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15/05/2026

ADRIANO: A OBRA

A Tradisom acaba de apresentar o livro "Adriano: A Obra", uma edição de capa dura com 175 páginas, fotografias, documentos raros e artigos de jornais + 5 CDs com a discografia completa de Adriano Correia de Oliveira. 

Este é um livro fundamental para conhecer de forma mais profunda o percurso musical de Adriano Correia de Oliveira, uma das vozes maiores da música portuguesa e da canção de intervenção. Muito para além da imagem do intérprete de voz singular que o grande público guardou na memória, este livro revela também o músico, compositor e instrumentista que Adriano foi, restituindo-lhe a inteira dimensão artística que tantas vezes permaneceu menos visível. 

Ao longo destas páginas, o autor, Octávio Fonseca, propõe uma revisitação cuidada de toda a carreira de Adriano Correia de Oliveira, analisando a sua obra disco a disco, cruzando escuta, reflexão crítica e o diálogo com textos de especialistas que se debruçaram sobre a sua música. 

Este trabalho distingue-se também pelo cuidado colocado na reconstituição e clarificação da discografia, corrigindo equívocos e datações erradas que se foram sedimentando ao longo dos anos. Com base em documentação entretanto conhecida e em fontes discográficas credíveis, o autor contribui para um olhar mais rigoroso sobre a evolução da obra de Adriano, reenquadrando-a no contexto do movimento de renovação da música popular portuguesa e da luta cultural e política contra a ditadura, bem como na defesa dos ideais de abril. 

Escrito com o entusiasmo e a atenção de quem escuta a música por dentro, este não é apenas um livro de consulta: é também um convite à redescoberta de uma obra maior da cultura portuguesa. Adriano: A Obra devolve-nos um artista completo e oferece ao leitor a possibilidade de acompanhar a leitura com a audição das canções, num percurso que ilumina a força, a beleza e a importância duradoura do seu legado.

15/03/2025

JOSÉ MÁRIO BRANCO | Entrevistas Para a Imprensa (1970-2019)

"O artista não é o autor do futuro, é um resultado do futuro." (José Mário Branco) 

Reunindo 119 entrevistas para a imprensa, esta obra torna acessível a invulgar dimensão autorreflexiva de José Mário Branco ao longo de 49 dos mais de 50 anos de atividade musical. Nestas conversas, aqui organizadas cronologicamente (1970‑2019), percorrem‑se vários temas essenciais no percurso de um dos mais destacados músicos e compositores de Portugal: desde questões mais especificamente musicais, como as transformações estilísticas dos repertórios musicais, o universo da gravação fonográfica e a reflexão sobre as funções sociais da canção, a outras mais abrangentes, como a atividade política, os sucessos e os fracassos das várias esquerdas, os vários obstáculos ao longo do percurso e o enveredar por outras áreas artísticas, com destaque para o teatro e o cinema. 

Organização: Ricardo Andrade, Hugo Castro, António Branco. Edição Tinta da China.

24/08/2024

ANDRÉ SIMÕES | Chico Buarque em 80 Canções

Em Junho de 2024, Chico Buarque chegou aos 80 anos com uma obra que é um verdadeiro monumento da cultura brasileira. Embora tenha atuado em diversos géneros — literatura, teatro, cinema —, foi como cancionista que primeiramente se destacou e produziu de maneira mais prolífica, sendo as suas canções o seu maior legado para as artes nacionais. Celebrando as oito décadas de vida de Chico, o jornalista brasileiro André Simões analisa 80 canções do compositor, traçando um painel representativo de toda a sua carreira. De “Pedro pedreiro” (1965) a “Que tal um samba?” (2022), cada um dos breves capítulos mantém a ideia central de que uma canção não pode ser satisfatoriamente entendida e avaliada quando se trata isoladamente de música ou letra. 

As análises consideram não apenas a interação lírico-musical, mas também elementos como arranjo, interpretação, contexto histórico e receção, entre outros. Repassando a carreira de Chico, também se mostra parte relevante da história do Brasil nos últimos 60 anos. O autor trata as canções com o respeito que merecem, produzindo um estudo com rigor e profundidade, sem abrir mão de uma linguagem acessível, com sabor de crônica. 

