26/11/2020

SILENTE | Discurso Direto

                                                                                                                         Foto: Nuno Mendes

Silente é o novo projeto de Miguel Dias (ex-Rose Blanket) e Filipa Caetano, e que conta com a colaboração do escritor/poeta Frederico Pedreira nas letras. O disco é o resultado de uma paciente maturação que se estendeu pelo período 2015-2019, durante o qual o gosto pela experimentação contribuiu para alongar, sem pressas, todo o processo criativo. Este primeiro disco, homónimo, chegou às plataformas digitais no passado dia 6 de Novembro. Miguel Dias, é hoje meu convidado em "Discurso Direto".
 
Portugal Rebelde - O nome "Silente" sugere a procura de um espaço sem "ruído" exterior onde a criação possa fluir livremente. Foi isto que aconteceu entre 2015 e 2019? 

Miguel Dias - Conheci a palavra “Silente” há uns 20 anos, através de um amigo meu que tocava bateria no meu anterior projeto “Rose Blanket”. A verdade é que esta palavra esteve sempre dentro de mim e quando concluí este trabalho e comecei a pensar em hipóteses para o nome do projeto e depois de várias ideias, quando relembrei esta palavra não houve mais dúvidas, foi escolha imediata. Porque gosto da sonoridade da palavra, do seu significado e sobretudo e indo ao encontro da pergunta, porque de certa forma simboliza a forma como pretendi que todo o processo de construção deste disco fosse prosseguido: sem “ruído” exterior, no sentido metafórico. 

PR - Que “viagem” é esta para que somos convidados neste disco de estreia? 

Miguel Dias - “Silente” é uma proposta musical em que o pop mais convencional convive com uma postura experimentalista, sendo que o resultado final poderá, possivelmente, exigir uma escuta com compromisso, mais do que uma atenção distraída. Não por ser algo complexo, que não o é de forma alguma, mas que assenta numa sonoridade que acredito que possa não ser absorvida no imediato. Ainda assim, e passado esse possível primeiro impacto de alguma estranheza, acredito que sobressai o enfoque que é dado às melodias, aos pormenores e às dinâmicas. 

PR - Qual é o tema que melhor caracteriza o “espírito” deste disco? 

Miguel dias - Não consigo escolher um tema que caracterize por si só o disco, mas posso dizer que o meu tema cantado preferido é o Ninguém Tem de Saber” e que o tema instrumental que mais gosto é o “Fogo Farsa Fantasmas”. 

PR - Numa frase apenas como caracterizaria este disco de estreia? 

Miguel Dias - Sonoridade única e irrepetível, onde abunda experimentação e em que a primazia é dada às melodias.

PR - Este disco vai ter um segundo “capítulo”. Quando é que se iniciam as gravações? 

Miguel Dias - Sim, é essa intenção. Defini, ainda quando estava a gravar este disco, que o projeto “Silente” teria 2 partes. Esta primeira agora editada e uma 2ª parte para a qual já tenho várias ideias trabalhadas e que estou presentemente a iniciar as gravações. Não conto que esta 2ª parte demore os 5 anos que o 1º disco levou a ser concluído, mas também não será algo apressado.

MÁRIO LAGINHA | Festival Criasons


É já na próxima semana, dia 3 de Dezembro, pelas 18.30h, que acontece o 2º concerto do grande festival da música de câmara contemporânea, o Festival Criasons que chega este ano à 3ª edição. Após o magnífico concerto do maestro António Victorino D´Almeida que inaugurou o festival no início de Novembro, o segundo dos cinco concertos do Criasons acontece pela mão de outro nome maior da música nacional, Mário Laginha. 

O conhecido músico, por muitos associado ao mundo do jazz, estende mais uma vez o seu universo à música erudita e apresenta-nos um programa intitulado “Que música é esta?” com obras de três compositores: “Before Spring” de Luís Tinoco, “Six Bagatelles For Wind Quintet” de Gyorgy Ligeti, “De Quantas Cores Se Matiza o Fado”, obra em estreia absoluta composta especialmente para o festival pelo emergente de Francisco Fontes, e por último “Histórias Muito Curtas – Abertura e 10 Histórias” do anfitrião Mário Laginha. 

O espetáculo é dirigido pelo maestro Brian Mackay e interpretado por 16 músicos, incluindo o próprio Mário Laginha e o reconhecido baterista jazz Alexandre Frazão. Pela primeira vez, um concerto do Festival Criasons será transmitido ao vivo via streaming através das plataformas oficiais de Facebook e Youtube da Musicamera.

BENJAMIM | Agenda


A tour de apresentação de "Vias de Extinção", o novo álbum de Benjamim, continua na estrada e as próximas paragens são no Centro de Artes de Águeda (4 de Dezembro) e, no Festival para Gente Sentada, em Braga (17 de Dezembro).

25/11/2020

TIAGO P. DE CARVALHO APRESENTA "DISCOS PERDIDOS"


Depois de correr o mundo no circuito de festivais, várias nomeações e prémios atribuídos, Discos Perdidos estreia em Portugal no prestigiado festival Caminhos do Cinema Português a 26 de Novembro. O filme de Tiago P. de Carvalho está na selecção principal do festival, ao lado de outros grandes filmes, como Listen.

A ideia nasce com Nuno Costa Santos, um açoriano a viver no continente com o nostálgico amor da sua ilha natal, que convida Tiago para contar a aventura existencialista de regresso às origens, fazendo um retrato retro-pop, de uma perspetiva açoriana nunca antes retratada, lançando questões acerca da adolescência isolada no meio do Atlântico durante os anos 80, e a importância da música como escultora da nossa individualidade. O resultado é um filme híbrido que desafia e mistura a ficção com o documental, numa viagem mesmerizante de 60 minutos.

CAROLINA DESLANDES LANÇA HOJE O NOVO EP “MULHER”, QUE APRESENTA AO VIVO NO CAPITÓLIO


Carolina Deslandes lança hoje o seu muito aguardado novo EP, intitulado “Mulher”, que apresenta ao vivo esta noite, no Capitólio, num evento que esgotou em poucas horas. Este surpreendente novo projeto de Carolina Deslandes é um EP, uma curta-metragem e a expressão máxima de uma artista de causas, que se transcende a cada passo que dá. 

