Portugal Rebelde
03/09/2019
02/09/2019
MEDEIROS/LUCAS COM CONCERTOS EM ÉVORA E EUA
Depois de algum tempo afastados dos palcos Carlos Medeiros e Pedro Lucas voltam à estrada em Setembro para dois concertos em formato acústico. O primeiro concerto tem lugar na sala principal do Teatro Garcia Resende em Évora no sábado (07/09). As portas abrem às 21.00h e este concerto conta com uma formação especial com o teclista vimaranense Rui Souza (Dada Garbeck) em piano acústico e Augusto Macedo em sintetizadores, baixo e mbira.
No final do mês o duo integra a comitiva portuguesa que se desloca à cidade de Fall River no estado do Massachusetts nos EUA para actuar no Fabric Festival. O concerto terá lugar no dia 27 e marca a segunda estreia internacional em 2019, após a participação das comemorações do 25 de Abril em Cabo Verde no início do ano.
Na bagagem os músicos levam as canções da triologia discográfica composta por "Mar Aberto"(2015), "Terra do Corpo" (2016) e "Sol de Março" (2018), que vêm aqui novas roupagens para instrumentação acústica.
FESTIVAL CORDAS | Fátima Madruga Expõe Violas e Portugal Intemporal
O Festival Cordas acolhe anualmente arte relacionada com os cordofones. Para a quarta edição, que acontece de 11 a 15 de Setembro, no concelho da Madalena, ilha do Pico, a arte de Fátima Madruga vai estar em destaque. "Violas e Portugal intemporal" abre em exposição, na Atlântico Teahouse, no primeiro dia do festival, ficando patente na galeria localizada na Areia Larga, até Dezembro.
Fátima Madruga iniciou a sua caminhada quando jovem com a gravação em marfim que pode ser encontrada em várias partes do mundo, em especial no Museu de Scrimshaw do Peter Café Sport. A artista é autodidata com curso à distância em Desenho e Pintura de J. M. Parramón. A pintura ocupa a maior parte da sua vida artística, expondo desde 1982 por todas as ilhas dos Açores até ao Estoril, ao Algarve e à Galiza. As suas obras encontram-se espalhadas pelos quatro cantos do planeta. Tem vindo a colaborar com MiratecArts desde o início da associação e através da plataforma discoverazores.eu.
Em 2019 publicou dois volumes de livros "Contos Infantis para Adultos" com uma coleção de ilustrações e contos inspirados no Portugal Intemporal e na fantasia infantil. No futuro, a artista pretende dinamizar a sua "Casa Preta" na freguesia de Santa Luzia, Pico, como um espaço Museu.
Em termos das artes plásticas, a quarta edição do Festival oordas também abraça, como artista em residência, a micaelense Andreia Sousa e ainda uma exposição de recolha de fotografias pelo diretor artístico da MiratecArts, Terry Costa,"Tocadores da Viola da Terra no Pico" que fica ao público na Biblioteca Auditório da Madalena até 2 de Outubro, o Dia da Viola da Terra.
VÍDEOCLIP | "Força do Mar" - Pedro Moutinho
Após o lançamento de "Um Fado ao Contrário", o primeiro single do álbum com o mesmo nome, Pedro Moutinho apresenta agora "Força do Mar". O tema, que conta com letra e música de Márcia e arranjos e produção de Filipe Raposo, é o segundo single do mais recente trabalho do fadista, que tem reunido o elogio da crítica e o aplauso do público.
MATHILDA | "Changing Colours"
No dia 10 de Setembro, chega-nos "Changing Colours" - o disco de estreia da Mathilda, com apoio da Fundação GDA e da Rádio SBSR. Pouco mais de um ano depois de lançar a sua primeira música "Infinite Lapse", Mathilda - ou Mafalda Costa - abre a porta e mostra-nos o seu primeiro longa-duração. Com dezenas de concertos e passagens por 4 países, esta biografia desmistifica imperfeições e, qual diário deixado em aberto, apresenta-nos rasgos genuínos das cores que pintaram a infância e adolescência da cantautora.
O seu lançamento faz-se acompanhar por "I Don't Like Tea", tema que navega entre o dream pop e o indie folk, e que serve como convite a que, com a Mathilda, embarquemos nesta viagem pelo sonho e realidade.
Produzido por Diogo Alves Pinto - mais conhecido pela sua one-man band Gobi Bear -, com quem compõe e se apresenta ao vivo, inclui ainda a participação da violoncelista e compositora Joana Guerra nos temas "Lost Between (...)" e "Two Words". A capa é da autoria da Kate Leppert.
O primeiro single "Small Fish Lilac Skies" foi mostrado em Fevereiro e pode ser ouvido aqui.
CASSETE PIRATA DE VOLTA À ESTRADA E AOS FESTIVAIS
Depois do lançamento e apresentação ao vivo do disco de estreia de Cassete Pirata, "A Montra" vai tornar a vingar-se em palco nos próximos dias 5, 12, 13 e 14 de Setembro.
A primeira paragem será no ciclo das Novas Quintas, no Teatro Aveirense, à qual se segue a presença em cartaz nos festivais de São Mateus, em Viseu, Suave Fest, em Guimarães, e Fnac Live, em Lisboa.
SEBASTIÃO ANTUNES & QUADRILHA EM CONCERTO
Agenda:
08 de Setembro - Festa do Avante | Palco 25 de Abril, 17.00h
14 de Setembro - Festa do Caldo de Quintadona | Penafiel, 21.30h
www.facebook.com/Sebastiao.Antunes.Musico
01/09/2019
LOOSENSE | "Saloon"
"Saloon" é o nome do segundo disco de originais dos Loosense que será editado dia 4 de Outubro. Este novo álbum quase que sabe a um novo começo para os rapazes de Setúbal e Lisboa.
Depois de editarem o seu primeiro disco "Doze"em Junho do ano passado, a banda juntou à familia 5 novos elementos. O coletivo de agora 10 músicos representa tudo o que Loosense sempre sonhou ser. Desde o início que a premissa sempre foi juntar mais músicos à festa de maneira a encaminhar as composições e os arranjos para os sítios mais diversos e estimulantes possíveis. E foi isso mesmo que aconteceu.