Não se precisa de muita reflexão para perceber as canções de Chico Buarque como belas; ao entender-se por que há tanta beleza nelas, porém, a experiência de audição torna-se mais rica e prazerosa: é como se velhos conhecidos de repente pudessem ser vistos sob nova luz. O volume inclui ainda vasta iconografia dos álbuns e a discografia completa do artista.

Chico Buarque em 80 Canções é uma edição com a chancela da Editora34.

05/06/2024

TIM | Milhares de Palavras

Ao longo da sua carreira profissional, Tim gravou mais de três dezenas de CD e DVD para os quais escreveu mais de 150 letras de canções que agora apresentamos, com o selo da Minotauro, em Milhares de Palavras. Com edição e apresentação de Jorge Pereirinha Pires, esta coletânea passa em revista quase 50 anos de uma carreira que inclui Xutos & Pontapés, Resistência, Rio Grande, Tais Quais e Cabeças no Ar, além de vários álbuns a solo e inúmeras colaborações. 

Milhares de Palavras será apresentado na Feira do Livro de Lisboa (Auditório Sul) no dia 14 de Junho, às 20.00h. Além da conversa entre Tim e Jorge Pereirinha Pires, serão interpretados alguns temas do cantor.

18/04/2024

JOÃO CARLOS CALLIXTO | As Palavras Das Canções

Numa edição da Guerra & Paz, chegou recentemente às livrarias "As Palavras das Canções" da autoria do radialista e investigador musical João Carlos Callixto. 

As Palavras das Canções reúne 150 textos de canções portuguesas, com organização alfabética por autor e mostrando a diversidade de abordagens da nossa música de âmbito popular. Há espaço para letras que todos sabemos cantar e para outras menos conhecidas, tanto de nomes celebrados como de autores menos recordados ou ainda por descobrir. Entre os mais jovens e os mais antigos, haverá decerto surpresas, e é também por aí que se constrói esta obra. 

De forma a complementar a leitura, foi sempre incluída a informação da primeira gravação em disco de cada texto (ou, numa minoria de casos, uma gravação escolhida que não a primeira), com referência aos detalhes completos do fonograma. Como extra, são ainda incluídos os nomes de outros intérpretes que gravaram diferentes versões dos textos apresentados, com a mesma música ou com outra. Assim, neste cruzamento de referências, torna-se mais claro que as falsas fronteiras que muitas vezes são criadas na Música não passam disso mesmo – e que a verdadeira Arte está acima desses espartilhos, privilegiando os intercâmbios e a riqueza de influências.

16/04/2024

OCTÁVIO FONSECA | Os Primeiros Anos Correspondência José Afonso/ Rocha Pato (1962/1970)

O livro Os Primeiros Anos - Correspondência José Afonso/ Rocha Pato (1962/1970), da autoria de Octávio Fonseca, um dos mais conceituados estudiosos e conhecedores da obra de José Afonso, retrata a troca de cartas havida entre José Afonso e Rocha Pato durante os primeiros anos da carreira do músico. Albano da Rocha Pato, jornalista e amigo de José Afonso, foi fundamental na divulgação da sua obra musical e poética, tendo sido um dos primeiros, senão o primeiro, a aperceber-se do talento do amigo, pelo que foi, seguramente, o responsável pelos primeiros artigos de divulgação jornalística da sua obra. 

Os laços entre os dois amigos estreitar-se-iam ainda mais quando o filho de Albano da Rocha Pato, Rui Pato, guitarrista amador com mãos e intuição de profissional, foi escolhido por José Afonso para o acompanhar na construção de um novo formato de canção. Entre 1962 e 1969, praticamente sozinho, Rui Pato acompanhou José Afonso nos palcos e em estúdio, participando nos primeiros discos de baladas, em formato EP, e também nos três primeiros álbuns. Construiu a harmonia desses temas e compôs os acompanhamentos com que procurou encontrar os ambientes musicais ajustados ao conteúdo das canções, deixando todo o espaço ao cantor, tão genial enquanto intérprete e autor. Seria precisamente durante esse período que José Afonso e Rocha Pato trocariam correspondência com regularidade. 

