05/12/2022

DEGELO & JOÃO VAIRINHOS | "Pedra"

Foto: Miguel David

"Pedra" é o quarto tema de Sons Escapistas, um EP instrumental de Degelo que se dedica à exploração de ambientes e atmosferas emocionais. Feita em colaboração com João Vairinhos, a música explora as sonoridades mais pesadas de toda a obra, sendo o penúltimo tema do alinhamento. O vídeo já está disponível no Youtube e o EP está acessível nas principais plataformas de streaming. No vídeo, Rita explora, através de fontes de cinema, os reflexos do peso que acarreta a dificuldade em lidar com a existência. 

De onde vem este elo que nos liga à vida? O que é isto que nos mantém à procura? É um vídeo sobre resistência, sobrevivência e esperança. Apesar do seu carácter instrumental, Sons Escapistas sempre foi pensado como um trabalho imagético. A componente ótica, outrora deixada a cargo do ouvinte, começa agora a receber auxiliares visuais, no sentido de tornar, a cada passo, a obra complexa e multidimensional.

LUSITANIAN GHOSTS LANÇAM EDIÇÕES ESPECIAIS DE “EXOTIC QUIXOTIC”


Marcando as novas edições, os Lusitanian Ghosts irão apresentar-se ao vivo em dois concertos, respetivamente no dia 6 de Dezembro, no Auditório do Pinhal Novo e 8 de Dezembro no Auditório da Scocs, em Cem Soldos. 

O projeto Lusitanian Ghosts é um coletivo luso-sueco que pratica uma fusão, assaz singular, entre a sonoridade de instrumentos de corda populares portugueses e uma estética Folk internacional. As violas tradicionais, como a Beiroa, a Campaniça, a Braguesa, a Terceirense ou a Amarantina, cada qual detentora de afinações e arranjos de cordas específicos, aliam-se numa simbiose única entre a música tradicional e uma vertente contemporânea, conferindo a estes instrumentos populares uma abordagem rock, baseada numa perspetiva sociopolítica, com vista à criação de um mundo melhor, através de composições dirigidas à mente e ao coração. 

Em Dezembro os Lusitanian Ghosts reeditam o seu segundo álbum "Exotic Quixotic" em vinil e também numa versão digital "deluxe", expandida com novas faixas, incluindo o single "Exotic Quixotic" em versão portuguesa, cantada por Joana Negrão, A Cantadeira (ex- Dazkarieh, Seiva).

 

MALÚ GARCIA | "Caminhos"


Malú Garcia lança o seu álbum de estreia "Caminhos", escolhendo a versatilidade para se definir como artista. Um álbum muito desejado, tendo a violinista trabalhado nos temas durante os últimos dois anos. Músicas cheias de ritmos contagiantes, de influências e amplitudes que vão do Jazz até à World Music, com incursões por estilos muito diversos, como, por exemplo, a Morna, o Tango, o Swing, o Samba e, até mesmo, o Fado. 

Malú Garcia começou os seus estudos de violino aos 8 anos e, recentemente, sentiu necessidade e curiosidade de ir em busca de novos estilos, novas formas de tocar, novos ritmos e este disco é o resultado vivo dessa incursão. Com um percurso fascinante, a violinista já atuou tanto em performances clássicas com a orquestra Gulbenkian, como em performances pop, ao lado de Carlão, Capitão Fausto, entre outros artistas. 

Uma das fortes características do projeto musical de Malú Garcia é a diversidade de estilos num só álbum, influências que advêm da sua paixão pela música e da sua busca incessante por novas culturas, sons e ritmos, tornando a sua música numa linguagem verdadeiramente universal. O primeiro concerto do lançamento do primeiro álbum de originais de Malú Garcia, "Caminhos", está agendado para dia 20 de janeiro, às 21.30h, no Auditório Carlos Paredes, em Lisboa. 

