O Festival Micro Clima é um dos projetos da programação anual da Associação Micro Clima. Nasceu em 2017 pela mão de um conjunto de amigos em redor da SMUP - Sociedade Musical União Paredense e desde então tem sido acarinhado, crescendo a cada edição com a participação de vários artistas musicais e plásticos. O Festival apresenta em 2023, artistas consagrados como Pongo, EU.CLIDES, Ganso ou Progressivu e artistas emergentes como Soluna, Extrazen, Atalaia Airlines e M3DUSA, tudo para ver e ouvir nos próximos dias 14 e 15 de Abril na SMUP, Parede. Francisco Cambim, um dos elementos da organização do Micro Clima é hoje meu convidado em "Discurso Direto".
Portugal Rebelde - Abraçar novos talentos é uma das motivações do Festival Micro Clima?
Francisco Cambim - Sim, é uma preocupação que temos sempre, todos os anos, ao pensar na programação do festival.
Além de procurarmos artistas já bem conhecidos do público, procuramos ter também no nosso
cartaz artistas emergentes que achamos que têm qualidade e potencial para crescer. A Soluna, o
Extrazen e os Atalaia Airlines foram as nossas apostas para este ano e estamos muito satisfeitos e
orgulhosos de poder contar com eles. As M3DUSA também são uma aposta nossa, um trio
feminino de DJs de Lisboa, que passa música exclusivamente de artistas mulheres e queer, o que
achamos que contribui e acrescenta muito à variedade do nosso cartaz. Além da música, as artes
visuais também fazem parte do festival e a nossa aposta este ano foi em artistas jovens e
emergentes também. Os artistas João Campolargo Teixeira e João Madureira vão apresentar uma
instalação nova e as nossas casas-de-banho vão novamente ser coloridas por uma intervenção
artística dos artistas Eugénia Burnay, Margarida Conceição, Ricardo Oliveira e Luísa Tudela.
PR - Os dois dias de festival pretendem ser assim uma celebração da transdisciplinaridade e
do multiculturalismo?
Francisco Cambim - A transdisciplinaridade é parte da identidade do Micro Clima, ao juntarmos sempre a
música com as artes visuais e também pela programação anual que temos, além do festival, que
explora diversos territórios artísticos. O multiculturalismo penso que se reflete no cartaz que
apresentamos, na escolha de artistas. Temos artistas de vários contextos, géneros musicais
diferentes, diversas culturas, ideias, estilos. Isto vai ao encontro também daquele que é um dos
nossos objetivos, que é ter públicos diferentes a co-existir na SMUP durante estes dois dias de
festival, a partilhar aquele espaço e aquilo que nós e os artistas temos para oferecer. Ficamos
muito contentes ao ver isso a acontecer.
PR - O que é que o público pode ver e ouvir nestes dois dias do Festival?
Francisco Gambim - Além dos nomes que já referi, da Soluna, Extrazen, Atalaia Airlines e M3DUSA, contamos
também com nomes como a Pongo, o EU.CLIDES, os Ganso e o Progressivu. Um cartaz variado
e que achamos muito completo, cheio de artistas com imenso talento e que vão pôr toda a gente a
mexer. Temos divulgado muito estes artistas no nosso Instagram (@micro.clima), caso tenham
ficado curiosos.
PR - O Festival Micro Clima conta com uma zona de alimentação. Quer falar-nos
um pouco deste espaço?
Francisco Cambim - Vamos ter, como sempre, uma zona de alimentação com oferta variada e opções
vegetarianas/vegan, para que todos possam usufruir. As portas abrem às 20.00h, com os concertos a
começarem por volta das 22.00h, por isso convidamos toda a gente a vir um pouco mais cedo,
aproveitar para comer e beber qualquer coisa, relaxar e aproveitar o espaço fantástico que é a
SMUP antes de começar a música e a festa.

Sem comentários:
Enviar um comentário