O
novo conceito de Financiamento Colectivo, ou Crowdfunding como é
conhecido internacionalmente, está a afirmar-se rapidamente como uma
resposta inovadora à questão do financiamento às artes.
Artistas como
Amanda Palmer, nos EUA, ou Primitive Reason e Mazgani em Portugal,
conseguiram angariar com sucesso as somas requeridas nas suas
respectivas campanhas. Palmer quebrou até todos os recordes angariando
mais de um milhão de dólares no site Kickstarter; os Primitive Reason
ultrapassaram o valor previsto de 3000 €, angariando 118% dessa soma.
Mas ambos estes artistas são já nomes estabelecidos, com longos anos de
carreira e muitos fãs.
O
caso de Samuel Velho é diferente: para um artista no início de
carreira, sem ter ainda uma base de fãs estabelecida sobre a qual se
possa construir um projecto de Crowdfunding, o processo é um desafio
obviamente maior.
Poderá esta campanha de Samuel Velho ser a verdadeira
prova dos nove do processo em si, no que toca à angariação colectiva? A
resposta está na colaboração e divulgação de todos, em Portugal e não
só, e será revelada dia 10 de Agosto.
Samuel
propõe recompensas para todos os apoiantes (CDs, t-shirts, concertos
privados, etc). As recompensas são entregues consoante o apoio. Por
exemplo, apoiando com 10 €, recebe-se imediatamente o EP “Ante-Estreia” e
efectua-se uma pré-compra do álbum “Fractais”. Para além disso, todos
os apoiantes terão o seu nome no álbum de Samuel Velho.
Esta iniciativa conta já com vários apoiantes, mas são precisos mais para a concretizar. Se, até 10 de Agosto, não se atingir
o objectivo total, todos os apoiantes recebem o seu dinheiro de
volta. Esse é, aliás, o conceito do Crowdfunding: se o objectivo não for
atingido os apoiantes não perdem nada.
Para
além de cada contribuição, se cada apoiante angariar mais pessoas, e se
cada uma dessas convidar outras tantas, o objectivo concretiza-se de
forma exponencial. Para além de ser essa a verdadeira força do
Crowdfunding, é também uma boa representação de um fractal: uma reprodução múltipla de si própria.

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