23/03/2017

ALA DOS NAMORADO | "Vintage"


O cancioneiro da pop portuguesa de meados do século XX foi a base para a gravação do novo disco da Ala dos Namorados – “Vintage”.

“Olhos Castanhos”, “Noites da Madeira”, “Ele e Ela”, “Cartas de Amor” ou o “Fadinho da Tia Maria Benta”, são alguns dos temas que fazem parte do imaginário colectivo dos portugueses e que a Ala dos Namorados se propôs trazer para o seu universo musical.

Nas palavras da banda, “a ideia vem de trás, porque a Ala sempre se identificou com a essência musical e estética destas canções e sonoridades. O momento chegou agora e estamos muito satisfeitos com o resultado. Esperamos conseguir passar isso mesmo para as pessoas.

Para além das versões de standards da música portuguesa, o novo disco da Ala dos Namorados inclui quatro temas originais dentro desta harmonia vintage que será, também, parte integrante dos espectáculos ao vivo.

“Noites da Madeira” é o single de apresentação do novo disco, uma recriação do tema imortalizado por Max editado em 1949, que já se ouve na rádio.

A voz e interpretação inconfundíveis de Nuno Guerreiro, juntam-se às composições e arranjos de Manuel Paulo que fazem da Ala dos Namorados um exemplo de longevidade da música em Portugal.

"Vintage" chega às lojas no dia 14 de Abril!

DIANA MARTINEZ & THE CRIB | Porto

22/03/2017

GALO CANT´ÀS DUAS | Discurso Direto


Após 9 meses de composição e estrada, Hugo Cardoso e Gonçalo Alegre resolvem gravar “Os Anjos Também Cantam”, o disco de estreia de Galo Cant’às Duas. Antecipando a edição de "Os Anjos Também Cantam", que acontece na próxima sexta-feira, o Portugal Rebelde recebe hoje em "Discurso Direto" o duo viseense Galo Cant´às Duas.

Portugal Rebelde - Após 9 meses de composição e estrada, este é o disco que “sonharam” um dia gravar?

Galo Cant´às Duas - Este disco foi sempre o que procurámos. Entre a improvisação pura e uma estrutura composta em estúdio não é fácil encontrar um equilíbrio entre ambas. Trabalhámos nesse sentido, e a dada altura, com a estrada, com o estúdio e a sala de ensaios os caminhos começaram a ficar bem claros nas nossas mentes. A viagem entre variadas texturas e dinâmicas foi também um dos focos, que no nosso ver conseguimos chegar ao que imaginávamos. Estamos orgulhosos com o nosso trabalho.

PR - Luís Sobrado escreve no press release deste disco que «"Os Anjos Também Cantam" é um disco que, intencionalmente ou não, não deixa passar em claro a predilecção pelo cariz sensorial da música criada pelos Galo. É curioso atentar no uso constante do verbo nos títulos: "Os Anjos Também Cantam", "Marcha dos que Voam" e "Respira"». É intenção dos Galo Cant'Às Duas convidarem o ouvinte a fazer parte da ação do disco?

Galo Cant´às Duas - Tudo fica mais mágico quando de uma maneira ou de outra andamos todos no mesmo barco e fazemos todos parte de tudo. Vamos todos voar com os Anjos.

PR - Durante a gravação deste disco trabalharam com Makoto Yagyu e Fábio Jevelim (PAUS). O que é que guardam deste encontro?

Galo Cant´às Duas - Guardamos este disco e uma experiência bem intensa. Tivemos 5 dias em estúdio e saímos de lá com o disco numa pen, foi incrível. Sentimos a pressão porque tínhamos de gravar em 2 dias, bem pouco. O Makoto e o Fábio ajudaram-nos a levar essa pressão na boa e a clarificarmos os caminhos que queríamos atingir. Foi uma decisão importante termos ido gravar ao Haus.

PR - Numa frase como caracterizariam este “Os Anjos Também Cantam”?

Galo Cant´às Duas - Um disco cheio de altos e baixos.

PR - Qual é o tema que melhor caracteriza o “espírito” deste álbum?

Galo Cant`às Duas - À umas semanas atrás chegámos a uma conclusão interessante. O disco está com 4 temas, ao longo do tempo íamos compondo e as nossas vontades e objectivos a nível musical ía mudando. Os temas foram ficando cada vez mais estruturados, acabando com a “Partícula”, a nossa canção. Com isto, a “Marcha dos que Voam” - o nosso single, é o tema que mais nos define. Existe uma estrutura mas também uma grande carga de improvisação.

PR - As canções deste disco são apresentadas no próximo dia 24 de Março na Casa da Cultura de Setúbal. O que é que o público pode esperar deste concerto de apresentação?

Galo Cant´às Duas - Cargas e descargas, é o que procuramos sempre transmitir. Levamos muita energia para cima do palco, é o que amamos fazer.Vamos todos Voar ... Sempre.


BONS SONS | Cem Soldos


O Bons Sons volta de 11 a 14 de Agosto, com a música de produção nacional, como sempre, a tomar conta da aldeia. Vão ser quatro dias com mais de 40 atuações divididas por oito palcos, dedicados a programas distintos, e ainda uma feira de artesãos, exposições de arte, um espaço para crianças, comida tradicional e outras atividades que animam as ruas, praças e largos de Cem Soldos.

