Mais do que um festival de música, o Azores Burning Summer distingue-se pela articulação entre a sensibilização ecológica e a programação social, cultural e artística. O Festival não pretende ser um evento musical de massas, mas sim um evento de acesso equilibrado, com reduzido impacto ambiental, que valoriza a qualidade da experiência por parte do público e a sua relação com a natureza envolvente que contribui para a afirmação dos Açores enquanto destino turístico sustentável. O Eco Festival Azores Burning Summer realiza-se nos dias 24, 25, 26 e 27 de Agosto na Praia dos Moinhos, na freguesia do Porto Formoso em S. Miguel. Filipe Tavares, diretor do Festival Azores Burning Summer, é hoje meu convidado em "Discurso Direto".
Portugal Rebelde - Música, cinema, debates, ecodesign, veículos elétricos, land art, saúde e ações comunitárias, são estes os ingredientes que fazem deste Azores Burning Summer a combinação perfeita entre a Natureza e o seu público?
Filipe Tavares - Sem dúvida, a Praia dos Moinhos é um lugar incrivelmente belo, com uma paisagem natural ímpar, que guarda memórias que ainda vibram nos corações de gerações. No Burning Summer o público é convidado a participar num conjunto de práticas que têm um efeito muito positivo a nível ambiental, um efeito concreto e verdadeiro. A programação ecológica amplifica a mensagem de defesa ambiental, a música e o lugar onde o festival acontece são o “isco” para o despertar da consciência ecológica.
PR - Para além do programa musical, o Azores Burning Summer aposta também na vertente ecológica, cultural e social. Quer falar-nos um pouco desta aposta?
Filipe Tavares - Na vertente ecológica temos uma vasta programação, desde logo o cinema ao ar livre na praia que se debruça sobre as questões ambientais e sociais, a land art, a exposição de veículos elétricos que promove a mobilidade elétrica, o eco market que junta designers e artesãos numa feira onde podem dar a conhecer os seus produtos com preocupações ecológicas e as Eco Talks que juntam governantes, dirigentes associativos, especialistas e ativistas em torno das questões mais proeminentes no domínio do desenvolvimento sustentável do arquipélago dos Açores. No que diz respeito à responsabilidade social, o festival desenvolve um conjunto de práticas e acções, destacando-se a implementação do programa comunitário de Saúde VIVE que propõe um novo conceito comunitário de saúde ativa, com o objetivo de incentivar a consciencialização do indivíduo a ser um agente ativo e responsável pela sua própria saúde. E o programa HABITA que tem como objetivo reforçar o sentimento de pertença e o gosto pelo lugar onde se vive.
PR - Este Festival contribui para a afirmação dos Açores enquanto destino turístico sustentável?
Filipe Tavares - Sem sombra de dúvida. Um lugar só é bom para se visitar quando é bom para se viver. A proposta do Eco Festival Azores Burning Summer está alinhada com um sentido de defesa ambiental cada vez mais forte e generalizado. Um evento como o Azores Burning Summer, pelas suas práticas e reconhecimentos obtidos, cria uma percepção positiva sobre o que se faz nos Açores e deste modo contribui fortemente para a afirmação dos Açores enquanto destino turístico sustentável.
PR . Para terminar, indique três boas razões para que ninguém deixe de visitar o Festival Azores Burning Summer de 24 a 27 de Agosto, na Praia dos Moinhos?
Filipe Tavares - Uma praia mágica, uma programação de qualidade e a defesa do ambiente.

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