"Saloon" é uma saborosa mistura de um largo espectro musical que começa sempre na teoria e conhecimento adquiridos do jazz mas que passa depois pelo que tiver que passar musicalmente. Temos synths hipnotizantes, guitarras aventureiras, sopros poderosíssimos, solos que nos levam a viajar, grooves cativantes assegurados por um trio de percussão, baixo e bateria deslumbrantes, há de tudo.
O nome do LP homenageia o espaço onde os rapazes ensaiam há já quase 5 anos. "Saloon" é o coração de Loosense, onde tudo acontece. Os nomes dos temas também celebram alguns dos clubes e sala de espetáculos por onde a banda já passou. Não será difícil identificá-los!
"Saloon" foi gravado tal como o seu antecessor no Estúdio Vale de Lobos em Sintra, nos dias 6 e 7 de Agosto de 2018, pelo técnico de sessão Pedro Vidal e o seu assistente Guilherme Vales. Os elementos da banda e Miguel Vilhena foram os produtores. Miguel Vilhena foi também o grande responsável pelas texturas e sonoridades do disco com a sua mistura enzímia feita no Estúdio Pontiaq em Lisboa.
A masterização ficou encarregue por Pieter de Wagter nos EQquS Mastering Studios em Gooik na Bélgica. As músicas “Capitol I, II & III” foram escritas por Gonçalo Mahú, a “daBox” por Diogo Marrafa, a “Flamingo” e “Taifa” por João Completo e a “Tokyo” por Pedro Nobre e Gonçalo Mahú.
Todos os temas tiveram o arranjo da banda. Marco Alonso toca um bonito solo com a sua guitarra flamenca no tema “Capitol II”. A capa e o design do disco físico foram feitos pelo nosso amigo e colega músico André Santos, também conhecido por AFTA 3000.
ÁLBUM DE INÉDITOS DE BERNARDO SASSETTI CHEGA ÀS LOJAS EM SETEMBRO
Um álbum de inéditos, póstumo com composições que o pianista Bernardo Sassetti (1970-2012) gravou nos Açores será editado durante o mês de Setembro. "Solo" reúne gravações escolhidas entre as que o músico fez em 2005, durante três dias, no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, e inaugura uma série de nove álbuns de material inédito que a Casa Bernardo Sassetti quer editar nos próximos tempos, cumprindo uma das missões desta associação cultural criada em Setembro de 2012.
CARMEN SOUZA | "The Silver Messengers"
Carmen Souza, já baptizada pela imprensa internacional como a Ella Fitzgerald de Cabo Verde ou a nova Cesária Évora, combina uma virtuosa técnica vocal jazzística com uma série de influências lusófonas, que vão do fado ao samba, da morna à bossa nova, incluindo baladas agridoces ou o "blues cabo-verdiano". Esta sonoridade híbrida, muito pessoal, tem levado a cantora a atuar em dois circuitos paralelos: o do jazz e o da world music.
A par do seu trabalho discográfico, desde 2005 que Carmen Souza percorre o mundo em digressões sucessivas, participando em festivais como North Sea Jazz Festival, San Francisco, Monterrey, Montreal, London African Music Festival ou Laverkusener JazzTage Festival. Vários dos seus concertos foram transmitidos por algumas das mais importantes estações de rádio e televisão. O seu trabalho foi motivo de estudo e investigação por etnomusicólogos.
Inquestionavelmente, Carmen Souza é hoje uma personalidade forte da world music e uma das cantoras de jazz de mais sucesso. Em 2017, ano em que edita ‘Creology’, Carmen Souza volta a afirmar-se como um nome a reter na cena jazzística mundial.
O novo álbum da cantora, "The Silver Messengers" é editado no próximo dia 25 de Outubro!
31/08/2019
TAINA FEST | Porto
Dia 15 de Setembro é a data a reservar no calendário do final de Verão deste ano. Em vésperas do arranque do calendário escolar e já com as férias de sol volvidas, o ringue do Circulo Católico de Operários do Porto (CCOP) vai cumprir com os seus deveres pagãos e ser casa para a segunda edição do Taina Fest deste ano.
Alinhadas para o dia que se quer de arraial, as actuações de José Pinhal Post Mortem Experience, Jetro Tuga, Conferência Inferno e Dj da Casa. E porque não há arraial que se faça sem padroeiros, nem festa que se faça sem cantoria, o palco vai estar aberto também ao talento dos amadores, com um Karaoke ao Desafio: Canções de Lena D'Água e António Variações apresentadas por Emanuel Botelho.
Os bilhetes para o Taina Fest já estão à venda na Bilheteira Online, Fnac, Worten e CTT e, em breve, no CCOP, Louie Louie, Matéria Prima, Bunker e BOP, por 6€. No dia passam a custar 8€. A entrada de crianças até aos 12 é gratuita.
VÍDEOCLIP | "Ceifa" - Urso Bardo
Acompanhado de um videoclip, "Ceifa" é o novo single do disco “Vida e Morte de D. Antónia", lançado este ano pelos Urso Bardo. A banda lisboeta prepara-se para iniciar uma digressão Europeia com 15 datas entre Outubro e Novembro de 2019.
30/08/2019
VALETE | Capitólio
6 anos depois do espectáculo no Campo Pequeno, Valete anuncia concerto no Capitólio a 14 de Dezembro, numa noite que encerra um ciclo e inicia um novo. O MC português que se encontra a preparar o álbum "Em Movimento", do qual já revelou 1 single, estreia-se na emblemática sala do Parque Mayer para celebrar a discografia já editada e apresentar pela primeira vez na capital novos temas como “Rap Consciente”, “Samuel Mira” ou “Colete Amarelo”, marcos recentes do HipHop nacional. Os bilhetes estão disponíveis nos locais habituais.
O concerto a 14 de Dezembro, no Capitólio, será uma oportunidade única para ver ao vivo pela última vez alguns dos clássicos de Valete, em particular dos seus 2 primeiros álbuns “Educação Visual” e “Serviço Público”. Esta noite contará ainda com DJ Ride na primeira parte que terá como convidados os rappers X-tense, Phoenix RDC, Xeg e Chippie. Mais do que um concerto será um evento de celebração da cultura HipHop.