Tendo em conta o carta anunciado, torna-se claro que, mais uma vez, vamos viver a aldeia do fado ao indie-rock, do acústico ao eletrónico, do rural ao urbano, das influências tradicionais às contemporâneas, entre artistas emergentes e consagrados.


10 de Agosto (Recepção)

Inês Tamim

11 de Agosto

Holy Nothing

Virgem Suta

Glockenwise

Capitão Fausto

Whales

Surma

Thunder & Co. + Groove Salvation

Manuel Fúria e os Náufragos

Band’Olim

Singularlugar

Ana Jezabel e António Torres

12 de Agosto

Medeiros/Lucas

Né Ladeiras

Mão Morta

Throes + The Shine

Filipe Sambado

Señoritas

Zé Nuno / Sam U / Beatdizorder

Les Saint Armand

Lucía Vives + João Raposo

Filipe Valentim

Lander & Jonas

13 de Agosto

Paulo Bragança

Samuel Úria

Orelha Negra

Captain Boy

Joana Barra Vaz

Txiga / Celeste + Mariposa

Sonoscopia

Sampladélicos

Moços da Vila

Carlota Lagido

14 de Agosto

Frankie Chavez

Rodrigo Leão

The Poppers

Octa Push

Marco Luz

Valter Lobo

Rodrigo Affreixo

LST

Sanct’Irene

Moçoilas

Bons Sons

Data: 11 a 14 agosto 2017 (sexta a segunda-feira)

Local: Cem Soldos, Tomar

Bilhetes: €20 / €40 (site oficial)

QUINTA DO BILL VENCEM O PRÉMIO ARITMAR 2016


A Quinta do Bill foi anunciada como vencedora do Prémio aRitmar (Galiza) 2016 na categoria de Melhor Música Portuguesa com o tema "Faz Bem Falar de Amor".

Os Prémios aRitmar premeiam as melhores músicas e poemas portugueses e galegos de cada ano.
O tema "Faz Bem Falar de Amor" integra o álbum "Todas as Estações", editado em 2016 em parceria com a Sony Music Entertainment Portugal.

O videoclip do tema está também a concurso em vários dos mais prestigiados festivais de cinema e curtas metragens de animação internacionais, dos quais podemos realçar o International Short Film Festival Oberhausen.


NOISERV | 12 Anos de canções


Aos 12 anos sonhava ser músico como se mais nada existisse. Esta semana comemora 12 anos passados desde o primeiro concerto enquanto noiserv, muitas histórias, muitas viagens, muitas pessoas, mais de 600 concertos em Portugal e um pouco por todo o mundo.

Em jeito de comemoração destes 12 anos de música, são lançadas esta semana as “Flight Case” noiserv, um pouco mais "pequenas" que as que transportam todos os instrumentos do músico lisboeta, mas "grandes" o suficiente para guardar toda a sua música.


Até às 24h de sexta-feira, 24 de Março, o músico oferece toda a discografia em mp3 na compra de cada "Flight Case" (Depois desse dia a oferta será de um disco à escolha)!

Que tudo continue como se estivesse sempre a começar, porque a vida é acima de tudo, para ser bonita e apaixonada!” - diz o músico.

FESTIVAL ALESTE | Funchal

CARTAZ | Concerto

21/03/2017

CLÃ + MANGKA | "Nura Pakhang (Eu e Tu)"


Os Clã e a indiana Mangka apresentam "Nura Pakhang (Eu e Tu)", o primeiro single dos próximos três volumes de "T(h)ree".

O tema, bilingue, tem como letristas Carlos Tê, Hélder Gonçalves, Manuela Azevedo e Mayanglambam Mangangsana, músico também natural de Manipur, o estado indiano a sudeste dos Himalaias onde foi gravada a primeira parte do vídeo. 

Há poucos dias o realizador indiano Romi Meitei gravou a segunda parte do vídeo com os Clã, na cidade do Porto. Nas próximas semanas será possível ver o resultado do video. Por enquanto podemos escutar a colaboração entre os Clã e Mangka.

Ao todo são 74 projectos musicais em criações conjuntas entre Portugal e o oriente em três discos. Bahrein, Emiratos Árabes Unidos, Cazaquistão, Uzbequistão, Indía e Sri Lanka foram os destinos destes três volumes de "T(h)ree".

A caixa que inclui os três discos é lançada a 28 de Abril, conta com a coordenação de David Valentim, edição da Omnichord Records e produção parcialmente apoiada pela Fundação Oriente, com a totalidade das receitas a reverter para a instituição “Make a Wish Portugal.”

XINOBI | "On The Quiet"


Acontece já esta quinta-feira, dia 23 de Março a apresentação de "On The Quiet", o novo disco de Xinobi. Uma história sobre a transição de muitos artistas do punk rock e skateboarding para house-music e sobre como a música de dança pode ser um campo de consciencialização social.

Um álbum enraizado no agora! Música electrónica, emocional, dançável. House atmosférico ornamentado com vozes melódicas e spoken word, preenchido com letras incomuns no mundo da música de dança.

A noite continuará com a actuação poderosa do sueco The Field e termina da melhor maneira com um DJ set de BMX (BANDIDO$ + Xinobi).

Os primeiros 100 bilhetes têm incluído o CD "On The Quiet" em exclusivo e em primeira mão, apresentando o bilhete à entrada no Musicbox (Lisboa), no dia do concerto.

O disco chega às lojas no dia 24 de Março!


