12/11/2021

SAL | Discurso Direto


O disco de estreia dos SAL, “Passo Forte” foi editado a 29 de Outubro. O álbum foi preparado durante o último ano e meio e revela um som poderoso que transporta o ADN dos seus elementos: uma banda rock com uma sonoridade requintada que mistura as raízes da música tradicional com um lado mais eletrónico e contemporâneo. Ou não fosse ela formada pelos experientes Sérgio Pires (voz e braguesa), João Pinheiro (bateria), Daniel Mestre (guitarras) e João Gil (baixo), todos ex-Diabos na Cruz, e Vicente Santos (teclas). O espetáculo de apresentação de “Passo Forte” terá lugar no dia 16 de Novembro às 21.00h no Teatro Maria Matos em Lisboa. Os SAL são hoje meus convidados em "Discurso Direto".

Portugal Rebelde - Os SAL assumem-se como uma banda rock com uma sonoridade que mistura as raízes da música tradicional com um lado mais eletrónico e contemporâneo? 

SAL - Os SAL são, sem dúvida, uma banda de rock onde a influência da música tradicional está bem vincada, no entanto cada um de nós é influenciado por diversas outras bandas e daí muitas sonoridades virão, eletrónico, contemporâneo, até jazz e clássico, é a soma de tudo que faz SAL ser o que é. 

PR - “Passo Forte” foi preparado durante o último ano e meio. A pandemia influenciou de alguma forma o resultado final deste disco? 

SAL - A pandemia mudou o mundo, dizer que não influenciou seria mentira. Durante este ano e meio cada um de nós foi reagindo de forma diferente a esta tão grande mudança mundial. Felizmente nos SAL houve quem encontrasse a resposta no trabalho, na dedicação à música e à banda e os que encontraram essa resposta puxaram por quem estava mais perdido e, felizmente, todos nós encontrámos o nosso lugar e o disco finalizou-se. O resultado e a história que conta é enorme, mas fácil de compreender para quem der atenção às letras. 

PR - No press release deste disco, Pedro Moreira Dias escreveu que “há sangue, suor e lágrimas nas letras de SAL”. É mesmo assim? 

SAL - Sim, “sangue, suor e lágrimas” é a forma romântica de alguém que nos conhece tão bem como o Pedro se dirigir a nós. O que isto significa é que SAL é uma banda de sangue, como uma banda que fez uma promessa para a vida, uma promessa de sobreviver e conseguiu; o suor vem do trabalho e do nosso esforço e as lágrimas são a prova de que vivemos cada dia como se fosse o último e que agradecemos do fundo do coração a sorte que temos, por nos termos uns aos outros e por termos o apoio de tanta gente que, quase sem conhecer a nossa música, já nos dava tudo. 

PR - Qual é a canção que melhor define o “espírito” deste disco”? 

SAL - Essa pergunta pode ter cinco respostas diferentes, uma por cada um de nós em SAL. Eu (João Gil) vou escolher a música “Não Vale Chorar” porque cada vez que leio o título acordo para a vida e lembro-me daquilo que SAL significa para mim, uma nova vida e isso é o que este disco significa para mim, uma nova vida, livre. 

PR - O espetáculo de apresentação de “Passo Forte” terá lugar no próximo dia 16 de Novembro no Teatro Maria Matos, em Lisboa. O que é que o público pode esperar deste concerto? 

SAL - Festa! Quem nos conhece sabe que subimos ao palco para fazer uma festa, um concerto como este promete festa a triplicar. Vamos ter convidados, vamos ter o disco todo tocado de uma ponta à outra e ainda vamos ter mais músicas além dessas. Venham ter connosco no dia 16 e vão perceber melhor o que digo.

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