18/12/2017

FESTIVAL CORDAS NOMEADO PARA OS MELHORES NA PENÍNSULA IBÉRICA


A APORFEST - Associação Portuguesa Festivais de Música, revelou os nomeados para a 3ª edição dos Iberian Festival Awards, cuja cerimónia de entrega decorre no dia 15 de Março 2018, no Fórum Lisboa. Centenas de festivais encontram-se nas 22 categorias, e o Cordas World Music Festival volta às listas com nomeação para Best Small Festival e Best Line-Up, as duas categorias decididas pelo voto do público através de https://pt.surveymonkey.com/r/ifa2018 até Janeiro. O Festival Cordas foi ainda nomeado para Best Touristic Promotion, prémio que será escolhido por um júri internacional.

Best Small Festival: Melhor Pequeno Festival inclui festivais com menos de 1500 pessoas por dia; festivais com mais propensão para o desenvolvimento cooperativo e que envolvem a comunidade. Best Line-up tem a ver com a combinação de todos os artistas participantes e programas especiais ou únicos que permitem que os festivais sejam diferenciados da competição. Best Touristic Promotion atribui prémios para festivais que integram estratégias e sinergias de promoção que atraem visitantes e turistas a nível regional, nacional e internacional.

Recorda-se que nos prémios atribuídos em 2017 em Barcelona, o Festival Cordas ficou na lista dos TOP 10 Best New Festivals. A edição do Cordas 2017, entre concertos para o público em geral e workshops nas escolas, acolheu na Madalena, ilha do Pico, artistas de 7 países e várias regiões de Portugal, não esquecendo o destaque para a Viola da Terra dos Açores. Festival Cordas é um projeto da MiratecArts e aceita propostas de artistas para a terceira edição agendada para Setembro 2018.

DJ OVERULE | “Só Vim Para Dançar (feat. Pedro Pode)”


A comemorar 13 anos de carreira e o facto de ter sido o primeiro DJ nacional a ganhar o prestigiado prémio MTV EMA, Best Portuguese Act, Overule lança no próximo dia 21 de Dezembro o seu álbum de estreia “It’s Not Over”. Parte das receitas revertem a favor dos Bombeiros de Portugal.

“Só Vim Para Dançar” chega uma semana antes do álbum de estreia de DJ Overule. O instrumental future bass que contrasta com a suavidade das palavras de Pedro Pode (S. Pedro, doismileoito) é cantado num português expressivo, mas doce. Uma combinação improvável com os sons de inspiração mais glitch dos sintetizadores de Overule:


DARKO | "Dezembro"

"Dezembro" é o novo single de Darko - projecto a solo de Zé Manel - e o último a ser apresentado em 2017. Este tema integrará o terceiro álbum de originais do músico, o primeiro integralmente em português, com edição em 2018.

Com a participação de Leigh Nash, vocalista dos Sixpence None the Richer que se celebrizaram mundialmente através de temas como Kiss Me ou There She Goes, Dezembro presta também tributo ao pai do músico, que nos deixou a 25 de Dezembro de 2016.

VÍDEOCLIP | "Taia Taia" - Migna Mala


Os Migna Mala são uma banda Algarvia que acaba de lançar o vídeo "taia taia", que serve de avanço ao álbum "ni noderidá" que será lançado em Fevereiro de 2018.

JÚLIO PEREIRA | Agenda

17/12/2017

OBRIGADO ZÉ PEDRO


Conta-me Histórias (1985)

Outro dos veículos do saxofone de Gui, «Conta-me Histórias» surgiu pela primeira vez no álbum Cerco onde antecipa no alinhamento a entrada de «Sexo». Zé Pedro descreve «Conta-me Histórias» como «uma grande música de amor»: «não sei onde o Tim se inspirou para fazer esta letra. No nosso período punk rock, esta era a nossa balada de amor. Tinha um tom meio bluesy». É a canção que abre o duplo CD de homenagem aos Xutos & Pontapés, "XX Anos, XX Bandas", numa versão dos Clã.


RASGO | "Ecos da Selva Urbana"


"Ecos da Selva Urbana" assim se chama o disco de estreia dos RasgoApós uma aparição meteórica que teve como pontos altos a estreia da banda ao vivo no Coliseu dos Recreios com os norte americanos Slayer,a passagem pelo VOA Fest em Corroios e a festa de lançamento completamente esgotada no RCA club em Lisboa, os Rasgo são a grande surpresa de 2017 no que à musica pesada diz respeito.

Composto entre 2013 e 2017 num processo criativo longo e imune a pressões ,"Ecos da Selva Urbana"é um disco de Thrash/Crossover maduro e denso, no qual os Rasgo nos apresentam uma identidade bem vincada. Tal feito num disco de estreia só poderá ser explicado pela muita experiência dos músicos que integram o line up da banda e que lhes tem valido o estatuto de super-grupo um pouco por todo o lado.

Este primeiro trabalho dos Rasgo é composto por 10 temas carregados de energia e tem para oferecer um conteúdo lírico bem afiado e escrito na língua de Camões.

Alinhamento:

01. Eos da Selva Urbana

02. Homens ao Mar

03. Propaganda Suicida

04. Faca Romba

05. Vulgo Vulto

06. O Líder

07. Ergue a Foice

08. A Besta

09. Existe

10. Cão da Morte (versão de um tema de Mão Morta)

O disco foi produzido no Estúdio C por Pedro Ataíde e chega às mãos do público nacional via Rastilho Records. 


HEAVENWOOD | Hard Club

:PAPERCUTZ | Torres Vedras

16/12/2017

NÁDIA SCHILLING | Discurso Direto


“Above the Trees”,  é este o título do primeiro disco a solo de Nádia Schilling. Gravado ao longo de dois anos, contou com a participação de Filipe Melo (piano), João Hasselberg (baixo), Bruno Pedroso (bateria) e de convidados como a cantora brasileira Marina Vello (Bonde do Rolê, Marina Gasolina, Madrid, Las Courtney Lovers) e os guitarristas João Firmino e Mário Delgado, entre outros. "Above the Trees", é segundo a cantora «um disco melancólico que procura a beleza das coisas tristes.» Nadia Schilling, é hoje minha convidada em "Discurso Direto".

