De 16 a 24 de agosto, Figueiró dos Vinhos transforma-se novamente num palco vivo de arte e comunidade com a chegada da 7.ª edição do Fazunchar, o festival que tem vindo a afirmar-se como uma referência nacional na arte pública e no envolvimento do território. Este ano, o Fazunchar 2025 reforça a sua identidade multidisciplinar com uma programação que cruza arte urbana, escultura, música, escrita, vídeo, fotografia, artes performativas e oficinas, sem nunca perder o foco no essencial: a ligação humana e a valorização do património cultural e social da região. Ricardo Romero, curador do Fazunchar é hoje meu convidado em "Discurso Direto".
Portugal Rebelde - Figueiró dos Vinhos volta em 2025 a fazer da arte um lugar de encontro. Que momentos destacaria desta 7ª edição do Fazunchar?
Ricardo Romero - Não destacaria apenas um momento desta 7ª edição, mas sim o conjunto que, somado, dá forma à experiência. A programação começa com a inauguração da obra fotográfica entrelaçada de Raquel Beli, passando pelas pinturas murais de Daniela Guerreiro, Bordalo II e do vencedor da nossa open call, Restless, bem como pela escultura de Robert Panda. Contamos ainda com residências artísticas de Inês Fouto, nas artes performativas, Ricardo Azevedo, na música, e SF Godinho, na literatura. Na música, os concertos ficarão a cargo de Pedro Carvalhosa e James O’Reilly, A Garota Não e DJ Kwan.
PR - Este ano, o Fazunchar 2025 reforça a sua identidade multidisciplinar com uma programação que cruza arte urbana, escultura, música, escrita, vídeo, fotografia, artes performativas e oficinas. O foco no essencial continua a centrar-se na ligação humana e a valorização do património cultural e social da região?
Ricardo Romero - Sim. Para nós, partindo da premissa do evento — “onde a arte envolve a comunidade” — o essencial continua a ser o diálogo constante entre quem cria e quem observa. Não deixamos de lado a forma como cada intervenção se inscreve no espaço público, trazendo à luz ideias e valores próprios da região, onde o naturalismo ocupa um lugar central. O que realmente marca é o conjunto das vivências, que se complementam e se fortalecem mutuamente. A diversidade de expressões artísticas mantém um papel fulcral, com destaque para as oficinas e visitas guiadas, que são peças-chave desta ligação entre pessoas, território e património.
PR - Em termos musicais, o grande momento de celebração acontece no sábado, 23 de agosto, com a atuação de A Garota Não e um encerramento em festa com DJ Kwan. Quer falar-nos um pouco sobre estes momentos?
Ricardo Romero - A programação musical começa a 22 de agosto, com Ricardo Azevedo a subir ao palco acompanhado por um grupo de crianças do concelho, apresentando o resultado do trabalho desenvolvido ao longo da sua residência artística. Já no sábado, dia 23, esperamos que o acolhedor Museu e Centro de Artes receba muitos visitantes para desfrutarem da música envolvente de A Garota Não e encerrarem a noite ao ritmo contagiante do DJ Kwan. Importa lembrar que todos estes momentos têm entrada gratuita.
PR - Para terminar, indique 3 motivos para que ninguém deixe de marcar presença na edição de 2025 do Fazunchar.
Ricardo Romero - Primeiro, pela possibilidade de experienciar de perto uma programação artística diversificada.
Segundo, pela ligação genuína entre artistas e comunidade, que transforma o espaço público num cenário vivo de partilha, identidade e criatividade.
E, por fim, pelo ambiente único e acolhedor de Figueiró dos Vinhos, que convida a explorar o seu património cultural e natural, com todas as atividades abertas ao público e de entrada gratuita.

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