10/08/2023

JORGE GOES | Discurso Direto


“Essências” é o quarto álbum de Jorge Goes. Composto por catorze temas originais e coproduzido em parceria com José Cid, “Essências” dá a conhecer algumas das suas essências musicais. Jorge Goes, é hoje meu convidado em "Discurso Direto".
 
Portugal Rebelde - Este disco dá-nos a conhecer algumas das suas essências musicais? 

Jorge Goes - Sim, algumas delas estão aqui bem patentes, de frisar o Fado canção, onde assenta essencialmente o álbum, depois as baladas, adoro cantá-las, derivado ao meu lado romântico(sou muito),o cante alentejano, como é evidente, vive dentro de mim, pelas minhas raízes, por último o tradicional, faz parte da nossa cultura musical, num geral, por regiões. Considero um disco muito coeso, apesar da versatilidade dos temas, está equilibrado. 

PR - “Essências” conta com a participação de José Cid, Mário Mata, José Fernandes Castro e Grupo de Amigos do Cante Alentejano do Redondo. Quer falar-nos um pouco destas participações? 

Jorge Goes - José Cid, já trabalhamos há mais de 22 anos, foi produtor do meu primeiro álbum “Contra Corrente" em 2001, neste disco "Essências" participa em três frentes diferentes, como co-produtor, compositor/autor e faz um dueto comigo no tema "Vinicius e Redol”. Trabalhar com o José Cid é sempre uma aventura, uma aprendizagem, durante as gravações, vão surgindo ideias, atrás de ideias, qual delas a melhor, é um privilégio trabalhar com ele, é uma enciclopédia musical. O Mário Mata , foi me apresentado pelo José Cid, houve logo uma química entre os dois, ele gostou da minha voz e eu da sua escrita, é o compositor/autor que mais canto no álbum, destaco "Balada de Lisboa" que foi, 2º single, letra de Manuel Alegre, música de Mário Mata. Tudo o que o Mário escreve e compõe tem um cunho pessoal incrível, estou grato por cantar o seu talento. José Fernandes Castro, conheci através das redes sociais, em 2018 entrevistou-me para a sua rádio na Suíça e blog, na altura pelo meu terceiro álbum "Fado novo Fado velho". O meu amigo José, é um poeta incrível, escreve para Fado como poucos, neste álbum canto o tema "Fado que é Fado", com música minha, um dos meus temas preferidos deste disco. Só conheci pessoalmente o José Fernandes Castro, no dia 8 junho, dia que apresentei o álbum ao vivo em Elvas. Os amigos de cante alentejano, como o Vitorino, fazem participações especiais comigo no tema "Compasso Alentejano", letra de Carlos Baleia, música minha, sempre idealizei este tema, exatamente como ficou gravado, top, com um bom grupo de cante e com a maior referência viva, dos cantores alentejanos, foi uma aposta bem ganha, para todos, dito por eles. Tozé Brito, conheci este grande senhor da música, através do José Cid, queria-o cantar, já há muito, o sonho tornou-se realidade, com o tema "Não estava à espera ;confesso”, uma balada incrível, das coisas mais bonitas que já cantei até hoje, foi o primeiro single deste disco, fiquei apaixonado pela canção. Mais uma vez Tozé Brito ao mais alto nível, como nos habituou, ele gostou muito do resultado final do tema, mas cantado ao vivo ainda fica mais impressionante, arrepia os mais sentimentais. Um segredo, este tema foi o ultimo a chegar-me à mão, já estávamos em gravações e quase a fechar o disco. Resumo; é tão gratificante quando se trabalha com artistas de alto nível, tudo sai bem, bonito e profissional. 

PR - Qual é o tema que melhor caracteriza este disco? 

Jorge Goes - Eu gosto particularmente do "Fado que é Fado", está lá tudo neste tema, foi uma das músicas que mais prazer me deu a fazer. No disco existe uma versão em espanhol deste tema, com o objetivo de dar a conhecer aos nuestros hermanos espanhóis o que é o Fado, pelo motivo de eu fazer bastantes concertos por terras de Espanha.

PR - Depois da apresentação deste disco, há intenções de apresentar as canções deste álbum pelo país? 

Jorge Goes - Claro, pelo país e mundo. Sou ambicioso por natureza, sempre quero mais e melhor, coloco muitas expectativas nos meus projetos. Depois se não resulta como eu idealizei, fico desiludido comigo mesmo. Com os erros e desilusões, aprendemos, é com isto que tenho crescido como pessoa e músico. Em Outubro vamos estar em Lisboa ( data a anunciar), a apresentar o álbum, terei cinco músicos em palco, os meus amigos cantadores de cante alentejano, aos quais se juntam alguns convidados tais como: António Pinto Basto, Miguel Ramos e Daniel Gouveia. Estamos a fechar mais salas em Portugal . Algumas delas na minha região . O meu querido Alentejo.

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