Que se desfaça desde já a tentação de ouvir este disco como um encontro com (apenas) uma das encarnações do Gustavo Costa, como se a Most People estivesse reservado um papel definido e limitado e fosse fácil descobrir a gaveta certa.
Pode-se digerir o bizarro como curiosidade e até com aafronta sónica o resultado pode ser tão infeliz como o de uma vacina deficiente, fazendo gorda a hipótese da mediania se reforçar e encontrar conforto na ausência de diferença.
"A Perfect Observer in Random Wounds" é um acto de sublevação, provocador ea exigir reflexão, de uma novidade que não é necessariamente estranha mas que se faz afirmação radical. Aqui a facilidade não fez estragos.
A maturidade de exigir sentido a cada momento produziu a contenção e o equilíbrio com que os temas se mostram.
Mas será talvez menos importante perceber o que há de específico no processo de criação desta música pois, se alguém tem a coragem de pensar a composição partindo de decisões e escolhas sobre todos os sons, o enorme desafio é chegar a uma correcta representaçãodas questões postas a jogo.
E é essa afirmação individual que surge aqui tão clara, como resultado do trabalho feito em muitos caminhos e como conjunto de traços comuns a muitas caras.
E o mais surpreendente é que este novo esforço da Guerra de Gustavo Costa é espantosamente belo, é acção política concreta. (Jorge Coelho)
Próximos Concertos:
31 de Outubro - Casa da Música, Porto
20 de Novembro - Casa da Música, Porto
+ Info:
1 comentário:
Os Novembro estiveram no passado sábado no CCVF em Guimarães e apresentaram a Novembro P1 (concerto de que falo no meu último post). Foi fabuloso. E não posso esquecer que foi neste blog que no início deste ano, pouco depois do lançamento do album de estreia, encontrei as primeiras informações da banda. :)
Cumprimentos.
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