Os Primeiros Anos - Correspondência José Afonso/ Rocha Pato (1962/1970) é, assim, a história de um período fundamental não só da carreira de José Afonso, como também da música popular portuguesa, reconstituindo os primeiros anos da carreira do músico, graças à ajuda das cartas e dos postais que este enviou a Rocha Pato. Fica claro nessa correspondência que a renovação da música popular portuguesa foi levada a cabo por uma equipa-trio que se complementou na perfeição nos papéis específicos de cada interveniente: um autor-cantor, um guitarrista-arranjador e um agente multifacetado. 

O conteúdo destas cartas é reforçado com informações publicadas em várias fontes, reportadas à respectiva época, incluindo textos de Rocha Pato, e esclarecimentos de Rui Pato prestados em várias entrevistas telefónicas. O presente livro é, desta forma, uma obra emocionante e privilegiada que lança luz sobre o autêntico "Big Bang" artístico de José Afonso. Uma leitura essencial para os amantes da música e da cultura portuguesa. 

Octávio Fonseca nasceu no Porto em 1950. De 1970 a 73 fez crítica musical nas publicações A Memória do Elefante e Mundo da Canção. De 1987 a 1992, realizou programas radiofónicos de divulgação e crítica, dedicados à música popular portuguesa, no Rádio Clube do Porto, na Rádio Nova e na Rádio Press. Desde Dezembro de 2006, realiza o programa Os Cantos da Casa na Esquerda.Net. Desde 2011 participa no projeto Uma Vontade de Música, para a realização de concertos-colóquio sobre a obra de José Afonso. 

Publicou os livros, Carlos Paredes: a guitarra de um povo (2000) e José Mário Branco: o canto da inquietação (2000). Em coautoria com Guilhermino Monteiro, João Lóio e José Mário Branco, publicou o livro José Afonso: Todas as canções (2010), com a transcrição para partitura da obra de José Afonso. A partir de 2017 realizou, em diversas cidades do país, conferências intituladas “Ler e ouvir José Afonso”. “Os Primeiros Anos - Correspondência José Afonso/ Rocha Pato (1962/1970)” .

15/04/2024

ROCK RENDEZ VOUS | Uma História Em Imagens

Numa edição da Tinta da China, foi apresentado recentemente o livro "Rock Renvez Vous, uma história em imagens". 

  Sinopse 

"Uma historia em imagens de uma das salas de concertos mais icónicas para o rock portugues. Mais do que a sala de espetáculos rock onde atuaram praticamente todos os músicos ativos na década de 80, o Rock Rendez Vous é fundamental para compreender muito do que se escreveu, pensou e disse não só especificamente sobre a música em Portugal, mas sobre o próprio país, os jovens — um público ansioso «de modernidade» — e o futuro. Todo o clube funcionava como plataforma de encontro para uma juventude filha do país recém-liberto, abrindo já caminho para o florescente Bairro Alto na segunda metade da década. 

A par do Marquee Club em Londres, do CBGB em Nova Iorque ou do Hacienda em Manchester, o nosso, que ficava na Rua da Beneficência 175 em Lisboa, foi dos poucos a atingir o estatuto de elemento central na identidade e na memória do meio musical. Este livro propõe-se representar e fixar a essência do RRV — um lugar onde palco e plateia, pela sua energia, se confundem na disputa pela atenção do fotógrafo. Com coordenação de Luís Carlos Amaro. Fotógrafos: Rui Vasco, Peter Machado, Pedro Lopes, José Faísca, Fred Somsen, Céu Guarda, Álvaro Rosendo. Textos: Ana Cristina Ferrão, Pedro Félix."

13/08/2023

JOSÉ JORGE LETRIA | "O Que Faltava Contar"


Era preciso que alguém contasse! José Jorge Letria revela segredos e intimidades. Privou com Saramago no Diário de Notícias, com Ary dos Santos, Zeca Afonso, Luiz Pacheco, que trazia canivetes e estatuetas do Sousa Martins para vender. Eis o que faltava contar. 

