28/08/2012

REY BRANDÃO | Discurso Direto


Habituado a desafiar as leis do Rock´n´roll desde muito cedo, Rey Brandão está de regresso aos discos com "Ponto de Partida", um álbum que "apaga e esquece o passado e olha em frente de novo e mais uma vez", porque o "sonho" de ser "Rey" do Rock´n´roll continua bem presente.

Portugal Rebelde - ”Ponto de Partida” é o recomeço de uma nova vida para o Rey Brandão?

Rey Brandão - Sem dúvida, depois de tantos percalços musicais que atravessei, há finalmente uma continuidade e estabilidade na carreira,  um novo nome que acho super apelativo, novas ideias, novos sons e novas experiências tanto musicais como pessoais, “Ponto de Partida” é tudo isso, um novo arranque com mais maturidade.

PR - De que é que nos falam as canções deste disco?

Rey Brandão - Já referi algumas vezes que nunca foi o meu prato forte fazer as letras, mas a nível de pop-music nunca foi também necessário grandes dotes líricos, o mais simples até resulta quase sempre melhor, como tal falo sempre de coisas muito objetivas, a nível social procuro dar alguma voz á indignação coletiva perante o futuro, nunca aprofundando demasiado os temas pois não vale a pena apontar a culpa a ninguém, mas os fenómenos sociais acontecem e estão aí e é isso que me inspira, outras canções falam de tudo que respeita à nossa existência, amores e desamores,e é curioso notar que com a idade a  avançar e olhando para os filhos sentimos uma forte noção de que uma força superior nos controla e nos dá  sentimentos e emoções nunca antes sentidos, e isso também é muito inspirador.

PR - Numa frase apenas – ou talvez duas - como caracterizarias este “Ponto de Partida”?

Rey Brandão - Apaga e esquece o passado e olha em frente de novo e mais uma vez. Depois da experiência, há ordem nas ideias e uma certeza objetiva.

PR - “Desempregado” foi o single escolhido para apresentação deste trabalho. É este o tema que melhor define o espírito do disco?

Rey Brandão - Não, de forma alguma, pois é um tema vs de “Escravos do Estado” e os dois em conjunto formam uma dualidade antisocial muito pacífica e isolada do resto do disco, completamente à parte. Curiosamente pensava que seria este o “hit”, e enganei-me completamente, nem consigo perceber qual o motivo do desinteresse em relação ao tema pois é muito atual e cada vez mais real, mas algo correu mal, e se calhar foi tudo imaginação minha pensar que era uma grande tirada fazer uma homenagem àquele estatuto do “desempregado” e ser solidário, mas até ao momento não houve  o feedback  esperado, pode até ser uma questão de tempo, quem sabe? Parece que “Delírio Total” e “ Como um pássaro azul” estão a ser  mais bem recebidos pela critica musical em geral.

PR - Depois do disco, vamos ter a oportunidade de “saborear” as canções deste álbum no palco?

Rey Brandão - Recomendo verem-me ao vivo, não irão esquecer aquela hora e meia de rock português de originais com muita adrenalina, 7 músicas deste álbum, 4 do anterior, 2 covers (um dos Stones), e 4 inéditos já para o próximo álbum em estreia absoluta. Acreditem, quem gosta de rock português e procura a mudança vai gostar de Rey Brandão e a sua Power Band, tenho a certeza pela experiência de pessoas que assistiram e andam ansiosas por mais concertos.

PR - Depois de uma vida dedicada à música, ainda sonhas ser o “Rey” do Rock'n'roll português?

Rey Brandão - Alguém tem de o ser! E se o Pai (Rui Veloso) e a Mãe (José Cid) do Rock já existem, eu nunca poderia ter outro estatuto. (risos) Só se vive uma vez e cada dia da nossa vida é um “Ponto de Partida”. Grande abraço e espero encontrar-vos todos nos meus concertos algum dia!

2 comentários:

Agente Artista disse...

Parabéns por divulgarem a banda de rock com imensas potencialidades no panorama musical português

Rodrigo Martins disse...

Quando se gosta, a musica cada vez é melhor. Parabéns. Fortunato Martins. Lisboa.

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