16/10/2018

TEJO BEAT | 20º Aniversário do Disco de Culto que Reúne 10 Temas Inéditos


Há duas décadas, no âmbito da Expo '98, Henrique Amaro reuniu os talentos emergentes da música nacional da época, criando pontes entre os diferentes géneros e sensibilidades artísticas que se afirmavam e conquistavam públicos.

Esses mesmos artistas são hoje importantes nomes do panorama musical contemporâneo: Cool Hipnoise, Da Weasel, Primitive Reason, Ithaka, Arkham Hi*Fi, Boss AC, Flood, Blasted Mechanism, Zen, Blind Zero e Ornatos Violeta.

Num formato de workshop musical interactivo, as bandas colaboraram com os produtores Mário Caldato Jr. e Mário Barreiros na criação de um disco que viria a ser editado com selo NorteSul / Valentim de Carvalho.

Deste trabalho conjunto, saíram 10 temas inéditos e exclusivos da colectânea, motivo pelo qual volvidos 20 anos "Tejo Beat" goza de estatuto de disco de culto.

A edição em CD encontra-se há muito esgotada, mas a tecnologia está do nosso lado e é já possível ouvir este registo único e histórico do final do século XX em Portugal.

Henrique Amaro, director artístico do projecto, recorda como nasceu o conceito e como decorreram as gravações, numa verdadeira viagem no tempo em pleno Parque das Nações.



Alinhamento:

01. Intro

02. Cool Hipnoise - Change

03. Da Weasel - Produto Habitual

04. Primitive Reason - Quando Uno Pisa Un Caracol

05. Ithaka com Arkham Hi*Fi - The Day Was Hot

06. Boss AC - It's All Right

07. Flood - Viaje Universal

08. Blasted Mechanism - Thick Tongue

09. Zen - Air

10. Blind Zero - The Wire

11. Ornatos Violeta - Tempo De Nasce

VÍDEOCLIP | "Afeto" - Mayra Andrade


Cinco anos depois de "Lovely Difficult", Mayra Andrade regressa em 2019 com um álbum de referência e um novo som. Uma mistura perfeita e natural de Afrobeat, música urbana e música tradicional de Cabo Verde. 

Mayra Andrade nunca esteve tão perto do seu tempo e de si mesma com este novo álbum de raiz cantado em crioulo cabo-verdiano e português. Gravado entre Paris e Abidjan, Mayra explora mais uma vez um novo território musical por meio da colaboração com o amigo e músico Kim sempre Alves e dois jovens beatmakers talentosos 2B e Akatché diretamente da cena musical urbana de Abidjan e Dakar (perto de Sidiki Diabate, Wizkid e Mr Eazy).

"Afeto" é o single de avanço deste novo disco.


ANDRÉ M. SANTOS | "Sete"


Acaba de chegar às lojas o álbum de estreia a solo de André M. Santos - "Sete".

"Desde há muito que o número 7 me acompanha de uma forma peculiar. Ainda novo o encarei como um número da sorte para mim. Mais tarde fui descobrindo toda a carga mística que acarreta em si, sendo mesmo considerado um número que representa a totalidade, a perfeição, a consciência, a intuição, a espiritualidade, a vontade e ainda a conclusão cíclica e renovação.

De forma humilde abraço esta simbologia para o meu primeiro trabalho em nome próprio, iniciando assim um novo ciclo no meu percurso musical. Este disco espelha de uma forma muito completa a minha total essência enquanto músico (guitarrista, compositor e produtor) passando pelas diversas estéticas musicais que me enchem a alma.

7 são as músicas a solo, 7 são as músicas com convidados de luxo, 7 são as cores do arco-íris, 7 são os chakras, 7 são as colinas da minha linda Lisboa, 7 são..." (André M. Santos)

Licenciado em economia pela Universidade Nova de Lisboa (2006), em guitarra (2010) e composição (2015) pela Escola Superior de Música de Lisboa. André teve aulas de Guitarra Flamenca com Oscar Herrero (Madrid) e Pedro Jóia (Lisboa).

Ao longo da sua carreira já tocou com a Orquestra Sinfonietta de Lisboa, Coro Gulbenkian, Orquestra Chinesa de Macau e alguns dos artistas portugueses mais famosos (ex: Teresa Salgueiro, Resistência, Mariza, Ricardo Ribeiro, Mísia, etc.) em vários países do mundo.

É membro residente do Júri do “Concurso de Música de Intervenção de Almada” desde 2007. Em 2011 recebeu o prémio “Jovem Talento” pelo município de Almada.

Como compositor tem escrito para diferentes projetos e estilos de música, abrangendo grupos de música de câmara, grupos de jazz até orquestras de grande dimensão. A sua música tem sido interpretada por alguns dos mais prestigiados músicos de Portugal deste os EUA até à China.

Em 2016 ganhou o prémio de melhor edição pela Associação Nacional de Flauta dos EUA com a sua peça “O motivo da menina Laite” para flauta solo.

André M. Santos é o guitarrista do grupo Melech Mechaya e faz parte do Quarteto de Guitarras de Lisboa.


RUI VELOSO | Campo Pequeno


Rui Veloso, o grande nome da música portuguesa, acaba de anunciar um concerto muito especial que terá lugar dia 08 de Dezembro, no Campo Pequeno.

O cantor, compositor e guitarrista vai apresentar os clássicos de uma carreira recheada de sucessos, num concerto de Natal que pretende reunir as várias gerações de fãs do artista preferido dos portugueses. Os bilhetes serão disponibilizados para venda quinta-feira, 18 de Outubro, às 10.00h.

Com um alinhamento único e detalhadamente preparado para esta noite, o concerto contará com temas memoráveis como “Chico Fininho”, “Não há estrelas no céu”, “A paixão (segundo Nicolau da viola)”, “Jura”, “Porto Covo” ou “Nunca me esqueci de ti”.

Um espetáculo para os fiéis fãs e a oportunidade única para conhecer uma das carreiras de maior sucesso da música nacional.

Rui Veloso é hoje um dos artistas mais influentes da música portuguesa, com sucessos que atravessam gerações, e uma vasta história onde se cruza enquanto artista e compositor com alguns dos mais galardoados nomes da música nacional e internacional.

Afinem-se as vozes para cantar em uníssono todas as músicas de várias gerações.

