19/07/2015

FLAVIAEFEST | Discurso Direto


Pelo Quinto ano consecutivo a cidade de Chaves acolhe o Festival de música folk Flaviaefest. Nos dias 31 de Julho, 1 e 2 de Agosto, são muitos os sabores que a cidade oferece a quem a visitar. Para além da música, há também os sabores de uma região sobejamente conhecidos, como os enchidos, o folar, os pastéis e o vinho. O Portugal Rebelde foi até Chaves e esteve à Conversa Com Diogo Martins, um dos mentores do Flaviafest. À mesa da conversa estiveram os "sabores" deste Flaviafest.

Portugal Rebelde - Quais são as postas musicais que gostaria de destacar para edição 2015 do Flaviaefest?

Diogo Martins - Estamos orgulhosos do cartaz que conseguimos ter este ano e acreditamos que é um cartaz bastante equilibrado em termos de qualidade musical. De qualquer maneira, é obviamente de destacar o concerto de Sebastião Antunes e Quadrilha que vai com certeza marcar o Flaviaefest deste ano. Os Pé na Terra também serão um ponto alto. São os padrinhos do festival desde a sua primeira edição e o Flavieafest não será com certeza apenas mais um concerto. É uma banda que tem uma forte ligação com a cidade, são amigos e como padrinhos fazem parte da grande família que o festival fez nascer, o que vai pesar na hora em que a festa começar. A jogar em casa vai estar também Projecto Enraizarte, que tem seguidores fieis e que com um novo alinhamento vai fazer o jardim público mexer. Mas acreditamos que temos um cartaz forte. Isso tem vindo a tornar-se prioridade e cada vez mais apostamos em artistas cujo trabalho não se limita a fazer um bom concerto. É importante para nós que os artistas que se juntam a nós tenham a capacidade e a vontade de fazer o nosso festival crescer e tornar-se cada vez melhor. Conhecemos os Myrica Faya num outro festival há cerca de um ano e achamos que seria uma banda que iria encaixar direitinho no nosso alinhamento. São impressionantes ao vivo. Osmavati vão incendiar o jardim público e se eles não conseguirem por toda a gente a mexer, então ninguém consegue. Os Velha Gaiteira são já conhecidos por fazer a festa em qualquer lado. No palco ou no chão. E depois não vai faltar música para que não tenhamos tempos mortos. Vai ser uma grande festa no geral. Nem é uma promessa, é mesmo um facto.

PR - Para além da música, que “sabores” podem disfrutar todos aqueles que se deslocarem a Chaves nos dias 31 de Julho e 1 2 de Agosto?

DM - Este ano comemora-se o terceiro aniversário deste “casamento” entre o Flaviaefest e a feira “Sabores de Chaves”. No mesmo recinto temos o que melhor se faz na região a nível gastronómico, sendo o pastel de Chaves o destaque. Em Trás-os-Montes não somos conhecidos por comer mal. Muito pelo contrário. Quem nos visitar vai entender o porquê de os Transmontanos terem a fama de bem receber.

PR - O que é que faz do Flaviaefest um Festival diferente dos seus congéneres?

DM - Somos da opinião de que quem faz um festival é o seu público. Nós temos vindo a chamar-lhe a família Flaviaefest. Dizemos em alto e bom som que cada visitante é um novo membro da nossa grande família, e que partilhamos o copo, a mesa, a terra e o ser. Não é só publicidade. Começamos a entender desde cedo que não há público como o nosso. Não há mesmo. Sabemos o que somos, para onde vamos e aquilo em que nos queremos tornar, e isso faz toda a diferença. O problema dos pequenos festivais é que querem crescer depressa demais. Quando isto acontece, perde-se a fidelidade de um público que é o responsável por esse mesmo crescimento. Temos crescido com o nosso público, nunca esquecendo a comunidade em que estamos inseridos e com um enorme respeito para com os artistas que trazemos. É o maior desafio que podemos fazer a quem nunca nos visitou. Venham juntar-se à nossa família. Prometemos que não vão sair desiludidos.

PR - O Flaviaefest tem-se assumido no panorama nacional estando em 2014 nomeado para os PFA na categoria de micro festival e para o EFFE Label como festival de interesse Europeu. Este é mais um motivo de orgulho para o Flaviafest?

DM - 2014 foi o ano da afirmação. Deixamos de ser conhecidos a nível regional, e começamos a ser conhecidos a nível nacional. Há pessoas que têm uma influência enorme na maneira como um festival é visto a nível nacional, e tivemos a sorte de receber algumas dessas pessoas ao longo deste percurso, que entenderam que não somos só um pequeno festival de música tradicional. Somos únicos e proporcionamos uma experiência igualmente única. Mas as nomeações não são o nosso motivo de orgulho enquanto festival. Foram momentos simpáticos e que agradecemos humildemente, mas apenas isso. Ter música duas horas depois do fecho do festival porque as bandas se recusam a ir para a cama e continuam no jardim com o público a tocar. Ter uma centena e meia de crianças na primeira fila a cantar de cor as músicas dos Galandum Galundaina, como aconteceu o ano passado. Pedidos de casamento em palco. Festas de uma semana antes do festival porque a família Flaviaefest se lembrou de começar o festival mais cedo e espalhar o ambiente pela cidade. Ter bandas que vinham para ficar um dia e acabam por ficar os três, só para continuarem a fazer a festa. Saber que fazemos um festival de música tradicional e termos um público com uma média de idades inferior a 30 anos. São reflexos de que o festival faz parte da gente, de que já estamos enraizados de forma definitiva e de que o que fazemos tem impacto na comunidade. Faltam pouco mais de duas semanas para a edição de 2015, e já estamos a planear mudanças significativas para edição de 2016. Isto é um fenómeno. Fazemos um festival que tem influência nas pessoas. Ninguém sai do Flaviaefest da mesma maneira que entrou, e esse sim é o nosso maior orgulho. Estamos a deixar uma marca que é impossível de apagar porque fica com as pessoas. O resto são papéis.

PR - Para terminar, enumere três boas razões para que ninguém deixe de estar presente no Flaviaefest 2015.

DM - Depois de tudo o que já referi, seria repetitivo falar a música, do espaço ou da gente. Portanto vou deixar três razões de entendimento universal, e que vão poder encontrar no Flaviaefest deste ano:




Se estes motivos não forem suficientes para levar alguém a sair de casa e se juntar a nós…Bem. Temos Pasteis, Vinho, Folar, Linguiça, cerveja e gente boa. Peguem nos amigos e na família e venham a Chaves!


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