A linha do tempo interessa para Fernando Cunha sobretudo porque lhe guia a história,
porque o orienta num caminho que continua a fazer-se de canções, de encontros com
o público, de discos e concertos. Com os Delfins, primeiro, com a Resistência, depois,
e ainda com os Ar de Rock mostrou ser jogador de equipa, integrando coletivos que
alcançaram justo sucesso, lugares de destaque na história e os aplausos de milhares e
milhares que os seguiram de norte a sul do país e além fronteiras. A todas essas
conquistas, o guitarrista, produtor, compositor e cantor acrescenta ainda uma carreira
a solo que agora atinge a séria marca dos 25 anos. O trabalho que acaba de lançar – "A Linha do Tempo - Ao Vivo em Lisboa" – celebra esse
quarto de século de canções em nome próprio. Gravado ao vivo em concerto no
Teatro Maria Matos, a 13 de Abril de 2022. Fernando Cunha é hoje meu convidado em "Discurso Direto".
Portugal Rebelde - "A linha do tempo - Ao vivo em Lisboa" é um disco de celebração?
Fernando Cunha - Sim, na medida em que a edição deste CD ao vivo em Lisboa, foi a primeira iniciativa deste ano para celebrar os 25 anos da edição do meu primeiro disco a solo o “ Invisível” que saiu em 1998. Foi gravado no Teatro Maria Matos a 13 de abril de 2022 e foi o concerto de lançamento do meu último álbum de estúdio a “ A Linha do Tempo”, contou com todos os convidados que participaram nesse disco e tocamos todos os temas do álbum ( exceto o tema “ jogo Viciado”) mais alguns temas dos meus outros álbuns a solo e também temas dos Delfins da minha coautoria.
PR - 13 de Abril de 2022, Teatro Maria Matos, Lisboa. Este momento ficará gravado para sempre na linha do tempo?
Fernando Cunha - Sim, sem dúvida, pois assinala um momento único e muito importante na minha carreira, é o meu primeiro cd ao vivo editado em nome próprio, onde tive o privilégio de ter em palco pela primeira vez a tocar bateria comigo o meu filho Francisco de 19 anos e também a cantora Maria Leon, mãe do Francisco e minha mulher e também todos os músicos da minha banda mais os cantores convidados Olavo Bilac ( Santos e Pecadores/ Resistência), Paulo Costa ( Ritual Tejo), Diogo Campos ( Ar de Rock) e o Pedro Joia na guitarra clássica e João Pedro Pimenta no piano.
PR - No tema "Final Feliz canta: "Mas sabes / Que o caminho / Por onde vais / É o momento que tens agora / E nada mais". Nesta linha do tempo que orienta o seu caminho, é o presente que mais importa?
Fernando Cunha - O presente é para mim sem dúvida o mais importante para poder desfrutar da vida em pleno, pois quando não estamos focados e atentos ao que fazemos no presente o tempo passa a correr e há muitas coisas que tendem a passar por nós sem que demos por isso até ser tarde demais. Na linha do tempo de uma vida, por vezes o passado tem um peso acumulado de que nos precisamos de libertar para seguir em frente e por outro lado se pensamos demasiado no futuro, é provável que se sofra por antecipação por problemas que podem nem sequer vir a acontecer.
PR - A par de uma carreira a solo, continua a integrar coletivos como os Delfins, Resistência e Ar de Rock. Trabalhar em equipa continua a ser um desafio?
Fernando Cunha - Trabalhar em equipa é sempre um desafio e em simultâneo uma aventura e um privilégio de que eu gosto muito e considero imprescindível na forma com vivo a música. É uma experiência muito boa e sempre renovada quando toco com os músicos das minhas bandas sejam os Delfins, a Resistência o Ar de Rock ou os Invisíveis,( a banda que me acompanha a solo), pois partilhar um palco ou uma gravação com essa malta é algo de mágico e único em cada um destes coletivos.
PR - No dia 17 de Agosto apresenta o seu concerto de celebração dos 25 anos de carreira a solo no Festival Sol da Caparica. O que é que o público pode esperar deste concerto?
Fernando Cunha - Podem esperar um concerto muito especial, uma viagem no tempo, onde irei tocar um “super” alinhamento que vai incluir os melhores temas dos meus discos a solo juntamente com temas dos Delfins , Resistência e Ar de Rock, e que vai contar com todos os convidados que participaram no meu cd ao vivo, o Olavo Bilac ( Santos e Pecadores/ Resistência), Paulo Costa ( Ritual Tejo), Diogo Campos ( Ar de Rock) , a Maria Leon (Ravel/ Ar de Rock)) o Pedro Joia na guitarra clássica, João Pedro Pimenta no piano e ainda o Rui Pregal da Cunha cantor dos Heróis do Mar. Vai ser épico!

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