02/04/2011

PORTUGAL ACÚSTICO | Discurso Direto

Hoje em "Discurso Direto", destaque para o projecto Portugal Acústico. Portugal Acústico reúne alguns dos melhores temas da Pop nacional, despidos da sua roupagem inicial e apresentados com arranjos inéditos no formato acústico. O Portugal Rebelde, esteve recentemente à conversa com António Côrte-Real, um dos autores do Portugal Acústico, que em "Discurso Directo" põe em evidência o melhor da Pop nacional.

Rebelde - Antes de mais, como é que nasceu a ideia do projecto Portugal Acústico?
 
António Côrte-Real - A ideia partiu da nossa editora, a Sony Music. Queriam investir numa banda acústica que regravasse em versões acústicas uma série de clássicos da MMP. Sabiam que eu estava a adorar a experiência de tocar em formato acústico o concerto dos UHF e que o Ricardo Soler queria finalmente lançar-se num projecto. Vieram ter connosco, falámos e fomos para a sala de ensaios. Foi muito simples e fácil pois houve química entre nós e quando isso acontece tudo flui naturalmente.
  
PR - A quem se ficou a dever a escolha das 10 canções que compõem este disco?
 
ACR - Sobretudo a mim e ao Ricardo. A Sony deu algumas sugestões. Tinhamos uma lista inicial de vinte temas, trabalhámos em doze e gravámos dez para o disco.
  
PR - Qual foi a grande preocupação para que este trabalho não soasse a "dejá vu"?
 
ACR - Explorar a beleza melódica de cada uma das canções, e criar o conceito "à maneira do Portugal Acústico" para assim tocarmos canções de que gostamos à nossa maneira. Um pouco como fazem o Joe Cocker ou o Rod Stewart que tocam sobretudo clássicos mas sempre à maneira deles.
  
PR - Numa frase apenas - ou duas - como caracterizarias este "Portugal Acústico"?
 
ACR - Somos cinco músicos que gostamos muito daquilo que fazemos e encontramos no Portugal Acústico uma forma de homenagem a grandes compositores da MMP.
  
PR - Depois do disco, vamos ter a oportunidade de ouvir as canções deste registo  no palco?
 
ACR - Já começámos a tocar ao vivo. Passámos pelos palcos das lojas Fnac espalhadas pelo país e já estamos a tocar no circuito de auditórios. O primeiro foi no Auditório da Malaposta em Odivelas onde demos um concerto memorável, as pessoas estavam emocionadas, cantavam as canções todas e reagiram muito bem às canções que estreámos ao vivo e que não estavam no disco. António Variações, Heróis do Mar ou Rui Veloso são alguns dos artistas revisitados.
  
PR - Qual é a canção deste disco, que particularmente te "toca"?
 
ACR - Escolher uma não é fácil porque todas elas nos tocam ou não estariam lá mas, talvez o primeiro single "Se Te Amo" um original dos Quinta do Bill, o Ricardo gosta muito de "Quando se Perde Alguém" dos Santos e Pecadores. "À Minha Maneira" dos Xutos e Pontapés e "Amanhã é sempre Longe Demais" dos Rádio Macau têm arranjos muito bons, na minha opinião.
  
PR - Para terminar, a Pop nacional está de boa saúde e recomenda-se?

ACR - Claro que sim, há muita música, músicos e compositores bons em Portugal. Não é uma vida fácil e é preciso gostar-se mesmo muito para dedicarmos tudo a isto, mas quem disse que devia ser fácil?

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