Promete ser um concerto intimista, cheio de ritmos contagiantes, com a cumplicidade dos músicos Sebastian Scheriff, Pedro Baião, Rui Poço e Ricardo Marques. Os bilhetes vão estar disponíveis na Ticketline, Palácio Baldaya e Quiosque Grão Vasco. Segundo Malú Garcia, ""Caminhos" é o começo, é fruto do início desta caminhada que sonhei e que quero continuar a percorrer. Sou violinista, de base clássica, mas a música é o que me define, sem barreiras algumas, e pretendo levar um pouco desta cultura universal e dos sons que me movem, me influenciam e me emocionam até todas as pessoas, de norte a sul. Quero que ouçam a minha música, que a sintam e que percorram no seu interior paisagens tão bonitas quanto as que eu imagino ao interpretá-las."

DAVIDE LOBÃO | Porto

04/12/2022

LEO MIDDEA FECHA O ANO DE 2022 COM UM CONCERTO A SOLO NA INTIMIDADE DO BOTA


Leo Middea é carioca de gema de temperamento leve e solar e que aos 27 anos já rodou o mundo com o seu violão, mas foi em Lisboa que escolheu firmar morada. Nome habitual nos palcos nacionais, tem também dado passos na sua carreira internacional. Em Outubro passado, Leo Middea foi convidado para abrir a solo os dois concertos comemorativos da cantora francesa Sheila, a artista gaulesa que mais discos vendeu em França. Foram 2 noites esgotadas na Salle de Pleyel, em Paris e que ao todo somaram 4000 pessoas na audiência. Já em Portugal, atuou na Festa Criola em novembro num Castelo de São Jorge lotado por cerca de 700 pessoas. 

Com 4 discos lançados exclusivamente nas plataformas digitais, Leo Middea é um fenómeno de streamings: "Vicentina". por exemplo, atingiu 1 milhão de plays, em apenas 9 meses. A sua música é ouvida um pouco por todo o mundo com larga incidência nos países onde vai atuando, nomeadamente Londres – London Jazz Café -, Paris, Amesterdão, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre ou Vigo, entre tantas outras cidades. 

A sua música e apenas no Spotify conta com quase 8 milhões de streams. A vida do jovem cantor Leo Middea é cheia de peripécias e estórias para contar que rapidamente, transforma em músicas, sendo Portugal está bem presente na sua obra, nomeadamente com o tema Lisbon, Lisbon ou o disco "Vicentina". 

No nosso país, Leo Middea já atuou um pouco por toda a parte: no Porto ora a solo nos Maus Hábitos, ora a abrir os concertos de Tiago Nacarato ou da brasileira Marina Sena, na cidade da Covilhã, em Vila Pouca de Aguiar, em Ovar, em Santarém, Aveiro, V.N Famalicão, Constância, Torres Vedras, Comporta, Aveiro, Santa Maria da Feira, Coimbra, na Ericeira, em Faro (Festival F), na Festa do Avante por duas vezes, no Super Bock em Stock na edição de 2021 ou em várias salas lisboetas como o, Musicbox, o B.Leza ou o Samambaia. 

Em 2023 os fãs de Leo Middea podem contar com novo álbum de qual "Se eu disser que quero um beijo" é o primeiro avanço. Para fechar 2022, Leo Middea presenteia-nos com uma despedida intimista e a solo no espaço BOTA em Lisboa. 

CARTAZ | Concerto

03/12/2022

VÍTOR RUA | "Electronic Music 1993-2018"


A vasta produção musical de Rua é difícil de seguir, apostaríamos até que por ele próprio. Do oceano da web, resgataram-se faixas imperdíveis para uma segunda compilação de música eletrónica,"Electronic Music 1993-2018". Saltos estilísticos, oscilação entre pop e academia, uma curadoria que, desta vez, implicou a estrutura da música, em alguns casos retrabalhada para esta apresentação em CD: "B Boy #4" e "Madonna Velata" para efeitos de groove, "Metallophone Suite" e "Jorge" para efeitos de duração (impossível incluir ambas as versões originais no espaço de um CD). Certa dinâmica de velocidade logo a abrir, humor semi-subtil também representado. 

"B Boy #4" chega como representante de um álbum de Telectu nunca realmente concretizado, companhia de um livro de Jorge Lima Barreto com o mesmo nome, que era simultaneamente apreciação e humilhação da música de dança. Algo diferente, "Madonna Velata", não sendo propriamente um tributo a Madonna, é um comentário / interpretação de Vitor Rua com base em palavras da artista. As duas peças longas são, facilmente, projetos de meditação. 