MALCONTENT REGRESSAM COM NOVO SINGLE "THIS IS THE VIOLENCE OF INSTITUTIONS"


É num mundo polarizado, ainda mais intolerante, violento, com milhões subjugados ao poder do dinheiro cada vez mais na mão de poucos que os malcontent regressam. "This Is The Violence of Institutions", o terceiro longa duração, é um retrato desse mundo onde até a democracia se autodestrói.

Quatro anos após a edição de "Riot Sound Effects", "This Is The Violence Of Institutions" traduz um som ainda mais contundente, questionando a surpreendente incapacidade de contestar o status quo. Num universo sonoro que espelha uma sociedade onde a violência e o entretenimento se confundem, os malcontent incentivam à objecção, a uma atitude diferente.

"Just Loneliness Can Save The World" é o primeiro avanço do novo álbum, que vai ser editado em novembro. O single, disponível nas plataformas digitais a partir de amanhã, é um estímulo à autoconfiança, à determinação, à liberdade individual em oposição ao unanimismo.

A primeira apresentação ao vivo de "This Is The Violence Of Institutions" está agendada para o dia 8 de Dezembro no Woodstock 69, no Porto.

THE BLACK MAMBA | Musicbox


The Black Mamba irão apresentar ao vivo o novo disco The Mamba King já no próximo dia 6 de Novembro, pelas 21.30h, no MusicBox, em Lisboa. O novo álbum fica disponível em todas as lojas e plataformas digitais a 19 de Outubro e já se encontra em pré-venda, em formato CD e Vinil.

Antes desta festa de lançamento, haverá lugar para dois showcases: dia 26 de Outubro, pelas 21h30, na Fnac do Norteshopping e dia 27 de Outubro, pelas 17.00h, na Fnac do Colombo. Entre outros temas novos, serão tocados os singles “Stronger” e o mais recente “Believe”, presentes em várias rádios nacionais.

VÍDEOCLIP | “Por Favor (Diz-Me)”- Boss AC


Depois de este ano ter regressado aos discos com o EP “Patrão”, do qual saiu o sucesso "Queque Foi”, Boss AC lança finalmente a 26 de Outubro o seu muito aguardado novo álbum de estúdio, “A Vida Continua…”.

“A Vida Continua…” é apresentado pelo single “Por Favor (Diz-Me)”, que conta com a participação especial do cantor Matay. O tema e o vídeo são revelados hoje, 16 de outubro.

O disco já se encontra disponível em regime de pré-venda no formato físico e digital. Nas lojas Fnac, a pré-venda do álbum físico traz como oferta o EP “Patrão”. Boss AC vai fazer uma apresentação do novo disco na Fnac do Colombo, no dia 28 de Outubro, às 18.30h.

O novo AC é o velho AC, se não fosse assim eu não estava aqui.” O presságio consta no EP “Patrão”, lançado em Abril, e acaba por servir de mote ao que encontramos neste sexto e novo álbum de Boss AC, “A Vida Continua...”, e a música também.


FERNANDO CUNHA | "Afastei-me"


Fernando Cunha apresenta "Afastei-me" tema de avanço de “A Guitarra a Tocar” que será editado no início de 2019.

Afastei-me” é um tema de reflexão interior sobre a perda de algo muito importante na nossa vida que nos habituamos a tomar como garantido , até que um dia acordamos e simplesmente desapareceu!....(Fernando Cunha)

O novo CD de Fernando Cunha inclui temas originais assim como Clássicos dos Delfins, banda que fundou nos anos 80. Em breve poderá ouvir o seu novo trabalho ao vivo nos palcos do Misty Fest.


SEAN RILEY | "California"


Agenda:

17 de Outubro - Festival MaMa, Paris

19 de Outubro - CAE Sever do Vouga

23 de Outubro - Jameson Urban Routes, Musicbox (Lisboa)

www.facebook.com/SeanRileyTheSlowriders

ALA DOS NAMORADOS | Coliseu dos Recreios

15/10/2018

KEEP RAZORS SHARP | "Overcome"


A quatro dias de editar o muito aguardado segundo álbum - "Overcome" - os Keep Razors Sharp apresentam o segundo single que o antecipa, com o mesmo nome.

Depois de um Verão passado a levantar o véu ao que aqui nos vai chegar, em festivais como o Super Bock Super Rock, Vodafone Paredes de Coura ou Indie Music Fest, é esta semana que tudo acontece. Hoje apresentam o videoclip para o single "Overcome", realizado por Joana Linda, que assina também as novas fotogafias do grupo. No próximo dia 19 de Outubro chega às lojas o novo disco.

"Overcome é um videoclip que se posiciona entre os mortos e os vivos, o passado e o futuro. É sobre passagens e viagens, no seu sentido mais metafórico. Habita um lugar temporal e geograficamente impreciso onde as distâncias físicas e emocionais se esbatem, onde tudo pode acontecer ao mesmo tempo, onde podemos estar em todo o lado ao mesmo tempo." (Joana Linda)


GRANDFATHER’S HOUSE PARTEM PARA TOUR EUROPEIA COM :PAPERCUTZ E APRESENTAM NOVO VÍDEOCLIP


GrandFather’s House apresenta o seu terceiro single de apresentação do longa duração "Diving" editado em Setembro de 2017, desta vez com o tema “Drunken Tears”.

Para este terceiro single, a banda apresenta um vídeo de animação realizado por Pedro Oliveira. A narrativa retrata uma personagem que aparentemente se encontra num relacionamento de amor/ódio com outra personagem, mas que se revela ser com ela mesma.

Depois de se juntarem a :Papercutz numa residência artística onde desenvolveram um trabalho exclusivo em torno de temas de ambos os projetos, preparam um ciclo de espetáculos únicos por Portugal onde apresentarão temas seus partilhados em palco e reinventados pelos elementos de cada grupo, num espetáculo único e dinâmico.

Fora de território nacional, também no âmbito da residência, os GrandFather’s House partem assim na sua terceira tour europeia, também na companhia de :Papercutz. Depois de marcarem presença no Festival Waves Vienna, em Setembro, o projeto continua com o seu trabalho de internacionalização.

Grandfather’s House é uma banda de Braga que surge em 2012, com Tiago Sampaio na guitarra, Rita Sampaio nos sintetizadores e voz e João Costeira na bateria na sua formação incial, contam até hoje com mais de 250 concertos dados por todo o país e internacionalmente. Com o seu primeiro EP Skeleton, editado em 2014, percorrem Portugal na sua promoção. Em 2016, editam o longa-duração Slow Move sendo aclamados pelo público e pela crítica tendo, com este, lançado dois singles “Sweet Love Making” e “My Love”.