Desde a sua estreia em 2002, com o álbum “Educação Visual”, Valete tem-se afirmado como um dos mais reputados MCs em Portugal, estatuto reforçado não só pelos lançamentos em nome próprio, como pelas inúmeras colaborações com outros artistas como Regula, Sam The Kid, Dj Ride, Capicua, Emicida, Rael, entre muitos outros.
MARIA JOÃO PIRES CONVIDA MÍSIA
Nos próximos dias 14 e 15 de Setembro, o Centro de Artes de Belgais irá receber um encontro especial. A alma de Belgais, a internacionalmente reconhecida pianista Maria João Pires, prossegue a sua celebração musical nas noites de Verão com o espetáculo “Canto da Terra”, uma celebração da voz, para o qual recebe a cantora Mísia, o pianista Theo Gheorghiu e o Grupo Coral de Serpa.
Mísia, que editou este ano o muito aplaudido "Pura Vida (Banda Sonora)", trabalho que mereceu edição internacional através da editora germânica Galileo, é uma das mais reputadas estetas do fado, uma verdadeira exploradora que nunca temeu encontros inusitados, tanto musical como poeticamente. Há precisamente 20 anos, aliás, já Mísia e Maria João Pires tinham colaborado no álbum da cantora "Paixões Diagonais".
É essa íntima e profunda cumplicidade que voltará a ser transposta para palco num concerto em que a mais premiada e celebrada pianista portuguesa ajudará a aproximar os universos da música clássica e do fado. Com textos de José Saramago, Fernando Pessoa, Vasco Graça Moura, Agustina Bessa-Luís, Lídia Jorge, Tiago Torres da Silva ou António Lobo Antunes e música de Mário Pacheco, Carlos Paredes, Vitorino ou do imenso acervo popular, Mísia explorará uma música que é património universal com a ajuda das mãos elas mesmas universalmente aplaudidas de Maria João Pires. Para além dos temas mais ligados ao fado, Mísia irá ainda interpretar “Du Bist Die Ruh”, de Schubert.
O concerto de dia 14 já está esgotado, mas ainda é possível comprar bilhetes para o dia 15.
VÍDEOCLIP | "O Fado Fugiu de Casa” - Anaquim
"O Fado Fugiu de Casa” é o novo dueto dos Anaquim com Katia Guerreiro. O teledisco é agora lançado e conta com a realização de Nuno Trindade.
Nas palavras da banda, "O Fado Fugiu de Casa” não é um fado. É antes uma homenagem ao fado, o seu reconhecimento inegável no nosso panorama cultural, e o reconhecimento da sua especificidade. É a constatação de que onde há fado há Portugal, e que os dois são indissociáveis. Que o fado, quando viaja pelo mundo, carrega Portugal às costas. E nós, humildes representantes da música portuguesa, sentimos orgulho em carregar os dois connosco", admitem os Anaquim.
Este tema surgiu quando, a propósito de um concerto dos Anaquim em França, a banda foi publicitada na imprensa local como “Fado moderno”, e até, devido ao nome, “os Jedis do Fado”. A banda diz: "Não quisemos defraudar o nosso público desse dia e acabámos por fazer uma versão de um tema de Amália Rodrigues. Assim, essa ideia de um fado a percorrer o globo começou a tomar forma e concretizou-se nesta canção."
Tanto as viagens como as canções ganham muito quando são feitas de pluralidade, e por isso, para esta versão em dueto de “O Fado Fugiu de Casa” os Anaquim tiveram a ideia de convidar Katia Guerreiro, que corre todo o globo com o Fado, com as suas várias facetas e cambiantes. O resultado, ficou este não-fado transformado num fado fugidio, que consegue esquivar-se a tudo menos à sua portugalidade.
Mais especificamente, sobre trabalhar com a Katia Guerreiro, os Anaquim dizem que foi como" ampliar o que conhecíamos dela. Foi perceber que além de uma excelente artista é também uma excelente pessoa, tão alegre e emotiva como o fado em si. Desde os primeiros desenhos de harmonias para o dueto até à participação nas maluqueiras das gravações do videoclip, tivemos o prazer de descobrir na Katia uma paixão por todos os aspectos de fazer música que nos fazem enriquecer e querer partilhá-la."
FESTIVAL RTP ANDAMENTO | Lisboa
No próximo dia 15 de Setembro a estação pública de televisão vai levar a efeito um espetáculo a que chamou de Festival RTP Andamento, a ter lugar na Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa.
Este evento, com entrada livre, começa às 8 da manhã e estende-se até às 8 da noite. António Zambujo, BMRNG, Dillaz, Pedro Abrunhosa, Salvador Sobral e Selma Uamusse são alguns dos nomes já confirmados.
29/08/2019
SUPER NOVA REGRESSA PARA A 6ª EDIÇÃO COM A SUPER BOCK
Arranca já no dia 14 de Setembro uma nova edição do Super Nova, o circuito com o apoio de Super Bock que descentraliza a música portuguesa e dá palco a bandas nacionais emergentes. Vai passar por 6 cidades de norte a sul do país, onde se juntam Lonz Dale’s Fantasy, Solar Corona e First Breath After Coma já confirmados para este roteiro, com o primeiro concerto marcado para o Maus Hábitos no Porto, a partir das 22.00H.
Lonz Dale’s Fantasy são os primeiros artistas a atuar neste circuito. O duo que não deixa ninguém indiferente é natural do Porto e constituído por Nils Meisel e Kenneth Stitt. A sua música tem influências de punk, hip hop e box, e ao vivo a performance é verdadeiramente memorável.
Os Solar Corona não são estranhos pelo mundo da música. Rodrigo Carvalho, Peter Carvalho, José Roberto Gomes e Julius Gabriel formaram-se em 2013 e desde aí já lançaram três EPs e um álbum, o “Lightning One”. Chamam à atenção através do seu rock acelerado e sobretudo, pela paixão que colocam nos seus temas.
Já a terceira banda deste circuito nacional, os First Breath After Coma com quatro digressões europeias no currículo, vão atuar em 6 cidades apresentando “NU”, o terceiro disco que já é considerado uma revolução na sonoridade do panorama musical português.
Super Nova é um roteiro que descentraliza a música portuguesa dos grandes centros urbanos e realiza-se sempre em casas de música ao vivo. Depois do Porto (14 de Oetembro), segue para Faro (19 de outubro) e Évora (26 de outubro) e em novembro ruma até Aveiro (16 de novembro), Coimbra (30 de Novembro), terminando em Viseu (14 de dezembro).