Neste EP, Carolina Deslandes conta com a participação especial de músicos como Agir (que produziu os temas “Tempestade”, “Apetece” e “Não Me Importo”) ou Diogo Clemente (com quem escreveu as músicas de “Sinais de Fumo”, “Faz Morada em Mim” e “Vergonha na Cara”). Dos quatro temas que fazem parte deste novo projeto, “Não me Importo”, será o primeiro single.

24/11/2020

ALDINA DUARTE | Lisboa


Aldina Duarte participa no ciclo “Há Fado no Cais”, promovido pelo Museu do Fado e CCB, apresentado o seu mais recente trabalho “Roubados”. O concerto acontece no grande auditório do CCB no dia 3 de Dezembro às 19h; para quem adquiriu bilhetes ainda com o horário antigo (21h), informa-se que os mesmos mantém-se válidos. 

Neste espetáculo, Aldina Duarte cria as suas novas versões a partir de originais por si “roubados” que diz serem insuperáveis; arrisca e ousa todas as alterações de modo a trazê-los para a singular autenticidade fadista, numa busca de verdade que é uma constante nas suas interpretações, recorrendo ao jogo rítmico na divisão dos versos, que sempre a fascinou, usando e abusando até do contratempo (o chamado “roubado” na gíria musical dos fadistas), relevando a música das palavras no seu sentido e na sua poesia, afirmando a sua visão destas histórias cantadas. 

O concerto integra ainda fados incontornáveis da sua carreira. Em palco, a acompanhá-la, estarão Paulo Parreira na guitarra portuguesa, Rogério Ferreira na viola e Francisco Gaspar no baixo, músicos brilhantes na execução e na sensibilidade interpretativa, seguindo a voz de Aldina Duarte com uma cumplicidade absoluta e sonoridade única. O espetáculo será ainda transmitido “online” no Live Stage da Ticketline no dia 3 de Dezembro às 21.30h.

LUÍSA SOBRAL | O Avesso da Canção


No dia 26 de Novembro, Luísa Sobral presenteia-nos com um novo projeto: o podcast "O Avesso da Canção". Neste, a autora veste o papel de entrevistadora e leva-nos a conhecer, junto a outros compositores que nos são queridos, variados processos de escrita de canções. Para a primeira temporada podemos contar com 12 episódios, em que se partilha uma conversa que deliciará todos os amantes da arte de escrever canções.

23/11/2020

RITA VIAN | "Purga"


“Purga” é o título do mais recente single de Rita Vian. A música conta com texto da autoria da própria artista eprodução de Franklin Beats. O trabalho de vídeo conta com a assinatura de João Pedro Moreira, reconhecido realizador de vídeos para artistas como Dino D Santiago, Regula, Buraka Som Sistema, entre muitos outros.
 

CARTAZ | Concerto

22/11/2020

REI MARTE | "Ela Sabe"


Rei Marte parece não conhecer o significado do número 2020 e, num ano marcado por cancelamentos e reagendamentos, lança o seu 4º (!) single - "Ela Sabe", afirmando-se assim como uma das maiores surpresas do ano a nível nacional

Em Maio ouvíamos pela primeira vez "Sol", seguindo-se "Amália, Meu Amor", "Verde" e agora "Ela Sabe". No total somam-se quatro canções, todas com um tanto de nostálgico como de actual, de profissional como de DIY, e de um Indie Rock ímpar na língua portuguesa. Todas ligeiramente diferentes, sendo "apenas" semelhantes na sua simplicidade e em como tudo parece fazer sentido na composição sólida do trio Simão Reis, JAntonio e Diogo Faísca. 

Se "Verde" nos puxava para uma vertente mais punk, "Ela Sabe" traz-nos uma melancolia única e pela primeira vez uma vertente eletrónica presente nas drum machines que por si só "cantam" o refrão. Quem é "Ela" ? Para quem está Rei Marte a cantar há 4 músicas? Será a mesma Amália de "Amália, meu Amor"? Será a sua Lisboa, que acolheu Simão já há um ano? O que será que aconteceu em 2020 - ano apelidado por muitos de "desastroso" - que tem dado aso a este amor que move uma banda na direção oposta à do mundo e que, incrivelmente, parece fazer sentido?

EASY B | "Não Stresses"


Easy B, é o nome artístico do músico Miguel Bravo que editou o seu novo single "Não Stresses".  Nas palavras de Easy B, Não Stresses "é um tema que compus para mim. A musica tem uma mensagem de otimismo, animo e de positividade. Foram coisas que escrevi, que eu precisava de dizer a mim mesmo, coisas essas que eu próprio, precisava de ouvir." 

Sendo um artista multifacetado, Easy B não faz apenas as letras dos seus temas. A produção é também dele e, isso nota-se em pormenores como a inserção de um sampler da voz de Lúcia Moniz a cantar "desde que me lembro de ser produtor, que gosto de utilizar samples, essa "vertente" do Hip Hop sempre esteve muito presente nas coisas que ia absorvendo. Cresci a ver a Lúcia nos ecrãs da Televisão, enquanto cantora também gosto muito do trabalho dela, a junção do que à partida poderá não ser tão provável, acaba nestas coisas boas que a todos nós nos enriquecem.

Curiosamente, o vídeo que acompanha o single Não Stresses, foi gravado numa sessão ao vivo em estúdio e com uma banda completa. Uma banda completa em vez do habitual formato MC e DJ? Easy B explica-nos que "gosto muito do formato "Two turntables and a microphone", porém a banda, traz mais alguma dinâmica. 

O formato das live sessions é um formato do qual gosto bastante, e que já queria explorar à algum tempo, mas que só agora tive oportunidade de o fazer. Curiosamente, o DJ esteve para estar presente também, mas por questões de disponibilidade, não foi possível."

21/11/2020

VALETE REGRESSA ÀS CANÇÕES COM 5 TEMAS ORIGINAIS


O aguardado regresso de Valete traz-nos não um, mas 5 temas originais: Olimpo (com a participação de Phoenix RDC e Virgul); Viaja (com a participação de Lila e Phoenix RDC); Indústria dos Sonhos, Rua do Poço dos Negros e Ilha de Honshu (com a participação de X-Tense). Estas cinco músicas são o resultado de um período de confinamento auto-imposto e chegam-nos todas em simultâneo. 

