24/07/2026

RITA ONOFRE REVELA "QUEM DIRIA", NOVO SINGLE E VÍDEO DE BRUTA

Foto: Lucas Coelho

Depois da edição de BRUTA, o seu mais recente longa-duração lançado em março de 2026, Rita Onofre apresenta agora "quem diria", novo single e respetivo videoclipe, dando continuidade ao universo criativo que tem vindo a revelar desde o lançamento do álbum. Composto integralmente por Rita Onofre e produzido em colaboração com NED FLANGER, BRUTA marca uma nova etapa no percurso da artista, explorando sonoridades onde o pop se cruza com a eletrónica e o rock, num registo mais cru, intenso e imersivo. 

O disco nasceu em paralelo com a mudança de Rita para Berlim, refletindo um período de transformação pessoal e artística que atravessa todas as suas canções. Agora, "quem diria" acrescenta um novo capítulo a esse percurso. Uma canção que olha para o fim de um processo não como um encerramento, mas como o momento em que tudo encontra finalmente o seu lugar. 

Sobre o tema, Rita Onofre partilha: "Queria muito que aquele sofrimento, aquela curva de aprendizagem chegasse ao fim do ciclo, então escrevi sobre esse destino final. Na fase de produção já lá estava, nesse mesmo sítio sobre o qual escrevi e que ainda não conhecia. Quem diria que ia fazer sentido no fim. Não é sobre mim, nunca foi. É sobre o encontro, sobre dançarmos os dois.

O lançamento é acompanhado pelo último videoclipe produzido para BRUTA, completando o universo visual do álbum. Filmados integralmente em Berlim, cidade onde Rita Onofre viveu até ao início do verão, todos os vídeos foram realizados por Billy Verdasca e Lucas Coelho, acompanhando a transformação artística e pessoal da cantora e expandindo a narrativa do disco para lá da música. Regressada agora a Lisboa, Rita apresenta pela primeira vez BRUTA como uma obra completa, onde som e imagem dialogam do princípio ao fim.

 

23/07/2026

ZIGURFEST | Lamego

A um mês do arranque, o festival anuncia os horários dos 13 concertos, reforça a aposta na transmissão online, na Língua Gestual Portuguesa e apresenta uma soundwalk inédita pelas ruas de Lamego. Falta apenas um mês para o regresso do ZigurFest a Lamego. 

Entre 20 e 22 de agosto, o festival volta a transformar a cidade num palco de descoberta musical, ocupando o Teatro Ribeiro Conceição, Rua da Olaria, Bairro da Ponte e Alameda com 13 concertos e outras propostas artísticas, todas de entrada livre. A contagem decrescente fica agora marcada pela divulgação dos horários da programação e pela apresentação das principais novidades desta edição. 

Entre os destaques está a estreia da ZIGUR.FM em funcionamento contínuo, que passará a emitir 24 horas por dia durante o festival, com concertos do arquivo do ZigurFest e a transmissão em direto de todos os espetáculos da edição de 2026, permitindo acompanhar a programação a partir de qualquer lugar. Outra novidade é a Cidade Sonora, uma soundwalk que convida o público a descobrir Lamego através da escuta. 

O projeto, criado na cidade por Daniel Taveira (Dan Iro) e Martinho Filipe, realiza-se no dia 22 de agosto, a partir das 15.30h, com participação gratuita mediante inscrição prévia, limitada a dez participantes. A acessibilidade continua igualmente a ser uma prioridade para o ZigurFest. 

À semelhança do que acontece desde 2023, vários concertos contarão com interpretação em Língua Gestual Portuguesa, reforçando a ligação à comunidade surda do Douro Interior e o compromisso do festival com uma programação cada vez mais inclusiva. As atuações de La Familia Gitana, Mangualde, Clarisse e os Desviados e Alomorfia terão interpretação ao vivo. 

A edição de 2026 reúne um cartaz que cruza diferentes linguagens e propostas da música nacional e decorre entre os dias 20 e 22 de agosto, com entrada gratuita. Toda a programação, horários e restantes informações estão disponíveis em www.zigurfest.com, onde será também possível acompanhar os concertos em direto através da ZIGUR.FM.

22/07/2026

MORREU LUÍS REPRESAS

Foto: Rodrigo Simas

Luís Represas, um dos artistas mais reconhecidos e acarinhados da música portuguesa, morreu hoje, aos 69 anos, vítima de doença prolongada. Este ano comemorava 50 anos de uma carreira onde se incluem momentos inesquecíveis com O Trovante e, a solo, com êxitos que atravessam gerações. 

