23/09/2020

BRUNO HORTA E HELENA SOARES | "António Variações - Uma Biografia"


Depois de um filme com muito sucesso no ano passado, vem aí mais uma obra de arte relacionada com António Variações. O artista vai ter uma biografia, mas diferente do habitual. “António Variações — Uma Biografia”, vai contar a história de Variações, de forma ilustrada.

António Variações foi fugaz como um cometa: viveu na música profissional por apenas quatro anos e meio e morreu em 1984, com apenas 39 anos. Mas à medida que o tempo passa mais viva se torna a lenda.

Diz-se que António Variações era um artista à frente do seu tempo. Que era talvez demasiado moderno para um Portugal ainda tão cinzento e conservador, um país cujas aldeias perdidas no interior tinham parado no tempo e não tinham espaço para espíritos inquietos como o de António Joaquim Rodrigues Ribeiro”, é uma das passagens que vai poder ler nesta biografia ilustrada. 

O livro foi escrito por Bruno Horta e Helena Soares. O jornalista tratou da parte escrita da biografia, enquanto que a designer ficou responsável pela parte gráfica da obra. A edição é da Suma de Letras.

AMÁLIA NAS SUAS PALAVRAS


No âmbito do Centenário de Amália Rodrigues, a Porto Editora publica entrevista inédita da fadista ao escritor Manuel da Fonseca em 1973. O prefácio da obra é de Rui Vieira Nery.

Numa edição conjunta com as Edições Nelson de Matos, e com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e do Museu do Fado, é finalmente revelado o conteúdo das mais de 9 horas de gravações tendo Amália Rodrigues como protagonista e o escritor Manuel da Fonseca como interlocutor. "Amália nas Suas Palavras" é a transcrição integral dessas conversas realizadas em três momentos distintos. 

O encadeamento original das perguntas e respostas — num «itinerário errático de um diálogo informal», como nos explica Rui Vieira Nery no prefácio da obra —, os saltos cronológicos, as mudanças de tema, as associações imprevistas, as interferências externas, os pontos mortos ou até as graças ocasionais aqui contidas dão um encanto singular a esta obra que nenhum outro ensaio biográfico anterior pode reclamar para si. 

 Nesta espécie de coreografia a dois há, no entanto, três tópicos centrais «em relação aos quais o texto nos presta informações relevantes, e por vezes inéditas»: a infância dura da artista, a relação de Amália com o fado e as opções políticas de Amália. 

«O produto final é uma Amália na primeira pessoa, em discurso direto, sem segundas leituras ou interpretações», como frisa Pedro Castanheira, responsável pela transcrição e notas.

O livro "Amália nas suas palavras" chega amanhã às livrarias!

MARIZA CANTA AMÁLIA


Mariza, a voz maior da música portuguesa, interpreta canções de Amália, no seu novo álbum, celebrando assim 20 anos de carreira, no ano em que Amália faria 100 anos de vida. Duas vozes de excepção. Duas carreiras fulgurantes. Em comum, o Fado, património eterno e universal da música mundial, ex-libris de Portugal. Mas também uma ligação indelével que transcende gavetas. 

 Quando Mariza partiu à conquista do mundo, arrebatou os públicos que, antes, só Amália tinha conseguido arrebatar. Quando Mariza começou a explorar outros caminhos contíguos ao Fado, fê-lo como, antes, só Amália o tinha conseguido. Quando Mariza se tornou na embaixadora da música portuguesa do século XXI, assumiu o manto que, antes, só Amália conseguira antes envergar no século XX. Não é, por isso, surpresa que Mariza homenageie finalmente Amália por inteiro. Como só ela o pode fazer: habitando o repertório da mais lendária de todas as fadistas a seu modo, e trazendo-o para o século XXI sem lhe retirar alma nem identidade. 

No seu 20º aniversário de carreira, no centenário do nascimento da Diva – “porque sinto que esta é a melhor forma de homenagear e agradecer todo o legado e inspiração que nos deixou” - Mariza revela-nos, finalmente, o projecto que há muito almejava: Mariza Canta Amália. “Amália é uma inspiração maior, não só para mim, mas para tantos artistas portugueses e ainda muitos outros internacionais, assim como para todos os portugueses,” explica Mariza. “Como diria o grande António Variações: «Todos nós temos Amália na voz».” À guitarra e à viola, como é apanágio do fado, mas também com orquestra, como Amália provou ser possível, Mariza dá-nos a sua Amália. 

Com arranjos e direcção de orquestra de Jaques Morelenbaum, cúmplice eterno de Caetano Veloso e Ryuichi Sakamoto, que reencontra Mariza 15 anos depois de lhe ter produzido Transparente (2005), Mariza Canta Amália. Claro: Mariza sempre cantou Amália – logo no trabalho que a revelou, Fado em Mim (2001), já reinterpretava “Barco Negro” ou “Oiça Lá ó Senhor Vinho”, e ao longo dos seus sete trabalhos de estúdio e três registos de concerto anteriores, várias vezes gravou repertório da Diva. 

Mas esta é a primeira vez que Mariza dedica todo um álbum ao seu repertório. E, dos dez temas escalados para Mariza Canta Amália, apenas se abalançara anteriormente a um – “Barco Negro”. Com os arranjos extraordinariamente líricos de Jaques Morelenbaum a permitir-lhe encontrar novos matizes, Mariza torna seus alguns dos maiores ex-libris de Amália: “Gaivota”. “Estranha Forma de Vida”. “Com que Voz”. “Fado Português”. “Povo que Lavas no Rio”. “Foi Deus”. Como nunca os ouvimos antes – e Mariza (re)cria-os como só Amália os soube (re)criar antes. Gravado entre Lisboa e o Rio de Janeiro, Mariza Canta Amália é o feliz encontro entre um repertório inesgotável, uma voz imortal e um produtor de excepção. Um encontro que não vamos esquecer tão cedo.

O disco tem edição agendada para o próximo dia 30 de Outubro!

Alinhamento: 

01. Com que voz - Letra: Luís de Camões / Música: Alain Oulman 

02. Barco Negro – Letra e Música: Caco Velho, Piratini / Adaptação da letra: David Mourão-Ferreira 

03. Lágrima – Letra: Amália Rodrigues / Música: Carlos Gonçalves 

04. Formiga Bossa Nova - Letra: Alexandre O'Neill / Música: Alain Oulman 

05. Estranha forma de vida - Letra: Amália Rodrigues / Música: Alfredo Duarte  

06. Cravos de papel – Letra: António Sousa Freitas / Música: Alain Oulman 

07. Povo que lavas no rio - Letra: Pedro Homem de Mello / Música: Joaquim Campos 

08. Foi Deus - Letra e Música: Alberto Janes 

09. Gaivota –Letra: Alexandre O'Neill / Música: Alain Oulman 

10. Fado Português - Letra: José Régio / Música: Alain Oulman

FILME VARIAÇÕES ARRECADA OS PRÉMIOS SOPHIA PARA MELHOR BANDA SONORA E MELHOR CANÇÃO


Foi na passada quinta-feira que "Variações" continuou a firmar o seu trajecto de grande sucesso, depois de bater todos os recordes de bilheteira em 2019. 