Considerado um dos mais reputados MCs em Portugal, estatuto reforçado não só pelos lançamentos em nome próprio como pelas inúmeras colaborações com outros artistas, Valete regressa mantendo a sua matriz, de um rapper social, progressista e intimamente ligado aos valores fundadores da Cultura Hip-Hop.
 
Foram 5 as semanas em que estive confinado entre os meses de Junho e Julho. Um confinamento auto-imposto depois do confinamento nacional. Tinha um negócio no mercado do airbnb que faliu, fiquei sem concertos e vi muita gente à minha volta desesperada, no meio da guerra pandémica e com a brusca quebra de rendimentos. Essas semanas também coincidiram com o pós-morte de George Floyd e todos os protestos e debates que foram gerados em torno do acontecimento. 

Deu para sentir de tudo nesse período. Medo, revolta, impotência, mas também calma e esperança resultantes de longos momentos de reflexão. Quis pôr todas essas sensações nos 5 temas que criei nessas 5 semanas. Nunca tinha criado dessa forma. Cada tema reflete exatamente o que estava a sentir em cada momento. Amei a experiência, amei o resultado, e apesar de alguma esquizofrenia lírica também me senti multidimensional e mais abrangente. 5 semanas 5 temas. 5 emoções 5 temas.”

20/11/2020

SÉRGIO GODINHO | "Ao Vivo no São Luiz"


Há espetáculos de que continuamos a falar muito tempo depois, houve uma chispa. Não se apagou.” Quem o afirma é o próprio Sérgio Godinho e, de facto, a série de concertos que o músico deu entre 5 e 8 de Julho de 2018 na Sala Luís Miguel Cintra do São Luiz Teatro Municipal, em Lisboa, perdura ainda hoje na memória de quem teve oportunidade de os assistir. O registo desses espetáculos chega agora em disco. “Ao Vivo no São Luiz” chega às lojas esta sexta-feira, dia 20 de Novembro.

CARTAZ | Concerto

19/11/2020

LUÍZ CARACOL | "Vai Lá"


Depois do single de estreia “Olha a Onda”, Luiz Caracol revela “Vai lá”, o segundo single do EP a editar brevemente sob o título de ”só.tão”. Este EP segue-se ao disco “Metade e Meia”, editado em 2017, e surge após a sua participação no Festival RTP da Canção. 

“Vai lá” já está disponível em todas as plataformas digitais e é mais uma janela do “só.tão” a abrir-se para nos levar nesta viagem com Luiz Caracol. O EP terá a sua primeira apresentação ao vivo no dia 17 de Dezembro no Centro Cultural da Malaposta com bilhetes já disponíveis à venda nos locais habituais.

TIAGO SOUSA EM CONCERTO

18/11/2020

OITAVO ESQUERDO | "Feia"


É já amanhã, 19 de Novembro que os Oitavo Esquerdo lançam música em formato live session. Depois de no final de 2018 se terem estreado com o seu primeiro álbum “Episódios de um quotidiano qualquer”, a banda, que se divide entre Lisboa, o oeste e Setúbal, lança a Intitulada “Feia” num formato de sessão ao vivo. 

Escrita e composta já há largos anos, esta canção nunca antes editada, já conta com uma longa história, uma vez que é uma presença habitual nos concertos dos Oitavo Esquerdo - “Esta é uma canção que faz parte da génese dos Oitavo Esquerdo, uma canção que pertence aos convívios de amigos cantados em plenos pulmões durante horas a fio.” – revela Fábio Teixeira, guitarrista da banda, no momento do lançamento.

JP COIMBRA | Porto

17/11/2020

JORGE PALMA CONDECORADO COM O GRAU DA ORDEM DO INFANTE D.HENRIQUE


Jorge Palma é um caso raro em Portugal. Compositor e intérprete admirado pelos colegas, amado pelo público, demasiado célebre para o papel de génio obscuro, demasiado genuíno e rebelde para ser um músico previsível e formatado”, assim começou o discurso do Presidente da República que, esta terça-feira, condecorou o músico e compositor com o grau de comendador da Ordem do Infante D. Henrique Na cerimónia, que teve lugar no Palácio de Belém, Marcelo Rebelo de Sousa disse ainda que “por tudo quanto lhe devemos, da tal rebeldia, ao tal arrojo, à tal independência sempre criativa, esta homenagem só pecou por tardia”. 

Emocionado e feliz com o reconhecimento, Jorge Palma agradeceu com a humildade que todos lhe reconhecemos: “Ao receber esta distinção com a qual tão generosamente me honrou e que, porventura, ultrapassará os meus méritos pessoais, não posso deixar de a partilhar com todos aqueles que, na área da Cultura, tanto de si têm dado e que, sobretudo neste momento de aflição, continuam a esforçar-se por dar.” 

 Este tem sido um ano particularmente emocionante para Jorge Palma que celebrou as suas 70 Voltas ao Sol a 4 de Junho. Em Setembro, recorde-se, aquando de um concerto no Castelo de São Jorge, o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, agraciou o músico com a Medalha de Mérito Cultural.

CAROLINA DESLANDES | "Mulher"


Dentro de uma semana, a 25 de Novembro, Dia Internacional Pela Eliminação da Violência Contra As Mulheres, Carolina Deslandes apresenta "Mulher" ao vivo, no Capitólio, em Lisboa, às 20.00h. O surpreendente novo projeto de Carolina Deslandes é um EP com 6 temas originais, uma curta-metragem e a expressão máxima de uma artista de causas, que se transcende a cada passo que dá. Os bilhetes já estão à venda pelo preço único de 5 euros, nos locais habituais e o valor angariado irá reverter na íntegra para a UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta. 

 A curta-metragem de "Mulher", em que se pode ouvir as novas canções e assistir à ficção escrita, narrada e protagonizada por Carolina Deslandes, representa várias gerações de mulheres vítimas de violência doméstica e será exibida na primeira meia hora do evento. A artista sobe depois a palco para apresentar ao vivo, pela primeira vez, num showcase exclusivo, as 6 novas canções do EP, que ficarão disponíveis em todas as plataformas, nessa mesma noite, após o evento. 