Portugal Rebelde - As músicas deste álbum foram compostas numa velha guitarra acústica após um período tumultuoso da sua vida. Podemos dizer que “Above the Trees” é um disco de memórias e um tributo?

Nádia Schilling - Sim, sem dúvida. A maior parte destas músicas surgiram após a morte inesperada da minha mãe. Como passei o ano seguinte a resolver uma série de questões burocráticas, a sensação de perda catastrófica esteve sempre presente, mas não havia tempo para lidar com ela. Não havia tempo para fazer um luto. Eventualmente os assuntos foram sendo resolvidos, mas foi apenas quando peguei ao acaso numa guitarra velha que tinha em casa, que encontrei um modo de me expressar sobre o que tinha acontecido. Surgiram então várias músicas que deram origem a este disco “Above the Trees” e que são um conjunto de memórias e histórias. O facto de ser também um tributo foi importante porque guiou todo este trabalho. Houve uma ideia sempre presente de missão. De outro modo não sei se teria chegado ao fim.

PR - Folk, rock e o Jazz, são as grandes referências musicais que encontramos neste disco?

Nádia Schilling - Sempre ouvi muita música folk, rock e jazz, por isso foi inevitável trazer as minhas “origens”, para a música que faço. Mesmo assim e embora este disco não esteja completamente encerrado num género, por ter estas influências, penso que pertença mais ao rock alternativo.

PR - Este disco conta com a participação da cantora brasileira Marina Vello e os guitarristas João Firmino e Mário delgado. Queres falar-nos um pouco destes ”encontros”?

Nádia Schilling - Foi um privilégio ter estes convidados neste disco. Surgiram os três porque durante a construção das músicas, ao falar com o João Pombeiro (que me ajudou na produção deste disco), percebíamos que uma determinada música sugeria um instrumento específico e lembrávamo-nos do músico que faria sentido para gravar esse instrumento. Conheci a Marina em 2012 através de um amigo, quando veio a Portugal tocar enquanto “Madrid”, projecto que tem com o músico e produtor Adriano Cintra (o concerto foi absolutamente incrível), e mantivémos contacto desde então. Durante as gravações do meu disco percebi que faria sentido ter uma segunda voz feminina a cantar comigo numa música chamada “Misfire” e a Marina, que tem uma voz lindíssima e um talento indiscutível, pareceu ser a pessoa ideal para todo o ambiente da música. Ela aceitou o meu convite e passados alguns meses meteu-se num avião e veio até Portugal numa viagem relâmpago, para gravar e dar um concerto (no Sabotage, em Lisboa). Já o João Firmino surgiu neste disco porque o vi tocar num concerto do João Hasselberg (que também toca neste disco), no Hot Club e gostei muito. O João Firmino é um super guitarrista, versátil e cheio de bom gosto, pelo que quando lhe mostrei as músicas e algumas ideias de guitarras e efeitos que gostava, houve empatia imediata. Quando chegou ao estúdio para gravar foi tudo muito fácil e fiquei muito contente com a participação dele neste trabalho. Em relação ao Mário Delgado (e eu nunca lhe contei isto), há muitos anos vi-o a tocar e pensei “quem me dera que um dia tocasse uma música minha”. Eu já o conhecia pessoalmente através do Filipe Melo e da Marta Hugon, dois grandes amigos. Por isso quando andava a pensar em segundas guitarras para as músicas, decidi convidá-lo a tocar dois temas que me pareciam ser para ele (fiz o convite até um pouco ansiosa e a achar que é tão ocupado que a resposta seria negativa). Mas o Mário aceitou imediatamente, embora não tivesse tempo no momento. Como a espera foi longa, fui avançando com o disco e passados muitos meses (e estando perto do fim das gravações e já praticamente conformada de que o Mário não iria gravar), recebi uma mensagem que dizia apenas: “Ainda vou a tempo?”. Fiquei muito contente. Não só veio a tempo como a gravação foi das mais especiais, porque foi como ter um sonho concretizado.

PR - Qual é o tema que melhor caracteriza o “espírito” deste "Above the Trees"?

Nádia Schilling - Penso que a “Kite” seja a música que melhor caracteriza este disco e foi por isso a escolhida como primeiro single. Há na “Kite” esse tal “espírito” que atravessa o disco: a consciência e aceitação de uma certa melancolia e a certeza de que apesar de tudo o que possa surgir, a vida vale a pena pelas coisas mais simples e bonitas.

PR - Depois da edição, há planos para levar as canções deste “Above the Trees” ao palco?

Nádia Schilling - Sim, depois da edição gostava de poder tocar este disco ao vivo, por isso neste momento estou a tentar perceber como poderão funcionar estas músicas em palco.

PR - Para terminar, numa frase como caracterizaria este disco?

Nádia Schilling - Um disco melancólico que procura a beleza das coisas tristes.



SEIS ARTISTAS PORTUGUESES NO EUROSONIC NOODERSLAG 2018


Depois de um ano de Country Focus em 2017 em que o Eurosonic Nooderslag recebeu 23 artistas portugueses e inúmeros profissionais, a indústria nacional da música continua a marcar uma forte presença num dos maiores festivais e feiras de música a nível global, com 6 artistas confirmados.

No âmbito da integração do cluster de música WHY Portugal em duas importantes redes de music export offices ao nível europeu - a EMEE - European Music Export Exchange e a rede ETEP - European Talent Exchange Programme - foi recentemente anunciado por Nuno Saraiva, Diretor Executivo da plataforma, que a partir de 2018 seria garantida a presença de, pelo menos, três artistas nacionais convidados para cada edição do Eurosonic Noordeslag, ficando a seleção final a cargo do programador do evento, Robert Meijerink e a sua equipa.

Este ano o Eurosonic Noorderslang ultrapassa as expetativas da organização da WHY Portugal e confirma o dobro da quota mínima reservada a artistas portugueses, anunciando TT Syndicate (artista sugerido pela Antena 3), Serushiô, Diron Animal, Xinobi, Omiri e Surma como artistas confirmados na edição de 2018 deste evento. As escolhas devem-se ao crescimento e afirmação de cada projeto como um novo talento da música portuguesa com potencial de internacionalização.