O filme do realizador João Maia venceu 7 estatuetas na edição deste ano dos Prémios Sophia, entre as quais as de Melhor Banda Sonora e Melhor Canção Original, “Quero Dar nas Vistas” [letra de António Variações, música de Balla (Armando Teixeira) e interpretação de Sérgio Praia] e, claro, a de Melhor Ator Principal para a interpretação de Sérgio Praia.

22/09/2020

CARNE DOCE | Discurso Direto

Foto: Macloys Aquino

Após conquistar relevância nacional com três álbuns fundamentais para a nova música brasileira, o Carne Doce exalta o interior –– geográfico e da alma –– com seu novo disco de estúdio, intitulado "Interior". As 12 faixas revelam a versatilidade estética e rítmica da banda, que pela primeira vez flerta com estilos como samba, dub, reggae e até trap, tudo costurado com guitarras marcantes e a sempre profunda poesia das letras. Sucessor do elogiado "Tônus", o introspetivo e doloroso álbum de 2018 (eleito o terceiro melhor daquele ano pela Rolling Stone), "Interior" é aberto e solar, mesmo em faixas mais íntimas, e demonstra a universalidade do grupo originado em Goiânia, Goiás. Salma Jô, a voz do Carne Doce é hoje minha convidada em "Discurso Direto".
 
Portugal Rebelde - Samba, dub, reggae, trap, tudo costurado com guitarras marcantes e a sempre profunda poesia das letras. É tudo isto que podemos descobrir no disco “Interior”? 

Salma Jô - Sim, sempre foi do nosso estilo experimentar, mas com o novo baterista, Fred Valle, essa experimentação de ritmos ficou ainda mais rica. Também acho que é possível notar que a banda está aperfeiçoando o que faz bem, sem deixar de buscar novos caminhos, mas com menos ânsia de se afirmar, uma certa serenidade. 

PR - Como é que foi o processo de composição deste disco? 

Salma Jô - Compusemos as canções ao longo do ano passado e início deste ano. A diferença para os outros álbuns está em mais canções surgidas a partir do baixo e da bateria. Em "Cérebro Bobo", por exemplo, compus letra e melodia sobre um sample de bateria do Fred. Em “A Caçada”, compus em cima de uma base que o Aderson, nosso baixista, fez sobre um sample do Fred. 

PR - Em 2020, a banda revelou os singles "Temporal", "Saudade", "Passarin" e "A Caçada", e recentemente, na semana de estreia do disco, lançou de surpresa "Hater". De que é que nos fala este tema? 

Salma Jô - “Hater” fala de ódio, fundado em inveja e ressentimento, algo que já existia antes da Internet, mas que no meio virtual ganhou mais possibilidades de uso e de sucesso. E também aponta para a paixão que esse ódio pode despertar nas duas partes, em quem odeia e em quem é odiado. 


PR - A capa do disco é uma fotografia do interior de um pequi, fruto de polpa amarelo-ouro com perigosos espinhos. A escolha deste fruto tem algum significado especial? 

Primeiro pelo fato de ser um fruto típico do Cerrado, nosso bioma em Goiás e que ocupa uma grande parte do interior do Brasil. O pequi é até uma referência muito óbvia para nós, goianos, mas mesmo aqui poucos conhecem o interior dele, porque ele é cheio de espinhos. Pensamos que ele é uma metáfora perfeita para o som que entregamos: do interior do Brasil, com poética às vezes dolorosa e cortante, mas bonito e saboroso. 

PR - Qual é o tema que melhor encarna o “espírito” deste disco? 

Salma Jô - Ainda estou pensando sobre isso, mas algo entre resiliência e serenidade, provavelmente a faixa "Interior". 

PR - Para terminar, há planos para apresentar as canções deste disco em Portugal? 

Salma Jô - Claro, sobram planos e sonhos. Voltar a Portugal é uma das nossas prioridades.

ANDRÉ HENRIQUES | Agenda


Fafe, Vila Real, Gafanha da Nazaré, Ponte de Lima, Alcains e Lisboa são os locais que recebem “Cajarana”, o álbum de estreia de André Henriques. Os concertos arrancam já em Outubro e estendem-se até Dezembro, e pelo meio o músico estará em residência artística em Ponte de Lima.

CACIQUE´97 NA CASA DO CAPITÃO

21/09/2020

TRIO PAGÚ | "Saber Parar"


"Saber Parar" é o novo single do trio Pagú e está agora disponível em todas as plataformas de música digitais. Para além de Alex Liberalli (Voz e Percussão), Budda Guedes (Assobio e guitarra) e Nico Guedes (bateria e percussão) a música conta com a participação especial de Luca Argel (voz) e Carl Minnemann (Contrabaixo).

SOAM AS GUITARRAS 2020

20/09/2020

BATIDA APRESENTA NOVO SINGLE


Pedro Coquenão foi convidado a juntar-se à Britânica On The Corner Records. O encontro é assumido com um tema novo lançado no passado dia 18 de Setembro, incluído na compilação “Door To The Cosmos” que antecipa os próximos passos desta editora onde Batida lançará um álbum mais tarde. 

“Aquecedor feat. Karlon (“Di Teju pa Mundu”)” é o primeiro single escolhido e conta com a participação de Karlon, referencial Mc do Rap Crioulo. “Este tema nasceu primeiro como instrumental, fruto de um encontro meu com o Dj Satelite num dia frio”, explica Batida. “Mais tarde, a letra e a voz saíram de mais um abraço com o Karlon. A música fala sobre a amizade e o amor à natureza, universal.” O single está disponível em todas as plataformas digitais.

VÍDEOCLIP | "Quando eu Quiser" - Cristina Branco


“Quando eu Quiser” é o novo vídeo de Cristina Branco. A realização é assinada por Joana Linda, e foi filmado em Loulé, durante a residência artística que está na origem de todo o álbum “Eva”, editado em 2020. 

 O trabalho de estúdio tem apresentação marcada precisamente para Loulé (Cine-Teatro Louletano) já a 5 de Outubro, seguindo-se na mesma semana (8 de Outubro) o concerto no no Capitólio (Lisboa). O novo álbum da artista tem por base o alter-ego criado pela cantora ao qual lhe deu o nome de Eva Houssman. 

