18/07/2015

TAPE JUNK | Discurso Direto


Hoje em "Discurso Direto", é meu convidado João Correia, um dos elementos dos Tape Junk,   banda rock com um vocabulário assimilado a partir de bandas como Pavement, Giant Sand, Stooges, Rolling Stones ou Velvet Underground. O segundo disco dos Tape Junk é uma espécie de "statement" sobre a banda. Disco homónimo, “Tape Junk” foi gravado e produzido por Luís Nunes (aka Walter Benjamin) no Alvito, Alentejo.

Portugal Rebelde - Este segundo disco foi gravado no Alvito (Alentejo). Como é que correu esta experiência?​

João Correia - Correu o melhor possível. A ideia do Luís Nunes ( Benjamim ) logo desde início foi gravar um disco tocado ao vivo para um 8 pistas no sótão de casa dele em Alvito. As vozes foram gravadas depois mas a verdade é que o espírito do disco é quase como que um concerto. Houve vários factores que tornaram o disco especial para nós. O facto de estarmos isolados e focados em gravar o dia todo foi o mais importante na minha opinião. Não havia nenhum tipo de distracção. Muito importante também foi a espontaneidade de gravarmos músicas que nunca tinhamos tocado antes. A adrenalina de gravares algo que nunca tocaste antes e isso ficar gravado para sempre faz com que tudo se torne surpreendente e fresco. Algumas músicas foram como um primeiro date que resultou em casamento! 

PR - Este novo trabalho é uma espécie de “statement” sobre a banda?

JC - Este é o primeiro disco que gravámos os 4 juntos. Os instrumentais foram feitos live para um 8 pistas de fita. O que se ouve no disco são os takes que saíram naqueles dias e acho que o Luís Nunes captou muito bem os momentos de cada canção. Ouço o disco e sinto mesmo que estão pessoas a tocar. Isso para mim é o mais importante. É um disco muito transparente, se calhar daí terem escrito que era um "statement". Para mim é um disco em que nos podes ouvir como se estivéssemos a tocar na tua sala de estar e de acordo com estas 9 canções acho que foi o melhor caminho a seguir

PR - Qual a faixa que melhor encarna o “espírito” de Tape Junk? Porquê?

JC - Para mim é o "Me & My Gin". Pela letra e o contexto em que foi escrita ( às 4h da manhã ao balcão de um bar no Cais do Sodré ); pelo espaço e abordagem de cada um dos instrumentos e pelo saltitar entre o sério e o ridículo entre os versos da canção.

PR - Numa frase apenas – ou talvez duas – como caracterizaria este novo trabalho”?

JC - É um disco de canções, muito simples e directo.

PR - Já tiveram oportunidade de apresentar as canções deste disco em palco. Qual tem sido o “feedback” das pessoas?

JC - Tem sido muito bom. Em alguns concertos o Benjamim toca connosco teclados e percussões e as músicas do novo disco ganham um espírito mais energético e muito semelhante ao que foi gravado. Temos muita sorte em receber convites para tocar e queremos sempre fazer o melhor que sabemos e divertir-nos bastante. Os concertos são todos diferentes conforme o contexto e desde que a banda arrancou que temos tido óptimas experiências ao vivo e bom feedback de quem nos ouve.

PR - Para terminar, por onde passa o futuro próximo dos Tape Junk?

JC- Para já só posso divulgar o CCB a 28 de Outubro. No nosso Facebook podem espreitar as datas todas actualizadas.


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