16/11/2020

CAPITÃO FAUSTO | Sol Posto


A exibição do filme-concerto Sol Posto dos Capitão Fausto, que irá decorrer em 70 cinemas de norte a sul do país sexta-feira, dia 20 de Novembro, pelas 20.00h, vai contar com a presença da própria banda numa das salas. 

Os Capitão Fausto irão aparecer de surpresa numa das salas de cinema já esgotadas, para assistir ao filme junto dos seus fãs. Até lá podemos ir antecipando a experiência com a escuta de "Mil e Vinte", um EP com duas versões inéditas que servem de carta de apresentação ao alinhamento musical de Sol Posto, disponível aqui.

«O filme traz-nos uma reflexão sobre a passagem do tempo e sobre a sua perceção, e assim como enfrentamos a ideia de um período de ponderação em vez de ação, e de suspensão em vez de concretização, acontece durante as horas de Sol Posto, palco do descanso, da reclusão, dos sonhos e dos planos, da escuridão, da espera e do desconhecido.»

MANUEL DE OLIVEIRA | "Entre-Lugar"


Conhecido como o guitarrista Ibérico, Manuel de Oliveira entrega às suas composições os reflexos de uma alma ibérica que lhe corre nas veias sem, contudo, deixar latente um respeito, uma veneração intemporal, pelas suas origens e tradições. Com um vasto percurso internacional, é um dos mais prolíficos guitarristas contemporâneos.  

Manuel de Oliveira edita agora o álbum “Entre-Lugar”. Com partida a norte, “Entre-Lugar” é uma viagem musical em trio, com João Frade no Acordeão e Sandra Martins no Violoncelo. Tem participações especiais do fadista Marco Rodrigues, do baterista Marito Marques e das Maria Quê. Um disco dedicado ao seu pai e mestre, o guitarrista Aprígio Oliveira e conta ainda com tributos a José Afonso e Paco de Lucia. 

 Para “Entre-Lugar”, Manuel de Oliveira partiu da sua reconhecida identidade ibérica, acrescentando-lhe cores e sabores de outras paragens, cruzando o étnico com o urbano, a musica africana com o fado, o flamengo com o tango, numa vasta simbiose multicultural. A viola Braguesa desempenha nesta multiculturalidade um papel determinante, já anteriormente explorada no disco "Ibéria" mas aqui e agora com uma presença mais vincada e decisiva. 

A Braguesa, graças à sua sonoridade algures entre a dolência da Guitarra portuguesa e do exotismo da Mandola árabe, confere a “Entre-Lugar” o seu verdadeiro sentido, de identidade inquieta, sem preconceitos e ao mesmo tempo repleto de autenticidade de entre lugares da identidade portuguesa.

15/11/2020

CÍNTIA LANÇA EP DE ESTREIA


“GnG – Gyals and Gyals” é o primeiro trabalho de Cíntia. Um EP conduzido por ritmos afro repleto de temas de festa. Seguido de vários temas de sucesso, com destaque para “Grana” que conta com 2 Milhões de visualizações.

“Gyals and Gyals” traz-nos um olhar sobre o mundo de Cíntia. A jovem portuguesa traz-nos neste projeto energia, diversão e talento num EP de 7 faixas que vem para agitar este final de ano. “Gyals and Gyals” já está disponível em todas as plataformas digitais e conta com uma produção de vários produtores emergentes de Portugal e Nigéria, assim como do já experiente Beatoven, Charlie Beats e Franklin Beats. 

O projeto mistura os afro beats com a cultura urbana portuguesa. Em “GnG – Gyals and Gyals”, Cíntia colabora com outros artistas da sua label como é o caso de Londone ou Pucci Jr no tema “Loco Knight”.

Como novidade chega-nos também "Ulala", um tema que mostra a evolução de uma artista extremamente talentosa com vocais cativantes, uma presença intensa e ritmo ao longo de cada faixa. Outra novidade é “Oh Mãe”, a faixa que fecha o EP.

MARIA MENDES NOMEADA PARA GRAMMY LATINO


Já falta pouco para ficarmos a saber se Maria Mendes irá ser um dos artistas vencedores do tão cobiçado Grammy Latino. A 21ª Entrega Anual do Latin Grammy decorrerá na próxima quinta-feira, dia 19 de Novembro, em Miami. 

A cantora portuguesa Maria Mendes acaba de ser nomeada para um Grammy Latino na categoria de Melhor Arranjo Musical para a canção “Asas Fechadas”. Os créditos de arranjos desse tema são repartidos por Maria Mendes e John Beasley, pianista e orquestrador com uma carreira de mais de quatro décadas ligada a nomes tão diversos quanto os de Miles Davis ou Diane Reeves e Steely Dan. 

 O tema em causa, tornado famoso como importante parte do reportório de Amália Rodrigues, é o único em língua portuguesa nomeado nesta categoria. Original de Alain Oulman e Luís Macedo, conta aqui com um arranjo da dupla Mendes / Beasley que é interpretado pela orquestra holandesa Metropole Orkest.

14/11/2020

ZÉ MANEL | Discurso Direto


Há dezassete anos nasceu um novo artista nacional. A pessoa, já tinha nascido de pai e mãe como todos nós mas ainda sem saber o que o futuro lhe ia reservar. Mas, bem cedo, tudo começou a tornar-se evidente: seu nome Zé Manel! O seu novo disco chama-se "Expectativa". Zé Manel apresenta hoje em "Discurso Direto" as nove faixas deste EP.

SÉRGIO GODINHO | “Com Um Brilhozinho nos Olhos”


Acaba de ficar disponível em todas as plataformas digitais o tema “Com Um Brilhozinho nos Olhos”, o primeiro retirado do próximo disco de Sérgio Godinho, “Ao Vivo No São Luiz”, nas lojas a 20 de Novembro. 

“Com Um Brilhozinho nos Olhos” é uma das canções mais icónicas de Sérgio Godinho, tendo feito originalmente parte do álbum “Canto da Boca” (1981), um dos mais bem-sucedidos da carreira do cantautor português. Esta versão que agora podemos ouvir conta com a participação da Orquestra Metropolitana de Lisboa dirigida pelo maestro Cesário Costa; do pianista Filipe Raposo, também responsável pelos arranjos para a orquestra; e d’Os Assessores, sob a direção de Nuno Rafael. 