José Jorge Letria conta: desfilam por este livro grandes figuras da cultura portuguesa das últimas décadas, desfilam também episódios marcantes da sua vida. Este é um livro de memória e de memórias: o que era mesmo preciso contar. Tendo sido um destacado cantor político, ao lado de José Afonso e Adriano Correia de Oliveira, não poderiam aqui faltar as vivências que culminaram no 25 de Abril de 1974. 

Enquanto escritor, criador cultural, jornalista, autarca e presidente da Sociedade Portuguesa de Autores, tem convivido com conhecidas personalidades da vida cultural portuguesa, muitas das quais se tornaram seus amigos, pelo que aqui lembra também momentos que com eles viveu, com capítulos sobre Ary dos Santos, José Afonso, David Mourão-Ferreira, Luís de Sttau Monteiro, Carlos Paredes, Fernando Lopes-Graça, Mário-Henrique Leiria, Mário Viegas, Ruy Belo, Luiz Pacheco e José Saramago. 

Este livro inclui ainda poemas seus dedicados a Ary dos Santos, a Carlos Paredes, à liberdade, à escola da sua infância e ao seu coração. "O Que Faltava Contar" é uma edição Guerra & Paz.

13/04/2023

ANA VENTURA | "Uma Página de História"


Assinada por Ana Ventura, no próximo dia 27 de Abril é editada “Uma Página da História”, a biografia oficial dos Da Weasel que resulta de um ano de longas conversas onde todos os atuais membros da banda partilham as suas memórias e alguns dos segredos que, até agora, nunca foram revelados. Mais do que um livro, este é um mergulho num percurso de 30 anos repleto de momentos que marcaram a vida do coletivo mas também a vida de toda uma geração. 

O design da capa, criado por João Nobre, representa o ponto de partida para essa viagem: da sua formação aos singles e álbuns editados ao longo da sua carreira, passando pelos concertos que, ainda hoje, habitam na imaginário de quem teve a oportunidade de os viver, sem nunca esquecer as “pessoas” por detrás dos microfones e instrumentos que contam tudo na primeira pessoa - Carlos Nobre (Pacman/Carlão), João Nobre (Jay Jay Neige), Bruno Silva (Virgul), Pedro Quaresma (Quakas), Guilherme Silva (Guillaz) e Miguel Negretti (DJ Glue) são os verdadeiros protagonistas desta narrativa.

02/09/2022

VALTER VINAGRE | "A Noite Magoa"


Durante a digressão de 5ª Punkada por vários teatros nacionais, Valter Vinagre andou na estrada com a banda e registou vários momentos de backstage, de viagem, de montagens e desmontagens, de preparação, de concentração, ansiedade pré-concerto e de descontração. São várias as expressões assinaladas nas fotografias de Valter Vinagre, dos sorrisos aos choros, do glamour ao suor a escorrer, da felicidade de tocar para uma sala cheia com ovação de pé. 

Desta compilação de fotografias de Valter Vinagre, acompanhadas por um texto de Luis Pedro Cabral, surge "A Noite Magoa", um livro que não pretende retratar apenas a digressão de 5ª Punkada, mas também "uma aproximação aos músicos, à sua resistência, à sua abnegação, à sua capacidade de enfrentar as dificuldades próprias da sua condição e dizer não á discriminação." O livro já está disponível em bandcamp e a sua apresentação será realizada amanhã, dia 3 de Setembro, pelas 15.30h no Castelo de Leiria, no âmbito do projeto Ágora.

08/12/2020

VÍTOR BELANCIANO | "Não Dá Para Ficar Parado"


“Quando a nova música afro-portuguesa se agita, as estruturas da sociedade também se agitam com ela. Não dá para ficar parado.
” (Vitor Belanciano, 2020) 

“Não dá para ficar parado” é o título do livro que o jornalista, crítico de música e cronista Vítor Belanciano apresenta esta sexta-feira (dia 11 de Dezembro) no Lux-Frágil, em Lisboa. A sessão conta com as presenças, para conversa e música, de Dino D`Santiago, Davide Pinheiro, António Pinto Ribeiro e DJ Marfox. 

A obra surge no contexto do projeto de investigação Memoirs, que tem refletido sobre o impacto, na Europa atual, da transferência de memórias do fim do colonialismo nas suas múltiplas dimensões. Em Portugal, se existe território onde as conflitualidades, ambiguidades ou potencialidades do pós-colonialismo se têm manifestado, gerando urgências diversas, tem sido o da música popular. 