O novo registo conta com temas da autoria de Churky (“Quando eu Quiser”), assim como outros autores que tem vindo a marcar presença na recente discografia de Cristina Branco como o caso de André Henriques, Filho da Mãe, Filipe Sambado, Pedro da Silva Martins e Luis José Martins e Kalaf Epalanga. 

“Eva” assinala estreia na carreira de Cristina Branco de músicas da autoria de Márcia, Sara Tavares e Francisca Cortesão. “Contas de Multiplicar” apresenta o primeiro texto escrito por Cristina Branco.

NOISERV | Agenda


Agenda: 

26 de Setembro - Teatro Cinema | Fafe 

 02 de Outubro - Cine-Teatro Avenida | Castelo Branco 

03 de Outubro - Teatro Diogo Bernardes | Ponte de Lima 

04 de Outubro - Aldeias em Festa | Piódão 

10 de Outubro - Teatro Stephens | Marinha Grande 

13 de Outubro - Teatro Virgínia | Torres Novas 

16 de Outubro - Casa da Cultura | Ílhavo 

17 de Outubro - Cine-Teatro Garrett | Póvoa de Varzim 

24 de Outubro - Theatro Circo | Braga 

12 de Novembro - Teatro Sá da Bandeira | Porto 

13 de Novembro - Teatro Tivoli BBVA | Lisboa 

21 de Novembro - Teatro Municipal | Vila Real

19/09/2020

HOUDINI BLUES | "Crisântemo Azul Transgénico"


Chama-se "Crisântemo Azul Transgénico", e é o aguardado regresso dos Houdini Blues, aos discos, 9 anos depois do aclamado "Suão". 

"Crisântemo Azul Transgénico" foi gravado entre 2014 e 2017 em Queluz, Coimbra, Macau e Londres, em estúdios e no conforto do lar. Os Houdini Blues acrescentam, assim, nove novos temas à sua já longa lista de reflexões e inquietações sobre a condição humana. 

 Em "Tolstoi", a banda explora o arrivismo e o orgulho na estupidez, e no segundo single "California" as fitas de Hollywood que se infiltram nos nossos sonhos desde sempre.
   
Alinhamento:
 
 01. Serpente 

 02. Tolstói 

 03. California 

 04. Évora Daninha 

 05. Schiuma 

 06. Abismo 

 07. Lição 

 08. Insónia em Dó Maior 

 09. Tão Mais Fácil

LINA RAÜL REFREE NOMEADOS PARA OS PRÉMIOS MMETA


Foram anunciados esta noite os artistas nomeados aos Music Moves Europe Talent Awards. A cerimónia decorreu no Festival Reeperbahn, em Hamburgo, na presença da Comissária Europeia da Cultura, Mariya Gabriel. Este prémio anual da UE co-financiado pelo programa Europa Criativa celebra os artistas emergentes que representam o som europeu de hoje e de amanhã, e pretende contribuir para a criatividade, a diversidade e a competitividade do sector da música na Europa. 

Este ano, Portugal encontra-se representado pelo projeto Lina_Raül Refree, que nasceu das mãos da fadista Lina e do músico catalão, Raül Refree, que assinou a produção do álbum Los Angeles de Rosalía. A dupla explora temas do repertório de Amália Rodrigues, dando-lhe uma nova sonoridade eletrónica. 

Estão também nomeados mais 15 artistas europeus na disputa destes MMETA, Alyona Alyona (Ucrânia), Bratři (República Checa), Calby (Dinamarca), Crystal Murray (França), Inhaler (Irlanda), Julia Bardo (Itália), Lous and The Yakuza (Belgica), Melenas (Espanha), Mero (Alemanha), My Ugly Clementine (Austria), Nea (Suíça), Rimon (Países Baixos),Sassy 009 (Noruega), Squid (Reino Unido) e Vildá (Finlândia). 

Os 8 vencedores selecionados pelo júri receberão um prémio no valor de 10.000€ para promoção internacional e a oportunidade de tocar na edição de 2021 do festival Eurosonic Noorderslag. Será Será ainda atribuído um prémio no valor de 5 mil euros ao vencedor do Public Choice Award, um prémio em que o público pode votar em 1 dos 16 nomeados. 

As votações a este prémio decorrem até dia 7 de janeiro de 2021, no site do Music Moves Europe Talent Awards. Todos os vencedores serão revelados durante a cerimônia de entrega de prémios a 15 de janeiro de 2021 no Festival Eurosonic Noorderslag, em Groningen, Países Baixos. 

Na última edição dos prémios Music Moves Europe Talent Awards, a artista Pongo foi uma das vencedoras anunciadas. O Music Moves Europe Talent Awards é organizado pelos festivais Eurosonic Noorderslag e Reeperbahn, em parceria com Yourope, Independent Music Companies Asscociation (IMPALA), International Music Managers Forum (IMMF), Liveurope, Live DMA, European Music Exporters Exchange (EMEE), Digital Music Europe (DME) e a European Broadcasting Union (EBU) como media partner. Conta ainda com o apoio do Ministério Holandês da Educação, Cultura e Ciência, Província de Groningen e Cidade de Groningen. Os prémios são implementados em colaboração com a Comissão Europeia, com o apoio da Europa Criativa.

LUÍSA SOBRAL | "Para Ti"


A canção "Para Ti" de Luísa Sobral tem um percurso singular. Composta em 2016 e dedicada ao primeiro filho da cantora, a canção estava, até hoje, só disponível no YouTube com um vídeo que superou os 2,5 milhões de visualizações . Apesar de não ter sido incluída em nenhum álbum, "Para Ti" tem marcado presença nos concertos de Luísa Sobral onde conquistou um lugar de destaque, tornando-se num dos momentos mais emotivos e aplaudidos pelas plateias. 

O convite para incluir a canção na banda sonora da série "Golpe de Sorte", estreada recentemente na SIC, trouxe a oportunidade de finalmente lançar "Para Ti" como single, disponibilizando-o em todas as plataformas digitais. 

Além do tema original, o single inclui uma versão com novos arranjos gravada ao vivo no Centro Cultural e Congressos de Caldas da Rainha, com o trio de sopros que acompanha Luísa Sobral na digressão do álbum 'Rosa', composto por Sérgio Charrinho no fliscorne, Gil Gonçalves na tuba e Ângelo Caleira na trompa. 

O mesmo trio, ao qual se junta o guitarrista Manuel Rocha, acompanhará Luísa Sobral no concerto agendado para o próximo dia 6 de Outubro no Teatro da Trindade INATEL, em Lisboa. Será a última oportunidade para assistir ao vivo ao álbum "Rosa" numa noite em que Luísa prometeu revelar algumas novidades. Os bilhetes estão à venda nos locais habituais.