“(…) bem, dispensa apresentações, como se costuma dizer… mas é uma canção que tem várias vidas e essas novas vidas são sempre um elemento de prazer acrescentado. É uma canção muito lúdica baseada em ditos quotidianos e que resultou muito bem neste formato com a Orquestra Metropolitana de Lisboa. Também aqui o público, conhecedor e participativo, que canta e me substitui no refrão, torna-a num momento único. E que dizer mais? É o brilhozinho nos olhos…” – Sérgio Godinho. 

A série de concertos que Sérgio Godinho deu no Teatro São Luiz e que agora resultam no disco “Ao Vivo No São Luiz” foi uma estreia para o músico, já que foi a primeira vez que atuou com uma orquestra sinfónica. O lançamento de “Ao Vivo No São Luiz” insere-se nas celebrações de 50 anos de uma das carreiras mais marcantes da história da música portuguesa. O disco conta, pela primeira vez, com canções do álbum “Nação Valente” (2018) editadas ao vivo, bem como outros temas emblemáticos dos 50 anos de percurso de Sérgio Godinho.

TIAGO SOUSA | "Oh Sweet Solitude"


Tiago Sousa está de regresso aos discos com o novo Oh Sweet Solitude. Um disco de piano solo gravado em apenas um dia (8 de outubro) nos estúdios Timbuktu em Lisboa. "Oh Sweet Solitude" está disponível no formato digital claro, mas também em livro de pautas! 

Para Tiago Sousa, Oh Sweet Solitude "é uma continuidade, uma extensão, do trabalho que tenho feito até agora. Ampliado por uma noção mais clara dos elementos que me interessam e dos alicerces que são necessários na composição musical. Somados a um maior protagonismo dado à espontaneidade e ao imprevisto. É uma versão minha mais confiante e menos obcecada pelo controlo.

"Oh Sweet Solitude" foi gravado em apenas um dia nos estúdios Timbuktu, em Lisboa. Mas como foi isso possível? O compositor explica que "na verdade correu tudo muito depressa. Estava a dar demasiada ênfase à parte consciente, de tomada de decisões, que tivessem uma razão lógica e premeditada e a esquecer o lado mais intuitivo e espontâneo que me guiou nos primeiros anos. Claro que foi importante compreender melhor as linhas com que se cose a arte da composição musical, mas chega um momento em que tens de esquecer as regras todas e simplesmente seguir o teu instinto. Neste processo foi muito importante a influência do Marco Franco. Estar mais próximo dele e entender o seu processo criativo, trouxe soluções que complementaram essas regras de escrita musical." 

Mais influências para a criação e realização de Oh Sweet Solitude? Tiago Sousa diz-nos que sim "o momento de suspensão das nossas rotinas que aconteceu com o primeiro confinamento acabou por trazer o tempo que às vezes falta, e finalmente dedicar a acabar estas peças. Outro momento chave foram dois processos de escrita de música para filmes, A Praia da Amália, da realizadora Patrícia Couveiro, e Efeitos Indirectos, a partir de um open call do município do Barreiro, em colaboração com a artista Catarina Simões. Isto tudo somado, acabou ser a chave do problema, num instante estava em estúdio. No início de outubro gravei e um mês depois o álbum está cá fora."

13/11/2020

ARTES À VILA | RTP2


A 3ª edição do festival Artes à Vila será transmitido na RTP2 no próximo dia 15 Novembro pelas 23.00h.

O Artes à Vila realiza-se no Mosteiro da Batalha com concertos e espetáculos que promovem a música portuguesa e as músicas do mundo. Os cenários (in)perfeitos e as músicas bonitas acolhem famílias e artistas de todo o país para uma festa dedicada à cultura, às origens e ao seu legado, que celebra as raízes de Norte a Sul do país, do folclore ao fado, do cavaquinho ao acordeão e apresenta músicos consagrados e artistas emergentes. 

Neste contexto excecional e imprevisível, o Artes à Vila 2020 transmitiu online e em direto, concertos com Manel Cruz, Luís Portugal, O Gajo, Rosas do Lena e Ovo Mau, a partir das Capelas Imperfeitas e do Claustro Real do Mosteiro, apoiando a economia da cultura e celebrando com os portugueses a música e o património nacional. No contexto atual, a ideia de valorizar a cultura portuguesa e apoiar os artistas nacionais ganha uma nova dimensão.

TOMÁS ADRIÃO | "Dia Mau"


Sexta-feira, 13 de Novembro - Tomás Adrião desafia as superstições e lança o seu mais recente trabalho de estúdio, "Dia Mau". Escrito e composto por Tomás Adrião, LEFT., Tainá, João Repolho, produção de LEFT. na Great Dane Studios, 

“Dia Mau” soa otimista, mesmo quando tudo parece correr mal, mesmo quando 2020 se tem mostrado tão desafiante. Sobre este novo tema, Tomás Adrião explica: "Acredito cada vez mais que ser positivo é uma escolha. E esta música passa exatamente essa mensagem, que na teoria parece muito simples, mas que na prática pode ser complexo de executar. Mas é uma aprendizagem constante que eu tento seguir na minha vida. E foi exatamente esse o contraste que eu quis criar nesta música. Uma letra que conta coisas negativas, acompanhada por uma música animada e positiva.

“Dia mau” é uma música para tornar os dias maus em dias melhores. Para se dançar à chuva, ou até para tornar o tempo que temos em tempos melhores. O vídeo oficial, realizado por YoCliché, mostra Tomás Adrião no papel principal, a tentar lidar com situações adversas de um "Dia Mau".

12/11/2020

THE GIFT CRIAM APLICAÇÃO REV


Os The Gift criaram uma aplicação que conta a história que já têm e que, simultaneamente, permite escrever uma outra a partir daqui. Um conteúdo que pretende quebrar barreiras. Não só garantindo um contacto permanente e direto com o público mas também uma total liberdade de criação e comunicação constante, sem limites e sem constrangimentos. Um verdadeiro ecossistema de memorabilia, do presente e do futuro The Gift que honra e celebra o percurso da banda que simboliza o movimento DIY (do it yourself) em Portugal. 