 Esta é uma história construída por inúmeros atores das segundas e terceiras gerações afrodescendentes, de General D aos Buraka Som Sistema, de Batida a DJ Marfox, de Nídia a Dino d’ Santiago ou Branko, que têm sido capazes de desarrumar certezas, trazendo novas experiências, praticando música para dançar, pensar e agir.

03/10/2020

À MINHA MANEIRA VOL. II - 2000-2020 | 2º Volume da Autobiografia dos Xutos & Pontapés


"À Minha Maneira" é a autobiografia dos Xutos & Pontapés. Pela primeira vez, os cinco músicos contam, na primeira pessoa, as histórias que os tornaram a mais importante instituição do rock português. 

Em discurso direto com a jornalista Ana Ventura, Gui, João Cabeleira, Kalú, Tim e Zé Pedro traçam o seu percurso mas também descrevem o país onde cresceram, que os moldou e tornou um ímpar caso de sucesso. Tudo isto faz desta obra um testemunho histórico da cultura musical contemporânea em Portugal. Este desafio foi lançado por Zé Pedro à jornalista Ana Ventura, numa conversa em 2008 e, a partir, daí foram recolhidos testemunhos e relatos inéditos, na primeira pessoa, para contar a história da maior banda portuguesa de todos os tempos. 

"À Minha Maneira Vol. I - 1979-1999", lançado em outubro de 2019 marcou o arranque desta obra, contando a história dos primeiro 20 anos do percurso pessoal e profissional dos Xutos & Pontapés, incluindo revelações inéditas e memórias inesquecíveis. Um ano depois, surge "À Minha Maneira Vol. II - 2000-2020". O livro chega às livrarias no próximo dia 20 de Outubro com a chancela da Showtime.

02/10/2020

TERESA COUTO PINTO | "António Variações"


Com a chancela da Oficina do Livro, chega às livrarias no próximo dia 20 de Outubro “António Variações”, de Teresa Couto Pinto. Fotos inéditas do artista tiradas por quem foi sua agente e fotógrafa entre 1981 e 1984, mas sempre sua amiga e confidente. Com prefácio de Manuela Gonzaga, biógrafo de Variações.

23/09/2020

BRUNO HORTA E HELENA SOARES | "António Variações - Uma Biografia"


Depois de um filme com muito sucesso no ano passado, vem aí mais uma obra de arte relacionada com António Variações. O artista vai ter uma biografia, mas diferente do habitual. “António Variações — Uma Biografia”, vai contar a história de Variações, de forma ilustrada.

António Variações foi fugaz como um cometa: viveu na música profissional por apenas quatro anos e meio e morreu em 1984, com apenas 39 anos. Mas à medida que o tempo passa mais viva se torna a lenda.

Diz-se que António Variações era um artista à frente do seu tempo. Que era talvez demasiado moderno para um Portugal ainda tão cinzento e conservador, um país cujas aldeias perdidas no interior tinham parado no tempo e não tinham espaço para espíritos inquietos como o de António Joaquim Rodrigues Ribeiro”, é uma das passagens que vai poder ler nesta biografia ilustrada. 

O livro foi escrito por Bruno Horta e Helena Soares. O jornalista tratou da parte escrita da biografia, enquanto que a designer ficou responsável pela parte gráfica da obra. A edição é da Suma de Letras.

AMÁLIA NAS SUAS PALAVRAS


No âmbito do Centenário de Amália Rodrigues, a Porto Editora publica entrevista inédita da fadista ao escritor Manuel da Fonseca em 1973. O prefácio da obra é de Rui Vieira Nery.

Numa edição conjunta com as Edições Nelson de Matos, e com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e do Museu do Fado, é finalmente revelado o conteúdo das mais de 9 horas de gravações tendo Amália Rodrigues como protagonista e o escritor Manuel da Fonseca como interlocutor. "Amália nas Suas Palavras" é a transcrição integral dessas conversas realizadas em três momentos distintos. 