TIAGO MACHADO | “Soundlapse”


Tiago Machado, é um jovem pianista e compositor que efectuou e concluiu os seus estudos de piano no Conservatório de Música Nacional com a professora Carla Seixas.

Tendo trabalhado com vários artistas nacionais, dos quais se destaca Mariza, que participa num dos temas do álbum “Soundlapse”, Tiago Machado concretiza agora o sonho de editar um álbum em nome próprio.

Segundo o autor a sonoridade de Soundlapse é: "Uma fusão de tudo aquilo que eu sou: tem a dimensão do cinema, o dramatismo do fado, a técnica da música clássica e o frenetismo do jazz ".

A composição que nomeia o disco, "Soundlapse", primeiro single, foi feita em cinco minutos, num movimento contrário de mãos "…como uma viagem de ida e volta…", que compara à técnica de imagem "timelapse", mas associada ao som.

Tiago Machado edita o seu álbum de estreia "Soundlapse" a 31 de Março!


THE POPPERS | Braga

CONCERTO SOLIDÁRIO DE APOIO À CANTAUTORA ERICA BUETTNER

20/03/2017

LUÍS SEVERO | Discurso Direto


Depois do aclamado "Cara d’Anjo", Luís Severo regressa com um novo longa duração”. O disco foi gravado e produzido em Alvalade com a ajuda do Diogo Rodrigues e do Manuel Palha e masterizado pelo Eduardo Vinhas no Golden Pony. Luís Severo é hoje a nossa (boa) companhia em "Discurso Diireto".

Portugal Rebelde - Solidão e Liberdade. Foram estas as palavras que marcaram o processo de gravação deste novo disco?

Luís Severo - Sim! Este disco marca a minha mudança para Alvalade, estúdio mais afastado do centro e com menos gente a sair e a entrar. Consegui passar muito tempo sozinho no piano, a compor e também a gravar. Como sempre, fui influenciado por tudo o que estava à minha volta. Mas desta vez, em vez de ter imensos amigos à volta a influenciar, tive mais o silêncio de uma rua que à noite não tem carros a passar. Talvez por isso seja mais melancólico, ou não, não faço ideia.

PR - No press release deste disco, confessas que deixaste o teu velho hábito de escrever a letra antes da música. Este é o processo que marca a diferença no teu regresso aos discos?

Luís Severo - Também. Acho que este disco está mais próximo da maneira como falo e até da maneira como penso. A isso se deve ter deixado o velho hábito de partir para a canção com muitas frases de bloco de notas com demasiadas intenções poéticas. A palavra aqui surge com maior urgência de comunicar, talvez por isso seja também mais confusa e desorganizada. Ter feito este disco assim também não quer dizer que não volte a fazer de outra forma, mas desta vez apeteceu-me fazer assim.

PR - De que é que nos falam as canções deste disco?

Luís Severo - “São oito canções sobre amor, solidão, o peso da cidade e a sua falta de espaços”. Escrevi isto quando pus o disco online, é uma resposta repetida mas é a que me parece mais acertada.



PR - Numa frase como caracterizarias este disco?

Luís Severo - Ainda não consigo falar do disco de maneira sucinta, sem divagar e eu próprio me perder no raciocínio. Ainda é tudo muito recente, preciso de digerir! Talvez daqui a uns meses consiga responder a esta pergunta.

PR - Qual é o tema que melhor caracteriza o “espírito” deste álbum?

Luís Severo - Há vários temas, mas talvez o ambiente urbano seja o que os liga a todos.

PR - As canções deste disco são apresentadas no próximo dia 29 de Março, no Teatro Ibérico (Lisboa). O que é que o público pode esperar deste concerto de apresentação?

Luís Severo - Um concerto muito intimista ao piano e voz. É talvez o meu concerto mais ambicioso de sempre, por ser só voz e piano, num auditório bastante solene. Fiz arranjos de piano que condensam um bocado os arranjos do disco, com as linhas mais importantes a virem para cima, e com ainda menos gorduras.


VÍDEOCLIP | "Oh Cat" - The Weatherman


Cumprida uma década de carreira - que culminou, no ano passado, com o lançamento do seu quarto álbum de originais -, The Weatherman regressa com um novo single, intitulado “Oh Cat”. O videoclip, que aqui apresentamos, foi realizado por Vasco Mendes.

O tema marca, segundo o artista, uma renovada incursão na sua sonoridade: um psicadelismo dançante. “Oh Cat” é um hino que ilumina as almas dolentes que durante a primavera sonham com o verão perfeito. Uma espécie de “Good Vibrations” do século XXI.


GANSO | "Quando a Maldita"


Saudações no geral. Saudações no particular. Se está a ler este texto significa que neste momento você se depara com a banda GANSO. Uma banda para todos mas também para muitos. Nunca para alguns! Nunca. É que você ainda não sabe que vai gostar de ouvir Pá Pá Pá. Aliás, você chega ao fim do primeiro álbum dos GANSO e vai cantar “pá pá pá” para si mesmo: à mesa, na escola, no trabalho, na igreja, quiçá até no Metropolitano. Tudo é possível. Tudo é impossível.

O que interessa é que com GANSO estamos na área. Na zona percebe? De Lisboa, lançaram o primeiro EP “Costela Ofendida” (quem nunca teve uma?) em 2015 com êxitos de sucesso como "Pistoleira" e "Lá Maluco". Se ainda não conhece recomenda-se vivamente que vá escutar. Pode mudar a sua vida.