"Diving" é o resultado de uma residência artística no espaço gnration (Braga), contando com as participações de Adolfo Luxúria Canibal, Nuno Gonçalves e Mário Afonso, na voz, teclados e saxofone, respectivamente e é neste disco que a banda anuncia a mudança na sua composição com Ana João Oliveira a substituir João Costeira. Com um método de composição mais complexo, que contou com a participação de mais um elemento em todos os temas – o músico convidado, Nuno Gonçalves (teclas) – a banda, explora assim, uma sonoridade mais densa. 

As letras do disco, por Rita Sampaio, incidem nas memórias, lembranças e de certas emoções que estas trazem com elas. A temática do disco vai desde o despertar de memórias que pareciam adormecidas pelo tempo, crescendo uma raiva, quase um estado depressivo, transformando-se na sua aceitação e num estado de paz de espírito. Gravado e produzido na Mobydick Records (Braga) por Budda Guedes e Grandfather’s House, misturado e masterizado no HAUS (Lisboa) por Makoto Yagyu.


VÍDEOCLIP | "Manto Branco" - Flak


"Manto Branco" é o nome do novo single de Flak. Trata-se do segundo tema de avanço do novo disco, Cidade Fantástica, que chega às plataformas digitais no dia 19 de Outubro e já nos tinha dado a conhecer o tema "Ao Sol da Manhã" em finais de Agosto. O disco, produzido por Benjamim e Flak, terá também edições em CD e Vinil, que chegarão às lojas a 9 de Novembro.

"Manto Branco. Não sei de onde me veio a frase. Manto Branco universo. Across the Universe. Olhar de Falcão. As palavras foram surgindo em simultâneo com a melodia. A segunda estrofe foi escrita mais tarde a partir do nome de uma antiga banda psicadélica brasileira, Perfume Azul do Sol. O vídeo do Vasco Mendes sugere-nos que algo vai acontecer. Por certo nada de bom. Talvez uma premonição. Um sinal dos tempos."

Os concertos de lançamento, por sua vez, serão no Teatro Ibérico, nos dias 8 e 9 de Novembro, às 21.30h (evento | bilhetes). Em palco com o Flak estarão António Vasconcelos Dias, Zé Guilherme Vasconcelos Dias, David Santos, João Pinheiro, bem como um coro especial e outros convidados.


DIABO NA CRUZ | "Malhão 3.0"


Chama-se "Malhão 3.0" e é o primeiro vídeo para a "Lebre" dos Diabo na Cruz. O vídeo foi realizado por Filipa Braga Cruz, com animação da Animavideo. O disco novo está nas lojas e os Coliseus à porta (Lisboa - 15 de Novembro e Porto - 22 de Novembro).

PRANA | "Ser Nenhum"


Depois de passarem por várias cidades do país, os Prana apresentam o seu terceiro e mais recente álbum, “Ser Nenhum”, no Porto. O trio de São João da Madeira atua a 7 de Dezembro no Passos Manuel.

Coimbra, Braga, Aveiro, Viseu e Évora são algumas das cidades que os Prana passaram com o “Ser Nenhum” no bolso. A adicionar à lista chega (finalmente) o Porto, um dos muitos concertos de apresentação sonhados e finalmente concretizados.

“Ser Nenhum” são 13 temas, cantados em português, que exploram o pessoal e o íntimo de cada um não esquecendo aquilo que nos envolve e rodeia. “Não te Dás a Ninguém”, “Mulher ou Comandante”
e “Vaso Chinês” são os singles de avanço.



LUÍSA SOBRAL | "Rosa"


“Rosa”, o 5.º álbum de Luísa Sobral, chega às lojas dia 9 de Novembro. “O disco é feito de histórias, algumas reais, outras menos. É um disco muito crú onde o mais importante são as letras e as melodias”, diz Luísa.

Produzido pelo catalão Raül Refree (Raul Fernandez Miró), produtor de nomes como Mala Rodriguez, Silvia Perez Cruz e a Rosalía, “Rosa” foi, todo ele, gravado como se fosse ao vivo. “Aceitámos as imperfeições como parte da emoção de cada take.” Para além da voz e guitarra, Luísa Sobral e o seu produtor privilegiaram os instrumentos clássicos: trio de sopros e percussão clássica.

“Rosa” já se encontra disponível em pré-venda na Fnac, numa edição autografada e com desconto de 2€, disponível até à data de edição.

O álbum é o sucessor dos galardoados "The Cherry on My Cake" (Platina); "There's a Flower in My Bedroom" (Ouro); "Lu-Pu-i-Pi-Sa-Pa" (ouro) e o mais recente "Luisa".

14/10/2018

ANTÓNIO CHAINHO CONVIDA ANTÓNIO ZAMBUJO | Póvoa de Varzim


Trata-se de um encontro único: no próximo dia 29 de Novembro, o Mestre António Chainho convida António Zambujo para um concerto no Cine-Teatro Garrett, na Póvoa de Varzim, com a chancela do Soam As Guitarras. Os bilhetes já se encontram à venda.

A partilha em palco de linguagens musicais e do talento de gerações distintas é um dos pilares da programação do Soam As Guitarras e é representativa dos múltiplos encontros que um dos mais importantes eventos dedicados à guitarra em Portugal tem promovido. 

A data de 29 de Novembro serve, também, por isso, de ponto de partida para a sua terceira edição, com o concerto do Cine-Teatro Garrett a ser precedido pelo anúncio oficial das datas e da programação do Soam As Guitarras 2019, que incluirá a Póvoa de Varzim na rota dos municípios que celebram a guitarra e à qual já pertencem Oeiras e Évora.

OS AZEITONAS REGRESSAM AO COLISEU DO PORTO EM OUTUBRO DE 2019


Pisar o palco do Coliseu do Porto não é novidade para Os Azeitonas: já por duas vezes encheram a mais mítica das salas de espetáculos da cidade do Porto. A estreia foi em 2013, com um concerto que, além de incluir big band, fanfarra e quartetos de cordas e clarinetes, acabou na rua, com banda e fãs a fazerem a festa no exterior. Em 2016 voltaram para mais um concerto memorável, que contou com Tatanka (The Black Mamba), Presto (Mind da Gap) e Luisa Sobral como convidado.

Dia 12 de Outubro de 2019, ou seja, daqui a um ano, a banda regressará ao Coliseu para mais uma noite que será certamente especial.

