"Vinho" é o último lançamento do cantor e compositor luso-brasileiro Jay Mezo antes do tão aguardado álbum de estreia "Só, Tão".
O artista de canções como "Tudo O Que Lá Vai Um Dia Volta" e "Funk Triste" apresenta agora esta que é, para si, “uma nova Bossa Nova”, que traz as suas raízes brasileiras na sonoridade, nos ritmos e funde com a portugalidade das palavras e do bom vinho.
Esta nova faixa reflete a sua identidade artística singular: uma fusão arrojada entre a tradição da bossa nova, os ritmos urbanos do Hip-Hop e a sensibilidade melódica do Pop contemporâneo.
O resultado é uma Bossa moderna, pessoal e absolutamente única.
Neste novo tema, o artista resgata o espírito contemplativo da Bossa Nova e apresenta-o com uma nova roupagem: beats urbanos, arranjos minimalistas e uma poética que se dirige à realidade emocional do presente, marcada pela migração, pela sensação de não-pertença e pelas cicatrizes invisíveis de quem vive entre geografias e identidades. A canção conta com produção de b-mywingz e letra do próprio artista.
"Vinho" entra no corpo, desta vez, como metáfora de um estado entre extremos, sem que o seu efeito seja físico, mas apenas sonoro e emocional. Os extremos abordados enaltecem dor e alívio, presença e ausência. É uma canção despida, ou melhor, vestida de vulnerabilidade de quem se encontra entre fronteiras físicas e emocionais.
“No fundo desse mar estou eu / No fundo desse mar tão frio / Confundo os imorais com os meus / E afundo nesse mar vazio”
Mais à frente, a metáfora do mar transforma-se em imagem de exílio emocional: “Eu bebo vinho pra ficar mais cá / Eu bebo vinho pra ficar mais claro / Eu bebo vinho pra ficar machucado / Eu bebo vinho pra ficar mais cá”.
“É como se as feridas encontrassem abrigo, ou quase-cura, em forma de canção” afirma o cantor.
Com raízes no Brasil e em Portugal, Jay Mezo destaca-se como uma das vozes mais singulares da nova música lusófona.
A estética cruza sotaques, géneros e emoções com naturalidade, aliando a introspeção urbana portuguesa ao lirismo da tradição brasileira. A sua obra rompe fronteiras estilísticas, com influências que vão do R&B ao funk triste, passando pelo spoken word e pela música popular brasileira.

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