Sobre o nome da aplicação, REV é evolução. Para os Gift, evolução é olhar pelo retrovisor e perceber todas as estradas que percorreram e aquilo que viveram até aqui. Mas é também olhar em frente e poder dar a conhecer, de uma forma única, aquilo que vão ser no futuro com total liberdade para criar, fazer e refazer. REV é o reflexo da palavra VER e esta é a oportunidade de conhecer os The Gift por dentro.

Ver quem são de verdade. Além de compilar todo o histórico da banda, a App REV inclui também conteúdos exclusivos, como vídeos making of, vídeos oficiais das músicas, documentários, concertos antigos gravados ao vivo, em formato áudio e vídeo e outros formatos criados especificamente para a aplicação. Entres eles, programas individuais desenvolvidos por cada um dos membros da banda que representam um conceito inovador de “televisão feita por artistas e rádio feita por músicos”. 

A App REV terá uma versão gratuita e uma versão premium. A banda descreve os conteúdos disponíveis na aplicação como a possibilidade de “dar a conhecer palcos que nunca foram vistos, músicas que nunca foram ouvidas, concertos únicos. Arriscar campos que não dominamos, mas que nada nos impede de passear por eles. É estar perto de quem nos mantém vivos. É ter liberdade para fazer”.

THE TWIST CONNECTION | Coimbra


Mesmo em tempos como os atuais, a cultura e a música em particular, não podem parar/serem parados! As condições podem mudar mas o instinto do músico para se fazer ouvir não é alterado! Os The Twist Connection regressam aos palcos e ainda para mais na sua cidade natal já este sábado dia 14 de Novembro no Teatrão. 

O concerto estará divido em duas sessões, uma das quais já esgotada (a das 18.00h). Ainda restam bilhetes para a sessão das 2200h. No cerne do(s) concerto(s) estará o mais recente álbum is that real? editado em Março deste ano já em período de confinamento. A atual situação de pandemia fez com que os The Twist Connection (assim como outros artistas) tivessem que cancelar e adiar os concertos de apresentação.

CARTAZ | Concerto

11/11/2020

ALINE FRAZÃO | "Luz Foi"

 

"Luz Foi" é o novo single de Aline Frazão, canção que dedica ao dever de reflexão e ação sobre o atual estado do seu país e também do mundo, num sentido mais lato. O tema é hoje editado, a propósito do 45.º aniversário da Independência de Angola. 11 de Novembro é o Dia Nacional de Angola, onde Aline nasceu e está estabelecida. 

É com doçura poética e sonhos de igualdade, que Aline dá voz a quem deseja ser luz e exige transformações reais, para uma sociedade mais justa e equilibrada. Voz ativa na luta pelos direitos humanos, convida-nos a acompanhá-la nesta missão de sermos força transformadora e para resistirmos na esperança. 

"Luz Foi" tem letra e música de Aline Frazão, foi gravado entre Luanda e Lisboa em Outubro, com nova banda - formação com a qual Aline irá gravar o próximo disco, que prevê editar em 2021. O vídeo dá continuidade à parceria com Fradique, a quem se juntou Cafuxi.

AMÁLIA | A Voz Maior Que O Fado

10/11/2020

RITA BRAGA | "Time Warp Blues"


Para entrar no universo de Rita Braga, imaginem-se num local que se assemelha a um circo americano do século passado onde, depois de se dirigirem ao interior de uma tenda, se deparam com uma casa de espelhos. 

Cada um desses reflexos exibe uma faceta de "Time Warp Blues", o terceiro disco da cantora e multi-instrumentista Rita Braga: a naïve art de Space Lady; os bizarros sons de Bruce Haack; o minimalismo dos Young Marble Giants; a cinematografia de Eraserhead e toda uma espiral de fantasmas e viagens no tempo. 

O que têm todos estes reflexos em comum? O peculiar uso do ukulele por Rita Braga, acompanhada de teclados e caixas de ritmos vintage e banjolele. Time Warp Blues, co-produzido por Andrea Rocca em Londres é o primeiro longa duração em vinil de Rita Braga, que escreve e interpreta canções em inglês, português, finlandês e japonês. 

Nada destas diferentes latitudes lhe é desconhecido, pois ao longo da última década realizou numerosos concertos por toda a Europa e também nos EUA, Brasil, Austrália e Japão. O disco anterior "Bird on the Moon" (Lunadélia Records, 2018/Moorworks, Japão 2019) deu entrada no “Top 15 de discos com ukulele” na revista Wire. 

"Time Warp Blues" sairá nas plataformas digitais a 20 Novembro e em vinil no início de Janeiro.

MIGUEL XAVIER | Aveiro


Miguel Xavier apresenta concerto de “Homenagem a Amália Rodrigues” nos Festivais de Outono, da Universidade de Aveiro a 13 de Novembro às 19.00h.

O espetáculo é de entrada livre e os bilhetes podem ser levantados, previamente em https://bit.ly/2I8pF9G. Pode ainda assistir a este concerto com transmissão em direto neste link:https://youtu.be/Qu3hVLVdOoA.
 
Em palco, Miguel Xavier estará acompanhado por Miguel Amaral na guitarra portuguesa, João Moutinho na viola de fado e Filipe Teixeira no contrabaixo.

09/11/2020

JOÃO FARINHA | "Solto"


O músico João Farinha, voz do projeto Fado Ao Centro, vai lançar um novo trabalho discográfico a solo, intitulado “Solto”. O disco, com concerto de lançamento marcado para o dia 4 de Dezembro, no grande auditório do Convento São Francisco em Coimbra, é o segundo álbum a solo do artista.

LENA D´ÁGUA | Teatro Maria Matos

08/11/2020

SILENTE | "Ninguém Tem de Saber"


“Ninguém Tem De Saber” é o 2º tema que serve de apresentação ao disco de estreia de Silente e é da autoria de Miguel Dias e com letra de Miguel Dias e Frederico Pereira. A voz, como nos restantes temas, é de Filipa Caetano. O tema conta ainda com a participação de Miguel Ângelo que assegurou as baterias e as percussões no disco, sendo que neste tema toca tabla, instrumento musical de percussão de origem indiana. 

