19/10/2023

KUMPANIA ALGAZARRA | Discurso Direto

Foto: Cátia Barbosa

Os Kumpania Algazarra estão de volta com um novo disco, que dá o mote para as celebrações dos seus 20 anos de carreira, que se assinalam em 2024. "Histórias e Raízes" é o décimo disco do coletivo Kumpania Algazarra e é um álbum que conta diversas histórias, algumas comuns a todos nós, outras vividas pela banda ao longo da sua já preenchida carreira. Este novo disco está também ligado às “nossas” raízes, no sentido multicultural do termo. Os temas mostram que não há barreiras para os Kumpania Algazarra, que viajam entre o tradicional e o hip hop, o fado e a música popular, o balkan e o rock, sem nunca abdicar do cunho particular que os caracteriza. Os Kumpania Algazarra são hoje meus convidados em "Discurso Direto".
 
Portugal Rebelde - "Histórias e Raízes" é o décimo disco dos Kumpania Algazarra. Que "histórias" nos trazem neste novo trabalho? 

Kumpania Algazarra - Histórias e Raízes traz consigo a nossa abordagem às sonoridades com raiz portuguesa, que neste álbum misturámos com a  sonoridade de kumpania algazarra. É como olhar para o passado com um olho no presente. Como habitualmente os nossos temas transportam-nos para várias peripécias da vida, que vamos contando nas nossas músicas. Relatamos histórias de vida e de sonhos, sempre com a alegria e a festa no horizonte!   

PR - Hip Hop, fado, música popular, balkan e o rock, são algumas das sonoridades que cruzam este disco? 

Kumpania Algazarra - Sim. Neste trabalho, demos a nossa interpretação à música tradicional portuguesa e fomos descobrindo novas sonoridades no trabalho que fomos fazendo em conjunto com outros artistas e amigos. O resultado final é uma aventura musical que se pode ouvir e dançar.      

PR - "Histórias e Raízes" conta com a participação de vários convidados, como o rapper do Zimbabué, Synik, JP Simões, Célia Ramos, Estraca e Jaqueline Carvalho, Tiago Morna e Rui Carvalho entre outros.  Esta mescla de participações resulta num disco multicultural? 

Kumpania Algazarra - Sem dúvida. Este foi o disco em que contámos com mais convidados oriundos dos mais variados estilos musicais, do fado à soul, do popular ao hip-hop, da guitarra portuguesa ao trompete dos Balcãs. Este disco foi também um veículo para atravessar fronteiras e festejar a multiculturalidade, contando histórias de várias partes do nosso mundo, sempre com a mescla de sons como pano de fundo.   

PR - O mais recente single deste novo disco chama-se “Olhó Burro”. De que é que nos fala este tema? 

Kumpania Algazarra - Olhó Burro fala-nos de uma história em que se trocam bens e que, em alguns casos, podemos ser enganados. É uma sátira a essa ideia de que se não estivermos atentos podemos ser enganados das mais diversas formas na sociedade em que vivemos. Fazemos também uma brincadeira ao referir-nos ao burro que usa fato e gravata, parece um senhor, mas não deixa de ser um burro. Um tema com um cunho mais popular com muito humor e brincadeira.   

PR - Os concertos de apresentação do novo álbum arrancam na Finlândia, onde nos dias 20 e 21 de Outubro a banda marca presença no Oktoberfest, que se realiza em duas cidades diferentes. Em Portugal, a estreia do álbum ao vivo acontece em Lisboa, a partir das 22h do dia 26 de outubro, no B.Leza. O que é que o público pode esperar destes concertos? 

Kumpania Algazarra - O Oktoberfest na Finlândia será como um test drive do disco. Será a primeira vez que o vamos apresentar ao vivo, a primeira vez que tocamos na Finlândia e temos o desafio de aquecer o público finlandês com temperaturas a rondar os 0! No dia 26 já por Lisboa estamos a preparar uma festa especial que esperamos que possa ficar na nossa história e na do público que nos segue. Vamos ter surpresas e convidados pela noite dentro e vamos dançar até fazer doer os calos    

PR - Para terminar, que memórias guardam de 20 anos de "Kumpania e Algazarra"? 

Kumpania Algazarra - Destes 20 anos guardamos muita estrada a passar pelas janelas de carrinhas, aviões, barcos e outros meios de transporte onde viajámos e muitas vezes tocamos também. Foram 20 anos de festa onde conhecemos muitos artistas incríveis e partilhámos experiências musicais por onde passámos. Olhando assim de repente para trás dá aquela sensação de que ainda ontem estávamos a ir para o primeiro concerto, mas ao fechar os olhos vemos rostos aos milhares de pessoas a sorrir e corpos a dançar, muitas horas de festa e muita alegria por termos chegado até aqui. O que fica sempre na memória são as pessoas que partilharam este percurso connosco e que nos dão força e alegria para continuar, bem hajam por isso!

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