Agora em 2017, esse grande ano, irão lançar o primeiro longa-duração “Pá Pá Pá” pela Cuca Monga. Gravado em Alvalade por Diogo Rodrigues, os GANSO estão prontos para um safari urbano-rural (leia-se, um passeio por Portugal) com um conjunto de nove canções apetitoso, sem dúvida gourmet. Na verdade todo o disco será um safari no melhor sentido da palavra. 

Deve escutá-lo com binóculos, com um belo chapéu de aventureiro e sem dúvida entrará no maravilhoso mundo de aventura proporcionado por cinco amigos. O maravilhoso mundo da inocência e das canções genuínas. O maravilhoso mundo da amizade e da boa disposição. Um mundo maior do que o anterior. Um mundo, meu caro leitor.

Está aqui a primeira canção "Quando a Maldita". O início do tal safari num comboio circense, Syd Barrettiano, a uma velocidade agradável não muito rápida para apreciar sem enjoar. Devagarinho se torce o pepino. A primeira de nove canções. A primeira de muitas.

LOT EM CONCERTO


O Sabotage Club, em Lisboa, foi o local escolhido para a apresentação oficial do novo álbum de LOT - "Mother Board".

2017 começou de forma promissora para LOT, com o convite para fazer a abertura do concerto de Thievery corporation no Coliseu de Lisboa e um concerto na Casa da Música no Porto.

Para ilustrar o lançamento de "Mother Board", foi já apresentado o single "Take A Look” , com videoclip filmado e realizado em Nova Iorque por André Gaspar que voltou a trabalhar com LOT, depois dos anteriores vídeos “Mary Jane” e “Staying In Tonight” que também fazem parte do álbum.

Depois de em 2016 terem marcado presença no NOS Alive e terem feito uma tour pelas Fnac's do país, chega agora o momento da apresentação oficial de novo álbum.

A música de LOT junta a esfera eletrónica de batidas fortes, e a melodia cantada, que nos entra no ouvido e fala para o coração - Pedro Sacchetti, José Evangelista e Rui Rodrigues apresentam assim o primeiro trabalho oficial que poderá ser ouvido na íntegra já no próximo dia 7 de abril, num concerto que se prevê único.

07 de Abril - Sabotage, Lisboa (23.00h)

THE LAZY FAITHFUL | "Bringer of Good Time"


Quase 3 anos após terem lançado o álbum de estreia "Easy Target" (2014) The Lazy Faithful já tem data marcada para o seu sucessor. "Bringer of Good Time" chega às lojas dia 31 de Março.

"Nukin In The Cookin" foi o primeiro avanço para o tão aguardado segundo registo da banda portuense.

Concertos de Apresentação: 

13 de Abril - Maus Hábitos, Porto

21 de Abril - Musicbox, Lisboa 

BUDDA POWER BLUES & MARIA JOÃO | Casa das Artes

19/03/2017

HÁ LOBOS SEM SER NA SERRA | Discurso Direto

“Cantares do Sul e da Utopia”, é este o título trabalho musical e artístico que junta Buba Espinho, David Pereira, António Bexiga e Cristina Viana. Um grupo, que parte das modas e canções a sul do Tejo para criar o seu repertório. Do cante polifónico do Alentejo, recentemente classificado pela Unesco como património da Humanidade, às violas campaniças, passando pela exploração contemporânea de sonoridades tradicionais,  Lobos Sem Ser na Serra anda pelas terras do Sul com uma mão no passado e outra no futuro.

Portugal Rebelde - “Cantares do Sul e da Utopia” é um disco onde celebram a liberdade e o sonho ao sul de Portugal?

Há Lobos Sem Ser Na Serra - Claramente. Este disco é um apelo a uma sociedade mais aberta, onde há espaço para todos, sem construções de muros entre os povos, sem divisões.
Apelamos a isso através da arte, que une o que a vida separa. Antes de sermos músicos, ou artistas visuais, somos transmissores de uma ideia, de uma cultura.

PR - Há Lobos Sem Ser na Serra, anda pelas terras do Sul com uma mão no passado e outra no futuro. Esta é mais uma forma de homenagear o cante alentejano?

Há Lobos Sem Ser na Serra - O cante é a nossa vida, uma forma de a viver também. E queremos pô-lo no topo da música tradicional portuguesa ao nível do fado. A nossa forma de o homenagear é mostrar ao público que o cante pode ser trabalhado em várias áreas sem o desvirtuar, mantendo e respeitando a vertente tradicional.

PR - “Afã” foi a canção escolhida para single de avanço deste disco. Este é o tema que melhor caracteriza o “espírito” deste álbum?

Há Lobos Sem Ser na Serra - Sem dúvida, escolhemos este tema para ser single, pois remete-nos para as raízes da nossa cultura e como o nosso álbum é uma história, faria todo o sentido começar pela raiz.

PR - Numa frase como caracterizariam este “Cantares do Sul e da Utopia”?

Há Lobos Sem ser na Serra - Eu defino este disco com uma das modas que cantamos : "Que bonito que seria se houvesse compreensão / os homens não se matavam e davam-se como irmãos". Este é o conceito deste projecto que como já disse é um apelo a um mundo melhor e mais aberto, com espaço para todos .

