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08/09/2018

MUSONAUTAS, VISÕES & AVARIAS: 1960-2010 - 5 DÉCADAS DE INQUIETAÇÃO MUSICAL NO PORTO | Galeria Municipal do Porto


A Galeria Municipal do Porto reabriu ontem dia 7 de Setembro, pelas 19 horas, com a exposição "Musonautas, Visões & Avarias: 1960-2010 - 5 décadas de inquietação musical no Porto".

Com curadoria do programador e editor de música Paulo Vinhas, a exposição, de entrada livre, propõe uma retrospetiva de cinco décadas de criação musical portuense nas suas diferentes expressões: desde a música de contestação à música experimental ou eletrónica, passando por vários outros registos sonoros.

Durante as últimas décadas, a cidade do Porto viu nascer diversos projetos que contribuíram decisivamente para moldar o panorama da música portuguesa. A partir de um extenso trabalho de investigação, focado nos artistas, divulgadores e movimentos musicais da cidade, "Musonautas, Visões & Avarias" pretende documentar e mapear esta história, múltipla e diversificada, integrando na exposição mais de uma centena de projetos musicais.

A exposição "Musonautas, Visões & Avarias: 1960-2010 - 5 décadas de inquietação musical no Porto" estará patente na Galeria Municipal do Porto até ao próximo dia 18 de Novembro.


01/01/2016

RETRATOS DO CANTE | Fnac Almada


Retratos do Cante, é uma exposição de fotografia com a participação de Álvaro Barriga, Armando Morais, Francisco Romão, Maria Moreira, Pedro Barrocas e Ricardo Granjeia, que pode ser admirada até ao próximo dia 10 de Janeiro, na Fnac Almada.

"As fotografias também cantam? Também se lhes ouve a voz? Ou serão meras retentoras do silêncio num preciso instante luminoso? As imagens que compõem este projeto cantam por si! Aliás, no Alentejo tudo canta por si. As pedras. As sombras frescas. Os rebanhos. A cal. O barro fértil. O vagar e o suão cantam por si. 

O cantar sai em borbotão de dentro dos homens e das mulheres do Sul. Mas a música, a harmonia, a cadência está em cada regato de água. Está na horizontalidade das azinheiras. Está em tudo e em todo o lado. Mesmo ao mais ensurdecedor dos silêncios do estio alentejano o que lhe sobrevive é o cantar. E por isso se avisa desde já que esta não é propriamente uma exposição de fotografia: é uma moda entoada em uníssono, embora com seis estilos, pontos e altos diferentes.

“Retratos do Cante”. O título do projeto é esclarecedor. No ano em que se celebra a inscrição do cante alentejano na lista representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade, um conjunto de fotógrafos partiu na demanda dos rostos que cantam. O desafio é interessante e o resultado surpreendente. 

Há no semblante de cada cantador do Alentejo muito mais do que uma mera expressão que o fotógrafo retém naquele efémero instante. Há na face de cada cantador do Alentejo um pedaço real desse mesmo Alentejo. Um pedaço que se ouve e que perdura mesmo num pedaço de papel impresso com cristais de prata.

Não importa chamar para aqui qual a moda que cada cantador ou rancho afinava no instante do retrato. Aliás, essa revelação limitaria por completo a abrangência deste projeto. Retirar-lhe-ia aquilo que as imagens têm de melhor, a sua verdadeira essência ou magia: o poder de prolongar o instante. Quando uma boca se arredonda no retrato não é uma moda que ela emana, é todo o cancioneiro alentejano. 

Cada um de nós, que observamos do lado de cá das imagens, temos pois esse raro privilégio de poder escolher a moda que melhor se adequa a cada um dos retratos. É também esse o grande poder da fotografia, o poder da imaginação. E por isso se disse que estas imagens cantam por si, dentro de cada um de nós.

O cante é a mais representativa e a mais emblemática das expressões culturais do Alentejo. Sabe quem canta, ou somente quem escuta, que a grandeza desta prática ancestral advém de todos os pormenores que o meio envolvente fornece. E que igualmente se prolonga ou se confunde com o próprio meio. Numa palavra apenas, os antropólogos costumam chamar a este fenómeno identidade.

 O cante é o grande valor identitário do Alentejo. A UNESCO não deixou de o reconhecer. É disso que tratam estes retratos que cantam todas as modas que cada um saiba ou tenha capacidade de imaginar. " (Paulo Barriga)

20/12/2015

AS VARIAÇÕES DE ANTÓNIO | Exposição de Fotografia


A exposição de fotografia "As Variações de António”, de Teresa Couto Pinto chega ao Salão Nobre do Theatro Circo (Braga) a 5 de janeiro. É ao ritmo da música que 2016 chega ao Theatro Circo.

