04/10/2019

CAPTAIN BOY | Discurso Direto


A espera terminou. Dois anos, sete meses e vinte e quatro dias depois de dar a conhecer o seu álbum de estreia, Captain Boy solta as amarras e avança em nova viagem sonora com a edição de "Memories and Bad Photographs", o segundo longa duração da carreira do músico de Guimarães. Novo disco é também sinónimo de nova estética. Uma mudança que se reflete no processo de composição dos temas e nas soluções encontradas para os arranjos. Hoje em "Discurso Direto" é meu convidado Captain Boy.

Portugal Rebelde - Que memórias são estas que traz para este segundo disco, “Memories and Bad Photographs"?

Captain Boy - Este disco é inspirado sobretudo por momentos que me marcaram. São memórias pessoais, de diversas fases da minha vida e todas elas têm em comum a saudade. Penso que é este o elemento que está implícito em todas elas.

PR - As oito canções do disco partem todas de uma recordação?

Captain Boy - Sim, todas elas são uma recordação e uma viagem até ao momento da memória. Fiz alguma meditação no processo de desenvolvimento do rascunho do disco, onde apontava todas as memórias que me vinham à ideia. No final escolhi aquelas que, de alguma forma, precisava de exprimir.

PR - Este disco é também sinónimo de uma nova estética?

Captain Boy - A nova estética foi o resultado do processo de composição deste disco. Nos discos anteriores usava personagens fictícios. Este novo trabalho nasceu com a necessidade de exprimir um lado mais pessoal. Comecei por criar o conceito do disco: “Memories” para as memórias que me inspiraram e “Bad Photographs” porque cada música é acompanhada por uma polaroid tirada por mim para aproximar quem ouve do momento a que a música se refere. Como não sou fotógrafo achei por bem que fossem más fotografias (risos). Compus o álbum todo sozinho, bem como os arranjos e letras e só a partir daí comecei a trabalhar com o produtor do álbum, Giliano Boucinha. No final, enviei o trabalho para os Estados Unidos, onde o Timothy Stollenwerk fez a masterização. O Timothy trabalhou com artistas que são uma grande inspiração para mim, como é o caso dos Morphine. Por isso, acho que todo este processo levou inevitavelmente a uma nova estética.

PR - Numa frase como caracterizaria este novo disco?

Captain Boy - Penso que é um disco denso, com o lado ferrugento que gosto habitualmente, um pouco moldado pela melodia da saudade.

PR - As canções deste disco vão ser apresentadas hoje na Fábrica Braço de Prata, em Lisboa. O que é que o público pode esperar deste concerto?

Captain Boy - Na preparação dos espectáculos deste disco tentei ter em atenção que a experiência do álbum continuasse em palco, por isso fiz arranjos diferentes quando toco em formato duo, como é o caso destes concertos, em que vou levar o Giliano comigo. Terei também elementos novos em palco, luzes e outras surpresas.


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