Mais uma vez, a banda irá apresentar alguns dos êxitos mais marcantes dos seus mais de quinze anos de carreira, e que são já bem conhecidos do público, como “Quem És Tu Miúda”, “Ray-Dee-Oh” ou “Nos Desenhos Animados (nunca acaba mal)”, mas também os mais recentes temas, incluídos no último álbum de originais – Banda Sonora – tais como “Cinegirasol”, “Fundo da Garrafa” ou “Oito e Meia”.

Os bilhetes para este concerto estão já disponíveis nos locais habituais e em Ticketline.pt.

GIMBA | "Ponto G"


Gimba, «um alfacinha sorridente, um autêntico trovadeiro acusticurbano que assina canções em português bem escorrido», regressa aos discos, com o "Ponto G"!

Em meados da década de 80 fundou o histórico grupo Os Afonsinhos do Condado, esteve na origem, juntamento com o Zé Pedro, dos Xutos & Pontapés, de quem foi padrinho de baptismo, em 1991 integrou Os Irmãos Catita, com Manuel João Vieira, e gravou também um disco em nome próprio, em 1997. Foi ainda a cara do mítico Pop Off (RTP).

Enquanto produtor, trabalhou com artistas tão variados como Tim, Deolinda, Boss AC ou José Cid. Fez música para programas de televisão (“O Cabaret da Coxa”; “O Homem Que Mordeu o Cão”; “Estado de Graça”; “Donos Disto Tudo”). Também assinou bandas sonoras de programas de humor (“O Programa da Maria”; “Paraíso Filmes”, “Boa Noite, Alvim”), cinema (“O Crime do Padre Amaro”; “Um Passeio de Barco”), e produziu ainda repertório infantil (“As Canções da Maria”; “Contos de Salarissarim”), além de vários trabalhos em rádio, teatro e publicidade.

Eugénio Lopes, mais conhecido por Gimba começou a estudar piano aos 6 anos, e flauta aos 8, mas foi só aos 14, ao começar os estudos de guitarra que escreveu as primeiras canções. As suas referências musicais assentam principalmente no que ouvia em casa durante a infância: discos de jazz melódico (Dave Bruebeck, Wes Motgomery, etc…), Bossa Nova (Tom Jobim, João Gilberto…), e muito do que passava na rádio (Beatles, Stones, Dylan, Soul e R&B…). Seguiu atentamente a evolução da música portuguesa desde os tempos áureos do Festival da Canção, seguindo-se a “geração Zip-Zip”, a música de intervenção do 25 de Abril, o fenómeno do rock sinfónico e o boom do Rock Português.
Com muita estrada na bagagem, continua fiel ao seu formato preferido – guitarra acústica e voz – e ao ecletismo que sempre o caracterizou. O leque de 11 canções vai da simples balada até ao rock de barba dura, mas sempre com um traço comum – uma toada bem disposta e moderadamente irónica, com letras cativantes em português «bem escorrido». É talvez o trovadeiro que mais se preocupa em cantar a sua língua como quem a fala. Os seus temas vão da crítica social à canção de amor, sendo o maior deles, Lisboa, a sua cidade.

Tudo isto está bem patente neste “Ponto G”, que agora chega às lojas e, que coincide também com os quarenta anos de música (!) do Gimba. Especial atenção para a música “Vá lá!!”, cantada bem alto pela voz de 12 ilustres convidados (de “A” – Ana Bacalhau, a “Z” – António Zambujo), um manifesto algo panfletário, brindando «à revolução e à anarquia»! É também dedicado à memória do grande amigo do Gimba: Zé Pedro.


NÁDIA SCHILLING | Ponte de Lima

13/10/2018

UHF | 40 Anos Numa Noite


Os UHF deram o seu primeiro concerto a doer no dia 18 de Novembro de 1978, há 40 anos, fundaram o movimento comummente designado por rock português e transformaram a indústria musical portuguesa quando uma canção – "Cavalos de Corrida" – passou a disputar os tops de vendas de discos e foi (e é) chamada para todos os palcos do país. Editada em 1980, esta canção e outras cruzam gerações, fenómeno que os teóricos saberão desvendar.

Exactamente 1.744 concertos depois (no final de Setembro), e com quase um milhão e meio de discos vendidos, os UHF fecham o ano com duas produções de grande rigor artístico: em Lisboa, a 22 ce Dezembro (Aula Magna), e no Porto, a 29 de Dezembro (Casa da Música), com artistas convidados nas duas noites.

BOSS AC | “A Vida Continua…”


Depois de este ano ter regressado aos discos com o EP “Patrão”, do qual saiu o sucesso "Queque Foi”, Boss AC lança finalmente a 26 de Outubro o seu muito aguardado novo álbum de estúdio, “A Vida Continua…”.

O disco já se encontra disponível em regime de pré-venda no formato físico e digital. Nas lojas Fnac, a pré-venda do álbum físico traz como oferta o EP “Patrão”.

“A Vida Continua…” é apresentado pelo single “Por Favor (Diz-Me)”, que conta com a participação especial do cantor Matay. O tema e o vídeo serão revelados já na próxima terça-feira, 16 de Outubro.

O novo AC é o velho AC, se não fosse assim eu não estava aqui.” O presságio consta no EP “Patrão”, lançado em Abril, e acaba por servir de mote ao que encontramos neste sexto e novo álbum de Boss AC, “A Vida Continua...”, e a música também.

NBC | 10 Anos de Maturidade

CARTAZ | Concerto

12/10/2018

OLD JERUSALEM | Discurso Direto


Old Jerusalem edita hoje o 7º álbum de originais. “Chapels” é uma colecção de canções imediatas e sem adornos. O que se ouve é praticamente a primeira fixação gravada de cada um dos 10 temas que compõem o disco, em interpretações ainda intimamente associadas ao processo da sua escrita e deixando a nu os alinhavos de arranjos e as primeiras sugestões de caminhos melódicos e harmónicos. Pretendeu-se, segundo Old Jerusalem que cada canção veiculasse assim o seu primeiro ímpeto criativo e a urgência da sua comunicação. Francisco Silva, desvenda hoje em "Discurso Direto" as dez canções de "Chapels".

Carnation day" + "How beautiful, that"

O Jorge Coelho, de cujo trabalho sou fã há longos anos, enviou-me uns quantos trechos de guitarra a ver se me ocorria alguma coisa que pudesse acrescentar-lhes. Cada uma dessas colaborações livres foi tomando rumos diferenciados, mas estes dois trechos em particular pareceram-me perfeitos para usar como "bookends" do disco que estava a preparar, pelo que me apropriei deles para Old Jerusalem. Como quase todos neste disco, os temas aparecem no seu primeiro registo e não foram re-gravados, o que quer dizer que, junto com a nossa prestação (minha e do Jorge), se consegue discernir também a colaboração da máquina de secar do 6º esquerdo...