13/12/2015

BANDAS SONORAS – 100 RETRATOS NA MÚSICA PORTUGUESA | Fnac Guimarães

"Os sentidos não são divisões estanques, de paredes grossas, sem portas. Na verdade, os sentidos não têm sequer paredes a separá-los. O único lugar onde surgem divididos é na linguagem e, se o fazemos, é por preguiça analítica.

Quando se sente o paladar de um prato, é evidente que o olfacto faz parte desse instante e os olhos, claro, também comem. Este cruzamento de sentidos está em tudo, faz parte da própria experiência de se ser humano.

A música, aparentemente um espaço sonoro, tem uma dimensão visual imprescindível. E nem é necessário argumentar com o enorme investimento que todas as boas bandas fazem nessa área (mesmo quando se trata de uma negligência estudada, um penteado despenteado com todo o cuidado). Aquilo que sabemos da música e, por consequência, daquele que a criou ou interpreta, entra pela música adentro.

Se possível, fixamos os olhos de quem nos canta para lhe avaliarmos a sinceridade. Também a comunicação não é compartimentada, é uma só, feita de estar e de ser. Mas nada disto é segredo para quem já esteve num palco diante de cinquenta ou de cinquenta mil.

Com frequência, ao longo de anos, o olhar de Rita Carmo sustentou o olhar de muitos. As imagens que se seguem contam essa história, paralela a muita cumplicidade evidente, amizade, gente contemporânea a partilhar um mesmo tempo e um mesmo espaço, este país. Talvez uma das histórias possíveis da música portuguesa.

Em si, cada imagem é uma história. Essa é a natureza de estarmos vivos num determinado instante. Há o passado que levou cada indivíduo até ali e há a enorme promessa de futuro que, naquele ponto, raramente é considerada na sua totalidade. Nós, com tempo, exteriores, espectadores, temos essa vantagem reflexiva.

A fotografia, já se sabe, é um instante. Mas o mundo existe inteiro em todos os momentos. Os grandes fotógrafos são capazes de conter toda a complexidade desse instante numa imagem.

Parece um milagre, mas é simples e natural. As fotografias que se seguem também são para ouvir. Estão cheias de música." (José Luís Peixoto, Outubro 2013)

De 12/12/2015 a 09/03/2016 - Fnac Guimarães Shopping

02/11/2014

DESTA CANÇÃO QUE APETEÇO | Exposição


A Associação José Afonso (AJA), com o apoio da Câmara Municipal de Setúbal, vai inaugurar no dia 8 de Novembro na Galeria Municipal 11 (antigo quartel do 11), Avenida Luísa Todi, em Setúbal. a exposição “Desta canção que apeteço – Obra discográfica de José Afonso 1953//1985″.

As obras agora expostas são o resultado de uma pesquisa levada a cabo pela AJA sobre toda a obra discográfica de José Afonso, desde a edição, em 1953, do seu primeiro registo fonográfico, nos estúdios da Emissora Regional de Coimbra, até 1985, data do seu último disco: "Galinhas do Mato."

O que se expõe resulta do trabalho possível perante um objeto de estudo revestido de alguma complexidade.

Entre outros motivos de interesse, no evento, destacamos, desde logo, a participação da cantora Sofia Vitoria. A mostra guiada estará a cargo de Miguel Gouveia, coautor da exposição e membro dos corpos sociais da AJA.

25/07/2014

VOZ E GUITARRA | Exposição


O Projeto voz e guitarra juntou em estúdio cantores e guitarristas para registarem canções portuguesas da última década. António Jorge Gonçalves participou neste conjunto de gravações como voyeur: no par de horas que cada canção levou a ser registada presenciou, fotografou e desenhou o talento sem rede.

Os desenhos estão agora em exposição na Fnca Santa Catarina (Porto) e podem ser vistos até ao dia 10 de Outubro.

28/08/2011

O FADO EM EXPOSIÇÃO | Alijó


O Alto Douro Vinhateiro, Património da Humanidade pela UNESCO, recebe este ano a exposição itinerante “Fado".

A exibição decorre no Teatro Auditório Municipal de Alijó, e pode ser vista, gratuitamente, entre 5 e 30 de Setembro.

A exposição percorre a história do fado, desde a sua génese até à actualidade, e integra os mais diversos suportes, que ilustram os principais meios de mediatização deste estilo musical.

Os textos da exposição estão disponíveis em português, inglês e francês, estando prevista a projecção de filmes e documentários e de diversos registos áudios.

O Douro Film Harvest tem sido cooperante da candidatura do Fado a Património Imaterial da Humanidade, tendo este género sempre ocupado um lugar de destaque em todas as edições deste evento.
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