É uma iniciativa promovida por Super Bock em parceria com o Maus Hábitos que reforça o compromisso com a Música Autêntica, ao dar palco a artistas nacionais e a novos talentos, nomeadamente através deste território que faz parte do ADN da marca. Destina-se a um público que acompanha as novas tendências e está atento ao que de melhor se faz na área em Portugal.
Desde o início do Super Nova, estiveram envolvidas 33 bandas, em 12 salas, com mais de 90 concertos de norte a sul do país e que levaram mais de 20 mil pessoas a acompanhar a nova geração de músicos portugueses no circuito Super Nova.
Os bilhetes para cada concerto custam 3 euros com a oferta de duas cervejas Super Bock, à exceção do Maus Hábitos, onde a entrada é livre.
S. PEDRO | Lisboa
S. Pedro é o alter-ego de Pedro Pode, ex-homem forte dos Doismileoito, vai ao CCB apresentar o seu novo álbum, com edição prevista para Setembro. Um trabalho em que nos canta pequenas histórias, invariavelmente atravessadas por uma ponta de ironia e humor, mas sempre com princípio, meio e fim.
O novo álbum será o sucessor de "O Fim", editado em Junho de 2017 e que, na realidade, marcou o início desta caminhada a solo de Pedro Pode.
Pedro Pode, ou S. Pedro, é um tipo honesto e criativo, uma espécie de vizinho do lado que conhecemos, cumprimentamos e com quem damos duas de letra para depois descobrir, com orgulho, que um gajo tão simples e porreiro é afinal o autor de uma mão cheia de canções que já entraram por direito próprio para o cancioneiro nacional. Porque este exímio compositor e letrista não embarca em modas e faz música genuína, que assenta sobretudo na vida de todos os dias. Na sua, que também poderia ser a nossa.
14 de Setembro - CCB (Pequeno Auditório), 21.00h
28/08/2019
JARDIM DA AMÁLIA | Lisboa
A magia e emoção do fado estão de volta à casa onde a eterna Amália Rodrigues viveu durante mais de 40 anos. Todas as terças e sextas-feiras, o jardim secreto da sua casa enche-se de música num concerto único de voz, guitarra portuguesa e viola de fado.
Os espetáculos acontecem sempre a partir das 18.00h, mas podem ser antecedidos por uma vista guiada à casa (17.00h), situada na Rua de São Bento nº 193.
Transformada em museu, dá a conhecer os espaços e objetos (como vestuário, peças de arte e mobiliário) que marcaram a vida e obra da cantora, considerada “a Rainha do Fado”.
Depois da visita à casa, é tempo de conhecer e desfrutar do jardim, um segredo bem guardado no coração de Lisboa, onde têm lugar os concertos, todas as terças e sextas-feiras.
Estes estão a cargo das fadistas Matilde Cid e Ana Sofia Varela, ambas acompanhadas por Guitarra Portuguesa e Viola de Fado.
Tudo isto num ambiente intimista e recatado que é, ao mesmo tempo, uma homenagem sentida a Amália Rodrigues. Sempre teve como um dos maiores desejos ajudar a promover esta arte tão portuguesa.
Em Outubro assinala-se 20 anos do seu desparecimento e em 2020 completaria 100 anos.
27/08/2019
INSPIRAL | Açores
Os artistas Andy Burrows, Sara Cruz, Benjamim e Contos & Canções juntam-se aos nomes já confirmados para o grande evento Inspiral, marcado para os dias 20 e 21 de Setembro, na Praça do Nonagon – Parque de Ciência e Tecnologia de São Miguel, na cidade de Lagoa. Márcia, Matthew Perryman Jones, Momo e Cristóvam fazem igualmente parte do cartaz deste evento.
MEU GENERAL | "Jogo Sujo"
"Jogo Sujo" é o novo álbum de Meu General. A banda regressa aos originais com um disco assumidamente punk rock. Com 10 temas de refrões orelhudos, "Jogo Sujo" não tira o pé do acelerador do primeiro ao último minuto.
"Jogo Sujo" chega às plataformas digitais no próximo dia 13 de Outubro!
26/08/2019
TIAGO VILHENA | "Portugal 2018"
Após ter saboreado a composição com a companhia de uma banda, os Savanna, e de ter explorado a escrita individual no mundo do pop rock usando o nome George Marvinson, Tiago Vilhena entra numa nova etapa, agora com a sua vontade para a composição consolidada. Tiago Vilhena lança a primeira experiência musical na sua língua natal no dia 18 de Outubro pela Pontiaq.
2018 foi o ano em que o Tiago Vilhena compôs e gravou as músicas do seu novo álbum que é cantado quase na sua totalidade na língua de Portugal. Atingindo a maturidade no que diz respeito à composição e à escrita, este renovado artista divulga um álbum de 10 músicas filosóficas e relaxadas, introspetivas e reveladoras que acrescentam ao Curriculum musical português uma nova expansão para a música de intervenção.
Para além de ser apresentado com um cunho ativista, "Portugal 2018" é também um álbum com alguma fantasia, falando-nos de profetas, de dilemas da morte e da vida, de poções e de milagres. Questionando a existência, incorporando e relatando experiencias de animais, criticando a inoportunidade, elogiando a vida, a viagem e a simplicidade, este segundo álbum a solo do Tiago é uma coletânea que pode tanto ser lida como ouvida.
Contrastando com o seu passado musical pop, psicandélico, rock, maioritariamente influenciado pela música americana e inglesa, desta vez, Tiago Vilhena adopta uma postura mais tradicional mas não apenas tradicional portuguesa. A música chilena e a música grega são também duas grandes influências para o estado de espirito presente em Portugal 2018. Este mesmo estado é expresso através de progressões harmónicas arrojadas e que revelam uma sensibilidade destacável para expressar emoções sem necessitar do uso da palavra, apesar de lhe dar uso de qualquer das formas.
POR TERRAS DO ZECA | Lisboa
Por Terras do Zeca é nome do concerto de homenagem a José Afonso, que se realiza em Lisboa, no Capitólio, dia 1 de Outubro às 21.30h. Enquanto concerto centralizado na figura de Zeca Afonso, este trabalho é um tributo à sua obra, quer como compositor, quer como poeta.