18/09/2020

SAMUEL ÚRIA | "Canções do Pós-Guerra"


Chegou hoje às lojas e plataformas digitais "Canções do Pós-Guerra", o aguardado longa duração de Samuel Úria. Um disco em que questiona a pós-modernidade e o falhanço coletivo, de todos nós sem exceção. Pelo meio, surgem raios de luz e esperança, os possíveis finais felizes que tanto ansiamos, ancorados na certeza de que a vida continua, merece ser vivida, e de que o amor vale a pena e triunfa. 

O lançamento estava previsto para Abril, mas viu-se adiado para este mês de Setembro. Um título premonitório? Talvez... Dizem que a arte tem essa capacidade, esse recurso de preceder os acontecimentos. Mas, neste caso, esta "guerra" será, como sempre, interior e espiritual. Uma vez mais, Samuel Úria obriga-nos a olhar para dentro. Não num exercício egocêntrico, mas antes como parte de um caminho de necessária partilha. Samuel Úria assina as letras e as músicas das nove faixas.

Monday partilha as vozes com Samuel em "Cedo", faixa 2 do disco. A produção ficou a cargo de Miguel Ferreira repetindo a parceria nos registos anteriores.

 

MARTA ROSA | "Entretanto"


Inquieta, perfecionista, ousada, Marta Rosa traz a presença do Fado, a formação técnica e musical do Canto Lírico e uma identidade artística que transcende rótulos. Entre outros prémios, foi a vencedora da "Grande Noite do Fado" em 2004 e, mais recentemente, do concurso "O Meu Fado" (Rádio SIM) em 2019, com uma letra de sua autoria. Agora, Marta Rosa estreia-se na Universal Music Portugal com o EP “Entretanto”, que chega hoje às lojas e plataformas digitais, mostrando-nos uma voz que certamente vai marcar o fado contemporâneo. 

Este novo EP é apresentado pelo single “Balada de um Amanhecer”. “A história desta canção é também a de uma daquelas noites onde a cumplicidade e a música transcendem o ser e o entendimento. As palavras e a melodia surgiram como que por magia num intenso e inesperado momento de puro improviso e, assim, no despontar do dia, nasceu esta Balada de um Amanhecer”, afirma Marta Rosa.

17/09/2020

CARNE DOCE | "Interior"


Após conquistar relevância nacional com três álbuns fundamentais para a nova música brasileira, o Carne Doce exalta o interior geográfico e da alma com seu novo disco de estúdio, intitulado "Interior". 

As 12 faixas revelam a versatilidade estética e rítmica da banda, que pela primeira vez flerta com estilos como samba, dub, reggae e até trap, tudo costurado com guitarras marcantes e a sempre profunda poesia das letras. 

Sucessor do elogiado Tônus, o introspectivo e doloroso álbum de 2018 (eleito o terceiro melhor daquele ano pela Rolling Stone), Interior é aberto e solar, mesmo em faixas mais íntimas, e demonstra a universalidade do grupo originado em Goiânia, Goiás. 

Em 2020, a banda revelou os singles "Temporal", "Saudade", "Passarin" e "A Caçada", e recentemente, na semana de estreia do disco, lançou de surpresa "Hater", uma música sobre inveja e admiração. 

A capa do disco é uma fotografia do interior de um pequi, fruto de polpa amarelo-ouro com perigosos espinhos por dentro, nativo do Cerrado brasileiro e muito difundido na culinária goiana.

"Interior", chega amanhã às plataformas digitais.

BB BLUES FEST | 9ª Edição


Já estão à venda, na bilheteira do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, os bilhetes para o BB Blues Fest, que decorre de 8 a 11 de Outubro. Numa edição marcada e adaptada ao momento que o país e o mundo vivem, devido à pandemia de COVID-19, o BB Blues Fest volta a "brindar" a vila da Baixa da Banheira com os melhores nomes do Blues internacional. 

 Após o adiamento da 9ª edição do BB Blues Fest, prevista inicialmente para início de junho, e um período de interregno forçado, o festival traz de novo as raízes do blues nos dias 8 (quinta-feira) e 10 (sábado) de Outubro, no Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, e concertos gratuitos ao ar livre, no dia 9 (sexta-feira) e o Blues Picnic, no dia 11 (domingo), num formato adaptado, ambos no Parque José Afonso. 

O Auditório do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo recebe, no dia 8, a partir das 21:30h, o português Fast Eddie Nelson e os espanhóis José Luis Pardo and The Mojo Workers e, no dia 10, o português The Legendary Tigerman (one man band), com o convidado especial João Cabrita, e Greg Izor (EUA) & Emilio Arsuaga (ES). 

MURAIS | Lisboa ao Palco

16/09/2020

MURTA | "Alguém Que Mude"


A espera chegou ao fim: Murta tem um novo tema. Depois de na última semana ter começado a revelar as novidades aos poucos nas suas redes sociais, Murta está de volta com o single “Alguém Que Mude”, já disponível em todas as plataformas digitais. 

“Alguém Que Mude” é a primeira canção inédita de Murta desde o muito aclamado álbum de estreia “D’ART VIDA” (2019), com o qual o artista se revelou uma das maiores surpresas da pop/soul no panorama musical português, tendo estado nomeado na categoria de Artista Revelação na edição deste anos dos Prémios PLAY – Prémios da Música Portuguesa. 

“Alguém Que Mude” chega numa altura em que “Porquê” acaba de atingir a marca de Single de Platina, ultrapassando também os 6 milhões de visualizações no YouTube. É também o primeiro tema retirado do próximo álbum de estúdio do músico, previsto ser editado em 2021, do qual serão conhecidas mais canções em breve. 

Produzido por Lazuli, Rodrigo Correia e pelo próprio Murta, “Alguém Que Mude” é um tema que nos mostra a personalidade única do artista, com uma interpretação de uma história íntima através de referências do R&B clássico. O vídeo do novo single foi realizado pelos HALFWOOD JEANS.

 

TATANKA | "Estrelas (feat. Carolina Deslandes)"


“Estrelas” é o novo single de Tatanka, o quarto retirado do álbum de estreia “Pouco Barulho”, lançado em 2019, depois de “Alfaiate”, “De Alma Despida” e o mais recente “Império dos Porcos”, com Miguel Araújo. O tema é agora reeditado numa versão que conta com a participação de Carolina Deslandes, que chegou já a interpretar o tema ao vivo, no Tivoli BBVA, aquando do concerto de lançamento de “Pouco Barulho”. 

"Escrevi esta música para a minha filha Helena... Andava em busca de inspiração há algum tempo, até que um dia quando a fui buscar a escola saiu a frase:Estrelas... Foram estrelas que te fizeram assim..."