O Eurosonic Noorderslag terá lugar na cidade de Groeningen, Holanda, de 17 a 20 de janeiro de 2018. O evento destaca e dá a conhecer a diversidade de talento musical a toda a Europa.

MIGUEL ARAÚJO | "Meio Conto"


Depois de “1987” e “Axl Rose”, “Meio Conto” é o novo single retirado de “Giesta”, o terceiro álbum de originais de Miguel Araújo, editado em Maio deste ano.

O novo single surge passado pouco mais de um mês de Miguel Araújo ter realizado quatro concertos nos Coliseus (dois no Porto e dois em Lisboa) de apresentação do seu mais recente álbum.

A versão do single apresentada no vídeo, realizado por Paulo Bico, foi gravada ao vivo na sede do Guindalense Futebol Clube no Porto. A propósito do single e do vídeo adianta Miguel Araújo:

«"Meio Conto" é uma singela trova urbana que aproveita a toponímia de algumas coordenadas geoegráficas da cidade de Lisboa para estabelecer um paralelo com a história do presépio. Estrela, Belém, Oriente. Uma mãe Maria, um pai José e um protagonista nascido no lugar errado à hora errada.

Esta versão foi gravada ao vivo na sede do Guindalense F.C. Espero que o vídeo tenha uma enorme sucesso. Caso contrário, tudo certo, o Guindalense mantém-se como um dos mais preciosos e mais bem guardados segredos da minha cidade do Porto


OBRIGADO ZÉ PEDRO


Submissão (1989)

É uma canção ao bom e velho espírito punk cuja origem remonta mesmo aos primeiros tempos dos Xutos. É outro daqueles clássicos dos Xutos que nunca teve espaço em álbum de originais: foi editado como lado B do single «Se Me Amas» e surgiu depois em vários registos ao vivo do grupo, o que reforça a ideia de que é um «emblema» de palco do grupo. O autor revela alguns factos sobre o tema: «pensei nesta canção numa viagem de autocarro e escrevi a letra muito rápido, seguindo um pouco a temática do "Mannish Boy", do Muddy Waters. 

O riff veio do "Submission", dos Sex Pistols», admite Zé Pedro. Esta canção liga-se ainda à primeira vez que os Xutos apareceram na televisão, num programa de António Duarte. «Submissão», por causa da sua temática de combatividade adolescente, fez ainda parte da peça «Inimigos» e foi incluída como um dos lados B do single «Tu Aí», editado precisamente por causa dessa peça de Nigel Williams encenada por José Wallenstein e levada à cena no Clube Estefânia em 1990.


THE GIFT EM CONCERTO

LOOK CLOSER SESSIONS | Teatro de Vila Real

15/12/2017

THE LEGENDARY TIGERMAN | "Misfit"


A partir de hoje é possível ouvir "Misfit" na íntegra nas plataformas de streaming. Imprevisível e sempre subversivo, The Legendary Tigerman concluiu que Janeiro de 2018 é demasiado longe, trocou voltas a planos, estratégias e outros espartilhos, e antecipou a edição digital do seu sexto e muito aguardado álbum de originais para a data que entendeu: hoje. 

A edição mundial do vinil e do CD/DVD "Misfit", em parceria com a Sony Music, continua agendada para 19 de Janeiro de 2018, estando também a pré-venda de um número limitado de discos autografados disponível a partir de hoje.

"Misfit" é o primeiro álbum em que Paulo Furtado abandona o formato one man band e conta com a participação de Paulo Segadães na bateria e João Cabrita no saxofone barítono, elementos que se tornaram, primeiro, presença indispensável na digressão do anterior “True” e, finalmente, companheiros a tempo inteiro na arte e no ofício de The Legendary Tigerman.

Misfit é muito mais do que um disco de rock é O disco de rock de que estávamos a precisar e ninguém melhor do que o próprio The Legendary Tigerman para falar de cada grão de areia que o compõe.

"Misfit

Inadaptado

A person whose behaviour or attitude sets them apart from others in an uncomfortably conspicuous way.

Por vezes, para se criar algo de novo é preciso destruir as bases de tudo o que se construiu ou conheceu antes.

Misfit nasceu de um filme, Fade Into Nothing, um projecto erguido em conjunto com o Pedro Maia e a Rita Lino, um road movie em Super8, filmado em 15 dias entre Los Angeles e Death Valley, a viagem de um homem que procura transformar-se em nada, um homem chamado Misfit.

Conceptualmente, não queria apenas escrever mais um disco, queria que estas canções nascessem na estrada, influenciadas por tudo o que ia vendo e sentindo na viagem. Forcei-me a escrever este disco inspirado no olhar deste homem, mas também sob a influência da estrada americana, do deserto e de dezenas de personagens com que me cruzei. A estrada é muitas vezes suja, perigosa, excitante, inspiradora, há que estar alerta.

As canções foram escritas em diferentes quartos de motel ao longo do caminho, no final de longos dias de rodagem, quase sempre em estado de exaustão e entre o sono e o sonho, de um modo instintivo e compulsivo.

O diário de Misfit é, por outro lado, escrito todos os dias, de manhã. As letras cruzam-se com o texto do filme, e muitas vezes há pistas cruzadas entre ambos. Um pouco mais de informação que é dada, apenas a quem a procura.

A primeira viagem para a rodagem de Fade Into Nothing é feita em Maio de 2016, e 7 meses depois, em Dezembro, estou de volta ao deserto de Joshua Tree e ao Rancho de La Luna, desta vez acompanhado do Paulo Segadães e do João Cabrita.

A escolha do Rancho de La Luna, de Dave Catching, é fundamental no processo de gravação, não só pela localização mas também por todos os instrumentos que lá existem, assim como o facto de estarmos isolados numa pequena localidade onde nada se passa, com o foco a 100% no estúdio e nas canções. E pelo Dave, claro, uma presença apaziguadora e inspiradora, que muitas noites cozinha deliciosos pratos de inspiração Tex-Mex enquanto nos conta histórias de Rock n’ Roll.

Esse lado mais intimista do Rancho é uma das coisas que nos deixa mais à vontade, porque o estúdio não é mais do que uma casa no deserto, a mesa de mistura está na sala que está colada à cozinha, os amplificadores de guitarra estão no quarto do Dave, a bateria numa sala entre a cozinha e o quarto, o cheiro da comida ao lume a espalhar-se pelas divisões, amplificadores no jardim e o vento a passar nos microfones.