Esta digressão conta com os arranjos e direção musical de Davide Zaccaria e com as vozes dos cantores Filipa Pais, João Afonso, Maria Anadon e Zeca Medeiros. Os cantores serão acompanhados por músicos conceituados: Armindo Neves (guitarra elétrica), Paolo Massamatici (oboé), Luís Pinto (baixo), IvoMartins (bateria), além do mentor e diretor musical Davide Zaccaria (guitarra acústica e violoncelo).
Assim, será apresentado um espetáculo rico, desde as suas composições mais conhecidas como “verdes são os campos”, “que amor não me engana”, “índios da meia-praia”, “venham mais cinco”, que fazem parte integrante do CD "Por Terras do Zeca", que surgem aqui revestidas de novos arranjos, a temas originais baseados na sua figura, bem como outras composições menos conhecidas do público, como são por exemplo “papuça”, “lá no Xepangara” e “ali está o rio”.
PATXI ANDIÓN CONVIDA RICARDO RIBEIRO
A menos de um mês das apresentações em Portugal, o cantautor espanhol Patxi Andión anuncia Ricardo Ribeiro como convidado especial para os concertos de Lisboa e Porto.
Serão 3 os concertos no nosso país, todos eles em Setembro: dia 20 em Águeda (no Centro de Artes), dia 21 em Lisboa (Aula Magna) e dia 22 no Porto (Casa da Música), mas só os dois últimos contarão com a presença de Ricardo Ribeiro.
Neste espetáculo, em que comemora os cinquenta anos de carreira, Patxi apresenta-se sozinho em palco de maneira a criar um diálogo intimista com o público que o tem apoiado ao longos destas 5 décadas.
Ricardo Ribeiro irá juntar-se em alguns momentos para interpretar temas do músico espanhol e ainda outras canções surpresa. O músico português é reconhecido pela sua voz poderosa e pelas interpretações arrebatadoras dentro e fora do fado, editou até à data 6 álbuns, o último dos quais em 2019.
25/08/2019
24/08/2019
23/08/2019
VÍDEOCLIP | "YAYAYA" - Gator, The Aligator
Chama-se "YAYAYA" e é o segundo single do álbum de estreia de Gator, The Aligator - "Life is Boring".
22/08/2019
BORN-FOLK | "Heat and Rum"
"Heat and Rum" representa o km 1 de todo o trabalho em si e é, porventura, o baluarte do EP de estreia dos Born-Folk. Na letra está patente toda a simbologia ligada à temática do surf, calor, ondas, raparigas a exibirem-se e toda a parte subliminarmente escondida para M/18. O nome no EP deve-se, inclusive, a algo que é dito em dada altura, "I'm coming inside".
Sonoramente, é uma música de verão, descontraída, carregada de surf tremolo na guitarra e voz delicada. “Heat and Rum” é uma alegoria para outros títulos foneticamente possíveis (um trocadilho), na verdade é caso para dizer como nos filmes: "Isto não é o que parece". Nenhum dos membros da banda faz surf, por enquanto, mas são claramente adeptos do ambiente casual chill. Há assobio, harmonias, e há o barulho da água a correr da querida Quinta das Conchas.
A ideia do vídeo era ter uma série de imagens de ambiente descontraído de surfistas a tentar domar o mar agitado, de mulheres vistosas e provocantes a passear como se de ondas se tratassem. Na montagem há a procura dum equilíbrio da cor com o preto-e-branco de forma a criar um jogo que depois se inverte. É um exercício visual que pretende acompanhar a vibe imposta pelo som mas, seguramente, é mais fácil visualizar do que explicar. Quiçá, faltou o Rum!
"Come Inside!" é editado dia 25 de Outubro, um disco que apresenta 5 temas que tentam explorar diferentes ideias sonoras, onde o simbolismo e a ironia são presença assídua nas letras, bem como na própria imagem da capa.
“A onda” que nos convida a entrar/ penetrar é o começo desta viagem pelas curvas delicadas (e apertadas) que a natureza (e as auto-estradas alemãs) nos põe diante de nós, dominar a prática do surf será o ponto de partida para esta aventura que nos diz claramente que “não entra, fica de fora” (como diria De La Palice). Um segundo lugar em Jerez é sempre um bom resultado, desde que haja champanhe francês no final (e rum claro), Olé!!!
LLLUCAS | "Azul"
No dia 4 de Setembro, lllucas lança seu novo single, Azul. pouco mais de um ano após lançar seu primeiro EP, “Creme Azedo”. Após experimentar o lo-fi mais cru, o artista imergiu em influências do trap, dreampop e cyberpunk, sendo assim, a música vem carregada de synths e texturas.
O single foi gravado quase que de forma híbrida. Os beats foram produzidos no seu quarto, num processo gradativo de montagem das texturas. O baixo foi gravado no sofá de Caio. A guitarra e as vozes em um estúdio em São Paulo. A mixagem foi feito por Leo Airplane, do estúdio DdB (Aracaju - SE).
Lucas explica o porquê do nome Azul: “Acho que a cor azul sempre carregou a simbologia da tristeza. No caso, a tristeza e solidão do jovem suburbano. Mas, dentro do contexto da música, ela vai além. Azul se torna, no ambiente distópico proposto pelas texturas sintéticas, uma marca preditiva que algumas pessoas carregam, com tons tão sensuais quanto radioativos.” "Azul" fica disponível no Youtube, Spotify, Deezer e outras plataformas.
21/08/2019
JOÃO MAIA | Discurso Direto
Foto: João Pina/David & Golias
Chega amanhã aos cinemas VARIAÇÕES um filme que retrata a vida de António Ribeiro, barbeiro e figura da movida lisboeta no final dos anos 70, perseguindo o seu sonho de se tornar cantor e compositor, apesar de não saber uma nota de música. O filme foca o processo de transformação na persona de António Variações, artista excêntrico e popular cuja carreira fulgurante foi interrompida pela sua morte em 1984. O Portugal Rebelde partilha hoje uma entrevista realizada por Elsa Garcia a João Maia, realizador do filme VARIAÇÕES.
"Começámos a entrevista ao som de Golden Brown dos Stranglers e numa longa conversa João foi revelando toda a história por detrás de Variações e as nuances que levaram à criação deste grande filme que estreia amanhã nos cinemas."
