13/10/2023

LUSITANIAN GHOSTS | Discurso Direto


O projeto Lusitanian Ghosts  está de regresso às edições discográficas com "Lusitanian Ghosts III". As violas tradicionais, como a Beiroa, a Campaniça, a Braguesa, a Terceirense ou a Amarantina, cada qual detentora de afinações e arranjos específicos, aliam-se a diversos outros instrumentos de corda europeus, numa simbiose única entre a música tradicional e uma vertente contemporânea, conferindo a estes instrumentos populares uma abordagem baseada numa perspetiva sociopolítica, com vista à criação de um mundo melhor, através de composições dirigidas à mente e ao coração. Amanhã, dia 14 de Outubro, o coletivo de Cordofones luso-sueco Lusitanian Ghosts irá apresentará ao vivo, no icónico Teatro Taborda em Lisboa, o seu novo álbum. Neil Leyton é hoje meu convidado em "Discurso Direto".
 
Portugal Rebelde - Lusitanian Ghosts III foi gravado sem o recurso a qualquer guitarra elétrica – apenas e só à base de violas regionais tradicionais. Esta é uma estética que continuam a defender? 

Neil Leyton - Sim. Lusitanian Ghosts é um colectivo que nasceu para dar a conhecer estes instrumentos Lusitanos através de uma estética de rock n roll internacional. No primeiro disco ainda usámos algumas guitarras de 6 cordas, depois a partir segundo, Exotic Quixotic, e agora o novo Lusitanian Ghosts III o conceito é mesmo esse: cordofones, baixo, bateria e até na bateria por vezes usamos o Adufe em vez da tarola. Juntamos, pela primeiro vez em disco, os diferentes cordofones das diferentes regiões de Portugal com o nosso primeiro disco Lusitanian Ghosts em 2018. Cá estamos, 5 anos mais tarde, com 3 álbuns editados - este último 100% analógico, gravado e misturado em fita, com LPs em Mono e Stereo. 

PR - A fusão entre a sonoridade de instrumentos de corda populares portugueses e europeus, confere ao grupo uma sonoridade única e alternativa? 

Neil Leyton - Sim, sem dúvida - só por si a junção dos diferentes cordofones regionais populares já foi uma situação rara, quanto ao alternativo prende-se com o cantar em Inglês, coisa que sempre fiz. Penso em Inglês, foram muitos anos fora. Agora, só no primeiro disco é que o OMIRI usou também a Nyckelharpa da Suécia, outro cordofone Europeu; agora são mesmo só cordofones Lusitanos. 

PR - Lusitanian Ghosts III foi gravado e misturado em fita analógica no estúdio Clouds Hill em Hamburgo. Esta é mais uma particularidade da sonoridade deste disco? 

Neil Leyton - Sem dúvida, uma vez que é cada vez menos comum fazê-lo. O Clouds Hill é um autêntico luxo, um verdadeiro parque de diversões para quem gosta de equipamento vintage. O Micke Ghost é fã de discos em Mono, da sua vasta coleção de Jazz aos Beatles. Já que estávamos a gravar em fita decidimos misturar tudo duas vezes, do multitrack master de 2 polegadas para as fitas de misturas de 1/4. Foi uma experiência interessante porque pensamos de forma diferente nos elementos de cada música. 4. 

PR - No próximo dia 14 de outubro apresentam ao vivo, no icónico Teatro Taborda em Lisboa, este disco. O que é que o público pode esperar deste concerto? 

Neil Leyton - Os concertos de Lusitanian Ghosts são inesperados, espontâneos, sem demasiados ensaios (temos dois Suecos no alinhamento actual do coletivo, é difícil ensaiar muito - e ainda bem) mas vamos apresentar ao vivo todas as músicas deste disco mais algumas dos anteriores.

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