Black pool of water and sky

Tema que se tornou fulcral na estrutura e na ideia deste disco. É uma canção "informada" por outra, do Phil Elverum / Mount Eerie ("Ancient questions", que é inclusivamente citada na letra num par de momentos) e como os 2 temas estavam bastante relacionados fiz uma coisa incaracterística para mim mas que gerou um resultado muito simpático: decidi enviar ao Phil Elverum a minha canção. No dia seguinte recebi a sua resposta,agradecendo e dizendo que era "a beautiful song". O que, claro, como eles dizem, "made my day".



The meek

Uma pessoa amiga deu-me nota de que se sentiu algo perturbada e até magoada pela narrativa implícita neste tema. Compreendo, e como lhe expliquei, é efectivamente uma "bad vibe song" sobre uma certa forma comum de fraqueza que é justificável mas roça a cobardia e da qual não me isento, pelo que também para mim não é uma canção "confortável".

Oleander

Consta que o oleandro, uma planta tóxica, teria sido usado pela sacerdotisa Pítia para induzir as visões e alucinações que estavam na base das suas profecias. O oleandro é a flor oficial da cidade de Hiroshima, por ter sido a primeira a florescer no local depois da explosão da bomba atómica.

I could never take the place of your man

Sempre que trabalhava nos rudimentos desta canção as palavras que se lhe colavam eram as do "I could never take the place of your man", pelo que se pode dizer que este tema "quis" ser uma versão dessa canção do Prince.

Lighthouse

é uma canção algo escura e, para os parâmetros de Old Jerusalem, quase política, pessimista quanto à capacidade dos poderes instalados em conduzir a bom rumo os nossos destinos colectivos: "the general's wavering, he can't handle the math / so call the troops back, they've been sent to their sure death".

Ancient sand, ancient sea

tem como subtítulo uma linha de uma canção dos Nirvana: "A Leonard Cohen afterworld". É uma canção emotiva com partes que começaram a ser escritas pouco depois da morte do Kurt Cobain. Acresce que por algum motivo obscuro imagino sempre o refrão na voz do Chris Cornell - dois factores que tornaram a canção numa espécie de elegia pessoal a um determinado momento no tempo.

Lucky me

Polaroid de um amanhecer. Uma "love song", no sentido tradicional.

Magna

há uns tempos, no processo semi-consciente que está muitas vezes associado à escrita de canções, "saiu-me" uma referência à Marie Laveau e comecei uma estrofe que fantasiava uma historieta em torno dela e de outro protagonista - Glapion, seu companheiro e amante. Por algum motivo o rumo daquelas personagens tornou-se numa versão mitificada/romantizada (algo caricatural também, é certo) da história de um casal de amigos. Ela, Magna na vida real, misteriosa e com um ar de quem sabe mais do que alguma vez vai dizer; ele "living (a bit) on the edge", há muitos anos, quando éramos todos "apenas miúdos". Não sendo expressa ou literalmente sobre eles, e sendo até uma forma redutora de os representar, é uma canção sobre uma certa e eterna forma de se ser jovem - ou, citando outra canção, de como "to be young (is to be sad, is to be high)"

FREDDY LOCKS | Discurso Direto


Seis anos após o seu último disco "Rootstation", Freddy Locks regressa com um novo álbum chamado "Overstand". No dia em que o novo trabalho do "guerreiro da Liberdade" chega às lojas, recebemos em "Discurso Direto" Freddy Locks.

Portugal Rebelde - Seis anos o teu último disco, “Rootstaion”, regressas em 2018 com um novo álbum chamado“Overstand”. A que se ficou a dever este longo silêncio?

Freddy Locks - Tive grandes mudanças na minha vida pessoal e queria que este disco fosse o mais forte possível. Fiz tudo com mais calma neste disco, gravei no estúdio KND, foi misturado pelo Beat Laden e masterizado pelo Dubmatix, foi a primeira vez que fiz estes 3 processos em estúdios diferentes, o que tomou mais tempo mas teve um resultado muito bom.

PR - Depois do lançamento dos singles “Earth” e “Overstand”, “Present” é o mais recente tema a ser divulgado. De que é nos fala esta canção?

Freddy Locks - “Present” fala em viver o dia, estar vivo, “o passado é historia, o futuro é um mistério, o presente é uma dádiva por isso é que se chama presente…”é o que diz o refrão. Não há nada mais importante do que viver o dia e viver em harmonia com o que nos rodeia, por isso a letra fala também de tolerãncia e aceitação de toda gente, independentemente da cor, idade, religião, sexo ou orientação sexual.



PR - Um dos convidados deste disco é Tranquilo, voz no tema “Hear Your Voice”. Queres falar-nos um pouco desta participação?

Freddy Locks - O Tranquilo é dos meus melhores amigos, é como um irmão, adoro a forma como escreve. Esta canção fala em acção, toda gente se queixa de muita coisa mas depois não faz nada para mudar, fala em tomarmos a responsabilidade pelo o que nos rodeia, espalhar a nossa verdade. Em todos os meus discos gosto sempre de ter pelo menos uma musica que represente o hip hop e em português, mais uma vez escolhi o Tranquilo para fazer isso.

PR - A energia contagiante e a qualidade musical e sonora deste "Overstand” contou com a masterização do canadiano Dubmatix, um dos maiores nomes mundiais da cena Reggae/Dub. Este foi um “Sonho” tornado realidade?

Freddy Locks - Sim. É um motivo de grande orgulho, é muito gratificante ter uma pessoa tão importante e talentosa que nos apoia e acredita no nosso trabalho e ter o contributo dele na qualidade do meu som é uma grande alegria.

PR - O que é significa para ti teres sido recentemente capa da maior revista de Reggae americana “IRIE”?

Freddy Locks - Significa que estou no caminho certo. Sempre senti que tinha valor para estar ao lado dos melhores músicos e cantores do Reggae Mundial, mas ter esta honra é uma confirmação muito importante e dá-me muita força para continuar a fazer mais e melhor musica no futuro.

PR - “Overstand” é um disco para ficar muito tempo na nossa cabeça?

Freddy Locks - Acredito que sim. É talvez o meu disco mais completo, mais bem produzido e tem uma energia mais positiva do que os últimos que gravei. Sinto que todos os temas têm vida própria e que vai tocar o coração de muita gente.