Elsa Garcia - Tantos anos depois como é que te sentes ao ver o teu sonho concretizado? Foram oito anos certo?
João Maia - Comecei a escrita há 15 anos e estou muito feliz com o resultado. O filme é muito credível ao nível da época, as equipas de guarda-roupa e a direção de arte fizeram um trabalho fantástico, bem como gosto imenso da fotografia. Desta equipa o André Szankowski era a pessoa que eu conhecia há mais tempo e já tínhamos falado sobre o filme há mais de 10 anos. Depois concentrei-me nas personagens e após vero filme terminado sinto que mexe com as pessoas.
EG - Como surgiu o teu interesse por António Variações?
João Maia - Bom, eu queria fazer um filme sobre o que era o rock português nos anos 80, quando era ainda um adolescente e tinha amigos que tocavam em bandas, como por exemplo os Peste & Sida. Gostava muito de rock e interessei-me pelo Variações. Trabalhei durante muitos anos em lojas de discos, mas conhecia mal a obra dele e quando comecei a ouvir fiquei muito impressionado, até pelo facto de ele ter gravado o primeiro disco com 37 anos. E pensei: “o que é que este homem terá feito até aos 37 anos para ter gravado um disco com esta idade e ter morrido aos 39?” Ouvi tudo com atenção e comecei a minha pesquisa. Havia muito pouca informação, sabia-se que nasceu em Braga, que era barbeiro e que tinha vivido em Amesterdão. Portanto, eu andei meses e meses a pesquisar sobre ele, sem saber que história ia contar.
EG - Como é que foi o teu processo de pesquisa?
João Maia - Na altura inicial fui apoiado pelo ICA e fiz a minha pesquisa com Catarina Portas. Demorei dois anos a escrever a primeira proposta e estive a pesquisar durante cerca de um ano. Só na hemeroteca estive vários meses, todos os dias a ver jornal a jornal. Havia algumas informações que ninguém tinha encontrado. Por exemplo, dizia-se que ele tinha posto um anúncio a procurar músicos e eu encontrei esse anúncio. Essa parte foi também muito importante para me situar na época, o ano de 1977, quando ele regressa a Portugal. Fiz a minha pesquisa até 1985, tendo ele morrido em 1984, um pouco para perceber a espuma do que aconteceu após a sua morte. A Hemeroteca fez com que eu enquadrasse a época, porque em 1977 eu tinha nove anos. Depois fomos começando a entrevistar pessoas á medida que íamos construindo a sua cronologia. Quando as peças se começaram a encaixar foi quando eu comecei realmente a escrever a parte que me interessava: entre ele vir de Amesterdão e fazer o primeiro disco. No final não chegámos ao primeiro disco, foi um bocadinho antes, quando ele deu o primeiro concerto no Trumps.
RG - Falaste com a família dele logo no início do processo?
Sim, sim. Falei com os irmãos, a mãe tinha morrido recentemente, talvez dois meses antes. Eu lembro-me que os irmãos ainda se comoviam muito quando falavam dela. Seguidamente falei com alguns músicos que tocaram com ele, como o Pedro Ayres Magalhães, Vítor Rua e Ricardo Camacho, que também já morreu. Depois começámos a ir mais fundo e falei com os colegas cabeleireiros para saber como foi o percurso profissional dele quando chegou a Portugal.Até abrir o seu próprio salão. Sim. Ele era uma pessoa experiente mas muito desorganizada com o dinheiro. Gastava-o todo em viagens e abriu a sua própria barbearia para ter mais tempo para a música. Em determinado momento começou a investir mais na música, a comprar microfones, etc. Mas, no entanto, ele não tinha conhecimento musical, não sabia compor e não sabia ler uma pauta, uma realidade que transmites muito bem no filme.Sim, ele não tinha conhecimento musical a nível técnico, só tinha o intuito e aquele grande dom natural.
EG - Foram os Heróis do Mar, GNR e Sétima Legião que o ajudaram, certo?
João Maia - O single foi feito pelo Ricardo Camacho dos Sétima Legião e foi um sucesso instantâneo. Era inevitável fazer o primeiro álbum, Anjo da Guarda, em que Vítor Rua e Tóli César Machado, dos GNR estiveram envolvidos como arranjadores e produtores. Entretanto alguns desentendimentos levaram à saída de Vítor Rua dos GNR e as gravações foram retomadas mais tarde sob a supervisão de José Moz Carrapa. Já o segundo disco Dar e Receber foi feito pelos Heróis do Mar, uma banda que Variações gostava muito. Lembro-me de ele a cantar Povo que Lavas no Rio da Amália Rodrigues (a sua maior referência) e Estou Além na televisão. Mas antes disso ele já tinha as suas cassetes que mostrava a várias pessoas. Sim, as cassetes no fundo tinham apenas a sua voz. Ele tocava com alguns músicos amadores, que ia descobrindo, e havia cassetes que já tinham alguns arranjos musicais. Nas cassetes já se nota que,embora ele não tivesse um conhecimento musical técnico, tinha noções de ritmo e de como gostaria que as músicas ficassem como é exemplo O Corpo é que Paga. A voz era o seu instrumento e ele colocava a melodia toda com só com a voz. Algo também importante é o teu papel didático na formação de gerações mais novas que na verdade, não têm um grande conhecimento acerca de quem foi António Variações e sobre o que esta excêntrica personagem representou para a nossa cultura. Naquela época Variações fez a exceção. Sim, era uma personagem que fazia parte do mundo underground lisboeta e que só após a gravação do primeiro disco se tornou conhecida do grande público, das crianças aos idosos. Foi um sucesso, mas no entanto eu não estava à espera que tanta gente soubesse quem foi António Variações. Em algumas das zonas onde filmámos vários miúdos vinham ao nosso encontro dizendo que os avós eram fãs.
EG - E, como é que surge o ator Sérgio Praia?
João Maia - Este filme esteve em pré-produção há dez anos atrás e o Sérgio foi o primeiro ator do primeiro dia de casting, o que deixou um bocadinho em “maus lençóis” todos os outros que se seguiram. (risos). O Sérgio tem uma enorme semelhança com António. Sim, tem uma parecença muito grande e algo que prezei desde logo foi o timbre de voz. Desde o início que achei que ele podia cantar, embora o Sérgio não acreditasse, uma vez que nunca cantou na vida. Mas cantou no filme. Sim, e depois gostei muito da sua linguagem corporal, do dançar. Bom ele reunia uma série de caraterísticas que o tornaram imbatível desde a primeira hora. Na altura era um ator ainda recente e só tinha feito teatro.