PEDRO E OS LOBOS | Setúbal

 

15/09/2020

CARLUZ BELO | "Menino da Praia"


"Menino da Praia", é o novo single do cantor/compositor português Carluz Belo. Antes de estar disponível nas plataformas digitais para streaming, podemos já assistir ao teaser do mesmo no YouTube. Nas palavras do músico Carluz Belo, este tema "foca-se essencialmente no afeto que emana dos laços familiares. E é também uma forma de prestar homenagem aos serões musicais em família, conduzidos pelo meu saudoso avô Mário Belo, guitarrista de Fado". 

No que diz respeito ao vídeo, podemos ver que o mesmo foi gravado no exterior (após o confinamento obrigatório) e... com um aspeto muito particular como nos explica o cantor "o videoclip conta com o meu irmão Joel nas teclas, a minha irmã Raquel na guitarra e nos coros, e ainda com o meu sobrinho e afilhado Duarte - um menino explorador à procura dum misterioso tesouro". Menino da Praia, estará disponível em todas as plataformas digitais a 25 de Setembro.

DESLARGADA MATERNIDADE

14/09/2020

TOO MANY SUNS | “Trip to the South of Nothing”


Após o EP “Garden” lançado em 2019, a recente banda lisboeta Too Many Suns leva-nos numa viagem descontraída pelas ruas da capital até ao seu novo single “Trip to the South of Nothing”, com data de lançamento a 18 de Setembro. 

Este single antevê a edição do álbum de estreia da banda - “Meaning of Light” - produzido por Miguel Vilhena na pontiaq Records, e com previsão de lançamento para Outubro deste ano. Este próximo trabalho de Too Many Suns promete passar por vários mundos, varrendo um espectro que vai do folk mais introspetivo ao grunge e noise reverberante, passando por um pop mais primaveril.

FAST EDDIE NELSON | Ciclo Paz & Amizade

CLÁUDIA PASCOAL EM CONCERTO

13/09/2020

GUIMARÃES AO AVESSO



Guimarães recebe o novo ciclo musical Avesso em Outubro. O Avesso é um ciclo que pretende olhar e interpretar a cidade de fora para dentro, ao desafiar agentes e programadores culturais de outras cidades a pensar e a intervir em Guimarães, com diferentes propostas musicais. Para esta primeira edição, os convidados para intervir na cidade são João Coutada e Pedro Oliveira, dois músicos de Barcelos que contam inúmeros trabalhos ligados à programação cultural, produção de espetáculos, edição discográfica, entre outros. 

A 4 de Outubro, com programação de João Coutada, o Avesso recebe o espetáculo de Ghost Hunt e, a 25 de Outubro, a escolha de Pedro Oliveira é Paisiel. Os concertos acontecem no centro histórico de Guimarães, seguindo todas as orientações das autoridades de saúde. A entrada é gratuita e limitada à lotação do espaço. É um evento promovido com o apoio do Município de Guimarães.

ANA LÚCIA NUNES | Santa Casa Alfama

12/09/2020

CAPTAIN BOY | "Corpo de Atleta"


"Corpo de Atleta" estreia hoje e é o novo single do EP "Música de Meias" que será lançado em Outubro. Depois do single "Blackbird in Dry Rose", que teve como convidado o Rapaz Improvisado, o Puto da Voz Rouca lança um novo single desta vez com Tyroliro, o novo projecto do músico Giliano Boucinha, vocalista de Paraguaii. 

"Corpo de Atleta" é a mistura entre a crueza da sonoridade de Captain Boy e o canto lírico minhoto de Tyroliro. É um tema em português e fala da necessidade de sofrer, descansar e recuperar, para não adormecer a alma e poder sentir de novo. Com uma guitarra de 50€, a primeira que Captain Boy comprou, um pé descalço a bater numa mala e muito reverb fizeram ver que numa “vida sentida, sofres sempre mais”.

FESTA DO JAZZ | Lisboa

11/09/2020

TIME FOR T | Discurso Direto


O novo EP dos Time For T, "Simple Songs for Complicated Times" foi um projeto espontâneo que começou numa caravana na floresta (perto de Lagos) durante a quarentena, devido ao COVID 19. Inicialmente, Time For T tinha pensado gravar um EP muito simples apenas com voz e guitarra mas acabou por pedir aos outros membros da banda e a alguns amigos que se encontravam em quarentena (entre Geneva, Lisboa, Madrid e Porto) para adicionarem as suas partes, porque cada um tinha a possibilidade de gravar em casa. Este projeto, inicialmente solitário, rapidamente se transformou num trabalho colectivo à distância. Tiago Saga, é hoje meu convidado em "Discurso Direto".

Portugal Rebelde - Canções simples para tempos complicados. Foi isto que a quarentena provocou nos Time For T?

Tiago Saga - Sim, penso que estava na altura de gravar alguns temas que tinha na manga há algum tempo. Estes temas eram todos mais calminhos e então o título do EP fez todo o sentido, considerando esta altura complicada em que atravessamos. 

PR - Este projeto, inicialmente solitário, rapidamente se transformou num trabalho coletivo à distância. Aprenderam uma nova forma de fazer música? 

Tiago Saga - Exactamente, foi uma forma totalmente diferente de fazer música. Felizmente foi possível pois todos nós temos algum equipamento de gravação em casa e conseguimos alinhar tudo com muitas conversas por Whatsapp. 

PR - O EP “Simple Songs for Complicated Times” é composto por uma mistura de canções em português, inglês e espanhol. A quarentena também deixou marcas nesta opção? 

Tiago Saga - Não foi uma decisão deliberada, foi algo natural mas talvez pela razão deste EP ser tão diferente do resto do nosso trabalho em termos sonoros, deu aquele espaço para cantar noutras línguas também. Sabe bem cantar em línguas diferentes, algo que vamos explorar no futuro também. 

PR - "Captivity" é um dos temas que fazem parte deste EP. De que é que nos fala esta canção? 

Tiago Saga - Fala sobre a sensação de ser cativo, tanto por nós próprios, tanto pela sociedade na altura da quarentena. Achei interessante o conceito de "cativeiro", somos os únicos animais que tiramos a liberdade um dos outros. 

PR - Em tempo de mudança, como é que pensam aproximar as canções deste EP do público? 

Tiago Saga - Já toquei alguns concertos em formato mais reduzido o que é bom mas ainda sinto muitas saudades de tocar com a banda e ter malta a dançar e abraçar. Música ao vivo sempre foi algo que nos uniu. Os live streams são bons mas não se compara com um bom concerto ao vivo, onde se sente a música no corpo todo e há uma troca de energia mágica entre todos.

VÍDEOCLIP | "Tempo Aprazado" - Samuel Úria


"Canções do Pós-Guerra", o aguardado longa duração de Samuel Úria, é também o seu trabalho mais maduro e directo de sempre. Um disco em que questiona a pós-modernidade e o falhanço colectivo, de todos nós sem excepção. Pelo meio, surgem raios de luz e esperança, os possíveis finais felizes que tanto ansiamos, ancorados na certeza de que a vida continua, merece ser vivida, e de que o amor vale a pena e triunfa. 