Fomos encontrando a sonoridade de Misfit, única, algures entre a parede de som dos Ramones e bandas sonoras de filmes de terror italianos dos anos 70, recorrendo a 5 amps diferentes para amplificar as minhas guitarras, a bateria forte do Paulo Segadães, o saxofone barítono do João Cabrita, grave e poderoso, misturados com instrumentos que encontrámos no Rancho, teclados orquestradores italianos vintage, uma auto-harp, um piano vertical, entre outros.

Em Fevereiro de 2017 levei tudo isto para Paris, onde o Johnny Hostile (Savages, John & Jehn), co-produtor do disco, começou as misturas. Ele foi, sem qualquer dúvida, uma parte fundamental desta equação ruidosa, e a sua opinião e ideias foram quase sempre certeiros.

Não queria, de modo algum, um disco que soasse a Rock'n'Roll do século passado, ou a algo que já tivesse ouvido, e a visão fresca e nova do Johnny sobre a minha música julgo que, de facto, conseguiu alcançar isso.

O Johnny sugeriu que escolhêssemos John Davis (que misturou Born to Die, de Lana Del Rey, ou Adore Life, das Savages, entre muitos outros) e acertou na muche, a masterização é tremenda.

Estou muito orgulhoso deste disco, de todo este projeto, e espero que ele vos apaixone tanto quanto a mim." (Paulo Furtado, a.k.a The Legendary Tigerman.)


OBRIGADO ZÉ PEDRO


Esta Cidade (1987)

Conta com um poema de João Gentil, um poeta que Zé Pedro descreve como «maldito» e «underground». «Lembro-me de o ver a recitar os seus poemas ácidos com o [Jorge] Palma a acompanhá-lo à guitarra. Foi ele que sugeriu que eu lesse algumas coisas que ele escreveu e escolhesse um poema para os Xutos. O Tim adorou-o e tratou de fazer a canção». O arranjo é invulgar, mais atmosférico, deixando as palavras no centro da ação. Jorge Palma, juntamente com Flak, abordou essa canção no tributo aos Xutos XX Anos, XX Bandas.


RICHIE CAMPBELL | "Lisboa"


Richie Campbell vai revelar aos fãs no próximo dia 21 de Dezembro a nova mixtape "Lisboa". O artista vai apresentar em primeira-mão dia 02 de Fevereiro o seu novo registo de originais com um concerto em nome próprio na Altice Arena. A primeira parte do concerto está a cargo do luso-americano Mishlawi.

Lá atrás em 2016 “Do You No Wrong”, a música portuguesa mais tocada nas rádios e single de platina, marcou o início de um novo ciclo na carreira do artista português. Seguiram-se “Heaven”, single de ouro, e “Midnight in Lisbon, já em 2017, todos eles com suporte visual na plataforma digital YouTube.

Todos os videoclips foram filmados em Lisboa, a cidade que o viu crescer como artista e a quem presta tributo atribuindo-lhe o título deste novo projeto, uma mixtape toda ela composta e gravada em Lisboa com Lhast, um dos produtores portugueses em maior ascensão.

“A multi culturalidade da Lisboa moderna é a grande responsável pela diversidade de sonoridades na minha música, cresci a ir a festas de Reggae e Dancehall, a ouvir mornas na rua, afro-beats em discotecas, ou antes disso ainda, a ouvir R&B e HipHop na escola” Richie Campbell

A mistura do dancehall jamaicano com o R&B estão bem patentes em “Lisboa” e caracterizam o momento actual do artista, que depois de “Focused” e “In the 876” volta às sonoridades da sua primeira mixtape, “My Path”.

No passado dia 28 de Novembro, o artista disponibilizou mais um tema no seu canal de Youtube, “Water” com a participação de Slow J e Lhast, sendo este mais um dos singles já avançados da mixtape que já conta com mais de 1 milhão de vizualições no Youtube.

A mixtape será disponibilizada dia 21 de Dezembro apenas em formato digital, nas plataformas Youtube, Spotify, Apple Music, Itunes, etc.


VIA | "Não Te Mereço"


Nasceu no Porto e chama-se Elvira Brito e Faro, mas todos a tratam por Via. No ano de 2017 a convite do reconhecido Miguel Araújo, abriu alguns dos seus concertos, passando por salas em todo o país, tais como, Casa das Artes em Famalicão, Centro Cultural Olga Cadaval, Casino de Tróia, Centro Cultural de Viana do Castelo, Convento de S. Francisco em Coimbra, entre outras onde teve a possibilidade de mostrar o que melhor faz.

Produzido por Diogo Brito e Faro e João Só, “Não Te Mereço” é o primeiro tema a estrear na rádio portuguesa apresentado por Via, e que fará parte do seu disco de estreia. “Feita de Ferro”, outro dos temas que estará no disco, faz parte da banda sonora da nova novela da TVI “Jogo Duplo”.

Escrevi esta canção sobre uma das características que sempre ouvi muito dizer que as mulheres possuem: falar de mais. Nesta história tento brincar com essa situação contando as aventuras de uma rapariga insegura que procura, incansavelmente e mostrando sempre a sua naturalidade, alguém que possa vir a gostar e ser correspondida. 

Marca uma sessão de cinema em que a sua preocupação é não se entusiasmar para não cair na tentação de falar continuamente. Marca um almoço que é rejeitado. De seguida oferece uma bebida já confiante da sua personalidade.

Mostra que mesmo sabendo dos defeitos que tem não deixa de lutar por aquilo que quer. Assume e segue em frente. Falar de mais não é necessariamente negativo, é característico.”


SALVADOR SOBRAL | "Excuse Me Ao Vivo"


Está disponível, a partir de hoje, um novo disco de Salvador Sobral"Excuse Me ao Vivo" revisita alguns temas do disco de estreia, desta feita com a liberdade do palco, sem tempo contado, vivendo de uma crescente criatividade em cada canção e dando espaço a cada músico para um diálogo que se podia desejar interminável.

As canções escolhidas para este registo discográfico têm por base a intensa digressão de "Excuse Me" que viajou de norte a sul do país perante um público generoso que esgotou salas para escutar Salvador Sobral.

