12/01/2026

FIRST BREATH AFTER COMA | Discurso Direto

Depois de nascer numa residência artística intensa na Casa Varela, em Pombal, e de se apresentar em dois concertos esgotados no Teatro-Cine da cidade, o projeto A Residência, criado por First Breath After Coma e Salvador Sobral, entra agora numa nova etapa. Depois da enorme procura pelas duas datas em Lisboa, agendadas para 13 e 14 de janeiro no Teatro Maria Matos, A Residência segue agora para Leiria. A cidade que viu nascer o percurso dos First Breath After Coma recebe o espetáculo no dia 17 de janeiro, às 21.30h, no Teatro José Lúcio da Silva, numa nova oportunidade de viver este encontro tão íntimo entre a banda e Salvador Sobral. Os First Breath After Coma, são hoje meus convidados em Discurso Direto. 

Portugal Rebelde - Salvador Sobral descreveu a residência como “uma experiência de liberdade criativa que não tinha sentido antes”. Querem falar-nos um pouco mais da importância desta residência artística que passaram no Pombal, durante duas semanas? 

First Breath After Coma - Para nós, foi uma experiência muito especial, sobretudo porque nos libertou de várias amarras habituais do processo criativo. Estivemos a trabalhar num contexto muito específico: um espaço de tempo curto, um lugar fora da nossa rotina e a colaboração direta com outra pessoa, neste caso o Salvador. Esse enquadramento obrigou-nos a compor de forma diferente, a tomar decisões mais rápidas e a confiar mais na intuição e no diálogo criativo. Acabou por nos forçar a reinventar a nossa maneira de fazer música, a sair de métodos já consolidados.

PR - Nos dias 13 e 14 de Janeiro, o espetáculo apresenta o resultado dessa residência artística: a recriação em palco da intimidade e da energia dessas duas semanas. O que é que o público pode esperar destes concertos? 

First Breath After Coma - A ideia, desde o início, foi recriar em palco uma espécie de sala de ensaios improvisada — um espaço íntimo, muito próximo daquilo que vivemos durante a residência. Foi nesse contexto que partilhámos não só momentos de criação musical, mas também o quotidiano: refeições, conversas, tempo passado juntos. O que quisemos foi transportar um pouco dessa vivência para o palco, quase como se estivéssemos a abrir a porta desse espaço e a convidar o público a entrar. Mais do que um concerto tradicional, é uma partilha de processo e de intimidade, onde as pessoas são convidadas a experienciar connosco esse ambiente de proximidade e criação.

PR - A colaboração entre a FBAC e Salvador Sobral esgota-se nestes concertos e no disco, ou poderemos esperar por novas colaborações?

First Breath After Coma - Para já, o nosso foco está totalmente nestes concertos e na apresentação pública do trabalho que resultou da residência. É isso que queremos viver e partilhar neste momento. Dito isto, uma experiência tão intensa e com resultados tão positivos cria naturalmente vontade de continuar. A ligação artística e humana que se formou entre os FBAC e o Salvador foi muito forte, e esse tipo de relação raramente se esgota num único projeto. Por isso, sem promessas fechadas, é algo que pode vir a dar frutos no futuro.

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