"Tempo Aprazado" é o mais recente tema do disco a ser antecipado. Se dúvidas houvesse sobre o efeito do tempo, da passagem dos anos e das experiências de uma vida examinada, “Tempo Aprazado” esclarece-nos que depois das tempestades passadas, o negrume e a desesperança se instalam em nós, e nas relações. Curiosamente, a melancolia na canção remete-nos para uma espécie de slow de baile de finalistas de musical de liceu, pontuado por uma tensão de coro gospel. 

"Canções do Pós-Guerra" chega às lojas em CD e vinil na próxima semana, no dia 18 de Setembro.

LUSITANIAN GHOSTS | “All The Sounds”


Depois do álbum debut, o colectivo de cordofones, Lusitanian Ghosts, edita esta sexta feira o novo single “All the Sounds”. Gravado no início do ano, no estúdio Clouds Hill em Hamburgo, a música foi escrita pelos mentores do projecto, o luso-canadiano Neil Leyton e o sueco Micke Ghost. 

Trata-se de uma homenagem à vida, ao amor, e ao empenho que todos temos que ter, sobretudo nos tempos que correm, para sermos mais abertos, inclusivos, e unidos enquanto seres humanos - para o bom futuro de todos os seres humanos no nosso planeta”, comenta Leyton. 

O tema conta também com a viola Braguesa, tocada por Vasco Ribeiro Casais (OMIRI), a viola Campaniça (empréstimo d’O Gajo, tocada por Jan-Eric Olsson) e a viola Terceira, pela mão de Abel Beja dos Primitive Reason. O novo álbum será editado em 2021 pela editora European Phonographic. "All the Sounds" está disponível em todas as plataformas digitais.

ANAQUIM | "5 Minutos"


"Cinco Minutos" é novo o single dos Anaquim que antecede a edição do vinil a 1 de Outubro. 

José Rebola, letrista e compositor, conta que “O 5 minutos é um tema com que toda a gente se identifica, que fala sobre o tempo incerto mas interminável que algumas pessoas demoram a ficar prontas. Cria sempre sorrisos no público muito frequente estarmos a tocar o tema e repararmos nos olhares cúmplices dos casais a confrontarem-se com a letra. Devo reforçar que nesta estória é a rapariga que se atrasa mas sabemos bem por experiência (até dentro da banda), que muitas vezes é ao contrário e bem pior…

10/09/2020

GRUTERA | Discurso Direto


"Aconteceu" é o 4º disco de originais de Gruteta é editado amanhã pela Planalto Records com design de Ana Gil e foi composto ao longo de 5 anos depois de ter sido editado "Sur Lie". Este é um disco feito durante um longo hiato longe dos concertos, fazendo com que toda a atenção do músico tenha caído sobre a composição. As primeiras composições para o disco aconteceram numa espécie de residência que Grutera fez em Braga com Tiago e Diogo Simão no final de 2017 onde, inicialmente, a ideia era ter mais instrumentos, mas acabaram por sentir que as músicas pediam para deixar todos os temas mais livres de interpretação. Grutera procurou explorar um som mais denso, mais cheio e corpulento, recorrendo por isso pela primeira vez a uma guitarra semiacústica eletrificada e à utilização de pedais de loops e efeitos. Foi captado e masterizado por Tiago e Diogo Simão, dois amigos que gravaram os anteriores 3 discos. Desta vez o disco foi gravado em casa dos pais de Grutera, numa pequena adega, o que ajudou bastante não só na sonoridade como também na inspiração, tendo sempre o conforto de uma casa onde, apesar de já não viver, sabe sempre bem regressar. Hoje em "Discurso Direto" é meu convidado Grutera.
 
Portugal Rebelde - Ao longo dos últimos 5 anos estiveste afastado dos palco e da indústria da música. O que aconteceu?
 
Grutera - Tinha de escolher entre compor ou tocar ao vivo, ao mesmo tempo que tenho a minha carreira profissional, dita normal. Optei por compor e deixar de tocar ao vivo, porque estava a ser muito difícil conciliar tudo. 

PR - “Aconteceu” é um disco de catarse? 

Grutera - Penso que como todos os discos ou formas de arte, pretendem de alguma forma ser um processo de catarse, para mim fazer música sempre foi. 

PR - Neste disco recorres pela primeira vez a uma guitarra semiacústica eletrificada e à utilização de pedais de loops e efeitos. Procuras desta forma um som mais denso? 

Grutera - Sim, procuro fazer experiências e procurar sonoridades novas, assim como sensações que nunca tinha tido a tocar. 

PR - “Fica entre nós” foi o single de avanço deste no trabalho. De que é que nos fala este tema? 

Grutera - É sobre localismo positivo, quando protegemos o que é nosso, as nossas tradições e os nossos costumes e não nos deixamos vender por tuta e meia seja ao turismo ou ao que for.

     
PR - Lançar um disco neste tempo que todos nós enfrentamos, é também um novo desafio que enfrentas?

Grutera - Sim, há menos oportunidades para o poder tocar ao vivo, isso torna a coisa mais impessoal e parte da diversão de promover um disco também se perde. Mas vamos fazendo o que conseguimos e acho que as coisas vão voltar à normalidade. 

 PR - Onde é que te poderemos ver e ouvir nos próximos tempos? 

Grutera - Ainda este mês toco dia 11 em Guimarães e dia 25 na Casa da Cultura de Setúbal. Quando ao resto, ainda não se pode divulgar.

CLAV LIVE SESSION | Discurso Direto



As CLAV Live Session (da CAISA – Cooperativa de Artes, Intervenção Social e Animação C.R.L.) focam-se essencialmente na programação de concertos de artistas nacionais e internacionais, de todos os géneros musicais, na sede do CLAV – Centro e Laboratório Artístico de Vermil. Têm como objetivo a programação regular num espaço que se situa numa pequena freguesia rural do Município de Guimarães. O seu conceito foi inovador em Portugal dando a oportunidade do público assistir a um conjunto de concertos intimistas como se num estúdio de música estivessem, utilizando como escuta auscultadores de estúdio, para um número de 25 espectadores presenciais. Alberto Fernandes, um dos elementos da Cooperativa de Artes, Intervenção Social e Animação C.R.L. é hoje meu convidado em "Discurso Direto".


Portugal Rebelde - A partir de uma pequena freguesia rural do Município de Guimarães, o Centro e Laboratório Artístico de Vermil tem uma programação de concertos de artistas nacionais e internacionais. Como é que tudo isto se operacionaliza? 