"Ready For Love Again", "Nem Eu" ou "Nada Que Esperar" são temas que constituem a narrativa do disco, que se encerra com um emotivo registo do 'encore' do concerto nos Jardins do Casino Estoril a que Salvador Sobral chamou de "Até Já".

Não falta no disco uma versão jazzística, das muitas que a banda experimentou, de "Amar Pelos Dois" com a presença constante das vozes de sala cheia. Os diálogos com o público, os solos dos músicos que são conversas felizes entre os quatro que partilham o palco (os amigos André Rosinha, Júlio Resende e Bruno Pedroso), as canções que já todos conhecem mas que calam numa escuta quase sagrada, fazem deste um disco para memória futura e para que se possa voltar sempre ao encosto das emoções que não se repetem.

Alinhamento:

01. Change

02. Nada que esperar

03. Excuse me

04. Nem eu

05. Something real

06. Amar pelos dois

07. Ready for love again

08. Ay amor

09. Até já (encore)

ANA MOURA & MIGUEL ARAÚJO | Casino Lisboa


A noite do Réveillon é uma daquelas em que ficar em casa não é opção. Há que festejar o ano que passou e dar as boas-vindas a 365 dias novinhos em folha!

No Casino Lisboa os festejos começam às 21.00h com duas propostas capazes de satisfazer todos os gostos: Arena Lounge e Restaurante Beltejo. A animação é comum e tem Ana Moura em concerto. A seu lado, um convidado muito especial, Miguel Araújo.

+ Info:

FIRST BREATH AFTER COMA + SURMA | Leiria


14/12/2017

ANTÓNIO PIRES | Parabéns Portugal Rebelde!


A primeira vez que escrevi sobre o Portugal Rebelde, de António Manuel Almeida, foi em Maio de 2010 – num texto para o jornal i, onde na altura assinava uma coluna semanal -, não tanto acerca do blog com esse nome mas a propósito da edição da colectânea “Portugal Rebelde”, sucedâneo natural do blog mas também do programa de rádio com o mesmo nome que era transmitido na Douro FM. Nessa prosa exaltava o feito dizia, entre outras coisas, que esse disco tomava “o pulso a muita da música poruguesa actual e é um espelho perfeito de como a nossa música, em 2010 (ou só um bocadinho antes), está a viver um ano de ouro! Em ‘Portugal Rebelde’, o disco, ouve-se um novo tema dos veteranos Trabalhadores do Comércio mas tudo o resto é de grupos e artistas bastante recentes, muitos deles a cantar em português - Diabo na Cruz, Os Golpes, Os Tornados, Márcia, Ludo, Feromona - e também, e muito bem, em inglês - A Jigsaw, Minta, Noiserv, Partisan Seed - ou, no caso do instrumental de M-Pex, a levar a guitarra portuguesa e o fado para um futuro radioso”.

E, acrescentava, que esta “edição, feita fora das esferas habituais da indústria discográfica - majors ou independentes - e com o apoio de estruturas locais” era “mais um belo exemplo de amor à música portuguesa e a quem a faz. Devia haver mais discos assim”. Na altura, em plena fase de franca expansão de blogues sobre tudo e mais alguma coisa, nomeadamente de música, não me preocupei muito em enaltecer, paralelamente, o (imenso e excelente) trabalho que já então, e desde há alguns anos, o António Manuel realizava no blog Portugal Rebelde. Já o acompanhava religiosamente, não só como amante de música mas também como jornalista de música e autor de um outro blog – o entretanto falecido Raízes & Antenas -, e desde o início que o PR se tornou, para mim, uma fonte imprescindível e permanente de notícias (e entrevistas e…) hiper-actualizadas e que, na minha óptica pessoal, tinha as balizas certas: toda a música portuguesa e de todos os géneros musicais (se exceptuarmos duas fronteiras que, se não me engano, nunca raramente foram ultrapassadas: a música erudita e, no outro lado do espectro, o chamado pimba).

Trabalho de amor e de dedicação – tal como, citando outros exemplos, A Trompa de Rui Dinis, as Crónicas da Terra de Luís Rei, o Santos da Casa de Fausto da Silva, o Juramento Sem Bandeira de Vítor Junqueira ou A Certeza da Música de João Nuno Silva -, absolutamente independente de estruturas externas e um outro exemplo de uma actividade não remunerada que sobrevive (e também falo por mim) à custa daquilo que, cada vez mais, nos move a quase todos: o prazer que temos em tirar o celofane do último CD que recebemos na caixa do correio – quando os promotores os enviam – ou em ir assistir a um concerto ou a um festival sem ter que pagar bilhete e, ainda por cima, ter uns rissóis e umas mines fresquinhas à espera numa sala que diz “imprensa”. Todos os dias, quando ligo o computador, vou ao gmail e tenho logo vários lembretes de novas matérias no blog Portugal Rebelde (ou no seu Google+) e é lá que fico imediatamente a par de muita da música que está a ser criada no nosso país. É um serviço imenso e absolutamente inestimável. Devia haver mais blogues assim (ou então nem vale a pena, porque já está tudo no Portugal Rebelde).

                                                                                  António Pires

PS: Desde há um ano e meio estou a dirigir um jornal online chamado O Fado & Outras Músicas do Mundo, que para além de textos próprios partilha também matérias publicados originalmente noutros meios. O Portugal Rebelde é, claro, um deles… o que muito nos orgulha.

VÍDEOCLIP | "Caminho Certo" - Ela Vaz


"Caminho Certo" é o novo videoclip do disco de estreia de Ela Vaz. O Vídeo foi filmado na Ilha dos Puxadoiros, em Aveiro e tem realização de Nuno Barbosa.

MANEL CRUZ | Hard Club


Manel Cruz está de regresso com um novo disco a editar na primavera de 2018. "Ainda Não Acabei" e "Beija Flor" são os primeiros temas lançados e já têm vídeos disponíveis.

Em 2017 Manel Cruz fez uma digressão que termina esta sexta-feira, 15 de Dezembro, no Hard Club, no Porto, e que passou também recentemente por Lisboa, com um concerto no Teatro Tivoli BBVA, inserido no Vodafone Mexefest. Os últimos bilhetes para o concerto no Hard Club estão à venda nos locais habituais.

