07/12/2013

FILHO DA MÃE | Discurso Direto


"Cabeça", é este o nome escolhido para o segundo trabalho de Filho da Mãe, nome de palco do guitarrista Rui de Carvalho. "Cabeça" é um disco instrumental, acústico, feito mais com a emoção do que com a razão. o disco foi pensado e gravado entre Terra Feita (Gerês), e Montemor-o-Novo no Espaço do Tempo, onde foi essencialmente composto e gravado. Hoje no Portugal Rebelde, é meu convidado Rui de Carvalho. 

Portugal Rebelde - Uma guitarra e dois microfones, são estas as “armas” para um Filho da Mãe em luta com a guitarra? 

Rui de Carvalho - Bom...alguns pedais também...Mas neste caso foram essencialmente os microfones. A “luta” foi mais pacífica, pelo menos tanto quanto o pode ser comigo...

PR - Quando o álbum “Palácio” foi editado em 2011, a sua música foi elogiada pela capacidade de reter algo de energia rock, mas de tocar algo mais profundo, e a ideia de “portugalidade” foi bastante referida. A música de Carlos Paredes é para si uma fonte de inspiração?

RC - Não diria directamente. Mas a música dele faz parte de alguma coisa maior, que eu como tantas outras pessoas, absorvi de algum modo. Creio que não tenho muitas influências directas em termos de guitarra clássica...pelo menos não recentes. Ou seja, influências que eu me aperceba conscientemente e possa dizer - “venho daqui!”

PR - Depois de ter feito um percurso como músico de uma banda, como é que sente hoje no palco “só” com uma guitarra?

RC - Agora um pouco mais habituado à ideia, mas nem por isso completamente confortável com esse papel. Nalguns aspectos cada vez me agrada mais tocar sozinho, mas às vezes pode tornar-se um pouco intenso demais para mim.

PR - Numa frase como caracterizaria este “Cabeça”?

RC- Os monstros matam-se à cabeçada, mas só em último reduto, até lá deixa-se andar...

PR - Muito em breve parte para uma série de concertos que o levarão a França, Holanda e Espanha. Quer falar-nos um pouco destes concertos?

RC - Posso dizer que o Le Guess Who? foi uma bela oportunidade para tocar num festival exemplar em muitas coisas. Infelizmente os concertos lá fora tiveram de ser cancelados por vários azares consecutivos...desde tendinites a porcarias de aeroportos e embirrações com guitarras...a coisa teve um começo um bocado infeliz. Para já fica-me a bela sensação do Teatro do Bairro, o Le Guess Who na Holanda e as pessoas boas que lá encontrei (Jibóia e companhia)...e o resto de bom há-de vir. 

PR- Por onde passa o seu futuro próximo?

RC - Neste momento passa por Londres a dia 7 e depois por planear a apresentação do Vinyl que está para breve...


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