Colaborou com Fausto Bordalo Dias, José Afonso, Carlos do Carmo, Bernardo Sasseti, Pablo Milanés, Ivan Lins, Martinho da Vila, Simone, Jorge Palma, Phil Collins, Compay Segundo, Gilberto Gil e Carlinhos Brown, entre tantos outros. 

Na sequência da luta pela causa timorense, foi convidado pelo Presidente Jorge Sampaio para o acompanhar na visita oficial a Timor-Leste. Mais tarde, seria condecorado com a Medalha da "Ordem de Timor-Leste” pelo Presidente Taur Matan Ruak. 

Em 2005 foi distinguido pelo Estado Português com a Ordem de Mérito - grau de Comendador. Com incursões criativas noutras áreas, em 2010 edita o livro infantil “A coragem de Tição”, incluído no Plano Nacional de Leitura. 

Em 2019 a direção da Sociedade Portuguesa de Autores atribui a Luís Represas o Prémio Pedro Osório pelo disco “Boa Hora”. Atualmente, para além de uma agenda regular de espetáculos apresentava o programa de televisão “Língua Mãe”.

REGINALDO TORRES | Que Bordel É Esse

O músico brasileiro Reginaldo Torres acaba de apresentar o seu mais recente single, "Que Bordel é esse".

  

CARTAZ | Concerto

21/07/2026

KRIS TENA LANÇA "ESTAT LIMIT", VERSÃO EM CATALÃO DE "ESTADO LIMITE" DE DUARTE

O projeto POLYGLOT, a Incubadora Europeia de Intercâmbio de Canções cofinanciada pela União Europeia, estabelece um novo modelo de distribuição de música que visa criar e impulsionar êxitos na sua língua original e promover a diversidade europeia. Lançado em 2024, o modelo europeu de intercâmbio de canções conta com parceiros de 7 países e visa contrariar a hegemonia do inglês. Trata-se de um projeto apoiado pelo programa Europa Criativa e DGartes, que convida autores/compositores a testar o potencial das suas obras e, possivelmente, a levá-las a novos públicos noutros países. 

O projeto acompanha a tendência dos artistas locais que cantam nas suas línguas originais e visa interligar os mercados mais pequenos da Europa com o objetivo de, juntos, alcançarem uma maior resiliência. Coordenado pela Music Hungary, da Hangveto Lda., reúne parceiros de Portugal, Catalunha, Itália, Polónia, Letónia, Ucrânia e Hungria. Dentro das canções Portuguesas a serem traduzidas e lançadas lá fora encontram-se músicas de Joana Alegre, Samuel Úria, Retimbrar, A Garota Não & Luca Argel, Nástio Mosquito, Mariana Reis e Duarte, entre outros autores e compositores. 

A grande novidade é o lançamento de "Estat Limit", a nova versão interpretada em catalão por Kris Tena. A cantautora e compositora de Barcelona, conhecida pela sua música íntima e poética, traz uma sonoridade melancólica que mistura música de autor com harmonias de jazz e folk, destacando-se pelo uso marcante da guitarra e da voz. 

Esta reinterpretação nasce a partir de "Estado Limite", um tema original de Duarte, cantautor e fadista alentejano que, com uma carreira consolidada, assume o fado como matriz da sua expressão e se destaca por compor grande parte das suas obras com base em temáticas sociais e poéticas.

CHAVA | Lorem Ipsum

cHava é um artista natural de Vila do Conde que encontrou no rap a sua verdadeira linguagem artística. Integrado no coletivo DeGaragem, formado por músicos de diferentes géneros e sensibilidades, cresce num ambiente de constante partilha criativa e cruzamento de influências dentro da Garagem da Vó Dina — espaço onde grande parte dessa visão artística se foi moldando. 

Depois de vários anos a lançar temas de forma discreta no SoundCloud, cHava dá agora um passo firme no seu percurso artístico, assumindo uma visão mais clara, madura e consistente da sua identidade sonora. Nesse contexto, Lorem Ipsum surge como o primeiro projeto oficial de cHava e afirma-se como uma introdução sólida ao seu universo artístico. 