Manel Cruz afirmou-se nas últimas décadas como uma das maiores referências da música portuguesa, integrando agora o roaster de agenciamento da Sons Em Trânsito.

OBRIGADO ZÉ PEDRO


N'América (1987)

É outro dos temas que Circo de Feras ofereceu ao cancioneiro mais celebrado dos Xutos & Pontapés. Com letra de Zé Pedro, a canção é como o próprio confessa, «muito inspirada no sonho americano»: «o Kalu sonhava com ir para a América, tínhamos um amigo no início dos Xutos que foi e costumávamos falar nisso. O tema tem esse espírito, do "cá não se consegue nada e lá fora é que as coisas estão ao nosso alcance"».


MANUEL FÚRIA E OS NÁUFRAGOS CELEBRAM QUADRA NATALÍCIA COM SINGLE INÉDITO E CONCERTO NO MUSICBOX


Manuel Fúria e os Náufragos encerram o ano com a edição de um single inédito, “Quem foi que se esqueceu do Natal” e um Grande Concerto de Natal, dia 23 de Dezembro, no Musicbox, em Lisboa, com convidados especiais e a interpretação de repertório internacional. Os bilhetes estão à venda nos locais habituais e em bol.pt.

“Quem foi que se esqueceu do Natal” celebra a quadra festiva e está disponível, a partir de hoje, em todas as plataformas de streaming e para venda. O tema conta com a participação de João Cabrita no saxofone.

Luís Severo é o primeiro convidado especial a ser anunciado para a noite de Natal de Manuel Fúria e os Náufragos, no Musicbox, que vai contar com vários convidados, numa celebração desta quadra com paz e amor.

Recorde-se que Manuel Fúria e os Náufragos editaram este ano“Viva Fúria”, o mais recente disco de originais, aclamado pela imprensa nacional e apresentado numa digressão por todo o país, passando ainda por alguns dos maiores festivais portugueses como o Super Bock Super Rock, Bons Sons e Festival F.

CASABRANCA | "Nova Ordem"


Há Nova Ordem na Casabranca, que é como quem diz que há nova música de Casabranca. "Nova Ordem" é o segundo single do projecto de música electrónica de Tiago Brito e sucede a "Estudo do Meio", editado em Maio deste ano.

Este novo single está a partir de hoje, disponível nas habituais plataformas digitais de música.

LINDA MARTINI VS. TIGERMAN | Coliseu dos recreios

VÍTOR BACALHAU | "Cosmic Attraction"

13/12/2017

OBRIGADO ZÉ PEDRO


1º de Agosto (1984)

Hino de férias para uma geração, «1º de Agosto» é um tema que os Xutos & Pontapés nunca editaram em versão de estúdio, mas que aparece em vários registos ao vivo, a começar na compilação da Dansa do Som de 1984, no álbum 1º de Agosto no Rock Rendez Vous (gravado em 1986, mas só editado em 2000) e ainda no triplo álbum Ao Vivo, lançado em 1988. «É amanhã dia 1 de Agosto / E tudo em Mim é um fogo posto», cantava Tim.


MIRROR PEOPLE | Porto Best Of


É já esta quinta-feira que Mirror People, projeto a solo de Rui Maia, marca presença no “Porto Best Of”, no Teatro Rivoli, e vai contar com uma convidada especial, Emmy Curl, que se juntará para interpretar alguns temas.

A artista move-se pelo ambiente eletrónico com uma voz etérea e dócil, com raiz no norte interior de Portugal e absorvida pelo movimento de uma grande cidade.

Mirror People será o segundo a atuar numa noite que conta com a presença de Holy Nothing e Reporter Estrábico.

“O TEMPO” DE MARCO RODRIGUES, ULTRAPASSA 1 MILHÃO DE VISUALIZAÇÕES


O vídeo do mais recente single de Marco Rodrigues, “O Tempo”, retirado do novo álbum Copo Meio Cheio”, ultrapassou 1 milhão de visualizações no YouTube/VEVO. O vídeo foi realizado por Marcos Cosmos e o tema foi escrito e composto por Diogo Piçarra, tendo a canção sido escolhida como um dos temas principais da nova telenovela da TVI, “A Herdeira”.

Esta é mais uma conquista num ano repleto de sucessos para o fadista, que no final deste ano apresentou as novas canções de “Copo Meio Cheio” em vários palcos internacionais, desde o Festival Caixa Fado em Benguela e Luanda (Angola), à Rússia ou Letónia.

Em Portugal, a tour do novo disco teve inicio no palco principal do Festival Caixa Alfama, e se prepara para percorrer o país. A crítica não se tem poupado nos elogios a esta nova aventura de Marco Rodrigues. 

A revista Time Out Lisboa deu 4 estrelas ao disco e escreveu: “O quinto disco de Marco Rodrigues revela um artista plenamente seguro de si, capaz de ignorar todas as fronteiras e ficar à vontade na mesma.” 

Em “Copo Meio Cheio”, Marco Rodrigues desafiou uma série de novos compositores e letristas da música pop nacional como: Diogo Piçarra, Guilherme Alface e João Direitinho, dois membros dos ÁTOA que compuseram o primeiro single “Fado do Cobarde”, Carlão, Luísa Sobral, Capicua, Agir, Pedro da Silva Martins (Deolinda), Tiago Pais Dias e Marisa Liz (Amor Electro), ou Boss AC.

Com produção de Tiago Machado, “Copo Meio Cheio” não é um disco de fado, não é um disco de pop, é um disco de Marco Rodrigues , onde a sua identidade e a sua incrível capacidade interpretativa se encontram mais definidas do que nunca.

Próximos concertos:

19 de Dezembro - Teatro Pax Júlia, Beja

03 de Fevereiro - Centro Cultural e de Congressos, Caldas da Rainha

17 de Fevereiro - Auditório Municipal, Barreiro

CRISTINA BRANCO ENCERRA TOUR "MENINA" EM VISEU


Viseu (16 de Dezembro) é a última paragem da tour de “Menina”, álbum de Cristina Branco lançado em 2016 e que lhe valeu o Prémio SPA de Melhor Disco e uma nomeação para os Globos de Ouro na categoria de Melhor Intérprete Individual.