O encadeamento original das perguntas e respostas — num «itinerário errático de um diálogo informal», como nos explica Rui Vieira Nery no prefácio da obra —, os saltos cronológicos, as mudanças de tema, as associações imprevistas, as interferências externas, os pontos mortos ou até as graças ocasionais aqui contidas dão um encanto singular a esta obra que nenhum outro ensaio biográfico anterior pode reclamar para si. 

 Nesta espécie de coreografia a dois há, no entanto, três tópicos centrais «em relação aos quais o texto nos presta informações relevantes, e por vezes inéditas»: a infância dura da artista, a relação de Amália com o fado e as opções políticas de Amália. 

«O produto final é uma Amália na primeira pessoa, em discurso direto, sem segundas leituras ou interpretações», como frisa Pedro Castanheira, responsável pela transcrição e notas.

O livro "Amália nas suas palavras" chega amanhã às livrarias!

19/07/2020

MANUEL ALEGRE | "As Sílabas de Amália"

Manuel Alegre prepara-se para editar no próximo dia 21 de Julho "As sílabas de Amália", um livro com chancela das Publicações D.Quixote, juntando-se às comemorações do centenário do nascimento de Amália Rodrigues. "Nele estão incluídos os poemas do autor que a fadista cantou e, para lá desses, dois poemas inéditos dedicados a Amália, entre eles, o que dá nome ao livro – "As Sílabas de Amália" e ainda “dois textos em prosa e de vários outros poemas sobre o fado. A maioria dos quais nunca antes publicados" informa a editora, revelando que o livro será também publicado em formato de audiolivro, lido pelo próprio poeta.

18/07/2020

MIGUEL CARVALHO | "Amália – Ditadura e Revolução"


Chamaram-lhe “cantora do regime”. Acusada de servir a ditadura e colaborar com a polícia política (PIDE), foi perseguida e ostracizada após 25 de Abril de 1974, reconquistando depois a unanimidade enquanto voz de Portugal no Mundo.

Esta é a história secreta da vida de Amália Rodrigues. Como se relacionou com o Estado Novo e sobreviveu à admiração por Salazar? Como enfrentou a pobreza, seduziu a aristocracia e os intelectuais? Como ajudou presos políticos, cantou poetas proibidos, colaborou com antifascistas e financiou clandestinamente a oposição e o PCP? Como sobreviveu aos boatos, ataques e tentativas de silenciamento no pós-revolução? Como é que os políticos, os músicos, os poetas, a ditadura e a democracia lidaram com a maior cantora portuguesa de sempre?

"Amália – Ditadura e Revolução" (a história secreta) é uma investigação jornalística de Miguel Carvalho que atravessa dois regimes, vários continentes e reúne perto de uma centena de entrevistas e depoimentos exclusivos, gravações inéditas da fadista e de personalidades que com ela conviveram, milhares de páginas de documentos nunca revelados, além de cartas e fotografias desconhecidas da cantora. 

"Amália – Ditadura e Revolução" (a história secreta) é um edição das Publicações  Dom Quixote.

17/06/2020

CARMINHO | "Amália, Já Sei Quem és"


Carminho escreve biografia de Amália Rodrigues, "Amália, Já sei quem és", um livro infantil que assinala os 100 anos do seu nascimento e presta homenagem à grande diva do fado. Uma história de vida fascinante, com vários detalhes pouco conhecidos do grande público, e escrita em sextilhas, uma das formas poéticas próprias do fado.

O livro, que está a partir de hoje em pré-venda online, chega às livrarias nacionais a 23 de Junho numa edição da Nuvem de Letras (chancela da Penguin Random House), em parceria com o Museu do Fado/EGEAC.

«Assim que fui desafiada pela Joana Gonçalves, editora da Penguin Random House, para me aventurar a escrever uma biografia da Amália, mergulhei uma vez mais na fantástica história desta figura maior. Li a mesma história, mas voltei a descobrir novos pormenores, pequenos tesouros que me deram a primeira grande realização pessoal deste livro: a de conhecer Amália cada vez mais profundamente.