Este será, provavelmente, o tema mais simples deste disco e, possivelmente, aquele cujo resultado final mais se poderá aproximar do pop. Ainda assim, prevalece o gosto pela experimentação e a procura duma sonoridade única e irrepetível, o que se estende ao longo de todo o disco. “Ninguém Tem De Saber” tem como base um teclado ligado a pedais de guitarra, enquanto que a tabla, em uma das 2 pistas com que foi gravada, tem um delay associado.

NOISERV | Agenda


"Uma palavra começada por N", novo álbum de Noiserv editado a 25 de Setembro e que entrou na sua primeira semana para o pódio dos discos mais vendidos em Portugal, chega finalmente ao Porto e a Lisboa. Já no próximo dia 12 de Novembro, Noiserv sobe ao palco do Teatro Sá da Bandeira no Porto pelas 20.00h para o concerto de apresentação de "Uma palavra começada por N". Logo depois, no dia 13 de Novembro é a vez de Lisboa no Tivoli BBVA, também com o concerto a começar às 20.00h.

07/11/2020

CABRITA EDICA DISCO DE ESTREIA EM VINIL



O disco de estreia de Cabrita está agora disponível em vinil duplo com um disco de 12" onde se inclui o seu primeiro trabalho e um disco extra de 10" onde descobrimos as "Quarentine Sessions". Se, em 30 anos muito agitados entre concertos e presenças em discos, quando no ano passado teve dois meses mais brandos, convocou amigos de várias estéticas e gravou o seu primeiro disco cheio de colaborações, quando este ano se viu confinado em casa, gravou sozinho uma série de novos temas que apelidou de "Quarantine Sessions".

JP COIMBRA | "Vibra"

JP Coimbra acaba de editar o seu disco de estreia em nome próprio, "Vibra". Mas o que podemos saber sobre "Vibra"? 

Para JP Coimbra "é música maioritariamente instrumental feita com extrema liberdade, sem pensar em formatos ou condicionantes. No sentido em que procura em cada faixa construir um bolo sonoro coerente, repleto de referências que vão da música eletrónica à clássica.

O objetivo central do "Vibra" foi combinar a plasticidade dos espaços públicos e suas inerentes características acústicas, na composição das peças musicais, criando autênticos "retratos sonoros" desses locais. O projeto foi gravado na Casa da Música do Porto, na Estação de Metro do Marquês, na Fundação de Serralves, no rio subterrâneo “Rio de Vila” por baixo da Rua Mouzinho da Silveira. Todo o processo de gravação foi captado pelo realizador Vasco Mendes e, será disponibilizado em formato documentário, no início de 2021. 

"Vibra", pode ser catalogado como Modern Classic? 

JP Coimbra não rejeita por inteiro essa categorização "acho que toda a música é difícil de catalogar. É algo completamente abstrato. Mais abstrato que a pintura por exemplo. No caso deste tema, não é uma canção mas tem uma narrativa, não tem uma voz mas tem instrumentos que transportam as melodias... E depois, existem elementos que vou buscar à música clássica, à eletrónica e que tento conjugar num bolo sonoro que seja coerente." 

O single de avanço de "Vibra" é "From Afar" um tema que o compositor JP Coimbra diz-nos "surgiu da própria introdução do tema que foi feita com o silenciador que os pianos verticais trazem. Esse silenciador tem um feltro que abafa o som para podermos tocar em casa sem incomodar os vizinhos. Mas eu gosto muito desse som. 

Escolhi este single como primeira amostra do disco porque é representativo da minha ideia de agregar vários géneros musicais num só tema. Foi a partir dele que percebi que tinha encontrado uma linguagem e, que essa linguagem me iria permitir construir todo um disco.

"Vibra" já está disponível em todas as plataformas digitais (em exclusivo para o território português) e, também no formato físico em lojas especializadas. O universo musical de "Vibra" vai ser apresentado no próximo dia 22 de Novembro na Sala 2 da Casa da Música, no Porto.

LUÍS PEIXOTO | "Volta a Trás"


Luís Peixoto é um dos mais consagrados cordofonistas portugueses. Depois de integrar e acompanhar inúmeros grupos e artistas como Dazkarieh, Sebastião Antunes, Júlio Pereira ou Ana Bacalhau, em 2017, lançou a solo o disco "Assimétrico", trabalho que mais reconhecimento teve. Sempre à procura de novos caminhos musicais, e continuando em nome próprio.

"Geodesia" é o próximo trabalho discográfico, a ser editado em Março do próximo ano, com uma sonoridade atualizada e centrada, maioritariamente, no bandolim. Em formato de trio acústico, juntamente com o catalão Ciscu Cardona (guitarra) e o asturiano Rubén Bada (violino).

"Geodesia" é uma viagem pelo reportório tradicional português, lado a lado com composições originais. É o caso de "Volta a Trás", o primeiro single de apresentação do disco, a ser lançado na próxima sexta-feira, dia 13 de Novembro, que reúne os temas "Canedo" (tradicional terras de Miranda), "Alvorada Sanabresa" (tradicional Rio de Onor) e "Volta a Trás" (Os-Montes), da autoria de Luís Peixoto. 

A estreia do videoclip será também no dia 13, às 20.00h, no canal Youtube do músico. Ainda este mês, a partir do dia 18, decorrerá uma campanha de apoio à edição do disco "Geodesia", com benefícios exclusivos para todos os interessados em adquirir antecipadamente este novo trabalho de Luís Peixoto, um dos mais criativos multi-instrumentistas portugueses.

06/11/2020

GONÇALO PRATAS | Discurso Direto


O projeto Galo Gordo, da escritora Inês Pupo e do músico Gonçalo Pratas, celebra 10 anos e tem novo livro/CD. Para assinalar a data os seus autores editam o quarto livro e CD “É uma festa” que terá lançamento oficial em concerto amanha, dia 7 de Novembro no Teatro Maria Matos, em Lisboa. O espetáculo “Galo Gordo 10 anos” que apresentam no Maria Matos é uma oportunidade única para juntar amigos à volta de novas e velhas canções deste projeto único. Para ajudar à Festa os autores convidaram vários amigos músicos que os acompanham desde 2009. O Galo Gordo é um dos mais consistentes projetos artísticos para a infância em Portugal e é referenciado pelo Plano Nacional de Leitura e pela Casa da Leitura da Fundação Gulbenkian. Gonçalo Pratas é hoje meu convidado em "Discurso Direto".
 

