28/09/2018

GRAND SUN | Discurso Direto


Após lançarem em 2016 o single "Apolo" pela Xita Records, é no festival Indieota que os Grand Sun decidem começar a compor o seu primeiro registo. Já em 2017, no interlúdio dos concertos e ensaios, mostram-se no programa E2 (RTP2) em processo de composição do disco The Plastic People of the Universe, captado e produzido no Blacksheep Studios pelo Guilherme Gonçalves e pelo Bruno Plattier.  E deste disco saem malhas que nos falam de personagens peculiares. Todos somos retratados, de certa forma. É um reflexo, claro, não só desses meses anteriores, mas também dessas amizades, dos desamores, da contemplação, dos concertos partilhados e da consequente boémia. O mantra colorido da "Flowers" a meio do disco une o seu inicio - "Go Home" e '"Little Mouse" são swings de fita magnética - e o seu final - "The Clown" e 'Round and Round" são passeios por esse mesmo jardim contemplativo, onde nada mais interessa senão observar e cantar o que os rodeia. "The Plastic People of the Universe" chega hojr às lojas.

Portugal Rebelde - O que é que mudou nos Grand Sun após lançarem um single pela Xita Records em 2016?

Grand Sun - Na altura, sendo o nosso primeiro single, o facto de termos algo cá fora serviu muito para tocar em alguns espaços e conhecer pessoas que nos foram encontrando através da Apolo e da Xita. Houve uma mudança, por isso, na forma de nos apresentarmos ao público. Já este disco não é fruto de uma mudança, mas sim de um crescimento conjunto e da necessidade em mostrarmos o que nos vai passando na alma e na cabeça

PR - Este primeiro disco é reflexo de tudo que o que se passou entretanto?

Grand Sun - Sim, claro, nós quisemos fazer um disco que fosse um espelho das nossas vivências. E há algum surrealismo impresso tanto nas letras e na capa, mas é só fruto do prisma com o qual olhamos o mundo ao nosso redor.

PR - Numa frase como caracterizam este “The Plastic People of The Universe”?

Grand Sund - Este disco é um misto de Jolly Farm com Rock n'Roll.


PR - Qual é o tema que melhor caracteriza o “espírito” deste disco?

Grand Sun - Diria que a "The Clown" é a que faz mais juz ao espírito do disco, meio circense, meio sonhador, parece encaixar-se fielmente no titulo. Porém a "Go Home" sintetiza toda a ideia de descoberta que pretendemos transmitir e essa é uma das razões pela qual foi escolhida para ser o Single

PR - “The Plastic People of The Universe” é apresentado dia 19 de Outubro no Side B, em Alenquer e 29 de Novembro no Salão Brazil, em Coimbra. O que é que o público pode esperar destes concertos?

Grand Sun - Nós ao vivo somos uma banda muito expressiva e só queremos mesmo que a malta que nos venha ver se expresse também da forma que quiser. Vamos também tocar coisas novas que temos estado a trabalhar nos últimos tempos Alem dos concertos que referem temos mais datas que iremos divulgar na nossa página nos próximos dias.

PR - Para terminar, estão contentes com o resultado final deste “The Plastic People of The Universe”?

Grand Sun - Estamos contentes pelo contexto e pelo que representa o disco, embora gostemos muito da sonoridade, claro. A belíssima capa é da autoria da Teresa Costa Gomes (Murta) e o vídeo do single de apresentação, a Go Home, é da autoria do Tomas Barão da Cunha


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