DIABO NA CRUZ | "Lebre"


Quatro anos após o lançamento do álbum homónimo, os Diabo na Cruz regressam hoje às edições com “Lebre”, o muito aguardado quarto álbum de originais.

A banda começou por desvendar o regresso enviando postais com uma lebre para alguns fãs e jornalistas, e tem vindo a revelar nas redes sociais conteúdos que antecipam o novo disco. A 10 de Setembro, foram lançados em simultâneo os dois singles “Forte” e “Roque da Casa".

Para além da habitual formação do grupo, Bernardo Barata (baixo e coros), João Pinheiro (bateria), João Gil (teclados e coros), Sérgio Pires (viola braguesa e coros), Manuel Pinheiro (electrónica e percussões) e Jorge Cruz (voz e guitarra), participam ainda no novo álbum Luís Figueiredo (com um arranjo para Quinteto de Cordas na canção "Balada") e Luís Coelho (guitarra portuguesa em "Montanha Mãe/Contramão").

Os Diabo na Cruz farão o seu regresso aos palcos em Novembro, no Coliseu dos Recreios (15 de Novembro) e no Coliseu do Porto (22 de Novembro).

“Lebre” está disponível em CD, LP, venda digital e streaming a partir de hoje.

MÁRCIA | "Vai e Vem"


Hoje é o dia em que chega ao nosso mercado o novo disco de Márcia. “Vai e Vem” é assim o sucessor de “Quarto Crescente”, de 2015, e foi precedido pelo lançamento no passado dia 21 de Setembro do single “Tempestade”. O single saiu acompanhado de um videoclip, filmado no Bairro da Fonte da Prata, com realização de Filipe C. Monteiro e Direcção de Fotografia de Ricardo Magalhães. Um vídeo tocante e que conta com a participação de vários moradores do bairro.

O novo álbum contém 12 novas canções e as participações de alguns amigos como António Zambujo, Samuel Úria e Salvador Sobral.

Todos os temas são da autoria de Márcia e a produção esteve a cargo de Filipe C. Monteiro (Tomara), João Pimenta Gomes (Kid Gomez) e Márcia, excepto,“Vai e Vem”, produzido por Márcia e Luis Figueiredo; “Agora” e “Tempo de Aventura”, produzidos por Filipe C. Monteiro e Márcia; “Manilha”, “Mil Anos” e “Ao Chegar” produzidos por Márcia.

O álbum foi gravado por Nelson Carvalho, assistido por João Pedreira, nos estúdios Valentim de Carvalho. Misturado por Nelson Carvalho com Márcia e Masterizado por Andy Vandette.

Alinhamento:

01. Tempestade

02, Vai e vem (com António Zambujo)

03. Corredor

04. Manilha

05. Emudeci (com Samuel Úria)

06. Mil anos

07. Agora

08. Pega em mim (com Salvador Sobral)

09. Tempo de aventura

10. Do que eu sou capaz

11. Amor conforme

12. Ao chegar


LINCE | "Hold To Gold"


Eis, finalmente, o primeiro álbum de LINCE! Intitula-se “Hold To Gold” e inclui 11 temas inéditos inteiramente da autoria de Sofia Ribeiro, a miúda loira de olhos azuis que encontrou em LINCE o seu alter-ego musical.

Se em “Drops”, o EP publicado no Verão de 2017 e que mereceu lugar de destaque nos balanços musicais do ano, já era perceptível um padrão próprio assente numa aparente dicotomia entre emoções e sensações, “Hold To Gold” reforça essa matriz na música criada por LINCE - entre apelos à dança e à contemplação ou entre diálogos e monólogos (nalguns casos como se de mantras se tratassem num quase paralelismo musical à obra visual “Memento”) - bases sonoras que nos provocam e nos obrigam a percorrer as sonoridades clássicas de um piano por entre a densidade da electrónica servida por ritmos e registos contemporâneos. E tudo isto pela mão da sua voz cristalina e educada.

“Hold to Gold” vai ser apresentado ao vivo, no Porto e em Lisboa, respectivamente a 17 de Outubro, no Maus Hábitos, e, a 19, no Musicbox, com a característica de associar à compra do bilhete a oferta de um exemplar do novo trabalho (preço bilhete: 9€).


GISELA JOÃO INTERPRETA CLÁSSICOS EM “UMA NOITE DE NATAL” NO PORTO, COIMBRA E LISBOA


Gisela João está a preparar um espectáculo único de Natal, com repertório por si escolhido, em que, acompanhada por um trio de jazz e uma orquestra, interpreta clássicos desta quadra festiva. Os concertos decorrem no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, de 20 a 22 de Dezembro, na Casa da Música, no Porto, a 27 de Dezembro, e no Convento São Francisco, em Coimbra, a 29 de Dezembro. Os bilhetes já se encontram disponíveis nos locais habituais.

Mundialmente aclamada com uma das maiores fadistas contemporâneas, Gisela João mostra neste espectáculo especial um talento para interpretar géneros musicais além do fado que muitos desconhecem ainda, escolhendo um alinhamento de canções intemporais, reconhecido por públicos de todas as gerações: “Silent Night”, composta por Franz Xaver Gruber, com letra de Joseph Mohr; “Santa Claus is Coming to Town”, composta por John Frederick Coots e Haven Gillespie; “White Christmas”, composta por Irving Berlin; “Have Yourself a Merry Little Christmas”, composta por Hugh Martin e Ralph Blane; ou “Little Saint Nick”, dos Beastie Boys, são apenas alguns dos temas escolhidos. Os arranjos estão a cargo de Luís Figueiredo.

Para “Uma Noite de Natal”, Gisela João convida um trio de Jazz de luxo, constituído pelo próprio Luís Figueiredo (piano), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria), e a Orquestra Filarmonia das Beiras, liderada pelo maestro António Vassalo Lourenço. A cenografia do espectáculo é assinada por André Teodósio em parceria com a própria artista.

Com dois álbuns editados, Gisela João tem sido invariavelmente distinguida por publicações de referência como a Blitz, Time Out ou o Expresso, tendo ainda recebido o Globo de Ouro para Melhor Intérprete Nacional. Em Dezembro, nos concertos de Lisboa, Porto e Coimbra, interpreta alguns dos clássicos intemporais que continuam a emocionar o público de todo o mundo.

