Por uma vez, escrever "destino’" "alma" e "verdade" sem medo de exageros ou lugares-comuns quando se fala de fado. Cuca Roseta, começa agora a escrever o seu "fado", um Fado, que canta a cada dia, a cada momento com paixão. O Portugal Rebelde, esteve à conversa com Cuca Roseta, e desvenda-lhe agora em "Discusro Direto", a música, que conta a verdade de quem a interpreta.
Portugal Rebelde - Depois de uma primeira "aventura" pela Pop dos Toranja, como é que o fado invadiu a sua vida?
Cuca Roseta - É muito engraçado!Foi mesmo isso que aconteceu. Eu estive nos Toranja, sempre cantei como um hobby, mas com o Fado, houve uma ligação gigante, que me fez querer cantá-lo para a vida.
PR - É verdade, que este seu primeiro disco em nome próprio resulta de um encontro fortuito com o músico, compositor e produtor argentino Gustavo Santaolalla?
PR - É verdade, que este seu primeiro disco em nome próprio resulta de um encontro fortuito com o músico, compositor e produtor argentino Gustavo Santaolalla?
CR - Foi uma grande sorte na minha vida ou um "destino". O Gustavo Santaolalla é um dos músicos mais premiados no mundo, já ganhou dois óscares; é um talento incrível.É uma emoção enorme para a música do nosso país.
PR - O resultado deste seu primeiro disco é uma colecção de temas que, dos mais clássicos como "Rua do Capelão" ou "Marcha de Santo António", até aos musicados como "Porque Voltas De Que Lei" (letra de Amália Rodrigues), tem ainda a mais-valia de nos apresentar uma fadista dona das suas próprias palavras, como acontece em "Homem Português" ou "Nos Teus Braços". Quer falar-nos um pouco desta sua faceta?
PR - O resultado deste seu primeiro disco é uma colecção de temas que, dos mais clássicos como "Rua do Capelão" ou "Marcha de Santo António", até aos musicados como "Porque Voltas De Que Lei" (letra de Amália Rodrigues), tem ainda a mais-valia de nos apresentar uma fadista dona das suas próprias palavras, como acontece em "Homem Português" ou "Nos Teus Braços". Quer falar-nos um pouco desta sua faceta?
CR - Eu quis que o meu álbum fosse diversificado, que tivesse fado tradicional. Neste trabalho tenho o "Fado Menor", que é o mais tradicional e também o meu preferido entre os fados tradicionais. Tenho músicas, que a Amália cantava e depois tenho fados criados por mim, um deles com música e letra de minha autoria. Quis que assim fosse, porque o fado é a música que conta a verdade de quem o interpreta.
PR - O disco chegou ao mercado nacional no passado dia 21 de Março. Que expectativas tem em relação à aceitação deste trabalho?
CR - Eu nunca penso muito nisso. O mais importante de tudo no fado é a paixão, que existe em cantá-lo a cada dia, a cada momento. Não fico muito a pensar naquilo que vai acontecer. Tenho um caminho para fazer lá fora também. Quero cantar e levar a nossa música e a nossa cultura para além da língua e das fronteiras
PR - Numa frase - ou talvez duas - como caracterizaria este seu disco de estreia?
PR - Numa frase - ou talvez duas - como caracterizaria este seu disco de estreia?
CR - Eu diria, que é um disco muito puro, muito enraizado. Se lhe desse uma cor, eu diria que era branco.
PR - Para Terminar, podemos dizer, que este primeiro trabalho, em nome próprio, resume a história de alguém que sempre acreditou numa vontade maior do que ela - e soube esperar?
PR - Para Terminar, podemos dizer, que este primeiro trabalho, em nome próprio, resume a história de alguém que sempre acreditou numa vontade maior do que ela - e soube esperar?
CR - Eu sempre cantei como hobby, queria ser psicóloga e conclui a minha licenciatura. Durante estes anos fora aparecendo várias propostas e eu dizia sempre que não! Até que um dia, acabou por aparecer uma pessoa extraordinária, um talento, com quem pude trabalhar, como é o caso do Gustavo Santaolalla.

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