Com o selo da Shhpuma, já se encontra nas lojas o novo disco a solo de Joana Sá, "Elogio da Desordem".
"Há uma espécie de admiração desconfiada entre as artes, um respeito pelo trabalho do outro sobre um material que não se domina. O compositor tende a ver e a ler o mundo como quem ouve. Em "Through this looking glass" (2010), a Joana Sá dá-nos a ler alguns textos que fazem parte desse seu mundo sonoro e de uma performance que o Daniel Neves pôs em imagens - textos e imagens que balizam a exploração de uma enorme liberdade musical.
Buscando sempre a libertação, a energia e a surpresa do gesto sonoro, o "Elogio da desordem" é formalmente mais rígido, abdica da imagem e acaba por dar voz a textos de Gonçalo M. Tavares. O discurso organiza o pensamento que filtra a mente que é múltipla, desordenada, excêntrica, volúvel.
A música é o Elogio da desordem que se passa na nossa cabeça, capaz de nos restituir (com incómodo, por vezes, dolorosamente) não apenas a multiplicidade de ideias, imagens, sons e até vazios, mas sobretudo a sua simultaneidade.
É por isso que a Joana Sá, utilizando em concerto técnicas outrora exclusivas do estúdio, usa a gravação para colocar o ouvinte no lugar da pianista, da compositora e da Rosinda Costa, vendo, lendo e falando." (Guilherme Proença)
http://joana-sa.com

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