Após o lançamento do seu primeiro trabalho, em 2015, os Maquina del Amor voltam hoje às edições, com o lançamento de “Disco. Constituídos por Ronaldo Fonseca, Filipe Palas, José Figueiredo e Miguel Macieira, membros dos peixe : avião e dos smix smox smux, os Maquina del Amor fundem elementos de música rock e eletrónica, com a improvisação e a apropriação do ruído como recurso musical a ocupar lugares de destaque, no seu processo criativo. Hoje em "Discurso Direto" são meus convidados os Máquina Del Amor.
Portugal Rebelde - Dois anos após a edição do do vosso álbum de estreia, regressam em 2017 com “Disco”. Como é que se desenvolveu o processo criativo deste novo registo?
Máquina Del Amor - A criação deste álbum partiu de um desafio feito pelo GNRation de Braga, no âmbito da rubrica “Trabalho de Casa”, em que oferece uma semana de residência artística no qual se desenvolve - e grava - temas novos para culminar num concerto. Portanto, este nosso disco deve a sua emergência muito por este desafio que abraçámos no início de 2017.
PR - As 8 faixas deste “Disco” poderiam ser transformadas na banda Sonora de um filme que ainda está por fazer?
Máquina Del Amor - É um sentimento partilhado por muitos que ouvem este disco; os temas têm uma espécie de fio condutor que as liga num propósito por assim dizer, o de entreter a audição - que podia perfeitamente casar com um propósito visual, tal como um filme. Possivelmente este disco podia perfeitamente habitar um filme que condizesse com a sua atmosfera - experimental, melódica, agressiva, desafiante.
PR - Estas músicas tanto nos podem convidar a pôr o volume no máximo, como se estivéssemos numa discoteca ou num concerto, como a sentarmo-nos sozinhos, de olhos fechados, a ouvir com headphones. De alguma forma isto passou pela vossa cabeça?
Máquina Del Amor - É um pressuposto que sim, que a nossa música seja fruída muito por essa maneira; uma de profunda imersão, tal como se pode obter ao colocar headphones, fechar os olhos, ouvir e deixar a mente vaguear.
PR - No passado dia 17 de Novembro, apresentaram este “Disco” no Festival Para Gente Sentada, em Braga. Qual foi o "feedback" do público?
Máquina Del Amor - Foi um concerto que foi bem recebido pelo público, à excepção de um senhor que se manifestou desagradado pela violência ocasional que o nosso som pode assumir! Enfim, não se pode agradar a todos!
PR - Numa frase como caracterizariam este disco?
Máquina Del Amor - Imersivo, instrospectivo, com momentos de revolta e unhas de fora, mas que no fundo, acabam por embalar, em certa medida.

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