15/04/2014

BANG BANG ROMANCE | Discurso Direto


Bang Bang Romance é a mais recente "viagem" sonora de um grupo de ilustres desconhecidos portuenses. O projecto começou a ganhar forma quando, em Setembro de 2011, Paulo Carmona (ex-Red Batôn Juice, Space Ivy ou The Control) juntou a si 4 músicos experientes. O resultado é uma aventura musical ora rápida, ora lenta, ora melodramática, ora romântica, ora macabra, ora suave, ora dantesca. Uma viagem por vários territórios: ruelas escuras e retorcidas, histórias épico-trágico-frágeis, protagonistas duvidosos, tascas fumarentas e convidativas até ao deserto escaldante e impiedoso. Palavras à parte, Bang Bang Romance é para serem "ouvistos" e, mais que tudo, sentidos no seu EP de estreia, que agora chega às lojas.

Portugal Rebelde - Antes de mais, como é que esta “empreitada sonora”, que dá pelo nome Bang Bang Romance, começou a ganhar forma?

Bang Bang Romance - Este projecto começou com a insatisfação que o mentor do projecto sentia enquanto membro de outros projectos. Havia muita vontade em fazer algo de novo e não ter a má sensação de ser mais um ou de não ter nada de interessante e consistente para mostrar. Como havia ideias, esboços, algumas canções e letras, era só procurar os músicos ideais para o efeito. Foi conseguido com alguma persistência e alguma sorte à mistura. Paulo Carmona juntou a si: Miguel Trix, Alexandre de Cunha Pinto, Edys da Silva. Depois seguiu-se António Martins e mais tarde em substituição deste último, Diogo Mourão. Como desde o início houve sintonia de ideias e objectivos e a criatividade era notória música a música tudo indiciava o que ia acontecer. E aconteceu - Bang Bang Romance

PR - De que é que nos falam as canções deste primeiro registo?

BBR - Falam de personagens quotidianas, de amor, desamor, boémios, Vira-latas, Bonnie&Clyde, crimes de faca e alguidar, beijos roubados, dor de corno, revoluções, crítica social, conspiração, serenatas ao luar, poetas incompreendidos, sonhos e aventuras, mas tudo com grande Glamour, originalidade e boa disposição.

PR - Em termos musicais, quais são as influências que esta “Señorita Confusa” foi beber?

BBR - Este tema é inspirado em ritmos e ambientes latinos. O lado mais subversivo e insolente vem da mistura desses mesmos ambientes com a irreverência do Rock'n'Roll que gostamos de usar em todas as nossas receitas.

PR - ”Señorita Confusa”, foi a canção escolhida para apresentar este EP. Esta é a melhor porta de entrada para descobrir as canções dos Bang Bang Romance?

BBR - Não. É apenas uma das múltiplas portas. Todas elas dão para caminhos e encruzilhadas em que se misturam umas nas outras, mas que no final têm sempre a marca: Bang Bang Romance. Talvez porque o nosso som é caracterizado pela não obediência a conceitos, estilos e cliches. Já existem demasiadas regras a que temos de obedecer nas nossas vivências. Neste projecto não à rédeas nem freios. Desde que nos divirta e nos dê gozo tocar, tudo bem.

PR - Numa frase apenas – ou talvez duas – como caracterizarias este EP?

BBR - Este EP é um esboço muito bem conseguido de um todo que só se consegue atingir na plenitude quando se escuta várias vezes em casa e depois se complementa ao ver os Bang Bang Romance em palco. É muito mais do que assistir a um simples concerto. São todos diferentes e é sempre uma festa.

PR - Para terminar, por onde passa o futuro próximo dos Bang Bang Romance?

BBR - Passa por onde nos deixarem voar. O céu é o limite. E venha daí esse horizonte com a máxima dimensão possível. 

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