“Menina” representa um marco na carreira da artista, não só pelo reconhecimento da crítica nacional e internacional, mas também pelo trabalho que esta desenvolveu com novos compositores de várias latitudes da música portuguesa. O disco foi apresentado em Portugal e em países como França, Holanda e Dinamarca em perto de uma centena de concertos.

Em 2018 Cristina Branco prepara-se para lançar “Branco”. Este será um novo ponto de partida para a cantora, uma página em branco onde se desenham novas imagens e sonoridades, com arranjos dos músicos Luís Figueiredo (piano), Bernardo Moreira (baixo) e Bernardo Couto (guitarra portuguesa). 

Com este novo disco há uma nova tour que começa já no início do próximo ano na Alemanha, sendo as primeiras apresentações em Portugal em Bragança (22 de Fevereiro), Ílhavo (23 de Fevereiro), Braga (24 de Fevereiro), Lisboa (15 de Maio) e Porto (23 de Maio).

ELLA NOR | "Bang"


Ella Nor disponibiliza finalmente o seu novo single, “Bang”. Há várias semanas, desde que a versão original do tema (em inglês) começou a tocar na novela “A Herdeira” da TVI, que o tema tem sido alvo de forte procura. Pois bem, a espera está a terminar. As duas versões de “Bang”, uma em inglês e outra em português, estão disponíveis a partir de hoje no youtube e nas restantes plataformas digitais até ao fim do ano. 

A versão em português, adaptada do original em inglês com a colaboração de Carolina Deslandes, é o tema-genérico da nova novela da estação de Queluz “Jogo Duplo”. “Bang”, sucede ao single “Shake It”, editado no passado dia 27 de Outubro.

Ella Nor, nascida Leonor Andrade (nome com o qual ficou conhecida pela suas participações no The Voice Portugal e no Festival da Canção), desde muito cedo que tem uma ligação muito estreia com a música. 

Com apenas 4 anos de idade já tinha aulas de piano, que manteve durante vários anos na expectativa que viria a ser pianista clássica. Esse seu desejo terminou quando descobre o enorme prazer que é compor e cantar as suas músicas. Dois talentos que esta cantora/ compositora de apenas 23 anos de idade tem desenvolvido nos últimos anos.

Com uma energia e um carisma invulgares, Ella Nor é certamente uma das mais talentosas artistas da nova geração da música portuguesa.

MAGASESSIONS COM JOÃO LOBO

SAMUEL ÚRIA | Tondela

12/12/2017

GONÇALO TAVARES | Discurso Direto


"Gonçalo Tavares ao Piano", é este o título do novo  trabalho de Gonçalo Tavares. O novo álbum é composto por dezassete temas, incluindo cinco duetos com convidados muito especiais: José Cid, Luis Represas, André Sardet, assim como Sofia Afonso e Maria Carlota (dois nomes a decorar), retratando bem a ligação de Gonçalo Tavares com o seu piano e sintetizadores. Hoje em "Discurso Direto" é meu convidado Gonçalo Tavares.

Portugal Rebelde - No press release deste disco, Nuno Miguel Guedes diz que é uma “espécie de despertador de emoções”. Põe o coração em tudo que escreve e canta?

Gonçalo Tavares - Escrever canções desperta em mim emoções de pura felicidade. Posso ter uma pequena ideia de um inicio de um tema novo e quando o começo a desenvolver sinto que tudo se compõe e faz sentido e isso cria uma sensação em mim de total liberdade. Ponho em cada canção tudo o que tenho e não concebo escrever de outra maneira porque estou a construir a minha carreira e isso não se pode fazer de outra forma senão com verdade e Coração.

PR - De que é que nos falam as canções deste disco?

Gonçalo Tavares - Os meus poemas falam sempre de historias passadas ou imaginadas mas são quadros musicais que pinto.. Por ex no Tema "Um verão em Lisboa" digo que dormi num banco de um jardim e efectivamente nunca dormi, mas imaginei isso de uma forma muito real porque muitas das coisas que escrevo já se passaram algures e neste tema é como se naquele verão em Lisboa tudo aquilo tivesse acontecido.

PR - Este novo disco é composto por dezassete temas, incluindo cinco duetos com convidados muito especiais: José Cid, Luís Represas, André Sardet entre outros. Quer falar-nos um pouco destes “encontros”?

Gonçalo Tavares - São 5 duetos, 3 deles com nomes que já fizeram enorme historia na musica Portuguesa e os outros dois com a Sofia Afonso e a Maria Carlota que têm uma capacidade de interpretação verdadeiramente chocante pela positiva. A forma como tudo correu com os duetos foi muito natural e como produtor do álbum, escolhi as musicas certas para as vozes certas de tal forma que não me parece que algum dos duetos pudesse ser trocado. Os duetos estão muito bons e as interpretações do Luís, do André e do Zé estão brutais.

PR - Este disco vem acompanhado com um DVD de um concerto seu ao Vivo. Que memórias guarda deste concerto?

Gonçalo Tavares - Durante o verão passado gravei 3 concertos inteiros ao vivo porque a ideia era colocar o melhor deles no álbum e este foi de todos o mais pequeno mas o mais intimista e também onde tocamos melhor. Quis publicar um concerto verdadeiro, livre de truques ou de correcções em estúdio porque me parece que o mais importante é transparecer a verdade da musica e dos músicos. Guardo sempre memorias dos concertos, de pormenores musicais, de sensações fantásticas no palco, do publico e de passagens muito cómicas que por vezes nos acontecem. Em breve este DVD estará no youtube

PR - Para terminar, sente-se mais um cantor de estúdio ou de “palco”?

Gonçalo Tavares - Sem duvida de palco, é aí que consigo libertar-me totalmente e dar emoção total ás canções. Acabo os concertos derretido em suor e repara que 75% do concerto estou sentado ao piano.. A verdade é que a energia flui de uma maneira que não consigo explicar, acho que é o publico que me provoca uma emoção de querer dar tudo o que tenho para dar naquele momento. Quem vê os meus concertos sabe do que estou a falar.




OBRIGADO ZÉ PEDRO


Há Qualquer Coisa (2001)

«Há qualquer coisa que se esconde em ti / Que me seduz e dá cabo de mim / E eu não sei, nunca sei bem o que é», canta Tim em «Há Qualquer Coisa», canção que tem uma espécie de chamada de resposta entre o vocalista e o resto da banda, o que lhe dá um tom festivo bem à medida das celebrações de palco.