EG - Como é que pensaste o filme formalmente?
João Maia - Uma das coisas que pensei desde logo foi na questão do ator principal cantar. Sempre achei que ia compor o filme e que teria peso. A ideia de alguém que passa o dia cantarolar, com uma música na cabeça, e que à noite chega a casa e não bebe, não fuma, não se droga. Esta era a base e eu nunca me quis afastar muito desta ideia. Sempre quis que fosse um filme muito simples e que desde muito cedo me perguntassem o que era o filme: “um barbeiro que queria ser cantor”.
EG - Falemos agora da cena do Trumps, uma cena particularmente impressionante não só ao nível estético, mas também ao nível de carga emocional pois afinal foi o seu primeiro concerto. Eu tive acesso a uma cassete com o concerto e pesquisei as descrições do que as pessoas disseram do concerto. Disseram que ele nunca teve verdadeiramente uma banda e que fez alguns concertos. Relacionado ainda com o Trumps, como descobriste a relação de António com Fernando Ataíde?
João Maia - Foi uma relação muito forte. Aliás até tenho uma pergunta sobre isso: o António que mente, foge e desaparece, mas que pede desculpa em simultâneo. Ele era muito solitário e tinha alguma dificuldade em ter relacionamentos. As duas únicas pessoas com que ele teve relacionamentos foram Jelle, o namorado holandês e Fernando. Quando iniciei a minha pesquisa a falar com pessoas que ele conhecia mais intimamente, todos me falavam de Jelle, Fernando Ataíde e Rosa Maria, a mulher do Ataíde depois de ele e António se terem separado. No filme apercebemo-nos de um certo trio entre António, Fernando e Rosa Maria. A Rosa fechava os olhos à relação deles, embora se apercebesse do que se passava? Mais ou menos. Ela era mais nova do que eles e apaixonou-se pelo Fernando. Os três faziam vida como se fossem familiares, iam à praia e faziam imensos programas. O António e o Fernando tinham vivido juntos uma série de anos e todos diziam que eles eram o amor da vida um do outro.
EG - No filme a história entre António e Fernando é muito forte. Como é que achas que a comunidade LGBT vai reagir ao filme?
João Maia - Acho que vai reagir muito bem. É uma história de amor muito bonita e sinto que o filme é muito comovente quando chega à parte final. Eu escrevi e reescrevi o guião várias vezes, mas há duas cenas que sempre mantive, a inicial quando ele corta a mão para sair da aldeia e as duas cenas finais.
EG - O início do filme começa com uma deslocação temporal do passado para o presente (uma analepse). Qual foi o teu objetivo?
João Maia - Achei que era importante logo no início do filme sabermos de onde é que ele vem. Importante também a forma como acaba com a digressão em que ele vai para a aldeia, onde nasceu, com o Fernando. Achei que seria muito forte filmá-lo novamente em Fiscal e desta vez a mostrá-la ao amor da sua vida.
EG - Achas que ele era inseguro?
João Maia - Sim, sim. Era seguro em algumas coisas, mas artisticamente tinha muitas inseguranças que se vêem exatamente no reportório que é muito honesto. A canção até podia correr mal, mas ele não estava a enganar ninguém.
EG - Em que cassete ou canção vês mais o António?
João Maia - No Visões Ficções.
EG - Vai agora sair um disco resultante do filme. Fala-me sobre Isso?
João Maia - Desde que percebi que havia a possibilidade de ser o ator a cantar os novos arranjos (executados por Armando Teixeira/Balla), achei que havia uma possibilidade de reinventar. O público está interessado nestes novos arranjos que Variações tinha na cabeça antes de começar a gravar, antes de ser famoso. São basicamente os arranjos do filme, mas com uma maior densidade de estúdio em músicas cantadas pelo Sérgio Praia. Vai ser editado pela Sony Music Portugal.
EG - Achas possível o ressurgimento de uma figura como António Variações?
João Maia - Possível é sempre possível. Nós fazemos o nosso destino. Portanto, alguém que ache que tem o sonho de fazer algo diferente, tem sempre essa possibilidade.
EG - Que ambições tens para o filme?
João Maia - Gostava que o filme tivesse muitos espetadores, para que as pessoas se apercebam da força de António. Ele foi muito forte, viajou imenso, tinha imenso jeito para a música. Não acho que fosse um génio, acho que era um tipo que sabia o que queria. Tinha jeito para trabalhar a melodia, as palavras, os refrões. Era uma pessoa comum, com uma sensibilidade muito grande e com um sonho para realizar. Quero muito que o filme lhe preste uma homenagem. O António foi um artista muito popular na época, e gostava que o filme fosse visto tanto pelos seus fãs como pelos mais novos. Portanto queria que a reação do público fosse transversal e gostava que tivesse alguma repercussão lá fora.
20/08/2019
PERCURSOS SONOROS | Oliveira de Azeméis
A quarta edição do festival, organizada pela Incentivo Positivo em parceria com a Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis e com o Conselho Municipal da Juventude, irá acontecer no dia 28 de Setembro, a partir das 22.00h, num dos espaços mais acarinhados da região, o Parque de La Salette.
O intuito do Percursos Sonoros continua (e continuará) a ser o mesmo: promover o património “esquecido” da cidade através da música. O Coreto, o Lago, o Miradouro do Parque, assim como a Estalagem de S. Miguel são os palcos históricos escolhidos para a constituição do percurso da edição de 2019 do festival. Cada recanto do Parque de La Salette representa um pedaço especial da cultura e memória dos oliveirenses, o que torna o estudo e a triagem dos espaços uma das maiores dificuldade sentida por parte da organização.
Quanto ao cartaz, este também já se encontra definido e promete trazer a Oliveira de Azeméis o que de melhor se faz no nosso país a nível mUsical. Com o novo álbum, "Aurora", os Sensible Soccers conduzirão o público aos recantos por descobrir da memória e da infância através dos seus ritmos vibrantes. A banda portuguesa melhor classificada da edição de 2018 do Festival Termómetro, os Gator, The Alligator, oriundos de Barcelos, prometem hipnotizar o público com as descargas elétricas em forma de ondas sonoras repletas de garage rock, sons psicadélicos e fuzz.