Alberto Fernandes - A metodologia de trabalho é igual a qualquer outra utilizada por exemplo numa grande sala de concerto em Lisboa, os passos são os mesmos, as dinâmicas são parecidas e os resultados têm sido de grande qualidade. A única diferença é mesmo a visibilidade que o projeto tem, sediado numa zona rural ou num grande centro urbano. Contudo, nos últimos anos poderemos afirmar que os resultados dos impactos sociais e culturais refletem-se de uma forma mais intensa nas zonas rurais, isso só quer dizer que tem de haver mais investimentos na descentralização cultural nos territórios. A melhor forma de operacionalizar é ter uma equipa criativa, que tenha a capacidade de encontrar as soluções para os problemas que aparecem constantemente, é ser objetivo e acima de tudo ser persistente, não desistir é muito importante. De resto o sonho comanda a vida e a vida é feita de sonhos, é mesmo isso, a melhor metodologia é mesmo sonhar. Mas o processo das CLAV LIVE SESSION é complexo, porque envolve a programação, a produção do concerto, a transmissão do mesmo, a pós-produção áudio e vídeo em formato televisivo, a produção da entrevista “Um Sofá, Uma História” e a sua pós-produção, ou seja, é um processo que envolve um conjunto de profissionais de varias áreas artísticas e técnicas, isto porque, o CLAV também é uma plataforma de promoção artística, o que nós fazemos é criar um conjunto de produtos técnicos e artísticos que os artistas possam utilizar nas suas promoções. Tenho por hábito dizer a todos os artistas que passam pelo CLAV, “que a CAISA é a vossa ´caisa´”, é o espírito solidário que a instituição mãe tem, só assim, a existência da mesma fará sentido nesta pequena União de Freguesias em Guimarães. 

PR - As CLAV LIVE SESSION é o primeiro projeto de programação nacional no país a utilizar o formato misto para as suas sessões com Público/ Transmissão Online através das redes sociais e plataformas de comunicação desde Janeiro de 2018. Qual tem sido em média o numero de visualizações? 

 Alberto Fernandes - Sim é correto! E isso só é correto, porque este novo formato foi oficializado pelo ministério da cultura nas últimas candidaturas para apoios na programação e desenvolvimento de públicos, tudo isto porque infelizmente o mundo foi assolado por esta pandemia, que ainda está muito longe de acabar. Em formato de brincadeira tenho dito, que a CAISA, com o CLAV - Centro e Laboratório Artístico de Vermil, já ficou para a história da programação em Portugal por estes dois motivos, foi a única entidade programadora que não encerrou a sua programação regular no período de confinamento, e foi a primeira em Portugal a programar neste formato. A média de visualizações, tem rondado as 5500 no fim de cada transmissão, que é um número muito interessante para um projeto como já disse, sediado numa zona rural, e o que é interessante é que 30% das mesmas são visualizações internacionais. Estas sessões podem ser vistas no Facebook do CLAV - Centro e Laboratório Artístico de Vermil, no Facebook do Comunidade Cultura e Arte e a sua retransmissão também será feita, a partir de Setembro no canal de cabo Alma Lusa, em Portugal na Meo na posição 139. 

Quer falar-nos da programação desta segunda temporada? 

Alberto Fernandes - A mesma iniciou-se no dia 10 de Julho com os Unsafe Space Garden, que vieram aqui apresentar o seu novo disco em primeira mão, aliás o mesmo foi gravado aqui no CLAV. Dia 11 de Setembro teremos o Grutera que também vem apresentar o seu novo disco “Aconteceu”, no dia 16 de Outubro os Hot Air Ballon, que trarão novidades ao nível do seu trabalho, no dia 13 de novembro o Atlantic Percussion Group, que trará também um concerto novo e por último as Spicy Noodles que nos irão brindar com um concerto maravilhoso. O que tentamos fazer é trazer diversidade às nossas sessões e fazer que cada uma seja única não só na forma, mas também que nos transportem para o mundo imaginário do ser humano. Como estão a ver, as CLAV LIVE SESSION têm sido também uma plataforma de apresentação dos novos trabalhos em primeira mão, de alguns projetos musicais emergentes em Portugal, o que muito nos satisfaz. Posso já adiantar que a programação para 2021 já está totalmente desenhada e que trará novidades muito interessantes ao CLAV e às CLAV LIVE SESSION.

ESTAMOS AQUI, IÉMEN | Concerto Solidário


O Concerto solidário Estamos aqui, Iémen! é uma iniciativa da artista Cláudia Semedo em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, que tem como objetivo tornar visível a condição humanitária do Iémen e criar um evento para angariar fundos para as missões da organização não governamental Médicos Sem Fronteiras. 

A iniciativa conta com um espetáculo de música, vídeo e palavra, com artistas confirmados como Ana Moura, Branko, Capicua, Carlão, Chulage, Dino D’ Santiago, Márcia, Mayra Andrade, Sara Tavares e Selma Uamusse. Toda a receita conseguida através de donativos e bilhetes para o espectáculo destina-se ao apoio do Fundo de Emergências da Médicos Sem Fronteiras naquela região do globo. 

Toda a ajuda que se possa dar a um país cuja esmagadora maioria da sua população necessita de assistência alimentar, onde as estruturas que garantem o acesso a direitos básicos essenciais foram destruídas e milhares de crianças sucumbem desnutridas, é pouca. O Estamos Aqui, Iémen! nasce como resposta ao estado de emergência em que esse país se encontra. Surge agora porque o agravar desta, que é apontada como uma das maiores crises humanitárias deste século, assim o exige. 

Fez-me sentido desafiar músicos a juntar a sua voz a esta causa porque a música não conhece fronteiras e tem a capacidade de captar a atenção de quem a escuta, com uma facilidade que nem sempre existe quando tentamos aproximar realidades geograficamente distantes e tornar nossas dores aparentemente alheias.” avança Cláudia Semedo. 

Destruído por 5 anos de guerra civil, com unidades de saúde disfuncionais, sistemas de água e saúde em colapso, afetado pela pandemia, por surtos de cólera, com 80% dos 24 milhões de habitantes a necessitar de assistência alimentar e uma quebra significativa na ajuda humanitária, o Iémen vive uma das maiores crises humanitárias deste século. Dia 12 de Setembro, no Capitólio, é apresentado um espetáculo que procura ajudar e mostrar as necessidades de um país que vive no limite da sobrevivência.

LAVOISIER CONVIDAM LENDA DA MÚSICA ANGOLANA VUM VUM PARA CONCERTO NA CASA DO CAPITÃO


Lavoisier convidam lenda da música angolana para concerto de encerramento de verão. Vum Vum, nome histórico da música angolana, terá participação especial no concerto do próximo domingo (13 de Setembro), na Casa do Capitão, em Lisboa, onde Patrícia Relvas e Roberto Afonso vão passar em revista canções da sua já considerável carreira. 

