"O disco de estreia dos Guta Naki tem barulhos da agulha a riscar o vinil, tem ecos piores do que os de um livro, tem pchh pchh que irritam e uma voz capaz de abarcar o céu e o inferno num só fôlego." O Portugal Rebelde, esteve à conversa com Cátia Pereira, a voz do projecto Guta Naki, e revelha-lhe agora em "Discurso Directo" a "colecção de fotografias", que são os 11 temas do disco de estreia da banda.
Portugal Rebelde - Antes de mais, quem são os Guta Naki?
Cátia Pereira - Antes de mais, a Guta é a gata da Cátia e a Naki é a falecida, mas sempre nomeada, cadela do Nuno. Depois é a banda da Cátia, do Nuno e do Dinis, que se conheceram no liceu, e são amigos. Há dias que gostam de fazer música juntos. Há outros dias que gostam menos, mas fazem à mesma.
PR - "Novo Mundo", é o single de apresentação do vosso álbum de estreia. É este o tema, que melhor define a música dos Guta Naki?
CP - Não, acho que nenhuma música define melhor, pensámos em lançar todas ao mesmo tempo como 1º single, mas não dava. Daria azo a muitas questões burocráticas e técnicas que não conseguimos contornar.
PR - Numa frase apenas - ou duas - como caracterizarias o primeiro disco dos Guta Naki?
CP - Numa frase? O disco vai nu. Em duas? Uma colecção de fotografias. Mais uma? Um jogo bastante perigoso de apanhar um peixe com as mãos.
PR - Que sensações esperas que as pessoas retirem da audição deste disco?
CP - Espero que fiquem com uma sensação de fome. E sensação de dedo a carregar no repeat.
PR - No próximo dia 16 de Dezembro vão apresentar no Nimas, em Lisboa este disco. O que pode esperar o público deste concerto de apresentação?
CP - Na entrada do Nimas podem esperar ver um homem ao piano e uma mulher a tomar banho. Quanto ao concerto é ir que vão gostar, se não gostarem depois podem falar mal.
PR - Como vai ser o futuro próximo da banda?
CP - O futuro próximo vai ser dar concertos, fazer músicas novas e terminar o site - www.gutanaki.com - (por enquanto está lá o Super Mario, mas em breve estará um site que não quer ser site mas é). E outras coisas, que de certeza nos vão apetecer mas ainda não sabemos o que são.
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