PR - À música, a artista visual Cristina Viana, junta o desenho de ilustração ao vivo. Querem desta forma transformar o espetáculo num momento único?

Há Lobos sem Ser na Serra - Sem dúvida. A ideia deste projecto é juntar as várias identidades enquanto artistas num todo. O cante tradicional através de Buba Espinho e David Pereira. A roupagem mais moderna e experiente do Tó Zé Bexiga. E o fantástico desenho digital da Cristina Viana. Somos um quarteto versátil e foi fácil unir estas áreas.

PR - Já tiveram a oportunidade de apresentar em concerto as canções deste disco. Qual foi o “feedback” do público?

Há Lobos Sem Ser na Serra - O feedback tem sido muito positivo, derivado à originalidade. A arte sobrevive através de projectos originais e nós temos a sorte de ter um conceito bastante original, que nos diferencia de outros projectos em torno da música tradicional. E iremos continuar a trabalhar sobre este feedback que para nós tem sido um empurrão enorme.

VÍDEOCLIP | "Pó no Pé" - Cassete Pirata


Depois de se estrearem com o tema “Outra Vez”, em outubro do ano passado, os lisboetas Cassete Pirata trazem à luz o seu segundo single, “Pó no Pé”, e o respetivo vídeo, realizado por Ricardo Oliveira.

A banda representa o descomprometimento de quem consegue enfiar uma canção pop entre os solos de guitarra de João Firmino (Pir), a batida demolidora, suada e sem t-shirt de João Pinheiro, o pulso firme de António Quintino no baixo e os coros da única dupla de cantoras e teclistas que este país conhece, Margarida Campelo e Joana Espadinha. 

O lirismo das melodias e o som psicadélico dos teclados vêm, naturalmente, de quem junta Supertramp e Melody’s Echo Chamber aos discos de Coltrane e Milton Nascimento, com inspiração rock vinda diretamente da juventude que reprimiram durante o estudo de harmonias de jazz demasiado complicadas.


SÉRGIO GODINHO | "Coração Mais Que Perfeito"


"Coração Mais Que Perfeito" (Quetzal, 2017), é este o título do primeiro romance de Sérgio Godinho.

"Depois de "Vidadupla", que reúne um conjunto de contos, a Quetzal publica o primeiro romance do cantor e compositor Sérgio Godinho, agudo cronista e bardo dos últimos quarenta anos portugueses. Os insondáveis e pedregosos caminhos do coração, amores imperfeitos que se sublimam até à perfeição e pureza do diamante."

DANIEL PEREIRA | "Cavaquinho Cantado"


A Associação Museu Cavaquinho, dirigida por Júlio Pereira, acaba de editar o álbum "Cavaquinho Cantado" do músico Daniel Pereira.

Compositor, multi-instrumentista e cantor, Daniel Pereira passou por diferentes realizações musicais do folk ao pop-rock - também como produtor e autor de arranjos - desde que, aos oito anos, em Braga, o pai lhe ensinou a tocar cavaquinho.

Uma sua apaixonada passagem pela experiência teatral conduziu à consideração da importância da palavra, que confere identidade a um disco em que a voz se alia ao som das cordas vibrantes do instrumento.

Isso mesmo é referido por Júlio Pereira, que, em 1981, pôs todo o país a tocar cavaquinho: "verdadeiramente importante é essa atualização constante de um antigo e quase insignificante instrumento, que justifica a continuação da nossa (da Associação Museu Cavaquinho) iniciativa de editar discos de cavaquinho, agora acompanhado pelo canto, o que não tem sido comum nas suas últimas reatualizações".


JANITA SALOMÉ | Teatro Diogo Bernardes

CARLOS MENDES | A Festa da Vida

18/03/2017

FACULDADE DE LETRAS DE COIMBRA RECEBE COLÓQUIO SOBRE ANTÓNIO VARIAÇÕES


A Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra recebe, a 7 e 8 de Dezembro, o colóquio internacional Variações sobre António. Um colóquio em torno de António Variações.

No site dedicado ao evento, pode ler-se que Variações sobre António "propõe-se estudar quer a obra do compositor e cantor, quer aquilo que nela é sintoma de fenómenos mais vastos – um deles, e dos mais importantes, a forma como a cultura portuguesa posterior à Revolução de 1974 tenta sintonizar-se/dessintonizar-se com o mundo exterior e, em particular, com a cultura e civilização saída dos anos 60, sobretudo aquela latamente designável como pop".

O colóquio conta com o apoio da Rádio Universidade de Coimbra e do Jazz ao Centro Clube, entre outras entidades.

Em função do número de comunicações, o encontro poderá durar três dias. As inscrições são pagas e as sessões dirigem-se sobretudo aos interessados nas seguintes áreas: musicologia, estudos artísticos, estudos literários, estudos intermédia, estudos culturais, ciências sociais, média e comunicação e história contemporânea.

Os investigadores são convidados a apresentar comunicações sobre os seguintes temas:

1. A música de Variações, entre o rock português, o pop, o fado e o folclore

2. As letras de Variações: da poesia popular (ou fake) às letras pop

3. Texto & Som, Imagem & Corpo: performance e intermedialidade em Variações

4. Identidade, resistência e excesso: o queer, o glam e o camp

5. Discos: produção; indústria discográfica

6. Produção e gestão do impacto mediático de Variações

7. Cultura e sociedade no Portugal de Variações

8. Legado e reinvenção de Variações

Concertos e performances completam a programação do colóquio. Os interessados em participar podem encontrar toda a informação no site oficial do encontro.