Portugal Rebelde - “Galo Gordo é uma Festa!” é este o título do vosso 4 livro/CD. O que é que podemos descobrir neste novo trabalho?
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Gonçalo Pratas - Este novo livro CD “É uma festa”, um livro ilustrado com poemas e canções, é para nós o culminar de mais de dez anos de criação artística para a infância. Trata-se de uma obra criada a 6 mãos: a Inês Pupo nos poemas, a Cristina Sampaio nas ilustrações, o Gonçalo Pratas na música, com a contribuição preciosa de vários músicos que tentam elevar a experiência da criação para a infância a outro nível, colocando sempre a inteligência das crianças e dos educadores em primeiro lugar. É de salientar também o trabalho do João Fragoso na direcção musical e arranjos, do Kent Queener no acordeão, do Guilherme Melo nas baterias, entre outros que colocaram o seu talento ao serviço destas canções. São 10 canções feitas para as crianças ouvirem com os adultos, que falam da importância de estamos juntos para celebrar a vida e de darmos atenção à beleza do mundo que nos rodeia.  ​

PR - O disco conta com a participação de Vitorino, Filipe Raposo e Diogo Duque. O que é que estes convidados trouxeram de novo para a “Festa”? 

Gonçalo Pratas - O Vitorino é para nós uma referência maior da canção portuguesa e um dos grandes melodistas do nosso tempo. Na sua obra há várias incursões pelo universo da infância. Poder tê-lo neste disco a celebrar 10 anos deste projeto é uma grande honra e alegria. O Filipe Raposo é um grande e velho amigo, um parceiro que está neste projeto desde o princípio, tal como o António Quintino e o Marcos Alves; temos um sentimento de gratidão para com o Filipe, que é um grande músico. Entregar-lhe canções para interpretar é ter a possibilidade de as ver atingir patamares de grande elevação e excelência. O Diogo Duque é um dos mais brilhantes músicos da sua geração, é uma mente totalmente livre que quando colabora na gravação dos nossos discos entrega um carácter universal à nossa música e isso faz com que as crianças tenham acesso a uma experiência musical única e de grande rasgo.  ​

​PR - Escrever e cantar para um público mais jovem tem sido um desafio constante ao longo destes 4 volumes? 

Gonçalo Pratas - Sim, temos tido o privilégio de poder partilhar as nossas canções com muitas gerações de crianças e isso também nos ajuda a crescer. É sempre bom relembrar que as crianças que ouviram o nosso primeiro livro “Poemas e canções para todo ano” lançado em 2009/2010 são agora jovens universitários, o que nos causa muita satisfação porque temos testemunhos que nos mostram que o Galo Gordo é um projeto de música para a infância que continua a dar bons frutos. As crianças têm uma linguagem própria que tem que ser entendida pelos artistas que criam para elas; para isso é preciso co-habitar nos lugares físicos e imaginários das crianças, sendo que elas também estão em permanente mutação, por isso é preciso estar alerta. Pensamos que esse é o maior desafio.  ​

PR - Amanhã há “Festa” no teatro Maria Matos, em Lisboa. O que é que o público pode esperar deste concerto? 

Gonçalo Pratas - Vai ser um concerto de celebração, embora em condições especiais por causa dos tempos que vivemos, sendo que o Teatro Maria Matos cumpre todas as regras de segurança. É habitual convidarmos a crianças a virem ao palco no final dos espetáculos e isso desta vez não vai ser possível. Mas vai ser sem dúvida uma festa e um momento de partilha com vários amigos convidados para celebrar canções novas e antigas. Gostávamos muito que viessem em família a esta grande celebração da música e da literatura para a infância. 

PR - Que memórias guardam destes 10 anos de canções? 

Gonçalo Pratas - São muitas memórias e muito boas. É importante referir que temos 4 livros publicados, com 52 canções que acabaram de ser reeditados pela nossa nova casa editorial, a Livros Horizonte, e não há melhor maneira de celebrar do que saber que os livros estão todos disponíveis no mercado para as próximas gerações de crianças. Com o Galo Gordo temos tido a possibilidade de viajar por Portugal e pelo mundo, levando estas canções a várias salas e escolas do nosso país, à Austrália e à Índia, e isso é um privilégio enorme. Por isso agradecemos ao público e aos artistas que colaboraram connosco no decorrer destes 10 anos. Ficamos à espera dos próximos 10!

LUTA LIVRE LANÇA NOVO SINGLE "ESCRAVO DO PATRÃO" E ANUNCIA ÁLBUM DE ESTREIA E CONCERTO DE LANÇAMENTO


Luta Livre é o novo projecto de Luís Varatojo que resulta de um olhar interventivo sobre a sociedade e a atualidade. O reconhecido músico ligado a projetos como Peste & Sida, Despe e Siga, Linha da Frente, A Naifa e mais recentemente Fandango, tem sido uma voz bastante ativa na cena musical nacional. 

O álbum de estreia de Luta Livre será editado a 14 de Dezembro nos formatos CD e LP/Vinil que estarão disponíveis no Bandcamp, nas lojas e também em todas as plataformas digitais. Depois da celebrada estreia ao vivo na Festa do Avante, o concerto de lançamento do primeiro álbum de Luta Livre será no Teatro Maria Matos em Lisboa, no dia 21 de Dezembro às 20.00h, integrado no Ciclo “Produtores Associados no Maria Matos”. 

Em palco com Luís Varatojo estarão Edgar Caramelo, Ivo Palitos, Ricardo Toscano, Ricardo Pires, Diogo Santos, João Pedro Almendra, Kika Santos e Pedro Mourato. Os bilhetes custam 15€ e estão à venda na bilheteira do Teatro Maria Matos e em www.ticketline.pt

"Mudam-se os tempos, mudam-se as canções. Mas a Luta continua!"

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