A DATE WITH LUX | Coimbra

11/10/2018

CAPICUA | Cantos na Maré


A 14ª edição do Cantos na Maré – Festival da Ilusofonia que acontece na Galiza de 11 a 14 de Outubro, festeja a diversidade, o encontro e a junção de várias culturas que refletem a forma como a cidade de Pontevedra (onde tem lugar) tem crescido, tendo-se tornado nos últimos anos internacionalmente conhecida e premiada pela sua aposta na convivência, sustentabilidade e sobretudo na valorização do seu património natural e cultural.

Capicua irá participar no referido festival, no dia 12 de Outubro. Inicialmente o concerto esteve agendado para espaço ao ar livre, mas devido à chuva que se prevê para os próximos dias na região, a produção teve que alterar a programação do festival, pelo que o espetáculo de Capicua terá lugar no Auditório Pazo da Cultura de Pontevedra, às 22.00h.

Capicua que já atuou por diversas vezes na Galiza, apresenta-se pela primeira vez com banda, para interpretar temas de todos os álbuns e mixtapes e conta com as participações especiais de WOYZA (Galiza) – pela sua expressividade na mensagem e pela mistura do hip hop com a soul e, EVA RAP DIVA – rainha do rap angolano, conhecida pela sua atitude aguerrida e pela rima rápida no improviso (e por todos os mais laços que as une na cena do hip hop).

O espetáculo é construído na colaboração entre as várias vozes, os vários sotaques e as várias linguagens que se fundem na universalidade da música, da língua portuguesa e dessa riqueza maior que é a Mistura. Diversidade, representatividade feminina e lusofonia serão as palavras de ordem. O resto é palco!

JIBÓIA | "OOOO"


Está a chegar o novo disco de Jibóia. "OOOO" nasce do processo de criação e residência realizada no DAMAS bar em 2017 e conta com a colaboração de Mestre André, que se junta a Ricardo Martins e a Óscar Silva para assinarem este terceiro longa duração da banda. O disco chega às lojas a 30 de Novembro com selo Discrepant.

Quando Óscar Silva apresentou Jibóia no início desta década tornou bem claro que a sua música iria beber a diferentes trópicos deste mundo, procurando uma conexão entre climas e ritmos que não obedeceriam estritamente a regras de tempo e espaço. Procurar influências na sua música é um exercício imperfeito, porque ela se abre de forma cósmica, sem barreiras, à procura de novos sons ao invés de reflectir sons que se têm presentes.

A partilha é um elemento crucial na criação da música de Jibóia. Nos seus três lançamentos anteriores procurou colaboradores que ajudassema criar a dinâmica que queria no seu som. No passado trabalhou com Makoto Yagyu (If Lucy Fell, Riding Pânico e Paus) como produtor do primeiro EP, homónimo, (2013); Sequin e Xinobi no disco seguinte, Badlav (2014), e juntou-se a Ricardo Martins para criar "Masala" (2016), produzido por Jonathan Saldanha (HHY & The Macumbas, Fujako). Em "OOOO" assumiu o formato banda, e a Ricardo Martins (Lobster, Pop Dell’Arte, BRUXAS/COBRAS, entre outros) juntou André Pinto (aka Mestre André, Notwan e O Morto), para formarem o trio com que actualmente Jibóia se apresenta.

A viagem de "OOOO" é mais partilhada do que as anteriores. Os três músicos partiram à experiência para criar música através de um conceito, pegando em Musica Universalis, de Pythagoras, que relaciona o movimento dos planetas e a frequência (onda) que eles produzem, com uma harmonia interespacial que essas frequências somadas produzem. Como os músicos descrevem, “é uma relação matemática, algo religiosa até, já que essa musica é inaudível. Uma espécie de conceito poético que designa, ao fim e ao cabo, o som do universo em movimento.

Bem redondinho, é música de cosmos, e não é exagero pensar em Sun Ra como inspiração, dado o diálogo rico, fluente e aberto que acontece entre os músicos ao longo dos quatro temas de "OOOO". Os primeiros três temas são referências às 3 principais relações entre as frequências propostas no conceito de Musica Universalis e em cada um deles há um ênfase nos instrumentos de cada um dos músicos: nos de Óscar Silva em "Diapason", nos de Ricardo Martins em "Diapente" e nos de André Pinto em "Diatesseron". Esta forma de criar revela uma expansão sonora no som de Jibóia. A sua música flui de um modo livre, mas rigoroso, e circular, trabalhando em constância uma ideia de movimento. É inevitável associar o movimento a viagem, uma que tanto se estende ao cosmos como reforça as convicções de Jibóia em trabalhar nas não convenções do rock e do jazz.

O último tema, "Topos", reserva para si uma espécie de resultado desta experiência entre os três músicos. Mais do que uma conclusão, Topos é aquilo que existe para lá da partida: uma viagem sem ponto de chegada em percurso elíptico. Não poderia ser de outra forma, música tão aberta, clara e livre é impossível de encaixar na lógica de uma narrativa normal. No fim abre-se um novo início, um ciclo fresco que começa com a certeza de que o caminho será sempre gratificante.

ANAQUIM | "Meio Caminho Andado"


Já há data para o lançamento do novo trabalho dos Anaquim. "O Quarto de Anaquim" sai dia 2 de Novembro e é uma edição de autor com distribuição da Sony Music. "Meio Caminho Andado" é o novo single de antecipação do próximo registo da banda, e sucede a "Optimista ".

À edição de "O Quarto de Anaquim" seguem-se os concertos de apresentação. José Rebola (voz e guitarras), Pedro Ferreira (teclados), Luís Duarte (guitarra), Filipe Ferreira (baixo) e João Santiago (bateria) atuam na Casa da Música, no Porto, a 8 de Novembro; no Teatro Ibérico, em Lisboa, a 1 de Dezembro; e no Convento São Francisco, em Coimbra, dia 6 de Dezembro.

FESTIVAL PARA GENTE SENTADA | Braga

JP SIMÕES EM CONCERTO

10/10/2018

CAVE STORY | Discurso Direto



Cave Story, o trio das Caldas da Rainha que se tornou um quarteto durante a tour de lançamento do seu primeiro LP "West" (2016), voltam às edições. O segundo longa duração tem o título "Punk Academics". Ao longo do disco percorremos as lições do DIY, do punk, do hardcore. Aqui tornadas um objeto. Estudo de caso sobre a influência sem preconceito, da libertação física dos Black Flag, ludicidade dos Minutemen, ou a contemplação que nunca se perde de vista dos Television. Hoje em "Discurso Direto" é meu convidado Ricardo Mendes, um dos elementos dos Cave Story.