O EP mistura diferentes sonoridades, mantendo sempre uma linha condutora fiel à identidade do artista. Assente numa base de tradicionalismo do rap — com influências do boom bap, rimas multissilábicas e storytelling — o projeto expande-se para outros territórios sonoros, incorporando elementos que vão do rock ao dubstep, numa procura constante por novas texturas e atmosferas. 

O título Lorem Ipsum nasce precisamente dessa intenção: pintar o cenário antes de contar a história, estabelecer o espaço onde a narrativa irá acontecer, tal como um designer utiliza “Lorem Ipsum” para estruturar uma página antes do conteúdo final existir. 

Nesse sentido, este projeto não representa apenas a primeira apresentação séria de cHava enquanto artista, mas também a introdução oficial do coletivo DeGaragem, marcando o primeiro lançamento de ambos e o ponto de partida para o que está por vir.

 

VIVIANE | Como Se Eu Fosse Tua

Viviane lança a 24 de julho o novo single "Como Se Eu Fosse Tua", terceiro avanço do álbum "Ela por Elas", com edição prevista para 25 de setembro de 2026. Originalmente editado em 1980 pela banda Salada de Frutas, com letra de Luís Pedro Fonseca e Zé da Ponte e música de Zé da Ponte, o tema tornou-se um dos grandes clássicos da música portuguesa, eternizado pela interpretação de Lena d'Água. Mais de quatro décadas depois, Viviane apresenta uma nova leitura desta balada pop-rock, transportando-a para o universo sonoro que caracteriza Ela por Elas. 

O novo arranjo privilegia a proximidade da voz, a contenção instrumental e uma abordagem mais contemplativa, revelando novas camadas emocionais de uma canção que continua profundamente atual. Lançado no Dia Internacional do Autocuidado, o tema ganha uma nova leitura. 

A letra retrata o desgaste emocional de quem se anulou dentro de uma relação, deixando para trás a sua identidade, os amigos e os próprios interesses, até reconhecer a necessidade de quebrar esse ciclo de dependência. Uma mensagem que permanece particularmente relevante e que Viviane interpreta com delicadeza e maturidade. 

"Neste álbum, as canções originais são desconstruídas e dão lugar a arranjos mais depurados, que abrem espaço à voz. Convidam a desacelerar e a escutar de forma mais contemplativa, como um porto de abrigo no final de um dia intenso." (Viviane)

 

20/07/2026

HOT AIR BALLOON | Vila Nova de Gaia

Há muito que os Hot Air Balloon deixaram de ser apenas uma das bandas mais promissoras da nova música portuguesa. O percurso que têm vindo a construir, marcado por uma crescente circulação dentro e fora de Portugal, conhece agora um novo capítulo com a integração no cartaz do Morro Sonoro, em Vila Nova de Gaia. 

Ao lado de artistas como Tulipa Ruiz, Ana Frango Elétrico, Maria Luiza Jobim, Bezegol, Nunca Mates o Mandarim ou Asa Cobra, a banda de Braga confirma o lugar que tem vindo a conquistar entre os projetos mais relevantes da nova música independente em língua portuguesa. Nos últimos anos, os Hot Air Balloon têm consolidado um caminho raro no panorama nacional. Depois da edição de Come This Far, editado também em vinil, a banda viu a sua música ultrapassar as fronteiras portuguesas, levando os seus concertos a Espanha, França e Irlanda e despertando o interesse de novos públicos e promotores internacionais. 

Paralelamente, a presença em alguns dos principais festivais e salas do país tem confirmado uma evolução sustentada, construída sem pressa, mas com uma consistência artística cada vez mais evidente. A música dos Hot Air Balloon escapa às classificações fáceis. Entre a folk contemporânea, a pop independente e uma escrita de forte dimensão cinematográfica, o grupo criou uma identidade sonora reconhecível, onde o detalhe e a emoção ocupam um lugar central. 

É precisamente essa autenticidade que lhes tem permitido crescer de forma orgânica, conquistando espaço junto do público e da crítica sem nunca ceder à lógica da tendência ou da urgência. A integração no Morro Sonoro representa mais do que uma nova data na agenda. 

O festival, que tem vindo a afirmar-se como um espaço privilegiado para a apresentação de propostas artísticas diferenciadoras, reúne nesta edição alguns dos mais estimulantes nomes da música contemporânea lusófona. Partilhar este cartaz significa integrar um contexto artístico de elevada qualidade e confirma o reconhecimento que os Hot Air Balloon têm vindo a conquistar junto de programadores e agentes culturais. 

