Os Diabo a Sete apareceram nos inícios de 2003 em Coimbra e formaram-se a partir da vontade de tocar e reinventar a música portuguesa de raiz tradicional.
Para os Diabo a Sete "os ritmos e melodias que tocamos e que ouvimos por todo o país, seja em recolhas seja no labor musical de outros grupos, não são meros ecos de um passado mumificado.
Traduzem, isso sim, uma forma de interpretar a riqueza musical do nosso país, feita de permanências, esquecimentos e cruzamentos fecundos com outras culturas.
Se o lustro que habitamos é aquilo a que se convencionou chamar de música tradicional, não o fazemos, contudo, com o intuito de recuperar uma pretensa “pureza perdida” ou de tratar em termos de rigor “científico” as sonoridades e os instrumentos.
Transportamos ritmos e sons já outrora esboçados, mas com o intuito de fazê-los reviver, através das nossas experiências e do prazer que sentimos em tocar.
É com estes ingredientes que pretendemos agitar um caldeirão antigo e de lá extrair algo de novo."
"Parainfernália" (Açor/Megamúsica -2007)
Ouvir alguns sons
1 comentário:
Tenho os livros gastos
Sem ter lido.
As palavras descoloridas
Na tentativa
Dum poema...
Uma flauta pastoril
Apascenta ternuras nos meus olhos
E regatos breves, puros, transparentes
Saltam-me pelos socalcos do rosto.
Eu sou rincão de penedos infrutíferos,
Que ao pastor serve de miradouro.
Eu estou sobranceiro à Natureza
E bebo o vento que me assalta os setidos.
E quando o leitor de cd's se cala
E esborracho a vista no concreto da paisagem,
Bebo um copo em honra dos Diabo a Sete
E coloco Parainfernália no altar das almas sós
Para deixar de me sentir sózinho.
in "Inacabado" por yodleri
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