Em "Metallophone Suite", a concentração num só instrumento (metalofone) e a destreza em sacar timbres, melodia, ritmo com consequência suficiente para comunicar sentimentos a quem escuta; "Telectu/Jorge" foi gravada na sequência infeliz do falecimento de Jorge Lima Barreto, uma homenagem pessoal de Rua ao seu estilo de abordar o sintetizador. De Telectu, ainda outro álbum por editar, "Data", do qual se extraiu um excerto que ajuda a estender no tempo (1996) a ideia da fase minimalista do duo. 

"vr-em-93" é um inédito e "Music For Computer #11" sai de um álbum digital de que já conhecíamos outra faixa, editada no - digamos - primeiro volume destas recolhas. Encontramos neste lote de música momentos de fuga à realidade, recolhimento na intimidade e expressão de emoções por parte de um músico incansável, voraz, na escuta, pesquisa e implementação de sons. Bonito, e não apenas para convertidos.

COIMBRA EM BLUES | Teatro Académico Gil Vicente

02/12/2022

GLOCKENWISE | "Besta"


Após a apresentação de uma nova direção estética com o primeiro avanço, "Vida Vã", os Glockenwise voltam a oferecer-nos as marcas de identidade do coletivo com o seu novo single, Besta. Aqui reinam o quotidiano poético e o rock imediato mas melancólico, acompanhado de uma certa dose de cinismo que tenta desatar as prisões da normalidade. Já disponível em todas as plataformas online, a nova canção vive, de acordo com a banda de Barcelos, por entre o rendilhado da convivialidade: "Há escolhas irremediáveis, e há sítios que hoje são nossos e amanhã são estranhos. 

Há palavras que se despejam e que já não vamos a tempo de as apanhar. E há carinho e afeto, mas também há os momentos em que somos irresistivelmente umas bestas." "Besta" vem acompanhado de um lyric video concebido por Irina Pereira através de fotografia de Renato Cruz Santos, realizada no Museu de Lamas. 

O sucessor de Plástico será lançado no primeiro trimestre de 2023 e apresentado, ao vivo, em formato quarteto, com Nuno Rodrigues, Rafael Ferreira, Rui Fiusa e Cláudio Tavares. Confirmado, por agora, está o concerto no âmbito do festival Courage Club, a acontecer em Guimarães nos dias 17 e 18 de Fevereiro de 2023. Bilhetes já disponíveis online.

PURO L | "Dharma"


"Dharma" é o single que marca o lançamento do novo disco de PURO L, acompanhado de um vídeo no canal de youtube do artista que conta mais de 15 mil subscritores e 3,5 milhões de plays. Nesta viagem de 4 minutos vais pensar sobre propósitos de vida, dinheiro, meditação e ferraris, “pois ser feliz é muita fruta mas nunca foi
pera doce” refere o artista. “O Monge de Wall Street”, é o nome do novo LP do artista que retrata a entrada na vida adulta, com tudo o que ela envolve: dinheiro, ansiedade, expectativas e sucesso! Ou insucesso?

01/12/2022

DRIK BARBOSA | Lisboa


Nascida em São Paulo, Drik Barbosa compõe desde os 14 anos de idade. Foi na Batalha de Santa Cruz, berço do rap contemporâneo, que chamou a atenção pela primeira vez com o seu freestyle. Com uma impressão digital artística bem vincada, deixou a sua marca por onde passou, em temas como "Mandume" e "Poetas no Topo 3.1", de Emicida e BK, respetivamente. 

Em 2019, edita o seu primeiro disco homónimo, onde canta sobre as suas lembranças e as vivências de uma mulher negra no Brasil. Representa, através da sua música, todos aqueles que ocupam um espaço na sociedade mas são silenciados. "Essa sou eu, isso foi tudo o que vivi e minha música soa dessa maneira" conta a artista. Com uma sonoridade urbana, afro-brasileira e contemporânea, o álbum traz a participação de importantes nomes da música brasileira: Gloria Groove, Karol Conka, Emicida, Luedji Luna e Rael.