A dividir o espaço com a banda barcelense, vamos encontrar CelesteMariposa, que numa mudança de ritmos nos vai levar ao universo dos bailes africanos, uma viagem através do tempo desde as bases do funaná instrumental até ao áspero merengue angolano, além de Semba, Gumbé da Guiné-Bissau, Socopé de São Tomé e Príncipe e Marrabenta moçambicana.
Conta-se ainda com os Bardino, um autêntico mergulho na tranquilidade existente entre o psicadelismo antigo e a herança do rock progressivo e as suas variantes funk e jazz-fusion. Ao concluir a apresentação do cartaz, chega uma novidade internacional de peso: Martin Harley, um dos songwriters nomeado para os UK Amerivana Awards como melhor instrumentista do ano.
O Percursos Sonoros mantém-se de entrada gratuita. Apesar dos concertos terem início às 22.00h, o público vai ser convidado a chegar mais cedo através de uma programação diurna complementar para várias idades e que pretende enriquecer a experiência de quem visita o Parque de La Salette. “Queremos trazer público já durante a tarde ao Parque, para que seja retirado o maior proveito possível das suas potencialidades”, acrescenta a organização.
MIGUEL ANGELO EM CONCERTO
Em apenas 24h Miguel Angelo atuará com duas numerosas orquestras, ainda neste mês de Agosto. Ambas farão uma homenagem às suas canções, numa carreira que este ano comemora 35 anos.
A 24 de Agosto será cabeça de cartaz na Feira de Agosto em Grândola, actuando com a SMFOG (Sociedade Musical de Fraternidade Operária Grandolense – “Música Velha”), uma Filarmónica jovem que já cruzou várias gerações e a 25 de Agosto regressa à Baía de Cascais para o encerramento das Festas do Mar, onde, a convite da Câmara Municipal e da Orquestra Sinfónica de Cascais, do maestro Nicolay Lalov, se juntará aos seus antigos colegas de estrada dos Delfins e a inúmeros convidados para uma noite única.
19/08/2019
FESTIVAL DO CRATO
Está quase a chegar a 35ª edição do Festival do Crato! De 27 a 31 de Agosto (e com animação a decorrer a partir de 25 de Agosto), a histórica vila alentejana volta a ser paragem obrigatória no roteiro familiar e no dos festivaleiros e a apostar num cartaz forte e eclético, pensado para agradar ao público dos 8 aos 80.
Gipsy Kings, Gentleman, Pedro Abrunhosa, Ivete Sangalo e Gavin James encabeçam o cartaz que inclui nomes como Capitão Fausto, The Gift, Fernando Daniel, Tiago Nacarato, ProfJam, Kappa Jotta e Dillaz.
18/08/2019
CAPTAIN BOY | "Memories and Bad Photographs"
A espera terminou. Dois anos, sete meses e vinte e quatro dias depois de dar a conhecer o seu álbum de estreia, Captain Boy solta as amarras e avança em nova viagem sonora com a edição de "Memories and Bad Photographs", o segundo longa duração da carreira do músico de Guimarães, com edição agendada para 19 de Setembro.
De um álbum para o outro, há uma mudança de ponto de vista. “No disco anterior, usei a perspetiva de uma personagem fictícia. As músicas eram histórias que, por uma razão ou outra, estavam relacionadas comigo mas não eram necessariamente histórias minhas, da minha vida ou experiência pessoal. Este álbum é diferente”, explica o artista, “é totalmente baseado nas minhas memórias. Umas mais antigas, outras mais recentes, mas todas minhas.”
O álbum tem oito faixas. Cada uma parte de uma recordação. Ou, melhor, da recordação de uma recordação. “Quando olhamos para trás, a ideia com que ficamos das coisas que aconteceram raramente corresponde à realidade. As nossas memórias são versões do que aconteceu... um best of – ou worst of, dependendo das circunstâncias – daquilo que se passou e, sem nos darmos conta, as memórias vão mudando connosco e com o tempo. Há um pormenor que desvanece, que já não conseguimos precisar e deixamos esses espaços vazios à mercê da nossa imaginação. Daí as "Bad Photographs" porque as memórias não são retratos fidedignos da história mas nem por isso são menos importantes”, argumenta o artista, que irá acompanhar a edição física do álbum com uma fotografia por cada música, fotografias essas tiradas pelo dedo amador do próprio.
Novo disco é também sinónimo de nova estética. Uma mudança que se reflete no processo de composição dos temas e nas soluções encontradas para os arranjos. “Uma das decisões que tinha tomado depois de editar o álbum anterior foi a de que, num disco futuro, queria dedicar mais tempo à produção de cada música e eu próprio tocar todos os instrumentos. Por isso, neste álbum fiz a produção das músicas no meu estúdio e toquei alguns instrumentos que nunca tinha tocado, como os teclados e piano, e fiz todos os arranjos, como é caso dos solos de guitarra”.
A gravação do álbum estendeu-se ao longo de vários meses e contou com a produção de Giliano Boucinha e a colaboração de Tiago Correia na gravação das baterias e percussões. A masterização foi feita por Timothy Stollenwerk, que já trabalhou com artistas como Morphine, Kevin Morby, Chromatics e The Dandy Warhols.
Alinhamento:
01. Song to my dog
02. Rusty smiles
03. I left my shoes outside
04. Running friend
05. Carminda
06. Treehouses
07. Miss guilt
08. Balloons and melodies
BADWEATHER | “Stockholm”
A banda de rock alternativo Algarvia badweather está de regresso com um novo single, que desta vez explora o universo do pop-rock e do indie, mostrando que a banda não se cinge a etiquetas e que está disposta a abordar várias sonoridades, sem procurar uma audiência específica.
“Stockholm” é o segunda tema que a banda apresenta do seu próximo disco “Highly Contagious”, que tem lançamento previsto ainda neste mês. Este projeto foi completamente gravado e produzido pela banda e apresenta a expansão dos horizontes sónicos dos badweather, que tomam mais riscos na sua produção, por sua vez mostrando-os mais seguros e confiantes daquilo que têm para oferecer.
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