"Nem menino nem borracho,
eis C de Croché. De onde vem, avista-se o Pacífico, declara-se morte aos
maçons, fornica-se com a mentira mas dorme-se com a verdade, viaja-se de carro
à noite, olhos fechados, vidros e ouvidos bem abertos...
Propôs um EP de estreia,
"Sempre a Ver a Luz", um punhado de canções solarengas e
desenraizadas, pope como deve ser: com néones, espadas-laser e amigos de ferro,
folclore ligeiro com bossa-nova de cabeleireiro. Mas aborreceu-se de enfrentar
o palco sozinho e faltava-lhe electricidade na vida.
E assim nasceram Os
Naperãos: Filipe da Graça a escavacar os guitarra-heróis da História do roque,
Didi a congeminar melodias na sua viola-baixo precisa e Nuno Pontes a convocar
chefes índios nos seus tambores ribombantes.
Dos concertos e ensaios à gravação
de um disco foi um passo tão natural quanto estas canções que deles brotaram e
que agora apresentam. Reconhece-se a mesma vontade de sempre de congregar, os olhos postos no lado de lá do Atlântico, o
coração amarrado à Doca de Santa Apolónia, mas isto é outra coisa.
As harmonias
vocais e as estruturas adocicantes ganham asas e voam mais alto nas gargantas e
dedos d’Os Naperãos. Isto já não é pope como deve ser. É roque. E do quadrado.
Exactamente como o roque deve ser.” (press release)

Sem comentários:
Enviar um comentário