Quando em abril de 2019 os Lavoisier se juntaram em palco com o músico angolano Vum Vum, estávamos certos que esse era um momento único e irrepetível. O convite partia de uma homenagem evocativa a “Blackground”, obra de culto na história dos também angolanos Duo Ouro Negro, reeditada nesse mesmo ano pela Armoniz, a mesma editora que carimba o selo de “Miguel Torga por Lavoisier: Viagem a um Reino Maravilhoso”, o mais recente disco do duo formado por Patrícia Relvas (voz) e Roberto Afonso (guitarra), onde partem da poesia do escritor transmontano para uma ode à Natureza e à literatura portuguesa. 

50 anos antes desse 2019, Vum Vum gravara o clássico EP "Muzangola", onde conquistaria a atenção de todos pela sua capacidade técnica vocal extraordinária, escrevendo então uma página de história no passado e que permanece até ao presente. É assente na ponte temporal entre passado, presente e futuro, que os portugueses Lavoisier apresentam um concerto de encerramento de um verão atípico e inesperado, com canções que fazem um retrato da sua já considerável carreira, composta por três longa-durações, inúmeras participações e respeitadas homenagens, como a que prestaram a José Mário Branco.

Como espelho de um ano fora do comum, quebram o previsível e voltam a convidar a lenda angolana Vum Vum para uma participação especial neste concerto e, quem sabe agora, se definitivamente irrepetível. Lenda da música angolana e figura incontornável do rock do seu país, Vum Vum começou ainda criança na música. 

Mais tarde, já em Lisboa, assinou contrato com a Valentim de Carvalho. Em 1969, edita o EP “Muzangola”, que deixa surpresos pela forma única como fundia e cantava música angolana, funk e outras sonoridades negras. Nos anos 70 escreve para os Duo Ouro Negro e grava “Eusébio Miúdo e Senhor”, tema para a banda sonora do filme dedicado ao “Pantera Negra”. 

Na segunda metade da década de 70 edita o ilustre disco “Salalé” (um autêntico culto) e “Brasil”, este juntamente com os brasileiros Os Cariocas. Posteriormente vive na Alemanha, onde edita um outro e mui bem recebido disco chamado “Muzangola”, e volta a Angola. Aos 77 anos de idade, continua a “rockar” como ninguém.

09/09/2020

CARLÃO ESTREIA-SE EM FORMATO DRIVE-IN


No próximo dia 11 de Setembro, Carlão apresenta-se, pela primeira vez em formato drive-in, num espetáculo no ArrábidaShopping, em Vila Nova de Gaia. O concerto acontece às 21.30h no Parque Exterior Central do shopping. O acesso é gratuito, mediante o levantamento de bilhetes no balcão de informações do centro, localizado no piso0. Cada pessoa pode levantar um bilhete por sessão, que corresponde à entrada de um carro, devendo indicar o número de ocupantes por viatura. 

 No início deste ano, Carlão lançou "Assobia Para o Lado"; uma música bem-disposta ( e tão bem acolhida em período de confinamento ), com boas vibrações e que, no fundo, chama a atenção para o lado bom e positivo da vida. Ao longo dos últimos meses colaborou com vários artistas, nomeadamente Stereossauro & Marisa Liz (A Noite), BeatBombers (Aviões), Quatro e Meia (Bom Rapaz) e Blaya (Me Domina) . O regresso aos palcos pós confinamento celebrou-se logo em Junho, mas desta vez vai poder assistir ao espetáculo de Carlão no conforto do seu carro.

CARTAZ | Concerto

08/09/2020

NOISERV | “Uma Palavra Começada Por N”


Setembro é mês de Noiserv. O novo disco “Uma palavra começada por N” a ser editado no próximo dia 25 e que já se encontra em pré-venda, e uma digressão de apresentação a arrancar ainda no final do mês. “Uma palavra começada por N” é o novo trabalho de Noiserv, músico que se estreou em 2005 e que edita agora o seu quarto álbum, totalmente em português. 

À semelhança dos discos anteriores, a edição física é especial, num formato único que acompanha o conceito das canções sugerindo-nos diferentes maneiras de olhar uma mesma realidade, e a ideia de que o que vemos, e o nosso entendimento do mundo, depende também do lugar de onde o olhamos, e do que absorvemos dele. As onze canções que compõem “Uma palavra começada por N” apresentam-nos o Noiserv que muitos conhecem não deixando de nos surpreender com uma estética mais arrojada. 

O trabalho gráfico, em parceria com Nuno Sarmento, reforça toda a unidade pretendida, destacando o quanto somos absorvidos por aquilo que nos rodeia. A digressão nacional arranca a 25 de Setembro em Fafe e tem datas confirmadas até novembro de 2020, passando por localidades como Lisboa, Porto, Braga, Castelo Branco, Vila Real e muitas outras.

IAN | "RaiVera"


IAN apresenta o seu disco de estreia "RaiVera" ao vivo no CCVF / Grande Auditório no próximo dia 15 de outubro, 5ª feira, pelas 23.30h. Este concerto marca o arranque de uma digressão de apresentação deste trabalho e integra a programação do Westway LAB 2020, Guimarães, recentemente anunciada. 

“RaiVera” é o disco de estreia de IAN, projeto a solo da violinista Ianina Khmelik (violinista da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música), editado a 21 de Agosto pela Vespertine Records.

07/09/2020

BENJAMIM | "Vias de Extinção"


Já falta pouco para conhecer o novo disco de Benjamim, cujos singles “Vias de Extinção” e o mais recente “Domingo” criaram enorme expectativa! O último trabalho do músico, “1986” (uma parceria com o britânico Barnaby Keen), data de 2017 e, desde então, Benjamim tem-se dedicado, essencialmente, a produzir discos de outros músicos: Joana Espadinha, com quem participou no Festival da Canção; a “Cidade Fantástica” de Flak; a estreia de Cassete Pirata e o aclamado novo disco de Lena d’Água, “Desalmadamente”. 

O jejum vai ser quebrado dia 25 de Setembro com a edição de “Vias de Extinção”, as canções mais diretas e pessoais que alguma vez escrevi, apesar do manto instrumental que torna tudo mais ambíguo, sobre excesso, diversão, solidão, a procura de um sentido e o receio da mortalidade. 

“Vias de Extinção”, continua o músico, é também um regresso à minha essência enquanto músico e ao instrumento da minha formação, baseando-me no piano e restantes instrumentos de teclas para compor canções que viajam por outros universos harmónicos e novos registos de voz. É um disco de profunda descoberta interior e o fechar de um ciclo que acaba por coincidir com a própria peste que nos confinou.
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