Em 2020, após a sua tour na Europa ter sido cancelada devido à pandemia, Drik refletiu sobre como poderia colocar a sua arte ao serviço da comunidade. Surgiu então o projeto "NÓS", que teve como ponto de partida o lançamento do single "Sobre Nós", com participação do rapper Rashid. O segundo single da iniciativa chegou em 2021, com o tema "Seu Abraço", com Psirico e RDD. Seguiu-se ainda "Calma, Respira", com a participação de Péricles. 

Em Dezembro, Drik embarca finalmente numa viagem até à Europa, onde o primeiro concerto é já esta sexta, dia 2, pelas 21.30h, no B.Leza, em Lisboa. Os bilhetes estão disponíveis na Ticketline, com o valor de 15€. A 3 de Dezembro, a artista passa ainda em Berlim, no Club Gretchen.

TV RURAL | Musicbox


Seis anos depois a ouvir fãs leais perguntar "Quando é que dão um concerto?", os TV Rural vão reunir-se a 20 de Dezembro para uma noite que não se espera menos do que memorável, repleta e suada. Com elevada carga simbólica, o local escolhido só poderia ser o Musicbox, onde poderemos ver e ouvir David Jacinto, David Santos, Gonçalo Ferreira, João Pinheiro e Vasco Viana apresentar as mais badaladas canções da banda, interpretadas com a entrega que a longa paragem exige. 

Com uma carreira iniciada em 2000, o rock dos TV Rural ficou imortalizado em quatro edições e, para quem sempre acompanhou a banda (ou nunca teve oportunidade de a ver ao vivo), este será certamente um dia desejado, pelo que os bilhetes já estão à venda a 10€ na SeeTickets.

 

COURAGE CLUB GUIMARÃES

 

CARTAZ | Concerto

30/11/2022

CHICO BUARQUE ATUA EM PORTUGAL COM QUATRO DATAS EM 2023


Vencedor do Prémio Camões em 2019, Chico Buarque vem a Portugal receber o prémio e apresentar “Que tal um Samba” com quatro datas no Porto e em Lisboa. O músico sobe ao palco do Super Bock Arena nos dias 26 e 27 de Maio e atua no Campo Pequeno, nos dias 1 e 2 de Junho. 

A nova tour do compositor terá como convidada Mônica Salmaso em ambas as cidades. "Que tal um samba?" é também o nome do single do artista lançado em Junho que foi recebido como uma lufada de esperança “depois de tanta derrota, depois de tanta demência e uma dor filha da puta”. O tom esperançoso da canção dialoga com clássicos de Chico Buarque, como "Vai passar" e "Apesar de você", que também nasceram dos sambas. 

A crítica aclamou com entusiasmo a nova canção: “‘Que tal um samba?’ é música contra o Brasil da derrota”, “Chico Buarque voltou a encher o país de cultura e esperança”, “trata-se de um samba com categoria, um samba legal”, “Chico convida-nos, afirmando que já chega o tempo da desforra, que já é possível erguer a vista e a coluna”. O novo espetáculo promove um passeio pela obra de décadas do Chico Buarque, que reúne composições há muito não apresentadas e outras mais recentes. 

Os saltos temporais acontecem de maneira fluida, como se as canções tivessem sido escritas agora. Os músicos que acompanham o cantor são fiéis companheiros de palco: o maestro Luiz Claudio Ramos (arranjos, guitarra e violão), João Rebouças (piano), Bia Paes Leme (teclados e vocais), Chico Batera (percussão), Jorge Helder (baixo acústico e elétrico), Marcelo Bernardes (sopros) e Jurim Moreira (bateria). Mônica Salmaso já dedicou um disco à obra de Chico Buarque, "Noites de gala, samba na rua". Mônica estreou-se visitando os afro-sambas de Baden e Vinícius, fez songbooks de Paulo Cesar Pinheiro, Guinga e Dori Caymmi, gravou discos aclamados como "Voadeira" e "Iaiá" e mergulhou no Brasil profundo no disco "Caipira". 

Com 13 discos lançados e três DVDs, cultiva um repertório fiel à música que nela habita. Chico Buarque, um dos maiores compositores e uma das mais impressionantes vozes brasileiras de todos os tempos estará em Portugal em quatro noites cheias de cor e samba.

 
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