10/05/2007

PLÁSTICA | DISCURSO DIRECTO

Os Plástica preparam-se para apresentar ao vivo pela primeira vez o seu 3º álbum de originais "Kaleidoscope". O Portugal Rebelde esteve à conversa com Miguel Fonseca para conhecer melhor este disco e os projectos da banda.
Portugal Rebelde - "Kaleidoscope" é o álbum que sonharam um dia gravar?
Miguel Fonseca - Masaki Liu – Produtor dos Black Rebel Motorcycle Club foi uma ajuda evidente neste disco. Ficá-mos muito contentes com o resultado final e a sua colaboração marcou sem dúvida a sonoridade de “Kaleidoscope”. Neste momento sentimo-nos livres de pressões editoriais e “Kaleidoscope” é o disco que reflete a imagem da liberdade que hoje sentimos em fazer música. É sem dúvida o nosso melhor disco. Quanto ao sonhar... esse será sempre o próximo.
P.R. - "Kaleidoscope" sugere-nos uma Pop Psicadélica, feita em Portugal a pensar no mundo?
M.F. - O psicadelismo faz parte do nosso background e da nossa cultura musical enquanto músicos e ouvintes atentos do que se fazia nos anos 60, 70 e 90, e isso reflecte-se no presente - na nossa maneira de ser e na nossa música.
P.R. - "Lisbon Boys" é o retrato fiel da noite lisboeta?
M.F. - O tema “The Lisbon Boys” é uma visão pessoal e algo crítica da noite Lisboeta. Fala dos comportamentos, dos hábitos, dos vícios, dos sítios e das vivências dos jovens que frequentam a noite. É tudo retratado numa atmosfera de glam tal como a própria noite sugere e como a sonoridade da música ilustra também... convidámos para participar na gravação desta música o ilustre Phil Mendrix (O lendário guitarrista Português) para dar um pouco do seu toque pessoal, e os Shout – coro de gospel para dar a sonoridade que pertendiamos a este tema.
P.R. - O mercado Espanhol continua a ser uma forte aposta para a banda?
M.F. - Existe no mercado Espanhol um circuito Indie muito forte e suportado por uma indústria bem organizada e com as condições que não temos cá em Portugal. É o ambiente perfeito para a sonoridade dos Plastica, foi talvez por isso que tivemos tão boa aceitação por lá. Temos todo o apoio e liberdade de criação possível da nossa editora o que nunca antes saboreámos com a EMI. Conseguimos então mostrar o que realmente podemos fazer como músicos e criadores e a grande aceitação por parte do público e dos media espanhois são o fruto disso. Foi agora editado “Kaleidoscope” em Espanha, está a correr optimamente bem. Estamos a ter ainda melhor aceitação do que com o “The Red Light Undergroud”, talvez por já conhecerem lá o nosso som... por isso o futuro é promissor. Sentimos também nesse aspecto um certo pioneirismo ,porque neste momento vemos algumas bandas a tentarem seguir o nosso exemplo e não é á toa que a nossa editora Espanhola recebe muitas demos de bandas Portuguesas.
P.R. - O que podemos esperar dos Plástica nos concertos de apresentação de "Kaleidoscope"?
M.F. - Básicamente os Plastica irão fazer ao vivo uma espécie de passagem de modelos das novas músicas de “Kaleidoscope” - serão as festas de apresentação do novo disco para os media, convidados, e para quem quiser comparecer.. dia 17 de maio no musicbox em lisboa e no dia 8 de junho nos maus hábitos no porto.
P.R. - Numa frase, como caracterizam "Kaleidoscope".
M.F. - Um caleidoscópio de 13 canções numa “trip” psicadélica de 69 minutos.

Sem comentários:

/>