BLOOM | Porto


Bloom é o nome da mais recente aventura musical do cantor e compositor português JP Simões e “Tremble like a Flower” é o seu primeiro disco. O novo projecto do músico estreia no Porto, no dia 25 de Março, às 23.00h no Plano B.

São dez temas tensos e luminosos que, a partir de uma base intimista e de escrita confessional, se vão abrindo em paisagens electrizantes e feéricas, algo que começa por desenhar uma viagem interior e sai a sobrevoar o mundo.

A composição deste disco foi-se alicerçando no blues mais primordial, passando pela folk dos anos 60 (Dylan, Cohen e Nick Drake). Com a introdução de outras afinações, a procura de espaços mais vastos e serenos e a aglutinação de um certo modo “bossa nova” de tocar guitarra com um fingerpicking mais percussivo, a música começou a tomar o seu próprio rumo e as canções foram nascendo.

Bilhete: 8 euros

Bilhete + CD: 15 euros

CRISTINA NÓBREGA | "Vida"


Depois de ter percorrido alguns dos melhores palcos pelo mundo, Madrid, Toronto, Cairo, Pequim, entre outros, eis que chega o dia em que Lisboa irá finalmente receber Cristina Nóbrega num grande concerto.

A 27 de Março, a Fadista irá apresentar o espectáculo “Vida” no Teatro São Luiz, concebido especialmente para esta ocasião. Uma viagem inolvidável que partirá de Lisboa para o mundo, do Fado mais purista a sonoridades da World Music. Por ser o dia em que se celebra também o Dia Mundial do Teatro, este espectáculo promete ter apontamentos cénicos especiais, com imagens e sons da nossa Lisboa.

Uma grande noite em que o público poderá disfrutar de toda a magia, força e emoção em estado puro e da notável presença em palco de Cristina Nóbrega e dos músicos que a acompanham. O espectáculo conta ainda com a presença de três convidados especiais:

Sofia Abraços, bailarina, coreógrafa e professora de flamenco e sevilhanas, promete surpreender com o seu talento e levar o público a outras paisagens sonoras e visuais.

João Roque é uma presença habitual em várias casas de Fado lisboetas, tendo vencido em 2008 a “Grande Noite de Fado”, precisamente no Teatro São Luiz.

David Ribeiro, filho de Luís Ribeiro, que foi guitarrista de Amália, constrói as suas próprias guitarras e é um dos maiores talentos na sua área.

CARTAZ | Concerto

MARTA PEREIRA DA COSTA | Lisboa

17/03/2017

VÍDEOCLIP | “Trying not to Try” - Cave Story


Atualmente em digressão pela Europa, o trio das Caldas da Rainha relembra-nos com um vídeo por que razão “West” foi dos melhores discos de 2016.

Os Cave Story não param de alimentar certezas e a nova vem na forma de um novo vídeo. “Trying not to Try” é o novo single do trio das Caldas da Rainha, retirado do mesmo “West” que firmou a posição da banda como porta-estandartes do post-punk nacional.

Idealizado por Gonçalo Formiga, guitarrista e vocalista dos Cave Story, e realizado por João Pombeiro, “Trying not to Try” continua a narrativa da banda, que no disco discorre sobre viver o e no Ocidente, embalando as suas melodias em cadências de baixo gingonas e corpulentas. Seguindo a linha de “Body of Work” — que com a mesma linguagem nos apresentava um plano fixo sobre o Partenon de Atenas onde o “West” onírico dos Cave Story, assim como o nosso, começou —, este vídeo apresenta-nos os rockers a coabitar com a paisagem e com tudo o que nela existe, trazendo movimento para o estático.

Os Cave Story encontram-se actualmente em digressão pela Europa, tendo já actuado em Viareggio, em Itália. Na rota, e para antes do regresso, estão ainda previstas paragens na Suíça, França e Espanha. Já por cá, actuam no Porto, em Setúbal, em Ovar e Monção.


GROGNATION | "Chama-me Nomes"


"Chama-me Nomes" avança a chegada de novo trabalho do coletivo de Mem-Martins, formado por 5 mc’s, Factor, Harold, Papillon, Neck e Prizko, os GROGNation. Na bagagem contam já com duas mixtapes, "Segunda Vaga" (2012) e "Dropa Fogo" (2013) e dois EP "Sem Censura" (2014) e "Na Via" (2015).

O novo tema conta com um videoclip ilustrativo, com argumento desenvolvido por Harold, filmado e editado por Bernardo Infante. Uma história de amor que poderia ser a de qualquer ser humano com toda a mescla de emoções que o sentimento obriga, porque o amor vive-se e aprende-se como qualquer outra arte. Uma perceção, conceituação e idealização do amor no aqui e no agora, de uma toda e nova geração porque os GROGNation ‘não são uma crew mas uma linha de pensamento’.

"Chama-me Nomes" é o mote para o "Nada é por acaso" novo álbum dos GROGnation com data de saída apontada para o mês de Abril.

GROGNation, com participações e produções de nomes conceituados do panorama do Hip Hop Nacional, como Sam The Kid, Nbc, Sir Scratch, Landim e Vinyl e com presença já em grandes festivais nacionais são, sem dúvida, uma nova escola de Hip Hop a seguir.


