“Liberdade Incondicional” é o álbum de estreia de Desconectados, projeto liderado por Pedro Vidal, guitarrista e diretor musical de Jorge Palma, parceiro de estúdio e palco dos Wraygunn, guitarrista e companheiro de discos e digressões durante oito anos dos Blind Zero, assim como produtor musical de "Filhos do Rock", série da RTP. Pedro Vidal faz-se acompanhar por músicos de excelência, Eurico Amorim nas teclas, Miguel Barros no baixo e Bruno Oliveira na bateria. Pedro Vidal, é hoje meu convidado em "Discurso Direto".
Portugal Rebelde - No press release de “Liberdade Incondicional” pode ler-se que este registo “é
um disco de canções abraçadas pela língua portuguesa e transportadas pela
energia do rock.” Liberdade Incondicional é assumidamente um disco marcado
pelo Rock?
Pedro Vidal - Antes de tudo muito obrigado pelo convite. Sim, posso dizer que é um disco de
Rock. É certo que o conceito de Rock pode ser visto por vários prismas e ter
várias interpretações, mas no meu entender a energia que o Rock sempre me deu
é algo que transporto nestas canções, tanto na minha forma de cantar como nos
instrumentais. No entanto, a exploração de vários universos sónicos está bem
presente neste trabalho, sendo exemplo disso mesmo, a convivência no mesmo
disco de temas como o “Se Eu Fosse Deus” e o “Tens e Tens”. Um tema que
vive de piano e voz e outro que vive do peso da bateria e riffs de guitarra. Apesar
das roupagens bem diferentes destas canções, sinto que a energia, a abordagem,
é sempre a entrega total, a busca dessa identidade própria sem receio de correr
riscos e assumir aquilo que nós somos. Tudo começa sempre pela busca da
canção, perceber o que a canção nos tem a dizer, e deixar a canção guiar-nos
para chegar, dentro da nossa sensibilidade, ao melhor resultado possível.
PR - Este disco conta com convidados de luxo, que vão desde Jorge Palma, Manel
Cruz, Mário Laginha, Carlos Tê e Mário Barreiros. Quer falar-nos um pouco
destes amigos que se juntam em “Liberdade Incondicional”?
Pedro Vidal - Antes de serem amigos, foram e são, músicos que eu admiro desde a minha
adolescência. Ainda me lembro de ver Palma´s Gang na minha escola, devia
ter uns 15 anos e foi um concerto que me marcou imenso! Aquela energia
ficou-me na pele e disse logo: também quero fazer isto!! Nunca pensei na
realidade anos mais tarde poder partilhar o palco com o Jorge e continua até
hoje a ser um enorme privilégio para mim. De facto, mesmo depois de ser
um facto consumado, ver o Palma, o Tê, o Laginha, o Manel, o Barreiros a contribuírem para este disco ainda parece um pouco um sonho, daqueles que
não apetece acordar. Considero que são todos mestres na sua arte, e o facto
de poder aprender com eles é maravilhoso, e sem dúvida a dimensão musical
e humana de todos eles é incomparável! Não posso esquecer também todos
os músicos que eu admiro imenso e que contribuíram para este “Liberdade
Incondicional”, pois para mim é um enorme privilégio contar com o Miguel
Barros, o Bruno Oliveira e o Eurico Amorim como membros dos
Desconectados, e também todos os que emprestaram o seu enorme talento
para estas canções, João Correia, Nuno Lucas, Pedro Santos, Pedro
Vasconcelos, Diogo Santos, Filipe Melo e Ana Cláudia Serrão Quarteto.
PR - Dos 12 temas que compõem o disco, há algum que o toque em especial?
Porquê?
Pedro Vidal - É um pouco difícil para mim responder a essa questão, talvez pelo facto de
estar muito dentro do processo. Todas as canções têm muito daquilo que eu
sou como músico e sinto que estava na altura de as partilhar com o mundo.
PR - Depois da edição do disco, já há datas agendadas para a apresentação deste
disco?
Pedro Vidal - Neste momento ainda não podemos divulgar, mas já estamos a preparar a
apresentação do disco ao vivo. Já começamos os ensaios para preparar o
espetáculo e vamos sem dúvida apresentar algo especial com toda a
dedicação que estas canções merecem.
PR - Para terminar, a que se fica a dever a escolha de “Desconectados” para nome
deste projeto?
Pedro Vidal - Primeiro apareceu a canção “Desconectados”, e depois foi preciso um nome
de banda e um amigo sugeriu Desconectados, e acabou por ficar. Eu
relaciono-me com este nome de uma forma particular, pois acaba por
funcionar para mim como um lembrete para me manter conectado às coisas
que considero importantes no meu dia a dia.

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