Nasceu em Lisboa, mas foi Barcelos que o viu crescer e começar a dar os primeiros passos na música. High Flying Bird, é o projecto que este jovem músico trabalha desde 2003. "Escritos" é o seu mais recente trabalho, um disco gravado de forma espontânea em apenas 4 horas. O Portugal Rebelde esteve à conversa com Bruno Lopes, o rosto do projecto High Flying Bird e dá-lhe agora a conhecer as "emoções" desse encontro.
Portugal Rebelde - Quem é o músico que dá "rosto" ao projecto High Flying Bird?
High Flying Bird - Para responder de uma forma abreviada:É um músico nascido em Lisboa e residente em Barcelos.Tendo começado a tocar guitarra aos 14 anos, auto-didacta porque acredita que a música tem muito a ver com a emoção e com um estilo próprio adequado a cada pessoa e não com regras e formas pré-estabelecidas. É uma relação de descoberta e de felizes enganos!Iniciou este projecto High Flying Bird em 2003 depois do fim da banda The Pisces como uma forma de libertação. E tem continuado até hoje com quatro cds gravados e cerca de 50 concertos realizados.
P.R. - Quais são as tuas referências musicais?
H.F.B. - São muitas porque durante a minha vida sempre foi influenciado portudo que me rodeia sendo a música uma delas. Independentemente dos estilos.Mas o que mais me influenciou foi a cultura singer-songwriter dosanos 60 e 70 que descobri desde muito cedo através dos discos dos meus pais. Neil young, Bob dylan, Joan Baez, Joni mitchell, WoodyGuthrie, Zeca Afonso, ente outros. É uma cultura que tento descobrir e estudar porque está ligada com as raíses dos povos e a sua história seja a dos E.U.A., do Reino Unido ou de Portugal.
P.R. - "Escritos" é o disco que sonhaste um dia gravar?
H.F.B. - Não! Porque havia tanta coisa que se podia fazer a nível de produçãoque infelizmente não houve meios financeiros para o fazer.Mas independentemente disso é um disco que representa bem aquilo quesou e o que sinto neste momento. É um disco que quis fazer de uma forma directa e espontânea onde as pessoas pudessem sentir que estava a tocar para elas no preciso momento que ouvissem o disco.São temas que foram bastante rodados nos concertos e tive um cuidadosuperior a nível dos poemas.Penso que o "Escritos" é de momento é o meu melhor trabalho gravado.
P.R. - Que temas te servem de inspiração para escreveres as tuas canções?
H.F.B. - Meu Deus, como se explica a inspiração?Tudo serve para que se acenda a vela que inicia o acto de escrever um poema ou uma música e por vezes o que inicia não é o que acaba.Por vezes as coisas surgem como um leito de um rio, outras vezes éum anjo que diz que hoje o rio secou.
P.R. - "Escritos" é o disco mais espontâneo quue até hoje gravaste?
H.F.B. - Sim. É um disco gravado, misturado e masterizado por Paulo Miranda no seu Amp Studio em apenas 4 horas. E foi pensado assim desde o início. Queria chegar ao estúdio gravar e sair. Como uma notícia deum jornal.
P.R. - O uso da língua portuguesa é nas tuas canções é uma opção assumida?
H.F.B. - Sim. Sentia a falta de comunicação com o meu público.No início eu vinha da tradição de cantar rock em inglés porque tinha que ser e também porque sentia que a língua portuguesa despia as minhas emoções e que não tinha vivido o suficiente para assumir certos poemas em portugês. Agora não, foi a melhor opção tomada.E a reacção do público tem sido muito positiva a essa mudança.
P.R. - Durante o mês de Setembro e Outubro vais percorrer o norte do país a apresentar este disco. O que é que as pessoas podem esperar nos concertos de apresentação de "Escritos"?
H.F.B. - Um concerto intimista onde o silêncio é de ouro.E As palavras merecem ser ouvidas.
1 comentário:
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