STEELFALL | “The Event Horizon”


Chegou hoje aos escaparates nacionais e às plataformas online “The Event Horizon”, cd de estreia dos lisboetas Steefall.

O quinteto juntou-se em Setembro de 2016 e rapidamente foi convidado a integrar o catálogo da Raging Planet. A distribuição ficou a cargo da Glam-o-Rama.

O digipak de edição limitada também pode ser adquirido através do site da banda www.steelfallofficial.com.

JACKIE D. + CAPITÃO GANCHO | Porto

CRU | Porto

16/03/2017

THE GIFT | "Big Fish"


The Gift lançam agora o lyric vídeo para o terceiro single de "Altar", novo álbum de originais da banda de Alcobaça, produzido por Brian Eno.

A banda aproxima-se da data de lançamento do seu próximo álbum de originais, marcada para 7 de Abril, e antecipa agora este single, “Big Fish”, uma canção que remete para o sentimento vivido pela banda nas suas sessões de gravação num estúdio na Galiza (Espanha), em Londres e finalmente em Alcobaça, partilhadas com o produtor britânico, Brian Eno.

“Big Fish” é uma ode ao presente, uma epopeia do efémero, de como aproveitar cada momento que a vida nos oferece. É um tema sobre a mutação, sobre o viver dentro de um corpo maior que nós próprios, um espelho para a própria relação que a banda tem para com a sua música.


CRISTINA BRANCO | “Menina” Conquista Prémio Autores 2017 na Categoria de Melhor Disco


Cristina Branco conquista o Prémio Autores SPA | RTP com o seu mais recente disco, “Menina”. Atribuído ontem à noite na cerimónia que decorreu no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, pela Sociedade Portuguesa de Autores, o prémio de Melhor Disco para “Menina” distingue um dos mais aplaudidos discos nacionais do ano passado.

Depois da aprovação generalizada da crítica e do entusiasmo do público nacional e internacional, chega o reconhecimento da SPA a um trabalho de reportório audaz em que os novos autores são protagonistas. É o caso de André Henriques e Filho da Mãe (Rui Carvalho), nomeados para o Prémio Autores na categoria de Melhor tema de Música Popular com o tema “E às Vezes Dou Por Mim”, 1º single de "Menina".

Cristina Branco está em tour europeia passando nos próximos dias pela Polónia, Alemanha, Suécia, Finlândia e Noruega. Em Abril, o novo disco de Cristina Branco será apresentado na Holanda, num total de 14 datas. Para Portugal estão reservadas ainda apresentações para Ovar (Centro de Arte), Ponte de Lima (Teatro Diogo Bernardes) e Festival de Músicas do Mundo em Sines.

"Menina", um disco de autores agora reconhecido por autores, passou já, com grande sucesso, por França, Espanha, Suíça, Sérvia, Grécia e, em Portugal, por Cem Soldos, Vila Real, Braga, Matosinhos, Figueira da Foz, Aveiro, Ponta Delgada, Coimbra e Lisboa.

SERUSHIO | "Bad News"


"Bad News" é o single de avanço para o novo disco de Serushio, "Groove Lee". O álbum foi Gravado, misturado e masterizado por Zé Nando Pimenta em Lisboa nos estúdios da IA/Meifumado.

 Para além dos membros da banda, Seru (Sérgio Silva) e José Vieira, outros músicos contribuíram e deixaram a sua marca nas nove canções que compõem esta nova aventura musical: Diogo Ribeiro (Francis Dale), Fred (Orelha Negra), Mariana Norton, Ricardo Riquiet e Zé Nando Pimenta (Paco Hunter).

VÍDEOCLIP | "Agulha no Palheiro" - Carlão


Carlão revela hoje o vídeo do novo single “Agulha no Palheiro” que marca o regresso do músico aos originais e aos concertos em 2017, estando prevista a edição do seu segundo álbum a solo, ainda este ano.

Tiago Ribeiro, o realizador do video, é colaborador habitual de publicações de moda de referência, como a Vogue e a Dsection, e autor de vídeos com alguns dos maiores ícones nacionais (como Cristiano Ronaldo, entre outros). Ao seu vasto portefólio junta-se agora o novo videoclip de Carlão, cujos protagonistas são um casal de modelos da Central Models.

“Agulha no Palheiro” foi produzido por Kking Kong (que já havia colaborado com Carlão em várias canções do disco de estreia “Quarenta”, editado há dois anos) e conta com Bruno Ribeiro na voz, que ao vivo se junta a Gil Pulido nas teclas, Dj Glue nos pratos e Nuno Espírito Santo no baixo, para integrar a banda de Carlão.


CARTAZ | Concerto

SLOW J | “The Art of Slowing Down”

15/03/2017

UNIÃO DAS TRIBOS | Discurso Direto


Chegou recentemente às lojas o segundo disco da União das Tribos. “Amanhã” inclui 9 temas originais e duas versões, uma das quais da “Canção do Engate”, com interpretação de Miguel Ângelo. Esta e as outras canções, que ao vivo, revelam toda a garra, resistência e puro rock que as alimentam, contam igualmente, com a participação de um leque de convidados, neste novo disco. Tim, António Manuel Ribeiro, Carlão, Anjos e Mafalda Arnauth são os nomes que dão voz aos temas de autoria de António Côrte-Real e David Arroz. Hoje em "Discurso Direto", é meu convidado António Côrte-Real.
Portugal Rebelde - "Amanhã" marca um novo capítulo na vida da União das Tribos?

