15/11/2011

C DE CROCHÉ E OS NAPERÃOS | Novos Sons


"Nem menino nem borracho, eis C de Croché. De onde vem, avista-se o Pacífico, declara-se morte aos maçons, fornica-se com a mentira mas dorme-se com a verdade, viaja-se de carro à noite, olhos fechados, vidros e ouvidos bem abertos... 

Propôs um EP de estreia, "Sempre a Ver a Luz", um punhado de canções solarengas e desenraizadas, pope como deve ser: com néones, espadas-laser e amigos de ferro, folclore ligeiro com bossa-nova de cabeleireiro. Mas aborreceu-se de enfrentar o palco sozinho e faltava-lhe electricidade na vida. 

E assim nasceram Os Naperãos: Filipe da Graça a escavacar os guitarra-heróis da História do roque, Didi a congeminar melodias na sua viola-baixo precisa e Nuno Pontes a convocar chefes índios nos seus tambores ribombantes. 

Dos concertos e ensaios à gravação de um disco foi um passo tão natural quanto estas canções que deles brotaram e que agora apresentam. Reconhece-se a mesma vontade de sempre de congregar, os olhos postos no lado de lá do Atlântico, o coração amarrado à Doca de Santa Apolónia, mas isto é outra coisa. 

As harmonias vocais e as estruturas adocicantes ganham asas e voam mais alto nas gargantas e dedos d’Os Naperãos. Isto já não é pope como deve ser. É roque. E do quadrado. Exactamente como o roque deve ser.” (press release)

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