TREMOR 2018 | Primeiros Nomes


Já há datas e nomes para a edição 2018 do Tremor. Dead Combo, Altın Gün, Lone Taxidermist, The Parkinsons e We Sea compõem o primeiro lote de artistas a marcarem presença na ilha de São Miguel, Açores, entre os dias 20 e 24 de Março. 

À quinta edição, o Tremor reforça assim a sua posição como palco por excelência para a experiência musical no centro do Atlântico, com um cartaz que voltará a desenhar uma programação interdisciplinar de concertos surpresa em locais inesperados da ilha, espectáculos e interacções na paisagem, laboratórios, pensamento e reflexão, arte nas ruas e residências artísticas.

Os bilhetes early-bird, limitados a 100 unidades e disponíveis até ao Natal, estão à venda na bilheteira online, Fnac, Worten e nos locais habituais por 25 euros, estando já perto de esgotar. Finda a pré-venda, os bilhetes estarão disponíveis por 35 euros.

O Tremor é uma co-produção da Lovers & Lollypops, Yuzin e António Pedro Lopes e anunciará mais nomes e outros detalhes sobre a programação final nas próximas semanas.

FILIPE CABEÇADAS | "White Bird"


Filipe Cabeçadas reúne-se com músicos amigos de longa data para uma versão de “White Bird”, tema celebrizado em 1969 pelos It´s A Beautiful Day.

Sendo Dezembro um mês especial, onde se celebra a família e os sentimentos que nos unem, surgiu a ideia de reunir-me de amigos músicos algarvios - com os quais tenho cumplicidade ou aventuras passadas em comum - e tocarmos algo em conjunto. Assim, com o Vitor Bacalhau, o Nuno Campos dos oLUDO, o Nanook e o grande João Ruano juntou-se este Algarvers Pack, exclusivamente para esta sessão no Boxer Studios, em S. Brás de Alportel. 

"White Bird" foi a primeira música que ouvi em miúdo que me gerou sentimentos mistos de felicidade ora tristeza, de paz ora revolta, acabando por se tornar um dos temas basilares da minha identidade musical. Desta forma, decidi prestar-lhe uma humilde homenagem com esta versão.” (Filipe Cabeçadas)

Filipe Cabeçadas é um e muitos em simultâneo: compositor, multi-instrumentista e produtor farense.
Como músico, participou em diversas bandas, todas com o seu mérito e tempo. O seu percurso musical começa em meados de 1997. O resultado de uma rebeldia pura, baseada nalguma dificuldade na afirmação e interação social.

Estuda no Conservatório de Música, enquanto forma os Mindlock e compõe sobre a revolta interior e o inconformismo ao som do metal. Junta-se a outras bandas algarvias de rock independente, tais como: Melomeno-Rítmica, oLUDO e os Nome. Grava discos, aprende a filosofia das covers e dos bares, e colabora como freelancer com múltiplos artistas.

Por entre os anos, surgem as amizades, viagens e vidas cruzadas que trilham uma forma de estar despreocupada, mas atenta. Um olhar humilde, mas crítico dos tempos. O 1º single “Bring Back The Man” estreado em Setembro de 2017 surgiu como cartão de apresentação do primeiro álbum a solo “XXI”, a editar em 2018.


ORELHA NEGRA | Hard Club


2016 marcou o regresso dos Orelha Negra à estrada e a estreia aconteceu em Lisboa, no grande auditório do CCB, a 16.1.16, com lotação esgotada.

Este espetáculo foi o mote para a digressão de 2016 que passou pelos principais festivais e eventos do país na qual foram apresentadas músicas inéditas que integram agora o mais recente disco da banda, Orelha Negra, lançado em setembro de 2017. O novo disco conquistou o primeiro lugar do top nacional de vendas, durante duas semanas, na sua estreia marcando a história recente da banda com mais um sucesso.

O espetáculo que Orelha Negra apresentam no Hard Club, (Porto) no dia 16 de Dezembro, acontece no âmbito da celebração dos 20 anos desta marca emblemática que veio do outro lado do rio, para o Mercado Ferreira Borges. Recebeu milhares de concertos e artistas e centenas de milhares de espetadores e celebra agora com os fãs, a comunidade e os demais o caminho que começou em 1997.

O alinhamento deste concerto integra muitos dos novos temas de Orelha Negra e ainda alguns dos dois primeiros álbuns, não faltando os medleys surpreendentes aos quais a banda já nos habituou. Os sons que Sam the Kid, Dj Cruzfader, Francisco Rebelo, João Gomes e Fred produzem juntos são envolventes, mas ouvi-los e vê-los ao vivo, é um prazer verdadeiramente misterioso.

Os Orelha Negra prometem um ritmado e envolvente reencontro com o público do Porto neste regresso muito aguardado. Os bilhetes encontram-se à venda na Ticketline e nos locais habituais.

RÉVEILLON MATERNIDADE/MUSA


Luís Severo; Filipe Sambado; Vaiapraia e as Rainhas do Baile; Calcutá; Jasmim; Ninaz; April Marmara; Lucía Vives; Aurora Pinho; Hércules; Callaz; Smuggla (DJ Set) e Telma (DJ Set).

A Maternidade junta a turma completa para celebrar o révellion que se aproxima. Na companhia dos amigos e do público que fizeram de 2017 um ano para não esquecer, promete abrir a porta a 2018 com muitas canções, um leque de boa cerveja e, claro, o indispensável champanhe. A festa será dividida em dois actos, separados pela meia noite. 

O primeiro, destinado aos mais pontuais, será mais intimista e servirá como catarse às tristezas do velho ano. O segundo, já depois das doze badaladas, promete festa de arromba. Todos os artistas tocarão em ambos os actos, à excepção dos encarregues dos gira-discos. 

A festa acontece no coração da zona oriental de Lisboa, na Fábrica Musa, em Marvila. Depois de tantos anos esquecido e entregue a si próprio, este pedaço bem alfacinha é agora sinónimo de frescura e tranquilidade, destacando-se pela positiva de uma Lisboa afastada do seu coração.


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