08/11/2022

FILIPA PAIS | Discurso Direto

Foto: Fernando Resendes

Dezoito anos após a edição de “Estrela”, disco que gravou em parceria com José Peixoto, Filipa Pais presenteia-nos com o novo álbum “Uma Viagem aos Açores”. Um registo que nasce do amor e do respeito que a cantora nutre pelo arquipélago açoriano, pelas suas gentes, pela sua terra e pelo seu mar, mas, acima de tudo, pela liberdade que sente sempre que está nos Açores! O projeto partiu de um repto lançado por José Medeiros, que sabendo da paixão da cantora pelo arquipélago, a desafiou a gravar um disco de música açoriana. Filipa Pais é hoje minha convidada em "Discurso Direto".
 
Portugal Rebelde - Foi a paixão pelos Açores e pelas suas gentes que a levou a aceitar o desafio do Zeca Medeiros para gravar este disco? 

Filipa Pais - A primeira vez que tive contacto com a música Açoriana era miúda, foi através de um LP da Brigada Vítor Jara e gostei logo. Uns anos depois tive a sorte de ir aos Açores em trabalho com a Lua Extravagante e a paixão começou aí!! Sim foi a paixão pelos Açores e pelas suas gentes que me fizeram aceitar o desafio do Zeca Medeiros. 

PR - “Uma viagem pelos Açores” tem como epicentro o Teatro Micaelense, onde este disco foi gravado ao vivo. Como é que decorreram as gravações? 

Filipa Pais - As gravações correram lindamente. O Teatro Micaelense é um espaço que eu conheço bem e tenho memórias muito bonitas dos espetáculos que já lá fiz. Foram três dias intensos de muito trabalho e concentração, mas também muito gratificantes. É um privilégio poder gravar numa sala daquelas com um piano daqueles! 

PR - A quem se deve a escolha dos 14 temas que compõem este disco? 

Filipa Pais - O Zeca Medeiros, o Tiago Rosas, e o Paulo Vicente mostraram-me várias canções tradicionais e de autor e também fiz a minha busca. Quando cheguei aos Açores já tinha quatro ou cinco temas escolhidos, até porque já costumava cantá-los nos meus concertos. Outras como a Chamateia do Luís Alberto Bettencourt e António Melo Sousa, ou a Cantiga da Terra do José Medeiros achei que tinham que fazer parte deste trabalho não só porque gosto muito de as cantar, mas, também porque já são hinos aos Açores. A escolha foi inteiramente minha. 

PR - Para além dos temas tradicionais açorianos, há neste trabalho uma música de Aníbal Raposo, com letra de Natália Correia, “Poema destinado a haver domingo”. Há alguma razão especial para uma releitura desta canção? 

Filipa Pais - A minha ideia era fazer um disco com músicas tradicionais e canções de autores açorianos. escolhi esta canção do Aníbal Raposo com o Poema de Natália Correia apenas porque me apaixonei pela canção. Acho a canção muito bonita, muito bem feita, a melodia é linda e o poema maravilhoso. Tenho muito prazer em cantá-la. Espero que o Aníbal goste da minha versão. Também gravei temas de outros autores, como Luís Bettencourt, João Miguel Sousa, Luís Alberto Bettencourt e José Medeiros 

PR - Depois da edição do disco, já há datas agendadas para apresentar ao vivo “uma viagem pelos Açores”? 

Filipa Pais - Ainda estamos a preparar a Tournée nas Ilhas e no Continente.

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