20/07/2008

FESTIVAL MÚSICAS DO MUNDO | Sines

Hoje o destaque vai para a presença dos portugueses Danças Ocultas, a partir das 21.30h no palco FMM.
Inventada no séc. XIX, a concertina (ou acordeão diatónico) já foi um instrumento popular.
Era o preferido dos emigrantes, uma vez que produzindo notas diferentes nos dois movimentos das teclas conseguia ser mais pequeno e, logo, mais portátil e barato que o acordeão normal.
Com o tempo, porém, este haveria por fazer impor o seu maior leque de recursos e remeter a velha concertina para o esquecimento.
Em 1989, Artur Fernandes, um professor de Águeda, decide fazê-la renascer com três dos seus alunos: Filipe Ricardo, Filipe Cal e Francisco Miguel.
Músicos de formação erudita, operam uma completa reinvenção da concertina, criando até uma nova, a concertina-baixo, para reforçar a paleta de graves.
Nos três álbuns gravados pelo grupo, ouve-se tradição transformada, respirações clássicas e repertório original, onde se explora os diálogos em quarteto de um instrumento normalmente tocado a solo.
Entre a melancolia e desgarradas de grande fulgor rítmico, o espectáculo de Porto Covo verá as Danças Ocultas com uma nova apresentação em palco e terá um sistema audiovisual interactivo especialmente concebido para o FMM.

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