António Côrte-Real - Marca um novo e grande capitulo. Conseguimos, com muito trabalho e dedicação, tornar um sonho realidade.

PR - Este disco conta com as participações especiais de Tim, António Manuel Ribeiro, Miguel Angelo, Carlão, Anjos e Mafalda Arnauth. Queres falar-nos um pouco destes “encontros”?

ACR - Todos estes encontros ajudaram-nos a alcançar o nosso sonho. Gravar um disco com parcerias com vozes de pessoas que admiramos estava nos nossos planos desde o primeiro álbum. Agora, com a estrutura criada à volta do grupo e também com o pulo que demos quer na escrita de canções quer a nível da produção musical achámos que era a altura. Mas nada acontece por acaso e nesta situação também foi assim. Começámos a gravar o disco sem vocalista e foi isso que nos lançou para os convites. Quando toda a gente começou a ouvir as demos e a dizer que alinhava, nós ficámos felizes. E tudo isto começou com o desafio feito pelo Rui Santos da Super Fm para gravarmos a versão de “Rockin in the Free World” que andávamos a tocar ao vivo e de que ele gostava. Como estávamos sem vocalista na altura, convidámos o João Beato (Pearl Band) que canta na banda de tributo aos Pearl Jam e avançámos com ele para estúdio.

PR - “Amanhã” é composto por 9 temas originais e 2 versões. Miguel Angelo interpreta a “Canção do Engate”. Trinta anos depois da morte de António Variações, a sua música continua a ser uma referência para a União das Tribos?

ACR - Claro. António Variações era grande e nós temos idade suficiente para sabermos que foi um incompreendido e que estava muito à frente no tempo. A escrita, a mensagem e a melodia das suas canções são únicas. Tornou-se gigante depois de desaparecer. Devia de ter tido reconhecimento em vida. Infelizmente, em Portugal, existe uma tendência de se dar valor às pessoas depois da morte.

PR - Numa frase como caracterizarias este novo disco?

ACR - Os discos são como os filhos, adoramo-los a cima de tudo. Mas este é aquele filho especial.

PR - Para terminar, o que é que o público pode esperar de um concerto da União das Tribos?

ACR - O melhor é irem ver-nos ao vivo. Somos seis em palco, quando não temos convidados, quando temos podemos ser sete, oito ou nove. Independentemente do número, a dedicação é total. Todos adoramos o que fazemos e o que queremos fazer agora é mostrar este disco. Dia 28 de Março em Setúbal, no Fórum Municipal Luísa Todi, vamos ser nove em palco. Nesse espectáculo contamos com a presença da Mafalda Arnauth, António Manuel Ribeiro e Miguel Ângelo.


MANUEL FÚRIA & OS NÁUFRAGOS | "Viva Fúria"


“Viva Fúria”, o novo disco editado por Manuel Fúria & os Náufragos, entrou directamente para o 5º lugar do Top Nacional de Vendas. Ao lançamento do disco sucedeu o concerto de apresentação no Lux, em Lisboa, o primeiro de uma digressão que percorre agora o país de norte a sul.

Cala-te e Dança” é o quarto single extraído deste novo trabalho - após “Nova”, “20 000 Naves” e “Aquele Grande Rio”. O vídeo materializa a narrativa da canção pelo olhar de Manuel Fúria e Tiago Brito, o realizador, através da relação amorosa que se estabelece entre uma rapariga de carne e osso e um manequim de loja.

Em Abril, “Viva Fúria” será apresentado dia 28 no Espaço Grémio, em São Pedro do Sul, e dia 29 no ACERT, em Tondela. 

Dia 19 de Maio chega ao Porto, para um concerto no Passos Manuel, seguindo-se Monção, no PortaOnze, dia 20 de Maio. No dia 27 de Maio apresentam o novo disco na SHE, em Évora. 

LADO ESQUERDO | "Blues do Corredor"


A banda portuense Lado Esquerdo deu a conhecer no início desta semana o tema "Blues do Corredor", lançado em parceria com a Runporto. A canção será a música oficial da Corrida do Dia do Pai, a ter lugar no próximo dia 19 de Março, no Porto.

Alex, vocalista da banda constata - “ao longo dos últimos anos vejo cada vez mais amigos e familiares a correr, muitos deles a participar em provas, o que acaba por ser um pequeno exemplo do sentido e força da música: sublinhar a corrida como uma libertação dos problemas à nossa volta”.

Esta é a canção sucessora do single “Futuro Sem Subsídio”, sendo mais um avanço para o álbum de estreia da banda, que chegará às lojas no dia 7 de Abril e que contará com a participação especial de Zé Pedro (Xutos & Pontapés) e Marco Nunes (Blind Zero, Jorge Palma, Pedro Abrunhosa).


DIZZY | "O Homem Invisível"


Está a partir de hoje disponível para venda e audição nas plataformas digitais o novo trabalho de Dizzy, " O Homem Invisível". "Arco-Iris" é o single de avanço que já se pode ouvir nas rádios.

Dizzy é a resposta que o hip-hop deu à disciplina, um equilíbrio anárquico que permanece puro, por nunca se ter distanciado da livre criação, descomplexada de datas e prazos.

A garantia do norte está na lírica e no peso da mensagem, o amor à música está na batida atrevida, aberta a uma cultura que nunca se quis fechada! 


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