma medida. Dá para pés de dança, como para pés de chumbo. O peso de cada letra é também a leveza de quem só quer contar o que sente, sem amarras e com muita, muita liberdade e com extrema sensibilidade interpretativa. 

Depois dos EP - “EPiderme” e “Epílogo” - em que o músico se direcionava mais para ambientes reservados, agora mostra bem a vontade de encher outros lugares, para juntos soltarmos o corpo com tudo o que trazemos às costas e no peito. Já disponível em todas as plataformas digitais, “Carrossel” assinala o quarto álbum de NBC e um novo momento na sua discografia, consolidando um percurso singular na música portuguesa. 

Para celebrar o lançamento, NBC anuncia dois concertos de apresentação: a 28 de maio, no Plano B, no Porto, e a 3 de junho, na Casa Capitão, em Lisboa.

MAEZ | L1berdade

maez está de regresso com o novo single "l1berdade", já disponível em todas as plataformas digitais. Com uma sonoridade Pop fortemente influenciada por Jazz e Música de Intervenção, a cantora e compositora reflete neste tema sobre os limites da liberdade individual no atual contexto social e político desafiante. 

Escrita pela própria maez, o alter ego artístico de Mara Nunes, a faixa conta com produção de Daniel Constantino (INÊS APENAS, Miss Universo) e mistura e masterização de Pedro Rafael (Dinis Mota, Mariana Tereso). 

"l1berdade", afirma maez, "é um grito de desespero vindo de quem precisa de lutar pela sua liberdade mas que se sente cada vez mais presa para o fazer. Cansada pela rotina exaustiva do dia a dia e sem conseguir ir sequer a uma manifestação - porque a renda ao fim do mês pesa e não há tempo. 

Cresci a ouvir que vivíamos numa era progressista em que os nossos direitos humanos eram agora garantidos e não só tem havido muitos retrocessos nos últimos anos, como lutar pela própria liberdade e autonomia é um privilégio não acessível a todas as pessoas. E é por isso que 'l1berdade' tem também, na minha opinião, algo de intervenção". 

Influenciada pela música de intervenção de autores como Zeca Afonso, Ary dos Santos, Capicua e A garota não, que a motivam a lutar pelos seus valores e ideais, maez escreveu este tema "numa altura em que me sentia especialmente desmotivada, devido ao contexto político mundial. 

Cada vez que assistia às notícias via mais uma coisa que me deixava com pouca esperança no futuro. Nas redes sociais, os meus comentários enchiam-se de ódio e sentia que não podia falar das coisas mais importantes, porque acabava a ser censurada. Então, decidi escrever uma carta à liberdade e o que saiu não foi tudo bonito e inspirador. 

O título "l1berdade", com o "1" a substituir o "i", é uma espécie de truque anti-censura para que o algoritmo não apanhe a palavra e me bloqueie, como já aconteceu no TikTok". Realizado pelo coletivo Mal Criadas, o videoclipe que acompanha 'l1berdade' expande o universo emocional da canção, ao explorar a liberdade através da comunidade. Partindo de experiências pessoais, o vídeo reúne pessoas e grupos que marcaram o percurso da artista. 

O resultado é um retrato coletivo, no qual se cruzam diferentes perspetivas numa reflexão íntima e partilhada sobre pertença, segurança e expressão individual. "Para o videoclipe decidi ir um pouco mais longe do que a letra e pensar nos momentos da minha vida em que me senti mais livre. Cheguei à conclusão de que esses momentos estavam intrinsecamente ligados à comunidade e que esse sentido de comunidade - como um grupo de pessoas que nos aceita, nos mantém seguros e nos ajuda num piscar de olhos - é algo em que eu própria deveria investir mais tempo e carinho. 

Chamei, então, para participar no vídeo pessoas que já me tinham feito sentir assim: segura, divertida, aceite… livre. Cada um deles trouxe a sua perspetiva do que seria dirigirem-se à liberdade e gravámos. Estou apaixonada por cada uma destas pessoas", afirma a artista. Com 'l1berdade', maez afirma-se como uma das vozes emergentes mais conscientes da nova música portuguesa, cruzando Pop contemporâneo com discurso político e identitário. 

O single reforça o universo conceptual e a abordagem artística da cantora e compositora enquanto espaço de reflexão, resistência e expressão. 'l1berdade' antecede outros lançamentos de maez previstos para este ano.

 

TIAGO SOUSA | Lisboa

/>