O concerto em Vila Nova de Gaia surge, assim, como mais um momento significativo de um percurso que continua a ganhar dimensão. Num tempo em que a velocidade parece ditar o sucesso, os Hot Air Balloon seguem um caminho diferente: o da construção paciente, da coerência artística e da convicção de que as canções encontram sempre o seu lugar quando existe verdade no que se faz. O Morro Sonoro será mais uma oportunidade para confirmar isso mesmo.

19/07/2026

NIKI MOSS | Summer Feeling

Depois de “Getting to the Bottom”, Niki Moss apresenta “Summer Feeling”, o segundo single de antecipação do seu próximo álbum. Com edição Street Mission Records e distribuição [PIAS], o tema chega a todas as plataformas digitais no dia 24 de julho. “Summer Feeling” aprofunda algumas das temáticas centrais do novo disco: o fim dos ciclos, a memória e a passagem do tempo. 

A canção reflete sobre a forma como a memória reescreve o passado, suavizando as suas imperfeições e transformando experiências incompletas em recordações idealizadas. A nostalgia surge não apenas como saudade, mas também como aviso: esperar pelo futuro para reconhecer o valor do presente pode acabar por se tornar o nosso maior arrependimento. 

Originalmente escrita e editada por Jonathan Richman, “Summer Feeling” é agora reimaginada por Niki Moss. A intimidade acústica e despojada do original dá lugar a uma versão densa, intensa e distorcida, concebida para ampliar a nostalgia da composição e exacerbar a carga emocional da letra. 

Com uma produção marcada pela distorção, por camadas densas e por elementos de synth-pop, indie e rock alternativo, esta nova interpretação transporta a canção para o universo sonoro do álbum que se encontra a caminho, tornando-se uma peça central da narrativa emocional que atravessa o disco. “Summer Feeling” estará disponível em todas as plataformas digitais a 24 de julho.

17/07/2026

VIRGEM SUTA | Ela Queria

O tempo tem uma forma singular de pôr tudo no lugar. Em "Ela Queria", agora apresentada pelos Virgem Suta numa nova versão acústica, essa ideia ganha ainda mais intimidade. Segundo tema de avanço do álbum "Sala de Estar", a canção conta a história de um Romeu que, com o passar do tempo, se rende ao ímpeto de um amor alimentado pela sua "Julieta". Entre humor, ironia e ternura, "Ela Queria" lembra-nos que, por vezes, contra todas as probabilidades, o tempo faz o seu caminho — e os finais felizes continuam a ser possíveis. 

A nova versão acústica de "Ela Queria" já se encontra disponível em todas as plataformas digitais (ouvir aqui). Entretanto, os Virgem Suta preparam-se para levar "Sala de Estar" aos palcos, numa digressão acústica que já tem três datas anunciadas: 17 de outubro, no Cineteatro Oriental, em Aljustrel; 7 de novembro, na Casa das Artes de Miranda do Corvo; e 8 de novembro, no Coliseu Club, em Lisboa. Estes três concertos contam com o apoio da Fundação GDA, no âmbito do seu programa de apoio à circulação de espetáculos.

RITA REDSHOES | Não é Normal

Rita Redshoes está de volta aos discos e apresenta, ao seu sétimo álbum, um novo capítulo na sua carreira e no panorama musical português. Dando seguimento ao espetáculo The Other Women (2012), em que homenageava compositoras de todo o mundo, surge agora a vontade de trazer de novo esta ideia, desta vez celebrando exclusivamente autoras portuguesas. 

O novo trabalho será lançado no final de Setembro. Sob o mote das múltiplas facetas do universo feminino, Rita convidou algumas das cantautoras mais relevantes do nosso país a criarem canções e letras inéditas sobre as diversas perspetivas do que é ser-se mulher no mundo atual. 

Depois de revelar “A Tua Trança”, o primeiro tema de avanço da autoria de Márcia - que conquistou as rádios nacionais, amplamente elogiado pela crítica - é a vez de dar a conhecer “Não É Normal”, o segundo single escrito por Cláudia Pascoal, já disponível em todas as plataformas digitais e acompanhado por um video de Cristina Viana. 

