"Quem conhece a Feromona sabe-a frenética. É por isso com alguma surpresa que se escuta pela primeira vez estas 12 canções. Só à quarta faixa é que o pedal de distorção se pisa. Continuamos a falar do Barata e dos manos Armés? Certamente.
O ouvinte, esse adversário vitalício da música moderna. A Feromona é nocturna: não se trata de agrilhoar as palavras do Diego Armés à referência óbvia das bebidas brancas e do sexo intermitente.
Trata-se de libertá-la da nitidez solar que se exige a quem tem algo de construtivo a dizer. Aqui há gemidos, queixas e quase ameaças. A Feromona não vai tornar este mundo melhor. Ainda bem.
E depois há a questão do power trio. Ainda agora acabaram os anos 90. Céus. Escapará a Feromona ao complexo-Nirvana? A toada é de esperança. Digamo-lo com toda a convicção: a Feromona é a única banda a manusear com dignidade os restos mortais do grunge e do roque-alternativo (paz às suas almas).
Avisem a vasta congregação Ornatosvioletina que a liturgia mudou.Por último vale a pena dizer Lisboa. Há Lisboa neste disco. Há o elegante pé-direito da mansarda Barata, há a dicção irrepreensível do Diego e há o lustro branco dos pratos do Marco.
A contraposição perfeita à treva sinuosa de "Uma Vida A Direito". A Feromona confirma que Deus também sabe escrever torto em linhas rectas". (Tiago Guillul)
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