A segunda alegria deste livro é a de poder dar a conhecer Amália aos mais pequenos e convidá-los a seguirmos juntos nesta admiração pela grande voz portuguesa. Inspirada no universo fadista que me rodeia desde que nasci, propus-me contar a história em sextilhas, uma das formas poéticas usadas no fado tradicional.» (Carminho)

25/07/2019

BONS SONS EDITA LIVRO PARA COMEMORAR 10 EDIÇÕES DO FESTIVAL


"Bons Sons x 10: Uma Aldeia em Manifesto" é o livro que celebra os 13 anos e as 10 edições que o Bons Sons completa este ano e que revela muitas histórias da vida do festival. 

Produzido em parceria com as Edições Escafandro, o livro faz o percurso do festival e retrata os artistas que fizeram parte da sua história, desvendando curiosidades, momentos felizes, dramáticos e relatos inéditos sobre tudo o que lá se passou. Para isto, foram desafiados vários ilustradores para partilharem a sua visão sobre o que é o Bons Sons e os artistas que por lá passaram. As ilustrações são de Ângela Vieira, Joana Ray, Nuno Saraiva, Pedro Brito e Silvia Belli e os textos são da autoria de Rita Nabais, Nuno Matos Valente e João Neves (Edições Escafandro).

Na capa, quem dá as boas-vindas são os ilustres homenageados que dão nome aos palcos: Lopes-Graça, Giacometti, Aguardela, Amália, Zeca Afonso, Agostinho da Silva e os mais recentes António Variações e Carlos Paredes. No interior, cada edição do Bons Sons surge representada de acordo com a imagem gráfica que a marcou e todas juntas dão a conhecer o festival, a comunidade que o faz e parte da cultura portuguesa.

Resultado de um trabalho exaustivo, "Bons Sons x 10: Uma Aldeia em Manifesto" foi feito com muito amor sobre o que tem acontecido em Cem Soldos ao longo destes anos, por onde já passaram centenas de milhares de visitantes, muitos milhares de horas de trabalho e milhões de emoções.

Um livro para todos aqueles que querem recordar as memórias do festival e redescobrir os seus concertos favoritos, mas também para todos aqueles que nunca foram à aldeia e que ainda não sabem bem o que lhes espera porque nunca foram ao festival. 

Mergulhar neste livro é a melhor maneira de descobrir que as memórias do Bons Sons não são só feitas de música mas de atividades, jogos, conversas e um sentido de comunidade e partilha com esta aldeia que acolhe milhares de visitantes. E este livro tem esse objetivo: o de ser partilhado por adultos, crianças e famílias inteiras.

"Bons Sons x 10: Uma Aldeia em Manifesto" estará à venda no Bons Sons de 8 a 11 de Agosto por 12,50€.

01/06/2019

ADOLFO LUXÚRIA CANIBAL | "Garatujos do Minho"

O Chiado Grupo Editorial acaba de publicar "Garatujos do Minho", a nova Obra de Adolfo Luxúria Canibal, com prefácio de José Luís Peixoto. O livro encontra-se já à venda em www.chiadobooks.com e disponível para as principais redes a partir da próxima semana.

"Garatujos do Minho" é um Livro construído a partir de uma série de crónicas publicadas quinzenalmente no semanário Sol, de Janeiro de 2014 a Janeiro de 2016, tendo por objecto o Minho – os seus lugares, as suas gentes, a sua cultura, o seu património – visto pelo olhar pessoalíssimo de Adolfo Luxúria Canibal, misturando reminiscências de infância e descrições eruditas, episódios familiares e acontecimentos históricos, mas sempre, como refere José Luís Peixoto no Prefácio, “com clareza, respeito e indisfarçável carinho”, e interpretadas fotograficamente com a mestria do preto-e-branco de Kid Richards.


Adolfo Luxúria Canibal foi fundador do grupo rock Mão Morta, de que é vocalista e letrista, criou espectáculos de spoken word em nome próprio ou sob a designação Estilhaços e integrou o colectivo francês de música electrónica Mécanosphère.

Autor de textos diversos para jornais e revistas, publicou, entre outros, os livros de poesia "Rock & Roll", "Estilhaços", "Todas as Ruas do Mundo" e "No Fim Era o Frio e Outros Textos de Amor e Solidão" e o livro-objecto artístico "Desenho Diacrónico".
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