Portugal Rebelde - “Punk Academics” foi gravado numa pequena casa no Oeste. Como é que decorreu o processo de gravação deste disco?

Ricardo Mendes - Em comparação aos nossos outros discos, também gravados na nossa sala de ensaios, este disco foi gravado durante o processo de composição. Ao contrário do West, que escrevemos e ensaiamos as músicas primeiro antes de gravar tudo de enfiada, no Punk Academics fomos compondo há medida que íamos gravando e trabalhando as músicas de forma mais espontânea.

PR - O que é que mudou na banda com a passagem a quarteto?

Ricardo Mendes - Na verdade podemos dizer que a banda já é quarteto desde a apresentação do West, quando convidámos o Zé a participar connosco ao vivo através de camadas mais experimentais utilizando um sampler, gravador 4 pistas e teclado fazendo manipulação em tempo real (ao vivo). Neste disco queríamos o mesmo em estúdio e claro que ele fez parte de toda a composição. Queríamos algo com mais texturas em vez de por-mos mais uma guitarra por exemplo.

PR - Numa frase como caracterizas este “Punk Academics”?

Ricardo Mendes - Não é um disco de punk, mas sim um estudo sobre todas as influências que temos e que nos inspiram como músicos e da maneira como trabalhamos (DIY).

PR - Qual é o tema que melhor caracteriza o “espírito” deste disco “?

Ricardo Mendes - Penso que seja a faixa que dá nome ao disco “Punk Academics”. É uma faixa de 8 minutos (onde existe a piada que uma música de 8 minutos não pode ser punk), que percorre todas as nuances deste disco. Desde as partes mais caóticas até às partes mais calmas.

PR - “Punk Academics” é apresentado no próximo dia 20 de Outubro no Clube de Vila Real, no âmbito circuito Super Nova. O que é que o público pode esperar destes concerto?

Ricardo Mendes - Estamos muito entusiasmados por poder tocar um trabalho novo e de o poder mostrar em todo lado. Vai ser um novo ciclo na nossa banda e penso que estes concertos possam ser mais físicos mas com a mesma entrega que temos desde sempre.




RESISTÊNCIA | "Ventos e Mares"


O novo trabalho do colectivo de Alexandre Frazão (bateria), Fernando Júdice (baixo), Fernando Cunha (guitarra de 12 cordas e voz), José Salgueiro (percussões), Mário Delgado (guitarra de 6 cordas), Miguel Angelo (voz), Olavo Bilac (voz), Pedro Jóia (guitarra clássica) e Tim (voz e guitarra de 6 cordas) escolheu para título uma expressão que traduz o que se encontra quando se trilha um longo percurso. Uma metáfora certeira para uma carreira rica, extensa e plena de triunfos e, claro, de alguns obstáculos naturais que foi preciso vencer com determinação.

A Resistência estreou-se em disco em 1991, semeando "Palavras ao Vento", um tremendo sucesso que marcou o arranque de uma das mais importantes décadas da história da música pop portuguesa. Seguiu-se "Mano a Mano", em 1992, e "Ao Vivo no Armazém 22", lançado no ano seguinte. Foi esse o final de um primeiro ciclo de vida que seria reativado quando a história colocou a Resistência na marca das duas décadas. Em 2014 lançaram "Horizonte" e dois anos depois o duplo "Ao Vivo Em Lisboa", sinal claro de uma consagração que os elevou ao topo da cena musical nacional levando-os a pisar os maiores palcos do país em concertos verdadeiramente apoteóticos, sempre com a ideia de celebração do grande cancioneiro português como mote primeiro da sua arte.

Muitos quilómetros, muitos aplausos, muitos ventos e mares depois, eis que o grupo regressa aos discos, ainda a sentir todo o carinho que recebeu de públicos invariavelmente rendidos que encontraram na tournée que passou, entre outros grandes espaços, pelo Coliseu do Porto. Agora, já no próximo dia 26 de Outubro, será a vez do Coliseu dos Recreios, em Lisboa, receber a apresentação do novo álbum deste colectivo, uma obra que reúne uma vez mais alguns dos mais brilhantes exemplos da arte de casar palavras que todos entendemos com melodias que nos definem enquanto geração.

O novo trabalho abre com o clássico “Sete Naves”, um êxito tremendo dos GNR, e alinha criações da Quinta do Bill, dos Clã (a grande “Sopro do Coração”, escrita por Sérgio Godinho) e de Luís Represas com João Gil, de Jorge Palma, dos Delfins, dos Xutos & Pontapés. E há também espaço para uma homenagem ao guitarrista Dudas, figura que acompanhou durante mais de duas décadas o percurso da Resistência e que se retirou dos palcos em 2015. A outra vénia clara de "Ventos e Mares" é oferecida a Pedro Ayres Magalhães, membro fundador deste projecto e autor de muitas e emblemáticas canções que continuam a inspirar estes resistentes.

Com palavras escritas por Rui Reininho, Sérgio Godinho, João Monge ou Jorge Palma – sem dúvida alguns dos melhores letristas de sempre da música portuguesa – arranjos colectivos e desempenhos antológicos pelos músicos que representam também o que de melhor existe na nossa música popular, a Resistência oferece-nos agora um dos melhores trabalhos da sua carreira. Ventos e Mares será, como sempre, celebrado nos melhores palcos, aplaudido pelo mais exigente público nacional, e ouvido por todos os que continuam a acreditar na força das canções.


ANA MOURA | Matosinhos


Não há voz no Fado que se iguale à de Ana Moura. Com dois Globos de Ouro, outros tantos prémios “Amália”, uma nomeação para os “Songlines Music Awards” e mais de meio milhão de discos vendidos, a fadista tem uma das carreiras musicais mais pujantes da atualidade em Portugal. Prince, The Rolling Stones, Caetano Veloso, Gilberto Gil ou Herbie Hancock foram alguns dos ícones que se renderam ao seu timbre grave e sensual. Chega agora a vez do público do MAR Shopping Matosinhos. 

Dez anos e três dias depois da sua abertura, o dia não é de folga, mas pode contar com o “Desfado” de Ana Moura. O concerto que assinala o aniversário do centro comercial realiza-se no dia 19 de Outubro, às 21.30h, no palco interior do Espaço de Restauração.

Num concerto onde não faltarão sucessos como “Dia de Folga”, “Desfado”, “Aconteceu”, “Búzios” ou “Leva-me aos Fados”, Ana Moura mostrará porque é considerada uma das artistas portuguesas preferidas do público.
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