Escrevi ‘Não É Normal’ porque continuo fascinada com a quantidade de regras invisíveis que inventámos para existir. Há uma forma certa de ser mulher, uma forma certa de ser homem, uma forma certa de falar, de amar, de ocupar espaço”, afirma Cláudia Pascoal. 

A canção nasce dessa estranheza. Da ideia de que passamos a vida a chamar “normal” a coisas que talvez não o sejam assim tanto. No fundo, é uma música sobre liberdade. Sobre a possibilidade de sermos um bocadinho menos obedientes e um bocadinho mais nós.” 

Para Rita Redshoes: “Foi um enorme prazer pegar nesta canção da Cláudia, trazê-la para o meu universo e interpretá-la. Li-a como um apelo à reflexão sobre papéis a cumprir, normas e (pre)conceitos que urge desconstruir, para podermos viver, mulheres e homens, em maior liberdade, em consciência e com espaço para a autenticidade. Sem medo de sair de lugares onde já não cabemos, sem julgamentos. É um convite à coragem.

 

16/07/2026

XICO GAIATO | Na Raíz

“Na Raíz” é o segundo avanço de “A Cada Passo Que Dou”, o álbum de estreia de Xico Gaiato, com edição marcada para 10 de setembro pela Omnichord. Ao longo do disco, Francisco Barata parte dos sons que marcaram a sua infância na Beira Interior para os reinterpretar através de uma linguagem contemporânea, onde a eletrónica, a pop e a música tradicional se encontram naturalmente. 

Grande parte do álbum foi gravada em residência artística nas Donas, aldeia onde cresceu a sua mãe, e é aí que ganham forma muitos dos sons que atravessam o disco, dos bombos ao pífaro. Numa das canções com a participação de Rossana nasceu também nesse processo, com uma sessão criativa realizada no Cabeço do Pião, junto às antigas Minas da Panasqueira. 

O resultado é um conjunto de canções que dialoga entre passado e presente, revisitando memórias, lugares e histórias para construir uma identidade sonora profundamente enraizada no território. 

O disco será apresentado ao vivo no próprio dia do lançamento, 10 de setembro, no Fundão no Auditório da Moagem,, cidade onde o projeto nasceu, seguindo depois para o Teatrão, em Coimbra, a 16 de setembro, para a Casa da Criatividade, em São João da Madeira, a 17 de setembro, e para os Maus Hábitos, no Porto, a 9 de outubro. Estão ainda previstos novos concertos em Leiria e Lisboa, a anunciar brevemente.

 

MARINA MOLE | Slowdancing

Depois de iniciar a apresentação do seu próximo álbum com o single Luneta Azul, um surf rock luminoso, Marina Mole revela agora Slowdancing, tema que apresenta o lado B de Azucrim, com edição prevista para o segundo semestre através da editora Café8 Music. Com sonoridade garage e punk rock, a música incorpora um poema escrito em parceria com o poeta Guilherme Ziggy, autor de Consultas Autônomas (2019). 

Comecei a compor essa música numa altura em que estava ouvindo muito ‘Não sei dançar’, da Marina Lima. Estava a refletir sobre a ideia que a canção transmite: dançar devagar para acompanhar alguém. No meu caderno também tinha poemas escritos com o Ziggy através do jogo surrealista do cadáver esquisito. Peguei em algumas frases e criei uma secção mais declamada dentro da música”, conta a artista. 

Estávamos a escrever muito em conjunto e a lidar com situações semelhantes, com essa sensação de não conseguir dançar ao mesmo ritmo que outra pessoa e, ainda assim, querer arriscar. Íamos para o bar conversar e, dessas trocas, nasceram vários textos”, acrescenta Marina. “Este encontro entre o rock e a poesia está presente em algumas das minhas maiores influências. Tenho literalmente o nome Patti Smith tatuado no braço”, partilha. 

Partindo de um riff inspirado nos The Cramps, a música desenvolve-se de forma gradual até explodir em guitarras distorcidas e num ritmo acelerado. “Costumo dizer que uma grande parte de Slowdancing nem frita nem relaxa: vamos construindo uma expectativa e seguramo-la até finalmente criar um ambiente frenético”. 

No tema, Marina Mole é acompanhada por cleozinhu (bateria e coros), Lucas Monch (baixo) e Vitor Wutzki (guitarra e coros). Gravada em fita analógica por Beeau Gomez, à semelhança de todo o álbum, a música conta com mistura e masterização de Eduardo Possa (Exclusive Os Cabides).
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